Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Ok, agora colaboradores. Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

25 de dezembro de 1971 – Natal na Casa dos Taylor III

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

(Cora Coralina)

Eram 9:00 quando Jean e Audrey acordaram. As duas viram que o irmão delas não estava na cama e resolveram ir ao quarto de seus pais para ver o que estava acontecendo. Chegando lá, encontraram Severo dormindo e a mãe deles abraçada ao menino chorando. Jean perguntou:

– O que aconteceu com o Sev? Ele tá com câncer?

Sua mãe suspirou e disse:

– Ai menina... aquele brutamontes do Tobias... ele abusou do meu filhinho...

– A... abusando... – ela virou–se para a irmã. – Audrey, você sabia?

– Jean... – disse Audrey com lágrimas nos olhos. – Aquela vaca da tia Eillen jogou uma maldição nele. Um dia a gente tava dormindo junto e ela arrancou uns fios de cabelo nosso; aí, como ela é mal amada, a gente esqueceu disso... mas depois eu peguei o Tobias abusando dele, ameacei que eu ia contar para alguém o que tava acontecendo e o Sev começou a engasgar. Ele falou que a Eillen fez uma maldição e que se eu ou ele tentássemos contar o Sev poderia morrer sufocado...

Victoria lembrou–se do colar que surgiu do nada e disse:

– Mas que vaca! Filhas, na consulta, assim que eu descobri que o Tobias tava fazendo essas coisas com o Severo, surgiu um colar prateado com uma esferinha articulada.

– Tava no pescoço dele! Desgraçada! E a gente procurando essa bosta em todo lugar e ela tão perto... – falou Audrey vermelha de raiva.

– Linguagem Audrey! – disse sua mãe. – Bem... o senhor Taylor falou para eu não abrir a esferinha... eu vou mostrar o colar pro Arthur...

– Mas não foi esse cara que não fez nada naquele julgamento de merda? – perguntou Jean.

– Jean... aquele dia que ele veio aqui o Arthur disse que ele e a sua família são discriminados pela sua classe social... ele disse que a palavra dele vale pouca coisa no Ministério da Magia... deve ser verdade... no julgamento quem tava fazendo as perguntas pro Sev era aquele Promotor de Justiça...

– Mas se for assim ele vai ajudar o Sev em que? – perguntou Audrey.

– Não sei... ele pode me dizer como a Eillen executou a maldição... ele pode me dizer o que eu posso fazer... quem sabe se a gente colocar aquele monstro na cadeia ele ganha um pouco de respeito no mundo dele...

Com um olhar grave, Victoria disse às meninas:

– Agora a gente vai assegurar que o Sev vai se sentir seguro... não façam perguntas, mas não tratem ele como se ele fosse um coitadinho... e se vocês puderem, ajudem a mamãe a não deixar o Sev sozinho por muito tempo... a mamãe ama vocês três do mesmo jeito mas ele não tá bem...

– A gente sabe mamãe – falou Jean. – A gente pode ficar com ele até ele acordar?

– Podem... mas tomem cuidado pra ele não acordar... ele esbarrou no senhor Taylor e levou o maior susto...

– Também, o vovô é enorme... – falou Audrey.

– E a cara dele de bravo intimida qualquer um... – completou Jean.

– Meninas, fiquem aqui com ele que eu vou preparar o almoço e as coisas pra gente levar pra vovó...

As duas se deitaram na cama com Severo. Jean colocou a cabeça dele no peito dela e Audrey o abraçou por trás. Audrey disse:

– Que bom que isso tudo acabou... não aguentava mais ver o Sev sofrer...

– Você também... que barra que você enfrentou...

Duas horas depois o menino acordou no meio das suas irmãs e com a Jean babando na cabeça dele. Ele levantou–se, saiu do meio delas rapidamente e foi ao banheiro para fazer xixi. Quando ele começou a fazer xixi ele sentiu uma dor tão grande que ele deu um grito. As meninas acordaram assustadas e correram para o banheiro para ver o que estava acontecendo. Severo as viu olhando para ele e gritou:

– SAIAM! ME DEIXEM EM PAZ!

A mãe deles entrou no banheiro também assustada. Severo vestiu–se, sentou–se no vaso sanitário, colocou a cabeça entre as mãos e começou a chorar. Sua mãe levantou–o, pegou em sua mãe e falou:

– Tá tudo bem Sev... vem aqui... – ela virou–se para Jean. – Filha, pega um Tylenol pra mim...

Jean foi à caixa de remédios, pegou o comprimido, Audrey conjurou um copo de água e Victoria deu–o para seu filho.

Victoria levou se filho ao quarto, sentou–se na poltrona e colocou–o no seu colo. Ela disse:

– Filhas... deixa a gente sozinho por favor...

Quando as meninas saíram do quarto, a mulher disse:

– Fala pra mim como isso tudo começou... por favor Sev... eu preciso saber pra te ajudar...

O filho olhou para o chão e ficou mais pálido. Como contar para a mãe se ele nem queria se lembrar do que aconteceu?

– Des... desculpa...

– Por quê?

– Do que eu falei... no hospital...

