Episode XXVI
"A Festa Final"
Narrado por: Remus Lupin
Camiseta do dia: That's All, Folks! (Isso é tudo, pessoal!)
Ouvindo: Kings of Leon – Use Somebody (Remix que James fez. Ficou legal…)
Finalmente, e eu nem acredito que vou dizer isso, acabaram as aulas. Nosso último dia de aula foi legal, especialmente porque ganhamos a batalha de bandas com a nossa música e cosplay (o coordenador do teatro, professor Davis, quase teve um ataque quando descobriu que os jurados tinham ficado tão surpresos com a nossa criatividade quanto ele) e a animação da Emme e das amigas dela nos renderam um jantar de graça no Ling Lee (nossa, quase desmaiei de tanto comer!). Agora estamos na festa da Lily, a última do semestre.
- Tem certeza de que foi o Jim que fez esses remixes? – Dorcas apareceu pulando do meu lado, sendo girada por um dos Prewett (é melhor ele não ter segundas intenções, ou vou usar a minha luva da edição especial do Homem de Ferro para quebrar o nariz dele)
- Também não acredito que foi ele. – eu ri, e estalei os dedos, desencostando da parede. – Gideon, larga a minha namorada.
- Ah, desculpa, imperador. – ele revirou os olhos e largou a mão de Dorcas. – Vou deixar a dama, e procurar Emmeline. Onde ela está?
- Falando com o seu irmão, eu acho. – Dorcas sorriu, e apontou para um canto. Lily tinha decidido convidar todo mundo para a festa, e Emmeline agora estava cercada por Edgar Bones e Fabian Prewett, ambos tentando falar ao mesmo tempo de coisas diferentes. Tadinha, já não entende o que eu falo sozinho, imagina os dois...
Peguei Dorcas pela cintura e fomos até s pista de dança que estava cheia de gente. Sirius passou ao meu lado com umas três garotas no braço, e eu e Dorcas nos entreolhamos.
- Ele não aprende, né? – ela comentou, revirando os olhos. – Marlene está aqui.
Dorcas apontou as unhas pintadas de rosa claro (ela parece uma princesa etérea quando se arruma... Oh, céus) para um canto, e vi Marlene conversando com Mintch. Devem estar brigando, claro.
- Deixe os dois em paz. – reclamei, pegando o queixo de Dorcas e virando para mim. Quando meus olhos de encontraram com os dela, sorri e dei um selinho em seus lábios. – Vamos nos concentrar no que importa...
Ela sorriu insinuante para mim, e retribui com um sorriso enviesado. Ela riu envergonhada, e depois se aproximou de mim, sussurrando em meu ouvido:
- Você trouxe o... Você sabe...
Sorri de volta para ela e enfiei a mão no bolso.
- Será que na casa da Lily tem espaço?
- Ah, deve ter... – ela olhou em volta. – Vamos logo, estão todos ocupados.
Nós nos olhamos e começamos a rir. Fui até Lily, que estava dançando com James.
- Lil, podemos subir no seu quarto rapidinho?
Ela ergueu as sobrancelhas, e meio maliciosa, riu.
- Ok, só não façam uma bagunça tremenda, por favor.
Pisquei para ela, e atrás de Lily, James ergueu o polegar. Peguei Dorcas pela mão, e começamos a subir as escadas. Quando chegamos no corredor, uma porta amarela ao lado do quarto de Lily se abriu e uma garota loira saiu, olhando para mim com desprezo.
- Oi. A festa ainda tá rolando?
Por um segundo eu não disse nada, completamente enojado com a mastigação daquela... Pessoa. Eu podia ver o chiclete subir e descer na boca dela, mas Dorcas me cutucou.
- Está sim.
- Aff. – ela revirou os olhos e já ia falar alguma outra coisa quando Lily subiu as escadas e olhou para ela com irritação:
- Você não disse que ia passar o dia no computador, Petunia? Então sai, e para de incomodar os meus amigos.
