Iodes – Pode encomendar os lençinhos de papel, porque se está com dó delas... prepare para o vale de lagrimas.
Danda – O Miro usou o Saga pelo seguinte, se algum dia alguém descobrir isso, é muito melhor morrer pelas mãos do Saga (que pode perdoá-lo, já que isso salvou a vida da Chiara) do que do Shion, imagine se ele descobre que seu santo nome está sendo usado. Ele um "possível" usuário de drogas... vai pulverizar o Miluxo.
Aredhel – Não poderia falar isso, mas já falando... fique tranqüila a Farah não vai morrer, é certeza isso. Mas outras meninas (duas) não vaão ter a mesma sorte, ah não ser, que eu mude de idéia.
Saga – quem vai morrer? (cara de curioso) não vai matar a Chiara, neh?
Krika – ah... (pensando) acho que não...
Saga- ufa!
E quanto ao Ali... bem... ele não ta morto neh... está no mesmo continente que ela... tudo é possível..
Flor – É o Miro descobriu... não vai sobrar pedra sobre pedra.
Tenshi – O santuário vai abaixo.
Nikke – As duas sapatas serem da máfia... ta aí... mistério. Quanto ao Kanon quando ele descobrir que tudo é mentira... xiii...coitada da Hat.
Shaka – Já até pensei num nome Nikke para a casa de reabilitação: "Buda salva" não é perfeito? :D
MM – Perfeito o caralho, Buda nem te salvou. Fica dando uns pegas na Farah, monge safado!
Shaka – Ao respeito! Ò.ó
Kanon, Miro e Shura: Oh... ele não é Barbie...(risos)
Shaka - ¬ ¬ Tesouro do céu.
Krika – não mandei mexer...¬ ¬ (os quatros estão caídos sem os sentidos)
Kitana – Se preocupe com a review não, faz parte. Miro descobriu... é agora elas estão lascadas, porque acho que ele não vai ficar calado... xi... grandes barracos esperam por todos.
Calyeh – A Farah está passando por uma crise, ela ter que se submeter a sair com as garotas em troca de drogas mexeu com ela. E com a descoberta do Miro, as coisas vão mudar radicalmente, inclusive para a Lay e para o Dohko, vai ser a palavra dela contra a do Miro, é evidente que os dourados vão pega-las no flagra e aí... quanto a máfia, eles existem e estão pelo mundo... as coisas para elas só estão complicando.
Capitulo 27: O santuário vem abaixo
--Sagitário--
Aiolos entrou em casa pensativo. Ontem a noite não tinha conseguido falar com ela e precisava agir rápido. Estava decidido a ir adiante com seus planos. Rumou para o quarto dela. Já fazia certo tempo que Nik estava acordada, sentada na cama pensava se consumia heroína ou Lsd. Ao ouvir batidas na porta rapidamente escondeu a droga.
- Entre.
Aiolos entrou.
- Bom dia.
- Bom dia. – sorriu. – tudo bem com você?
- Sim e você? Tomou café?
- Ainda não.
- Precisamos conversar.
- Sobre...?
- O mesmo assunto de ontem.
- Que saco! De novo? Já disse que não vai me fazer mudar de idéia.
- Vou sim.
Aiolos aproximou e subiu na cama. Nik o olhava perplexa, o sagitariano fez com ela deitasse e ficou por cima.
- O que...?
- Vamos conversar. – sorriu de maneira maliciosa.
Nik fitava confusa o rosto dele, não estava com aquela cara de "bobo" e sim com a expressão mais sexy. Os olhos verdes brilhavam de maneira diferente.
- Aiolos...
- Como te disse ontem, vamos mudar o acordo. Você larga as drogas e em troca terá o que mais quer.
- ... como?
Ele aproximou dela e a beijou com volúpia. Nik estava atônica, jamais pensou que ele faria aquilo e de um modo tão ardente. E isso era ruim, pensou que sentiria apenas prazer físico, mas todo seu ser vibrava. Aiolos interrompeu o contanto tão chocado quanto ela, mas não transpareceu.
- Você me quer não é? – a olhou malicioso. – me terá se não usar mais drogas.
- Está blefando.
- Não estou. – passou o braço pela cintura dela trazendo-a mais para si. Nik sentiu um arrepio. – tem a minha palavra.
A alemã estava surpresa demais para dizer alguma coisa. Ele estava se oferecendo em troca dela largar o vicio?
- Por que está jogando tão alto?
- Não se trata de jogo, trata-se de salvar você. – disse sério.
- Não passo de uma desconhecida, em breve irei embora, não tem porque fazer isso.
- Está com medo? – a desafiou. – Parece que está com medo.
- Eu não estou com medo. – respondeu ríspida.
- Então o que me diz? Aceita ou não?
Alexia por um momento sentiu-se perdida, a proposta era boa, mas perigosa, se com um simples beijo ficou sem chão imagine com o resto. Era mais fácil largar as drogas do que livrar-se de um sentimento e temia que aquilo estivesse acontecendo. Tudo que não precisava era se apaixonar por ele, tudo menos isso.
Aiolos tentava aparentar tranqüilidade, mas por dentro estava agitado, não pensou que um simples beijo, mesmo que proposital mexeria com ele. Como ela mesmo disse estava apostando alto e poderia sair perdendo.
- O que me diz? – indagou resoluto a continuar, faria aquilo apenas para ajudá-la, teria todo o cuidado para não se envolver.
Ela não sabia o que responder.
- Vai me aceitar...? – roçou os lábios nos dela, Alexia fechou os olhos.
- Vou...
- Começa a partir de hoje, para cada dia sem consumir nada vai ganhar um presentinho e se conseguir, na noite anterior ao julgamento você me terá.
Concordou.
- Descanse. – levantou. – vou fazer o almoço.
Saiu o mais depressa possível, se ficasse mais alguns segundos faria uma besteira.
Alexia fitava a porta.
- O que eu faço?
--Aquário--
Ani bebia uma garrafa de uísque quando sentiu a temperatura abaixar. Rapidamente escondeu a garrafa e mandou um pedaço de bolo e uma xícara de café por cima para esconder o cheiro. Saiu do quarto indo para a sala.
- Bom dia Kamus.
- Acordou agora?
