Título: Muito Bem Acompanhada AJ

Autora: Hana Lis

Adaptado por: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman

Beta Reader: Cíntia-Cullen

Personagens: Alice/Jasper

Rated: M – Cenas de Sexo (NC)

Advertências: Universo Alternativo (Todos Humanos)

Disclaimer: Jasper, Alice e cia são personagens de Stephenie Meyer. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:

Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!

"REVIEWS, ASSIM COMO JASPER, FAZEM MILAGRES!"

Avisos: Como citado acima, a fanfic Muito Bem Acompanhada AJ é uma adaptação da fic de mesmo nome escrita pela Hana Lis. A adaptação realizada por nós tem a autorização e o conhecimento da autora original, portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.

Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitores!) e beta que revisaram o Capítulo 27 e nos presentearam com suas reviews: polii F., Olg'Austen, Suh Campbell, Bia, A. Romanov, Anna R Black, Bru Moraes, Lolokaish-Loca-Louka, Aninhah8, Cíntia-Cullen, Lari SL, Pen. Ink. Passion, Isabella e Gabi Doimo.

Resumo do Capítulo: A verdade sobre Jasper finalmente vem à tona.


– CAPÍTULO VINTE E OITO –

A VERDADE VEM À TONA

– Me desculpem, mas eu tive que ir até o toalete retocar a maquiagem e... James? O que está fazendo aqui?

Alice quase gritou quando percebeu que a mesa onde deixara os amigos antes de sair havia tido mais dois lugares preenchidos. O ex e a ruiva na mesma mesa... É, só faltava aquilo para completar aquela noite bizarra onde até a chefe que sofria de TPM crônica havia dado um surto de delicadeza. Enfim, isso tudo se resumia numa única frase: a noite seria mais longa do imaginara...

– Bem, perdão, não se preocupe, vamos nos sentar em outra mesa – disse Victoria visivelmente constrangida, mas antes que a jovem se levantasse, Alice gesticulou.

– Imagine, sou eu quem peço desculpas pela indelicadeza. Será um prazer ter a companhia de vocês – ela completou lançando um olhar indiferente a James, que parecia conter um meio sorriso.

Ah, não... Suportar aquele meio sorriso triunfante de: "Eu ainda tenho o poder de causar algo nela", definitivamente, aquilo seria demais. Pedir para que o casal se retirasse só comprovaria isso, e isso era o que menos queria aquela noite, ver o ego de James se inflamar por pensar que ainda se sentia atraída por ele, incomodada e talvez até mesmo enciumada diante da presença dele e da esposa. Não podia deixar que aquilo acontecesse.

– Como quiser – respondeu Victoria, vendo a jovem sentar-se ao seu lado.

Está linda hoje, Alice – disse James, lançando um olhar quase que cobiçoso a jovem que mesmo não desejando aquilo corou.

– É, realmente, está muito bonita – completou Victoria se voltando para o marido. Havia entendido e muito bem o tom de provocação naquele simples comentário. James queria lhe provocar, enciumar, porém não lhe daria o gosto de vê-la corresponder a aquela brincadeira de mau gosto, a aquele joguinho.

– Hm, bem... – Alice começou visivelmente constrangida lançando um olhar suplicante de salvação a Edward e Bella, como se os mesmos tivessem o poder de tirá-la do centro daquela guerra interna entre o casal, onde sem dúvidas estava servindo como alvo. – O que acham de escolhermos o cardápio?

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Algumas horas depois...

Sem dúvida alguma o jantar de reinauguração comandado por Jasper fora um sucesso. Laurent vira com seus próprios olhos todos se deliciarem com o trabalho bem feito do novo chefe. O clima fora tranquilo e agradável em cada canto do salão, e aquilo se resumia em uma só palavra: Sucesso. A noite havia sido um sucesso.

– E então, meu caro amigo, o que achou das habilidades do meu novo chefe? – indagou Laurent aproximando-se de uma mesa onde um rapaz de longos cabelos castanhos e uma jovem de cabelos chanel estavam sentados.

Magnific! – a jovem respondeu pelo namorado, o sotaque francês carregado. – Charles e eu adoramos, Laurent.

