Capítulo 28

Tony Stark raramente saía de sua casa para fazer alguma coisa, exceto acompanhar sua namorada em um chique e glamoroso restaurante a dois, ir as Indústrias Stark para uma reunião horrível, ou voar em sua armadura do Homem de Ferro e salvar o mundo. Não era normal ele deixar sua oficina quando ele tinha esquemas, consertos e raios de repulsão dominando seu cérebro. Ele nunca foi o tipo de homem que via uma mulher pela segunda vez depois de dormir com elas, e ele também não era o tipo de pessoa que ia na casa delas. Isso mudou quando ele mudou.

Então, lá estava ele, no limiar do condomínio — tão pequeno que parecia mais um "apertamento" — de Pepper. Bem, ela sempre citava o local com essa palavra, o importante é, ela morava ali.

A mulher dos seus sonhos, a mulher que ele quase (por pouco) perdeu. A mulher que o ajudou a se tornar um homem melhor. A mulher que tem o olhar mais assassino, os olhos mais bonitos e o sorriso mais suave e brilhante. Sua parceira de crime. Pepper Potts.

Ela ficou ali, cerca de dois metros para dentro depois da soleira da porta da frente. Quando ela percebeu que ele não estava seguindo ela, ela virou-se, sua curiosidade a mil.

Pepper o viu parado com a boca aberta, e os pés plantados no chão com muita força. Ela não pôde deixar de rir com esta visão.

"Eu tenho certeza que você não é um vampiro." Ela sorriu para ele. "Mas, apesar disso — Sr. Stark, você está convidado a entrar."

Tony ainda continuou parado, mas com um leve sorriso no rosto. "Ha ha", ele disse sarcasticamente.

Ela olhou para trás e notou quão simples, apesar de cheia de decoração, era seu apartamento. Havia prateleiras e prateleiras de livros. Nem todos eles eram romances, ou livros sobre negócios. Alguns deles eram, na verdade, sobre animais de estimação e vida oceânica. Seu apartamento era normal. Tinha dois quartos, um banheiro, uma pequena cozinha e uma pequena sala de estar. Claro, ser assistente pessoal de Tony Stark trás a ela uma vida de extremo luxo, mas ela era muito apegada ao seu condomínio. Foi seu primeiro lugar depois de sair da casa de seus pais.

"Eu juro que na minha casa não tem piolhos." Ela riu para ele, e andou mais adentro do apartamento. Como sempre, ela colocou a bolsa em cima do balcão da cozinha. Ela caminhou de volta para a porta da frente para ver se ele ainda estava lá, e ele estava.

Ele parecia quase como um homo-sapien congelado que você vê nos museus pendurado por uma corda e atrás de um vidro.

"Ok, sério, eu preciso arrastá-lo até aqui?" Ela levantou as sobrancelhas para ele.

"Eu... hum..." ele tentou começar. "Já faz um tempo desde que eu pisei dentro da casa de outra mulher."

"É um apartamento, Tony. E não uma reunião do conselho." Ela brincou. Depois de vê-lo cambalear para trás diante da soleira da porta, ela abruptamente lançou suas mãos até ele, agarrou-o pela bainha de sua jaqueta preta e puxou-o para dentro.

Ele tropeçou para a frente e ficou preso no corpo dela. Tony olhou preocupadamente em volta. Ele começou a envolver seus braços - sem pensar - ao redor da cintura dela. Pepper sorriu genuinamente e estendeu os braços para envolvê-los em torno de seu pescoço.

"Por que você está tão nervoso?" Ela sorriu para ele, tentando ainda segurá-lo.

"Ok, Rhodey não sabe disso, e nem Happy. Na verdade, ninguém sabe sobre isso além dos meus pais e Stane." Ele falou rapidamente.

"Você incendiou a casa de uma mulher ou algo assim?" Ela brincou, tentando não rir. Isso só fez Tony dar-lhe uma expressão azeda.

"Eu era muito jovem, e eu queria levar essa garota para o baile..." Ele suspirou, esperando que ele pudesse finalmente se livrar da memória horrível. "... Para encurtar a história, o pai dela me perseguiu até do lado de fora da casa, e eu vivi para contar a história."

Pepper olhou para ele por alguns segundos antes de explodir em gargalhada. "Haha, o que você fez com a pobre menina?"

"Seu pai era rival do meu. Basicamente, logo que ele descobriu que eu era Tony Stark, ele me mandou para fora de sua casa e começou a correr atrás de mim. Foi pura sorte que a mãe dela era mais compreensiva. Ela o repreendeu enquanto eu me mandava de lá." Ele explicou para ela. Ele sentiu um pouco de vergonha de contar essa história. De todas as histórias que ele teve com Rhodey, além de diversas situações dele bêbado, ele nunca pensou uma vez de contar, ou relembrar, daquela terrível noite em particular.

"Uau". Ela levantou uma sobrancelha para ele, tentando não cair na gargalhada.

"Não me julgue". Ele resmungou, tentando desviar o olhar.

"Eu acho que esse pedido está fora de cogitação há uma década atrás." Ela sorriu para ele. Ela nunca o julgou porque os tabloides e âncoras já faziam isso por ela. Acordar com um pote de café e vários adjetivos que descreviam seu chefe era uma manhã normal para ela.