- Já tem um tempo.
Ele a examinou, aparentemente...
- E sua cabeça melhorou? Ontem dormia tão bem que fiquei com dó de acordá-lo.
- Percebi. – passou por ela. – estou melhor.
- Quer
ajuda no almoço?
Parou a olhando.
- Como?
- Se quer
ajuda?
- Está sendo muito boazinha, o que está aprontando?
-
Nada, só quero ser útil.
- Eu não
acredito em você. O que fez Alais?
- Nada. Não fiz nada.
Kamus foi até a biblioteca, tudo estava em ordem, na cozinha idem.
- Viu, não fiz nada.
- Já disse que não acredito em você.
- Dane-se a sua opinião sobre mim.
- Ainda acho um erro Atena ter as aceitado aqui. Tenho certeza que a qualquer momento vão fazer algo para nos prejudicar.
- Se desconfia tanto, por que não me entrega logo e acaba com isso. Estúpido.
- Cuidado com as palavras. – Kamus segurou o braço dela. – não acordei de bom humor então não me provoque.
- Estou morrendo de medo. – falou aproximando.
Kamus estreitou o olhar, havia sentido de leve o cheiro de álcool.
- De novo?! Me enganou de novo?! – a sacudiu.
- Me solta seu louco! Me solta!
- Não bastasse ter me machucado ontem ainda... sua alcoólatra!
- Não sou alcoólatra! – vociferou. – não sou!
- É sim! Tentou disfarçar, mas estou sentindo cheiro de álcool, bebeu de novo! Onde escondeu as garrafas?!
- Te entreguei.
- Para de mentir Alais! – gritou apertando o braço dela. Sabia que não podia confiar nela, mas já era abuso, como alguém poderia ser tão falsa?
- Está me machucando.
- A intenção é essa mesmo. É assim que deve ser tratada as pessoas mentirosas.
- Me disse ontem que não me odiava.
- Não lembro de ter dito tamanha bobagem. Vamos. – a puxou.
- Kamus, Kamus me solta!
- Te ofereci minha ajuda, no entanto. Vou
entregá-la agora mesmo.
- Não! –gritou desesperada. – tudo menos isso, por favor, Kamus.
- É tarde.
Passavam pela sala, Ani tinha que impedi-lo de qualquer jeito, passou perto de uma mesinha e sem hesitar pegou um vaso. Estava prestes a acertar na cabeça dele, contudo Kamus a impediu.
- Saiba que isso é tentativa de assassinato. – disse frio, colocando o vaso no lugar. – Atena vai saber disso.
- Não vai não. – Ani pegou novamente o vaso, mas desta vez o alvo era a si mesma, Kamus a impediu.
- Ficou louca!?
- Prefiro morrer assim que pela máfia! Não tem idéia de como eles agem com os inimigos! Quanto mais com mulheres! Vi amigas passarem por isso e não quero o mesmo fim delas.
- Por que foi se meter com isso. – disse.
- Já disse: foi tudo por minha mãe.
Kamus a soltou. Novamente aquela frase.
- Sai daqui. Sai.
- E se eu não quiser.
- Sai antes que eu faça uma besteira. – sua voz não saiu fria, o que deixou a alemã intrigada.
- Que besteira?
- Essa.
Kamus a puxou colocando seus lábios nos dela. Apesar das brigas e do desprezo que tinha pela profissão dela, há muito tempo queria beijá-la. Estava se controlando, para não perder a razão e quando descobriu o vicio, agarrou-se a isso como mecanismo de defesa, entretanto não poderia deixar que ela acabasse com sua vida sem fazer nada.
Ani surpresa não conseguia raciocinar, jamais pensou que ele teria uma atitude tão impulsiva como aquela.
Ele interrompeu o contato.
- Vai para seu quarto. – estava confuso. – vai.
Não foi contra ele, correu para o quarto.
X.x.X.x.X.x.X
Afrodite deixando o almoço pronto rumou para o décimo terceiro templo, o que fazia o mesmo era Miro. Tinha que descobrir onde estava pisando.
Afrodite conversava com Atena quando ele chegou.
- Boa tarde Atena. – reverenciou.
- Boa tarde Miro.
- Oi Dite.
- Oi.
- Deseja algo? –indagou a deusa, preocupada pela expressão dele.
- Sim. Posso usar a internet?
Afrodite e Atena o fitaram surpresos.
- O que disse? - Afrodite o olhava incrédulo.
- Queria usar a internet. Posso? - indagou bem sério.
- Pode... - disse a deusa espantando pela seriedade do rosto dele.
- Obrigado.
O escorpião foi para o escritório.
- Por que deixou Atena? Ele vai entrar em site pornográfico.
- Esses sites são bloqueados.
Miro sentou a frente do computador e digitou "Google" para em seguida digitar: drogas, viciados, tratamento, etc. Lia cuidadosamente cada informação, queria saber tudo sobre esse mundo e tentar ajudar Guil a sair dele. À medida que lia ficava receoso com os efeitos que aconteciam pelo uso prolongado.
- Se eu não fizer nada... - murmurou. - ela vai morrer.
- Ela quem? - indagou Afrodite entrando.
- Ninguém. - Miro minimizou a pagina. - o que quer?
- Você está com uma cara de preocupação desde de cedo. Vim ver o que está fazendo.
- Nada que seja da sua conta. - disse ríspido.
- Deixa de frescura, me deixe ver o que está olhando.
Afrodite aproximou, Miro ainda tentou impedi-lo, mas o pisciano foi mais esperto e olhou o conteúdo. Arregalou os olhos.
- Miro... por que está lendo sobre isso?
- Angelina. - disse frio.
- Ela também?! – exclamou.
- Como ela também? - indagou sem entender.
- Gabrielle.
- Não me diga que...
- A peguei com uma seringa. - o rosto dele ficou sombrio. - acabou me confessando que usa drogas.
- Quais?
- Todas.
- Igual à Angelina. Alguém mais sabe?
- Não. Não tive coragem de contar. É capaz de Shion expulsa-la daqui e não quero que isso aconteça. Preciso livrá-la disso. Pensei em pedir ajuda, mas fiquei com medo. Ela costuma ter crises terríveis, estou desesperado. Que informações conseguiu?
