Capitulo 27 – Aquele onde acontece, um incidente doloroso horas antes, de um resgate.

Voldermort estava sentado em seu trono improvisado, na antiga mansão Riddle. Estava pensativo, e esperando os resultados das ações que seus comensais deveriam fazer aquela, tarde, estava impaciente com a demora de encontrar Bellatrix, e sua fome de vingança, estava chegando ao ápice, foi quando uma brilhante idéia lhe passou pela cabeça.

Tocando a marca da morte em seu braço, convocou aquele, que era um dos seus fieis servos.

- Draco Malfoy.

Não demorou instantes para o jovem aparatar ao seu encontro, e subserviente como sempre se curvará diante do mestre.

- Milorde me convocou?

O lord das trevas analisou a figura branca e pálida do jovem, consciente do temor que causava Draco lhe era fiel através do medo e do amor à própria vida e a da mãe, agora com a traição de Bellatrix que era a madrinha dele, ele sabia claramente que sua posição de destaque estava ameaçada, e isso o fazia mais digno de confiança aos olhos de Voldermort, ele faria tudo que ele ordenasse para salvar sua pele, ele conhecia a fúria que sentia quando falhavam com ele, mas ele fora benevolente com o jovem uma vez, em nome principalmente de Bellatrix e de Narcissa, que agora mais do que nunca era vital para ele.

Agora via o jovem postado aos seus pés aguardando suas ordens, ele estava com a arma que destruiria Bellatrix, mas sentou-se pensativo, pensando se seria vantajoso arriscar a vida do filho de Narcissa...

É seria ele pensou.

- escute com atenção jovem Malfoy, não permitirei erros dessa vez, quero que me entregue viva, a filha de sua madrinha, sei que você tem como chegar perto da garota.

- como pensa que poderei me aproximar da Granger?

Draco estava atento a tudo a sua volta, sabia que agora mais do que nunca corria riscos dentro das fileiras de comensais, já que sua madrinha era uma traidora, e seu pai um fracassado, só podia contar consigo próprio e com a ajuda do padrinho, que também tinha problemas demais. Usando todo seu conhecimento de oclumência bloqueou sua mente deixando ali, apenas o que o Lord das Trevas poderia ver.

- não seja tolo garoto, todos sabem que ela é tão coração mole quanto o pai. Arranje um encontro com ela, e diga estar arrependido, diga que quer entrar para ordem e servir como espião. Quero que ganhe a confiança dela, e principalmente o coração. Quero que me entregue ela o mais rápido possível, mas primeiro deve procurar seu padrinho, quero que tenha aulas com ele, de oclumência, pois deve aprender a bloquear a mente, pra servir como meu espião, na ordem.

- sim Milorde, eu farei o que mandas.

Draco se ergueu e estava saindo silenciosamente.

- outra coisa Malfoy, pode brincar com ela, mas não tire a pureza da garota, tenho planos para ela.

Draco sumiu rapidamente da visão de Voldermort que se sentou sorrindo.

Logo depois chamou Alecto, que apareceu, com sua forma grotesca.

- sim Lord Negro...

- quero que prepare nosso hospede, pois farei em breve uma visita, a ele, estou esperando apenas um outro convidado.

- sim Lord, - a bruxa pensou por um instante e ainda curvada fez uma pergunta. – Milorde poderia me responder uma pergunta?

- duas pelo visto não? – ele olhava friamente para bruxa curvada e enrugada de Alecto. – vá direto ao assunto.

- se Milorde me permite, gostaria de dizer, que deve tomar cuidado, com Snape, e com Narcissa Malfoy e seu filho, agora que a outra não está mais aqui...

Mas as palavras da bruxa foram cortadas por lacerantes e doloridos gritos, Voldermort atacou-o a bruxa com a maldição cruciatos até se sentir satisfeito, ou seja, até ela não ter forças para gritar.

