Notas do Autor

Yume consegue...

Os pais de Satoshi ficam...

Yume decide...

O Spearow decide...

Capítulo 28 - A ira de Yume

Então, ele vê eletricidade a contornando, para depois ela lançar um ataque de Swift, com várias estrelas se juntando em uma única estrela grande, surpreendendo os Spearows que param de avançar, olhando estarrecidos para a estrela na sua frente, tentando compreender o que era aquilo.

Sorrindo malignamente, Yume concentra eletricidade em seu corpo para liberar em seguida um Thunderbolt no centro da estrela imensa, que se fragmenta em dezenas de estrelas eletrizadas que avançam violentamente contra os Spearows, os eletrocutando sumariamente, fazendo todos caírem no chão.

Satoshi fica estarrecido ao ver que a explosão de eletricidade que se propagou pelo local foi incorporada pelas estrelas que se espalharam, eletrocutando cada um dos Spearows, fazendo-os despencarem bruscamente do céu, para depois ele notar que ela suspirava de alívio e confessava que foi lindo e igualmente devastador para pokémons do tipo Flying, além de exigir um grande controle do pokémon em sua execução e timming.

De fato, Yume estava aliviada ao perceber que conseguiu executar uma apresentação de Contest, que há quase dezesseis anos não executava, sendo que somente executou aquela técnica nos treinos.

O garoto percebeu que a criação daquela estrela com os vários Swift´s liberados por ela que se aglomeraram em um único ponto formando aquela estrela, desnortearam os Spearows que ficaram confusos e que aproveitando o fator surpresa, liberou um ataque elétrico poderoso contra a estrela, obrigando-a a se fragmentar, com as estrelas avançando violentamente contra os Spearows, sendo que cada uma das estrelas estava eletrificada, com a criança acreditando que os pokémon receberam dano duplo, tanto pelo Swift, quanto pelo Thunderbolt, ao mesmo tempo.

Yume vai até os Spearows caídos e avista um deles lutando de forma ferrenha para se levantar, caindo todas as vezes que tentava, sendo visíveis os danos do ataque combinado, com ela o reconhecendo como sendo o pokémon que ordenou o ataque.

- Vejo que é o Líder, certo? Afinal, o líder tem que ser o mais forte do bando. Inclusive, o seu tamanho não é condizente com os demais.

- Sua...

Ele fala arrogantemente, embora falasse em um tom baixo e com dificuldade por estar enfraquecido, tentando se firmar nas patas traseiras com o corpo tremendo, lutando arduamente contra as dores lacerantes e os danos, apenas para cair na terra, novamente, já que ataques elétricos eram super efetivos contra um tipo Flying, com faíscas percorrendo as suas penas por causa da paralisia que o acometeu, sendo que as pontas delas estavam levemente chamuscadas pela eletricidade.

A Persian exclama irada:

- Você vai me pagar, bastardo!

Tudo o que o Spearow vê é a eletricidade se aglomerando em volta dela e depois, um relâmpago o atingindo, fazendo-o ficar inconsciente, enquanto o seu corpo era atirado violentamente há alguns metros dali, sendo que a eletricidade acabou atingindo alguns Spearows inconscientes em seu trajeto.

Satoshi a vê usando o Thunderbolt, novamente, no centro dos Spearows, para depois trazer um deles gravemente ferido, maior que o usual, enrolado em sua cauda.

Ela se aproxima dele e fala:

- Suba nas minhas costas com o Pikachu. Eu consigo correr mais do que uma criança humana conseguiria.

- Obrigado. Precisamos ir para o laboratório do Doutor Ookido para o Pikachu ser tratado.

- Depois, você irá ao médico.

Satoshi nota o Spearow debilitado e pergunta:

– O que vai fazer com ele?

- Segredo. Agora, suba. Você precisa ir para o hospital o quanto antes.