- As piores possíveis. Se não fizermos nada, vamos enterrá-las.
Miro mostrou tudo que encontrou para Dite que lia temeroso. Pegando as informações mais relevantes o escorpião, mandou imprimir.
- E o que faremos?
- Sei que para a segurança delas, o melhor seria ficarmos calados, mas não quero vê-la morrer. – deu uma pausa. – precisamos contar para eles.
- Todos vão ficar pasmos...
- Devem está passando pelo mesmo problema, mas por medo do Shion, estão calados.
- Zeus...
- Deixe para ficar assim depois, isso só é a ponta do iceberg.
- Tem mais?!
- Acredite, se elas fossem cavaleiros inimigos a essa hora Atena estaria morta.
Dite estremeceu, para Miro falar daquele jeito a coisa era grave.
- Vamos nos reunir no Coliseu.
Todos receberam o aviso de Miro por cosmo, indo para o local. Estranharam, mas como o escorpião andava esquisito resolveram ir.
Chegaram ao mesmo tempo, sentando na arquibancada.
- Por que ele nos chamou aqui?
- Não faço idéia. - respondeu Dohko.
- Com tanta coisa para fazer e eu aqui. - reclamou Kanon. - se for sobre mulher eu o mato.
- Vamos esperá-lo. - disse Mu preocupado por ter deixado Birget.
- Estou aqui. - apareceu acompanhado por Afrodite.
- Espero que seja importante. - disse Kamus. - se for sobre mulher te congelo.
- Poupe-me de suas ameaças. - disse sério.
O olharam surpresos, o rosto de Miro estava mais grave e ele nunca falava nesse tom., quanto mais com Kamus.
- O que foi Miro?
- Primeiro. - olhou para o mestre. - prometa que não vai se exaltar. Não será hora para isso.
- Está me dando ordens? – arqueou a sobrancelha.
- Só estou dizendo para ficar calmo.
- Fala logo Miro. - disse Shura.
- Quais de vocês têm meninas que usam drogas?
Ficaram sem ação. Um silencio imperou sobre eles. Jamais imaginaram que Miro perguntaria sobre aquilo.
- Não é hora para o silêncio. Precisamos nos unir para poder salva-las.
- Birget. - disse Mu.
- O que ela usa?
- Todas. - suspirou desanimado.
- Íris tem problema com alcoolismo. - disse Aioria.
- Alexia consome drogas.
- Chiara. - disse Saga.
- Gabe. - falou Dite.
- Alais fuma e bebe.
- Angelina está nesse meio.
- Hathor toma remédios para dormir.
- Farah. - sussurrou Shaka. - ela usa ópio.
- Todas usam drogas e não me contaram? - Shion estava indignado. - como mestre tinha que saber.
- Se soubesse as colocaria para fora. - rebateu Aioria.
- E é o que vou fazer. - levantou.
- Senta Shion. - disse Miro.
- Está me desafiando?
- Não, só pedindo para sentar.
- Escute aqui cavaleiro de escorpião...
- Senta logo Shion. - disse Dohko sério. - brigar não vai resolver o problema.
O ariano sentou.
- Parece que Camila, Ingrid, Linna e Hikari estão de fora.
- A Hikari bebe. - disse MM já imaginando que isso não acabaria bem..
- Vocês notaram algum comportamento estranho delas? - indagou a Shion, Dohko e Shura.
- Que tipo de comportamento?
- Euforia, seguida de depressão, tremores, pupilas dilatadas ou contraídas.
- Não. Nunca notei isso na Lay.
- Nem na Ingrid, o único vicio dela é perguntar.
- Shion?
- Ela não tem nada disso. - respondeu seco.
- Então só são elas.
- Como Atena previu. - disse Aiolos.
- Andei fazendo algumas pesquisas e o que achei é alarmante. –passou os papeis para os amigos. – começando por Farah... só ela usa ópio.
Shaka estremeceu.
- Ópio, causa depressão respiratória e uma serie de outras coisas, pois age no sistema nervoso. Essa depressão respiratória pode levar a morte.
- Ela tem isso... desmaia... já tive que usar o cosmo para ajudá-la. – murmurou.
Olharam atônicos para Shaka, não imaginavam que ele passava por isso, logo ele?
- Não tentou retirar a droga dela tentou?
- Sim.
- Pois não o faça. – disse serio, Shaka o olhou imediatamente. – se ela está tendo essas crises se tiver abstinência repentina pode morrer.
- Co-mo?
- É tão grave assim? – indagou Mu, preocupado pelo amigo e por Birget.
- Ela mexe com uma das drogas mais pesadas, isso se ficar resumida só nela.
-Está dizendo que ela... – o virginiano temia a resposta.
- Pode morrer se não for ajudada. – olhou para os demais. – repito, se não fizermos nada, não restará muita gente para ir ao julgamento. Vão morrer. A próxima é Gabrielle.
Afrodite sentou desanimado.
- Pelo que você me falou... Lsd, cocaína, ecstasy, heroína...
- Sim.
- Há uma serie de riscos incluindo tontura, falta de ar, trauma pulmonar, sangramento e os mais graves Avc's e enfarte.
- Ela desmaia de vez em quando e sente falta de ar. Assim como Shaka tenho que usar o cosmo.
- Essa garota quer se matar. – disse Shion.
Miro olhou feio para ele, Afrodite ficou pior.
- A próxima é Alais. Os efeitos demoram mais para aparecer, mas se ela continuar assim corre o risco de ter um câncer na garganta ou no pulmão, fora a bebida. Está afetando os rins dela, da Íris e da Hikari.
Kamus, Aioria e MM ficaram calados.
- Alexia, Angelina, Chiara e Birget estão no mesmo patamar de Gabrielle e o risco que elas correm é o mesmo.
E Hathor?
- Não é tão grave.
- Mas Miro, - iniciou Aiolos, preocupadíssimo com Nik. – elas foram revistadas quando entraram aqui. Não tem como estarem consumido.
- Elas esconderam. – disse MM. – trabalhavam para a máfia sabem camuflar as coisas.
- MM está mais ou menos certo.
- Como assim?
- Elas consomem pequenas quantidades. – disse Miro recebendo toda atenção. – e estão aqui há sete dias, não daria por todo esse tempo.