"Então, quais são os planos pra cama hoje?" Ele curiosamente sorriu, tentando retirar essas lembranças terríveis de sua mente. "Eu certamente acho que devemos envolver algumas frutas, lençóis molhados, e gemid—"

"Se você pensa que você tem essa sorte, você está muito enganado—" Ela brincou com ele, mas foi abruptamente interrompida por alguém.

"Virginia?" Um homem atrás deles disse com um tom interrogativo.

Pepper rapidamente se virou quando Tony olhou por cima para ver quem era. Ele imediatamente retirou suas mãos de sua cintura e manteve-se a seu lado. Seu coração bateu rápido por saber que um dos vizinhos de Pepper os viu juntos. Pepper disse-lhe que ela não estava pronta para trazer seu relacionamento ao público. Talvez isso esteja incluído na sua frase 'com o tempo', ele pensou consigo mesmo. Ele podia sentir a sua adrenalina subir. Ele já podia ver as manchetes dos jornais de amanhã de manhã: Tony Stark e Pepper Potts, Pegos No Flagra!

"Sr. Kelser". Pepper respirou em alívio.

O homem usava óculos escuros e uma vara fina e branca, que estava presa ao seu pulso. Ele tinha cabelos brancos, mas não parecia mais velho do que sessenta. Ele olhava tudo com curiosidade, como se estivesse tentando encontrá-la. Ele sorriu carinhosamente e casualmente bateu nas laterais da entrada da porta.

"Eu estava indo caminhar e ouvi-a falar. É bom vê-la em casa. Como está o trabalho?" Ele olhou à sua frente, ainda incapaz de encontrar a forma de Pepper.

"Ainda ocupando toda a minha atenção." Ela sorriu. "Eu sinto muito que você teve que alimentar o Jasper durante uma semana inteira. Favor, deixe-me saber o quanto eu devo a você."

Ele riu humildemente. "Você trabalha para aquele homem mulherengo e mimado, Tony Stark. Eu sinto como se eu devesse ao seu gato um pouco de atenção. Quando você vai tentar arrumar um emprego de verdade?"

Tony franziu as sobrancelhas para ele. Será que ele não sabe que eu estou aqui? Espere um segundo... mulherengo! "Agora—"

"Trabalhar para Tony Stark é um trabalho real, eu lhe garanto." Ela deu uma cutucada nas costelas de Tony.

"Lembre-se, um trabalho deve consistir em algo que você está apaixonado. Qualquer outra coisa é um pesadelo sem fim." O homem bateu nas laterais de sua entrada de novo. Pepper olhou para Tony e mostrou-lhe um sorriso cativante, antes de voltar sua atenção de volta para seu vizinho cego. "De qualquer forma, Jasper está por aqui em algum lugar. Já alimentado."

"Obrigado, Sr. Kesler. Prometo, vou recompensá-lo por todo o seu trabalho." Ela caminhou até o homem e colocou suavemente os braços ao redor de seus ombros. Ele deu um tapinha no seu antebraço, um pouco pensativo, mas sorriu.

"Por favor, o seu gato é uma ótima companhia. Boa noite, Virgina". Ele balançou a cabeça pensativo e começou a caminhar pelo corredor, batendo em todos os cantos com sua vara. Pepper colocou a cabeça para fora para vê-lo sair antes de fechar lentamente a porta. Ela se virou e olhou um muito confuso Tony Stark.

"O que—"

"Ele é cego." Ela assegurou-lhe. "Ele te assustou?"

"Bem, sim." Ele a viu passar por ele e ir a cozinha. "Quero dizer, eu pensei que tínhamos sido pegos..." Pepper abriu a geladeira para pegar um pouco de água. Ele caminhou em sua direção e encostou-se ao balcão perdido em pensamentos. "... É o que você quer, certo?"

"Hm?" Ela murmurou, virando-se para encará-lo.

"Você não quer que o nosso relacionamento fique público." Seus cotovelos estavam em cima do balcão enquanto suas mãos encontraram um interessante saleiro no canto do balcão. Ele mexeu com ele nas mãos, pensativo. "Isso é o que você me disse."

"Eu sei o que eu disse a você". Ela praticamente virou-se para ele, sentindo-se um pouco frustrada. Ele entortou o lado de sua boca em curiosidade. Ela colocou a garrafa de água em cima do balcão e inclinou-se sobre o balcão para olhar para ele.

"Repensando sobre sua decisão?" Ele atiçou a mão dela com o saleiro, fazendo-a soltar uma risada.

"No início, eu não queria lidar com a publicidade que nosso relacionamento iria causar... e o que as pessoas iriam pensar..." Ela apertou os lábios, tentando encontrar as palavras. Claro, Pepper Potts teria medo dos eventos que iriam aparecer após a notícia de seu relacionamento. Ela não queria pensar sobre todo o trabalho que teria de fazer, ou o que os tabloides iriam espalhar. Quanto mais pensava sobre isso, mais pesada sua cabeça ficava.

"... Mas?" Ele ouviu suas palavras, olhando-a com curiosidade.

"Mas, parece mais simples agora." Ela finalmente disse.

"Mais simples, como?" Ele franziu as sobrancelhas.

