Já vou chegando aqui tirando o pó acumulado xD
Olá, pessoal, como vão?! *-*
Ai, ai, tanta coisa acontecendo nisso que chamamos de vida... :') Às vezes eu só queria ter aquele controle remoto do filme Click e poder pausar de vez em quando, para poder escrever um pouquinho e dormir tudo o que preciso. Vocês se sentem assim, também? :')
Peço desculpas pelo atraso e, infelizmente, não posso prometer se as atualizações serão frequentes ou mais espaçadas. A única garantia é de que eu não desistirei dessa história, então, por mais que eu demore, ela será finalizada direitinho! É um projeto grande e que há anos venho planejando, não irei desistir, não u-u
Quero agradecer ao feedback da última atualização e dar um abraço apertado em todos que comentaram! Obrigada por ainda estarem aqui!
Façam uma boa leitura! Até as notas finais!
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Voltar para a casa de Lily Madison depois de tanto tempo, enchia Helga de vergonha. Ela estava com as coisas de Ginevra Potter há mais tempo do que o considerado correto e, tendo em vista que seu projeto de escrita sobre Harry Potter estava momentaneamente suspenso, manter a velha caixa era injustificável. Parte dela queria deixar as memórias com Draco Malfoy, embora soubesse que pelos segredos aos poucos revelados, nenhum dos dois teve a oportunidade ou o direito de manter as lembranças consigo.
A casa de paredes de pedra continuava com o mesmo ar acolhedor de sua última visita. Com as janelas escancaradas para dar evasão ao pó da faxina pesada, Helga conseguia ver todo o interior revirado em caixas e molduras, com Lily Luna espanando móveis ao som de The Carpenters. Envolvida pela nostalgia de ter parte de sua infância e férias de Hogwarts embalada pela dupla de irmãos novamente, Helga riu, não contendo a saudade que saíram em forma de canção dos próprios lábios. Sua mãe com certeza adoraria...
— Sharin' horizons that are new to us, watchin' the signs along the way... — cantarolou e, por um momento, conseguiu ver Elizabeth Parks voltando-se para ela, pronta para continuar a canção e trocar passos junto a filha. Foi quase uma decepção notar o rosto pálido e sorridente de Lily no lugar.
— Talkin' it over just the two of us, workin' together day to day, together... — abandonando o espanador emplumado, a senhora se aproximou de braços abertos. — Seja bem-vinda, senhorita Parks!
— Obrigada, senhora Madison. — Grata, ela aceitou a demonstração de afeto, devolvendo o abraço com a mesma suavidade com a qual ganhava. — Me perdoe a demora no retorno.
— Não precisa se desculpar — riu Lily, apoiando as mãos no quadril largo. — Fiquei feliz com sua ligação! É muito bom receber uma visita, assim tenho uma desculpa para fazer biscoitos. — travessa, a senhora riu da própria traquinagem. — O médico proibiu o açúcar, acredita nisso? — Gesticulando displicente, ela chamava Helga para o interior da casa. — Venha, vamos tomar um chá.
— Eu agradeço a gentileza — sorriu, entrando com cautela. Sentia-se mais intimidada pela construção rústica do que pela mansão Malfoy a qual já era quase sua segunda casa, embora já tivesse estado ali antes. —, mas a senhora não precisava fazer nada para me receber, seu médico com certeza não aprovaria.
— Bobagem! — resmungou, e tal comportamento fez a jornalista lembrar de Draco. A comparação a fez rir sem muita discrição. — Venha, se acomode como se estivesse na sua casa!
Dando um sorriso amarelo, Parks sentou-se no sofá estampado, com a caixa apoiada nas pernas dobradas. Estar entre caixas entulhadas e velharias de todos os tipos a faziam recordar do mesmo cenário presente no sótão de Draco e todas as tardes de sábado buscando no passado, algo que os trouxesse um luz do presente. Teria, escondidas naquelas caixas, algum tipo de segredo, também?
— Fiquei surpresa que alguém conheça The Carpenters nos dias de hoje! — da cozinha, Lily vinha carregando uma bandeja farta de guloseimas visivelmente açucaradas. — Essas músicas são velhas até mesmo para mim, de onde a senhorita as conhece?
— Minha mãe é fã de Only Yesterday — lembrou entusiasmada enquanto aceitava e agradecia a xícara de chá com um aceno positivo. —, a preferida dela! Disse que foi com essa música que ensinou meu pai a dançar, então eu acabei pegando um carinho muito grande pelas composições deles. — um sentimento melancólico pareceu pairar sobre suas recordações, interrompendo o relato. — Ela tinha todos os discos da dupla, todos originais, presente do meu pai.