- Só queria chamar a mamãe. Vernon quer vir aqui hoje à noite, mas não sei se essa sua festinha vai durar muito. Quero dizer, alguém aqui precisa ser responsável e ir pra faculdade, né?
- Sorte que Cambridge recusou você, não é? – Lily retrucou, e Dorcas me olhou assustada. – Espero que Cranfield não se arrependa. Tchau.
A loira revirou os olhos mais uma vez e Lily se virou para nós, o rosto vermelho.
- Desculpa. Essa é a minha irmã mais velha, Petunia. Sorte de vocês que ela vai embora para a universidade no verão. – o vermelhão foi passando, e sorri sem graça para ela. Depois ela olhou para nós, e se deu conta de que estávamos indo pro quarto dela. Com outro surto de coloração, ela sorriu e desceu correndo as escadas.
Quando ficamos sozinhos de novo, Dorcas começou a me puxar pelo cós da calça até a porta de Lily, que ela abriu. O quarto dela era todo branco e vermelho, e a cama estava tomada de casacos dos visitantes. Olhei de relance para lá, mas ela piscou para mim e depois olhou o chão. Sorri e sentei no tapete de borboletas de Lily.
- Pronto? – ela sussurrou para mim, e coloquei a mão no bolso de novo. Ela colocou a mão no bolso dela, e por um segundo nos encaramos. Depois pisquei para ela e tirei o que estava querendo: meu Nintendo DSi. Ela tirou o dela, e nos agachamos para procurar as tomadas no quarto de Lily.
- O que será que James quis dizer quando ergueu o polegar? – ela perguntou quando conseguimos nos conectar.
- Sei lá, às vezes ele quer avançar um pouco com a Lily. – dei de ombros e liguei o Mario World. – Quer ser o Mario ou o Luigi?
- O Luigi. Não sou tão boa assim com o Mario. – Dorcas cruzou as pernas no tapete e comecei o Mundo I.
Quando estávamos na metade do Castelo do Mundo II, James bateu na porta:
- Rem?
- Calma James! – gemi alto quando quase cai no poço de lava. Dorcas já tinha passado daquela parte, mas os esqueletos estavam quase alcançando o Luigi, e ela estava tão desesperada quanto eu.
- Anda, Remus! Mais rápido! – ela começou a bater os pés no chão, e eu apertei Mario para correr mais.
- Pronto! – suspirei aliviado quando finalmente acabamos a fase. Deixei Dorcas matando o chefão e abri a porta, dando de cara com James vermelho e gaguejando.
- Você... – ele se afastou, evitando olhar pela porta. – O que vocês estavam...
Franzi a testa para ele e abri a porta, revelando Dorcas com o Nintendo na mão.
- Jogando Mario. Quer alguma coisa?
O vermelhão da cara dele foi passando, e ele me encarou incrédulo.
- Vocês estão jogando Mario. – ele repetiu, e eu sorri.
- Aham. Passamos o mundo dois!
Ele ficou em silêncio me encarando por um minuto inteiro, e depois bateu a porta na minha cara. Não sei por que ficou tão irritado! Voltei para perto de Dorcas, e ela se aninhou perto de mim um instante.
- Vamos jogar essas férias, certo?
- Claro. – assegurei, e ela sorriu para mim.
- Remus, eu adoro você.
Sorri para ela, e deixei o DSi num canto para poder olhar nos olhos dela.
- Também. – sorri de volta, e acariciei suas bochechas. – Vamos nos divertir a beça nessas férias.
- Promete?
- Prometo. Estou acabando de baixar God of War III para PS3.
Os olhos dela brilharam, e ela me abraçou.
- Vou tentar resgatar o meu PS2 do caixão e podemos zera II!
- É.
Puxei Dorcas para os meus braços, e ela colocou os nossos Nintendos lado a lado. Suspirei, e fechei os olhos enquanto sentia seu perfume no ar. Equação dessas férias se define por nerd + nerd = a noites de god of war.
Narrado por: Sirius Black
Filme do Momento: Qualquer um de festa com garotas!