"Eu não sei." Ela encolheu os ombros, sentindo-se um pouco perdida. "Parece apenas que seria mais fácil de lidar."

Tony olhava-a brincar com a garrafa de água que estava ao lado dela. Seus pensamentos corriam por sua cabeça. Ela foi incapaz de dizer-lhe outra coisa, mas ela realmente não sabia o que dizer a ele. Ela ainda estava assustada com os acontecimentos que se seguiriam com sua confissão — merda, ela estava morrendo de medo. Enquanto o Homem de Ferro poderia, potencialmente, ter mais inimigos, Pepper Potts teria, potencialmente, mais trabalho, especulações, boatos, e estresse. Eu poderia mesmo ficar mais estressada do que eu já sou? - ela pensou consigo mesma. Ela deslizou a garrafa de água entre suas duas mãos em pensamento, mas uma mão abruptamente apareceu para tocar a parte debaixo da água. As mãos dela pararam, incapazes de continuar suas ações. Ele arrancou a garrafa de sua mão e colocou suas mãos no lugar. Ele apertou levemente suas pequenas mãos.

"É seu problema agora." Ele sorriu docemente para ela. "Eu sei que você pensa muito sobre isso... e eu... por isso vou deixá-la decidir."

"Deixar-me decidir?" Ela curiosamente olhou para ele, apertando as mãos dele também.

"Se você sente que está pronta para assumir nosso relacionamento, então por todos os meios, faça isso."

"Então, a decisão depende de mim?"

"Sim". Ele sorriu, soltando suas mãos. "Então, você me puxou para fora da minha oficina para algum 'ar fresco'. Onde está o ar?"

Sentindo a pressão da mudança de assunto, ela sorriu de volta para ele. "Você está com fome?"

"Morrendo de fome." Ele esfregou o estômago levemente.

"Comida Chinesa soa legal?" Ela pegou o telefone que estava sobre o balcão.

"Oh, não se esqueça de encomendar alguns biscoitos da sorte." Ele sorriu levemente.

Enquanto Pepper fazia as encomendas por telefone, Tony achou que era um ótimo tempo para passear por seu condomínio. Ele entrou no banheiro e notou quão limpo e arrumado era. Então, ela é maníaca por limpeza? Ele perguntou para si mesmo. Ele caminhou ainda mais adentro de seu apartamento: o quarto principal. Ele enfiou a cabeça pelo limiar da porta e viu uma simples cama queen-sized e dois criados mudos.

"Tony, você quer arroz?" Ela gritou da cozinha.

Nesse mesmo momento, algo em cima de seu criado mudo chamou sua atenção quase que instantaneamente: um pequeno porta retrato. Ele franziu as sobrancelhas, quase se esquecendo de responder a ela.

"Uh, sim. Dois arrozes para mim." Ele gritou de volta enquanto entrava em seu quarto. Ele caminhou em direção ao criado mudo, sua curiosidade a mil. O porta retrato mostrava uma foto de Pepper e ele. A mesma foto que ele mostrou a ela há umas semanas atrás. Ele o pegou e roçou levemente a mão sobre a parte de plástico.

"Tony?" Ela gritou do corredor, querendo saber onde ele foi. Ela viu sua figura dentro de seu quarto e imediatamente caminhou em direção a ele. "Por favor, não me diga que você está atacando minha gaveta de calcinhas." Ela brincou com um sorriso torto.

"Eu não sabia que você tinha essa foto." Ele apontou para o objeto em sua mão.

Pepper olhou por cima do ombro com curiosidade e imediatamente sorriu. "Você disse que nós deveríamos colocá-la num porta retrato."

"Eu estava puxando papo apenas para desviá-la daquele evento miserável que eu estava passando." Ele soltou um riso, sentindo a felicidade dominá-lo. Claro que ela levaria em conta toda a palavra que saiu da minha boca.

"Eles vão entregar a comida. Eles não devem demorar mais do que dez minutos." Ela esfregou suavemente as costas dele e saiu do quarto.

Tony colocou a fotografia no lugar e relutantemente seguiu-a, perguntando-se quantas mais maravilhas ele poderia encontrar em seu apartamento.

"Você quer fazer alguma coisa para passar o tempo?" Pepper entrou na cozinha para pegar seu blackberry na bolsa.

"Qual sua intenção Senhorita Potts," Ele murmurou sedutoramente, fazendo Pepper instantaneamente sorrir em aborrecimento. "Eu acredito que as molas do seu colchão—"

"Eu deixei você tirar sua tipoia, então você não deve fazer qualquer atividade extenuante até vermos o fisioterapeuta da SHIELD." Ela curiosamente levantou uma sobrancelha para ele, fazendo-o recuar.

Ele fez beicinho. "Você sempre arruína minha diversão". Mesmo que ele dissesse a ela que seu braço estava bom, ela teria negado seu pedido de sexo. Ela sempre tinha sido assim. Tony lhe diria alguma coisa, mas só para ter certeza, ela iria consultar um terceiro. Pepper confiava certamente em Tony, mas não feria ninguém confirmar o que ele dizia.

Tony olhou para o teto e viu as luzes brandas que refletiam um brilho contra o piso de madeira. Ele olhou em volta e notou as falhas em seu apartamento. Ele estava apenas comparando a sua casa com o apartamento dela.