— Uma relíquia! — admirou-se Lily, com o par de olhos azuis arregalados em admiração e um pouco de inveja.
— Costumavam ser — confessou em voz quase sumida. —, mas depois que ambos adoeceram, The Carpenters era a coisa mais valiosa daquela casa.
Incapaz de olhar nos olhos castanhos da mãe depois de vender a coleção particular, ela evitou visitas ao asilo durante a semana que passou chorando, culpada por não ter conseguido achar outra solução para seu desfalque financeiro. Era ainda mais doloroso saber que Elizabeth ignorava a perda de seus preciosos discos de vinil, dado a doença. Era como se, para a doce professora de balé, seu amor pelas composições jamais tivesse existido.
— Eu queria ao menos ter um disco de recordação — revelou aquele pequeno segredo, enquanto devolvia a caixa à respectiva dona. —, assim como a senhora tem essa caixa para lembrá-la de Ginevra.
Compreendendo a dica naquele meio desabafo, Lily aceitou novamente a caixa, alisando sua tampa com a ponta dos dedos.
— Quando ela faleceu, menina?
Acostumada a ouvir apenas Malfoy chamando-a de "menina", Helga acabou rindo. O riso uniu-se à vontade de chorar e ela obrigou-se a fechar os olhos com força para não ceder às lágrimas.
— Há dois meses, ela e meu pai — lamentou a cicatriz ainda recente. — Tanta coisa aconteceu desde então, mas parece que toda vez que eu paro de correr, tudo vem à tona. — dando de ombros, tentou afastar o peso doloroso daquelas recordações.
— E como se chamavam?
— Elizabeth e Athos Parks — pronunciar o nome deles a fazia sorrir. — Nomes literários, sempre gostaram muito de ler.
— Athos, é? — o tom de Lily evocou a mesma alegria dolorosa. — Os Três Mosqueteiros costumava ser a história preferida de Hugo e eu...
Algo naquela declaração incomodou Helga. Cuidadosa, humildemente planejou seu pedido de desculpas.
— Perdoe-me por estar despejando tudo isso em cima da senhora.
— Não tem problema, meu bem, fui eu que perguntei, em primeiro lugar... Além disso, entendo perfeitamente sua situação; também não tem sido fácil para mim desde que descobri o falecimento de Hugo.
Chocada com a informação, Helga levou alguns segundos para absorver tudo, engasgando ao fim de todo processo compreensivo.
— Fala de Hugo Weasley?
— Ele mesmo. — encostando-se contra as almofadas coloridas, ela suspirou, mais saudosa do que triste. — Não o via há tantos anos, mas agora que ele definitivamente se foi, sinto-me terrivelmente sozinha.
— Eu sinto muito, senhora Madison! — recebendo tapinhas amigáveis nas mãos, Lily retribuiu o carinho daquelas palavras com um afago. — Isso foi muito recente?
— Eu não sei — riu irônica, ainda incrédula com aquela situação. — Sinceramente, senhorita Parks, eu não via meu primo desde antes de meu casamento... Hugo se isolou totalmente do mundo mágico conforme crescíamos, o Ministério só se lembrou de me avisar quando o corpo já estava fedendo. — ao perceber o espanto de Helga, Lily diminuiu a irritação de seu timbre e retomou — Não literalmente, é claro. Pelo que fiquei sabendo, ele já foi sepultado, apenas não priorizaram o repasse da informação para mim.
Todas aquelas informações de uma só vez a deixaram confusa. Por que Hugo Weasley teria se isolado do mundo mágico? Por que não mantinha contato com Lily? Teria brigado com toda sua família? Feito algo de grave para o Ministério não considerar seu falecimento digno de nota? Seria por isso que pouco se via sobre os filhos de Hermione e Rony nos jornais?
— Creio que te deixei confusa, não? — sorriu Lily, parecendo estar assistindo a bagunça na mente de Helga. — Sou eu quem lhe peço desculpas, agora. — deixando o encosto do sofá, a senhora curvou-se sobre a bandeja enfeitada e começou a servir o chá. — Açúcar ou mel?
Helga preferiu não adoçá-lo.
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Por um preço não tão caro – e nem por isso barato – Ginevra conseguiu orçar o carpete verde (escolha e insistência de Draco) junto com a instalação do mesmo. Claramente mentiu seu nome, tentando manter-se longe das manchetes enquanto ela e Draco não assumiam publicamente o relacionamento. E pelo jeito estavam longe de o fazer.
