CAPÍTULO VINTE E SETE:
– Vem Bella! - chamou Emily, sorrindo, ao enfiar a cabeça para dentro da tenda da morena.
A Swan deu de ombros e ergueu-se do chão para seguir a Uley.
– O que está havendo? - perguntou, erguendo uma de suas sobrancelhas.
– Estamos nos reunindo na fogueira para pedir ao Grande Espírito que proteja os nossos guerreiros. - explicou Em, segurando a mão da humana.
O corpo de Isabella retesou-se ao pensar que Paul estaria lá. Encarar aquelas orbes cinzentas e aquela boca fina e sensual seria mais um de seus desafios. Olhou para o céu e deparou-se com inúmeras estrelas, o que fez com que se esquecesse momentaneamente de seu conflito pessoal.
– Emily, Isabella, sentem aqui. - chamou Leah, acenando para as duas.
Bella maravilhou-se com a majestosa fogueira montada no centro do acampamento. As enormes labaredas dançavam frente aos olhos dos espectadores. A morena sentou-se entre Emily e Leah e rapidamente todos que se sentavam envolta da fogueira deram-se as mãos. O culto estava prestes a se iniciar.
– A força pessoal de um guerreiro vem de um coração forte e de uma mente sã. - entonou a anciã do grupo, com os olhos cerrados. Todo o grupo seguiu o gesto da mulher, fechando os olhos e respirando fundo. - Kaheleha, grande espírito que nos deu a vida, indique o caminho a nossos guerreiros para que eles encontrem, cada um, a sua força interior. Que os lobos possam dar fim ao sofrimento que assolou nosso povo por anos.
O culto se estendeu por mais alguns minutos e, ao fim, todas as mulheres, homens e crianças presentes disseram algumas palavras.
Ao abrir os olhos, Bella não pôde controlar as batidas de seu coração. Paul a encarava com interesse. Seus olhos incríveis estavam fixos em seu rosto. Engoliu em seco ao relembrar dos beijos intoxicantes do lobo, da forma como ambos se encaixavam ao fazerem amor. Amor? Nunca houve nada entre ambos. E nunca haveria. Paul havia deixado isso bem claro ao rejeita-la minutos depois de terem feito am-... sexo.
Frustração fez com que Bella se levantasse da roda de pessoas e quebrasse o contato visual com o homem. Estava com raiva do rumo que aquilo havia tomado. Até quando permaneceriam sem dirigir a palavra um ao outro?
Caminhou a passos largos floresta adentro, deixando que o sentimento se espalhasse por todo o seu corpo.
– Bella. - chamou uma voz grossa, atrás de si.
Virou-se bruscamente e deparou-se com o olhar preocupado de Paul.
– O que você quer? - perguntou, rude. Já chega de palhaçada.
– Precisamos conversar. - disse o lobo, aproximando-se mais da morena.
Ela era tão linda. Seus cachos achocolatados acariciavam a pele alva de seu rosto e a boca vermelha e levemente carnuda estava entre aberta.
– Agora você quer conversar. - falou a Swan, cheia de sarcasmo, pousando as mãos na cintura.
– Eu sei que errei porra. - disse o macho, irritado. Finalmente criara coragem para falar com Bella e ela o tratava dessa maneira? Mas ele merecia. Bem no fundo ele sabia que sim. Fora um estúpido com a mulher. - Vim te pedir perdão, Bella.
– A troco de quê Paul? - perguntou a mulher, se afastando dele. - Para depois você me ofender mais uma vez e vir pedir perdão novamente?
O coração do homem contraiu-se dentro de seu peito. Ele havia machucado Bella e constatar tal coisa doía como inferno.
– Não se preocupe. - respondeu Paul, com um falso sorriso. - Não a machucarei mais. Ficarei o mais longe possível de você. Só não queria me afastar de você com você me odiando. - disse, por fim, fazendo com que Bella mordesse os lábios fortemente.