– Concordo com Makenna – disse Charles. – Seu chefe tem talento, e se conquistou o paladar apurado de minha noiva, acredite, isso quer dizer que ele é realmente muito bom. Nem mesmo em Valência pude degustar de uma paella tão boa quanto esta de hoje. Alias, foi muito afortunado de minha parte receber o seu convite pra vir jantar aqui essa noite, acho até que irei adiar o meu retorno a França para que possa vir saborear um pouco da Espanha mais vezes, aqui nos Estados Unidos.

– Não sabe o quanto isso me deixa feliz! – Laurent sorriu para o amigo e nesse instante viu alguém acenar para si de forma sutil na mesa de trás. – Perdão, estão me chamando, mas, mais uma vez obrigado por terem vindo e por prestigiarem a mim e a meu chefe hoje a noite!

– O prazer é todo nosso – disse Charles, vendo o amigo se afastar.

Com a mesma cortesia dirigida ao amigo, Laurent dirigiu-se ao casal da outra mesa, talvez "o casal mais importante da noite". A herdeira Volturi e Riley Demming, conhecido como o Senhor dos Mares, devido aos seus negócios marítimos. A presença deles dois ali, sem dúvida era uma boa nova ao seu mais novo negócio, ele pensou, mesmo que rever Riley Demming não lhe fosse a visão mais agradável do planeta. Ainda não conseguia deixar de ver Riley como uma espécie de "rival". Nunca tivera contato direto com ele, aliás, preferia evitar ter que vê-lo junto de Victoria, mas havia trocado uns poucos "Olás" e "Até logos" com o rapaz quando a amiga ainda era sua namorada.

– Como vai, Riley? Senhorita Volturi? – Laurent os cumprimentou gentilmente.

– Ótimo, Scott. Afinal, a companhia de uma bela dama sempre torna a noite de um homem agradável – respondeu Riley e Jane sorriu.

– Vocês se conhecem? – ela indagou.

– De vista – respondeu Riley, lançando um olhar discreto a mesa onde Victoria estava. – Fui namorado de uma amiga dele há alguns anos, não é mesmo, Laurent?

Laurent assentiu em silêncio e então da forma mais sutil que pode tentou encurtar aquele assunto. Definitivamente, não apreciava a companhia daquele que tanto havia feito a amiga sofrer.

– Mas, posso lhes ajudar em algo? Aliás, gostaram do serviço prestado pelo meu novo chefe? – Laurent indagou num sorriso.

– É claro, e é por isso mesmo que lhe chamei até aqui – disse Jane. – Gostaria, se possível for é claro, de elogiar pessoalmente o seu chefe.

– Claro, não vejo problema nenhum nisso – respondeu Laurent.

– Também gostaria de conhecê-lo – disse Riley, mas quando fez menção de se levantar, Jane o impediu.

– Querido, eu acho melhor não. Deixe que eu vá e agradeça por nós dois, afinal, imagine só se todos os presentes decidirem fazer a mesma coisa? Não restará espaço na cozinha, não é mesmo?

– Como quiser, mas não demore, sim? – disse Riley vendo a jovem aceitar o braço de Laurent e se afastar, antes assentindo ao seu pedido silenciosamente com um menear de cabeça.

Tinha outros planos para aquela noite e ficar ali bajulando um simples chefe, sem dúvida não era uma boa pedida, não quando se tinha uma jovem como aquela como companhia, ele pensou num meio sorriso.

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– Aí então, eu disse que...

"Esse perfume..." – alheia a conversa que transcorria na mesa, Alice só tinha uma coisa em mente. Aquele perfume, o sentira de novo e não era a primeira vez naquela noite. Voltou-se para o lado vendo que Laurent caminhava até a cozinha, acompanhado da herdeira Volturi. Aquilo não era possível... Ou será que era?

– Alice? Está tudo bem com você? – indagou Bella ao perceber o estranho e longo silencio da amiga.

Aquele perfume... – Alice murmurou confusa. – Não pode, não pode ser dela – ela balbuciou e Bella arqueou a sobrancelha sem entender.

