Mais um capitulo pra vcs!
Obrigada pelos comentários, divirtam-se!
CAPITULO XXIX
POV EDWARD
Quando minha família conheceu nossos filhos foi uma choradeira só, Emm quase apanhou quando disse que eles tinham cara de joelhos. Charlotte ficou encantada com os dois e minha mãe então só falava nos netos.
Não estava sendo nada fácil lidar com o ciúme de Bella e o pior é que eu nem sequer olhava para elas. De início implicou com Sarah, agora parecem ser grandes amigas, passei a ir ao hospital depois do expediente, um pouco mais cedo às vezes, para evitar discussões desnecessárias. Minha mãe, Rose, Alice e Charlotte ficavam com ela.
Havíamos discutido por causa de uma das enfermeiras, Bella até que tinha razão, mas não precisava ter prejudicado a moça, nem sequer me deixou ajudá-la com o banho e o clima ficou meio estranho já que mal nos falávamos.
- Não pode ficar brigado com ela, tem idéia do tanto de sapo que sua esposa tem que engolir aqui dentro? – dizia Alice furiosa, estávamos na lanchonete do hospital.
- Gasto uma fortuna para mantê-la em um quarto especial, que sapo que ela tem que engolir? – minha irmã me olhou como se eu fosse um verme nojento.
- Sabe quantas enfermeiras aparecem durante todo o dia? – revire os olhos impaciente, aquele assunto de novo? – Duas. – Já notou na quantidade que vai até o quarto nos horários em que está lá. Não estou dizendo que tem culpa Edward, mas se coloque no lugar dela, até eu já ouvi comentários nada agradáveis acredite... Mamãe também está uma fera com o papai.
- Por quê?
- Porque ela pegou algumas oferecidas rindo afetada pra ele, mas ao contrario de Bella que agüenta tudo calada, mamãe deu um chega pra lá nelas. Sua esposa não quer perturbá-lo, por isso agüenta quieta, mas pelo que Rose me contou aquelazinha extrapolou não foi?
- Foi! – concordei.
- Essa fase é complicada para Bella, sua esposa está se sentindo carente, a atenção é toda para as crianças, até mesmo a sua...
- Bella está com ciúme das crianças?
- Claro que não Edward! Mas é natural sentir-se excluída, a falta de sexo ajuda um pouco e...
- Como sabe de tudo isso? – perguntei curioso.
- Conversei com doutor Seth...
- Por quê? – não conseguia entender.
- Rose colocou Bella contra a parede e descobriu o que se passou na noite em que os pequenos nasceram.
- Como assim? Não estou te entendendo, Bella disse que não se lembra de quase nada...
- Ela mentiu meu irmão, mentiu para não preocupar você, na cabeça torta da sua esposa, você havia passado por um momento difícil e ela quis poupá-lo.
- Ainda não te entendo. – minha irmã me contou com riqueza de detalhes o que ocorreu realmente naquela noite.
- Porque ela não me disse? Porque ficou guardando aquilo tudo?
- Eu já disse.
- Eu quase a perdi aquela noite Alice, foi por pouco e a culpa foi minha...
- Não meu irmão, infelizmente a culpa não foi de ninguém, se bem que Tanya provocou. – falou socando a mesa.
- Ela esteve na agência, pelo que soube vai voltar pra lá.
- Falou com ela?
- Não, coloquei um representante na agência já que se nega a vender, e não quer comprar minha parte.
- Sabe perfeitamente porque está fazendo isso, não é?
- Sei, mas isso não vai acontecer, garanto a você.
-Tem certeza Ed, aquela mulher é perigosa. – estalei a língua meneando a cabeça.
- É mimada e sempre estive ali pra ela, Tanya não gosta de perder, é só isso.
- Nunca entendi essa sua relação com ela.
- Sinceramente? Nem eu. – falei tomando meu café, saímos rumo a empresa, Alice havia passado para ver as crianças e dar um beijo em Bella, Charlotte estava com ela. Passei o dia remoendo tudo àquilo que Alice disse e minha irmã estava certa, Bella estava insegura, carente, e a falta de sexo mexia consideravelmente com seu humor.
Antes de ir para o hospital passei eu uma floricultura e comprei um bouquet de tulipas vermelhas, teria uma conversinha com minha esposa essa noite. Assim que cheguei ao hospital fui recebido por uma das enfermeiras.
