At your Side
Capítulo 27
Lily acordou em cima da hora, mas não parecia nem um pouco preocupada com isso. Seus olhos claros, recebiam o contraste da manhã que parecia sorrir de volta para ela. Seu coração pulsava no compasso da sua empolgação enquanto tentava encontrar alguma roupa que combinasse com seu estado de humor.
Enquanto cantarolava enrolada na toalha, a ruiva repassou tudo o que havia acontecido na noite de Sábado. Parecia que o cheiro de James ainda estava por toda parte de seu corpo e o gosto de seu beijo ainda se fazia presente em seus lábios. Ela não conseguia acreditar no que acontecera e por mais que tentasse preencher seu peito com uma dose excessiva de ceticismo, a jovem sabia que tudo aconteceu.
Até seus sonhos fizeram questão de recordá-la disso.
Abotoando a camisa, Lily caminhou até o espelho e tentou entender porque sorria. Sentia-se mais leve do que nunca e a idéia de que teria um dia de trabalho cheio não a deixava desanimada nem um pouco. O efeito que James estava causando dentro de si era maravilhoso porém aterrorizante.
De todos os namorados que teve, James era o único que a fizera sorrir de verdade. Era um sentimento honesto que ela pôde ter certeza assim que dera as costas ao garoto na noite de Sábado. Depois de tantos anos de repulsa, Lily simplesmente não acreditava que o destino lhe pregara aquela peça.
Depois de passar uma maquiagem leve, verificou se dentro da bolsa estava tudo o que precisava. Nem em pensar que o metrô estaria apinhado de gente tirou o bom humor que a jovem se encontrava. Parecia tudo muito simples agora e internamente se sentia uma completa tola por se sentir tão encantada por James Potter.
Sem demora, ela descera as escadas - ainda cantarolando - e encontrara sua mãe sentada no sofá lendo o jornal matinal. Com toda certeza, ela a obrigaria a fazer o desjejum, mas Lily se sentia muito bem disposta e, caso sentisse fome, compraria algum iogurte nas famosas lojinhas de conveniência que não faltava perto de onde trabalhava.
- Bom dia, mãe. - Lily dera um beijo na bochecha da mãe, enquanto ajeitava o cachécol no pescoço. Aine não conseguiu esconder o espanto ao ver a filha agir daquele jeito.
- Bom dia! Pensei que tivesse dormido fora. - comentou Aine, abaixando o jornal e fitando a filha. Ela parecia muito contente para uma pessoa que sempre acordava mal-humorada.
- Dormido fora? 'Tá maluca?
Lily riu meneando a cabeça completamente desentendida.
- Eu passei o Domingo internada no quarto, estudando para uma possível prova que eu irei fazer para poder entrar na faculdade. - Lily encolhera os ombros, pensativa. - E depois fui tomar um sorvete com a Alice. Não demorei muito. A senhora que estava muito ocupada dentro do quarto com meu pai.
Aine não conseguiu evitar e acabou dando um sorriso maroto. Lily era uma jovem muito perceptiva. Era difícil mentir para ela.
- Só pensei que tivesse ficado na casa da Alice. Você sempre gostou de ficar lá.
- Lice agora é uma mulher comprometida. Não posso tomar conta da vida dela como antes. - explicou Lily, calmamente. Já poderia imaginar sua melhor amiga arrancando os cabelos na tentativa funesta de escolher um vestido de noiva que fosse de seu agrado. A ruiva sabia que sobraria para ela.
- E ela está empolgada com os preparativos?
- Mãe, o pedido ainda é meio recente. Frank e Alice ainda nem marcaram a data.
- Isso é ótimo. Eu sabia que ela daria futuro com aquele rapaz. Ele parece ser muito bonzinho.
- Todo mundo para a senhora é bonzinho, mãe. - brincou Lily, sorrindo mais uma vez. Um sorriso estonteante demais.
- Você está bem?
- Estou.
- Você está muito feliz.
- E isso é ruim?
Aine encarou Lily mais uma vez e, de fato, sua filha estava feliz. Os sintomas de felicidade surgidos no Domingo ainda permaneciam intactos no rosto da jovem que parecia ser capaz de sair pulando pelas ruas até chegar no trabalho. Seus olhos verdes faíscavam de alegria. Algo que há muito tempo sua mãe não presenciava.
- Não, mas é claro que não. - Aine sorrira tranquilamente enquanto colocava o jornal sobre a mesa. - Não vai comer nada?
- Estou sem fome. Eu como alguma coisa no caminho. - Lily consultou o relógio e percebera que estava muito em cima da hora. - MÃEEEE...eu preciso ir... - afoita, dera um beijo no rosto da mãe e caminhou até a porta toda destrambelhada. - ... até de noite! - e bateu a porta atrás de si.