– Fica em paz... agora me conta... o que ele te fez?

– Meu pai... quando trabalhava na fábrica... era um homem bom... me tratava bem... minha mãe era feliz, era carinhosa... até quando ele perdeu o emprego... ele começou a beber... no começo... eu achei que era só carinho... mas eu comecei a me sentir mal, ele passava a mão em mim, no meu pênis, me machucava... ele colocou o pênis dele... na minha... – ele começou a chorar. – E me fez engolir... depois ele colocou aquela coisa em mim... doía, machucava, eu não conseguia andar... mas ele nem ligava...

Victoria abraçou o menino com força, começou a fazer carinho na sua cabeça e disse:

– Mas e a Eillen, por que você nunca contou a ela?

– Ela sabia, eu ouvia seus passos do lado de fora! Ela fingia que não sabia, não me deixava contar...

– Filho... já passou... a mamãe não vai deixar você voltar pra aquela casa... o Martin vai fazer os exames, vai falar o que você tem e a gente vai tomar conta de você... por falar nisso, deixa a mãe ver como tá esse pênis...

Severo mostrou o pênis para a mãe e ela ficou horrorizada com o que viu: sua cueca tinha uma grande mancha amarela e seu membro estava com feridas. Ela pegou uma pomada, passou nas feridas e disse:

– Isso é Nebacetin*... é pra infecções... eu vou passar até a gente saber o que você vai tomar... pera aí... AUDREY!

A menina chegou no quarto e gritou:

– QUE FAAAAAI!

– Linguagem Audrey! Eu preciso de uma... – a menina conjurou uma cueca. – Obrigada... bem... meninos... vão se vestir, arrumem as camas e vão procurar alguma coisa pra fazer...

Enquanto isso, Lily estava no escritório de seu pai, lendo ao cartões de Natal que ela recebeu de suas amigas de dormitório, da Audrey e do James. O cartão das suas amigas ela leu com carinho, o do James, ela jogou na lareira sem ao menos abrir o envelope. O cartão que ela mais gostou foi o da Audrey. Ela foi ao seu quarto, pegou uma caixa de bota que sua mãe lhe deu e guardou todos os cartões que havia ganhado. Depois, a menina resolveu responder aos cartões de suas amigas, não se esquecendo de mandar um beijo para a Jean, mesmo que ela não a conhecia.

Ela chamou sua coruja Poppy, fez carinho no bichinho, deu–lhe as cartas e as instruções para a coruja entregar os cartões.

Petúnia se aproximou da irmã e com cara de nojo perguntou:

– Nossa... nem em casa você esquece essas aberrações?

– Em primeiro lugar, feliz Natal pra você também... em segundo lugar, meus amigos não são aberrações... em terceiro lugar... sorria, é Natal...

– Bah! – falou Petúnia saindo da sala.

Lily sentiu uma lágrima escorrer de seu rosto. Nessa hora sua mãe se aproximou dela e com tristeza, falou:

– Não liga não filha... ela tem ciúmes de você...

– Eu sei mamãe... eu só queria que isso acabasse...

– Eu também minha filha... – sua mãe deu um longo suspiro. – mas tenha paciência... kikiki

Na casa dos Potter, James tomava seu café da manhã com seu pai. Sua mãe chegou, abraçou–o, deu–lhe uma caixa e disse:

– Bizuuuuuh... Feliz Nataaaal! Olha o que a mamãe tem pra você... era do teu pai...

James tirou uma capa da caixa e com nenhum entusiasmo disse:

– Ah... uma capa velha... obrigado...

– Não, Bizunguinho... – falou seu pai. – É uma capa de Invisibilidade. Dá ela, querida...

Charlus vestiu a capa. Só a cabeça dele ficou visível. James disse:

– Tá, tá, valeu... – ele jogou a capa na caixa – MAMÃÃÃÃÃÃÃEEEEE! A peste da minha coruja trouxe uma carta para miiiiiiiiiiiim?

Charlus ficou chateado com a atitude do filho e respondeu:

– Não Bizunguinho, por quê?

– Por que eu mandei um cartão de Natal pra Lily e ela não respondeu...

– Tesouro... falou sua mãe arrumando o cabelo do menino. – eu já falei pra você não se juntar a essa gentalha...

– Mas eu queeeeerooo... eu queeeeerooo... ah... eu consegui um número... os trouxas chamam de felitone** mami, eu quero ligar pra ela...

– É telefone, Bizu... – respondeu Dorea. – Coma seu café da manhã que a mamãe te leva onde tem um telefone público... mas tem que fazer um feitiço de limpeza antes de usar, você não sabe que tipo de gentalha usou isso antes...

Charlus terminou o café da manhã, foi ao baú do filho e chorando colocou a capa nele. Ele disse:

– Ah meu filhinho, me perdoe... não consegui te agradar...

Depois de comer, os dois foram a um bairro trouxa usar um telefone público***. Como Dorea sabia como eles funcionavam ela executou um feitiço para fazer o telefone devolver algumas moedas. James inseriu as moedas novamente no telefone, discou e Lily atendeu:

– OI EMPREGADA! – gritou James. – VAI CHAMAR A LILY!