- Boa tarde, senhor Cullen. – fiz um simples aceno com a cabeça, e me mantive sério, sorri mentalmente ao me lembrar da cara que Bella fazia ao imitá-las.
- Boa tarde! – disse entrando no quarto, mas só encontrei Charlotte. – Onde está Bella?
- Boa tarde, ela foi acompanhar o exame do pezinho, já deve estar voltando. – explicou se levantando da cadeira.
- Porque não me avisou? – queria estar com eles também.
- Ela também não sabia que seria hoje, pelo que entendi, depois desse exame poderão ir pra casa.
- Jura? – aquela sim era uma ótima notícia.
- Já que está aqui, eu vou indo, preciso passar no apartamento pra deixar tudo em ordem.
- Obrigado Charlotte!
- Se acerte com ela menino, Bella estava tão abatida hoje.
- Vou me acertar Charlotte, pode deixar.
-Eu sei, só você e aqueles dois é quem consegue colocar um sorriso no rosto dela. – dei um beijo nela que saiu me deixando sozinho.
- Charlotte? Charlotte? – ouvi Bella chamar ao entrar no quarto.
- Charlotte não está, foi embora. – falei saindo do banheiro.
- Oi. – disse mordendo os lábios.
- Oi, precisamos ter uma conversa. – continuei sério, ela me olhou assustada.
- Conversa? Que conversa?
- A senhora vai me explicar direitinho como aquela taça quebrou em sua mão. – os olhos dela saltaram, vi Bella engolir seco.
- Fffoi um acidente, sabe que sou...
- Não minta pra mim Isabella, quero a verdade e quero agora.
- Não quero falar sobre isso. – disse sentando-se no braço do sofá.
- Vem, senta aqui e me conta Bella. – pedi me sentando no sofá, bati no lugar ao meu lado e Bella se deixou cair.
-Edward... Não quero mais discutir... Não quero...
- Não vamos discutir meu amor, vamos conversar, prometo que vou ouvir quietinho. Vem senta aqui perto de mim. – um pequeno sorriso se fez em seus lábios então a puxei para o meu colo. -Soube que nossos pequenos fizeram o teste do pezinho hoje.
- Foi, também fizeram alguns exames, dependendo do resultado seremos liberados. – contou animada. – Desculpe por não avisá-lo, mas o pediatra passou e achou melhor adiantar as coisas, disse que estão com um peso bom e que são os prematuros mais saudáveis que já viu. – falou orgulhosa.
- Finalmente vamos pra casa. – falei acariciando seu rosto. – Desculpe, por ter bancado o idiota. – pedi olhando naqueles olhos azuis esverdeados, ela estalou a língua dando de ombros.
-Também fui idiota, deixei meu orgulho falar por mim, detesto ficar brigada com você. – um bico se fez em seus lábios, um bico lindo.
- Eu também meu amor. – segurei firme sua nuca roçando meus lábios aos dela, Bella invadiu minha boca com sua língua e quando tocou a minha o desejo explodiu. Praticamente nos devorávamos em um beijo intenso, avassalador, fazia tempo que não nos beijávamos assim.
- Senti falta disso... – disse ofegante com sua testa colada a minha. – Sentia falta da tua boca, do teu gosto. – ela voltou a me beijar com ainda mais desejo, estava ficando excitado, muito excitado, então rompi o beijo.
- Eu também... Acredite. – deslizei meus lábios pela curvatura do seu pescoço. – Vai me contar como aquela taça quebrou? – perguntei sem parar o que estava fazendo.
- Não gostei de ver Tanya ao seu lado no palco... – confessou arfante. – Doeu, doeu muito vê-los lá em cima, de mãos dadas, porque ali me dei conta do quanto são perfeitos juntos...
-Shhh... – fiz colocando meu dedo em seus lábios. – Não diga isso, você é que é perfeita pra mim, que foi feita só pra mim em todos os detalhes. – Bella estalou a língua revirando os olhos.
- Não sou... Sou baixa, minhas coxas são muito grossas, minha bunda é enorme e sou um completo desastre.