- acha realmente que serei tolo para ser enganado. Os comensais que citou, tem muito mais a perder me traindo do que ficando ao meu lado. Severus é o mais leal de vocês, e creio, que está com Snape a fidelidade de Draco, cujo, os passos segue, ou você acha que o garoto seguia os passos do fracassado do pai, quando entrou para os comensais, e Narcissa, sabe de que lado estará segura. Agora vá e prepare meu hospede.

A bruxa saiu rastejando, deixando um agora muito feliz Lord Negro.

Voldermort foi andando calmamente pelos corredores escuros e frios da mansão, repassando em sua mente cada ato que faria a seguir, o plano de vingança estava formado em sua mente.

Ouviu a aproximação de Rodolphous Lestrange, e juntos abriram a porta da cela de Sirius, que estava amarrado, com grossas correntes, suspenso no ar.

Alecto estava ao lado dele.

Com um gesto fez a bruxa sair deixando apenas Rodophous na sala.

- boa tarde meu caro Sirius - voldermort usava um tom falso de camaradagem. – estive notando esta tarde que não tenho sido um bom anfitrião, para com você, e você mais do que ninguém sabe que odeio, não dar uma boa hospitalidade aos sem hospedes queridos.

Ele soltou uma gargalhada que arrepiou os cabelos de Lestrange, que se afastou um pouco, pretendia ver a cena de uma distancia segura.

- mas eu vou me repara esta noite.

Voldemort conjurou uma cadeira e sentou-se perto de Sirius, que mantinha no olhar um brilho ferino e raivoso.

- não adianta olhar com esses olhos amorosos pra mim, Black, eles nada me afetam.

- você é a pessoal mais vil, que tive o desprazer de conhecer, a mais covarde, gostaria de ver se estaria tão confiante em si próprio se eu estivesse desamarrado e sem varinha, seu covarde...

- sem elogios, ainda não é a hora.

Voldermort com uma tentativa de sorriso sádico, no rosto ofídico, preparou uma mesa, com vários instrumentos interessantes.

- sabe Sirius acho que nunca lhe contei, mas cresci, em um orfanato trouxa, e foi lá que conheci a única técnica trouxa que merece se dar o valor: A TORTURA, você não imagina o que eles inventaram para compensar a falta de magia neste campo.

Sirius olhou nos olhos de voldemort, e usou de desdém.

- duvido que você consiga fazer algo, sem magia...

-ah, meu caro... Tantas palavras duras... Mas eu lhe darei uma amostra dessas refinada e esquecida arte. Tomei a liberdade de acrescentar um toque mágico nela, mas você terá o prazer de ser torturado à moda trouxa.

Sirius sentiu seu corpo se perfurado, por um objeto pontiagudo, e quente, cada fibra de sua pele se rompeu, no lugar que seu algoz, colocava uma pequena e afiada lança. O sangue espesso e extremamente vermelho começou a escorrer por seu corpo, e viu um brilho sádico, no olhar de Voldemort, que se afastou, levando consigo, a lança.

Viu um recipiente ser colocado logo embaixo onde seu sangue pingava.

- pretende guardar meu sangue de recordação, Tom? – Sirius ainda usava um tom altivo, estava contando as horas para que pudesse ter sua vingança.

- ah não! Eu sempre terei uma fonte bem, aqui, mas eu sempre gostei do tom vermelho Black, e pretendo voltar a pintar, alguém me disse que tira o stress. - ele brincava, usando um tom amigável, na voz, mas quem quer que conseguisse sustentar o olhar, veria um psicótico, tendo um prazer enorme em ver a dor dos outros.

- sabe o que esta me desagradando, Sirius?

- não faço a mínima idéia. – ele segurava a dor, para não gritar ou soltar qualquer lamento.

- você esta quieto demais, deve participar mais da brincadeira.

Falando isso, voldemort, pega um açoite, com varias ramificações, com pequenos laminas afiadas. Virou o corpo de Sirius e com toda sal força, açoitou, o corpo dele, arrancando a cada toque dos dentes afiados, lascas de pele, e fazendo espirrar, pela sala, e por todo seu rosto o sangue de Sirius, que tentou segurar o grito de desespero e dor, mais não conseguiu os gemidos, e as lamentações de Sirius pareciam dar cada vez mais força ao pulso de Voldemort, que parecia estar vendo uma cena belíssima.