"Sabe, eu deveria instalar o JARVIS aqui."

Ela imediatamente virou a cabeça para encará-lo. Ela imediatamente apontou para ele. "Não, não, não! Você não vai interferir no meu apartamento."

"O quê?" Ele começou a ficar de mau humor. "Por que não?"

"Porque este é o meu lugar de paz e serenidade. Eu não preciso do JARVIS me espionando para o seu ganho pessoal." Ela propositalmente olhou para sua virilha.

"Você está falando sério?" Ele bufou. "Você acha que eu iria realmente fazer isso com você?"

"Sim". Ela argumentou de volta. "Mesmo que você dissesse que não iria, você ainda teria vontade de fazer isso. E também é um pouco estranho ter seu sistema inteligente de olho em mim 24 horas por dia."

"Depois de dez anos trabalhando para mim, achei que você tivesse se acostumado com ele." Tony entortou o lado de sua boca em aborrecimento.

"Eu estou acostumada com ele em sua casa." Ela cuspiu de volta. "Eu não preciso do JARVIS desligando minhas luzes ou me dizendo a previsão do tempo."

"Tá. Tá". Tony olhou para o lado, quase envergonhado por ela ter rejeitado sua maior criação. "Eu vejo como é. Vou ter que levar meus trabalhos em outro lugar."

"Eu tenho certeza que Rhodey iria empurrá-lo para fora da porta da frente." Ela revirou os olhos para ele.

"Eu acho que ele iria considerá-lo, em seguida, empurrar-me para fora da porta." Ele sorriu para ela, ainda pensando sobre JARVIS controlando sua casa. Ele olhou em volta e notou a falta do peixe. "O que você diria sobre armaduras para o peixe e o gato?"

Pepper franziu as sobrancelhas. "O quê?" Ela praticamente gritou. "Como no mundo você seria capaz de colocar uma armadura num peixe, e muito menos em um gato?"

"Através de procedimentos e mãos cuidadosas." Ele mexeu os dedos suavemente. "Isso quer dizer que sim, você aprova?"

"Não." Ela imediatamente retrucou. "Isso significa que não, eu nunca vou aprovar essa ideia."

"Ah, vamos lá, Pepper..." Ele fez beicinho para ela, tentando usar seu charme Tony Stark.

"Eu só quero uma noite." Ela começou, dando-lhe um olhar significativo. "Uma noite em que nós não falemos sobre tecnologia, negócios, ou—ou—ou, armaduras..." Ela parou, tentando pensar em outras conversas que arruinaram a sua noite.

"Pep, eu sou Tony Stark. Você teria que me calar para me fazer parar de falar sobre tecnologia." Seu ego provavelmente subiu um degrau neste momento.

Pepper apoiou as mãos em seu quadril. "Bem, isso pode ser providenciado."

"Tudo bem." Ele levantou as mãos em defesa, vendo o quão escuro seus olhos azuis estavam. "Eu não vou falar sobre isso e você não pode falar sobre qualquer coisa relacionado ao trabalho."

"Certamente, o que você está propondo não é um grande desafio." Ela sorriu maliciosamente para ele, certificando-se de acertar seus pontos fracos.

"Sim, bem—", ele estava prestes a se defender, mas algo peludo e furioso saltou sobre o balcão em frente a ele. O gato cinzento e branco olhou para ele com os olhos arregalados, quase como se o gato estivesse observando cada movimento seu.

"Oh, oi, Jasper." Pepper massageou a cabeça do gato, e acariciou-o atrás de sua orelha esquerda. O gato fechou os olhos com o carinho e começou a ronronar em sua mão.

Tony pensou que era um momento oportuno para acariciar um gato, mas ele acabou estendendo a mão para a parte superior de sua pata e começou a acariciá-lo com cuidado. O gato ainda ronronava com as massagens de Pepper. Depois que ela retirou a mão de Jasper, Tony ainda o acariciava levemente.

O gato olhou para ele com raiva e começou a rosnar. Pensando que era apenas a sua maneira de dizer Olá, ele continuou a acariciar o lado do gato, mas o gato rosnou alto para ele.

Tony saltou para trás e longe do balcão. "Eu acho que o seu gato me odeia."

Pepper franziu um pouco as sobrancelhas e acariciou a cabeça do gato novamente. "Ah, Jasper, não seja assim."

"Eu já vi esse tipo de coisa, Pepper". Ele bufou, olhando para o gato 'mal'. "Esse gato vai nos separar!"

"Oh, pare de exagerar." Ela tentou não rir. "Jasper geralmente se dá bem com todo mundo." Ela olhou para o gato ronronando. "É estranho ele não gostar de você."

"Talvez o seu vizinho cego o treinou para me comer vivo." Tony franziu as sobrancelhas. "Quero dizer, o homem claramente não me admira."

"O Sr. Kesler nunca faria isso, Tony." Ela revirou os olhos para ele. Foi perturbador ver seu gato ser diferente com Tony, especialmente porque eles estavam em um relacionamento. Mas certamente não era o fim do mundo. "Ou talvez..." Ela parou de acariciar o gato e ficou pensativa. Jasper imediatamente virou a cabeça para seguir os movimentos de Tony.

"Huh?" Ele respondeu com cautela, olhando para o felino.

