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Edward se levantou e foi embora, batendo a porta ao passar. Essa deveria ser a parte do "sonho" em que eu acordava assustada, e descobria que, no fim, nada disso acontecera. Que Edward não tinha voltado da Inglaterra, e que eu não tinha traído Jacob com seu melhor amigo. Que eu ainda tinha a chance de ir ao casamento de Rose e Emmett. Que tudo não passou de um terrível pesadelo...

Mas é claro que não era assim.

Como eu podia desejar que tudo não passasse de um sonho se, pela maior parte do tempo, eu soube que aquela era a minha realidade? Que eu estava traindo o meu namorado de novo, com um homem que ele considerava seu melhor amigo? O homem que eu deveria odiar com todas as minhas forças mas, na verdade, o amava mais do que tudo. O homem que me fazia desejá-lo por perto e ainda temer sua presença... O homem que eu tinha que afastar.

Bem, pelo menos era isso o que eu tinha decidido até vê-lo partir. Nem me lembro mais dos motivos para tê-lo dito de que aquilo foi um sonho, apenas. E nem quero me lembrar. O que eu quero agora é me forçar a lembrar de que, no momento, ele está tão bravo e decepcionado comigo que, provavelmente, me entregaria a Jacob. Eu só preciso esperar até o amanhecer e falar com ele à sós, botar tudo em panos limpos, confessar o meu amor. E, depois, terminar com Jake.

Eu o amo, óbvio. Mas nunca seria capaz de amá-lo em tal intensidade da qual eu amo a Edward. E era isso – essa era a minha decisão. Pela primeira vez em anos, sinto que estou fazendo algo certo. Sinto que escolher Edward foi a melhor coisa que eu poderia fazer.

Um pouco mais leve, voltei a deitar minha cabeça no travesseiro, pensando que em algumas horas tudo estaria resolvido. Que, em algumas horas, Edward seria meu e que eu não teria mais o peso na consciência por estar traindo Jacob. Em pouco tempo, eu estaria junto ao homem de minha vida. Sorrindo, adormeci.

Edward's POV

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Acordei ainda de madrugada, completamente suado. Bem, era melhor assim – eu não queria ver Isabella.

Levantei da cama silenciosamente e fui tomar uma ducha gelada. Escovei meus dentes, vesti uma camisa leve azul escura e uma calça jeans preta. Pus um sapatênis e desci as escadas calmamente.

Ainda estava escuro na sala, e, ignorando os roncos de Jake, chamei o elevador. Logo ele chegou e eu me vi livre daquela loucura (pelo menos por algumas horas).

Fui até um café 24h, e tomei meu desjejum. Eram cinco e meia da manhã e meu trabalho começava apenas às 19h. Perfeito, só tenho que passar o dia inteiro fora de casa. Bem, não exatamente – Isabella sai para o trabalho mais ou menos às nove, nove e meia... Eu só precisava ficar fora até lá.

Sem aviso minha mente foi preenchida por suas imagens. Dispensei a garçonete com um aceno de cabeça quando ela me trouxe o meu café, e me deixei divagar. Todos os meus movimentos se tornaram mecânicos, e tudo o que eu via era o seu rosto.

Suspirando, relembrei da noite passada. Como alguém era capaz de pensar que tudo o que tivemos juntos não passava de um sonho? Aquilo não significou nada para Bell? Ela me amava, não? Era impossível ter uma noite daquelas sem nutrir algum sentimento pelo outro... Ah, a quem eu estou querendo enganar?

Bell não me ama. Não duvido nada que ela tenha achado mesmo que tudo foi um sonho extremamente vívido... E que, ao "acordar", se repreendeu por não ter sonhado com Jacob. Eu cansei – ela já teve suas chances.

Eu posso amá-la com todas as minhas forças, mas não posso mais me enganar desse jeito. Vê-la nos braços de Jake é doloroso, sim. Mas é pior ainda quando eu sei que eu a tive em meus braços momentos antes. E só piora quando ela diz a ele que o ama. E, quanto a mim... Eu recebo os coices e, se tiver sorte, algum sexo sem sentido.

Claro que eu faço por merecer os coices... Mas, era de se esperar que, depois de todas as nossas carícias, ela tivesse se declarado. E quanto a eu me declarar? Não, eu não devia. Eu não podia. Se eu o fizesse... E o sentimento não fosse recíproco... Tenho fortes motivos para acreditar que não seria capaz de me reerguer novamente. Se eu recebesse uma resposta negativa de Bell, eu afundaria em um poço sem fundo e fadado a sofrer pelo resto dos meus dias.

Então, era esse o meu destino. Amar e não ser correspondido. Tê-la em meus braços, para logo depois vê-la nos braços de outro. Esperar por palavras de amor e receber olhares de ódio. Viver por ela... Para morrer sem ela.

Meu coração sempre será dela. Mas eu não me deixarei vencer mais – meu corpo não a pertencerá mais. Minha mente não sucumbirá aos seus encantos. Eu serei um homem livre, um homem de todas. Que se dane o que ela pode pensar... Ela não se importa com o que eu penso. A partir de agora, eu voltarei a ser o Edward galinha, que não se importa com as mulheres a não ser que seja para levá-las para a cama.

