Epílogo – Cinco anos depois…
"Quer mais gelo?"
"Não."
"Eu acho que você precisa de mais gelo. Sua testa está ficando toda brilhante."
"Deus, Alice, me deixe em paz."
"Não fique toda irritadiça, eu só estou tentando ajudar."
"Edward..." eu lamento. "A faça parar, por favor, Deus, faça-a parar."
"Alice", ele a repreende em tom de aviso, sua voz soando da minha direita, e os dois entram em uma discussão abafada que termina com ela bufando e dando a nós dois um olhar assassino. O que é perfeitamente bom para mim, porque pelo menos ela não está mais falando.
"Eu tenho certeza que se Esme quisesse que ela tivesse gelo, eles a trariam gelo", minha mãe diz razoavelmente do outro lado do quarto. Ela está sentada em uma pequena cadeira dobrável, parecendo fora de lugar com seu bronzeado, capris brancas e chinelos de dedo.
"Claro que trariam", meu pai concorda. Ele está de pé perto da parede, muito ansioso para se sentar, e verifica o relógio, possivelmente, pela milésima vez. "Onde ela está, afinal?" Seus olhos fazem uma varredura pelo quarto, como se esperasse que Esme saísse das sombras em um dado momento. Eles param em Edward. "Ela não deveria estar de volta?"
"A enfermeira irá chamá-la quando Bella estiver pronta", Edward explica.
"E se ela não chegar a tempo? Será que a enfermeira sabe fazer um parto?"
"Pai, está tudo sob controle", eu digo cansada. "Pare de se preocupar."
"A esposa do meu chefe teve seu bebê no carro, Bella. Apenas explodiu a coisa para fora como uma panela de pressão. Claro que eu devo me preocupar."
"Charles!" Minha mãe parece escandalizada, mas aparentemente não o suficiente para impedi-la de acrescentar, "Edward e Alice estão ambos aqui. Entre um médico e uma enfermeira, eles nunca deixariam Bella se tornar uma panela de pressão."
"Obrigada, mãe."
"Tudo o que eu estou dizendo é que devemos estar preparados para o pior", afirma o meu pai.
Mamãe e papai começam a brigar, como nos velhos tempos, e Alice bate o pé no chão em uma velocidade rápida, participando ativamente com um de seus hábitos mais irritantes. Edward esfrega a mão no meu antebraço, evitando a intravenosa, e diz no meu ouvido: "Eu posso expulsá-los, se você quiser."
Ele tem sido assim desde a gravidez: atencioso e presente, sempre certificando-se de que eu tenha o que preciso, garantindo que eu nunca carregue nada muito pesado ou que eu não fique de pé por muito tempo. Eu queria trabalhar até a data do parto, apesar dos protestos de Edward, mas no meu terceiro trimestre, Esme ficou do lado de Edward e eu fui vencida.
É engraçado como ela permaneceu como minha médica depois de tudo. Eu tentei mudar para outra clínica, mas eu tinha um amor verdadeiro pela dela - pela a cachoeira, a música suave, o café - que eu fui simplesmente proibida de me relacionar depois. Quando eu tentei fazer a minha próxima consulta com o Dr. Cooper, Esme deve ter roubado o meu arquivo, porque eu fui forçada a suportar outro exame desajeitado sob seu escrutínio.
Eu não tive coragem de dizer nada desde então. Especialmente desde a gravidez, o que trouxe lágrimas de alegria para seus olhos. Ela está tão entusiasmada com a ideia de fazer o parto do nosso bebê.
Acho que Alice estava certa sobre algumas coisas. Mas pelo menos agora eu não vou ter que escolher entre permitir Esme ou a minha mãe na sala de parto. Alice ficou francamente alegre sobre esse detalhe quando eu mencionei, exclamando: "Eu te disse que deixar Esme ser a sua médica tinha suas vantagens!"