"Eu disse a ele... coisas... sobre você." Ela estremeceu um pouco, com medo do que Tony poderia dizer, ou fazer.

"Coisas?" Ele secamente olhou para ela. "Que tipo de coisas?"

"Tony, eu tive o Jasper por quase seis anos. Você não pode me culpar por eu tirar tudo o meu estresse e frustração quando o meu gato está ao redor." Ela tentou se livrar da culpa.

Ele quase que imediatamente apontou o dedo indicador para ela. "Então você treinou seu gato para me odiar!"

"Oh pai amado. Foram quatro anos de estresse total. E eu duvido que as ações violentas do meu gato tenham a ver com o fato dele não gostar de você." Ela apertou os lábios em pensamento.

"De qualquer maneira, eu sempre fui mais fã de cães." Ele queria mostrar a língua para o gato, mas considerou como algo impróprio, especialmente na frente de Pepper.

"Talvez ele só precise se acostumar com a sua presença." Ela deu de ombros, olhando para o gato adorável que começou a esfregar-se contra seu estômago, ronronando sem parar. "Que tal assistirmos um pouco de televisão enquanto esperamos a comida?"

"Tudo bem..." Ele resmungou sob sua respiração. "Mas de maneira alguma que eu ficarei sentado ao lado desse gato."

Pepper revirou os olhos e começou a vasculhar sua geladeira em busca de bebidas para ambos. Ela checou as partes interiores da geladeira e só viu garrafas de água. Ela deu um passo para atrás da geladeira e franziu as sobrancelhas. Ela não conseguia se lembrar da última vez que ela apreciou um bom vinho.

"Você quer alguma coisa específica para beber? Tudo que eu tenho é água." Ela balançou uma das garrafas no ar.

"Água está ótimo." Ele respondeu, ainda olhando para Jasper.

Pepper fechou a porta da geladeira usando o calcanhar e caminhou cautelosamente para fora da cozinha. Ela virou o corredor e caminhou em direção à sala de estar com duas garrafas na mão. Quando ela colocou os objetos sobre a mesa do café, ela percebeu que Tony estava devagar, e longe, arrastando-se atrás de si.

"Está tudo bem?" Ela levantou uma sobrancelha para ele. Ela percebeu que o olhar dele estava rebaixado. Ela baixou os olhos e encontrou o gato sentado na frente dela.

"Essa... coisa..." ele olhou para o gato, incapaz de processar o que o gato estava tentando fazer.

"Vamos, Jasper." Ela pegou o gato com as duas mãos e caminhou em direção a um arranhador nas proximidades. Pepper colocou o gato no topo do balcão, supondo que ele se acalmasse. O gato virou-se em círculos antes de se jogar no chão.

"Viu?" Ela sorriu para o seu gato e começou acariciar a cabeça dele. "Ele é amigável."

"Sim, antes de você o treinar para me assassinar". Tony resmungou baixinho. Ele sentou-se em frente à mesa do café, mantendo o olhar centrado no felino. "O cão de Rhodey iria comê-lo vivo."

O gato rosnou para ele. Uma fração de segundo depois, a campainha tocou, dando a Pepper a chance de escapar de seu impasse. Ela abriu a porta e pegou de bom grado a entrega do homem. Ela pegou uma nota de vinte dólares no bolso da calça e entregou a ele. O homem acenou para ela em agradecimento e rapidamente se afastou. Ela fechou a porta com o cotovelo e caminhou em direção à sala de estar com as sacolas de comida que cheiravam muito bem. Ela largou as sacolas em cima do balcão e as abriu.

"Eu acho que o arroz está nessa sacola." Ela apontou para a sacola na frente de Tony. Ele abriu a sacola e retirou dali o conteúdo.

"Sim, há três deles." Ele entregou um para ela, enquanto ela lhe entregava uma caixa com frango chow mein*. Ele entregou a ela um par de pauzinhos e um guardanapo, eventualmente esquecendo-se do gato que ainda estava olhando para ele.

"Eu me pergunto o que está passando na TV." Ela murmurou, estendendo a mão para o controle remoto.

"Eu acho que está passando o jogo de beisebol dos Dodgers." Ele jogou alguns dos chow mein em sua caixa de arroz.

"Algo que não vai acabar em 'você' derramando comida em todos os lugares." Ela levantou uma sobrancelha para ele.

"Foi só uma vez, Pep. Uma vez". Ele abriu seus pauzinhos e os colocou dentro da caixa que estava sobre a mesa. "Não é minha culpa se Rhodey gosta de desperdiçar comida".

Quando ela passava pelos canais, ela passou por mais de vinte canais de notícias. Cada um deles estava falando, ou apenas citando, as Indústrias Stark. Tony olhou para ela, enquanto colocava macarrão e arroz em sua boca, e percebeu quão tensa ela estava.

"Se você quiser assistir as notícias" Ele propôs, tentando acalmá-la.

"—Não, não. Está tudo bem." Ela respondeu rapidamente, lembrando-se de seu acordo (o que começou com um argumento que ela começou). Ela acabou deixando em um canal de desenho animado onde o Pernalonga estava mostrando ao Patolino como caçar coelhos. Pepper achou que era uma boa mudança.

"Sabe, lembro-me quando o meu pai me pegou assistindo desenhos animados." Ele mastigou a comida dele, encostado no sofá.