Saiu como uma louca pelas ruas londrinas. Poderia chamar um táxi assim que se encontrasse no meio da cidade, mas a faria perder mais tempo, pois todas as segundas o trânsito era totalmente insuportável. Por isso, nem fizera menção em pedir carona para seu pai que com certeza a levaria sem demora, já que trabalhavam praticamente na mesma direção.
Ela sabia que levaria uma bronca, mas era a primeira vez que chegaria atrasada e ela considerou isso como um fato muito bom. Estava se esforçando para aprender e, embora as meninas parecessem nem um pouco a fim de ajudá-la, estava começando a gostar do que fazia.
Atravessando a rua meio descordenada, Lily apressou o passo até conseguir ver a muvuca de carros e o barulho insuportável de buzina para todos os lados. Fuçando o bolso da bolsa, lembrou que esqueceu de pegar os fones para poder escutar música pelo celular. Aquele barulho todo era capaz de mexer com qualquer tipo de nervos, até daqueles que juravam serem calmos ao extremo.
Praticamente correndo, Lily esperou até que o último sinal da sua caminhada eufórica abrisse. Estava impaciente e jurou para si mesma que não se atrasaria mais, por mais nobre que fosse o motivo. Sua sorte é que estava de tenis, pois era o único calçado que ela insistia em dizer que a fazia se sentir como gente. Se estivesse de salto, não teria levado quase 15 minutos para avistar a escadaria comprida que a levaria até o metrô.
Quando já estava do outro lado, sentiu algo vibrar dentro do seu bolso. Como estava afobada demais, demorou muito para sentir que quem ligava insistia a todo custo. Imaginou que fosse alguém da empresa, então preferiu atender, sabendo que odiava profundamente atender o celular no meio da rua.
- Alô!? - Lily não olhara para o visor. Simplesmente atendera enquanto tentava se desviar das pessoas.
- Lily!?
Ela parou. Sua respiração parou. Seu coração parou. Parecia que o mundo havia parado quando ouvira a voz de James do outro lado da linha.
- Ja... James!?
Ela ouvira o riso ecoar do outro lado da linha. De fundo, podia-se ouvir as buzinas deixando-a em dúvida se vinham da ligação ou de onde ela estava plantada.
- Bom dia! - disse ele vagarosamente, ainda rindo. Já esperava que Lily entrasse em choque com sua ligação por motivos óbvios. De certo, ela acharia que ele não daria nem sinal de vida depois do que acontecera no Sábado.
- Bom dia! - ela tentou se recuperar, mais ainda continuava presa ao chão. Anseava por aquela ligação mesmo tendo recebido uma mensagem do rapaz no Domingo a noite. Não entendia como ainda se sentia feliz, sabendo quem James realmente é ou era.
- Está no trabalho?
Quem dera, pensou ela ajeitando a bolsa no ombro e voltando a andar.
- Estou...er... - Lily fizera uma pausa e olhou ao redor. Viu uma lanchonete apinhada de gente e resolveu ficar embaixo do toldo. - ... estou atrasada, James.
- Como assim, Lily Evans atrasada?
Ela não ia dizer que sonhar com ele durante a noite toda estava excelente e que preferiu perder a hora para dar continuidade a vários deles.
- Perdi a hora. Dormi tarde ontem. Estava resolvendo umas coisas para Petúnia. - mentiu ela sentindo as pernas enfraquecerem. Sentiu o quanto correra para chegar pelo menos no metrô em 20 minutos.
- Entendi! - James moveu o volante lentamente a fim de andar poucos centímetros mais adiante. Sua consulta estava marcada para às 09:30 e duvidaria muito que chegaria no horário.
- Onde... - ela calou-se. Praguejou por estar cobrando satisfação.
- Lily, você pode falar comigo, sabe!? - James riu mais uma vez. Lily sentiu suas mãos suarem.
- Queria saber onde você está! - disse ela, tentando transparecer que pouco importava onde ele estava.
- Estou indo para o médico. Tenho consulta às 09:30.
- Bom menino. Depois quero que me conte tudo depois, ok?
- Ah! para eu te contar tudo... tudo mesmo...eu teria que ver você.
Lily parou de chofre. Agora conseguia ouvir nitidamente as batidas do seu coração. Parecia que era um alerta para realizar o que mais queria naquele momento: revê-lo.
- Você sabe que eu trabalho a semana toda, James e...
- Não invente desculpas, Lily. - James freiou e abriu o porta-luva. Com os dentes tirou a tampa da caneta e pegou um pedaço do guardanapo que envolvia seu copo plástico de café. - Me fale onde você trabalha.
Seu estômago dera uma cambalhota. Agradeceu intimamente por não ter comido nada.
- James, não precisa fazer isso.
- Lily, pare de tentar me impedir de ver você.