- Então?
- Conseguiram em algum lugar. – Saga concluiu.
- Nesse lugar. - Miro mostrou um pequeno papel. - achei jogado no chão. Esse numero me pareceu suspeito, pois é numero grego.
- De quem é?
- River. Ao ligar passei como amigo dela.
- E?
- Elas compraram drogas dele. Muita droga, nos últimos dias.
- Dias? – exclamaram todos.
- Mas Miro, - iniciou Mu. - como? Não havia como elas saírem daqui. Mesmo que passassem por Rodoria seriam descobertas. Não há como.
- Não duvide. - disse MM. - elas fariam qualquer coisa.
- Elas saíram.
- O que?! – berraram os doze.
- À noite, passando por Rodoria. Ele trabalha numa boate no centro de Athenas. Era lá que elas freqüentavam.
- Como elas saíram à noite? Íamos ver. Como Gabrielle passaria pelas doze casas sem ser vista? – Afrodite estava perplexo.
- A menos se não estivéssemos por perto.
- Mal colocamos o pé para fora de casa! – exclamou Shura. – Não há como!
- Não notaram que nos últimos dias, temos dormido logo após o treino? De repente vem um sono incontrolável. E acordamos no outro dia sem se lembrar de muita coisa?
- O que está querendo dizer Miro? – Kamus começava a juntar as peças.
- Somos colocados para dormir.
- Hathor. - disse Kanon. - usam os comprimidos dela em nós. Safada!
- Iríamos ver os comprimidos.
- Não se forem camuflados. - MM levantou. - a que horas costumam dormir?
- Ontem quando olhei para o relógio era pouco antes das sete.
- Eu também.
- Espertas. - MM sorriu. - coloca-nos para dormir no mesmo horário. Parece até sincronizado. Parece não, é sincronizado.
- Está certo Mask. - disse Miro. – procurei saber e a troca dos guardas é as oito. De oito a oito e quinze, eles saem para jantar.
- É nessa hora que elas passam.
- Sim. Só não descobrir como fazem para voltar.
- Mas como bebemos esses tais comprimidos? – Aioria estava abismado.
- Suco, cafés, chás.
As coisas agora faziam sentindo. Lembraram de todas às vezes elas ofereciam algo para eles.
- São espertas.
- E dinheiro? – lembrou Kanon. - Precisam dele para comprar.
- Estão se prostituindo.
- Quer dizer que elas ainda...
- A Lay não se prestaria a isso. – disse Dohko indignado. – não ela.
- Linna, Camila e a Annya não devem sair. Devem vigiar para que nada de errado. Por isso que vocês também devem tomar os comprimidos. São leais umas as outras.
- Lealdade para o mal.
- E o que faremos?
- E o que faremos? – gritou Shion. – o que eu já devia ter feito! Expulsa-las! Atena deu abrigo a elas e o que fizeram? Continuaram a consumir essas coisas aqui! Faço questão de entregá-las para a máfia!
Os dourados ficaram calados.
- Fizeram nos de idiotas! Nós, a elite de Atena! Enganados por prostitutas drogadas!
- Temos um outro problema. – disse MM ignorando o surto do mestre.
- Qual?
- Se elas saíram foram vistas e sendo caçadas...
- Elas...
- A essas horas a máfia pode saber que elas estão aqui.
- Mais um motivo! Não bastassem se ferrarem ainda vão sujar o nome do santuário! Entregarei pessoalmente a cabeça delas! Uma a uma.
- Fique calmo Shion. – pediu Dohko.
- Calmo?! A sua está metida do meio. Como pode saber que ela também não sai com elas!
- Lay seria incapaz disso!
- Esses anos todos em Rozan o deixaram burro!
Dohko estreitou o olhar.
- É lógico que ela está no meio seu ingênuo! É uma prostituta!
- Não fale assim dela! – o libriano levantou, cerrando o pulso. – ou não respondo por mim.
- Vai brigar com um amigo por causa de uma meretriz?
- Vou.
Ficaram apreensivos, se os dois começassem a lutar só com a intervenção de Atena é que parariam.
- Senhores, fiquem calmos.- Saga entrou no meio. – brigar não nos levará a nada.
- Perdeu a cabeça Dohko. – disse Shion o olhando frio. – nem parece um cavaleiro de Atena.
- O mesmo vale para você. – vociferou sentando na arquibancada. – o que faremos Miro?
- Não tem porque perguntar para ele. Eu sou o mestre! Tem que acatar minhas ordens!
Eu vou dizer o que faremos.
- Mestre... – desdenhou Dohko. – grande coisa... não sei como a Camila suporta você. Coitada.
- Dohko...
- Já chega! – gritou Mu, espantando a todos. – ou eu serei obrigado a teleporta-los cada um para um pólo.
Dohko sentou calado, Shion ia retrucar, mas calou.
- Diga Miro. – olhou para o escorpião que piscou algumas vezes ainda espantando pela reação do ariano.
- Bem... é o seguinte. – Miro começou a explicá-los.
Miro relatou todos os detalhes que tinham em mente. Depois de tudo acertado seguiram para suas casas.
--Peixes--
Gabe tinha acordado de bom humor, durante o trajeto da boate até em casa havia decidido que mudaria sua vida. Se Afrodite ofereceu ajuda iria agarrá-la com toda força.
Com um sorriso nos lábios foi para a cozinha deparando com o almoço pronto. Em agradecimento a tudo que ele estava fazendo por ela resolveu fazer um prato típico da Lituânia.
Afrodite subia as escadas completamente arrasado, estava disposto a ajudá-la com os problemas da droga e em nome do amor que sentia por ela até se esqueceu do que ela era, mas depois de saber que ela saia, o colocava para dormir, prostituía para consumir drogas tudo desmoronou. Parou na porta de casa fitando a entrada.
- "Tudo mentira." – pensou.
Na cozinha Gabe colocava a mesa, deu um sorriso ao sentir o aroma de rosas.
- Bom dia Gustavv.
Afrodite ficou calado encarando-a. Gabe recuou um passo, o olhar dele era frio.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada. – disse seco. – vamos almoçar.
Sentou a mesa sem ao menos olhá-la.