"Pegou você?"

"Aham". Tony assentiu. "Ele desligou a TV e insistiu que eu trabalhasse ao invés de assistir porcaria que iria apodrecer meu cérebro. Eu tinha dez anos de idade."

Ela se inclinou para trás, deixando ela e Tony mais próximos. Ela se perguntava como foi para Tony crescer sem uma infância normal. As tranquilas manhãs de sábado, ver desenhos animados e brincar com os vizinhos era tudo que ela podia se lembrar do dela. Para Tony, provavelmente foi passar algum tempo com seu pai, construindo ou observando alguma peça de arma. Ela não sabia o que perguntar a ele. Claro, soava fácil perguntar algo para Tony Stark, mas ela odiava o encher com perguntas pessoais. Ela não queria levá-lo a se lembrar de coisas nada agradáveis.

"Meu pai costumava dizer algo sobre desenhos animados." Tony disse, quebrando a linha de seus pensamentos.

"Hm?" Ela murmurou, colocando um pouco de arroz em sua boca.

Ele começou a recitar as palavras de seu pai. "Desenhos foram criados em uma tela preto-e-branco com imortalidade e infinitas possibilidades, mas o desejo da humanidade na criação do mundo perfeito é tão vago e condenado. E como no desenho, até mesmo o menor erro poderia causar uma catástrofe."

"Você acha que ele está certo?" Foi a primeira pergunta que veio à cabeça dela.

"Ele certamente não está errado." Tony continuou mastigando, incapaz de compreender a ideia de um mundo perfeito. "Por que você acha que nós trabalhamos tão duro para conseguir um mundo equilibrado?"

Ela olhou para sua caixa de comida antes de olhar para a tela da televisão. Ela viu o Hortelino correndo atrás do Pernalonga com uma shotgun enquanto passava por placas que diziam 'Temporada de Coelhos'.

"É um objetivo." Ela simplesmente respondeu. "Nós nos esforçamos para alcançar nossos objetivos. É algo que nos mantém ocupados... nos torna humanos."

"Sabe, você nunca fala sobre seus pais." Ele soltou a pergunta. Ele sempre mencionava seus pais, mas ele raramente tinha ouvido falar sobre os dela. Ele achava que era uma maneira de dizer que ela não pensava sobre os pais dela da mesma forma que ele pensava sobre os dele; com admiração e motivação. Alguns segundos se passaram e ele percebeu como ela estava calada. "Assunto delicado?" Ele perguntou gentilmente com uma voz que enviou borboletas através de seu estômago.

"Não é que eu não quero falar sobre eles..." Ela apertou os lábios, sem saber o que dizer.

"Se você não quer falar sobre isso, não precisa." Ele não tinha certeza se ele estava pondo o pé em território perigoso, mas ela não estava exatamente louca para mudar de assunto.

"Vamos apenas dizer que eles estão em um lugar melhor agora." Ela vagamente o informou.

"Eu sinto..." Ele queria se desculpar, mas vendo o olhar vidrado que ela dirigia à televisão ele desistiu. "JARVIS descobriu uma coisa hoje." Ele agiu como se a conversa não tivesse acontecido.

"Oh?" Ela infelizmente fez o mesmo.

"Sim. Ele disse que o seu gato gosta de dormir fora—"

Ela bateu em suas costelas. "Meu Deus, Tony, ele está realmente intimidando você?" Ela não pôde deixar de sorrir para ele.

"Ele provavelmente vai deixar seus amigos gatos entrar depois de você adormecer. Entrará alguns gatos ninjas com nunchucks e alguns gatos ninjas com espadas..." Tony continuou e continuou falando sobre o gato.

Pepper quase achou que ele estava com ciúmes do felino, mas isso era impossível. Tony Stark pode ser um narcisista, um gênio, e talvez um pouco louco, mas ele está longe de ser um homem ciumento de um animal de estimação.

Meia hora e um pouco de desenho com comida chinesa depois, Tony e Pepper relaxaram no sofá na frente da televisão com dois biscoitos da sorte. Pepper estava encostada ao lado de Tony enquanto a mão dele estava estendida sobre sua cintura. Ela enfiou a mão na sacola que estava sobre a mesa de café e tirou dali um biscoito da sorte.

Quando ambos mastigavam a sobremesa, eles pegaram o papel da sorte, perguntando-se o que eles tinham a dizer sobre a sua vida.

"A riqueza será menos importante no seu futuro." Tony leu. Ele baixou o pedaço de papel e piscou. "Bem, isso não está errado."

Pepper sorriu para ele quando ela pegou seu papel da sorte. Ela o leu duas vezes em sua cabeça e deu um sorriso surpreso.

"O que ele diz?" Ele apertou sua cintura.

"Ele diz que eu preciso fazer o meu patrão ir para suas reuniões, e fazê-lo prestar atenção." Ela disse, olhando para ele.

"Engraçadinha". Ele disse sem rodeios. "Eu entendo. Você não quer me dizer."

"Eles dizem que você tem que comer o biscoito inteiro para que seu destino se torne realidade."

"Bem, eu acho que o meu destino já se tornou realidade."

