Minha amada Ivys, aqui esta mais um capitulo de sua fic, eu sei que esta pior que mocotó! Mas esta sendo preparado sempre com carinho!
Misha não deixou Jensen pilotar, mas colocou o loiro na garupa e seguiram para a casa de Jared. Para onde o loiro correu, descendo da moto, antes mesmo dela parar totalmente.
Michael encontrava-se no meio da sala e segurava uma seringa. Jensen correu para o andar de cima com esperança que o moreno tivesse escondido por lá, mas ele sabia que era uma falsa esperança.
- Seu desgraçado! – Gritou o loiro nocauteando Michael. Misha começou procurar alguma pista, mas realmente eles não sabiam o que procurar. – O celular! Não estou vendo ele por aqui. – Disse o loiro dentro do seu desespero. – O aparelho dele é daqueles modernos que podem ser localizados em caso de roubo, precisamos apenas do contato com a operadora...
Misha ligou para o FBI, era o caminho mais rápido. – Como assim? – Gritou o moreno. – Isso é urgente! Vocês sabem quem eu sou! Droga, isso não é momento de burocracia!
- O que esta acontecendo?- Perguntou Jensen.
- Eles querem o código secreto que todo agente da ativa tem, e nós estamos desligados da força. – Explicou Misha. – É a idiota da Conce. – Conce era afim do Misha e nunca o perdoou por ter ficado com Chris.
Jensen se ajoelhou ao lado de Michael que continuava desacordado e o pegando pela gravata começou a bater no rosto do agente, tentando acordá-lo. – Acorda seu desgraçado, faz algo de útil com essa tua vida.
- Calma Jensen, assim você vai matá-lo. – Disse Misha segurando o braço de Jensen que ia dar outra tapa no rosto já quebrado de Michael. – Vou ligar para o Jeffrey.
- O que está acontecendo? – Perguntou Tom que chegou naquele momento, olhando Michael desacordado.
- Depois te explico. Precisamos localizar o telefone do Jared, mas somente agentes ativos podem conseguir isso. – Explicou Misha dando o telefone para o Tom.
- Ok. – Falou Tom depois de passar as informações para a central. – Vamos para o carro, eles mandaram a localização via satélite.
- Vamos com carro do Jared, Jensen pegue a chave. – Disse Misha, pois o carro do moreno era melhor para percorrer aquelas estradas. Tom passou o rádio e seguiram para onde o celular se encontrava.
Jensen se encontrava calado, mas contra a sua vontade as palavras lidas no relatório do legista sobre os detalhes dos assassinatos, dançavam em sua mente formando um filme de terror, cujas vítimas tomavam o rosto de Jared.
"Foi aplicado na vítima um anestésico, de uso veterinário, muito comum na região. Usado em seres humanos age de imediato, podendo até causar morte instantânea. O que aconteceu com a primeira vítima, ela não sofreu com as sequências do ritual." Lembrar-se dessas palavras enlouqueciam Jensen, que rezava para o Jared tivesse sido forte o bastante. Mas o medo dominava seu coração, afinal o moreno já tinha recebido uma dose de anestésico naquele dia em virtude do corte na cabeça.
- Jared? – Jensen sorriu ao ver o telefone tocar com o nome do moreno no visor. Mas seu sorriso morreu ao ouvir aquela voz disfarçada e cruel.
- Aplique a injeção nesse amaldiçoado! Ele tem que estar acordado para ouvir a palavra de Deus. – Dizia uma mulher do outro lado da linha. – E você procure Deus e se salve antes que seja tarde demais. – Jensen ouviu sons estrangulados de alguém, que o loiro reconheceu como sendo Jared.
"Eles acordam a vítima com uma injeção de adrenalina, isso pode causar uma parada cardíaca. A segunda vítima morreu de um ataque de coração."
- Idiota, eles podem nos localizar, vamos acabar logo com isso. – Disse outra voz desligado o celular, e o sinal do satélite sumiu do GPS. Mas não foi problema, pois a localização já tinha sido feita antes do telefonema. Indicava um ponto dentro da floresta, com a chegada da noite, de difícil acesso.
Jensen que não percebia o quanto chorava.
- O Jared é forte, ele vai resistir, outros conseguiram. – Disse Misha, pois sabia o que passava na mente do amigo, pois tinha conhecimento dos relatórios.
"Não tem como saber o que é feito primeiro. O corte nos pulsos, são muitos profundos podendo aleijar a vítima, a queimadura com o ferro em brasa no lado do tórax, com o versículo, Lv 20:13. A única certeza que se ela sobreviveu até esse momento, a dor foi muito forte. Tanta que nos dois últimos corpos, que não morreram durante o processo, os lábios estavam feridos com suas próprias mordidas, em uma vão tentativa de alivia-la."
- O satélite indica uma clareira, estamos perto. Eles não podem ir mais longe, o Jared é pesado. – Disse Misha. – Seguiremos a pé. Peguem a lanterna!