Lily engolira em seco. Sem saída, deu o endereço de onde trabalhava para James. Poderia dar errado, claro, mas com certeza ele iria até a porta de sua casa causar tumulto.
- Que horas você sai?
- Cinco e meia.
- Ok! Irei te buscar.
- Ja... James...
- Lily, eu não sou um maníaco. - James parecia estar se divertindo com tudo aquilo. Seu rosto risonho refletia-se no retrovisor quando consultara se havia espaço para mudar de faixa.
- Eu sei. - Lily suspirou do outro lado da linha. Seu tempo para chegar no trabalho estava estourando.
- Então, nos vemos mais tarde. E não pense em fugir de mim caso eu chegue atrasado. Vou até sua casa e me encarregarei de levar outra torta para sua mãe e conversaremos horrores sobre você.
- Eu já entendi o recado. - Lily sorriu. Ela sabia do que James era capaz de fazer para deixá-la enfurecida. - Estarei te esperando então.
- Combinado. - concordou James. - Agora vou precisar desligar, o trânsito melhorou e eu vou precisar correr.
- 'Tá certo. Eu preciso correr porque ainda estou atrasada. Agora mais do que nunca.
- Eu deveria me sentir culpado por isso?
- Não, não deve. - Lily riu, consultando o relógio. Se não perdesse o emprego, realmente esse dia seria de sorte.
- Tá bom! Te vejo às cinco e meia. - James fizera uma pausa, pensando se deveria repetir o que havia dito para a garota na noite em que a beijou.
- Gosto de pessoas pontuais, fique sabendo disso. - a voz de Lily ecoou, fazendo-o sorrir. Era impossível que aquilo tudo era real.
- Até mais tarde. - James silenciou mais uma vez. Sabia que não deveria sentir medo, pois a pior fase já tinha ultrapassado. - Eu amo você.
Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha e parecia que sua voz não estava sendo capaz de sair.
- Tchau!
Quando Lily fizera menção em abrir a boca, James desligou. Ela tinha certeza que ele havia sentido que não tiraria nada dela. Não naquela hora. Eles haviam ficado juntos por uma noite. Tudo muito rápido. Lily não se sentia preparada para sentir o que sentia e ficou chateada consigo mesma por conta disso.
Pensativa, desceu as escadas do metrô, já contando os minutos para sair do trabalho.
Remus estava parado na recepção organizando uma enorme papelada. Sua cabeça estava completamente distante do trabalho se concentrando apenas em Lisia e Marcela.
Estava sem namorada e nada lhe impedia de ir ao encontro da garota que passou sua vida estudantil gostando. Só de pensar que poderia tocá-la e tê-la por perto sem se preocupar com o que pensassem era reconfortante, mas ao mesmo tempo pensava que era algo precipitado demais para imaginar. Seu romance com Lisia não esfriara direito e ele já estava pensando em se amarrar novamente.
O ponteiro parecia congelado. Toda vez que olhava para o relógio de parede ele parecia insistente em marcar nove horas da manhã. Suas segundas eram sempre cheias, bastava apenas olhar para a muvuca de pacientes no consultório, mais algumas emergências e algumas visitas aqueles que saíram de uma cirurgia.
Após tudo aquilo, teria que ir para a faculdade. Passou a madrugada em claro tentando finalizar um trabalho que deveria ser entregue hoje. Remus sabia que não havia ficado muito bom e esperava ter algum tempo para poder revisá-lo.
Mas pelo visto, seria completamente impossível, já que os fones do prédio pareciam gostar de citar seu nome repetidas vezes.
Carregando todos os papéis ele partiu em direção a sala do Dr. Jacob, o médico que estava cuidando da saúde de James. Provavelmente, deve estar se perguntando se o amigo iria, já que era a milésima vez que Remus marcava seu retorno e ele nunca aparecia.
Ao cruzar um pequeno corredor, Remus parou de andar ao se deparar com uma figura conhecida e sorriu aliviado ao ver James trajado de social caminhando ao seu encontro nem um pouco empolgado.
- Consegui chegar no horário. - James suspirou colocando a mão no peito. Não gostava daquele clima de hospital e não via a hora de ir embora.
- Chegou até adiantado. - Remus estreitara o olhar ao notar que James estava sorrindo demais para quem mais faltava as consultas do que vinha. Registrou o comportamento mentalmente para depois questioná-lo ao lado de Sirius e Peter.
- Será que eu posso entrar? - James enrugou o cenho. Queria ir embora. Queria que fosse cinco e meia para poder reencontrar Lily.
- Estou a caminho da sala dele. Venha comigo.
Ambos caminharam pelo corredor vazio e silencioso e não demoraram a estar diante da sala do Dr. Jacob. Para James, parecia que fora ontem que havia visitado o doutor onde saiu sabendo que estava com uma anemia que algumas semanas depois se tornou um pouco mais forte deixando-o consecutivas vezes muito fraco para fazer tudo o que pretendia fazer em um dia só.
