Capítulo 28
Jared's pov
É tarde quando a casa silencia.
Eu vejo a luz da sala se apagar pela fresta debaixo da porta do quarto, e então vejo a porta abrir, minha mãe botando a cabeça pra dentro do aposento e sorrindo.
"Boa noite, filho." Ela diz, baixinho. Quando eu olho pro lado, eu percebo que é porque Jensen está dormindo, ainda com os fones de ouvido plugados.
"Boa noite, mãe." Eu respondo e minha mãe me manda um beijo antes de sair do quarto, fechando a porta.
Eu desligo o computador, me espreguiçando por ter estado por tanto tempo na mesma posição. Então eu ando até Jensen, observando-o dormir por um momento antes de tirar os fones do ouvido dele e desligar o iPod.
Ele deve ter acordado durante o processo, porque quando eu volto a olhar pra Jensen, ele está me olhando de volta com olhos preguiçosos.
"Você disse que ia dormir comigo," ele diz.
Eu não consigo evitar um sorriso.
"Eu sei," eu digo. "Só um minuto."
Eu apago a luz e então me livro das minhas roupas até que eu esteja só de cueca. Jensen faz o mesmo, e as roupas dele estão dobradas perto do guarda-roupa enquanto as minhas ficaram jogadas na cadeira.
Eu deito do lado dele, nos cobrindo com o edredom. O corpo de Jensen é uma presença quente contra o meu, e as costas dele roçam contra meu peitoral, me arrepiando e me fazendo sorrir.
Eu o abraço por trás, trazendo-o mais pra perto e beijo sua nuca, Jensen se mexe um pouco, arrepiando-se e eu beijo sua nuca de novo por pura provocação.
"Assim que não vou conseguir dormir." Ele sussurra.
"Ah, é?" Eu replico, beijando o ombro dele e então mordendo a pele de leve.
Jensen geme, e eu consigo sentir a vibração nos meus dentes.
Quando ele move o quadril dele pra trás, eu impulsivamente movo o meu pra frente e o meu pau já está completamente duro, roçando na bunda dele, e é uma pena que ainda tenham nossas cuecas nos separando, porque tudo que eu quero é sentir a pele dele. Sentir a pele de Jensen em todos os lugares.
Nós continuamos nesse ritmo. Eu beijando o pescoço de Jensen, me arrepiando tanto quanto ele, e nossos quadris se movimentando quase como se nós estivéssemos praticando uma dança lenta e bem... Sexual.
De repente a mão de Jensen se move, indo pra baixo do edredom. Ele afasta o quadril dele um pouco e, quando ele volta a se roçar contra a minha ereção, eu percebo a falta de uma barreira. Ele abaixou a própria cueca.
Eu sinto meu membro pulsar, clamando por contato contra a pele de Jensen, e me surpreendo quando a mão dele encontra o elástico da minha cueca, abaixando-a também. Sem pensar, eu levo minha própria mão até a peça de roupa e o ajudo a abaixa-la até que minha ereção esteja livre, em contato com as nádegas de Jensen.
Eu tento respirar fundo, e eu tenho certeza que deixei escapar um gemido. Jensen geme de volta, novamente roçando o quadril dele contra o meu, e eu não sei se é absurdamente constrangedor ou absurdamente sexy que eu esteja melando as nádegas dele com pré-gozo. De qualquer forma, ele não parece se importar.
Com minha mão ainda embaixo do edredom, eu deslizo meus dedos pela lateral do corpo de Jensen, segurando-o levemente pela cintura e acompanhando o movimento que ele faz com os quadris. E eu acho que isso é o bastante pra me enlouquecer, porque eu não consigo evitar de descer ainda mais minha mão e acariciar uma das nádegas dele, apalpando-a e apertando-a, ouvindo Jensen gemer em resposta. Eu afasto uma nádega da outra e encaixo minha ereção entre elas, sentindo Jensen estremecer.
"Jared..." Ele sussurra, meio que virando a cabeça na minha direção.
"Shh, tudo bem. Eu não vou..." Eu asseguro e sinto Jensen engolir em seco ao que eu volto a beijar o pescoço dele.