Um helicóptero sobrevoa o local indicando que os reforços chegaram. Com arma em punho eles desceram do carro e localizaram uma clareira, ainda com pegadas. Pelas posições pareciam que carregavam algo pesado e distribuíam o seu peso entre si, e outras mais a frente como se guiando o caminho.
Os três caminhavam pela floresta quando enxergaram uma fogueira ao longe, correram na direção desta, ao chegarem perto, Jensen sentiu como se alguém, com as próprias mãos, esmagassem o seu coração, lhe retirando todo folego e acrescentado toda dor do mundo.
O grupo de assassinos não se encontravam mais, porém deviam estar perto. Tom ligou alertando sobre a fuga e indicando a localização para os socorristas.
De joelhos Jensen tocou o corpo nu de Jared, amarrado de braços abertos e ajoelhado, junto a uma cruz de madeira, tentando encontrar vida.
- Jensen! – A voz de Jared saiu em um sussurro dolorido, buscando ar, depois que Jensen retirou a página da bíblia embolada de sua boca. Dos pulsos do moreno escorriam um sangue vivo e com ele a vida se esvaia junto.
- Calma, meu amor. – Disse o loiro entre lágrimas, cortando a corda que prendiam seus braços. O deitou em sua jaqueta, prestando os primeiros socorros. Mas Jared não respondeu, pois se encontrava inconsciente, e pela perda contínua de sangue, logo entraria em choque. O cheiro de carne queimada, devido à marcação com ferro em brasa, invadia as narinas de Ackles, reforçando todo o terror e dor que Jared sofreu e ainda sofria.
"Foram encontrados rastros de anticoagulante na terceira vítima, e dessa maneira garantiram a hemorragia. Parecia que estavam com pressa, e aceleraram a sua morte."
Tom retirou o seu casaco e cobriu Jared para amenizar o frio enquanto o socorro não chegava.
Os paramédicos chegaram, colocaram Jared na maca, e mesmo com os socorros de Jensen ele não parava de sangrar. Andaram o mais rápido que podiam pelo terreno acidentado da floresta, até uma clareira onde foram lançados cabos para içar a maca com o moreno.
Jensen por ser médico foi junto com Jared, pelo seu treinamento no FBI subiu sem problema pelo cabo até o helicóptero.
Tom se juntou as equipes de busca e Misha pegou o carro se dirigindo para Regency. Precisava ver a situação do amigo e aquela caçada para ele não interessava, já não fazia parte do FBI, e as horas daqueles animais estavam contadas.
Vestindo seu profissionalismo o máximo que pode, Jensen relatou ao colega, Dr. Gale Harold, as drogas que poderiam estar no sangue de Jared.
- Dr. Ackles, será necessário aplicar um coagulante, mas o risco de uma parada cardíaca é alto. – Explicou o médico, porém o loiro sabia disso.
O helicóptero era bem equipado, mas não deixava de ser uma roleta russa para o moreno. Por sorte Jared reagiu bem, e logo o sangramento parou. Mas a perda de sangue foi tamanha que talvez não chegasse vivo no hospital.
- Nós temos o mesmo tipo de sangue. – Disse Jensen, pois como policial ao lado do nome de Jared existia seu tipo sanguíneo.
- Faremos uma transfusão à moda antiga: braço a braço. Infelizmente não teremos como controlar a quantidade. – Disse Dr. Harold.
- Tire o necessário para mantê-lo vivo. – Falou Jensen. O Dr. Harold tentou interromper o fluxo de sangue, mas o loiro o impediu. – Eu aguento mais um pouco.
Gale deu Graças a Deus quando o Helicóptero pousou no alto do hospital em Regency, pois se demorasse mais um pouco teria dois doentes.
- Chegamos. E já temos bolsas de sangue à espera. – Falou o médico, interrompendo a doação de Jensen, que tentou sentar mais sentiu sua cabeça rodar. Isso o impediu de seguir com Jared.
Jensen teve de ficar em observação para se recuperar, foi ameaçado de ficar amarrado na cama, caso não ficasse quieto. Mas logo o o liberou, pois ele não deixava ninguém chegar perto e não descansava. Estava enlouquecendo as enfermeiras, e o velho médico achou melhor mantê-lo perto do moreno. Nem Misha conseguiu lhe acalmar.
- Jensen ali no posto da enfermagem tem um lanche bem nutritivo, vá lá e coma. – Disse . – Agora! – Falou quando o loiro não se mexeu do lado do leito em que Jared se encontrava, o moreno estava todo ligado a aparelhos, os batimentos cardíacos irregulares o preocupavam.
- Qual o quadro geral? – Perguntou, acariciando levemente o peito de Jared contornando o dedo pelos eletrodos que ali se encontravam.
- Vamos nos alimentar que te explicarei. – Disse Pileggi.
- Não estou om fome. – Respondeu Jensen.
- Você não mudou nada. Sempre perde o apetite diante de algum problema. – Disse o médico. – Mas você tem que estar forte, ele pode precisar muito de você.
- Eu sei. – Falou o loiro resolvendo seguir o médico.