- Sabe o que eu vejo quando olho pra você? Uma mulher pequena, com um corpo perfeito, com coxas deliciosas e um bunda... Hummm... Você é perfeita, amo tudo em você Bella, tudo, cada pedacinho. – falei com meus olhos cravados aos seus.
-Quando me disse que ela participaria do evento e que anunciariam juntos um dos vencedores, prometi a mim mesma que não deixaria meu ciúme e minha insegurança estragar sua noite, estava indo bem até, mesmo com uma vontade absurda de voar no pescoço dela a cada provocação... E você sabe que ela me provocou a noite toda. – somente assenti. – Quando os vi ali de mãos dadas, senti raiva, muita raiva e acabei estourando a taça que estava em minha mão.
- Tentei soltar minha mão, mas Tanya insistia que seria bom demonstrarmos que continuávamos amigos...
- Ela sabia perfeitamente o quanto aquilo me atingiria Edward. – afirmou me cortando. Quando pedi pra que Rose e Emm tirassem você do posto médico, ela veio falar comigo. – franzi o cenho, como não havia notado? - Tanya cravou suas unhas no meu braço, veja. – havia marcas quase cicatrizadas. – Disse que eu deveria ter ficado em casa, que não fazia idéia do quanto aquilo tudo era importante pra você... Garantiu que voltaria para a Masen e que voltaria pra você.
- Isso não vai acontecer, jamais vou voltar pra ela, jamais! Porque nunca pertenci a ela, nunca pertenci a ninguém a não ser a você Isabella. Eu pertenço a você como você a mim. – ela assentiu convulsivamente.
- Porque nunca me disse que criou a Masen junto com ela...
- Porque não foi assim... Ela ajudou muito, aliás, todos ajudaram... Emm, Rose, Jazz, Alice e Alec, todos éramos recém formados e nos aventuramos nessa empreitada e deu no que deu.
- Não tem idéia do orgulho que sinto por seu sua esposa, por ser a mãe dos seus filhos, por ser a mulher que escolheu para compartilhar sua vida...
- Coloca uma coisa nessa tua cabeça Isabella, você é a razão da minha vida, sem você, não sou nada, entendeu? Nada, acima de você só vem nossos filhos, compreendeu? Porque eles fazem parte de nós dois. – seus olhos brilhavam intensamente, duas lágrimas escorreram pelo seu rosto.
- Idem! – sua voz saiu entrecortada, voltei a beijá-la com todo o amor que sentia por ela, Bella se aninhou em meus braços e ficamos ali em silêncio, um curtindo a companhia do outro.
Finalmente meus filhos tiveram alta, assim como Bella, estava tudo pronto para deixarmos o hospital, fui à tesouraria acertar a conta e voltei para ajudar a descer as coisas, Sarah nos acompanhou até a saída.
- Obrigada por tudo Sarah. – Bella agradeceu a abraçando forte, Charlotte nos acompanhou, ela foi com as crianças no banco de traz e Bella ao meu lado. Nossa família e amigos nos aguardavam em casa, foi uma farra só. Alice insistia em chamar nossa pequena de Lizze e nosso pequeno de Thony, minha esposa gostou da forma carinhosa como eram chamados e adotou também.
- Nem acredito que estamos em casa. – Bella disse passando os braços envolta do meu corpo.
- Não sabe o quanto é bom tê-los aqui. – falei a apertando em meus braços.
POV BELLA
Minha vontade era de cortar a língua de Rosalie, assim como a de Alice, mas confesso que foi bom me abrir com Edward. A conversa que tivemos foi muito importante e esclareceu muitas coisas entre nós, e ouvi-lo se declarar pra mim daquela forma foi emocionante.
A recepção que tivemos foi incrível, nossa família, nossos amigos estavam lá, todos babando em nossos filhos lindos. Adorei o apelido carinhoso como Alice os chamava e passei a chamá-los da mesma forma, Lizze e Thony.
A primeira noite foi assustadora, eu mal dormi, agradeci por Edward ter colocado um dos berços em nosso quarto, ficamos com medo de deixá-los sozinhos no quarto ao lado. Lizze acordou chorando com a fralda molhada, a troquei sob o olhar atento do meu marido.
- Tem que me ensinar a fazer isso, amor. – disse sonolento.