- O senhor deseja mais alguma coisa? – Ouvi a voz doce da garçonete, e pela primeira vez a observei direito.

Seus cabelos eram lisos e negros, seus olhos puxados – uma oriental. Ela sorria para mim, e eu percebi: eu poderia colocar em prática os meus planos agora. Sorri torto e disse:

- O que eu desejo não está no cardápio. – Seu sorriso se alargou.

- Bem, o meu turno acaba daqui cinco minutos. Talvez eu possa ajudá-lo...

- Eu adoraria. A propósito, meu nome é Edward.

- Eu sou Maemi. – Ótimo, uma japonesa. Paguei a conta e a esperei do lado de fora do café. Em pouco tempo ela se juntou a mim, sem o avental que usava antes. Como ela era? Gostosa seria a melhor descrição.

Maemi não me dirigiu a palavra, apenas chamou um táxi. Me chamou com um dedo e eu a segui, sem prestar atenção para onde estávamos indo. A única coisa que eu via eram suas pernas torneadas e a cinta liga que aparecia por baixo de sua minissaia.

Quem se importava com o motorista? Quem se importava para onde estávamos indo? Eu não me importava. Nada mais existia – apenas aquela cinta liga. Posicionei-me de maneira que meus lábios estavam próximos de suas coxas e, com os dentes, comecei a arrancar aquela cinta liga. Pude ver pelo canto do olho o motorista nos encarando irritado, pelo retrovisor, mas o ignorei.

Maemi ria baixinho, quando eu finalmente tirei sua cinta liga. Mas, ao contrário do que ela imaginava, eu não levantei minha cabeça: com uma mão, comecei a acariciá-la por cima da calcinha. Ela abafou um gemido, e suas mãos passaram a acariciar meus cabelos. Foi quando o táxi parou, me fazendo cair no chão. Uma palavra: OUCH.

Todo dolorido, me sentei no banco com a cara polida. Cheguei a pensar que o cara ia nos expulsar do carro, mas percebi que tínhamos chegado a um destino quando Maemi o pagou (já disse que gostei dela?) e saiu do carro, me chamando com um sorriso. A acompanhei e logo entrávamos em um prédio velho, logo acima da linha do metrô. O lugar logo me deu idéias: o metrô passava, o chão tremia e nós dois suados em cima de sua cama.

Subimos as escadas e ela abriu a porta de madeira verde musgo e um pouco descascada. O ambiente era extremamente laranja, mas não dei muita atenção a isso: assim que ela fechou a porta, a prensei contra a mesma. Minhas mãos passeavam pelas suas pernas e paravam em seus seios, enquanto meus lábios beijavam seu pescoço.

Abri os botões de sua camisa branca com violência, alguns botões caindo no chão. Ela mesma arrancara sua saia, ficando apenas com uma minúscula calcinha de renda branca – deliciosa. Sem aviso prévio ela ficou mais baixa (mais ou menos da altura de Alice), e eu percebi que ela tirou seus saltos altos.

- Você está um pouco vestido demais... – Ela sussurrou entre os beijos, e arrancou minha camisa por cima da minha cabeça, sem se dar ao trabalho de desabotoá-la. Suas unhas vermelhas me arranhavam o peito, e eu grunhia de prazer.

A peguei no colo, minhas mãos em suas nádegas e suas pernas envoltas em minha cintura. Não precisei de muito tempo para achar sua cama de casal, ainda desarrumada. A derrubei lá e, após pegar uma camisinha em minha carteira, tirei a calça junto a minha boxer. Coloquei a proteção em meu órgão pulsante e, enquanto Maemi mordia os lábios luxuriosamente, a penetrei.

Eu a estocava com força, sentindo nossas respirações entrecortadas e o suor que escorria pelos nossos corpos. Eu mordia um de seus seios, enquanto acariciava o outro e ela sussurrava coisas desconexas no meu ouvido.

Ela não me ama.

Isabella tomou meus pensamentos, e eu quase broxei ao lembrar que hoje, talvez, ela fizesse o mesmo que eu fazia agora com Jacob. Suspirei e estoquei Maemi com mais força ainda, tentando me concentrar no ato.

Ela não me ama.

Droga! Eu não posso... Não posso pensar nisso agora. Sexo é a única coisa boa que restou em minha vida, e eu não posso ficar sem isso, não mesmo... Não por um amor complexo e não correspondido. Maemi atingiu o orgasmo, mas eu sentia que meu prazer apenas diminuía... Pensei em Bell nua.

Ela não me ama.

Tudo para ela não significava nada. Cada toque, cada palavra... Sem sentido. Era coisa de momento. Ela não se importava comigo – ela me odiava. Tentei voltar a me concentrar em Maemi e em seu corpo delicioso que serpenteava abaixo do meu.

Ela não me ama.

