Rachel estava agora em cima do palco, fazendo sua apresentação. Kurt havia feito a dele logo antes, sendo tão bom quanto foram todos os outros integrantes do Glee Club. Porém, sentado na mesa, Jesse a observava encantado. Em sua opinião, salvo ele mesmo, nenhum outro havia chegado aos pés dela. A voz melodiosa de Rachel embalava os casais numa dança romântica, criando o clima perfeito. Ele gostaria de poder estar dançando aquela música com ela.

Rachel tinha uma espécie de áurea que o atraía. Jesse queria ficar com ela de verdade. Sabia que Finn Hudson ainda era uma ameaça, vira-os dançando juntos, enquanto ele cantava, e não gostara nem um pouco. Tinha que ficar de olhos bem abertos. Jesse pretendia ir junto com Rachel para Nova York, como um casal. Formariam o casal mais promissor e badalado da Broadway. Sorriu ao imaginar esse momento.

Notando que a música dela já estava prestes a terminar, Jesse se levantou e caminhou entre as pessoas para chegar ao palco. Queria dar uma amostra àquelas pessoas da química que os dois possuíam, da sintonia e da harmonia. Ao vê-la entoar a última nota musical, subiu no palco e pegou um microfone. Não estava planejado que eles cantariam juntos, então Rachel o olhou estranhada. Chegou perto dela e informou a música que gostaria que cantassem. Rachel acabou concordando, começando a cantar ela mesma. A banda que tocava os instrumentos, por não ter ensaiado aquela música, acompanhou apenas no coro de fundo.

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark
Finally, I can see you crystal clear
Go head and sell me out and I'll lay your ship bare

See how I'll leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and its bringing me out the dark

The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love, they leave me breathless
I can't help feeling

We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

Baby, I have no story to be told
But I've heard one of you and I'm gonna make your head burn
Think of me in the depths of your despair
Making a home down there, as mine sure won't be shared

(You're gonna wish you never had met me)
The scars of your love remind me of us
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
They keep me thinking that we almost had it all
(You're gonna wish you never had met me)
The scars of your love, they leave me breathless
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
I can't help feeling

We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

Could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
But you played it with a beating

Throw your soul through every open door
Count your blessings to find what you look for
Turn my sorrow into treasured gold
You pay me back in kind and reap just what you sow

(You're gonna wish you never had met me)
We could have had it all
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
It all, it all, it all
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

Could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand

But you played it
You played it
You played it
You played it to the beat

Finn assistiu Rachel e Jesse cantarem. Já não estava mais dançando com Quinn, estava sozinho, de pé em um canto afastado do ginásio. Com as mãos nos bolsos, ele apenas ficou lá olhando, odiando ter que admitir que os dois combinavam juntos. As coisas seriam muito mais fáceis para Finn se eles não formassem uma dupla tão boa, mas o fato era que formavam.

E, para piorar, a letra daquela música parecia ter sido feita especialmente para aquele momento que ele estava vivendo. Ele e Rachel podiam mesmo ter tido tudo. Mas Finn meteu os pés pelas mãos e agora ela não queria mais que ele se aproximasse. Ao ouvir a música, Finn temeu que os sentimentos, que ela podia ter desenvolvido por ele, tenha acabado virando ao avesso, depois dele ter feito tantas burradas. Talvez agora ela já não gostasse mais dele, pelo contrário. Talvez até mesmo gostasse de Jesse St. James.

– É, eu sei. – Kurt chegou ao lado de Finn e falou para ele. – Eles são realmente bons juntos. Musicalmente falando, é claro. – adicionou, não querendo que Finn entendesse errado e se chateasse.

Na mesma posição que estivera há um bom tempo já, Finn continuou olhando o casal em cima do palco.

– Sim, são. – concordou, apático.

Kurt ficou encarando Finn por alguns momentos e decidiu perguntar algo que estivera considerando há algum tempo.

– Você sente algo por ela, não sente, Finn? – Kurt viu que Finn continuava sem ter nenhuma reação. – Pela Rachel? No começo achei que você era um babaca que ainda estava gostando da Quinn, mas a verdade é que eu me peguei me perguntando se os seus sentimentos não mudaram um pouco.