- Jensen, você como médico tem a consciência que chega um momento que temos apenas de esperar. Jared está estável e sendo medicado, os riscos ainda existem, não sabemos se há algum problema neurológico mais grave, isso somente quando ele acordar. Os cortes nos pulsos, não atingiram nenhum nervo. Tenho quase que certeza que ele sairá dessa. Juventude e saúde ele tem. –Explicou o médico. – As drogas aplicadas nele estão perdendo a força, e aí os riscos serão quase nulos.
Jensen se forçou, mas conseguiu comer o suco e o sanduiche natural que lhe foi servido. Já era madrugada e realmente se sentia fraco, com a falta de alimentação e a doação de sangue sem monitoramento necessário.
Bebia o último gole quando o som que agitava toda uma UTI soou, indicando urgência e para Jensen aquele som foi um soco no seu estômago, pois era o quarto de Jared.
- Parada cardíaca! – Gritou Pileggi. – Preparem, no três, vai! – E o choque balançava o corpo do moreno. – Mas uma vez! – E novo choque. Jensen não segurava as lágrimas diante da cena, e sentiu seu corpo escorregando junto à parede. As ações dos médicos e enfermeiros pareciam em câmera lenta diante dos seus olhos. – De novo! – E o bip do coração voltou a funcionar para o alívio da equipe e principalmente para Jensen, que se levantou e correu para o banheiro vomitando tudo que tinha comido até o momento.
Cambaleante voltou para o lado do moreno, privilégios de médico. – Não faz isso comigo. – Pedia baixinho junto para Jared, o loiro estava se sentindo tão fraco que estava de joelhos.
- Jensen, venha descansar, deixa o corpo dele reagir, tenha calma. – Dizia Pileggi. – Você vai ficar doente assim. – Mas o loiro não se afastava da cama.
O velho médico estava preocupado com a pressão do moreno, mas não queria aplicar nenhum remédio para controlar, mas se não estabilizasse teria que fazer isso. Com pesar sabia que Jensen não estava alheio a isso, pois percebia o olhar do loiro no monitor. O garoto era um médico nato. Apesar do desespero, estava consciente do que realmente acontecia, e talvez isso apenas aumentasse o sofrimento, às vezes a ignorância é melhor, acalma.
- Meu filho. – Disse um homem, ao mesmo tempo lhe preparando o braço para aplicar uma injeção.
- Pai? – Falou o loiro. – Eu não quero ficar longe dele. – Disse, mas sem tirar o braço. Pileggi chamou Roger, pois Jensen sempre foi um paciente impaciente, apenas o pai dele conseguia conte-lo. – Eu...
- Você não vai, vou te colocar nesse leito aqui do lado. – Falava Roger com calma e carinho, injetando o sedativo no loiro. – Você precisa descansar. – E com firmeza o ajudou a ficar de pé e o deitou na cama ao lado de Jared, colocando um soro em sua veia.
- Está decepcionado? Por me ver chorando apaixonado por um homem? – Perguntou o loiro quase adormecendo.
- Feliz por lhe ver novamente de médico, infelizmente nessa circunstância. – Jensen estava vestido o uniforme verde dos médicos da UTI. – Não se preocupe com o rapaz aqui, ele com certeza vai sair dessa, afinal quem não sairia sabendo que tem um médico lindão lhe esperando? Vou cuidar muito bem do meu genro. – Disse Roger fazendo o loiro dar um sorriso fraco antes de fechar os olhos.
Jensen acordou sem noção nenhuma de tempo e sentiu seu coração falhar ao olhar para o lado e ver a cama vazia de Jared.
Continua em flash back.
N.A.: Gente, depois de tanto tempo e eu sei que esse capitulo esta horrível, não gostei mesmo, e não é por que o loiro esta sofrendo, não gostei, então desculpa pela demora e pelo capitulo, mas os outros não irão demorar tanto, pois em relação as fic, estou com apenas duas sendo postadas, então a coisa anda mais rápido.
Em relação as respostas dos reviews, a vida esta corrida, eu gosto muito de receber, mas nem tenho cara de pedir, pois não estou respondendo como devia, mas se você querem fazer uma loira feliz, comentem, pois prometo que sempre vou responder, demoro, perceberam? E eu queria atualizar logo! Cara de cachorrinho!
Mil beijos a odos que acompanham!
Notas de correções da beta:
(Perdeu pro loirão gostoso!) Sobre a Conce
(Pelo menos eram vítimas lindas) Ainda bricando não esta sofrendo muito.
(Misha lindo... Apoiando nesse momento! Tão fofo!) Ao consolar o amigo.
(Loirão desesperado. Não sabe que a autora sempre salva os mocinhos? E isso inclui meu morenão lindo! Inclui né?) Tentando me comprar para salvar o Jared.
Um agradecimento especial para essa minha anja, pensa em uma mulher ocupada? Pois é é ela! As vezes até quero tirar o peso das costas dela e postar com todos os meus erros, mas ela não aceita! Então posto com os dela, apareço de inocente! Beijos minha Anja! Obrigada e Te Amo!