– Então já pode ir tranquilo. - falou Isabella, segurando-se para não desabar na frente do homem. - Não o odeio. Nunca o fiz.
– Bella... - murmurou Paul, tentando toca-la, mas sendo repelido.
– Vá embora, Paul. - disse, chorosa. – Deixe-me ficar sozinha.
Antes que certas palavras escapassem dos lábios do moreno, quatro homens encapuzados surgiram no campo de visão do casal.
– Finalmente a encontramos. – disse um dos policiais, ao agarrar o braço direito de Isabella.
– Solte-a agora. - rosnou Paul, tremendo de raiva. Se aquele humano ousasse encostar mais um dedo sujo em sua Bella ele não responderia por si mesmo.
– De quebra ainda levamos um prisioneiro. – falou um outro homem, apontando um revolver nas costas do moreno.
Em questão de segundos, o corpo ágil e musculoso de Paul já virava-se de frente para seu agressor. Com uma de suas mãos ele pegou a arma e com a outra, aplicou-lhe um soco no estômago fazendo o humano resfolegar no chão.
– Renda-se selvagem. – ordenou o homem que ainda aprisionava Bella.
Um som gutural escapou dos lábios do moreno antes que ele atacasse os outros homens.
Sentiu algo arder em seu ombro direito e um grito de pavor ecoar.
Os olhos do moreno pousaram-se nos chorosos da Swan. Um tiro havia-lhe acertado o ombro.
– Não o machuquem. - suplicou Bella, com lágrimas escorrendo por sua face.
A distração fez com que os homens o prendessem e apontassem armas em sua cabeça.
– Selvagem imundo! - praguejou o policial que Paul havia acertado. O homem socou-lhe o rosto e abdômen, fazendo com que mais gritos escapassem dos lábios da Swan.
Paul sentiu sangue escorrer por sua têmpora.
– Vamos embora daqui. - ordenou o captor de Bella.
XxXxX
Já passava da meia-noite quando Aria sentou-se em seu saco de dormir. Havia planejado uma fuga e agora seria o momento perfeito para coloca-la em prática. A convivência com os lobos fez com que a policial mudasse sua visão sobre os mesmos. Eles não eram animais como o governo os fazia pensar. Não. Eles eram criaturas magníficas e não deixavam de ser, em parte, humanos. Estava decidida a voltar para casa, mas essa guerra não faria mais parte de seus planos.
Levantou-se do saco de dormir em movimentos cuidadosos. Não queria acordar o moreno que ressonava no outro colchão.
Pegou sua mochila e enfiou duas adagas dentro das capas presas a seu corpo. Segurou uma pistola nas mãos e a colocou no bolso de trás de sua calça de combate.
Percorreu mais uma vez a cabana com os olhos e teve que conter as batidas de seu coração ao observar Embry dormir. O moreno dormia de bruços e sua boca extremamente sexy estava entreaberta.
Suspirou, desviando o olhar do homem e caminhou em direção à saída da tenda.
– Aonde pensa que vai? - perguntou o Call, segurando-a pelos braços.
– Me deixe ir. - pediu a morena, séria. - Sabe que não sou útil para se ter como prisioneira.
– Vai voltar para eles. - disse o lobo, olhando-a ressentido. - Depois de tudo o que viu aqui mesmo assim lutará do lado deles?
– Deixe-me ir. - rosnou Aria, encarando-o firmemente nos olhos. Não diria a ele que tudo havia mudado desde que se tornara prisioneira. – Não pertenço a esse lugar.
– Então vá. – disse Embry, soltando-a.
– Vais me deixar ir assim tão fácil? - zombou a morena, ao pousar novamente os olhos no corpo musculoso do lobo.
– O que você queria que eu fizesse Aria? - perguntou o macho, cruzando os braços em frente ao peitoral.
– Achei que eu significava algo para você. - respondeu, com franqueza.
