Capítulo 28
Adeus Hermione.

- Você pensa que eu vou te ajudar, é, Malfoy? Pretendo ficar aqui pelo resto de minha vida mas nunca me entregarei para sujeira! - respondeu Sirius arrogantemente.

- Nós podemos tirar você, pelo menos assim você poderia ver o seu sobrinho e afilhado, Harry Potter.

Sirius olhou a sua volta, a mãe de Luna, Vera Lovegood parecia querer aceitar a proposta, ou pelo menos estava pensativa.

- Então, o que você acha?

- Eu preciso rever minha filha, Sirius! Minha filha! Luna! Ela deve estar grande! Uma moça, já!

Sirius Black abaixou a cabeça.

- Eu não acredito nisso, mas se você for, eu vou com você.

Após jogarem algumas gotas de Poções dentro do véu, eles executaram um feitiço poderoso, várias palavras mágicas que surgiram da boca de Lúcio e Belatriz juntos e várias faíscas e luzes saíram de dentro do véu, apenas duas eram muito intensas e de dentro delas, surgiu Sirius e Vera Lovegood, em carne e osso.

- Uau! - disse Sirius Black olhando suas roupas de comensais – Eu voltei!

Mas neste mesmo momento Sirius foi atingido por um Imperius, lógico, Sirius iria fugir dali naquele instante, mas infelizmente os Comensais foram mais espertos.

- Sirius, priminho, é claro, para você não nos driblar, vai ter que conjurar a marca de Comensal no seu braço e cada vez que você tentar nos trair, a marca no seu braço vai doer tanto que chegará a sangrar, podendo fazer você morrer.

Sirius Black recuou alguns passos.

- V-vocês não p-podem faz-zer isso co-comigo! – ele já não tinha mais voz.

- Mas é claro que podemos - Lúcio apontou a varinha para ele e o feitiço azul atingiu Sirius que caiu de joelhos no chão, aos berros de dor, logo foi a vez de Vera.

- Pronto, podemos ir para a Sede do nosso chefe, lá decidiremos qual será a sua função, Sirius Black, agora você é um de nós.

- Bem vindo ao mundo dos comensais! – cumprimentou Belatriz sarcástica.


- E então, Hermione? Qual foi a sua decisão? - repetiu Harry curioso e trêmulo.

- Eu decidi, Harry, eu vou para Durmstrang. Assinei o contrato e tudo mais!

Duas lágrimas rolaram instantaneamente no rosto do garoto, por debaixo dos óculos, Hermione foi até ele e o abraçou, Simas e Rony se levantaram da maca e abraçaram os dois ao mesmo tempo.

- Vamos sentir muito a sua falta - disse Rony abraçando a garota e chorando junto.

Simas ficou constrangido porque não conseguia chorar naquele momento, queria demonstrar estar triste por Hermione ir embora, mas só pela cara ele tinha fingido muito bem.

- A gente ainda vai se ver, na faculdade de Aurores - alegrava Hermione.

- Até mesmo em Jogos de Quadribol - disse Rony e todos olharam para ele como se ele soubesse de alguma coisa - É, Minerva disse que também jogaremos contra Durmstrang e Beauxbatons por causa dos Campeonatos, não disse?

Todos ignoraram Rony e Madame Pomfrey sumiu, deixando eles a sós.


Então, estavam mais ou menos umas 10 pessoas sentadas em volta da mesa, e no canto da mesa, estava Lord Voldemort.

- Quem te viu, quem te vê - disse Voldemort andando em volta de Sirius Black - Fez uma excelente escolha, rapaz, só espero que não nos traga problema - e ao dizer isso deu vários tapas nas costas de Sirius.

- Estou com fome - reclamou Sirius massageando o estômago.

- Belatriz, traga comida para o nosso cãozinho, enquanto isso vou dizer algumas regras básicas que ele precisa aprender.

Belatriz concordou e saiu dali, Voldemort encarou o rosto cabisbaixo de Sirius e disse.

- Sabe a marca que você tem no seu braço? - ele não respondeu a princípio, apenas continuou com a cabeça baixa - Então, se você tentar trair a nossa confiança por um segundo qualquer essa tatuagem vai queimar a sua pele, começar a sangrar, até que você morra, está me ouvindo? - disse Voldemort dando um tapa na cara dele.

Sirius continuou alguns segundos com o rosto virado para a esquerda e depois voltou a olhar para Voldemort.

- Estou! - respondeu azedo.

- Isso serve para você também, Vera.

Ela concordou e disse.

- Nunca trairei o senhor, Lord das Trevas.

Voldemort sorriu e pegou Vera pela cintura.

- Você vai passar uma tarde deliciosa comigo, venha, vamos conhecer o meu escritório!

- O senhor, Lord, está pensando o que de mim? - perguntou Vera se afastando, com medo.