- Fiz um prato típico da minha cidade, espero que goste.
Não disse nada. Gabe sentou estranhando o comportamento dele. Almoçaram num profundo silencio.
- Terminei. – levantou. – estarei cuidando das rosas.
- Posso te ajudar? Adoro ficar perto delas.
- Nunca mais vai chegar perto delas.
Gabe assustou pelas palavras.
- Vá para seu quarto e só saia de lá a noite. – saiu.
A garota continuou sentada perplexa, Afrodite jamais falara com ela naquele tom, nem mesmo quando estava drogada e o jeito dele...
- Por que... – os olhos encheram de água. – o que aconteceu...será que ele... – deu um meio sorriso. – "acabou... era só um sonho, ele caiu na realidade. Sabe que sou uma prostituta e percebeu que tudo não passou de engano, ele nunca gostou de mim."
Levantou indo para o jardim, o pisciano estava no meio dele mexendo com as rosas.
- "Ele nunca me amou. Tudo não passou de sonho." – saiu correndo para o quarto.
No jardim das rosas, Afrodite tentava pensar.
- Maldita droga, maldita! – dava socos nas rosas. – maldita. Por que não me disse a verdade Gabrielle? Por que...
No quarto a garota pegou suas coisas sentando na cama. Olhava o papelote numa das mãos e a seringa. "Eu te amo." Ecoou pela mente dela.
- Afrodite... vou te livrar desse peso.
Preparou uma dose, um grama e injetou.
Afrodite tentava se concentrar, mas a imagem de Gabe nos braços de outros homens o deixava nervoso. Sentiu um aperto no coração e notou uma agitação nas rosas.
- Gabrielle... que morra, não é o que quer? É o que será. – cerrou os pulsos.
Passou-se alguns minutos e ele fingia não ligar. Já tinha decidido que ajudaria Shion a entregá-la. Lembrou das palavras de Miro e todas as conseqüências que poderiam ocorrer a ela.
- Não me importo. – balançou a cabeça. – não me importo.
Levantou voltando para a casa. Ela estava sobre seus cuidados e deveria devolvê-la bem a Atena. Abriu a porta do quarto. Gabe estava deitada aparentemente dormindo. O pisciano apenas a olhou e estava saindo porem não notou seu peito se mexendo.
Aproximou sentando ao lado dela, a respiração dela era mínima.
- Sua louca, não pode morrer agora! – segurou-a pelos braços sacudindo-a.
Gabrielle soltou um suspiro porem continuou de olhos fechados. Dite a soltou, indo embora.
Sentou na sala totalmente perdido e ficou assim a tarde toda.
Sentindo a cabeça rodar, Gabe abriu os olhos, virando o rosto notou que era tardinha.
- Novamente essa maldita saída. Até quando vamos continuar assim? "Jurei que não ia dopá-lo e vou fazer justamente o contrario... vou comprar o maximo de heroína e lsd e tomar tudo de uma vez. Tenho certeza que acabarei com a minha vida."
Levantou indo para a cozinha onde preparou um chá.
Afrodite sentando num sofá fitava as estrelas, olhou para o relógio, eram 6hrs e 15min.
- "Está na hora. Por favor, Gabrielle, me faça acreditar que Miro está errado."
A garota apareceu portando uma xícara. Dite a olhou com ódio, cerrou os pulsos, mas de forma que ela não visse.
- Fiz um chá.
- Obrigado. – levantou pegando-o. – chá de que?
- Camomila.
- Hum... – saiu andando pela sala parando perto de um vaso, discretamente jogou o conteúdo fora, como Gabe estava de costas não viu. – estava delicioso.
- Que bom.
- Acho que vou dormir, estou com sono. Boa noite. – estava saindo.
- Afrodite.
- Sim?
Ela o olhou queria guardar a recordação do rosto dele.
- Nunca te disse, nem sei se terei outra oportunidade, mas... eu... eu amo você.
- Eu sei, - tentou transparecer felicidade. – eu sei. Boa noite.
--Aquário--
Ani ficou no quarto, estava sem fome principalmente depois do ato de Kamus. Jamais pensou que ele fosse beijá-la daquele modo.
- Está passando dos limites pensou.
O aquariano entrou em casa indignado, imaginava que ela falsa, mas não a ponto de enganá-lo tanto. Estava com ódio e mais uma vez xingou a si próprio por ter cedido ao impulso e beijá-la. Ela não era digna de confiança e ainda mais agora desejava que Shion a levasse dali.
- Alais. – bateu na porta do quarto.
- O que foi? – abriu deixando parte do corpo a mostra. Ela o fitou, o olhar dele estava mais frio e se sentiu como se estivesse no pólo norte. – por que está me olhando assim?
Continuou calado, segurando-se para não arrastá-la para fora de casa.
- Você é uma pessoa falsa, sem escrúpulos.
- Por que está me ofendendo?
- Estou dizendo a verdade.
- Se é assim por que me beijou?
- Porque fui um estúpido, agi puramente no impulso, uma leve atração física e nada mais. Fique aí no seu quarto, pois sua hora está chegando. – estava saindo.
- Como assim? – segurou o braço dele. – o que quer dizer?
- O fim de pessoas como você é sete palmos abaixo da terra. – puxou o braço, saindo.
Ani arregalou os olhos e rapidamente fechou a porta trancando-a.
- Não é possível... será que Aioria contou sobre a Íris? Se for...
Desesperou.
- Vão nos entregar para a máfia. – andava de um lado para o outro. – ele vai me entregar. Céus!
Lembrou de algumas amigas dela, que estavam juradas pela máfia e o que aconteceu a elas. Soube que foram torturadas, estupradas e depois mortas. Um frio percorreu sua espinha.
- Não vai acontecer comigo. – olhou para a janela. – eu fujo, correu até ela. – apesar da altura eu não vou morrer instantaneamente, preciso de uma morte rápida.
Correu até a sua mala, ainda tinha sobrado meia garrafa de uísque, virou toda e segurando no gargalo bateu-a contra a beirada da janela.
- Corto os pulsos, é isso. – estava prestes a fazer isso, contudo... – vou sangrar até morrer, quero uma morte rápida. – apontou o caco de vidro para o coração. – desse jeito dá certo.