- Dr. Jacob, eu sei que o sr. me chamou, mas gostaria de avisar que James está aqui.
Remus estava com a cabeça entre a porta e a parede temendo que levasse uma bronca. No fundo, ele tinha medo do doutor mais respeitado daquele hospital.
- Peça para ele entrar. - Jacob estava em pé, observando o movimento de Londres pela janela. Pelo visto, teria um dia sossegado. Pelo menos era isso o que ele esperava.
- Pode entrar. - disse Remus, abrindo mais a porta deixando James totalmente a vista. - Se quiser falar comigo, peça para me chamar. Estarei preso dentro dos arquivos.
- Ok!
James entrou na sala e esperou até que Remus fechasse a porta. Seus olhos preocupados perambulavam de um lado para o outro, mas nunca iam de encontro com os olhos de Jacob que sentara-se no mesmo momento em que o rapaz mantinha-se petrificado em pé.
- Pode sentar, sr. Potter.
Jacob colocou os óculos e esperou até que James se sentasse. Se pudesse, sairia correndo para não ter que ouvir que estava mal de saúde.
- Diga-me, como vem se sentindo.
Posso mentir?, pensou James no mesmo instante. Recebera todas aquelas vitaminas e aquela dieta que não cumprira nem por uma semana completa. Se sua mãe descobrisse, com certeza acertaria um prato na sua cabeça.
- Bom...- James tentou recapitular todos os dias em que se sentira mais mal do que bem. Lembrou-se rapidamente da cena do cinema, mas preferiu deixá-la por último. - ... eu tenho me sentido um pouco mais cansado, sinto tontura as vezes e meu nariz anda sangrando de vez em quando.
Jacob pegou uma de suas folhas para diagnóstico e passou a anotar tudo o que ele dizia. Sua testa estava enrugada e isso - na leitura de James - não era um bom sinal.
- Suas pernas doem?
- Quando fico muito tempo em pé.
- Sente sonolência?
- Quase sempre!
- Vomita?
- Algumas vezes.
O silêncio incômodo perdurou o que parecia ser uma eternidade. Jacob anotava tudo precisamente, deixando um James afoito.
- E então?
- Você vai precisar fazer uma nova bateria de exames. - Jacob pegou o carimbo e apertou com destreza nas folhas. - Acredito que você piorou, James.
Piorar não era uma palavra muito boa, pensou ele coçando a testa. Acabou por perder toda a vontade de ir trabalhar. Queria fazer plantão na porta do trabalho de Lily até ela sair para poder se sentir feliz mais uma vez.
- Quais exames?
- Raio-X. Novos exames de sangue e, se for preciso, faremos uma ultra-sonografia em você.
- Está tudo tão ruim assim? - indagou James, ficando irritado. Odiava ficar doente. Como detestava se sentir impotente.
- Sim, sr. Potter, está. Acredito que não tenha tomado metade dos remédios e nem muito menos respeitado a dieta.
- Eu tentei. Eu trabalho demais...
- Agora eu preciso fazer um check-up em você com urgência. Quero você amanhã aqui. Passarei o horário para seu amigo Lupin. Será o primeiro a ser atendido por mim. Considere isso uma honra.
James dera um suspiro cansado enquanto passava os dedos pelo cabelo.
- Tudo bem, amanhã estarei aqui.
- Acho muito bom.
Jacob lhe estendeu os papéis e levantou-se. Agradeceu intimamente por não entender letra de médico e guardou os papéis no bolso da calça. Sem demora, colocou-se em pé e, se pudesse, sairia sem se despedir.
- Espero você amanhã. Compareça.
- Já entendi. - James caminhou até a porta com certa dificuldade. Queria virar a mesa na cabeça de Jacob. - Até amanhã, doutor.
- Até amanhã!
Ele batera a porta, mas não com toda a força que queria. A única coisa que almeijava era sair daquele ambiente deprimente que só prestava para deixá-lo irritado.
Como se fugisse, cruzou a saída sem ao menos se despedir de Remus.
N/A: 200 reviews que coisa mais linda gente *-* essa fic é a mais longa e parece que não vou terminar nunca..HUAHAUAUAHUHAUHAUHAUAHUAHU. Amores, avisando, consegui um emprego novo e começo amanhã. Provável que só consiga postar mesmo nos finais de semana, ok?
Obrigada por todas que passaram aqui: Tahh, Lady Aredhel, Sally, Lady Blonde, Mila, Danny, Fer, Ninha, Camila, foi um presente do dia dos namorados postar o beijo deles pq tava demorando mesmo e eu fiquei MUITO contente em saber que vcs gostaram. Foi difícil fechar o capítulo com o clima ideal..HUAHAUHAUHAUAHUAHUA
Até o próximo fds. Amo vcs.