Ouvindo: Poker Face – Lady Gaga (Jim fez um trabalho de mestre nessas mixagens!)
- Então eu disse para Teddy: cara, sai pra lá! – Prudence fez um gesto de abano com a mão, e sorri sonhador para ela. Nem acreditei quando ela apareceu na festa, e muito menos quando me perguntou se eu estava acompanhado! É o dia, aê!
- Ele foi mesmo tão idiota assim? – perguntei distraído, encarando o visual sempre impecável dela. Por um segundo, me deixei vagar pela sala de Lily, que tinha sido convertida numa pista de dança. Já passavam das nove e meia da noite, e a barulheira estava só começando. Vi muita gente se beijando, e Lily e James dançando num canto. Estava quase voltando a olhar para Prudence quando vi uma pessoa que me fez esquecer da festa, dela e de tudo o mais.
Marlene tinha vindo, e eu nem tinha reparado. Ela estava linda, com um vestido de verão e os cabelos soltos caindo pelos ombros. Nas últimas semanas eu estava evitando pensar nela, e estava convencido de que ela era uma idiota, mas quando a olhei ali num canto, sozinha e encarando a pista com tristeza, senti o coração apertar, parar e depois começar a bater muito rápido. Precisava falar com ela.
- Pode me adicionar no MSN, Pru? – perguntei, e Prudence parou de reclamar do som do Terrifyng Monsters um pouco para puxar o celular. – Vou lá um pouco.
- Beleza, gato. Te adiciono, ok? – ela piscou os olhos brilhantes e acenou enquanto eu saia. Acho que eu devia me sentir super empolgado com isso, mas não. Fui desviando do pessoal, e quando Marlene ergueu a cabeça, eu já estava ao seu lado, nervoso.
- Oi. – ela disse, e deu espaço para eu sentar ao lado dela. Ficamos um tempo em silêncio, apenas sentados um do lado do outro. Quando percebi que ela não ia dizer nada, falei subitamente:
- Desculpa, fui um imbecil.
Ela continuou encarando a pista e me respondeu:
- Eu também.
- Deixei as coisas me subirem à cabeça.
- Arrumei um namorado para ver a sua reação.
Nos entreolhamos, e ela abaixou a cabeça.
- Desculpa, Sirius.
- Podemos voltar, começar, sei lá. – falei, me esforçando para parecer coerente, mesmo que meu coração estivesse prestes a sair pela boca. Marlene ergueu a cabeça e me encarou nos olhos. Ai, droga, porque ela faz isso?
- Não acho que conseguiríamos. – ela suspirou, e eu sorri animadoramente.
- Podemos ser amigos, pelo menos?
Ela sorriu levemente, e se encostou em mim.
- Começamos do zero, então? – ela riu, e eu sorri sem jeito. Então me levantei, e estendi a mão.
- Sirius Black, prazer. Gosto de musicais, sou cantor, amigo de um dos jogadores de futebol, toco um pouco de violão, piano e prefiro morenas.
Ela riu e apertou minha mão.
- Marlene Mckinnon, prazer. Adoro musicais, sou cantora, meu irmão joga futebol, toco violão, adoro piano, mas não sei tocar, e prefiro os cantores.
Apertamos as mãos, e a abracei. Quando nos soltamos, ela suspirou.
- Nossa, tirei um peso do coração. E aí, conseguiu ficar com a Prudence?
- Ainda não. – eu disse, mal acreditando que estava falando aquilo para Marlene. Talvez ser amigo dela não seja tão ruim assim. Por enquanto. – Mas ela vai me adicionar no MSN. Mas não vamos namorar.
- Por quê? – ela me olhou irritada – Prudence não é qualquer uma.
- Eu sei, mas você precisa ver o que ela falou do Teddy, ex dela. Sério, ela tem tantos amigos em bandas como "Killing Corpses" e "Murdered Zombies" que eu tenho medo de pisar na bola com ela.