Embry riu, sem humor, e aproximou-se novamente dela.
– Diga-me, Aria. - sussurrou o moreno, ao pé do ouvido dela. - O que te fez pensar em tal coisa? - completou, cuspindo as palavras. Estava mentindo. Foda-se. Se ela queria ir embora não seria ele que iria impedi-la.
O choque de algo contra a bochecha do moreno fê-lo perder os sentidos.
– Imbecil. – rosnou a mulher, afastando a mão do rosto do homem. Não pretendia ter batido com tanta força, mas dadas as circunstâncias, achou bem merecido.
Um rosnado potente escapou dos lábios do moreno e em questão de segundos ele segurava-a novamente por um dos braços.
– Me larga. – ordenou a mulher, apontando uma adaga para o lobo.
Embry mantinha o aperto no braço delicado da policial, impassível.
– O faça. – disse o macho, batendo uma das mãos no próprio peitoral nu. - Anda Aria, me mate. - completou, a desafiando.
O peito de Aria contraiu-se diante da ordem. Ele sabia que ela não seria capaz de fazê-lo. Os olhos verdes e intensos do lobo brilhavam fazendo com que as malditas borboletas voltassem a revoar dentro de si. Aqueles olhos, aquele corpo, aquela humildade e sinceridade que nunca deixavam de estar presentes no homem a sua frente..
Deixou que a faca escorregasse de seus próprios dedos diante da aterrorizante constatação.
Amava o bastardo. O amava com todo o seu ser.
O moreno encarou-a confuso.
– Tome o que é seu, Embry. - disse a policial, retirando a mão do moreno que segurava o seu braço e a pousando próxima a seu coração.
O Call engoliu em seco, escutando as batidas de seu coração. Ela o queria. Finalmente tivera coragem de admitir.
Acabou com a distância entre os corpos e capturou a boca carnuda da policial em um beijo quente e necessitado. As línguas acariciavam-se enquanto ambos arrancavam as próprias roupas.
Um rugido escapou dos lábios do moreno ao sentir os seios fartos da policial em contato com sua própria pele. Deitou-a no chão e quebrou o beijo por alguns instantes.
Ela era tão fodidamente perfeita. A pele macia, os seios fartos empinados e com mamilos excitados, a barriga lisinha e o sexo mais tentador que já vira. Rosnou novamente antes de tomar um daqueles mamilos na boca.
Um gemido sensual escapou dos lábios da mulher, enquanto sentia Embry chupar, mordiscar e lamber seu mamilo. Seu sexo pulsava de desejo pelo homem a sua frente.
– Que delícia. - murmurou o moreno, rouco de tesão. Aquela mulher era um furacão aos seus próprios sentidos. Retirou a boca do outro mamilo da morena e trilhou um caminho de beijos por seu tórax, abdómen e coxas.
Sentir a respiração entre cortada do macho próxima a seu sexo fez com que a morena arfasse. Ansiava por contato. Antes que pudesse suplicar por algo mais o moreno já percorria todo o seu centro com a língua o que fê-la gemer alto.
– Isso Aria. - murmurou o homem. - Geme pra mim!
Embry lambeu e chupou toda a extensão de seu sexo a fazendo tremer em êxtase. Estava no céu e não tinha a mínima intensão de sair de lá. Sentiu o orgasmo se aproximando e quando estava prestes a atingir o ápice, o moreno enfiou dois dedos dentro dela, fazendo-a arquear as costas e gemer loucamente.
Ele era um filho da puta experiente.
Sentiu o orgasmo explodir dentro de si depois de algumas estocadas daqueles dedos maravilhosos.
– Embry... - gemeu a morena, sentindo seu sexo pulsar ainda mais. Precisava de mais. Precisava dele dentro de si. Preenchendo-a por completo.