Malfoy achava que uma adaptação de acesso ao local seria mais do que necessária, mas precisou se contentar em ter conseguido convencer seus superiores a incluir o elevador antiquado no sistema de manutenção básica do restante do prédio sem cobrarem nada mais por isso. O tapete para forrar a parte oxidada e deprimente do interior foi cedido por Andrômeda e um Reparo fez a alavanca e pantográfica parecer menos desgastada. Um trabalho tão simples, mas que lhe ocupou metade de uma tarde...
Junho chegou tão rápido quanto Teddy sumindo com um par de meias e Draco não conseguia mais controlar sua vida se essa não tivesse uma planilha própria; continuava com os afazeres de entrega e ocupava almoços e pausas para mandar corujas seguidas vezes para fornecedores diferentes, gastando seus dias de folga para visitas quase sempre infrutíferas quando via um produto decepcionante, ou quando o mesmo tinha um valor completamente fora de sua realidade.
— Draco? Está acordado? – ouviu a voz de Ginevra sussurrar e ele sentiu-se tentado a responder em ironia, mas a reação dela certamente não seria das melhores.
— Estou – resmungou abrindo os olhos claros e a viu com o rosto quase colado ao seu. Ela tinha sardas em seus lábios que se comprimiam evitando uma risada. — O que tenho no rosto agora?
— Um vinco. – riu baixo enquanto traçava uma linha que cortava o rosto de Draco em diagonal. — Bem aqui.
— Hm... – bocejou se espreguiçando. Ele quase sempre dormia com o rosto prensado contra os travesseiros baixos de sua tia. — Chegou quando?
— Há meia hora. – riu. — Seu pai até já jantou.
— Meu pai? – estranhou. Lucius nunca voltava do Ministério antes de terminar seu serviço e isso costumava levar horas.
— Sim, mas já se retirou.
Sentiu seu corpo vibrar ao terminar de se espreguiçar pela terceira vez. Os clubes de livros e crochê de sua tia e mãe ocupavam mais suas agendas do que quando faziam parte da alta sociedade e a prática de Narcissa estavam enchendo cada vez mais a casa de toalhas coloridas em cima dos móveis. Ginevra, inclusive, havia ganhado um punhado que certamente estaria decorando A Toca agora.
Draco encarou o prato de comida repousado na cômoda cheia de brinquedos de Teddy e o pegou, empurrando tudo garganta abaixo sem realmente estar com vontade de saborear a comida. Bebericou o suco de abóbora e deu uma olhada na lista que Ginevra riscava vez ou outra. Estavam com certa dificuldade – mais do que a esperada – em definir um marceneiro que fizesse as vinte e cinco estantes que eles precisavam para a Biblioteca e isso tomava o pouco tempo livre dos dois.
— O suco está sem gosto, não é? – ela perguntou sem tirar os olhos da folha.
— Não...? – tentou. Não havia realmente prestado atenção nisso.
— O que você tem? – riu erguendo os olhos para ele, mas Draco limitou-se a dar de ombros, devolvendo o prato parcialmente vazio para o criado. — Fingir que nada está acontecendo não vai fazer o problema sumir.
Ginevra continuou lendo e rabiscando a lista tentando ela mesma se conter para não estapear Draco até ele falar de uma vez o que o incomodava. Comprimindo os lábios em irritação, ela sentia que seu interior vibrava de raiva contida ao estar observando Malfoy fazendo mistério. Até quando ele continuaria com aquele orgulho ridículo?
Sentindo os braços dele a envolvendo em um abraço ela relaxou um pouco, se rendendo ao recostar a cabeça no ombro largo. Tentou se convencer de que se ele tivesse mesmo algo importante a lhe dizer a revelação seria em breve. Ele também não era o único a esconder alguma coisa e cobrar sinceridade seria hipocrisia de sua parte.
— O que acha de contarmos aos nossos pais nosso namoro em dezembro? – o sorriso de Ginevra escancarou com a ideia. — Claro, se tudo estiver certo até lá. – ponderou. — Acho que podemos contar a eles.
— Malfoys jantando em um domingo na Toca. – ela riu e Draco a acompanhou. — Merlin, já imaginou Narcissa Malfoy passando lentilhas para Hermione?
— Ou seu pai falando de tomadas com o meu? – as risadas prosseguiram.
— Isso antes ou depois deles terem um ataque e tacarem fogo em tudo?
— Eu espero que não tenha fogo.
A partir disso, listas e problemas foram deixados de lado.
