Capítulo 28 – Traduzido por Cristianepf


Os passos dela estavam quase fazendo com ele perdesse a cabeça. Sawyer sentou à mesa, observando-a ir de peça em peça. O sol nem tinha nascido ainda, ela estava claramente com dor. Ela devia estar dormindo... Eles dois deviam estar dormindo, ele pensou com irritação. Mas ainda assim, aí estava ela, movimentando-se nervosamente pela casa arrumando as coisas, agindo como se estivessem se preparando para dar seu primeiro jantar de Ação de Graças.

Ela desceu novamente até a cozinha e parou abruptamente, olhando em volta com um olhar vago, o rosto se iluminado e os olhos brilhando. Ela parecia tentar lembrar a razão de ter ido até ali.

Notando Sawyer sentado, ela olhou para ele acusadoramente. "Você bem que podia me ajudar, sabe."

"Ajudar com o quê? O que diabos exatamente vocês está fazendo?"

"Este lugar está uma bagunça, Sawyer. Eu acabei de achar cocô de cachorro atrás do sofá que provavelmente estava lá há uma semana."

"Acho que não tinha percebido que teríamos de nos entreter, Sardenta. Quer que eu traga a louça de porcelana enquanto eu penso?"

Ela parecia estar mesmo considerando a idéia. "Você tem louça de porcelana?"

"Não," ele disse alto, ficando irritado.

Ela suspirou. "Diga de novo o que exatamente ele disse."

"Nós já fizemos isso." Ele passou a mão pela cabeça.

"Mas você não foi específico. O que exatamente ele disse quando você contou que eu estava ficando aqui? Você disse que ele não ficou surpreso, mas como ele agiu? Quer dizer, ele disse mais alguma coisa sobre pensar que eu devia..."

"Não. Ele não mencionou nada sobre isso," Sawyer a interrompeu rapidamente.

"Que horas o avião ia partir?" Você tem certeza de que ele está voando até Nashville?"

"Como eu já disse, era esse o vôo que partia ontem à noite," ele respondeu.

"Como você pode ter certeza de que não grampearam o telefone dele?" Ela pareceu preocupada.

"Eu liguei pro hospital onde ele trabalha, ele me ligou de volta de um celular. Eu já disse isso," ele recitou com um tom exasperado. Esta era pelo menos a terceira vez que ele repetia isso.

Kate ainda parecia não estar ouvindo. "Você..." Ela fez uma pausa, parecendo envergonhada. "Você disse a ele sobre nós?" ela perguntou em tom inibido.

"O que sobre nós?" Os lábios dele se mexeram formando um leve sorriso sarcástico. Ele levantou o olhara para ela, com a cabeça levemente inclinada.

Ela respondeu seu olhar com uma expressão quase idêntica. "Você sabe o que quero dizer."

Ele sacudiu a cabeça, olhando para outro lado. "E como exatamente você acha que eu devia ter começado essa conversa, querida? 'Hei doutor, lembra quando eu disse que Kate não estava ficando aqui? Bem, na verdade ela está, e agora ela tem todos esses metais presos no braço dela... você acha que pode vir e tirá-los? Ah, e aliás, estou transando com ela, espero que você não se incomode.'" Ele disse com certa satisfação, como se só o pensar nisso já lhe pudesse lhe divertir.

Kate colocou a mão esquerda no rosto, tapando os olhos. "Oh Deus, esta é uma péssima idéia," ela suspirou.

"Quer saber, se está mesmo te aborrecendo tanto, talvez seja melhor eu dar o fora daqui até ele ir embora... volto depois quando vocês tiverem arrumado tudo." Ele olhou para ela intencionalmente, curioso quanto a se ela ia considerar essa idéia, e secretamente preocupado que ela pudesse fazê-lo.

Ela baixou a mão de novo com uma expressão suave, detectando o tom de disfarçada apreensão na voz dele. Ao invés de responder, ela foi até a mesa e se abaixou para beijá-lo. Cuidadosamente, evitando seu braço direito, ele a colocou em seu colo.

"Você não vai a lugar algum," ela disse, afastando os fios de cabelo dele que estavam na frente dos olhos. "Então nem mesmo pense nisso."