- Como ousa a dizer isso para mim?- perguntou Voldemort apertando o punho dela - Você vai para o meu quarto comigo, vai sim - e levou ela a força.

Sirius sentiu uma enorme vontade de ajudá-la, mas poderia se dar muito mal, então deixou que a mulher fosse levada para o quarto dele.

Belatriz trouxe um enorme banquete para Sirius, que comeu tudo como se fosse não tivesse comido há meses, e de fato, não havia feito isso.

- Black, no véu tinha comida?- perguntou Rodolfo.

- Não, mas lá a gente não sentia fome - disse ele cuspindo vários pedaços de pães em cima da salada.

Sirius escutou Vera gemer de dor e então ele disse.

- Coitada - murmurou balançando a cabeça.

- É, Black, está pensando que você não vai passar por isso, não é? Voldemort faz isso com todos - murmurou ele contemplando Black - Até comigo ele fez, sem dó e nem piedade. É tipo de uma ligação, assim ele saberá controlar seus aliados melhor!

Sirius sentiu vontade de dizer "Você merece", mas apenas fez cara de espanto.

- Ele não se atreveria - disse ele se levantando nervoso e dando um soco na mesa.

- Não adianta fugir, tarde demais, terá de passar por isso como todos nós.

- Que tipo de pessoa ele pensa que é? - perguntou Sirius se sentando, enfurecido - Eu não vou deixar ele tocar em mim.

- Black, não adianta se arrepender agora, todos nós passamos por isso, ele vai te obrigar, não tem como você tentar evitar.

Sirius resmungou alguma coisa, xingou alguma coisa.

- Por mais difícil que seja, isso passará, depois você vai até esquecer.

Sirius enfrentaria sua primeira conseqüência por se tornar um Comensal da Morte.


- Como assim? Vocês? - perguntou a garota de cabelos negros olhando Draco e Gina se distanciarem como se tivessem acabado de descobrir uma doença contagiosa no amado.

- Calma, Cho, Calma! A gente, quer dizer, nós, podemos explicar tudo - disse Gina assustada e pálida ao mesmo tempo.

Cho incrédula colocou a mão na cabeça.

- Fiquem tranqüilos, eu não contarei nada ao Harry, mas vocês ...

- Isso, a gente se odiava, mas descobrimos que...

- Entendo - disse Cho corada - Parabéns, mas Gina, você não está com o Simas?

- Ah? Simas? - ela deixou escapar uma risada sem graça - Simas? Que Simas?

- É, o Simas - repetiu Cho com as mãos na cintura, batendo o pé no chão - Ele me deu um fora porque estava com você!

- Ah, o Simas, não, quer dizer, vou terminar com ele! Ou melhor – deu outra risadinha sem graça – Já terminamos!

- Jura?

- Mesmo, e você poderá ficar a vontade com ele - respondeu Gina sorridente.

- Obrigada, Gininha - disse Cho dando um beijo em Gina e saindo - Boa sorte para vocês dois.

- Obrigado - agradeceu Draco antes de lascar um beijo de desentupir pia em Gina Weasley.


- Sras e Srs, eu gostaria que todos aplaudissem a nossa gloriosa aluna, Hermione Granger, que hoje está se despedindo de Hogwarts, a nossa queridíssima aluna recebeu uma proposta para ser Professora de uma escola, e aceitou - ao dizer isso muitas pessoas já batiam palmas.

- Obrigada, obrigada - dizia Hermione batendo palmas com lágrimas nos olhos, então o pessoal pegou os talheres e começaram a bater na mesa, gritando "Discurso, discurso, discurso".

- Ah, vocês me deixam sem jeito - disse Hermione envergonhada sendo empurrada pelos amigos em direção à mesa dos professores.

Harry, Rony, Gina e Luna levaram a garota até lá em cima, então ela subiu no lugar de Minerva, vermelha como um tomate.

- Bom, pessoal, eu gostaria de agradecer por tudo o que vocês fizeram por mim, gostaria de dizer a todos que vou sentir muitas saudades de vocês, inclusive daquelas pessoas que eu mais gosto, que são, Harry - disse ela com lágrimas nos olhos olhando para ele – Rony! - e acenou para o ruivo – Gina! - e sorriu para ela – Luna! - e acenou para ela também - Neville, Simas, Parvati, entre outras pessoas - Mas assim que puder eu venho visitar vocês de vez em quando - disse ela acenando para as quatro mesas e indo até a mesa da Grifinória que esperava ela para um grande abraço, enquanto as outras mesas aplaudiam.

Hermione recebeu um abraço de diversas pessoas da Grifinória, incluindo, Colin, Dênis, Simas, Neville, Harry, Lilá, Parvati e outras pessoas.


Na estação ferroviária estava Hermione, Harry, Rony, Luna, Gina (Simas havia ficado em Hogwarts porque tinha terminado com Gina e parecia muito zangado), Dumbledore e um elfo doméstico chamado Dobby que carregava os livros e malas de Hermione.