A enfermeira chega e faz com que todos, exceto Edward saiam do quarto para que ela possa fazer um exame interno. Ele segura a minha mão, esfregando meus dedos com o polegar, e ela anuncia que estou com sete centímetros de dilatação antes de checar a minha intravenosa e sair do quarto.
Carlisle entra com o resto da tripulação, vestido de uniforme cirúrgico de azul-bebê com uma touca harmonizando na cabeça.
"Sete centímetros?" Eu ouvi dizer. "Você está tentando se segurar, Bella? eu tenho que fazer um reparo de válvula em uma hora."
"Você pode voltar quando terminar, pai", Edward diz cansado, respondendo por mim.
"O que? E ser a última pessoa a ver o meu neto?"
Carlisle assumiu que é menino desde que anunciamos a gravidez, mesmo que tenhamos decidido não descobrir o sexo até o nascimento. Ele disse uma vez que eu estou carregando a criança da mesma forma que Esme carregou Edward, seja lá o que isso signifique. Esme sabe o sexo, é claro, mas eu a fiz jurar sobre o seu amado Barefoot Contessa que ela não diria uma palavra para o marido.
"Oh, você descobriu que é menino?" Minha mãe diz entusiasmada.
"É claro que é um menino", Carlisle exclama em voz alta. "Olhe quão grande ela está!"
Um horror abafado cai sobre o quarto, e então todos o repreendem ao mesmo tempo. Eu só balanço minha cabeça, completamente surpreso.
Algumas coisas nunca vão mudar. Carlisle e eu continuamos com a brincadeira de insultar, para tentar obter o melhor do outro. Edward nunca entendeu, e ainda assim ele está sempre submetido a um absurdo de seu pai, aturando os insultos sutis de Carlisle e os absorvendo como um saco de pancadas. Mas eu há muito tempo descobri que isso só torna seu comportamento pior.
Carlisle me defendeu uma vez. Dois anos atrás, eu recebi a repreensão da minha vida de um médico sobre uma prescrição que não foi concluída no dia anterior. O médico culpou os enfermeiros em geral por nossa incompetência e insistiu para que eu ligasse para o supervisor e explicasse por que o paciente ainda tinha que fazer uma recuperação completa. Carlisle testemunhou o evento, levou o médico de lado, e logo em seguida eu recebi um breve pedido de desculpas do médico com a certeza de que ele iria cuidar do próprio problema.
Pode não parecer muito de uma pessoa normal, mas o breve ato de bondade de Carlisle provou que ele gosta de mim. Só um pouquinho.
Talvez.
O sentimento é mútuo, seja ele qual for.
Poucos minutos depois, Esme entra para me examinar e então é chamada para outra coisa. Carlisle diz a enfermeira para trazer-lhe uma xícara de café, e quando ela se recusa, ele desaparece para o refeitório. Emmett e Doutora Hale - Rosalie - aparecem meia hora mais tarde, apenas a tempo da enfermeira entrar e limpar a sala novamente.
Eu estou com nove centímetros de dilatação.
"A qualquer momento", diz ela alegremente enquanto descarta as luvas.
Eu estou nervosa e a minha boca está seca, mas não há nenhuma maneira de dizer nada para que Alice tente enfiar mais gelo na minha garganta. Eu achava que estava preparada para isso, que com as aulas de Parto e Nascimento que eu tive na faculdade e de ter me forçado a assistir novamente a cena sangrenta de parto do filme Grávida. Mas ninguém, nem mesmo horas e horas de sangue e coroamento poderiam me preparar para este momento da minha vida.
Assim que me trouxeram para a sala de parto, eu peguei Edward por sua camisa de manga comprida e disse-lhe para me dar uma maldita epidural o mais rápido possível e que eu não ligava para o que ele tivesse que fazer para consegui-la. Eu teria virado os olhos para qualquer coisa se fizesse a dor parar. Nunca passou pela minha cabeça dar a luz sem essa forma milagrosa de manejo da dor, especialmente porque as contrações me destroçavam de dentro para fora e ameaçavam dividir as minhas costas no meio.