Segurava o caco com as duas mãos, entretanto não queria fazê-lo, tinha medo de morrer pelas mãos da máfia, mas suicídio...
- Merda! – gritou jogando a caco de vidro pela janela. – acalma-se Alais. – pegou o maço de cigarros, começando a fumar. – fique calma, calma. – pegou uma garrafa de uísque e alternava entre ela e o cigarro.
Sentou num canto, silenciosa, não tinha mais o que fazer, a qualquer hora Kamus abriria a porta e levaria embora.
- Mãe...
Começou a tossir, tentou aplacá-la com a bebida, mas pareceu que só piorara as coisas. Para completar respirava com dificuldade.
- Mer-da de cigar-ro. – atirou-o longe. – mer-da.
A crise durou a tarde toda e já vendo as primeiras estrelas ao céu, deu um suspiro aliviado. Estava quase na hora de dopá-lo e com isso ganharia mais algumas horas naquele lugar.
Kamus ficou na biblioteca a tarde toda, estava nervoso e a vontade que tinha era de enforcar-la.
- "E eu a beijei! Seu burro!"
- Kamus.
Ele a fitou, a garota estava parada na porta segurando um copo de suco.
- O que quer? – voltou à atenção para o livro que lia.
- Fiz suco para mim pensei que também quisesse.
- Dá.
Ela lhe entregou o copo, o aquariano o pegou colocando no chão ao lado do sofá.
- Não vai tomar?
- Daqui a pouco.
- Vai esquentar. – disse aflita.
- Pegue aquele livro ali para mim. – sua voz saiu autoritária.
- Ta. – obedeceu, era melhor não contrariá-lo.
No momento que ela deu as costas, Kamus congelou o liquido transformando-o numa barra de gelo. Virou o copo, fazendo com que a barra escorregasse para debaixo do sofá.
- Aqui esta. – virou para ele.
- Já tomei o suco, vá para seu quarto.
- Sim. Vou dormir boa noite.
- Tenha bons sonhos Alais. – disse irônico.
Ficou intrigada pelas palavras dele, mas não disse nada.
--Capricórnio--
Lavava as vasilhas do almoço, chorando. Estava tudo errado, tinha a vida errada, os pais errados, o homem errado, tudo errado.
- Porcaria de vida. Se Shura descobrir... vai me odiar para sempre.
Ele voltava calado, ainda não conseguia acreditar que Ingrid se prostituía, ela não precisava daquilo quanto mais quando ofereceu ajuda a ela. Miro deveria está enganado ou ela não saia junto com as outras. Lá no fundo tentava a se agarrar isso, pois se fosse verdade não agüentaria a decepção.
- Por favor, Ingrid...
Parou na porta de casa ao se lembrar de algo: os pulsos.
Ela estava com os pulsos machucados e aquela historia de pegar os brincos era pura mentira. Ligou uma coisa a outra, ficando sem chão.
- "Não é possível... – cerrou o pulso. – ela não se sujeitaria a isso, não é possível." – uma onda de raiva apoderou dele.
Entrou em casa correndo disposto a esclarecer tudo.
- Ingrid! Ingrid!
Assustada com os gritos veio correndo.
- Shura?
O capricorniano foi ate ela e pegando-a pelos braços a prensou contra a parede.
- Confesse! Confesse logo! – vociferou. – fala!
- Shu-ra... – murmurou chocada. Shura a olhava com ódio.
- Fale de uma vez! O que são essas marcas no seu pulso?!
O olhou espantada, mas precisava mentir.
- Já disse, machuquei.
- Não minta!
- Não estou mentindo... acredite em mim.
Apertou o braço dela com mais força. Estava com ódio e ele aumentava a cada vez que imaginava outro homem a tocando.
- Não sei se acredito. – a soltou.
- Shura.
- Sai, sai da minha frente.
- Mas...
- Sai!
As primeiras lagrimas caíram, Annya correu para seu quarto. Shura passava de forma nervosa as mãos pelos cabelos, parando perto de uma mesinha atirou o vaso contra a parede.
Do quarto escutou o barulho.
- Aioria deve ter contado sobre a Íris... agora ele não acredita em mim. Deve achar que eu bebo e me drogo como as outras.
Sentou ao lado da cama abraçando as pernas.
- Queria que meu corpo fosse só seu... infelizmente... – escondeu o rosto. – mas minha alma é, Shura.
O dourado não conseguia se acalmar e se ficasse na sala ia quebrar tudo que visse, saiu sentando na porta de casa.
- "Ingrid... Ingrid...por que não confiou em mim... droga!" – deu um soco no chão. – droga. – deu outro derramando uma lagrima.
A tarde arrastou para eles.
Annya ajeitava suas coisas, quando achou a carta que tinha escrito para Shura. Pegou o envelope e contou o dinheiro, havia 2200 euros, mais de seis mil litas (n/a: moeda da Lituânia) o que daria para sua família ter conforto por um tempo. Pegou a carta que tinha escrito relendo-a. Procurou uma caneta e sentando na cama pos a se escrever, abaixo de onde tinha assinado.
- "Espero que me perdoe por todas as vezes que menti, jamais queria enganá-lo. Sei que palavras agora não fazem sentido, mas só queria te dizer que... eu te amo e que minha alma te pertence."
Colocou tudo de volta, fechando a mala. Ao olhar para relógio viu que estava na hora. Tinha prometido que ontem seria o ultimo dia, mas relevou.
Foi para a cozinha preparar um suco. Shura olhou para o céu vendo as primeiras estrelas, já estava quase na hora e precisava entrar.
- Ingrid.
- Na cozinha.
Parou na porta ao vê-la segurando um copo de suco.
- "Por quê?"
- "Me perdoe." Fiz para você.
- Obrigado. – tentava aparentar tranqüilidade, mas tinha vontade era de quebrar aquele copo. – quantas horas?
- Não sei... – foi saindo porque no corredor havia um relógio.
Aproveitando Shura jogou o liquido fora.
- Seis horas e vinte minutos.
- Obrigado pelo suco estava ótimo. – lhe entregou o copo.
- De nada.
- Vou dormir. Boa noite.
- Boa noite.