Jensen é quente, completamente quente contra a minha glande e meu corpo inteiro grita e pede pra eu me enfiar dentro dele e fodê-lo. Mas acho que mesmo que eu quisesse, dá pra sentir que a abertura é apertada demais, eu jamais caberia sem alguma preparação.
De qualquer forma, esse é um passo que nem eu e nem Jensen estamos prontos pra dar, então eu só me contento em movimentar meu quadril, sentindo Jensen também movimentar o dele de encontro ao meu e as nádegas dele apertarem meu pau de uma forma tão, tão boa que fazem meu corpo inteiro se contrair.
Eu levo minha mão pra parte da frente do corpo de Jensen, deslizando meus dedos pelo peitoral dele, então pela barriga, até que eu encontro a ereção dele. Eu fecho meus dedos ao redor do membro e o sinto pulsar na minha mão. Jensen geme meu nome e começa a mover o quadril mais rapidamente e isso é o bastante pra me fazer gozar.
-J2-
Jensen's pov
Eu sinto o exato momento em que o jato quente começa a escorrer por entre minhas nádegas. Jared prende a respiração atrás e mim e então a solta com um gemido em minha nuca. Um gemido falho, contido.
Ele continua se impulsionando contra mim ao que ele goza, e eu sinto o esperma dele na minha entrada, fazendo meu corpo inteiro pulsar. Eu me impulsiono contra a mão de Jared, e eu acho que eu devo estar gemendo alto, então eu engulo em seco e tento me controlar.
Por algum motivo, Jared para de tocar minha ereção e eu tento protestar, mas tudo o que sai é um gemido meio esquisito. Ele beija minha nuca e esse é o único aviso que eu tenho antes de eu sentir os dedos dele na minha entrada, deslizando ali por conta da recente "lubrificação".
Por dentro, eu entro em pânico, mas meu corpo parece estar muito de boa com a ideia, porque de repente eu estou empurrando meu quadril pra trás, encorajando Jared a seguir com qualquer que seja o plano dele.
E o plano dele é simplesmente molhar um dos dedos dele no próprio esperma ao redor da minha entrada e então enfiar esse dedo em mim. Mas ele faz isso devagar, e eu sinto cada milímetro deslizar por entre meus músculos e, céus, céus, não deveria ser tão bom assim.
"Tudo bem?" Jared pergunta no meu ouvido, a respiração dele atingindo minha pele e me fazendo arrepiar.
Eu reúno coerência o bastante pra murmurar um "uhum" ao mesmo tempo em que faço um movimento afirmativo com a cabeça pra reforçar minha resposta e então Jared começa a mover o dedo pra frente e pra trás, pra dentro e pra fora.
E eu começo a sentir meus olhos girarem dentro das órbitas. Tenho que agarrar no edredom sobre os nossos corpos pra me impedir de fazer algum barulho.
Porque é intenso, e é íntimo, e é, presumo eu, o mais próximo que eu e Jared já estivemos um do outro. É um novo nível, algo novo, completamente novo, e faz meu corpo pulsar no ritmo da palavra "mais", "mais", "mais".
"Mais..." E essa é a vibração da minha voz saindo da minha garganta diretamente pros ouvidos de Jared. Sim, Jensen, você acabou de dizer isso em voz alta.
Nem eu sei exatamente o que eu quero dizer com "mais", mas Jared parece pegar a ideia no ar e, devagar, cuidadosamente, ele adiciona outro dedo ao primeiro, fazendo com que meus músculos reclamem e se ajustem ao mesmo tempo.
Ele geme contra a minha nuca, como se isso estivesse sendo tão prazeroso pra ele quanto é pra mim, e começa a mover o quadril dele atrás de mim no mesmo ritmo com que ele move os dedos dele, o que faz com que fique muito fácil de fingir que nós estamos fazendo sexo.
Muito fácil de fingir que ele está me fodendo.
Oh, céus.
Esse pensamento parece apertar botões no meu corpo, mandando arrepios e espasmos pras minhas partes baixas e a ultima coisa que eu sei é que estou gozando sem precisar de mais nada além dos dedos de Jared dentro de mim.