– Como? – indagou James, por fim parando de narrar a sua viagem inesquecível aos Alpes Suíços.

Alice piscou levando uma das mãos até as têmporas. Sua cabeça parecia rodar num vórtice sem fim, foi então que viu Laurent voltar ao salão, mas dessa vez sozinho. Não pensou duas vezes, antes de se levantar e seguir a passos apressados rumo ao caminho traçado pelo rapaz há alguns instantes.

– Alice? – indagou Bella, sem entender a reação da amiga.

– Aonde ela foi? – indagou James, recebendo um olhar cortante de Victoria por aquela, diria que, atenção exagerada.

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– Sabia que ficou lindo de uniforme?

Sua voz mais parecia o silvo de uma serpente e quando se voltou para trás, Jasper sequer pôde acreditar no que via.

– O que faz aqui? – ele indagou ríspido.

– O que acha? Vim te ver, lhe prestigiar pelo ótimo trabalho, Chefe... – respondeu Jane, e então se voltou para as pessoas que estavam atrás do rapaz. – Saiam! – ela indicou a porta dos fundos.

Sem outra alternativa, os ajudantes de Jasper seguiram para o cômodo ao lado e fecharam a porta, onde sem dúvidas teriam muito trabalho limpando tudo aquilo que haviam sujado naquela noite. Porém, tampouco queriam enfrentar a fúria da serpente loira de olhos azuis que ali estava.

Se a situação, a conversa que teria que ter com aquela jovem não fosse tão desagradável e de nível pessoal, Jasper certamente não pensaria duas vezes antes de mandá-la calar a boca, afinal, quem ela pensava que era para dar ordens ali dentro? Tratar aquelas pessoas como se fossem lixo? Estava cansado daquilo...

– Sabe o que eu queria agora? – ela indagou de forma insinuante, chamando a atenção do rapaz e indicando a bancada branca de mármore atrás de si. – Que você fizesse amor comigo em cima dessa bancada, enquanto todo mundo está lá fora. Riley, me esperando feito um pato e achando que estou apaixonada por ele e também a ridícula daquela sua namoradinha – Jane completou aproximando-se perigosamente do rapaz.

– Está maluca! – Jasper balançou a cabeça para os lados. – Completamente maluca – ele completou sentindo-a se enroscar em si e as unhas compridas se apertarem sobre sua roupa.

– Sim, maluca – ela sussurrou com os lábios a milímetros dos dele. – Maluca por você...

O sussurro lascivo da jovem morreu quando seus lábios por fim tocaram os dele. Aqueles lábios que um dia foram doces e macios e que hoje eram puro veneno. Jasper a segurou pelos pulsos tentando afastá-la, mas a verdade é que o pegara num lapso de distração.

Mas... MAS O QUE SIGNIFICA ISSO?

Alguém gritou a porta da cozinha, e no mesmo instante Jasper a afastou bruscamente de si.

– Alice? – ele indagou, ao se deparar com a jovem com os olhos rasos d'água. O que tanto temia havia acontecido.

– Mas o que significa isso? Você, ela...! – Alice murmurou indignada.

– O que acha, querida? Isso que você viu se chama beijo! – Jane respondeu sarcástica com um largo sorriso de satisfação diante do olhar chocado da jovem. – Lembra quando te disse agora a pouco que havia conhecido homens muito melhores que Riley Demming?

– Alice – Jasper interveio aproximando-se da jovem que se desvencilhou de seu toque. – Isso não é o que parece...

– É sim querida! – Jane se aproximou. – Somos amantes há quase dois anos e isso inclui os meses em que você julga ter tido, como posso dizer, exclusividade – a jovem completou com desdém.

– Por Deus, me diz que isso não é verdade! – Alice pediu suplicante, sem conseguir impedir que grossas lágrimas rolassem de seus olhos.

– Alice – Jasper suspirou. – Eu ia te contar, ia te contar sobre isso, mas entenda uma coisa: nesse tempo todo que estivemos juntos, eu jamais toquei, ou melhor, sequer cheguei a pensar em outra mulher além de você – ele completou com pesar. – Eu te amo, e ela, ela faz parte do meu passado, um passado do qual me envergonho e o qual lhe disse, você não merecia compartilhar.