--Sagitário--
Nik continuava deitada atônica, jamais pensou que o contato com o sagitariano mexeria tanto com ela.
Aiolos entrou em casa cheio de ódio, tinha descido ao fundo do posto no intuito de ajudá-la, no entanto, tudo que ela fez foi mentir. Se antes a achava repugnante, hoje esse sentimento estava mais forte. Não teria coragem de olhar na cara dela e fingir indiferença, a vontade que tinha era de colocá-la para fora.
- Maldita... – cerrou o pulso. – Alexia!
Escutando o nome correu para a sala, não obedecia ordens, mas pelo tom que ele a chamava a deixou preocupada.
- O que foi?
Ele a olhou atravessado, a vontade que tinha era gritar na cara dela o quanto a odiava, mas por enquanto não podia. Tinha que seguir com os planos de Miro.
- Oi. – disse seco.
- Oi. – respondeu intrigada.
- Consumiu algo?
- Não. Prometi não foi?
- Tinha me esquecido. Vou para meu quarto, qualquer coisa me chame.
- Aconteceu alguma coisa? Não está com a cara muito boa. – indagou preocupado, o sagitariano não estava bem.
- Não aconteceu nada. – passou por ela. – por enquanto. – sumiu pelo corredor.
Nik o fitou receosa, a julgar pelas palavras e pela expressão dele, havia acontecido algo.
- "Será que Aioria contou sobre a Íris? Se for isso, estamos perdidas."
A garota permaneceu no aposento a tarde toda, tentando ordenar os pensamentos. Se aquilo realmente aconteceu precisava de um plano B. Atena jamais ia perdoá-la pela traição e seu destino era com certeza a máfia. Dando o horário foi para a cozinha preparar algo. Tinha duvidas se Aiolos tomaria o liquido, pois ele podia ter descoberto sobre isso, mas precisava arriscar. Fez como o combinado partindo para o quarto dele.
- Entre.
- Boa noite Aiolos, fiz para você.
- Pode deixar aí. – ignorou-a.
- Vai esquentar.
- Não quero agora.
- Estou cumprindo o trato, não injetei nada. – dizia a verdade, era a primeira vez em anos que ficava tanto tempo sem se drogar, a pedido de alguém.
- Está bem. – pegou o copo. – eu tomo. – tomou apenas um gole. – está ótimo. Pode ir.
- Ta... "ele deve tomar tudo." Vou dormir. Boa noite.
- Boa noite.
Ele só a esperou sair para jogar o liquido pela janela.
- Terá o que merece.
-- Escorpião--
Miro subia carregando o cartão de River na mão. Então era com ele, que ela esbaldava toda a descrença no mundo. Se jogava nos braços de um cafetão.
- "Angelina..." – cerrou os pulsos de ódio só de imaginar ele a tocando.
A garota estava deitada no sofá vendo TV, tinha procurado o cartão de River pela bolsa não o encontrando.
- "Na certa eu não o guardei." – deu nos ombros. – vou vê-lo mesmo.
- Bom dia Angelina.
Gelou ao ouvir o comprimento do escorpião.
- Bom dia... – nem ergueu o rosto com medo dele ter ouvido a frase.
- Passou bem a manha? – parou na frente dela.
- Sim. – o olhou, estremecendo, jamais vira um olhar tão sério vindo dele, normalmente Miro só andava sorridente, mas o rosto dele era grave. – algum problema?
- Nenhum. – sorriu irônico. – problema algum.
- Fiz algo para comermos, só estava esperando-o.
- Então vamos comer, senhora descrente do mundo. – disse saindo.
Guil o fitou receosa.
Os dois sentaram a mesa, num profundo silencio. A italiana vez ou outra o olhava discretamente. Ele estava frio.
- Algum problema Miro?
- Nenhum. – nem a olhou. – pensou sobre a nossa conversa de traição?
- Pensei que estivesse resolvido.
- Também pensei, mas acho que esse conceito ainda não está bem claro para voce.
- Como?
- Para uma pessoa que se diz não acreditar nos outros, pelo menos deveria proceder dessa forma. – a olhou com olhar vil. – dizer que espera uma traição e está com uma faca apontada para as costas dos outros é muito fácil.
- Por que está me dizendo isso?
- Por nada. – sorriu desdenhoso. – só estamos conversando. – levantou. – vou sair um pouco, se quiser se drogar fica a vontade.
- Co-mo? – engasgou.
- O que ouviu.
- Não disse que não queria que me drogasse? Que me ajudaria?
- Mudei de idéia, não vale a pena. Até mais.
Angelina o olhava atordoada, havia acontecido algo, as coisas que ele dizia não condiziam com ele. Será que Aioria abriu a boca...
- Não é possível. – levantou da cadeira. – não é possível... Miro! Miro!
Correu até ele, a tempo de pará-lo na porta.
- Miro, espera. – segurou o braço dele.
- Tire as mãos de mim! – puxou com violência.
- Miro... – recuou assustada.
- O que quer?
- Na-da... eu só queria saber... – abaixou o rosto. – está falando sério a respeito da droga?
- Para você consumir?
- Sim.
- A vida não é sua? Faça o que quiser dela.
Saiu sem dá-la chance de resposta, mas não foi muito longe, ficou perto da entrada do seu templo.
Guil recuou um passo arrasada, para Miro falar daquele jeito com ela... foi para o quarto, será que todos já sabiam do problema da Íris?
- Dio mio... – suspirou encostando na porta. – estamos perdidas... – foi escorregando até sentar.
Se todos tinham descoberto sobre ela... não lhe restava muito tempo de vida, a qualquer momento elas seriam mandadas para a Áustria, mas o pior não era isso e sim a sensação esquisita que sentia. Quando Miro gritara com si, ficou incomodada. O olhar de desprezo dele foi pior que pegar seu noivo na cama com outra. Está certo que ele aparentemente não significava nada para ela, mas...
- Para de pensar nele! – gritou. – esquece esse cara! Ele quer de ver pelas costas!
Levantou indo até o criado mudo, precisava se picar. Preparou uma dose de heroína e injetou. Achou que se sentiria bem, mas foi ao contrario, começou a passar mal e ter uma terrível crise de choro. Sentou perto da janela deixando as lagrimas esvaírem.