- Depois ensino, to com sono agora! – ele sorriu com a cara amassada e os cabelos em uma bagunça só. Já Thony dormia tranqüilo e sereno. Depois de trocada, Edward a pegou nos braços e começou a cantar pra ela, a danada adormeceu em seus braços. Programamos o relógio para despertar na hora das mamadas, geralmente Thony ficava soltando alguns sons estranhos mordendo as mãozinhas, já Lizze exercitava seus pulmões berrando.
Uma semana havia se passado, meu marido e eu estávamos exaustos com olheiras enormes, Charlotte ficava para nos ajudar, a coitada subia e descia aquelas escadas a cada choro. O primeiro banho confesso que fiquei apavorada, mas Esme e Charlotte estavam ao nosso lado, Edward banhava Thony e eu Lizze.
Meu marido apanhava um pouco com a fralda, e quando conseguiu comemorou como se tivesse feito um touchdown. Aos poucos nos ajustávamos aos nossos filhos e nossa vida voltava ao normal, na primeira fralda realmente suja o pobre ficou com o estômago embrulhado, mas agüentou firme.
Contrariando todas as expectativas, meu marido não tinha frescura quanto a isso, foram várias golfadas depois das mamadas, eu já estava habituada aquela situação porque sempre cuidei dos filhos das amigas de minha mãe.
- Parece habituada a toda essa loucura. – dizia esparramado na cama, eram duas da manhã e nossos anjinhos dormiam tranqüilos depois de mamarem.
-Esqueceu que cresci cuidando dos filhos das amigas da minha mãe? Fralda, vômito eu tiro de letra! – falei piscando pra ele.
- Se eu não tivesse morto eu te beijaria agora! – sorri o beijando, acariciando seus cabelos, ele adormeceu rapidinho.
Quando completaram um mês, pensei que Edward daria uma festa, entrou em casa comemorando arrancando risos meus e de Charlotte! O tempo passava rápido e meus filhos estavam cada vez mais lindos e fofos, visitávamos o pediatra todos os meses.
Estávamos em março e meus amores já estavam com três meses, a cor dos olhos se firmaram e Thony exibia lindos orbes verdes como os do pai, já Lizze tinha ao olhos verdes azulados, variavam conforme seu humor. Edward olhava para ela fascinado, dizia que ela era a princesa mais linda do mundo, e que Thony iria ser o terror da mulherada!
- Como o pai? – provoquei.
- Até conhecer a mulher de sua vida filho. – revirei os olhos, ele parecia um bobo, conversando com eles como se entendessem alguma palavra do que dizia.
- Quero ver quando Lizze começar a namorar. – Edward me olhou como se eu fosse um verme nojento.
- Isso não vai acontecer. – disse sério.
- Como assim? Ela vai ser freira por acaso? – ele estava na sala com os dois, enquanto eu cozinhava, meus pequenos estavam no bebê conforto, era domingo e receberíamos a família para o almoço.
- Não quero falar sobre isso. – não consegui me controlar e cai na gargalhada.
- Lizze é uma garota Edward, cedo ou tarde vai crescer e quando isso acontecer...
- Para Bella! Não quero nem pensar, isso está muito, mas muito longe. – cai na gargalhada indo atender a porta.
Não preciso dizer que Emmett e Jazz compartilhavam da opinião machista do meu marido, em compensação apoiavam o fato de Thony ser o terror da mulherada. Já Alice e Rose, atormentaram Edward com as palavras namorados e virgindade, pensei que meu marido fosse avançar nas duas.
Como eu aproveitava o pouco tempo que tinha livre para estudar, fui prestar as provas finais, com a autorização do reitor, claro que meu marido deu uma bela força pra que aquilo fosse possível, ligando para o homem, usando de toda sua influência. Eu tirava leite e deixava para Charlotte e Esme dar a eles, confesso que cada vez que fazia aquilo me sentia uma vaca sendo ordenhada.
Faria as provas e aguardaria o resultado, se atingisse os pontos passaria para o próximo período. Meu resguardo havia acabado há um bom tempo, mas meu marido parecia estar mais interessado em nossos filhos no momento.
Quando não estava trabalhando, chegava em casa cansado com tempo de tomar um banho, comer e brincar com os pequenos. Euzinha aqui ficava a ver navios, estava subindo pelas paredes, meu humor não era dos melhores e o fato de Edward estar chegando cada vez mais tarde, começou me deixar intrigada.