Agora, eu mal posso sentir nada da cintura para baixo e as contrações não são nada, uma pressão indolor e maçante, cada magia indo e vindo com uma consistência cada vez maior. No pequeno monitor acima da minha cabeça estão os batimentos cardíacos do bebê, mais rápidos do que os meus, e eu pego Edward olhando para ele com frequência, os olhos deslocando para cima e suas características relaxam com cada olhar tranquilizador.
Eu disse a Edward que ele não tinha que assistir o parto - que eu não ficaria ofendida ou qualquer coisa - mas todo o processo de nascimento não pareceu incomodá-lo. Ele tem sido moderadamente calmo durante todo o calvário, mesmo quando as contrações começaram antes da minha bolsa estourar. Provavelmente tem algo a ver com o fato de ele ser médico, e você acha que eu estaria da mesma forma, sendo uma enfermeira, mas o pensamento de ter deu pênis rasgando e um bebê humano emergindo de lá faz minhas entranhas querer ter espasmos e morrer. Eu apenas assumi que ele se sentiria da mesma maneira.
A equipe aparece de novo, mas parece que apenas alguns minutos passaram e a enfermeira está conduzindo-os para fora, mais uma vez, aparentemente agindo com algum tipo de instinto vaginal. Ela faz um exame final e anuncia que eu estou totalmente dilatada e que irá chamar Esme.
Apenas o pensamento do que está por vir me faz suar um pouco. Edward vem em meu auxílio, me dando gelo, sem eu sequer ter que pedir, e acaricia o meu cabelo suavemente. Se eles permitissem, e se houvesse mais espaço, acho que ele até se deitaria na cama comigo.
Minha mãe é a única pessoa que eu irei permitir na sala de parto com a gente. Esme entra e faz outro exame interno - que não é mais estranho neste momento - e ao seu comando, as pessoas começam a desmontar a cama. Meus pés são colocados nos estribos e a luz do teto, que é tão grande quanto o sol e possivelmente ainda mais brilhante, é apontada diretamente para a minha vagina.
Esme aperta a minha mão para me tranquilizar antes de começar. "É isso! Você está pronta?" Ela pergunta animadamente, e tudo o que eu posso fazer é dar uma careta em troca.
É isso.
Edward segura a minha mão, o aperto é firme, e eu me penduro nele como se ele fosse o meu suporte de vida. Duas pessoas - uma em cada lado – empurram os meus joelhos em direção as minhas orelhas, e me ocorre que foi exatamente assim que eu me meti na minha situação atual. Menos Esme e a luz do tamanho do sol, é claro.
"Tudo bem, Bella. Você está pronta? Quando eu disser, eu vou precisar que você empurre com tanta força e por tanto tempo quanto puder."
Eu concordo com a cabeça rapidamente, concentrando-me na minha respiração como ela me ensinou a fazer. Inspira pelo nariz, expira pela boca. Inspira pelo nariz, expira pela...
"Ok, vamos dar um grande empurrão! Vamos, Bella! Empuuuurreeeeee!"
Além de uma quantidade desconfortável de pressão, nada dói como eu pensava que seria. A epidural é uma dádiva de Deus. Eu percebo um pequeno brilho de suor na minha testa, mas atribuo isso mais pelas ondas de calor saindo do holofote acima de nós do que pelo trabalho real que estou realizando. Edward age imediatamente, no entanto, esfregando uma toalha molhada na minha testa, tentando ser solidário ao mesmo tempo lutando para apreciar todo o show. Apesar do meu medo, o entusiasmo dele é contagiante, e tudo que eu posso pensar o tempo todo em que estou trabalhando para dar a luz ao nosso filho é como eu sou sortuda.
Esme me guia, me dizendo para empurrar, e então empurrar com mais força. Edward aperta a minha mão, então o meu pé, e se eu não estivesse tão preocupada eu provavelmente riria. Minha mãe fica respeitosamente perto da minha cabeça observando tranquila.