"Só uma idéia," ele murmurou. "Pensei que poderia fazer as coisas menos esquisitas... claro," Ele acrescentou pensativo, "essa teoria toda cai por terra se ele trouxer a nova esposa com ele."

"O quê?" Kate se afastou um pouco e olhou para ele séria, observando suas funções. "Ele... ele disse... quer dizer, o que faria você pensar...? " ela gaguejou, e então parou, notando o olhar de Sawyer. Ele estava tirando uma com a cara dela.

Ela expirou de vagar. Com um pequeno, sorriso torto, acenou a cabeça com desprezo, admitindo que ela tinha caído no truque. "Muito engraçado Sawyer, realmente muito engraçado.

Ele tentou não rir. "Ora, vamos Sardenta... pense bem. Você acha mesmo que alguém ia casar com esse cara depois de conhecê-lo por somente um mês? Diabos, ia levar tudo isso para se convencer que ele não é um robô."

Kate fechou os olhos por um segundo, obviamente tentando manter a compostura. "Olha," ela começou devagar. "Eu sei que você e Jack não são o que se pode chamar de melhores amigos. Tudo bem. Mas você poderia ao menos tentar ser civilizado enquanto ele estiver aqui?" Ela lhe lançou um olhar suplicante. "Ele não tinha que dizer sim, você sabe. Ele não tinha que concordar largar o que estava fazendo e vir até aqui. Custa muito você demonstrar que está agradecido?"

Ele revirou os olhos e mexeu a cabeça de leve. "Por que você não simplesmente pára de se preocupar com isso um pouco? O que, você está com medo que eu o faça chorar?"

Ela o encarou enquanto ele desviava o olhar, de alguma forma envergonhado. Mas ele também parecia ligeiramente magoado. E repentinamente ele soube a razão.

Deitando sobre o ombro dele, ela disse calmamente, "Eu sei que chamar ele era a última coisa no mundo que você queria fazer. Mas o fato é que você fez..." Ela pausou e segurou a emoção. "Eu espero que você saiba quanto isto significa pra mim."

Ele a apertou ainda mais pela cintura e beijou o ombro dela em resposta. Agora que ele tinha conseguido o que queria, ele estava inconfortável e ansioso para mudar de assunto.

"Como está o braço?" Ele levanto o braço dela delicadamente.

"Você quer mesmo saber?" ela disse.

"Tão ruim assim?" Ele perguntou preocupado.

"Está ficando pior," Ela respondeu depois de uma breve pausa.

Cuidadosamente, ele desenrolou a bandagem que eles haviam colocado em volta mais cedo numa tentativa inútil de prevenir uma infecção. Ele ficou intimidado pelo aspecto que tinha agora. Estava inchado e terrivelmente arrochado, as áreas da pele acima do metal estava quase muito escuras, quase pretas. Calor parecia irradiar do local, mais ainda do que do resto do corpo dela que estava febril.

"Cristo," ele murmurou.

Kate deu uma olhada e então desviou, olhando por cima dos ombros de Sawyer.

Enrolando novamente o braço, ele tentou não machucá-la mas notou que mesmo assim, ela se retraía em sinal de dor. "Eu tenho pílulas para dor em algum lugar... pastilhas de morfina, eu acho. Você quer?"

"E você tem morfina assim por acaso?" Ela perguntou com uma voz incrédula.

"Longa história," ele disse evasivamente.

"Aposto que sim." Ela pensou por um segundo, tentando não se deixar influenciar pelo seu braço que latejava. "Acho que eu provavelmente deveria esperar até Jack chegar."

"Isso pode demorar mais algumas horas... de qualquer maneira, ele mesmo já fez uso delas antes."

Ela ainda não parecia convencida.

"Não faz sentido você ficar sofrendo 'sem motivo,'" ele disse, ficando irritado. "Se te faz sentir melhor, ele provavelmente concordaria comigo."

Respirando fundo, ela finalmente cedeu. "Está certo." Ela fez um sorriso torto. "Eu estaria mentindo se dissesse que sou boa em lidar com dor."

"Vamos lá procurá-las, então." Ele disse e, antes de tirá-la do seu colo, beijou-a mais uma vez.

Enquanto eles passavam pelo corredor, Kate perguntou nervosamente, "Então, me diga de novo... que horas o vôo dele ia sair?"

Sawyer suspirou alto e deixou seu próprio queixo cair sobre peito.