Caímos na risada, e James apareceu com o rosto muito vermelho, correndo escada abaixo.
- Remus. Aquele. Deus do céu!. – ele disse, e eu e Marlene nos entreolhamos.
- Bom, nós temos outros dois amigos que já te fizeram dizer isso. – eu disse, erguendo a sobrancelha. – Qual dos dois?
- Remus. Ele entrou no quarto com Dorcas, ficou gemendo um tempão, e quando eu fui dar os parabéns, sabe o que aquela criatura com bases de carbono me diz? ESTAVAM JOGANDO MARIO! MARIO, SIRIUS!
Puxa.
- Bom, todos nós sabíamos que ele era assim. – dei de ombros. – Seja honesto, você acha mesmo que Remus vai fazer primeiro que a gente?
- Hum...
- Não precisa responder! – Marlene interrompeu, abanando a mão. – Dorcas adora Mario, qual o problema?
- Sabe o quão... Ansioso eu fiquei? – James resmungou, passando a mão pelos cabelos de novo. Maldito tique nervoso.
- Desnecessário. – eu disse simplesmente, e ele saiu batendo o pé.
- Ele está meio entusiasmado, né? – Marlene riu, e balancei a cabeça.
- Deixa ele pra lá. Lily vai chorar de rir quando ouvir essa. Como estão as coisas em casa? Meu pai comentou que vocês não têm feito nada ultimamente.
- Está tudo bem. Acho que Mintch finalmente percebeu que nunca vai fazer faculdade se continuar nessa besteira, mas só o tempo vai dizer se ele finalmente arranjou um cérebro em algum beco por aí.
Eu sorri, e ficamos nos encarando um tempo. Putz, que vontade de beijar Marlene. Para disfarçar meu olhar insistente nos lábios dela, limpei a garganta e me escorei no sofá, apoiando a cabeça no colo dela.
- O que vai fazer essas férias?
- Não sei. – ela deu de ombros – Sabe, vocês ajudaram muito sem querer, sabe.
- Por quê? – olhei para cima, e ela começou a passar os dedos pelos meus cabelos. Fechei os olhos quando ela começou a esfregar os dedos atrás da minha orelha, e escutei o riso dela.
- Você parece um cachorro.
Sorri satisfeito com o carinho, e ela riu mais um pouco e explicou:
- Graças as vocês quatro, Emmeline, Dorcas, Eu e Lily nos tornamos... Algo próximo de amigas, sabe. Dorcas é mais legal do que a gente pensava, e Emme gostou quando nos reunimos para tomar um Starbucks.
- Que bom. – sorri de novo, e senti os cabelos dela roçarem no meu rosto quando ela abaixou.
- Quem sabe essas férias a gente não saia junto?
Abri os olhos, e percebi que ela estava, de ponta cabeça, a poucos centímetros perto de mim. Me lembrei do homem aranha, e meu coração adquiriu aquele compasso perigoso de novo.
- Como amigos? – perguntei insinuante, e ela riu de novo, colocando uma mecha de cabelos atrás da orelha.
- Ocasionalmente.
Eu sorri, e ela me beijou ali mesmo, de ponta cabeça. Estar com Marlene Mckinnon causa danos as sistema cardíaco. Se bem que, se for assim, prefiro ter um infarto mesmo.
Narrado por: Peter Pettigrew
Primeira Impressão: Quando Zoe for embora, eu vou chorar
Ouvindo: Yellow Submarine – The Beatles (Dividindo o fone com Zoe!)
- Você pode me visitar na Irlanda... – Zoe sorriu sem jeito para mim, mas eu apenas suspirei desanimado. Olhei no relógio. Eram quase onze horas. Suspirei de novo. Zoe tinha me dito que iria pegar o vôo do meio dia para Dublin, mas eu não queria acreditar nisso.
- Não é a mesma coisa. – resmunguei, abaixando a cabeça. Zoe tirou o meu fone do ouvido e me encarou, a testa franzida.