A pressão é enorme, e de repente desaparece em um alívio rápido e repentino que me deixa ofegante. Há um borrão de movimento, enquanto todo mundo entra em ação, e tudo o que eu posso ver é um pequeno pacote gosmento nos braços de Esme.
Ninguém me diz o sexo e eu quero perguntar, mas há tanta comoção e barulho que de repente eu me sinto exausta demais para levantar a voz para que eu possa ser ouvida. O bebê solta um choro sufocado antes que o cordão umbilical seja cortado e é levado para uma mesa do outro lado da sala.
Poucos minutos depois, Esme retoma sua posição atual, dizendo-me que não terminamos ainda. Ela fala rapidamente, com determinação, me treinando através da expulsão da placenta, que vem facilmente depois de vários minutos, mas distrai o meu foco de tudo que ocorre na sala. Há absorventes – muitos absorventes - enfiados debaixo de mim por alguém que parece ser um técnico de enfermagem. Em seguida, a cama é remontada e as minhas pernas são reposicionadas, e tudo o que eu quero saber é onde diabos está Edward e porque ele me deixou em um momento tão vulnerável. Meu peito fica apertado, e pela primeira vez na minha vida eu experimento o esmagamento, a sensação avassaladora que me deixa me sentindo irremediavelmente sufocada com tudo o que está acontecendo ao meu redor.
Em seguida, a partir do nada, seus lábios estão nos meus, seus polegares limpando o suor em meu rosto enquanto ele me beija brevemente e ainda com propósito. "É um menino, Bella", ele sussurra, e depois Esme está ao meu lado, colocando o pacote pequeno em meus braços.
Eu nunca tive muita experiência com bebês, mas este se instala perfeitamente no meu peito, é pequeno e tem o corpo quente e macio e é tão incrivelmente frágil. Seu cabelo é fino, escuro e está emaranhado contra sua cabeça, com as pontas logo acima dos olhos, que estão bem fechados.
A sala enche-se de pessoas por um período de tempo indefinido, todos arrulhando e falando carinhosamente sobre o menino nos meus braços. Está tudo muito barulhento e lotado e eu estou me sentindo egoísta, e só quero que todos vão embora, para ter este momento perfeito só para mim. Quando a enfermeira começa a chutar todos para fora, exceto Edward, tudo é ruído de fundo contra o pequeno e a acolhedora existência que nos rodeia.
Edward beija a minha testa, e quando eu viro a minha cabeça ele beija a minha boca.
Quando somos só nós e a enfermeira na sala, a realidade da minha sorte pesa sobre mim, sua presença tem um forte contraste com a ansiedade que me sobrecarregou apenas momentos antes. Pela primeira vez desde o meu casamento, eu choro lágrimas de alegria.
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"Graças a Deus, o cabelo dele não é loiro, não é Bella?" Alice sussurra em voz alta, inclinando-se contra a minha cama para que eu possa ouvi-la claramente. "Você pode imaginar se ele viesse ao mundo parecido com Carlisle?"
Jasper levemente a bate no braço por mim, horrorizado com sua declaração, mas eu não posso deixar de abrir um sorriso. Ela está tão certa.
Após a enfermeira ter chutado todos para fora da sala, ela me ajudou com minha primeira mamada, que levou algumas tentativas. Em seguida, ela deixou a nós três sozinhos, e logo em seguida eu fui transferida para um quarto na maternidade. Um berço para o bebê foi colocado no quarto com a gente, que está mais uma vez transbordando de familiares e amigos.
Emmett segura o bebê, manipulando-o com cuidado, e o menino parece pequeno e frágil contra o seu tamanho iminente.
"Eu acho que ele tem cara de Emmett" ele anuncia criteriosamente. "Não é, pequeno E? Oh merda, desculpe, quero dizer porcaria, ele abriu os olhos! Ele gosta do nome!"