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Jack olhou pela janela para os Vales montanhosos que apareciam na vista e então rapidamente se recostou no banco do táxi. Eles estavam viajando por quase uma hora, e ele calculava que estivessem na metade do caminho. Ele só tinha estado lá uma vez, claro, mas como era ele quem dizia para onde ir desta vez, ele era forçado pela necessidade de ficar familiarizado com as estradas e a distância.

Por mais cansativa que esta viajem cruzando o país tivesse sido, ele tinha que admitir para si mesmo que era preferível assim. Da última vez ele tinha estado tão entretido dirigindo e prestando a atenção ao cenário desconhecido em volta dele que ele não tinha tido chance de pensar muito. Havia sido simples e direto – Ver se Kate está lá, e se, não estiver, voltar. Ele não tinha se permitido lidar com a probabilidade delas estar lá ou não, e se elas estivesse, o que exatamente ele planejava dizer à ela. Tinha sido fácil desse jeito.

Agora, do contrário, ele não tinha nada para fazer além de se recostar no banco e deixar o taxista, um senhor do tipo não muito comunicativo de idade já avançada, achasse o caminho para ele e deixasse-o na porta da casa de Sawyer. Era impossível não pensar nela, não importava o quanto ele tentasse se distrair com outras coisas.

Mais do que tudo, a mente dele viajada na última vez que ele a tinha visto.

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Depois de todo a ansiedade e terror ligado ao sucesso da jangada e do aparecimento de Danielle e da fumaça negra, tinha levado alguns dias para tudo voltar ao seu lugar de novo e retomar ao ritmo normal. Enquanto ele tinha passado a maior parte do seu tempo com Locke na escotilha tentando descobrir que diabos aquilo significava, Kate tinha ficado frustrada com o tédio e gradualmente ia deixando que seus seus fantasmas voltassem a assombrá-la.

Ele tinha se sentido culpado por não passar tanto tempo com ela como de costume, mas desde que ele a tinha acusado de envenenar Michael, as coisas entre eles estavam um pouco hostis. Desculpar-se com ela, ou ao menos se abrir, estavam na lista de coisas que ele precisava fazer já há algum tempo agora. Mas haviam muitos itens na lista, e de alguma maneira, sempre alguma coisa o impedia. Ele ia esperar até as coisas estivessem mais calmas, eles teriam muito tempo para isso.

Então um dia, um dia que ainda lhe partia o coração ao recordar, ele percebeu que este tempo nunca ia existir.

Entrando no jardim pelo sul, ele teve alguns segundos para observá-la antes dela notar sua presença. Ela estava plantando sementes de novo. De onde ele estava, não podia dizer de que tipo, mas pensou que pudesse ser de goiaba... o mesmo tipo que ele achou para ela quando Sun teve a idéia de plantar. Por alguma razão, perceber isso fez com que fosse ainda mais difícil.

"Parece que você está dando um duro danado, " Ele finalmente falou. Ele tentava manter a voz calma, adiando as palavras que ele sabia que teria de dizer.

Ela levantou os olhos do que estava fazendo e sorriu. "Hey. Eu achei que estava sendo observada." Ela disse maliciosa.

Com um sorriso, ele foi até a clareira, de encontro à ela.

"Está querendo sujar um pouco suas mãos?" Ela perguntou divertidamente. "Eu sei que você provavelmente não vai acreditar, mas é divertido."

Ele engoliu em seco, tentando não deixar o seu emocional desabar.

"Kate," ele disse suavemente.

Ela encarou-o novamente, curiosa. Então, vendo a expressão no rosto dele, ela congelou.

"Jack?" Ela se sentou sobre as pernas. "O que foi? É o Locke?"

Ele desviou o olhar, desejando a Deus que o problema fosse Locke. Ele preferia lidar com um milhão de malditos fanáticos carecas do que isso.

"Não. Não é o Locke."

"O que é, então?" Ela se levantou lentamente. "Oh, Deus... aconteceu alguma coisa à jangada? Eles estão... estão bem?" Havia um tremor de pânico na voz dela, e ele sabia, com um pouco de irritação, que ela estava pensando em Sawyer.

"Eles estão bem." Lentamente, ele levantou os olhos do chão para encontrar os dela. "Kate..." ele falou dando uma pausa. "A jangada foi resgatada."