Minha mãe costumava dizer que os homens costumavam procurar seus préstimos quando suas mulheres estavam de resguardo, ou acabavam de ter bebês. Não era só ela que dizia aquilo, todas diziam... Edward teria ido procurar um modo de aliviar sua tensão sexual? Ele parecia tão tranqüilo, tão calmo...
Novamente a insegurança e o ciúme me consumiam, onde ele teria ido procurar isso? Edward procuraria uma prostituta? Me olhava no espelho e não me sentia nada desejável, a cicatriz da cesariana era evidente, meus seios ainda estavam enormes e vira e mexe vazavam leite. Meu cabelo estava enorme e confesso que não andava me cuidando muito.
Edward havia contratado uma babá, tinha quarenta e oito anos, era viúva e não tinha filhos, como Charlotte cuidou a vida toda de um casal que se mudou para Londres, mas Tia como era chamada, preferiu ficar. Carlisle a indicou, pra variar era muito amigo da família pra qual Tia trabalhou, ela nos ajudava já que Esme não podia ficar vindo sempre pra cá. Não sabia quanto tempo iria ficar fora, então deixei leite o suficiente para três mamadas, para cada.
Fui ao cabeleleiro, manicure, pedicura, passei por uma sessão torturante de depilação, sai do salão renovada, me sentindo bem comigo mesma.
Meus filhos estavam cada vez mais fofos e espertos, já reconheciam as pessoas e quando Lizze ouvia a voz de Edward ficava agitada, ela adorava o pai e ele era completamente fascinado nela, passava horas admirando cada pequeno gesto, cada balbuciar.
Claro que com Thony também, mas meu príncipe não dava muita bola, preferia brincar com sua mão ou seu pé. Quando eu cantava pra que ele dormir meu filho me olhava fixamente como se entendesse cada palavra que eu proferia. Já Lizze se esgoelava e só se acalmava com a voz de Edward, a ligação entre os dois era muito forte.
Pensei que meu marido fosse notar o meu novo corte de cabelo, ou mesmo o fato de estar perfumada e vestindo uma de suas camisas, mas Edward chegou tarde, passava das dez, mal me cumprimentou e foi pro banho. Havia algo errado, eu podia sentir e toda minha insegurança me atingiu feito um soco no estômago, ele parecia fugir de mim, era essa a impressão que eu tinha.
Os dias que se seguiram não foram muito diferentes, ele chegava tomava banho e dormia. Meu humor que já não era dos melhores e ficou ainda pior. Abril chegou e com ele as provas para a conclusão do curso. Estava sentada na cama com a cara enfiada no livro quando ele chegou, meus filhos estavam banhados, alimentados e dormindo como dois anjinhos.
-Onde estão as crianças? – perguntou ao entrar no quarto.
- No quarto deles, foi pra isso que o montamos, não foi? – falei sem sequer desviar o olhar do livro.
- Não acha que ainda é cedo?
- Não, o médico disse que é o momento de deixá-los mais independentes.
- Mas são tão novinhos e se Lizze chorar de madrugada e...
- Para isso compramos a babá eletrônica Edward, eles não estão tão longe e sim no quarto ao lado! – minha voz saiu ríspida, mais do que desejava.
- Já vi que você não ta de bom humor. – resmungou retirando o paletó o jogando sobre a poltrona que havia no quarto, afrouxou a gravada se deixando cair na beira da cama para retirar os sapatos e as meias, parecia cansado. – Tenho duas notícias pra te dar e realmente não sei como vai recebê-las. – disse passando a mão na nuca, estalando os ossos.
- Diga e verá! – desta vez minha voz saiu em um tom normal.
- Achei melhor saber por mim do que...
- Não enrola Edward, diz de uma vez. – exigi.
- Tanya voltou para a agência, o que significa que anda circulando pelo prédio da Masen. – aquela notícia foi como um soco no estômago.
- Até onde eu sei você tem um representante na agência e o contato dela com a Masen é pela criação e não com você, ou estou errada? – não pude evitar ser um tanto seca. – A não ser que esteja pensando em readmiti-la.
- Só achei que seria melhor saber por mim, mais dia menos dia você vai aparecer por lá e...
-Porque tenho a sensação de que não é só isso? – Edward olhava pro chão e não pra mim. - Qual é a outra notícia?