Bell não saía da minha cabeça... Ela estragava a minha transa. Bem, se não pode com eles, junte-se a eles. Voltei a pensar nela, em nossas carícias... Como maneira de me estimular. Eu não mais via Maemi, via Isabella. Era ela que sussurrava meu nome, ela quem pedia mais... Ela quem me fez gozar.

Ela não me ama.

O que eu estava fazendo? Não é com vadias como Maemi que eu vou esquecê-la...

Mas eu quero esquecê-la?

Eu quero Isabella sob mim, falando que me ama... Que me quer.

Suspirei e saí de cima de Maemi. Ela não se importou, apenas se virou na cama e dormiu. Coloquei minhas roupas, peguei a carteira e fui embora, fechando a porta com um baque surdo atrás de mim.

Peguei um táxi e fui até o Central Park. Eu queria pensar, botar meus pensamentos em ordem... E conversar com um bom amigo.

Assim que cheguei lá, sentei em um banco. O lugar ainda estava vazio (a manhã começava a despontar), ocupado apenas por alguns mendigos e pessoas fazendo suas corridas matinais. Hesitei um momento, mas depois digitei os números há muito não digitados. Em cinco toques fui atendido.

- Alô? – Uma voz feminina e sonolenta perguntou. Droga, eu não queria que Alice atendesse... Ela ia contar tudo a Bell depois. Bem, que seja:

- Alice... Jasper ponde atender?

- Edward? – Ela soou bem mais acordada, e pude até imaginá-la sentando-se bruscamente na cama.

- Sim, Allie... Eu.

- Está tudo bem?

- Sim... Bem, mais ou menos.

- É Bella? – A pergunta era ambígua. Bella se machucou? Não. Foi Bella quem dilacerou meu coração e me deixou mal? Sim.

- Sou eu, Alice. – Eu é quem estava machucado... – Posso falar com Jasper?

- Claro... Eu vou passar para ele. – Ela parecia confusa, e depois de um breve momento, escutei a voz de meu melhor amigo. Aquele que eu abandonei há anos atrás, junto a meu irmão.

Eu podia ter ligado para Emmett, claro. Mas Jasper era mais sensível quando se tratava a mulheres, seus conselhos teriam melhores efeitos em mim. Se eu tivesse ligado para Emmett, ele provavelmente teria dito "Sexo cura tudo, cara... Transe com o máximo que puder." Mas se eu falasse para ele que aquilo não mais funcionava comigo, ele ficaria sem palavras. E era aí que entrava Jazz.

- Edward? Está tudo bem? – Ele parecia tão preocupado quanto Alice, mas eu percebi que a sua pergunta não era dirigida ao meu físico.

- Não, Jazz... Não está. – Ele ficou quieto por um momento.

- Onde você está?

- Central Park.

- Eu estou indo para aí.

- Ok.

Bella's POV

Acordei feliz. Eu conversaria com Edward hoje, tudo daria certo... Nossa farsa acabaria e seríamos namorados de verdade. Eu tinha certeza de que ele me amava também. Ele não teria vindo ao meu quarto ontem se não o fizesse. E o melhor: ele me perdoava por tudo.

Tomei um banho e vesti uma saia social bege justa, com uma blusa violeta. Deixei meu cabelo ao natural, com alguns cachos na ponta e desci as escadas para fazer o nosso café da manhã. A porta do quarto de Edward estava fechada, então ele provavelmente ainda dormia.

O dia começava a amanhecer, eram apenas sete horas da manhã e eu já estava agitada. Jacob ressonava no sofá, roncando eventualmente. O ignorei e fui fazer uns ovos mexidos, acordando-o apenas quando fui bater um suco de abacaxi com hortelã.

- Bella? Que horas são? – Ele perguntou, se espreguiçando.

- Hm... Sete e meia, por quê?

- Não está meio cedo? – Perguntou, em meio a um bocejo.

- Eu não acho, estou super acordada. – Dei de ombros, e ele arqueou as sobrancelhas:

- Você tomou café antes de dormir, não foi?

- Quê? Claro que não, Jake!

- Se você assim diz... – Comentou, enquanto se levantava. – Estou sentindo cheiro de ovos?

- Sim... E o seu suco favorito também. – Disse, em meio a um sorriso. Se eu ia terminar com ele hoje, era bom tratá-lo bem desde cedo...

- Abacaxi com hortelã? – Assenti. – Ótimo!

- É uma recompensa... Acho que fui muito severa com você ontem.

- Eu mereci... – Ele disse, enquanto se abaixava para pegar um prato na parte de baixo do balcão. Tomei um gole de suco e levantei um dedo, para impedi-lo de falar:

- Não, eu estava errada. Você pode dormir na cama hoje, se quiser. – Ele sorriu.

- Ótimo! Eu já estava pensando em comprar um sofá maior hoje... O nosso é muito pequeno para mim. – Eu ri, leve. Era fácil conversar com Jake, ele era meu melhor amigo. Só espero que isso não mude hoje.