- Mãe... mãe...me tire daqui... – murmurava em meio aos soluços.
O escorpião do lado de fora tentava ordenar os pensamentos, a vontade que tinha era de entregá-la a máfia sem qualquer piedade, ela era igual a eles e merecia ter aquele fim, acontece que nos últimos dias, começou a sentir algo por ela, talvez por seu passado conturbado e incrédulo. Queria ajudá-la, mas tinha medo de sair perdendo.
A tarde logo chegou e estando perto da "hora" voltou para dentro, precisava aparentar tranqüilidade para que ela não descobrisse o plano.
Sentou na sala a espera dela oferecer o tal liquido.
No quarto enxugou as lagrimas, não adiantava chorar mais, seu destino estava taçado e dentro de poucos dias estaria debaixo da terra. Só restava esperar seu fim. Foi para a cozinha onde preparou um copo de suco. Triturou o comprimido e levou até ao escorpião que estava sentando na sala com olhar vago.
- Miro.
Ele a olhou.
- O que?
- Aceita? – mostrou o copo.
- Obrigado.
Angelina o entregou esperando que ele bebesse o conteúdo.
- As maiores traições ocorreram assim. – disse brincando com o liquido. – veneno.
- Acha que colocaria veneno aí?
- Não, não seria capaz disso. Você não mataria o corpo e sim os sentimentos. – a olhou.
- Por que está me dizendo isso?
- Por nada, só me lembrei disso. Vou dormir, boa noite.
Saiu fingindo beber o conteúdo.
- Boa noite...
--Libra--
Dohko subia totalmente arrasado, não queria acreditar que sua "Lay" ainda estivesse metida nesse meio, não ela, ela não se prestaria a isso. Ela apenas dopava-o para ajudar as amigas, só isso.
- "Shion está enganado, ela não é assim." – pensou parando na porta de casa.
Agarrava-se a isso o maximo que podia, não queria ter outra explicação, não precisava de outra explicação. Linna já foi prostituta, mas abandonara essa vida. Tudo que ela fazia era em prol das amigas. E com esse sentimento entrou em casa.
A garota na cozinha, enxugava os pratos, estava com uma sensação estranha de que algo ruim fosse acontecer.
- Oi Lay.
- Oi.
Virou deparando com o olhar do libriano sobre si. Ficou intrigada, pois ele a olhava de maneira diferente, como se quisesse confirmar algo.
- Está tudo bem?
- Sim. – respondeu sem parar de fita-la. Tentava se concentrar que ela era inocente, mas as palavras de Shion não paravam de ecoar em sua mente.
- Fiz um bolo quer?
- Quero. – sentou a mesa.
Ela o serviu e sentou na frente dele. Dohko comia silenciosamente.
- Lay.
- Sim?
- Você jamais mentiria para mim, não é?
- Sim. – abaixou o olhar. – não...acredita?
- Acredito. – tentou sorrir, apesar do olhar dela ter dito muito coisa. – vou a vila ajudar, volto à tarde.
- Tudo bem.
- Até mais.
Saiu, mais confuso que entrou. Era evidente que ela mentia e tinha medo disso, acreditava na inocência dela e até jurou para si mesmo que faria de tudo para livrá-la da máfia, mas se a historia fosse verdadeira, o que faria? Iria contra seus princípios, ou ficaria a favor dela?
Lay fitava a janela, a sensação de insegurança voltou a aparecer, Dohko estava esquisito e isso poderia haver com o problema da Íris. Se fosse isso mesmo, ele acharia que ela se prostituía e se drogava.
Resolveu andar, por mais que a situação fosse grave não resolveria ficar parada. Tinha que começar a se acostumar com a historia que o sonho acabara. Dohko fora apenas um breve momento de felicidade, na sua vidinha desprezível. Sonho. Tudo não passou de sonho.
Sem perceber acabou rumando para o porão. Ficaria muito grata se pudesse ter tido a chance de morar naquele local, conhecer mais um pouco a vida, da única pessoa que mostrou que o mundo poderia ser feliz.
- Espero que perdoe um dia... – murmurou abrindo uma caixinha de madeira.
Ficou surpresa com uma pintura que tinha ao fundo da caixinha, era um desenho de três crianças e teve a nítida sensação que uma delas era Dohko.
- Como se parece com ele... – sorriu. – virou a pintura vendo 'kanjis' chineses, a única coisa que conseguiu traduzir foi o ano "1740" – nossa! Isso é velho, deve ser algum ancestral dele.
O libriano ao invés de ir para a vila, foi para o lago perto do Coliseu, não tinha cabeça para pensar em ajudar os outros se nem conseguia ajudar a si próprio. Ficou a tarde toda pensando em com resolveria a sua situação. Ficando perto da hora voltou. Ainda se agarraria a idéia que Lay não o doparia e que ainda contaria toda a verdade, mas não foi isso que aconteceu. Parou estático ao vê-la segurando uma xícara de chá.
Lay estava péssima, havia jurado que não mais daria remédios a ele, mas estava fora do seu controle.
- Espero que goste.
- Obrigado. – murmurou desapontado, novamente as palavras do mestre ecoaram na sua mestre. – Lay...
- Sim?
- Você confia em mim?
Estranhou a pergunta.
- Confio.
- Da mesma maneira que você confia em mim?
- Sim...Dohko... você... deixou de gostar de mim?
- Teria motivos para isso?
- Não... a minha vida sempre foi uma mentira, mas existe algo que é verdade. – o olhou. – eu gosto de você, muito. Acredite nisso.
- Eu acredito. – pegou a xícara da mão dela. – acredito. – passou direito e de maneira discreta jogou o liquido num vasinho de flor. – vou dormir, boa noite Lay.
- Boa noite.
--
Continua...
Descobriram... e isso não vai prestar... mas nossos dourados estão confusos, por mais que repudiem as ações dela, no fundo começaram a perceber que estão apaixonados por ela e é aí que mora o perigo. Ir contra seus princípios? Afinal elas estão manchando a imagem do santuário, fora, se a máfia não aparecer, ou ir a favor de seus sentimentos? O que eles farão? No próximo capitulo o restante das meninas e o possível flagra.
Sanguinárias de plantão não teremos mortes.