Ela segurou a respiração. Ele pôde ver a expressão dela mudar enquanto ela continuava a olhar para ele. Toda a luz que irradiava de seus olhos parecia esvaecer quando ela percebeu o que aquilo significava para ela.

Ele continuou. "Dois helicópteros chegaram na praia faz uma meia hora... você não deve ter ouvido daqui."

"Não, " Ela disse de forma calma, convenientemente, como se ela não estivesse ao par do que estava dizendo. Então ela desviou o olhar. "Eu não ouvi."

"Tem um agente a bordo em um deles." Ele disse as palavras calmamente, tentando causar menos impacto.

Kate deu um sorriso amargo, doloroso. "Eles estão procurando por mim?"

Jack não disse nada por um momento. Uma resposta não era necessária, ele supôs. Ela já sabia o que ele responderia.

"Eu queria te achar primeiro," ele finalmente disse.

Ela mordeu o lábio e concordou, obviamente tentando segurar as lágrimas. Percebendo que tinha a mão fechada desde que tinha se levantado, ela a abria lentamente. As sementes de goiaba rolaram de sua mão e caíram no chão. Os dois as observaram cair no chão. O jardim inteiro, que parecia tão florido e estabelecido a apenas um momento atrás, agora tinha um ar de abandonado, sem importância. De todo aquele esforço não restaria sequer vestígio. O mato tomaria conta de novo em uma semana.

"Kate olhou de volta para ele. "Eu acho... que é isso. " Ela tentou sorrir, mas falhou. Então olhou para a selva, e uma idéia brilhava e se deixava transparecer na sua face. O instinto de correr era muito forte.

Ele sabia o que ela estava pensando, e também que ele não podia deixá-la por isso em prática. E, apesar de seu tormento ser esmagador, ele fez um último esforço para continuar firme.

"você não pode, Kate. " Ela se voltou para ele, e ele viu sua última esperança morrer.

"Eu voltarei com você." Ele a pegou por um braço para guiá-la.

"Não, ela disse rapidamente, se livrando do braço dele.

Ele ficou surpreso e um pouco magoado.

"Eu não quero que você veja, Jack." A voz dela estava afetada pelas lágrimas contidas, e ela continuou argumentando. "Eu sei que todos os outros estão lá... e que eles vão ver. Mas não você. Por favor."

Ele concordou. "Eu entendo. Eu esperarei aqui."

Eles se entreolharam por mais alguns segundos, sem saber como dizer adeus.

"Bem," Kate disse. "Eu acho que devíamos estar celebrando, certo? Nós fomos regatados."

Ele não respondeu. Ele não estava com humor para piadas agora.

"Adeus, Jack," ele sussurrou.

Ela começou a se afastar, mas então um impulso a arrebatou, e ela voltou, colocando seus braços em volto do pescoço dele bem apertado. Ele a abraçou de volta.

"Obrigada. "

Antes que ele pudesse perguntar pelo que ela estava agradecendo, ou mesmo dizer adeus, ela havia se virado e se apressado em sair dali. A folhagem era tão densa que ela desapareceu quase imediatamente. Sentindo uma onda de náusea e que perdia o chão, ele sentou no chão.

Sem nem notar o que estava fazendo, ele começou a juntar as sementes de goiaba que ela a pouco tinha deixado cair no chão.

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Sawyer se deixou cair sobre a cadeira em frente ao sofá em que Kate dormira, tentando não cair no sono. As pílulas de morfina tinham tirado a dor, mas também tinham conseguido apagar Kate. Ele deseja poder se juntar à ela.

O cãozinho estava espreguiçado sobre as pernas dela, vibrando por alguém estar tirando uma soneca com ele. De vez em quando suas patinhas se contraiam enquanto ele dormia. Sawyer quase invejava o maldito cachorro.

De repente, ele levantou a cabeça de onde estava recostado contra a cadeira, alerta. Ele ouviu o som inconfundível de um carro freando sobre cascalho.

Indo para a porta calmamente, ele deu uma olhada em Kate mais uma vez enquanto saia para a varanda. Antes de deixar Jack entrar, ele tinha algo a dizer para ele.