A garota segurava Bichento nos braços, e chorava como todas as pessoas que se encontravam ali.

- Bom, aqui vamos nos separar - disse Hermione deixando Bichento no banco e abraçando Harry com muita força, logo em seguida abraçou Rony, depois Luna e por último, Gina.

- Vou sentir muitas saudades de todos vocês, muitas mesmo.

Mais lágrimas saltaram dos olhos da garota e ela apanhou Bichento novamente, Dumbledore acenou para todos eles, e finalmente os dois subiram no trem.

- Acalme-se - disse Gina abraçando Harry por trás, ela tinha essa intimidade com o garoto, afinal, beijara ele algumas vezes, Rony soltou um olhar de censura para Gina, mas ela ignorou.

- Adeus, Mi, escreva para a gente - acenava Luna quando o trem começou a soltar fumaça.

O elfo saltou correndo para fora do trem e acenou para Hermione.

- Cuidem-se, os dois.

O trem começou a andar lentamente, Harry soltou dos braços de Gina e pulou no trem, segurando no ferro, nesse mesmo instante Hermione murmurou.

- Você é louco, desça já daqui!

Harry deu um beijo rápido em Hermione e disse.

- Eu te amo - e saltou do trem, ficando em Hogsmeade, o trem já estava pegando velocidade e sumindo na primeira curva, Harry apenas acenava, tristemente.

- Agora enfrentaremos uma Hogwarts sem Hermione.


A viagem até uma nova estação ferroviária não foi nada agradável, até porque Hermione passou maior tempo da viagem sozinha, Dumbledore tinha saído para deixar a garota descansar.

A estação que levaria Hermione a Durmstrang era gigantesca, possuía muitas luzes, era muito mais lotada e animada, Hermione e Dumbledore se despediram no ponto de táxi, onde Hermione pegaria um carro voador para ir até Durmstrang.

- Apesar de tudo, eu ainda amo aquele garoto cabeça dura - murmurou Hermione dando um soco na poltrona, perguntando se tinha feito a opção certa.


Voldemort passou uma tarde agradável, trancado no seu quarto, com Sirius e Vera, ao contrário do que os dois queriam.

- Vamos, Sirius - disse Rodolfo dando um soco no ombro dele após sair do quarto todo suado e vermelho de ódio - Vamos trabalhar.

- Ai, ele vai me pagar - resmungou Sirius apanhando a varinha em cima da mesa e treinando alguns feitiços básicos de destruição.

- O que faremos? - perguntou Vera exausta - Preciso descansar.

- Comensais não descansam, Sirius, ninguém poderá saber que você está vivo, ok? Os seus amiguinhos pensam que você está morto e tudo vai continuar assim.

- E eu não vou poder ver a minha filha?- perguntou Vera astuta.

- Vai poder ver sim - murmurou Belatriz - Mas antes, o trabalho.

Voldemort saiu do quarto e rodou em volta da mesa, brincando com os dedos.

- Então, Sirius, continuando o seu serviço, você terá de dizer onde fica a Ordem da Fênix.

Sirius que brincava com a cadeira, deixou as pernas escorregarem para debaixo da mesa e com um grande baque ele caiu no chão, ralando um pouco.

- Por que eu?

- Porque você é o único que sabe onde fica a Ordem do velho caduco - respondeu Voldemort aos berros - Ou você diz, ou volta para o véu, ou melhor, para o céu!

Sirius apenas olhou para Vera pedindo apoio, mas ela olhou com uma cara de quem diria "Cada um com seus problemas".

- Pra que vocês querem saber onde fica a Ordem?- perguntou Sirius levantando e colocando a cadeira no lugar.

- Não é óbvio?- perguntou Voldemort irritado, gritando na sua cara, deixando gotículas de cuspe voar na cara de Sirius.

- Não! - respondeu secamente, preparando-se para receber uma rajada de feitiços.

Voldemort grudou nas vestes de Sirius e o ergueu no ar.

- Quero acabar com a Ordem, e com todos que moram nela.

Sirius engoliu em seco.

- Me coloque no chão! – pediu crispando os lábios.

Voldemort não moveu um músculo, continuava olhando Sirius, com os olhos fixos nos dele.

- Me coloque no chão - pediu Sirius novamente tentando ser mais claro.

Voldemort deixou Sirius no chão e disse.

- Então, vai dizer ou prefere voltar para o véu?

Sirius abaixou a cabeça.

- Ok, eu digo.


N/A: Sinto dizer a todos os fãs pelo Sirius... Pela pessoa em que o transformei... Mas, ele precisava sair do véu... e vocês vão descobrir o motivo disso no fim!

Desculpem o surto também, mas às vezes é preciso... E eu amei as reviews, se continuarem assim, eu posto um capítulo por dia, amei mesmo... bjão