Tomamos o café em parcial silêncio, sendo interrompido apenas por algumas brincadeirinhas de Jacob. Logo havíamos terminado e já eram oito da manhã. Ele subiu para tomar seu banho, e eu comecei a me perguntar se deveria acordar Edward para tomar seu desjejum.

Esperei ouvir o barulho do chuveiro ligado e corri para o quarto dele. Abri a porta delicadamente, mas me deparei com a cama vazia. Bem, talvez ele estivesse no banheiro...

Relutante, bati na porta do banheiro. Nada. Suspirei e entrei. Vazio. Mas... Onde estava Edward?

(...)

Tomada por um ataque de nervos enquanto Jacob tomava banho, arrumei a casa. As camas estavam feitas (inclusive a de Edward), a louça lavada, seca e guardada, e eu estava pensando seriamente em começar a espanar os móveis quando Jake saiu do banheiro enrolado em uma toalha. Tudo bem que não seríamos namorados por muito mais tempo, mas... Uau.

Uma gota caiu de seu queixo e caiu em seu peitoral definido, escorrendo pelo seu tanquinho e passando perigosamente pela toalha branca. Percebendo que eu o encarava, Jacob disse:

- Sabe... Ainda temos tempo. Podemos "brincar" se você quiser.

- Quem sabe? – Perguntei, a voz rouca de desejo. Opa. Bella, deixa de ser pervertida!

- É só se aproximar, Bella... – Ele disse, ameaçando tirar a toalha.

- Não! – Ele me encarou confuso, e eu respirei fundo. – Desculpe, Jake... Eu não posso. Tenho que ir trabalhar...

- Ah. Que pena... Eu estava pensando se a gente poderia faltar hoje.

- Não posso, eu acabei de ser promovida e...

- E você não me contou? – Ele perguntou, irritado.

- Bem, eu estava ocupada demais sendo acusada de ter ficado com o Edward! – Exclamei, espumando de raiva.

- Desculpe. – Ele disse, depois de um período curto de silêncio.

- Está tudo bem. – Eu disse, fria. – Mas, falando em Edward... Ele não vai tomar café da manhã não? Vai gelar. – Disse, decidindo me fazer de desentendida. Jake apenas deu de ombros.

- Ele sabe se virar. – Tá, isso me responde: Jacob não faz a mínima idéia de onde Edward foi. O que me faz pensar que ele saiu escondido...

- Tudo bem. Eu... Já vou indo, então. – Ele se aproximou e deu um beijo no canto dos meus lábios. Então eu me virei e fui embora, os pensamentos a mil.

Edward's POV

Em meia hora eu consegui ver Jasper, o celular em um ouvido, tentando saber onde exatamente eu estava. Assim que ele me viu, desligou o aparelho e apertou o passo, um sorriso nervoso em seu rosto. E, logo atrás dele, surgiu Emmett, comendo um cachorro-quente e um boné dos Yankees virado ao contrário na sua cabeça.

- Eu tive que trazer o Emmett, desculpe cara. Ele acabou me ligando, e... – Jasper começou a se desculpar, quando chegou perto o suficiente.

- E eu não perderia isso por nada! Você é o meu irmão e, agora que desistiu de deixar a gente de lado, eu não desgrudo mais! – Eu ri dele, a boca um pouco suja de maionese, e o puxei para um abraço. Estava com saudades da família, afinal de contas.

- Senti sua falta, ursão.

- Ô coisa gay... Também senti sua falta, cabeçudo. – Ele disse, amassando meus ossos. – Agora me larga que eu não quero nenhum paparazzi me enchendo e pedindo abraços no meio da rua. – Ri, enquanto massageava os ossos e me precipitava para dar um abraço em Jasper.

- Afinal, por que você ligou para o Jazz às sete da manhã, Emm?

- Frustração sexual. – Ele disse, dando de ombros.

- O quê? – Perguntei, rindo, e Jasper estremeceu.

- Ele pegou a terrível mania de me ligar para chorar as mágoas toda vez que Rose nega um sexo matinal com ele. Sabe, ele já me interrompeu em cada situação...

- Ok, Jasper. Eu não quero saber: Alice é minha priminha.

- Ah, desculpe. – Disse, corando um pouco.

- Eu juro que não entendo aquela loira. – Emmett disse, se sentando no chão e engolindo o último pedaço de seu lanche. Eu e Jasper nos sentamos com ele.

- Qual foi o motivo dessa vez? – Jasper perguntou, cansado.

- Eu não sei... Esses dias ela está mais irritada do que o normal. – Ele tremeu. – E depois, ela vem toda melosinha pro meu lado... Sem contar no apetite. – Encarei Jasper, cúmplice, mas desviei o olhar assim que Emmett voltou a falar. – Sabe, ela não pára de comer as coisas mais esquisitas. Nem sei onde que aquilo tudo vai parar...

- Hm... Emmett? Você não considerou a idéia da Rose... – Comecei, mas Jasper me tacou um graveto, para eu me calar.

- Da Rose estar com vermes? Eu pensei nisso também... Mas, quando eu disse pra ela, ela me tacou um abajur. – Ele disse, e eu reprimi o riso.