- Alguns clientes importantes estão exigindo a presença dela nas reuniões, são contas antigas e de extrema importância para a empresa...
- Porque estão exigindo a presença dela?
- Foi Tanya quem os trouxe, ela quem lidava com eles, terei que readmiti-la ou a empresa vai sofrer uma perda muito grande de capital de giro.
- Ela fez de propósito! Sabia que estava preso a ela... Ahh! Que ódio! – praticamente berrei atirando o livro longe. – Tudo que eu queria era aquela mulher longe de você, mas parece impossível!
- Bella... Não fica assim. – pediu tentando se aproximar de mim, eu andava de um lado para outro tentando conter a minha raiva.
-Como não fica assim Edward... Ela vai estar com você o tempo todo, te provocando, te tentando até você ceder... E você vai ceder se é que já não cedeu...
- Porque está falando isso? Porque está falando assim? – ele parecia ofendido com o que eu disse.
- Por quê? Seria pelo fato de que você vem chegando cada vez mais tarde em casa? – minha voz saiu exaltada. – Ou talvez pelo fato de que você esqueceu que tem uma mulher... Porque eu ainda sou uma mulher Edward, não somente a mãe dos seus filhos... Porque meu resguardo acabou tem quase dois meses e você parece não ter se dado conta disso...
- Bella, eu...
- Nem sequer notou que cortei meu cabelo, você nem olha mais pra mim Edward... O que quer que eu pense, me diz? – meu marido não disse nada, uma de suas mãos se infiltrou em meus cabelos alcançando minha nuca, me puxando pra si de forma brusca tomando meus lábios em um beijo voraz.
Edward devorava minha boca e eu a dele, senti minhas costas bater contra a parede o que me fez gemer entre o beijo, ele me ergueu para que eu ficasse da sua altura, aproveitei e envolvi seu quadril com minhas pernas. Nos apartamos de forma brusca ambos ofegantes, estava excitado, muito excitado, voltamos a nos beijar e entre beijos enlouquecedores nos despimos.
Senti o colchão em minhas costas, os lábios de Edward abandonaram os meus para percorrer meu corpo milimetricamente, onde seus lábios não tocavam suas mãos me acariciavam. Meu juízo foi se esvaindo à medida que Edward se aproximava da minha intimidade, distribuiundo beijos pela cicatriz da cirurgia o que me deixou tensa.
- É quase imperceptível, amor. – disse contra minha pele. – Você consegue estar ainda mais linda. – ele voltou a trilhar meu corpo com beijos molhados. Senti sua língua me invadir e agarrei seus cabelos com força arqueando as costas, me deixando levar pelas sensações que aquele homem me causava.
Gemi alto sem me importar com nada, era como se existíssemos somente nós naquele momento, meu corpo todo se tencionou, foi como um desfalecer tamanho prazer que senti naquele momento. Ainda estava meio débil devido à intensidade do orgasmo, quando vi Edward procurar por algo na gaveta do criado mudo.
- O que você está procurando?
- Camisinha.
- Você não tem?
- Não transo com ninguém além da minha esposa, pra que camisinha? – falou como se fosse óbvio.
- Ainda não posso tomar pílula, devido à amamentação.
-Foda-se, eu saio antes. – grunhiu tomando meus lábios em outro beijo avassalador enquanto deslizava pra dentro de mim em uma estocada seca e firme. Gemi cravando minhas unhas em suas costas, senti dor e prazer ao mesmo tempo, sentindo seu membro me preencher por completo, as vezes me perguntava como aquilo tudo cabia em mim? Quanto mais o tinha, mais o queria, seu corpo já dava sinais de que o fim estava próximo.
Com um gemido rouco, saiu de dentro de mim, pude senti-lo em meu ventre e seu gozo quente escorrer pela minha pele, Edward se levantou indo até o banheiro, voltou com uma toalha pequena e úmida e limpou com cuidado minha pele, assim como seu membro, voltando pra junto de mim.
- Bella? – chamou depois de um tempinho em silêncio.
- O que?
- Deixei claro que o fato dela voltar para a empresa, não quer dizer que voltará para minha vida...
- E acredita mesmo nisso? – ele me virou de frente pra si.