Meu gemido alto me pega de surpresa e eu tenho que me conter pra não acordar nossos pais. Os beijos de Jared no meu ombro são uma presença distante, porque meu corpo inteiro começa a relaxar involuntariamente e eu me sinto longe, tão longe, tão... Extasiado? Como se meu corpo estivesse flutuando.
Eu devo ter tentado falar alguma dessas coisas em voz alta, porque Jared pergunta:
"Hm?"
Eu movo a cabeça, tentando dizer que não era nada.
Jared remove os dedos dele de dentro de mim e eu me viro na direção dele. Nossos olhos se encontram, já ajustados à escuridão, e eu sorrio, me aninhando perto de Jared.
Esse é o momento em que eu quero dizer um milhão de coisas. Dizer o quanto eu confio nele, o quanto eu quero ele, o quanto eu gosto dele, o quanto eu estou apaixonado. Dizer três palavrinhas. É.
Eu me xingo mentalmente por ser assim, e o silêncio começa a pesar, me pressionando a dizer tudo isso. Então eu encontro os lábios de Jared e tento dizer tudo isso sem usar uma palavra sequer.
Ele beija de volta, lentamente, mas com a mesma intensidade, e eu espero... Ao menos eu digo pra mim, que isso quer dizer que ele sente o mesmo.
-J2-
E então eu e Jared mal conseguimos ficar longe um do outro.
Mesmo que a gente não faça nada sexual, a gente precisa estar perto, pele na pele.
A gente volta pra casa de Misha no outro dia, eu deitado com a cabeça no peito de Jared e Smashing Pumpkins ecoando no quarto. A gente canta Mayonaise* junto com Billy Corgan**, eu escutando a vibração no peito de Jared ao que ele canta, o que me ensurdece pro resto do mundo, mas eu sei que Danneel e Misha também estão deitados no chão do quarto, cantando.
É algo que a gente costumava fazer, eu, Misha e Danneel. Ficar deitado no chão cantando junto com a playlist aleatória de Misha. E agora Jared se juntou a nós.
E porque eu estou completamente e idiotamente apaixonado por Jared – meu namorado, quem diria? – meu passatempo favorito é beija-lo. A gente se beija lentamente, explorando a boca um do outro, tentando descobrir qual o nosso recorde, e então tentando quebrar nosso recorde. E a gente se beija até cansar, a gente se beija até algo nos distrair, a gente se beija até que algum de nós tenha que falar, a gente se beija e se beija e se beija...
E tudo isso na tensão de estar se beijando escondido dos nossos pais, o que deixa tudo um pouco mais emocionante.
No fim do dia é claro que nossas bocas estão um pouco dormentes, mas ainda assim a gente se beija até dormir.
-J2-
Eventualmente o problema do vazamento de gás é resolvido e a gente tem que voltar pra escola. O que é bom porque eu estava me sentindo perdido sem a minha rotina de aulas devidamente organizada, e ruim porque eu tenho que manter a minha distância de Jared.
Principalmente porque a gente tem que recuperar o tempo de aula perdido, o que significa trabalho em cima de trabalho, aulas extras, e tempo de estudos nos quais eu tento me focar, mas céus, como é difícil.
É por isso que, ao invés de estudar sozinho em casa, como eu geralmente faço, eu combino de estudar com Misha e Danneel na casa de algum deles. Só pra não me distrair com a presença de Jared.
Mas isso não impede de ele estar na escola todos os dias comigo. E a escola, por falar nisso, já está toda enfeitada por ser fim de ano, e pelo baile estar se aproximando. E eu estou tentando não pensar nisso. Não pensar no baile, não pensar na formatura, não pensar se eu vou com Jared ou se ele vai querer ir com uma das meninas pra disfarçar ou...
Eu estou saindo da biblioteca, andando pelos corredores vazios em direção ao meu armário, com uns quatro livros pesados na mão, pensando exatamente nessas questões sem resposta, andando distraído observando os cartazes de "Vote Cindy e Chad para Rainha e Rei do Baile" quando um corpo colide no meu e faz com que eu perca o equilíbrio.
