Capítulo XXVIII: Tiky Mikk/Eaze

Assassinato e o Gosto de um Virgem

Abraçou o garoto com lascívia, o rosto agora contorcido numa expressão perversa. O olhar da criança - esverdeado e tão profundo como uma floresta inexplorada – atiçava o lado mau de Tiky. Menino intocado. Sorriu maldosamente enquanto descia as mãos pelas costas da criança, deslizando a roupa até o chão, alargando o sorriso sádico ao ver o corpo infantil se encolhendo ante a vergonha.

O quão insano os Noés o achariam se soubessem de sua relação com um humano?

Ele não se importava mais, a tentação parecia tão prazerosa. E Tiky era o Noé do prazer. Retirou a máscara que cobria os lábios de Eaze e o beijou, sendo timidamente correspondido. Deitou-se sobre o rapaz, friccionando as peles nuas, tão excitado que lhe doía o baixo-ventre só de pensar no loirinho sob si, gemendo com uma mistura incerta de sentimentos. Tão amável e sensual. Nesse momento Tiky parou.

Seria amor? Já não importava mais, Tiky era um Noé assassino de humanos.