- Então... – Jasper começou, visivelmente tentando mudar de assunto. – Qual é o problema, Edward?

- Bell. – Eu disse, abaixando a cabeça e fitando a grama.

- Isso a gente já imaginava... Mas o que aconteceu? – Jasper perguntou.

- É, você deu uns pega nela? – Tinha que ser o meu irmão.

- Emmett!

- Não, tudo bem Jasper... Sim, Emmett. Eu me relacionei sexualmente com Bell, se você quer saber.

- Sabia! – Ele disse socando o ar. – Esse é o meu irmãozinho, o terror da mulherada!

- Então qual o problema, Edward? – Jasper perguntou, resignado a ignorar Emmett, que fazia uma dancinha da vitória.

- Ela não me ama. – Emmett parou.

- E daí? Você fez sexo!

- E daí que eu não quero sexo com Bell, Emmett. Eu a quero para mim, unicamente... E não dividindo com o meu melhor amigo. E daí que eu não quero ser o outro, que ela só fica quando não pensa bem nas conseqüências e logo em seguida quer se chutar por ter ficado junto! E daí que eu não quero ser odiado pela mulher que eu amo! – Eu quase gritava, e demorei a perceber que havia me levantado. A boca de Emmett estava aberta, e Jasper cortava uma folha em pedacinhos minúsculos.

- Ok, desculpa... Não está mais aqui quem falou. – Ergueu as mãos em gesto de redenção, e fez sinal para que eu me sentasse. Enquanto eu espumava, Jasper perguntou:

- Então é isso? Eu imaginei, quando ouvi Alice no telefone... Mas nunca seria capaz de pensar que as coisas chegaram a tal ponto.

- Eu não sei o que fazer, Jazz...

- Sexo é o melhor remédio, cara. – Emmett disse, assim como eu previ.

- Mas o que eu faço quando nem sexo casual ajuda, Emmett? Eu já fiz sexo hoje, e tudo o que eu conseguia pensar era que Bell não me amava... E que ela estaria nos braços de Jacob.

- Fale com ela. – Disse Jasper, interrompendo o silêncio desconfortável que se instaurou entre nós. – Diga que a ama.

- Eu. Não. Posso. – Disse, entre os dentes.

- Claro que pode, cabeçudo! É assim, repete comigo: "Eu. Te. Amo!" – Emmett disse as últimas palavras lentamente, como se falasse com um débil mental. – E, se quiser, pode até emendar: "Agora vem aqui que eu quero fazer uma oral".

- Emmett, cala a boca. – Jasper disse, enquanto eu revirava os olhos.

- Tá, mas não venha me pedir conselhos depois... – Ele resmungou, e Jasper bufou.

- Não é tão fácil assim, Emmett. Eu não posso simplesmente dizer que a amo...

- Hm, Edward... Eu vou ter que concordar com o grandalhão aqui. – Jasper disse, me interrompendo. O quê, o Jazz tá falando que o Emmett tá certo? Hoje é primeiro de abril, né? – É fácil dizer que a ama. São só três palavras... E eu tenho certeza que, depois delas, todo esse drama vai acabar.

- Não é fácil, Jasper. – Disse, nervoso. Por que eles não entendiam?

- Ah, é sim.

- Mas e se... E se ela não me amar de volta? Como que eu fico depois disso? Eu já a perdi uma vez... Não quero perder de novo.

- Ela te ama, Edward. Bella sempre te amou.

- Mas...

- Diga que a ama. – Jasper disse, em tom conclusivo.

- Então, alguém quer jogar frisbee? – Emmett nos surpreendeu, os olhos estreitando-se em direção a um cara que jogava com seu cachorro.

- Hm... Emmett, a gente não tem um, se você não percebeu. – Eu disse, tentando enfiar um pouco de juízo naquele urso de pelúcia desenvolvido.

- E daí? Eu sou Emmett Cullen, oras... – Então, antes que pudéssemos impedi-lo, ele se levantou e foi em direção ao cara. Nos levantamos de um átimo, e chegamos a tempo de escutar a resposta do homem:

- Só em troca de um beijo. – Como? Olhei bem para o homem: camisa pólo cor de rosa, calça de linho branca... Um chihuahua de cachorro, unhas bem feitas... É, está respondido: gay. Emmett riu descontroladamente, provavelmente achando que foi uma piada, e perguntou:

- Que tal um autógrafo? Sabe, eu sou famoso... – O homem o encarou, entortando a cabeça para o lado.

- Famoso de onde? – Perguntou, e o queixo de Emmett caiu.

- Baseball! Eu jogo nos Yankees...

- Ah! – O homem gritou, e começou a dar pulinhos no mesmo lugar e balançando as mãos. – O arremessador gostoso! – Emmett coçou a cabeça, e Jasper se contorcia de tanto rir. – Bem gostoso. – O homem (ou mulher, que seja) acrescentou ao dar uma espiada na bunda de Emmett. – E os seus amigos... Uau. – Jasper parou de rir, e eu fiquei parado. Jasper me cutucou e sussurrou "Vamos largar o Emmett aí e fugir...", mas antes que eu pudesse concordar, o Emmett disse:

- Aceita um autógrafo, então?