Então, ela corre dali, se afastando o mais rápido possível, enquanto que alguns Spearows se levantavam, percebendo que o Pikachu conseguiu escapar, além do seu líder ter sido capturado, com o bando jurando vingança pela captura de seu estimador líder, sabendo que o garoto teria que passar por aquela floresta e que talvez não estivesse com a Persian poderosa.

Enquanto planejavam a sua vingança, eles se erguiam com dificuldade, sentindo ainda, a corrente elétrica em seu corpo que os fez cair novamente, fazendo-os ficarem ainda mais irados.

Longe dali, em um ninho no alto de uma árvore, uma Spearow fêmea estava chocando quatro ovos, que eram um pouco maiores que de uma galinha. Ela suspira preocupada, pois o seu companheiro havia saído para conseguir comida e ainda não havia voltado e para agravar, havia visto um clarão ao longe que a alarmou, tendo um pressentimento terrível de que algo de muito ruim aconteceu com ele.

Preocupada, ela murmura:

- Onde está você, meu amor? Por que demora tanto?

Essa Spearow era companheira do Spearow líder, sendo que uma serpente animal se aproxima sorrateiramente do ninho, visando os ovos da mesma, quando ela escuta um som e se vira, concentrando os seus poderes para lançar um ataque contra o animal que caiu morto no chão, para depois ela voltar a chocar os ovos, enquanto esperava ansiosamente o retorno dele, sendo que havia estranhado a revoada do bando, até que julga que ele havia encontrado uma presa grande e por isso, precisava da força do bando para abatê-lo.

Longe dali, no laboratório do doutor Ookido, enquanto ele estava preocupado com o destino do Pikachu, sendo que junto dele estava Yukiko e Shigeru, um Pidgeotto pousa na janela aberta do quarto com ele reconhecendo como sendo um dos pokémon de um dos treinadores que partiram em uma jornada, alguns meses atrás e que havia sido enviado a ele.

Ele vai até o pokémon que parece chama-lo, voando em frente a janela, mas, não se afastando totalmente e o PhD em pokémon, doutor Yukinari Ookido pergunta:

- Quer mostrar algo?

O pokemon acena com a cabeça e o doutor, junto de Yukiko e Shigeru o segue, com eles ficando horrorizados quando o Pidgeotto mostra uma Persian correndo até eles, tendo em suas costas, Satoshi, que estava muito ferido, assim como o Pikachu em seus braços, sendo que o rapaz estava inconsciente e a cauda da Persian ajudava a segurar o Pikachu, sendo que notaram um Spearow gravemente ferido e inconsciente em sua cauda.

Ao se aproximarem, Yukiko corre até eles e exclama:

- Satoshi onii-chan! Acorde! Satoshi onii-chan!

Ele desperta, gemendo de dor pelos ferimentos em sua pele, sendo que está confuso, até que vê o pikachu ferido, o entregando ao PhD em pokémon, doutor Yukinari Ookido, falando, após se situar onde estava, se recordando dos eventos na noite passada:

- Vi esse pikachu fugindo da sua janela, quando saí a noite, pois não conseguia dormir. O pikachu fugiu para a floresta e fiquei preocupado. Sei que deveria ter chamado ajuda, mas, não dava tempo. Tentei detê-lo e fui eletrocutado, acabando por soltá-lo e ele fugiu, lançando um ataque na minha frente. Mesmo assim, insisti em segui-lo para pegá-lo, visando tirá-lo da floresta. Mais para frente, ele foi atacado por um grupo de Spearows e...