Kurt pensara que Finn ficaria feliz ao voltar com Quinn, mas não era o que ele havia demonstrado. Não perguntara nada a Finn, muito menos comentara algo com Rachel. Não queria fazê-la sofrer de novo, caso estivesse enganado mais uma vez. Ainda mais agora que ela parecia ter começado a seguir em frente e começado a se dar realmente bem com Jesse.

Finn balançou a cabeça de um lado para o outro, ainda olhando para a dupla de cantores.

– Não importa.

Foi embora dali antes que Kurt pudesse dizer mais alguma coisa, querendo ficar sozinho.


Algum tempo depois, Mercedes e Kurt voltaram ao palco e agora cantavam juntos uma música animada. Rachel e Jesse também haviam voltado para a pista de dança e se divertiam, pulando ao som da música. Ela estava passando ótimos momentos com ele. Chegou uma hora que nem se importava mais se Jesse insistia em tocá-la e abraçá-la todo o tempo. Pelo contrário, até ela estava se permitindo fazer o mesmo algumas vezes. Nem sequer estava ligando para Quinn e Finn, os quais estavam dançando também ali por perto.

Mentira, olhara algumas vezes naquela direção sim, mas desviava rapidamente o olhar quando via que Finn também estava olhando. Ainda estava meio abalada com o que ocorrera mais cedo, quando ele a puxou para dançar e falou aquelas coisas. Mas Rachel tinha prometido a si mesma que não o deixaria atrapalhar sua noite. Sim, era verdade, ter dançado com ele na noite do baile foi como um sonho realizado, mas e daí? Pensou ela, irritada. Já estava mais do que cansada de perder tempo sonhando com Finn Hudson. Procurou não dar demasiada atenção ao ocorrido. Ainda mais porque agora ele já estava lá dançando com a namorada de verdade de novo.

Finn, por sua vez, estava ficando irritado com as mãos de Jesse. Será que ele não podia mantê-las afastadas de Rachel? E quanto a ela? Não podia fazer alguma coisa para impedir? Por mais que Finn quisesse colocar na cabeça que não tinha o direito de interrompê-los, ainda mais estando com Quinn, a irritação estava começando a nublar sua mente e ele já não conseguia pensar direito.

A respiração dele já estava ficando pesada e o ele estava se corroendo por dentro. Só conseguia pensar em socar a cara daquele safado. Não aguentou mais quando viu que Jesse não se conformou apenas com as mãos e enterrou o rosto no pescoço de Rachel com vontade. Um pouco surpresa, Rachel tentou afastá-lo mais, porém, Jesse continuava assaltando aquela região dela, fazendo sabe-se lá Deus o quê com a boca. As emoções de Finn entraram em ebulição e, sem conseguir medir as consequências, foi reto até o casal. Viu como Quinn ficou sem entender nada, mas ele nem se importou.

Chegou até Jesse e Rachel e os separou, empurrando-o.

– Finn! – Rachel exclamou ao vê-lo.

– Mas que diabos foi isso, Hudson? – Jesse perguntou, exaltado.

Finn olhou diretamente para Jesse.

– Comporte-se, cara.

Insatisfeito com a interrupção e mais ainda com a intromissão, Jesse falou:

– Não é problema seu.

– Bom, essa aqui é minha escola, então é da minha conta!

Jesse apontou para Rachel, atrás dele.

– Essa não é sua namorada, então cai fora. – falou e começou a dar as costas para Finn, querendo ficar novamente de frente para Rachel.

Mas Finn não achou ainda que o assunto estava encerrado e o empurrou pelo braço de novo. Jesse se virou para ele outra vez.

– Não empurre!

A essa altura, Quinn também estava lá e tentava impedir que o namorado fizesse mais alguma coisa.

– Finn, você vai arruinar tudo! – ela não podia deixar que eles brigassem e Finn a fizesse correr o risco de ficar sem a coroa.

Mas ele e Jesse já estavam se empurrando e a confusão parecia estar formada. Rachel tentava afastar Jesse ao mesmo tempo em que Quinn tentava segurar Finn, mas elas não tinham força o suficiente para impedi-los.

– Parem! Parem com isso! – Rachel gritou, tentando ser ouvida por cima da música. A maioria das pessoas em volta ainda não tinha percebido o que estava se passando, muito menos Mercedes e Kurt, que continuavam cantando.