- Ai, fazer o quê... Mas só se for na bunda, querido. – O queixo de Emmett caiu, e finalmente ele percebeu que não falava com um homem normal. Ele deu um passo para trás, e o micro cachorro latiu, nos dando a deixa:

- COREEEEEEEEEE! – Emmett gritou, quase nos derrubando ao passar com tudo. Eu encarei Jasper por um breve momento, e corri atrás de Emmett, rindo, ao mesmo tempo que temia os pequenos dentinhos do cachorrinho, ou do seu dono.

(...)

Estávamos escondidos atrás de uma barraquinha de cachorros-quentes, praticamente soterrados por uma multidão (que eu não faço a mínima idéia de onde surgiu) que queria o autógrafo de Emmett. Jasper respirava fundo, as mãos nos joelhos, tentando recuperar o fôlego, e eu estava bebendo água da garrafinha de alguém – não sei quem.

- Então, você não vai trabalhar? – Perguntei a Jasper.

- Não... Hoje é meu dia de folga. Eu ficaria com Alice, mas... Ela e Rose estão ocupadas com o casamento e tudo. – Então abaixou o tom de voz. – E "tudo" envolve como Rose vai contar a Emmett a grande notícia. – Eu ri.

- Não consigo imaginá-lo "papai"... – Jasper riu também.

- Nem eu.

- Então, você vai fazer o quê hoje?

- Sei lá... Quer ver quantos gays a gente consegue atrair pro Emmett assinar a bunda?

- Claro! – Disse, sorrindo malignamente. Hoje o dia seria ótimo...

Bella's POV

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Estava olhando para a tela em branco do meu computador, esperando a inspiração. O trabalho que eu tinha feito esse fim de semana não mais servia para a minha posição atual de colunista. Eu tinha a liberdade para escolher o meu assunto agora, mas... Qual?

Nada passava pela mente, ela estava tão branca quanto a tela. Sempre que eu achava que uma idéia se aproximava, o rosto de Edward aparecia.

- Problemas, Bella? – Ouvi a voz de Christine do meu lado. Ela sorria, os seus cabelos negros soltos e os olhos castanho-escuros faiscando. Até hoje não sei se ela não gosta de mim, ou esse é só o jeito dela.

- Bem... Eu não sei o que escrever.

- Ah, não se preocupe! – Ela riu. – Eu também não sabia quando comecei. Pense no seu dia-dia... A gente está na seção de cultura, então que tal escrever uma crônica? Algo leve, e divertido. – Essa não era a imagem que eu tinha do New Yorker, mas Christine trabalhava aqui há quinze anos. Qual seria o problema de seguir seu conselho?

- Obrigada, vou fazer isso. – Ela deu outro daqueles sorrisos que só tornavam seus olhos mais assustadores, e foi para sua mesa. Estalei os dedos das minhas mãos, enquanto deixava toda a minha situação esquisita fluir aos meus olhos. As frases já se formavam na minha frente, e tudo o que eu ouvia era o meu bater de teclas.

(...)

Cinco e meia. Eu já podia ir embora, se quisesse – adiantei bastante a página que Walter me pediu. Até agora, pelo menos, eu consegui passar tudo para a tela sem mostrar que, na verdade, todo aquele drama acontecia comigo (eu acho). Suspirando, desliguei o computador, pensando no que estava escrito ali. O dia do meu primeiro beijo.

Desci pelo elevador e passei pelo saguão movimentado, entrando na estação de metrô, a duas quadras dali. Em vinte minutos, cheguei ao meu ponto e andei até em casa. Como de costume, olhei para a direita, esperando ver Ronald lendo jornal e escutando seu rádio. Não o encontrei.

Um tanto confusa, apertei o botão do elevador e ele prontamente se abriu – Ronald estava lá, pregando algum papel.

- Ah, Srta. Swan...

- Já o falei para me chamar de Bella, Ronald.

- Muito bem, muito bem...

- O que é isso? – Perguntei, curiosa, fitando o papel.

- Ah, vamos ter uma festa de confraternização aqui no prédio. Logo ali, no salão de festas – apontou para a porta de vidro, que dava para o cômodo pouco usado – estão todos os moradores convidados. Sabe, eu adorei a idéia. É como se, mesmo morando no mesmo espaço, ninguém se conhecesse e... – Ele começou a tagarelar, e eu sorria. Talvez eu nem fosse àquela festa, talvez àquele ponto eu estivesse junto a Edward... – Não acha? – Ronald me perguntou, me tirando dos devaneios.

- Ah, sim, Ronald. Com certeza... – Disse, e ele sorriu. Saiu do elevador e eu apertei o botão com os nomes Black/Swan/Cullen, indo até o meu apartamento.

Assim que a porta se abriu, o telefone tocou.

- Alô?