Ele observou enquanto Jack pagava o taxista e se dirigia até a varanda. Ele parecia cansado, mas ainda assim distinto e bem apresentado, como sempre. Ele carregava uma mala com o que precisaria para passar a noite e uma bolsa de couro preta.

Quando ele subiu os degraus, os dois se encararam por um segundo.

"Parece que eu recém estive aqui," Jack disse.

"Você esteve, " Sawyer replicou.

"E se não me falha a memória, me parece que você me disse que não tinha visto Kate... e não tinha intenção." Jack sorriu um pouco.

"O que eu posso dizer, Doc... acho que não posso ganhar um prêmio por honestidade." Ele olhou para a mochila curiosamente. "Achei que aquelas maletas de médico só existissem em Mayberry."

"É antiga... era do meu pai. Eu nunca usei antes... este é a primeira consulta que sou a domicílio." Ele ergueu um pouco as sobrancelhas um pouco. "Ou ao menos será, se você decidir me deixar entrar."

"Sim... mas sobre isso." Sawyerfalou sacasticamente. "Antes de irmos lá pra dentro, eu achei que podia lhe dar um pequeno aviso. Você diz alguma coisa pra ela sobre se entregar, e eu faço picadinho de você."

Jack riu silenciosamente. "Na verdade, acho que isso se chama ameaça, Sawyer."

"Chame como quiser. Tudo que sei é que, da última vez que você esteve aqui, ela ficou deprimida e depois de ouvir aquela baboseira sobre 'não poder passar a vida toda fugindo, e como de como ela devia fazer a coisa certa, e tudo o mais que você falou.' "

Jack olhou para ele incrédulo. "Ela ouviu aquilo? Onde ela estava? "

"Sim, ela ouviu," Sawyer disse, ignorando a última parte da pergunta. "E é uma pena você não estar aqui para ver o pós-choque. Pudera você ter visto."

Jack parecia estar pensando sobre isso. Ele não tinha sequer considerado a possibilidade de kate ter ouvido ele falando. Quando ele viu suas roupas na lavadora quando ele saía, ele pensou que ela estivesse em algum lugar por ali. Mas não perto o suficiente para ouvir.

Ele suspirou. "Olha, eu estou aqui como médico, Ok? Os únicos parecer que darei serão de médico. A vida dela é... não é da minha conta."

"Fico contente de ver que você pensa assim," Sawyer disse. Agora foi a vez dele de parecer um pouco castigado. "Vamos entrar."

Ele abriu a porta e fez Jack entrar pela cozinha, pois não queria que ele visse Kate dormindo, por alguma razão. Ele reservava esse prazer só para ele.

Jack largou suas duas malas na mesa e olhou em volta. "Onde ela está?"

"Eu vou chamá-la em um minuto," ele disse, demorando-se. Ele foi até o refrigerador. "Você quer uma cerveja?"

Jack olhou para ele como se ele fosse louco. "Eu gostaria de estar pronto para operar, se o braço de Kate está tão ruim quando você disse. Você acha mesmo que é uma boa idéia me oferecer álcool agora?"

Sawyer olhou para outro lado, mais irritado do que nunca pelo que ele considerava a tendência a se achar "o senhor da razão" que Jack tinha. Ele pegou uma lata para ele e retirou a tampa com uma sacudida. Para seu desânimo, a lata explodiu em um assovio antes dele poder atirá-la para longe. Um pouco da espuma tinha saltado em sua camisa. "Filho de uma puta!" De todas as vezes, claro que isso tinha que acontecer agora.

Jack cobriu a boca e fez um sincero esforço para não rir.

Sawyer arrancou um guardanapo da pia violentamente e limpou seus braços e mãos, olhando para ele.

"Jack?"

A voz suave veio da porta.

Ambos olharam ao mesmo tempo. A expressão no rosto de Jack mudou quase imediatamente, e ele deve que prender a respiração. Ele tinha esquecido completamente como ela era linda.

Os três permaneceram congelados por alguns segundos. Então Kate foi de encontro a Jack, abraçando-o com ambos os braços, mesmo o machucado.

Sawyer deu um passo para trás, para sair do caminho. Mas realmente não importava. Ele sabia disso, até onde ambos estavam aflitos, ele também não devia estar no aposento.

Sawyer stepped back, out of the way. But it didn't really matter. He could see that, as far as the two of them were concerned, he might as well not have been in the room.