Meu pai, que é provavelmente a única pessoa que não o viu de olhos abertos, quase cai sobre uma cadeira para ver.
Nós ainda não decidimos o nome. Edward e eu debatemos alguns que nós gostamos, mas no final decidimos esperar até que víssemos o bebê para ver se "encaixava". O que pode ser ridículo, mas parecia a coisa certa a fazer.
Até agora, quase não tivemos um momento só nosso para ver o que ambos pensam.
"Ele parece aterrorizado", eu ouço Edward dizer.
"Não, cara, ele está fodidamente em êxtase. Quero dizer ele está pirando em êxtase. Desculpe."
"Você não pode dizer pirando, também", diz Rosalie.
"Por que não? Não é um palavrão."
"É inapropriado. Eu não quero que você diga isso em torno dos nossos filhos."
Dois meses atrás, Rosalie confessou que quer começar a tentar engravidar logo após se casarem. Eles estão noivos há um ano, logo depois que Emmett começou a trabalhar como enfermeiro chefe em uma clínica de emergência. A data do casamento está marcada para novembro, um pouco mais de três meses a partir de agora.
Lembro-me de como anos atrás, enquanto estávamos sentadas na sala de estar de Emmett, ela me disse que nunca quis ter filhos. Então, novamente, estar com a pessoa certa pode mudar as coisas.
Uma batida na porta gira as cabeças de todos, e a Doutora Ellis - que eu comecei a chamar por seu nome preferido Tori ao longo de três anos, surpreendendo muito até mesmo de mim - entra no quarto, com os olhos imediatamente se fixando no pacote que Emmett tem nos braços.
"Desculpe, eu estou tão atrasada", ela pede desculpas, rapidamente dando um passo à frente para me abraçar e a Edward. "Eu tive uma cirurgia complicada. Oh meu Deus, é este o nosso homenzinho?" Ela exclama, movendo-se rapidamente para o lado de Emmett e falando encantada com o bebê.
As coisas ficaram estranhas entre a Doutora Ellis e eu por muito tempo. Apesar do almoço tranquilo que compartilhamos, tornar-se amigas próximas não foi tão fácil - eu ainda não confiava totalmente nela, e acho que ela percebeu o meu desconforto. Ela continuou a manter distância de Edward até que eu finalmente a convidei para um churrasco na casa de Emmett. Depois de todos terem derrubado algumas bebidas e realmente ter a chance de falar, a tensão pareceu sumir, e o muro entre nós, lentamente, mas seguramente, começou a lascar nas bordas.
Tori está namorando alguém há um ano, embora seja ainda incerto se eles são muito sérios. Ela é vaga com os detalhes, e quando perguntada se ele é "o único", ela responde timidamente: "Eu acho que nós vamos ver."
Como se vê, ela teve um momento difícil com as coisas - com a vida em geral. Ela não é próxima de seu pai, o ex-senador, apesar de como Carlisle fez as coisas parecem, e sua mãe morreu quando ela tinha quatorze anos. Ela está dentro e fora de antidepressivos desde que tinha vinte e quatro anos, e eu descobri mais tarde que os comprimidos dela sem identificação que caíram no corredor tantos anos atrás eram Trazadone.
Ela supostamente não está tomando os comprimidos agora, no entanto, tem feito bem sem eles.
Ao longo dos anos, ela manteve sua estreita amizade com Carlisle, e quando eu finalmente perguntei a ela sobre isso, a resposta foi surpreendente: "Bons amigos são difíceis de encontrar", ela disse com um encolher de ombros. "Carlisle pode ser um pouco grosseiro, mas ele cuida das pessoas com quem se preocupa. Acredite ou não, ele é às vezes mais difícil com as pessoas que ele mais ama."
Eu penso em Edward e espero como o inferno que seja verdade.
"Qual é o nome dele?" Ouço Tori perguntar a Edward.
"O bebê gostou de Emmett," Emmett diz prontamente, como se resolvesse a questão.