De repente, Finn tentou acertar o rosto de Jesse com um soco, mas o garoto conseguiu desviar bem na hora, fazendo uma expressão de indignado e inconformado logo depois.

– Está louco? – Jesse berrou. – Quer arruinar o meu rosto?

– É, isso é exatamente o que eu quero fazer!

– Eu tenho uma carreira pela frente, idiota! – Jesse ainda berrava.

– Ah, é mesmo? – Finn perguntou, fingindo estar preocupado. – Pois eu não poderia me importar menos!

Jesse ia partir para cima de Finn de novo, quando Sue Sylvester chegou onde eles estavam, impedindo que a briga continuasse. Horrorizada, Quinn viu como a treinadora agarrou os dois pelos braços e anunciou que ambos estavam expulsos da festa. Desesperada, tentou avisar a Sue que aquilo a faria praticamente perder a coroa, mas ela não deu a mínima bola e levou os brigões dali.

Completamente paralisada, Quinn demorou uns instantes até voltar a reagir. Então, olhou para Rachel, que também permanecera plantada ali, e sentiu a raiva emergir.

– É tudo culpa sua! – bradou, enraivecida, apontando o dedo para a outra.

– Não, Quinn... – Rachel começou a protestar, mas Quinn saíra correndo, deixando-a falando sozinha.


– Mas o que diabos aconteceu, Rachel? – Kurt perguntou a ela, depois que ele e Mercedes terminaram de cantar e desceram do palco, encontrando-a no mesmo lugar em que ela estivera, desde que fora deixada sozinha. Ela já havia contado a eles sobre a expulsão de Jesse e Finn. – Por que eles foram expulsos?

Ainda aturdida com o acontecido, ela balançou a cabeça de um lado para o outro, lentamente.

– Eu não sei... – respondeu, meio vaga. – Eu estava dançando com Jesse... – tentou começar a explicar. – De repente, Finn apareceu do nada e começou a empurrá-lo, mandando-o... Se comportar, ou algo assim...

Kurt e Mercedes ouviam a explicação atentamente, mas Rachel parou de falar, ficando com a testa franzida e olhando para o nada.

– E? – Mercedes incentivou, impaciente para saber o resto.

Rachel voltou a olhá-los.

– E aí eles começaram a se empurrar. Finn quase deu um soco no rosto de Jesse. Eu e Quinn tentamos acabar com a briga, mas eles só pararam quando chegou a treinadora Sylvester. E aí ela os levou embora.

Kurt pôs uma mão na boca.

– Meu Deus.

– E agora? – Mercedes perguntou.

Rachel deu de ombros.

– Agora não sei. Eles já foram embora há algum tempo para falar a verdade, e eu fiquei aqui sozinha.

– E a Quinn? – Mercedes quis saber.

– Quinn ficou com raiva e saiu daqui dizendo que a culpa era minha. – Rachel soltou um som de incredulidade pela garganta. – Como é que a culpa pode ser minha? Estava tudo correndo bem com Jesse, até que Finn se intrometeu. – passou a mão pelo rosto. – Deus... Eu não tenho ideia do que aconteceu.

Kurt respirou fundo. Ali estava a comprovação de que Finn estava incomodado. Havia perguntado, mas ele não respondera. Porém, a prova estava bem ali. Agora, Kurt suspeitava que, simplesmente, chegou num ponto que ele simplesmente não conseguiu manter as emoções e os sentimentos controlados.

– Vamos embora. – ele falou às duas.

– O quê? – Mercedes estranhou.

– Vamos embora. A festa já deu o que tinha que dar. Nós já cantamos e agora podemos ir, vamos deixar que o resto do New Directions tome conta das músicas.

Mercedes olhou para Rachel, para saber o que ela achava. Rachel concordou com a cabeça e ela viu que não tinha mais escolha, não ia ficar ali sozinha.

– Então vamos.


A parte da dança do Jesse com a Rachel + a parte da briga entre Jesse e Finn, como vocês mesmos devem ter notado já, é bem parecida com o que realmente aconteceu no episódio do Glee.

Não é exatamente igual, mas é parecido sim, peguei ele como base.