– Olha o quão molhada você está, gatinha. - disse o Call, retirando a boca e os dedos do sexo da mulher. Ergueu os dedos para que ela pudesse ver e em seguida sorveu todo o líquido que havia neles, fazendo a morena morder os próprios lábios, contendo uma exclamação.
– Deliciosa. - murmurou o macho, abrindo as pernas da mulher e se posicionando no meio delas.
– Embry. - suplicou a mulher, empurrando o próprio quadril buscando por contato.
Ao pousar os olhos sobre o imenso sexo pulsante do homem não pode conter um grito de tesão.
– Calma gatinha selvagem. - sussurrou o moreno, próximo a seu ouvido, enquanto colocava a ponta de seu grosso pênis na entrada molhada da morena.
– Quero você dentro de mim, seu bastardo! - rosnou a mulher, ficando as unhas nas costas largas e musculosas do moreno. - Agora!
Assim que Aria proferiu aquelas palavras, o moreno estocou fundo dentro dela. Gemeu de prazer ao sentir toda aquela extensão a preenchendo.
– Puta que pariu. - rosnou o Call, movendo-se dentro dela. Ela era tão quente, tão apertada, tão gostosa.
Ambos os corpos moviam-se em sincronia em meio a gemidos e carícias.
O sentimento animalesco que debatia-se dentro de Embry libertou-se, fazendo com que ele uivasse e rosnasse a cada estocada rápida e funda que dava.
Minha.
– Merda. - murmurou, sentindo a urgência de marcá-la tomar conta de seus sentidos. Não podia fazer isso.
– O que foi? - perguntou a mulher, sentindo que os movimentos do moreno haviam ficados mais lentos.
– Quero que seja minha. - respondeu Embry, com franqueza. - Para sempre. - completou, fazendo a morena arregalar os olhos.
Aria mordeu levemente o lábio inferior e fechou os olhos. Amava aquele lobo com todas as suas forças.
– Para sempre. - concordou a mulher, abrindo os olhos.
Um som gutural escapou dos lábios do moreno enquanto ele retomava o ritmo das estocadas e se aproximava do pescoço da policial.
– Isso vai doer um pouco, meu amor. - sussurrou, próximo ao ouvido da mulher. Segundos depois já cravava seus dentes na curva do pescoço dela, fazendo-a gemer alto. Sentiu que Aria havia chegado ao ápice e deixou que o orgasmo fluísse por seu corpo, liberando-se em rajadas quentes dentro dela.
– Eu te amo, sua rabugenta. - sussurrou o Call, enquanto ambos respiravam com dificuldade.
Aria sorriu para ele antes de unir novamente as bocas de ambos em mais um beijo apaixonado.
XxXxX
Um grito de horror escapou dos lábios de Leah Clearwater, acordando-a de seu próprio pesadelo. Abriu os olhos e constatou que ainda estava escuro. Passou a respirar fundo, tentando conter as batidas aceleradas de seu coração.
Algo ia mal.
Sentia em seu âmago que Jake corria perigo.
XxXxX
Jacob acordou assustado ao captar sons de explosões e gritos ecoando pelo acampamento. Levantou-se com agilidade do saco de dormir e vestiu-se para combate.
– Estamos sobre ataque! - exclamou Embry, quando o Alpha saiu de sua cabana.
Continua...
N/A: Oláá ! O que achram desse cap? hahahaha HOOOOOT aria finalmente se rendeu ao embry. O que será que edward vai fazer com bella, e principalmente, como será a batalha final entre os lobos e os humanos? Será que os lobos conseguirão sair vitoriosos depois desse ataque surpresa?
Beijos,
Gabi
N/B: Que ceninha quente aquela entre o Embry e a Aria hein? Céus, fiquei até com calor! E aqueles guardas tinham que aparecer né? Estragar tudo! Sequestrar a Bella e atacarem o acampamento. Nota-se que não tem mais nada para fazer! (Riso) Já sabem o que tem de fazer! Comentem! X-O, J.