"O bebê não gostou de Emmett."
"Vocês podem seguir rota das celebridades", brinca Jasper. "Coco (coco), Seven (sete), Apple (maçã)..."
"Apple é nome de menina", Alice interrompe.
"Apple é o nome de uma fruta", Emmett argumenta.
"Touche".
"Bem, pessoalmente, eu gosto do nome Mango (manga)".
"Muito feminino. Eu gosto de Avocado (abacate)".
"Butternut". (noz nativa dos EUA e Canadá)
"Bacon".
"Filet mignon".
"Baked potato". (batata cozida)
"Estamos pensando em nomes ou o que queremos para o jantar?" O meu pai interrompe. "Porque eu poderia desfrutar de um filé".
Em breve, o bebê começa a se agitar e a enfermeira vem para fazer todo mundo sair. Está ficando tarde, então eles nos dizem que vão nos deixar descansar um pouco e voltar para nos visitar novamente pela manhã.
A enfermeira me auxilia com outra lição de amamentação e depois calmamente sai do quarto, permitindo-me a terminar por conta própria. Eu assisto o bebê por um momento, tocando o narizinho suave com a ponta do meu dedo, e ele olha para mim com olhos sonolentos, verdes acinzentados. Assim que Esme viu, ela alegou que o cinza iria desaparecer os olhos dele ficariam verde claro como os de Edward em apenas poucos meses.
Edward está sentado na cadeira ao lado da cama, observando-nos silenciosamente. Eu aceno para ele e ele se aproxima com cautela, deslizando ao meu lado lentamente, de modo a não perturbar o bebê.
Quando o bebê termina de mamar, eu o entrego a Edward para fazê-lo arrotar, observando com admiração como Edward lida com ele de forma fácil e com cuidado. Eu estou exausta - eu sinto que poderia dormir por semanas - mas os meus olhos estão colados à cena ao meu lado, não querendo perder sequer um único momento.
Depois que arrota, o bebê sossega, ficando pacífico nos braços de Edward.
"Acho que ele está cheio", Edward murmura baixinho. Ele se vira e olha para mim. "Você está cansada, Bella? Eu posso ir para a cadeira para que você possa dormir."
Eu balanço a minha cabeça, me virando de lado e me aninhando contra o peito de Edward. Ele muda o bebê para o braço direito e envolve o esquerdo em torno dos meus ombros, me puxando para mais perto.
Meus olhos ficam pesados quase que imediatamente, especialmente quando Edward começa a acariciar o meu braço com os dedos. Especialmente quando ele se vira e beija a minha testa, seus lábios sem pressa, seu nariz roçando o meu cabelo enquanto ele inala profundamente.
Eu conheço o sentimento. Abraçando os dois com força, não querendo perder um momento sequer dormindo, eu me seguro por tanto tempo e com tanta força quanto posso.
Isto é a perfeição, eu penso antes de cair no sono. E eu seria louca de deixá-la escapar.
FIM
Eu nem sei por onde começar a agradecer o carinho que recebi de vocês com essa tradução. Eu sempre fui louca por Doctor's Orders, mas não pensei que vocês iriam gostar tanto assim dela. Obrigada pelo carinho, pelos cometários, por marcá-la como favorita, por segui-la.
Obrigada minha Beta LeiliPattz.
Ok, chegou a hora de mais uma vez pressionar o botão 'completa', mas antes... que tal dar uma espiadinha no nosso próximo Docward? Sim, claro, não podemos ficar sem assistência médica não é mesmo? Hahaha.
"Bella é uma parteira no hospital de Forks. Ela conhece o novo obstetra Edward Cullen e a atração é poderosa e instantânea. A vida na maternidade é cheia de altos e baixos..."
'Babies on Their Mind' será mais uma parceria com a minha querida Ju Martinhão e logo logo deverá fazer a sua estreia. Espero vocês!
Beijos e até!
Nai.