- Bella! Não se esqueça, em duas horas eu e Rose passamos aí... Você já está pronta? Que roupa vai usar? Eu ainda estou em dúvida na minha... Algo mais casual, claro, mas eu insisto em usar salto alto. Ah, estou tão ansiosa para conhecer o prédio! Sabe, eu até quis comprar um apartamento por esses lados da cidade, mas Jasper disse que era muito longe do trabalho dele... – Wow. Como Alice conseguia falar tudo aquilo sem parar nem um pouquinho para respirar?

- Ok, Alice. Eu acabei de chegar em casa, não estou pronta ainda... E também não sei que roupa usar.

- Oh. Que vergonha, Bella! – Ela disse, indignada.

- Mas nem você sabe que roupa vai usar ainda!

- Isso não vem ao caso. Desligue esse telefone agora e vá tomar banho!

- Tudo bem, "mamãe". – Eu disse, rindo.

- Isabella Swan! – Ri mais ainda do seu tom irritado, mas depois ela se acalmou. – Falando em mamãe, Rose tem uma novidade... Ela descobriu ontem à noite.

- O quê? – Não me diga que...

- Ela está grávida!

- Uau. E Emmett, o que ele disse?

- Ops. Desculpe, Bella... Eu não devia ter lhe contado. Parece que agora os únicos que não sabem são Edward e Emmett.

- Quando Rose vai contar a Emmett?

- Amanhã, arrumei tudo para isso com ela hoje. Ah, falando em Edward... E a minha ajudinha de ontem? Ele estava aí, não estava? – Perguntou, presunçosa.

- Sim, estava. – Bufei. – E eu devia matá-la por isso...

- Mas você não vai... – Cantou ao telefone.

- Não, não vou.

- O que aconteceu?

- Eu vou te contar tudo mais tarde. Agora eu preciso mesmo de um banho...

- Tudo bem, beijos.

- Beijos. – Desliguei o telefone, e praticamente corri para o meu quarto.

Entrei no closet e peguei uma calça jeans clara (Alice que me perdoasse) e uma camiseta justa, rosa. Suspirando, peguei uma caixa pouco aberta e peguei meus Scarpins também rosas (quem sabe Alice não me matava assim?). Olhei amedrontada para os salto 13 e deixei minha roupa separada. Tomei um banho, me vesti e me maquiei. Ajeitei os meus cabelos da melhor maneira possível e deixei um bilhete para Jake:

"Fui até o apartamento de Mon e Rach – as meninas vão ter uma festinha. Tem sobras na geladeira para o jantar, não me espere acordado: não sei que horas volto.

Beijos,

Bella"

Eu sei que Alice disse que chegaria aqui às sete, mas eu conheço a baixinha – em quinze minutos ela está aqui. Mal me sentei no sofá para esperar, e o interfone tocou:

- Sim, Ronald?

- Tem uma senhorita aqui, e sua amiga. Alice e Rosalie... Dizem que vieram visitá-la. Deixo subirem?

- Claro, Ronald. Elas sempre são bem-vindas, ok?

- Ok, senhorita... Er, Bella. – Eu ri, e ele desligou. Peguei minha bolsa em cima do balcão e esperei, próxima ao elevador.

- Amigaaaaaa! – Alice gritou, correndo para mim. Ok, o que eu fiz? Por que ela está assim?

- O que você quer, Alice? – Perguntei, quando ela me soltou. A pequena cruzou os braços e fez um bico:

- Eu preciso querer alguma coisa para te tratar assim?

- Mas você nem reclamou das minhas roupas...

- Bem, por mais que eu achasse que você poderia fazer melhor... Eu adorei os sapatos. – Eu ri, enquanto abraçava Rose.

- Então, Rose... Para quando é? – Perguntei, minhas mãos em sua barriga, e seus olhos brilhando:

- Então Allie te contou? – Assenti, e Alice começou a assobiar, prestando atenção no apartamento. – Eu só estou de dois meses. Em outubro, mais ou menos, a minha ursinha vai nascer.

- Eu não sabia que dava para saber o sexo... – Arqueei uma sobrancelha.

- Ah, mas não dá. – Rose disse, fazendo um gesto displicente com a mão. – Mas eu tenho certeza de que vai ser menina.

- Claro que vai! Eu já estava precisando de uma parceira de compras mesmo... – Alice disse, os olhinhos brilhando de excitação.

- Ei! E eu? Não conto? – Rose perguntou, indignada.

- Claro que conta... – Allie revirou os olhos, bufando. – Mas eu quero alguém treinada para fazer compras. Alguém com instinto... Alguém que aprendeu tudo com a tia Alice aqui! – Rose suspirou, cansada, e eu perguntei, rindo:

- Você sabe que não vai ser tia de verdade dela, não?

- Mas prima de segundo grau não tem graça! Ela vai me chamar de "tia Alice" e ponto. – Disse, batendo os Manolos no chão. Encarei Rose por um momento, depois tentamos mudar de assunto.

- Então, Bella... Não mostra para gente o apartamento?

- Hãn? Ah, claro Rose.