- Acredito! Porque amo minha esposa e sou fiel a ela, mesmo que pense ao contrário.
- Desculpe! – pedi sinceramente. – Mas você andava tão distante e minha mãe sempre disse que...
- Sua mãe? O que sua mãe lhe disse? – ele pareceu surpreso com o que eu havia dito.
- Minha mãe e suas amigas sempre diziam que os homens que mais as procuravam eram pais de família que iam se aliviar com elas pelo fato das esposas estarem... Você sabe.
- Não, eu realmente não sei.
- Ela contava que eles passavam o tempo todo reclamando que as esposas só tinham olhos para os filhos, que estavam gordas ou de resguardo... Coisas do tipo.
- E você por acaso está achando que eu fui procurar... – Edward se calou me olhando sério, segurou meu queixo me forçando a olhar em seus olhos. – O que eu faço com você Isabella? – seu tom era reprovador. – Eu só estava respeitando seu espaço, andei conversando com meu pai e ele disse que na maioria dos casos as mulheres precisam de um tempo para elas e para os filhos, jamais procurei outra mulher... Ando chegando tarde por que é humanamente impossível resistir a uma mulher como você e...
- Está me dizendo que todo esse tempo estava me evitando, de propósito?
- Estava respeitando seu espaço, dando tempo até que...
-Eu estava subindo pelas paredes Edward, a ponto de trancá-lo nesse quarto e obrigá-lo a transar comigo. – ele gargalhou com gosto.
-Jura? – disse divertido.
- Me sentia horrível, indesejável, pensei que você achava o mesmo e...
-Está equivocada senhora Cullen, eu nunca deixei de desejá-la um segundo sequer. – havia tanta intensidade em suas palavras, ele se virou ficando sobre mim, entre minhas pernas apoiado em seus cotovelos. – Repito, só estava respeitando seu espaço, vamos dizer que me aliviei do modo tradicional, se é que me entende. – confessou envergonhado.
- Poderia ter me dito, eu lhe dava uma mãozinha. – provoquei.
- Engraçadinha! – soltou me olhando sério.
- O fato dela voltar para a Masen, não quer dizer que a trarei de volta pra minha vida Bella, deixei isso muito claro a ela.
-Eu confio em você Edward, não confio nela, sei do que aquela mulher é capaz e sei que vai jogar sujo e pesado e não vou estar lá pra me defender, ou melhor, defender o que é meu.
- Nossa relação será estritamente profissional, prometo. – puxei o ar com força, a empresa dependia daquilo, não podia deixar que por minha causa tivesse um prejuízo daqueles.
-Então promete pra mim que jamais vai tocar nela, mesmo que ela se ofereça de bandeja, promete pra mim Edward.
- Eu prometo, jamais vou tocar nela, porque amo você, e só você me importa. – disse depositando um beijo em meus lábios. – Já disse que é só você que eu desejo... - pontuou roçando a língua em um dos meus mamilos. – Só você que eu quero... – fez o mesmo no outro. – Pertenço a você Isabella, como você pertence a mim, se lembra? – ele se ergueu um pouco se encaixando em mim com perfeição, me preenchendo, me completando. – Eu... E você... Pra sempre. – a cada palavra, pontuava com uma investida, me amando novamente aproveitando o sono tranqüilo dos nossos pequenos, para tirarmos o atraso.
-Preciso de um banho. – minha voz saiu provocante, ele tinha o rosto entre os meus seios.
-É um convite? – perguntou com um sorriso malicioso em seus lábios.
- Pode ser.
-Vai me deixar ensaboar você? – sua voz saiu extremamente sexy.
- Humm... Depende.
- De que?
- Vai me ensaboar direitinho? Vai esfregar bem e... – o maluco não me deixou terminar, me pegou nos braços me levando para o chuveiro.
- Edward? – estávamos na cama, como sempre ele com seu rosto afundado em meus cabelos e sua mão espalmada em meu ventre, força do hábito talvez.
- Hm? – gemeu sonolento.
- Eu te amo e só Deus sabe o quanto te amo, mas se encostar um dedo em Tanya novamente eu desapareço de sua vida, pra sempre... – o silêncio foi o que ganhei como resposta. – Mesmo que isso me mate. – conclui.
- Isso não vai acontecer. – sussurrou me apertando ainda mais contra si.