– Ah, quer dizer que agora me desdenha? – Jane zombou chamando a atenção do casal. – Desdenha o que antes de lhe deu tanto prazer e dinheiro? Ou será que se esqueceu que em troca de prazer eu lhe oferecia uma boa mesada? "Minha deusa, meu amor... Eu te amo!" Ele sussurrava pra você também enquanto faziam amor? Ou será que é preciso que se pague uma fortuna como eu costumava pagar pra ouvir declarações românticas de alguém que se vende como ele?

Jane apontou inquisidora para Jasper, que conteve a ânsia em esbofeteá-la, porém fora Alice que não se conteve. Esbofeteou Jane com toda a força que tinha e as marcas de suas unhas ficaram no rosto da jovem, no entanto, diferente do que esperava, Jane pôs-se a sorrir alucinadamente.

– Vamos, admita, ele também lhe chamava de Minha deusa?Te beijava como se...

CALE-SE! CALE-SE! EU NÃO QUERO OUVIR MAIS NADA! Alice esbravejou a todos pulmões. – Não quero e nem preciso ouvir detalhes da sujeira que VOCÊ e ELE faziam nas minhas costas!

– Alice, ouça-me disse Jasper tentando se aproximar da jovem que se esquivou como um bicho ferido.

– NUNCA MAIS, OUVIU BEM? Nunca mais toque em mim – ela vociferou entre dentes. – Nunca mais sequer me dirija a palavra Alice completou e saiu correndo dali.

– ALICE! – gritou Jasper e então se pôs a correr atrás da jovem desesperadamente, sem se importar com mais nada.

Os olhos azuis de Jane faiscaram ainda mais, completamente irados antes que a mesma seguisse o casal.

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Alice correu desesperada para fora da cozinha, sentindo como se seu coração houvesse sido arrancado do peito e que a ferida aberta jamais fosse se cicatrizar. Jorrava sangue, doía, e talvez aquela sensação jamais cessasse. Bella tinha razão, havia se precipitado. Como sempre...

Passou pelas primeiras mesas e as pessoas a fitaram confusas e preocupadas com o seu estado, porém não parou de correr de cabeça baixa, sentindo o peito doer alucinadamente, sua cabeça dar voltas e mais voltas, só parou quando um par braços fortes a deteve.

– Alice, o que houve?

Era Laurent, mas a jovem o estapeou e empurrou e só parou quando percebeu quem era.

– Me desculpe, mas eu preciso ir ela pediu suplicante diante do olhar confuso do rapaz.

– Alice, por favor, me ouça! pediu Jasper assim que a alcançou.

– Jasper? – Laurent indagou ainda mais confuso. – O que está acontecendo aqui?

EU EXPLICO O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI! – Jane gritou vindo logo atrás do rapaz e chamando a atenção de todos.

Bella e os amigos que vislumbraram aquilo a distância, se levantaram e caminharam rapidamente até lá.

– O que houve, Alice? – Bella indagou preocupada aproximando-se da amiga que tinha o rosto marcado de lágrimas.

– Você estava certa Bella, você estava certa... foi a única coisa que Alice conseguiu murmurar.

A cena era um tanto quanto confusa. As pessoas ao redor fitando aquilo como se fosse alguma apresentação de circo. A amiga aparentemente com o coração despedaçado. Jasper lívido e aquela... Aquela garota com um sorriso sádico como se estivesse se divertindo com tudo aquilo, constatou Bella.

Nesse exato momento outra voz se fez presente. Riley Demming havia decidido se levantar e averiguar aquilo de perto.

– O que significa isso, Jane? – ele indagou aproximando-se do grupo e James estreitou o braço em volta da esposa quando o mesmo passou por ambos. – Definitivamente, não estou conseguindo entender completou Riley, os olhos fixos no estranho ferimento no rosto da herdeira Volturi.