Quando Sirius parou de se lamentar, segurando toda a dor voldemort parou os ataques, tinha um olhar vitorioso.

- está vendo meu amigo, quando todos participam o espetáculo, fica melhor...

Sirius resmungou.

- este é o seu melhor? Ainda estou vivo e quando sair daqui, vai...

- a meu caro, este está longe de ser o meu melhor, mas ao contrario de você, não tenho pressa nenhuma no fim da diversão.

Ele se afastou em direção a mesa e pareceu indeciso em qual artefato nefasto escolher. Logo após a escolha voltou sua atenção, ao outro ator da cena, que estava visivelmente sangrando até não poder mais, para felicidade do outro.

- vamos Lestrange, faça o que veio fazer, não queremos machucar nosso amigo.

Lestrange que assistia tudo com um visível, nojo, ao ver a carne dilacerada de Sirius, jorrando um sangue escuro e negro, se aproximou e fez algumas poções de cura, se espalhar pelo corpo de Sirius, era evidente que anda faria muita diferença, possibilitando apenas, que as feridas maiores se fechassem. Deixando o "ator" pronto para o próximo ato.

Voldemort, olhava com os olhos ávidos, sentido passar por seu corpo, uma visível onda de prazer, imaginava, ali, o corpo alo de Bellatrix, e se consumia de prazer por antecipação, queria poder tocá-la, e destruir cada pedaço, dela. Mas por ora se contentaria com Sirius, eles tinham o mesmo tom Vermelho-escuro de sangue...

- pronto? Que tal, relembrar a antiga passagem, como é mesmo que os trouxas chamam? Paixão de Sirius, isso... Vamos lá.

Ele se aproximou do corpo mole, e quase exausto de Sirius com vários pregos de prata, nas mãos. Usando a varinha fez um movimento leve, afixando um prego, no pulso esquerdo de sirius, lentamente fazendo a carne se abrir, a cada movimento de varinha. Depois repetiu no outro pulso.

Parou para apreciar a dor de Sirius, enquanto via a taça ficar cheia de sangue.

- hum, onde mesmo que iam os outros pregos? Por via das duvidas colocarei nos dois pés, que tal?

Usando o mesmo movimento viu Sirius urrar de dor, ao se perfurado.

Voldemort, cantava, acompanhado do som dos gritos de Sirius.

Pegou e conjurou uma coroa de espinhos, levantado o rosto, de Sirius o coroou.

- bem vindo ao êxtase, Rei Sirius Black.

Fazendo uma mesura, exagerada, soltou um riso, com toque de insanidade.

O belo rosto branco de Siris foi manchado pelas grossas lágrimas de sangue.

Reunindo suas forças Sirius, encarou com um ódio mortal Voldemort.

- é muito triste ser você, ó lord das trevas, tendo que ser feliz pela desgraça, dos outros, guardando tanto rancor, e tanta maldade dentro de si, me admira muito você, tão livre de sentimentos esta ai se remoendo por que perdeu uma mulher...

Voldemort perdeu a calma a ouvir as palavras do moribundo a sua frente e esqueceu também dos planos de não usar magia.

- crucio, crucio, crucio...

Sirius se arrependeu pela provocação, ao sentir seu corpo se atingido, pela maldição da dor infinita, se havia algo nele, que não doía, ou sangrava, tinha acabado de ser extinto.

Lestrange olhava, para seu mestre e via claros indícios de loucura, pensou que deveria intervir ou ele mataria Sirius, mas foi mais breve pensamento que passou pela sua cabeça, logo, substituído pelo prazer, de ver o único homem que o impedira de ser feliz, com a mulher, mal Rodophous sabia que o único homem que o impedia de ser feliz, era o carrasco não a vitima.

A sessão foi interrompida por Alecto.

- mestre? - ela tinha uma visível insegurança, não queria atrapalhar seu mestre enquanto ele se divertia.