Ele continua contando o que lembrava e fala de como Yume o salvou, enquanto o doutor Yukinari tratava do Pikachu com uma Potion, sendo que após terminar o relato, ele fala:

- Foi um ato muito nobre, mas imprudente. Podia ter morrido. Não que os Spearows fossem ataca-lo até a morte. Pokémons selvagens não costumam atacar humanos, embora que os Spearows são um dos pokémons mais agressivos que existem e há relatos de ataques a humanos, embora seja raro. O foco deles, pelo que eu compreendi, era esse Pikachu que era um pokémon doméstico. Pokémons selvagens tendem a atacar pokémons domésticos, ou seja, pokémons criados por humanos. Como você o defendia, foi atacado e podia ter morrido. As garras deles são perigosas demais, assim como o bico. A pele dos pokémon são resistentes ao ponto de que, somente balas que furam aço podem atravessá-las. Mas, a pele humana é frágil. Você poderia ter sangrado até a morte. Os pokémons são muitos fortes e poderosos. Uns mais, outros menos. Quanto a você, Yume, essa técnica...

- Eu misturei dois golpes distintos. Swift e Thunderbolt, garantindo assim que atingisse todos os Spearows. O Swifit, pelo que eu aprendi, sempre atinge o alvo.

- Isso é verdade. Foi uma excelente ideia. Assim, você garantiu que todos fossem atingidos, combinando o poder do Thunderbolt e a velocidade das estrelas cortantes de um golpe que sempre atinge o oponente. Mesmo assim, juntar dois golpes dessa forma, você somente vê em Contest e no Try Pokkaron em Kalos, embora que tal como o Contest, o Try Pokkaron está sendo levado a outras regiões.

- No passado, eu participei de Contests.

- Oh! Contests! Eles são bem famosos em algumas regiões. Isso explica a facilidade que você misturou ambos os golpes. – então, percebe o Spearow na cauda dela e pergunta hesitante - Vai devorar ele?

- Não. Não como lixo. Vou ter uma "conversinha" com ele e depois, quem sabe, dar de presente aos meus filhos para brincarem com ele. Afinal, foi esse Spearow que liderou o grupo contra o Satoshi-kun.

Ela fala com um sorriso maligno, fazendo o sangue do doutor Yukinari, gelar nas veias, assim como o de Shigeru, sendo que Satoshi estava debilitado demais para perceber a face assustadora da Persian, sendo que Yukiko não era afetada. Até porque, ela mesma queria "conversar" com o líder dos Spearows que feriu o seu irmão, mas, respeitava o fato de que ele era a presa de Yume. Infelizmente, a seu ver.

Nesse interim, Yukiko havia ligado para os pais que vieram de carro, sendo que ficaram aterrorizados ao vê-lo ferido, sendo que as crianças ficaram surpresas ao verem os policiais junto deles, assim como vários pokémons, compreendendo após alguns minutos que havia sido formado uma equipe de resgate.

Os policiais terminam os procedimentos, colhendo os depoimentos, para depois finalizarem a ocorrência, com os pais de Satoshi agradecendo a eles, sendo que um deles fala:

- Apenas cumprimos com a nossa obrigação e ficamos felizes em saber que o garoto está salvo, assim como o Pikachu. A Persian dos senhores foi incrível, abatendo sem qualquer ajuda, um grupo de Spearows. Foi muita sorte que ela tinha experiência em juntar dois golpes, gerando tal poder ao ponto de imobilizar um bando imenso de Spearows de uma só vez.

Após fazer isso, eles se retiram, recebendo novos agradecimentos de Hayashi e de Hanako.

Satoshi não queria se afastar dali, até ter certeza que o Pikachu estava bem e após ter a confirmação, quando o doutor Yukinari Ookido falou que o pokémon já estava se recuperando, ele permite que os pais o levem até o médico.

Enquanto eles levavam o filho para o carro, os pais dele agradeciam emocionados a Yume, pois ela o salvou de um bando de Spearows.

Então, ela volta para casa com o Spearow, dessa vez em suas mandíbulas e no caminho, olha para um dos vizinhos que tinha uma deficiência física, sendo auxiliado pelo seu pokémon, além dele lhe fazer companhia e ela sorria ao ver a felicidade que ambos sentiam pela companhia um do outro.