– Então deixe que eu explique Jane se empertigou e adentrou a roda. – Essa ridícula, essazinha, está se debulhando em lágrimas porque descobriu que eu e o namorado dela somos amantes...

– O QUÊ? – exasperou Riley, junto dos demais a sua volta com olhares igualmente chocados.

– Isso mesmo que você ouviu, aliás, OUÇAM MUITO BEM TODOS VOCÊS! Jane se voltou para a "platéia" e então apontou para Jasper. – Esse que aqui vocês vêem hoje, foi o chefe de cozinha que os serviu, mas saibam que muito antes disso ele também me serviu, mas de outra forma. Esse homem, não passa de um gigolô barato, um qualquer, que sonha esquecer o seu passado escuso ela completou com absoluto desdém.

– Jane, me explica isso direito! Riley vociferou segurando a jovem firmemente pelos pulsos. – Aquele dia, aquele dia você me disse que esse homem não era nada seu ele argumentou se recordando da desculpa que a jovem lhe dera no dia em que a "ajudara" cortesmente em frente a boate.

– EU MENTI! ela se desvencilhou de seu toque. – Ele é meu amante há anos, aliás, menti sobre isso da mesma forma que menti que estava gostando dos seus galanteios ultrapassados. E mais, se for tão ruim na cama como é fazendo galanteios, acredite, aí sim terei que lhe ser sincera...

Ela completou mais uma vez desdenhosa, sem um pingo sequer de consideração com quem quer que fosse e o sangue do Senhor dos Mares subiu a cabeça. Riley levantou a mão para esbofeteá-la, mas uma voz feminina, lhe pedindo para não o fazer o impediu.

– Não Riley, por favor, não faça isso! Victoria, que havia se desvencilhado do marido segurou o braço do rapaz. – O Riley que eu conheço não faria isso ela completou e então apontou para Jane. – Esta garota está desequilibrada, será que não percebe isso?

– Desequilibrada? Eu? – Jane riu alto e insanamente. – Desequilibrada está essazinha aqui ela apontou para Alice como se a mesma fosse um inseto. – Essazinha aqui é que está louca, louca por saber que o homem a quem entregou seu coraçãozinho puro de cristal na verdade ama sempre quem pode lhe pagar mais, e é claro, quem pode sou eu!

CHEGA! – Alice esbravejou. Estava cansada de tanto sarcasmo, de tanta humilhação.

Mais uma vez não pensou em seus atos, no que eles poderiam resultar. Aproximou-se da jovem que a fitava de cima, como se fosse uma formiga diante uma pantera com garras afiadas. Fechou firmemente o punho direito e então socou literalmente a cara da garota, com tanta força que chegou a sentir dor também.

Jane se desequilibrou e caiu no chão, tapando o rosto com as mãos num urro de dor, enquanto as pessoas ao redor fitavam a tudo aquilo perplexas. A herdeira Volturi se recompôs, mas não se levantou, porém assim que afastou as mãos do rosto, um belo de um olho roxo, que ficaria ainda mais roxo no dia seguinte, deixou bem claro que aquela conversa havia sido encerrada.

SUA LOUCA! – Jane esbravejou. – Nem preciso dizer que nunca mais pisará naquele museu, não é mesmo? ESTÁ DESPEDIDA! – ela vociferou apontando inquisidora para Alice como se a estivesse julgando por um crime gravíssimo e lhe dando a sentença final: a forca.

– Muito obrigada! Alice respondeu no mesmo tom de desdém que a jovem havia usado para consigo a noite toda e os olhos azuis de Jane faiscaram de ódio.

A louca certamente era ela, se pensava que depois de tudo o que vira e ouvira aquela noite, ainda desejaria trabalhar para si, pensou Alice e então saiu correndo para fora dali, para o mais longe que podia.

– ALICE! Jasper gritou e tencionou correr atrás da jovem, mas Bella o deteve segurando-o pelo braço.

– O que mais você quer? Já destruiu o coração dela, me diga, o que mais você quer? – ela vociferou e Jasper tentou argumentar, mas no instante seguinte se viu obrigado a amparar a jovem que sofreu uma espécie de vertigem.