Recuperando um pouco do controle, Voldemort, olhou satisfeito á sua grande arte, a sala estava tomada, pelo tom favorito dele.

- o que quer Alecto? Não está vendo que estou trabalhando?

- perdoe-me Milorde, mas o emissário que espera chegou.

Tom olhou com visível contra gosto para Sirius.

- Lestrange, cuide para que ele fique inteiro até eu voltar, ainda tenho planos, para ele, e não o tire das correntes, acho que essa deve ser a cena perfeita para meu quadro.

Deixando um homem assustado na sala, e outro quase morto, Voldemort saiu, diriam alguns, mais feliz, do que nunca da sala. Era uma pena, ele não ter uma alma, que pudesse sentir felicidade, e a que tinha se voltava unicamente para uma mulher.

Lestrange pegou todas as poções de cura, que Snape fizera, e se colocou a trabalhar, na tentativa se deixar Sirius novamente pronto, para o próximo ato. Coisa que ele duvidava ser capaz.

Quando chegou a outra sala, Voldemort viu Severus Snape esperando por ele.

- Milorde... – ele se ajoelhou a sua frente.

- espero que tenha boa noticias Severus, pois acabou de atrapalhar algo, muito gratificante.

- sim Milorde, creio que achei um modo de achar Bellatrix com me mandou, porém, precisarei de Draco.

- esqueça, Draco tem sua própria missão, aposto que arranjara outro meio...

- sim Milorde. – ele se afastou, mas foi detido pela voz sibilante do outro.

- mas por curiosidade Severus, o que tinha em mente.

Ele observou o servo atentamente.

- usaria, ele como isca, por que Bellatrix, sempre teve o afilhado em estima, mas eu poderei, usar outros.

- Severus, Draco é de confiança?

- sim, Milorde, creio que Draco não será burro de errar novamente.

Severus desaparatou, deixando o Lord negro, realmente feliz.

Tudo estava indo como planejado, os peões estavam na frente do tabuleiro, em muito em breve, a rainha seria abatida, e a princesa estaria em suas mãos... Exatamente como ele queria.

Pensou em voltar à conversa com Sirius, mas achou algo mais interessante para fazer ao ver a linda bruxa surgir na frente dele. O brilho nos cabelos dela, trouxe recordações a Tom, era seu tom, favorito.

- boa noite, Lord.

- está realmente uma ótima noite, querida, a que devo a honra de sua visita?

A mulher a sua frente sorriu, e se aproximou com uma caixa na mão.

Em um outro lugar muito diferente deste Harry Potter, estava sentado no escuro, da sala da ordem rememorando o que acontecerá entre ele e Hermione, até ser atingido por uma dor lancinante em sua cicatriz, fazia muitos anos que deixará de ser atingido, dessa forma e um sentimento horrível percorreu a alma de Harry, o quer que tenha ocorrido, Voldemort estava feliz, como há muito tempo, não ficava.

"Um bruxo perde seu valor, quando deixa de sentir o pesar ao ver o sofrimento dos outros."

Rowena Ravenclaw

Fim do capitulo 27

Vivis Drecco® Secretus©2006

Nt: oi gente vocês não sabem como estou contente, fui no anime friends e quando voltei vi novos reviwes, quer dizer que tem mais pessoas lendo e comentando, isso me deixa emocionada...

vamos aos novos coments.

Tea Mazaki: uhu.. vcs deve gostar tb de desenho japones, ou é uma japonesinha né.

adorei seu comentario e pode acreditar que não demorarei em postar... to amando escrever está fic. E se vocâ acha que tem intriga, aguarde, que vem muito mais.. Fazendo propaganda, leia minhas outras fics, quero saber o que acha delas, tb!

E você não sabe a honra que eu sinto ao me ver se adicionada em seus autores favoritos... estou com problemas para conter minha felicidade agora.

Lyaa: você está sempre me dando sau graça, nos coments, não sabe como fico feliz, com isso.

a todos que sempre deixam coments no msn, ou me falam pessoalmente OBRIGADA, VOCÊS SÃO DEMAIS.

MIL BEIJOS ATÉ A PROXIMA.