Meu primeiro instinto é agarrar os livros contra meu corpo, mas eles já estão escorregando por entre o espaço entre meus braços e meu peito, em direção ao chão, e eu faço uma careta, esperando pelo baque dos livros caindo, mas o som nunca vem. Porque aparentemente a outra pessoa os segurou.
E só então eu levanto a cabeça pra olhar, esperando um dos valentões do basquete, mas suspiro aliviado ao me deparar com Jared... Que não deixa de ser um dos valentões do basquete, mas ele é mais do que isso.
"Achei que a gente já tinha passado dessa fase," eu digo. Jared ri, divertido, e pega os livros nas mãos enormes dele, andando comigo os poucos passos que faltam pro meu armário.
A ultima aula acabou faz algum tempo, então nós somos os únicos aqui. Eu porque estava na biblioteca pegando esses livros e Jared porque tem treino, então ele provavelmente deve ter vindo do vestiário, já que ele já está vestindo o uniforme.
Jared espera até que eu coloque minha combinação no armário e o abra pra que ele coloque os livros dentro, e antes que eu proteste, porque eu pretendo levar dois daqueles livros pra casa, ele me agarra pela cintura e gira meu corpo de frente pro dele.
"Jay..." Eu falo em protesto, porque aqui é a escola e essa é a boca de Jared beijando meu pescoço e, oh céus...
"Mmm" É tudo que Jared diz e então ele tá chupando a pele do meu pescoço e isso vai marcar. Com certeza vai marcar.
"Jared, a gente não pode fazer isso aqui!" Eu sussurro, meio gritando, meio entrando em pânico.
Ele faz um som que parece muito com um resmungo e acaricia a minha cintura, mas se afasta.
"Eu não quero ir pro treino... Eu quero ir pra casa... Com você."
Eu sorrio ao ouvir as palavras, suspirando e lutando contra a vontade de puxar Jared de volta contra mim e beijar ele ali mesmo. Talvez leva-lo pro banheiro e...
Talvez nada, Jensen!
Eu balanço a cabeça em resposta a meu próprio pensamento e Jared ri.
"E aí, Big J?!"Uma terceira voz chama, fazendo eu e Jared pularmos em nossos lugares e nos afastarmos mais ou menos uns três centímetros um do outro.
E esse é o Jake Abel do time de basquete passando.
"Oi, Jake!" Jared responde, voz meio áspera.
E certo que eu e Jared já tínhamos nos afastado, mas eu não faço ideia de por quanto tempo Jake estava aí, nem do quanto ele viu, e do que ele tá pensando.
Droga, droga.
Jared parece estar lendo meus pensamentos porque quando ele me olha, a expressão dele é uma mistura de pânico que diz "eu sei", misturado com "tá tudo bem, não se preocupa".
Essa é a ultima expressão que ele me lança, acompanhada de um meio sorriso torto antes que ele dê meia volta e se junte a Jake pra caminhar até o ginásio.
Eu observo os dois se distanciarem, e encaro o corredor vazio ao que eles dobram o corredor em direção ao ginásio. E fico aqui, esperando meu coração se acalmar, antes de pegar os dois livros que eu preciso, coloca-los na mochila, e ir embora pra casa.
Continua...
Mayonaise* é uma música da banda Smashing Pumpkins, se não conhece, recomendo muitíssimo que escutem!
Billy Corgan** é o vocalista da banda Smashing Pumpkins.
N/a: Milênios de demora, né? Eu sei. Mas eu disse que não ia desistir da fic e não desisti. O que aconteceu foi faculdade misturada com alguns problemas pessoais chatinhos que acabaram com minha inspiração por um bom tempo. Peço desculpas pela demora e agradeço pela paciência, e pelos reviews, até mesmo aqueles me xingando hahaha
Um abraço bem apertado, gente!
E um grande muito obrigado pra minha beta que tem me aguentado surtar durante todo esse tempo e tem me dado uma força enorme pra não desistir. Ily, cherry.
Padaporn.