Na verdade, eu não precisei mostrar nada. As duas começaram a irem sozinhas para todo canto, eventualmente me perguntando alguma coisa. Logo elas já estavam de novo ao meu lado, no elevador. Apertei o botão Geller/Green e em pouco tempo estávamos no duplex de Mon e Rach.

- Bella! – Monica disse, me abraçando. Rachel estava um pouco atrás, torcendo as mãos em sinal de nervosismo.

- Oi, Mon... – Ela me soltou e foi cumprimentar Rose e Alice. Então, eu fiquei olhando para Rachel.

- Bella! Desculpe, eu... – Ela disse, me abraçando de súbito. Ela parecia à beira das lágrimas, e eu decidi que ela não precisava sofrer.

- Shhh... Rach, eu sei que você não fez por mal. Estava machucada, e eu não tinha o direito de proibi-la de alguma coisa.

- Você me perdoa? – Ela perguntou, a voz embargada e os olhos vermelhos.

- Claro, Rach... Você é uma das minhas melhores amigas. – Ela sorriu, e foi dar "oi" para as outras.

Olhei para o resto do apartamento. Monica, como sempre, havia se excedido (ela me lembrava Alice, às vezes): havia muita bebida, duas meses de buffet cheias de seus pratos deliciosos e uma música calma tocava ao fundo. Os sofás foram afastados, e no chão ela encheu de pufes e almofadas grandes. Como dava para perceber, a idéia era relaxar. Então, o elevador se abriu de novo.

- Ah, desculpem o atraso! – Olhei para trás, e vi Blair. Sozinha. Ufa: eu não sei se conseguiria encarar Phoebe desde aquele episódio fatídico no meu sofá. – Acreditam que eu só consegui sair da escola agora?

- Está tudo bem, Blair. Elas só chegaram agora também. – Ela sorriu, nos cumprimentou, e Mon nos puxou para nos sentarmos.

(...)
Estávamos todas um pouco... Felizes, por assim dizer. O vinho acabou rapidamente, e as margueritas sumiram. Ponche? Eu nem me lembro mais de quando teve. E comida? Bem, uma das mesas não tinha mais nada. A outra? Bem, em nossa defesa: quem se lembra de comer quando tem muita bebida e fofocas para por em dia? Deus, eu acho que bebi demais...

- Então, Blair... Você e Dan não voltam mesmo? – Rachel perguntou.

- Não, de jeito nenhum! Ele ficava mais concentrado em seus poemas do que em mim... Argh. Nem sei o que eu vi nele. – Ela fez uma pausa para beber um pouco mais de uísque. – Mas, por outro lado... Eu marquei um encontro com alguém ontem. – Os olhos de Alice brilhavam, ela já se via amiga de todas ali.

- Quem?

- Ele é do prédio... – Monica tapou a boca, e disse por entre os dedos:

- Não me diga que é o Joey! – Blair riu, e balançou a cabeça...

- O dia que Joey conseguir sair comigo o inferno vai congelar! – A gente riu. – Não, ele é novo aqui. Seu nome é Edward.

Meu mundo parou, eu nem percebi meu copo caindo no chão e manchando o precioso tapete de Monica. Então... Edward ia sair com Blair? Não, não pode ser.

- Bella, você está bem? – Rose perguntou, por cima de seu copo de suco.

- Eu...

- Não se preocupe, Bella. Vai dar tudo certo... É só falar com ele. – Ela continuou, atraindo a atenção de todas.

- Ele não me ama, afinal de contas. – Eu ri pelo nariz. – Como eu fui tola.

- Bella, não fale assim! – Alice disse. – Você ainda estava com Jacob, ele tinha todo o direito de chamar outra para sair. Mas isso não quer dizer que ele não possa dar um fora em Blair... – Virou-se para a nova amiga: - Desculpe, B. Depois a gente te conta tudo. – E voltou-se para Bella. – Você verá. Assim que você o dizer como se sente, ele esquecerá de todas.

- Eu... Eu não sei, Allie.

- Vai dar tudo certo, eu sei.

- Eu já não tenho tanta certeza assim... Onde ele estava essa manhã? E se ele me abandonou de vez?

- E deixou as suas coisas? – Rose perguntou, descrente. – Não... Ele deve ter ido trabalhar.

- Mas, já era para ele ter chegado em casa quando vocês vieram.

- Bem, ele deve ter feito algum plantão. – Rose disse, dando de ombros.

- Vai dar certo. – Alice disse, segurando minha mão.

Depois daquilo eu não tive muita cabeça para a "festa". Deixei as meninas contando minha história cheia de reviravoltas e entrei no elevador, massageando a cabeça. As luzes estavam apagadas, já passavam das três da manhã. Esperei por um tempo, sentada no sofá. Mas ele não chegava... E eu tinha que trabalhar amanhã.

Estava tarde, então eu resolvi dormir. Logo ele chegaria de seu plantão... E botaríamos tudo em perspectiva – tudo daria certo, eu tinha certeza. Bem, pelo menos era isso o que eu esperava.