Os pokémon não eram usados apenas para as batalhas e sim, para outras funções e obrigações, tal como pela polícia, nas prisões e profissões de resgate, pelas equipes médicas que tinham parceiros pokémon com habilidades e movimentos próprios para cura e tratamento, outros os usavam para proteção pessoal e de propriedade, havia pessoas que os usavam para diversos trabalhos, assim como para apresentações e companhia, sendo que também eram usados para ajudar as pessoas com deficiência, já que eles entendiam a linguagem humana ao contrário dos animais.

Portanto, além de poderem ajudar melhor as pessoas que possuíam alguma necessidade, fosse por sequelas de algum acidente ou por motivo de doença, o treinamento deles era mais simples, aprendendo rapidamente como proceder para ajudar nas necessidades daquele humano, sendo muito apreciado pokémon que andavam sobre duas patas, deixando as mãos ou patas livres e que preferencialmente, tivessem movimentos como o Heal Pulse e Aroma Therapy para ajudar nos casos que a pessoa sentisse alguma dor crônica e para relaxar o humano.

Inclusive, alguns tipos de pokémon eram usados em presídios para ajudar a lidarem com os presos, protegendo os seus mestres que eram carcereiros ou policiais que fiscalizavam os presos, recebendo um treinamento próprio para que soubessem como agir contra os detentos, com os carcereiros e policiais possuindo outros pokémon, igualmente treinados para auxiliá-los.

As equipes policias, de resgate, assim como aqueles que lidavam com os presos, treinavam junto com os seus parceiros pokémon.

Ou seja, não eram somente os pokémon que treinavam e sim, os seus mestres também, com eles treinando juntos para estreitar os laços entre eles, assim como, para maximizar o trabalho em equipe tão necessário, pois todos eles lidavam com situações que exigiam uma combinação excelente entre o profissional e os seus pokémon.

Após chegar em casa, Yume se dirige até o jardim, enquanto chamava os seus filhos, contando o que ocorreu, com Hakai se juntando a eles, com todos notando o Spearow que estava preso nas patas com garras.

- Então, esse Spearow liderou o ataque contra Satoshi-kun? – Hakai pergunta, sendo que estava irado pelos ferimentos de Satoshi ao ver o estado da criança.

- Sim. Mas o Pikachu tem a sua parcela de culpa e chegou a atacar duas vezes o Satoshi-kun, que apenas queria salvá-lo.

- O que fará com esse bastardo, kaa-chan? – um dos filhos dela pergunta.

- Vou ter uma "conversinha" com ele. Fiquem com o pai de vocês.

Eles iam questionar ela, quando a mesma se retira, com Hakai observando ela se afastar, enquanto que não sentia qualquer pena do pokémon, imaginando o que ela faria com ele.

Claro, não acreditava que ela fosse devorá-lo, mas vendo aquele sorriso aterrador em seu focinho, o Spearow iria conhecer o inferno em vida.

Então, ele faz os seus filhos o seguirem, falando que era hora do lanche, animando os filhotes que correm animados para dentro da casa.

Não muito longe dali, ela joga o Spearow contra uma árvore e o mesmo, ainda debilitado, abre os olhos levemente, para depois arregalá-los ao ver o sorriso maligno da Persian que o aterrorizava e como pokémon, ele sabia que podia ser visto como refeição pela pokémon a sua frente, cuja cauda balançava perigosamente atrás dela, com a mesma falando em um tom gélido, deixando implícito toda a sua ira:

- Você vai pagar caro por ferir o Satoshi-kun daquela forma. É uma pena que eu não podia trazer o bando todo. Logo, preferi trazer apenas aquele que liderou a caçada. Ou seja, você. Pelo visto, você somente é corajoso com um bando enorme o auxiliando, pois, pessoalmente, é um rato covarde e olha que estou ofendendo o pobre animal. Ele não merece a comparação com uma escória como você. Vou fazer você sofrer, tudo o que fez o Satoshi-kun sofrer e por deixa-lo naquele estado deplorável! O que você fez é imperdoável! – ela exclama como se rugisse de ira.

