Não é necessário dizer que aquele simples e recatado beijo durou-se por longos minutos que deixou-os imensamente feliz. Como uma candeia que se acende no meio de uma noite escura, seus corações encheram-se de esperanças, e a felicidade ali reinou até que um estrondo tirou-os de seu pequeno devaneio amoroso.
Olhando para o local de onde vinha o som, notaram um feixe de luz a cegar-lhes os olhos. Como se houvesse uma porta aberta e a escuridão se apartasse do local, puderam notar silhuetas olhando-os de forma desconfiada. Reconheceram os rostos ali presentes e entre deles um lhes chamou muita atenção.
Grace, sorrindo alegremente, olhava-os como quem acaba de ganhar o melhor presente de Natal, com os olhinhos a brilhar e dando pequenos pulinhos de contentamento. Kono ao seu lado também irradiava felicidade, enquanto Chin acenava afirmativamente com a cabeça como se gostasse do que via. Um pouco assustados, eles se entreolharam tentando entender o que estava a acontecer, até que uma luzinha se iluminou em suas mentes.
Tudo se conectou, as risadinhas e rostos desconfiados ao longo das últimas semanas. O clorofórmio usado, a sala fria como um necrotério. Bateram-se mentalmente, ainda estavam no palácio, haviam caído numa trampa.