– Bella! – Edward correu para ajudar a esposa e o tumulto se manifestou ainda mais ao lado de ambos, enquanto Jane jazia esquecida e prostrada no meio do salão.

– Alguém... alguém precisa ir atrás dela! Bella pediu enquanto Edward a carregava com a ajuda de Jasper até uma cadeira próxima. – Ela, ela pode cometer uma loucura se ficar sozinha ela derramou lagrimas tristes e preocupadas pelo estado da amiga sem ao menos se importar com o seu.

– Eu vou! disse James e Victoria que havia voltado até si ficou momentaneamente confusa.

– Como assim, você vai? – ela indagou.

– Sim, eu vou e você pode ficar com o seu Riley – ele lhe respondeu entre dentes apontando para o rapaz logo atrás e em seguida passou pela esposa sem se importar com as lágrimas que verteram de seus olhos azuis.

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Alice olhou desesperada a sua volta à procura de algum táxi, mas nada via além da rua iluminada pelos faróis dos carros que por ali passavam. Sentia-se alucinada, cega, surda. Tudo o que mais queria naquele momento era evaporar, sumir dali e se não fosse um braço forte a puxar para a calçada certamente teria ido pra muito longe depois que um carro passou a milímetros de acertá-la em cheio.

– TÁ QUERENDO MORRER, É? – exasperou James.

– E SE EU TE DISSER QUE ESTOU? – Alice vociferou, se voltando para o rapaz e se desvencilhando dele.

– Eu te digo que estou aqui pra impedir que você faça uma besteira como essa! ele respondeu.

Você? – Alice rolou os olhos completamente descrente. – Você é igual a ele, igual a todos os homens, deve estar rindo de mim depois do que ouviu e viu lá dentro ela apontou para o restaurante. – Alias, é isso que os homens fazem quando traem?

– Vamos, eu te levo pra casa disse James. – Estou de carro, aí chegamos mais rápido.

– Está maluco? Eu sair com você?Acha que estou tão desesperada que vou aceitar um disparate desses? Ah, claro, talvez você me embebede pelo caminho e aí possa ter uma noite como nos velhos tempos... O que foi James, não consegue nem ao menos arrumar uma amante sozinho é? Digo, tem que apelar pra uma maluca com quem já se relacionou no passado e embriagá-la para isso? Alguém louca e desesperada como eu?

James suspirou pausadamente. Nunca ouvira tanta bobagem junta, mas também pudera; a cena a pouco deixaria qualquer um fora de si.

– Vem ele pediu e então segurou a jovem pela mão, arrastando-a até um Porche azul estacionado a alguns passos dali. – Vamos pra sua casa, ou acha melhor ficar aqui até que seja atropelada ou então ter que rever a cara de pena das pessoas que estão lá dentro assim que a virem novamente, hein?

Alice fitou por longos instantes os olhos castanhos de James, e então sem dizer palavra alguma se desvencilhou do rapaz seguindo até o carro. Odiava, odiava admitir que ele tivesse razão, mas tinha. Qualquer coisa seria melhor do que ter que rever o olhar de pena daquelas pessoas mais uma vez.

AJAJAJAJAJAJ


Notas das Adaptadoras

– TATI –

1. Oi pessoal! Ai ai... Eu confesso que chorei junto com a Alice quando ela viu a Jane com o Jasper...

2. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:

Polii F.: Oi! Se o coração já estava apertado, imagine agora! Só estou com medo de que ele pare de bater! RSRSRS. Depois desse capítulo, eu entendo o seu medo! RSRSRS. Bjus!

Bia: Oi! Bem, aqui tivemos a confirmação de que a Senhorita Sem Nome era mesmo a Jane Volturi! Que bom que você gostou! Bjus!

Isabella: Oi! Acho que vou fazer sim, com base nos comentários! RSRSR Puxa, e essa música foi tudo, acho que ainda mais agora, depois da revelação! Bjus!

3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?

4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos (nesse caso, adaptamos), então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!

– NINA –

O recadinho de sempre:

GENTILEZA GERA GENTILEZA

REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!

O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?

ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)

III

II

I