Aterrorizado, ele tenta fugir, apenas para levar uma caudada violenta dela que o joga contra o chão, com ele tentando se levantar, apenas para levar uma patada, sentindo as garras afiadas dela atingindo o seu corpo por ela fazer questão de usá-las, ferindo ele ainda mais, sendo que se encontra debilitado ao atingir mais uma árvore, trincando levemente o tronco.

Por orgulho, pois preferia morrer lutando a morrer sem qualquer reação, tenta se levantar, apenas para ser atirado contra uma árvore próxima dali ao levar uma caudada certeira dela.

O pokémon encontra-se aterrorizado e sente muita dor ao levar vários golpes físicos dela, consecutivos, com o seu corpo sendo sacudido, ampliando ainda mais a trinca em um tronco, até que ela o arremessa violentamente no chão, para depois saltar até ele, prendendo as suas asas sobre as suas patas, arreganhando as suas mandíbulas, fazendo questão de salivar, enquanto exibia com orgulho as suas fileiras de caninos alvos e promitentes, falando em seguida com um sorriso maligno nas mandíbulas:

- Vou destroçar você lentamente. Confesso que estou curiosa para descobrir quando tempo um Spearow sobrevive.

Ele pensa em xingá-la ou lutar para tentar infligir algum dano nela, quando se recorda de sua companheira e crias. Se ele morresse, não poderia tentar defendê-los dos humanos, pois tinha quase certeza de que o bando iria querer se vingar e ele não podia permitir que a sua companheira fosse capturada, pois sabendo como ela era, com certeza iria assumir a liderança do bando, já que tinha o "sangue quente", por assim dizer e quando colocava algo na cabeça, era quase que impossível fazê-la mudar de ideia.

Afinal, os filhotes precisavam ter, ao menos, um dos pais. Ele poderia treinar para sair da pokéball, se aceitasse entrar em uma, para impedir a captura dela, ajudando-a a fugir de volta para os filhotes deles, pois o Spearow julgava mentalmente o que era mais importante. O seu orgulho ou a sua família e a resposta era óbvia. A sua família era mais importante do que o seu orgulho e se precisasse se humilhar para a pokémon a sua frente, assim faria. Somente a sua família importava a ele, que faria tudo por eles, inclusive ofertar a sua vida sem pestanejar.

Então, inspirando profundamente, se despindo do seu orgulho, tendo em mente somente a sua família, ele começa a chorar e se desesperar, implorando:

- Por favor, não faça isso! Eu imploro! Eu farei qualquer coisa! Por favor, poupe-me! Eu peço perdão pelos meus atos!

- Você não tem nada para me oferecer em troca do que você fez. Você não possuí nada que possa me interessar. Prepare-se!

Ela vai avançar nele, quando o mesmo exclama:

- Eu vou servir ao garoto! Juro que serei um pokémon obediente! – ele nota que ela para de avançar e fala desesperado ao ver que tinha alguma chance de sobreviver pelo bem de sua família – Ele vai ser um treinador, certo?

A Persian acena afirmativamente com a cabeça, olhando com desconfiança para o pokémon rendido embaixo de suas patas.

- Se ele vai ser um treinador, eu me tornarei um dos seus pokémon! Eu juro que vou obedecê-lo! Por favor, me poupe. Eu imploro!

Ela fecha as mandíbulas e pergunta ressabiada, mantendo a devida distância da sua cabeça do bico afiado do pokémon, pois ele poderia usar qualquer proximidade entre ambos para atacá-la:

- Que garantia tem que não vai trair ele? Vocês Spearows são vingativos demais, assim como, orgulhosos. Inclusive, mesmo após anos, podem guardar ódio de alguém. Não consigo imaginar um pokémon tão vingativo e igualmente orgulhoso quanto a sua espécie, se sujeitando a aquele que impediu vocês de abaterem a sua presa.