Pepper colocou seu papel da sorte no bolso de sua calça, passando descaradamente na frente de Tony para provocá-lo. Ela reprimiu um bocejo e estreitou os olhos para a televisão. Suas ações foram feitas para provocá-lo, mas quando ele demostrou não ligar, ela começou a se esquecer da provocação. O papel dizia que sua sorte estava apenas começando. Não era uma coincidência, ou algo vago, mas foi um pouco agradável ler aquilo enquanto ela estava com Tony.

"Quer passar a noite aqui?" Ela perguntou para ele.

"Uh, sim." Ele acenou com a cabeça. Do rosto dela, seu olhar passou para outro lugar, prestando a atenção no gato que estava lambendo suas patas. "Ele não vai se juntar a nós, né?"

"Jasper geralmente dorme no meu quarto." Ela respondeu, dando sinal que iria se levantar.

"Hoje pode ser a noite onde ele não dorme no seu quarto?" Ele sugeriu. Ele jogou as caixas de comida nas sacolas enquanto encarava o gato. Pepper caminhou ao redor da mesa e segurou outro bocejo.

"Você age como se você estivesse sendo ameaçado por ele." Ela sorriu brincando.

Tony a ignorou e continuou olhando para Jasper. Ele amarrou os sacos plásticos e pressionou os lábios. "Rhodey sempre diz que eu encontro inimigos em lugares estranhos." Ele resmungou para o gato.

O gato pulou de seu arranhador e parou atrás de Pepper, ignorando Tony como se ele não tivesse dito nada, sem se importar. Depois de Tony limpar tudo, ele se juntou a Pepper no quarto e encontrou-a já de pijama. Enquanto ele estava ocupado na cozinha, ela aproveitou para colocar uma camiseta azul e shorts pretos. Seu cabelo estava solto, caído confortavelmente em seus ombros. Ela coçou a parte de trás de sua cabeça, sem saber quão bonita ela pareceu aos olhos de Tony.

Ele notou a falta de roupas que ele trouxe para se trocar. "Você tem algum moletom para me emprestar?"

"Sim". Ela sorriu docemente para ele e caminhou até a cômoda. Ela abriu uma das gavetas e jogou-lhe uma calça de moletom cinza. "Elas são suas na verdade."

Soou um pouco romântico ouvir Pepper dizer que ela tinha uma de suas roupas. A sensação de calor se espalhou através dele quando ele pegou a calça. Ele olhou para a calça e acenou com a cabeça para si mesmo. Sim, aquela calça era definitivamente dele. "Como é que você tem um dos meus moletons?"

"Eu acidentalmente o trouxe quando saí de sua casa para vir aqui." Ela simplesmente disse, passando por ele.

"Só de pensar em seu corpo em minhas roupas já me excita, Potts." Ele sorriu maliciosamente, deixando o moletom em cima da cama. Ele começou a retirar seu cinto e retirar suas calças. Pepper, por outro lado, estava no banheiro, removendo a maquiagem.

"Tony, você pode me fazer um favor e alimentar meu peixe rapidinho?" Ela gritou do banheiro.

Ele olhou para cima; ainda curvado sobre a cama e franziu as sobrancelhas. Ele estava perto de sua cama, de cueca xadrez, incapaz de recordar qualquer avistamento de um peixe. "Peixe?" Ele ponderou por um segundo. Ele rapidamente colocou a calça de moletom e retirou sua jaqueta, calça, cinto e meias; colocando-as na cômoda próxima a cama.

"Eles estão na prateleira." Ela gritou novamente.

Tony virou a cabeça e viu a prateleira que ela estava falando. Ele deu uma olhada e viu o pequeno tanque. Ali estavam dois lebistes e um camarão fantasma. Um dos lebiste era coincidentemente vermelho claro, e o outro uma cor amarela - laranja. Ele viu um pequeno saco de alimentos ao lado do tanque. Ele abriu o saco e colocou dois dedos dentro. Ele pegou uma pequena porção do alimento e os jogou em acima dos peixes. Ele fechou o saco e viu os dois lebistes girando em torno de si mesmos, lutando pela comida. O camarão fantasma, por outro lado, os pegou rapidamente com suas garras minúsculas.

Pepper entrou no quarto com seu cabelo num rabo de cavalo. Tony a viu pelo canto do olho e começou a virar a cabeça. Era triste ver seu cabelo preso novamente. Ele saiu de perto do tanque e casualmente a perseguiu. Pepper foi arrumar suas roupas de antes ali jogadas. Ela estava de costas para Tony, o que lhe permitiu envolver carinhosamente seus braços ao redor da cintura dela e puxá-la contra seu corpo.

"Você sabe que eu não gosto quando seu cabelo está preso." Ele sorriu, dando um beijo em sua bochecha.

Pepper sorriu para si mesma e retirou o laço do cabelo, revelando seu cabelo claro e macio. "Feliz?" Ela sentiu seu abraço apertar.

"Sim". Ele sorriu carinhosamente. "Você sabe que eu não gosto quando você está vestida." Não custa tentar — ou assim ele pensava.

"Boa tentativa". Ela sorriu, sentindo o aperto sobre sua cintura afrouxar-se. Ele caminhou ao redor da cama e deitou-se sobre o lado direito, esperando que ela se juntasse a ele em breve.