– Nossa menino, aqui não tem nenhum surdo... – falou Lily disfarçando a voz. E aqui não mora nenhuma Lily! – disse a menina, desligando o telefone.

– BUCEEETA! – gritou James batendo o telefone no gancho. – Acho que eu anotei o número errado. – Ele amassou o pedaço de pergaminho e jogou–o fora. – Vamos embora mamãe!

– Ah Bizu, eu te avisei... vamos embora, tá frio...

Lily reconheceu a voz de James quando ele gritou. Como ele não era acostumado com sua voz no telefone e ela não queria falar com ele, ela simplesmente resolveu falar que não tinha ninguém com seu nome. Nervosa, ela foi à cozinha dizendo:

– Eu vou matar o idiota que deu o meu telefone pro Bizunguinho!

Na casa dos Taylor os três irmãos fizeram o que a mãe deles mandou. Assim que eles acabaram de arrumar a cama, Jean deu um grito:

– Aaaargh! Severo, uma barata! Mata esse bicho com um feitiço!

Severo tirou o sapato, matou a barata e disse:

– Francamente Jean... perder a minha varinha por causa de um bichinho inofensivo como esse... Em Hogwarts a gente usa partes de barata como ingredientes de poções...

– Eeeeeca!

Severo olhou para a irmã, começou a rir e disse:

– Só você pra me fazer rir numa hora dessa...

Jean pegou uma caixa grande, entregou a Severo e disse:

– Ah... eu e a mamãe compramos essas roupas pra você passar o Natal e o Ano Novo...

– Sua anta... – perguntou Audrey revirando os olhos – se a mamãe comprou junto não era pra ela tá aqui também?

– Iiiiiiiih... errei porra! – falou a menina.

Severo não aguentou mais. Ele teve que sentar–se na cama para não cair, de tanto que ele ria. A mãe deles foi ao quarto para ver o que aconteceu. Quando ela entrou, ela viu Audrey e Severo rolando de rir na cama e Jean fazendo uma carinha fofa de sem graça.

– Mamãe... – falou Jean correndo para a mãe e abraçando–a. – Eles tão rindo de mim...

– Também... – falou Audrey. – Essa anta... estragou... a surpresa... de vocês...

– JEAN! – gritou Victoria com raiva fingida. – Era pra esperar eu chegar...

– Senhora Taylor... – disse o menino recobrando o fôlego. – Muito obrigado, não precisava...

– Precisava sim! A ceia vai ser na casa da vovó e você precisa de roupas novas... Natal e Ano Novo são dias pra se passar com roupas novas...

– Obrigado...

– Ah... por falar nisso, a Audrey gosta de pudim de coco e a Jean, de pudim de leite condensado. E você, Sev, de que doce você gosta?

– Pudim de chocolate! – falou Jean.

– Você se chama Severo? – perguntou Audrey. – Mas é pudim de chocolate sim...

– Você se chama Severo? – perguntou Severo. – Não precisa fazer, senhora...

– Claro que precisa... – falou a mãe. – vou fazer seus doces favoritos...

Enquanto Victoria estava na cozinha preparando os quitutes para o jantar os três irmãos saíram para conversar. Eles foram para o quintal. Severo apontou para o que parecia ter sido uma horta e perguntou:

– Jean, esse pedacinho de terra parece ter sido uma horta, era mesmo?

– Os antigos moradores tinham uma pequena horta aqui... mas o papai é muito ocupado no hospital e ninguém tem jeito com plantas... você gosta de plantas?

– Adoooooro!...

– Então, se você quiser você pode fazer uma hortinha aqui... a gente te ajuda, Né Audrey?

– Olha Audrey que legal! A gente podia . plantar as ervas que estamos estudando em Herbologia e Poções...

– Beleza Severo, beleza pura... – respondeu Audrey, desanimada. – Agora vamos vê se a mãe fez o almoço porque eu to com FAAAAAAAAMEEEE!

Os dois irmãos olharam para a Audrey, se olharam, riram e acompanharam a menina para dentro.

* Nebacetin é um medicamento indicado para o tratamento de infecções da pele e/ou de mucosas, causadas por diferentes bactérias, como por exemplo: nas "dobras" da pele, ao redor dos pêlos, na parte de fora da orelha, nos furúnculos, nas lesões com pus, na acne infectada, nas feridas abertas (como úlceras na pele) e nas queimaduras de pele.

** Felitone foi o termo que Arthur Weasley usou no 2º livro do Harry Potter:

""Mesmo que não deixem Harry usar o felitone." diz: Arthur Weasley
"Telefone - corrigiu Hermione."

*** Os primeiros TPs (Telefones de Uso Público) surgiram nos EUA, em 1878. Eram aparelhos comuns instalados em "estações telefônicas" que consistiam geralmente em uma sala com uma atendente para fazer a cobrança e, se necessário, ajudar o usuário. Contudo, com o entusiasmo vitoriano por máquinas vendedoras automáticas, não demorou muito para que inventassem um mecanismo para coletar moedas automaticamente.