- Eu vou sentir a sua falta. – ela disse, pegando minha mão. Quando encarei seus dedos entre os meus, tive vontade de rir. Quem diria, Pete.
Ergui a cabeça, e senti as lágrimas surgirem nos meus olhos. Zoe passou ou dedos com carinho pela minha bochecha, querendo afastar todo o choro.
- Pete... – ela sussurrou, e eu coloquei os dedos nos lábios dela. Já doía o bastante sem Zoe tentar consertar.
- Só me prometa que vai enviar emails. – eu disse simplesmente, tentando me controlar.
- Eu prometo. – ela passou os dedos em cruz pelo peito, me fazendo sorrir. Segurei os rosto dela com as mãos, e a beijei, tentando não pensar em quando poderia fazer isso novamente.
- Vou tentar ir pra Irlanda. – menti, sabendo que seria quase impossível eu vê – La de novo, a não ser que ela quisesse fazer a faculdade na Inglaterra. Comigo.
Ela sorriu, e nos sentamos numa mureta que havia no quintal de Lily. Não pensava em nada para falar, apenas na dor que sentia no coração. Nunca havia me sentido tão... Mal. Tremenda e estupendamente mal. Era como se alguém me tirasse a melhor barra de chocolate das mãos, e eu só pudesse comprar outra na Irlanda, numa loja bem cara.
- Tenho que ir meia noite. – ela falou subitamente, me assustando. Olhei para o relógio. Onze e dez. Apertei a mão dela, e suspirei antes de dizer que estava me sufocando desde que ela disse que teria de voltar para casa.
- Não sei como você conseguiu fazer isso, Zoe. Eu... Preciso de você. Por favor, não vai embora. – olhei profundamente em seus olhos, e vi que ela também estava prestes a chorar.
- Eu também. – ela soluçou. – Você é o único... Gordinho legal que eu já encontrei.
Sorri deprimido pelo apelido, e a beijei de novo.
- Prometo que vamos nos ver. – disse quando nos separamos. Ela me abraçou, e ficou prensando o rosto contra o meu peito por quase quinze minutos, soluçando. Tive vontade de chorar também, mas senti que agora eu teria que ser forte. Por nós dois.
- Aqui está o meu email, facebook, myspace, telefone, endereço, código postal e celular. – ela puxou uma folha de papel escrita e me entregou, trêmula. – Eu preciso ir, Pete.
Tomei as mãos dela nas minhas e apertei, beijando – a uma última vez. Depois mexi nos bolsos, procurando o que tinha comprado com a ajuda de Angie.
- Isso aqui. – eu disse, puxando uma corrente dupla do bolso – É para você, quando olhar, lembrar que sempre tem alguém para comer muffins com você, Zoe.
Quando tirei completamente do bolso, um muffin repartido brilhou na luz da lua, e ela começou a chorar de verdade. Um dos colares tinha apenas o bolinho, mas encaixado nele estava uma cobertura de morango com farelos de amendoim, que estava atado à outra corrente.
- Prefere ser a cobertura ou o bolinho? – sorri tentando consolá – La, e Zoe pegou o bolinho, tentando sorrir.
- Você sempre será a cobertura do meu bolinho, com farelos de amendoim.
Sorri para ela também, e ao mesmo tempo, colocamos as correntes no pescoço. Escutei uma buzina, e Zoe me deu um último selinho antes de sair correndo em direção ao carro da mãe de Angie, me deixando sozinho acenando, a cobertura de um muffin pendurada no pescoço.
Quando o carro virou a esquina, sentei na mureta e encarei o chão, imaginando o que esse verão faria por mim.
- Pete? – ouvi uma voz conhecida chamar. Na porta, James, Sirius, Remus, Marlene, Lily, Emmeline e Dorcas me olhavam solidários, e dei um sorriso fraco. Meus amigos.