Quando Pepper finalmente se juntou a ele em cima da cama, ela pegou seu blackberry, pressionando já suas teclas. Ele suspirou profundamente e pensou em lançar seu celular através do quarto - é claro, isso não iria dar certo com ela.

"Eu pensei que você tinha dito 'sem coisas relacionadas ao trabalho'." Ele ergueu uma sobrancelha para ela.

Ela deitou a cabeça contra a cabeceira da cama e sorriu para ele secamente. "Você disse que eu não poderia falar sobre qualquer coisa relacionada ao trabalho. E eu não estou."

"Pepper..." Ele resmungou, esperando que ela largasse o celular. Depois de mais alguns segundos de espera, ele decidiu tomar medidas mais drásticas. Ele começou a se aproximar mais dela. Seu braço envolveu sua cintura e puxou-a para mais perto dele.

Ela ainda não soltou seu Blackberry.

Tony começou a apertar sua cintura carinhosamente. "Você não pode fazer isso na parte da manhã?" Ele fez beicinho, olhando para ela.

"Sim, vou fazer isso na parte da manhã, Tony." Pepper olhou para ele, dando-lhe um olhar profundo. "Só mais uma, ok?"

"Tudo bem." Ele resmungou, retraindo o braço de sua cintura. Foi só um momento depois, quando sentiu o braço dela descansar em seu peito, e seu rosto se aninhar contra seu tórax. Ele sorriu para si mesmo e fechou os olhos. Ele ocasionalmente saboreava esses momentos que tinha com ela, principalmente porque eles raramente tinham a oportunidade de passar algum tempo juntos, pacificamente.

"Hum, isso é bom." Ela murmurou contra seu peito.

"Aham". Ele sorriu e passou um braço em torno do ombro dela, apertando-o levemente. "Sabe, se JARVIS estivesse aqui, poderíamos facilmente apagar as luzes. Nós não teríamos que nos mover um centímetro."

"Digo mais uma vez, você não tem permissão para instalar o JARVIS em meu apartamento." Ela rosnou.

"Ele pode protegê-la—" ele tentou protestar.

"Eu tenho certeza que ele pode." Ela disse de uma vez para calá-lo.

"Jasper, por outro lado—"

"Tony..." ela resmungou, empurrando um pouco seu peito.

"Tudo bem, tudo bem." Ele apertou os lábios. Tony virou a cabeça para pressionar um beijo no topo da cabeça dela. Quando ela apertou-o de volta, os dois ouviram um miado baixo. Tony murmurou para si mesmo, Pelo amor... Eu juro por Deus, se esse gato—

Jasper saltou sobre eles na cama e começou a andar entre eles, fazendo com que Pepper se afastasse do lado de Tony. Ele amaldiçoou o maldito gato sob sua respiração enquanto o calor de Pepper já fazia falta.

"Olá, Jasper." Pepper cumprimentou o gato com um sorriso. O gato parou bem no meio do casal, e miou uma segunda vez, desta vez para Pepper.

Tony estreitou os olhos para o gato quando Pepper acariciou a cabeça dele levemente.

"Ele está mesmo fazendo isso?" Ele resmungou com raiva.

"Ele é um gato, Tony." Ela repreendeu-o levemente.

"Um gato que claramente não me quer perto de você."

Pepper deu uma olhada para Tony e percebeu o aumento de sua irritação com o gato. Tony suspirou alto o suficiente para Pepper ouvir, e então, rolou de costas. Pepper olhou para o gato e percebeu as semelhanças entre eles: ambos se importavam profundamente com ela. É apenas uma noite, ela disse a si mesma.

Ela acariciou as costas do gato e se levantou. "Vamos, Jasper."

Tony olhou para o par e observou os esforços de Pepper na tentativa de por o gato para fora de seu quarto. Uma vez que o gato tinha passado da porta, ela fechou-a levemente e pulou de volta para a cama.

"Satisfeito?" Ela perguntou-lhe, abraçando–o pelas costas.

Ele sorriu um pouco e passou o braço em torno do ombro dela para que ela descansasse sua cabeça ali. Ele virou a cabeça para descansar o queixo em cima da cabeça dela, e fechou os olhos. Eles ficaram lá por um minuto, apreciando a presença um do outro.

"Finalmente", ele sorriu e depositou um beijo do lado de sua cabeça. "Ter você só para mim."

Tony Stark a essa altura, já tinha se esquecido do seu acidente com o rival de seu pai e sua filha. Daquele dia em diante, ficara fácil esquecer seus constrangimentos do passado, principalmente porque ele tinha alguém para conversar sobre eles. Pepper era sua essência, o seu único propósito para existir. Ele não conseguia pensar em uma maneira melhor para passar o tempo do que gastá-lo com Pepper. Ele amava sua presença, principalmente porque ela acalmava-o, de uma maneira ou de outra.

De qualquer maneira, ele sabia que essa noite tinha sido um passo especial em seu relacionamento, e ele estava satisfeito. Ele também aprendeu quatro coisas: Pepper adora água, ela tem peixes coloridos com as cores do Homem de Ferro, ela tem um vizinho cego que o odeia, e ela tem um gato chamado Jasper, que também o odeia.


Curiosidades:

chow mein*: é um termo americano para um prato chinês com macarrão frito, que por acaso, há muitas variedades.