Narrado por: James Potter
Meta Atual: Fazer Pete ficar melhor
Ouvindo: Peter é um bom companheiro – Todo mundo
- E ninguém pode negar! – Sirius ergueu um copo de água no alto, como um brinde. Estávamos todos num círculo no quintal de Lily. A festa já tinha acabado, mas nós decidimos alongar um pouco para Pete poder aproveitar. Sirius e eu tínhamos puxado o coro, e todos nos acompanharam.
- Zoe vai voltar. – Marlene e Lily afagavam os cabelos de Pete, tentando fazê – lo parar de chorar um pouco. – Ela adora você, fofinho!
- É! Além do mais, o tipinho magro está totalmente fora de moda, querido! – Emme completou, na sua própria ideia do que era "consolar". Dorcas puxou o seu Nintendo e o de Remus, e começou a abrir e fechar os dois, fazendo um Mario e um Luigi falarem "bye bye" várias vezes, seguido de "It's me, Mario!". Peter parou de soluçar um pouco e nos encarou.
- Não sei o que faria sem vocês.
- Nós não sabemos o que faríamos sem você, cara. – Remus falou simplesmente, resumindo tudo que aquela festa queria dizer.
- Amamos você. – Dorcas abriu os Nintendos de novo.
- Vamos organizar uma conferência de webcam entre você e Zoe. – sorri decidido, já imaginando que esquemas faríamos pra convencer minha mãe. Opa! Não preciso de esquemas mais. É só falar com o Roger. Ele sempre me ajuda.
Rindo por causa dos irmãos Mario, nós nos jogamos no chão, olhando as estrelas. Ficamos em silêncio total, só olhando o céu e a lua, até que Emmeline riu de leve:
- E pensar que eu já joguei suco em vocês. Desculpem.
- E pensar que eu já achei Nate algo próximo de legal. – Lily suspirou ao meu lado, entrelaçando nossos dedos.
- E pensar que já quis te dar um soco, Rem. – Dorcas riu nasalmente.
- E pensar que eu já te detestei. – Marlene deu um tapa no ombro de Sirius.
- Ainda bem que tirei o aparelho. – refleti, lambendo meus dentes da frente sem empecilho nenhum.
- Pelo menos consigo falar sem assoar o nariz. – Sirius respirou fundo, fazendo todos caírem na risada.
- Perdi vinte quilos e duzentas. – Peter sorriu satisfeito consigo mesmo.
- Alguém quer trabalhar essas férias? – Remus interrompeu as nossas reflexões, e Marlene deu um beliscão dele.
- É a hora final, Rem! Fala alguma coisa legal!
Remus riu um pouco, pensou e depois gritou:
- PESSOAS QUE NEM VOCÊS SÃO A MINHA RAZÃO PRA FREQUENTAR A TERAPIA.
Caímos na risada juntos, e abracei Lily contra mim, sentindo o perfume dela se misturar com o cheiro da noite.
-Você. É a melhor – suspirei para ela. Emmeline escutou, e depois de sussurrar um pouco com ela, passaram o recado para as meninas e as quatro riram alto.
- And we love the marauders! – elas sorriram para nós. Sentamos um pouco, e nós quatro nos entreolhamos. Mal reconheci meus três melhores amigos, e imaginei por um minuto o quanto nós mudamos. Sirius me lançou um sorriso convencido, e Remus deve ter captado a mensagem dele melhor que eu, porque abriu um sorriso de lado e disse:
- Ah, Everybody Loves the Marauders.
E juntos, tendo só aquele céu e o quintal escuro de Lily para testemunhar, nós nos abraçamos, espremendo Peter naquele bolo, que ficou assando durante todo o primeiro ano. Se valeu a pena? Ora, há quem diga que tudo vale a pena se a alma não é pequena. Eu prefiro pensar que ainda tem muito pra acontecer, e esse ano foi só o começo do que, pelo menos pra mim, pode se tornar uma jornada sem volta. Pra falar a verdade, eu não quero voltar. Prefiro acender meu sabre de luz e enfrentar tudo que vier.
Nox (Harry Potter rules!)
James Potter, Sirius Black, Peter Pettigrew e Remus Lupin
The Marauders