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A única coisa que Thomas ouviu, quando entrou na tenda para o café da manhã, foram os cumprimentos de seus colegas e piadinhas sobre como eles também queriam um convite. Rindo ao tentar socializar com aquele tipo de confraternização esquisita, só caiu em si quando a frase "casamento com Pandora Fary" foi dita por completo. O alerta vermelho em sua mente foi dado e ele continuou sorrindo enquanto ouvia as demais piadas e suposições do porquê dele ter escondido a data da cerimônia da grande mídia.
— Vê se leva a taça para o time, pelo menos, assim não faz feio no dia! – o goleiro comentou enquanto meia dúzias de ovos eram mascados dentro de sua boca.
Nervoso, Silfo mal conseguia segurar os talheres.
— Feche a boca, Buch. – foi a vez de Raj, um dos batedores, o repreender. Não era obrigado a assistir todo o processo alimentar do companheiro de time com tantos detalhes. — Mas não acha muito em cima da hora marcar para daqui dois meses, Silfo?
Pronto, ele já tinha a porcaria da data.
— Com licença. – pediu se levantando com raiva virando o prato com o ovo poche enquanto quase levava o guardanapo junto. O estalo alto de seu aparatar, notado por todo o time, não ajudou também a disfarçar sua saída e o silêncio se instalou na tenda quando perceberam que algo de muito errado estava acontecendo, sendo nesse clima de culpa que a refeição seguiu.
Sensação essa que não acompanhava a precursora daquela falsa notícia, ainda que as provas de seu vestido de noiva dissessem o contrário.
Thomas atravessou o amplo jardim frontal da Mansão Fary ainda mais rápido que sua Nimbus poderia ir, abrindo a porta da frente com um pontapé que fez estourar a fechadura da mesma. Os mordomos e empregados se assustaram, mas ninguém ousou interrompê-lo enquanto o homem subia as escadas de mármore branco, percorrendo os amplos corredores com suas paredes preenchidas por tapeçarias e rostos de ambas linhagens paternas e maternas da princesa Fary, todos ainda ou mais assustados que os subalternos que se esgueiravam contra a parede temendo uma reprimenda. Silfo olhava ao redor, os olhos vidrados de raiva a procura de Pandora como se essa pudesse ser sua presa.
— Pandora! – gritou a ponto de sentir suas cordas vocais vibrando. Uma empregada de estatura muito pequena aparatou na frente de Thomas, evitando olhá-lo nos olhos.
— No quarto de vestir senhor... – sua voz aguda murmurou e foi pisando duro que Silfo subiu mais dois lances de escada até conseguir ver sua noiva no fim do corredor, a porta aberta propositalmente para que ele a visse experimentando um ricamente bordado vestido de noiva. Atravessou o corredor tão ou mais irritado e só não avançou sobre ela, pois sabia que na raiva que estava, poderia cometer um ataque verbal impensado.
— Oh, Tom, sabe que o noivo não pode ver a noiva com o vestido antes da hora, dá azar. – reclamou Pandora, fazendo uma careta manhosa para seu reflexo no espelho oval.
— Que merda está acontecendo aqui? – perguntou ele, sua voz baixa devido à raiva que fazia suas mãos tremerem.
— Estou fazendo a prova do meu vestido de noiva, é lógico. – deu de ombros, abrindo o zíper lateral do vestido, permitindo que esse caísse suavemente pelo contorno de seu corpo, revelando sua combinação lilás de renda. — Mas você viu um dos cinco potenciais, precisarei provar outro.
— Que história é essa de que nos casaremos em janeiro?
— Oh, você não sabia? – franziu o cenho em tristeza. — Achei que tivesse lido o blog de Cordélia, todos já ficaram cientes.
— O que você e aquela fofoqueira aprontaram? – a pergunta saiu pausada, sumindo ao final da frase. Silfo estava a dois passos de sacar a varinha.
— Pode ler você mesmo. – ela apontou o dedo esguio para a tela de seu computador, aberta estrategicamente na página de Fingers. Os olhos mel do apanhador correram sobre o texto, sua raiva aumentando a medida que avançava a leitura. Quando se voltou para Pandora puxou-a pelo braço, fazendo com que o coque que ela ajeitava, caísse. — Está me machucando.
— Nem metade do que eu queria. – rangeu entre dentes.
— Então está assumindo que quer mesmo me bater.
— Ter você fora da minha vida seria melhor. – foi a vez dela puxar o braço.
— Ao invés de me condenar como a errada da história, deveria me agradecer; seu nome está afundando e você já não é mais o queridinho do público.
— Concordamos em informar a imprensa sobre o término do noivado no fim da Copa, Pandora!
— Você estabeleceu isso sozinho, Thomas Edward Silfo, eu jamais disse que desistiria desse casamento!
Thomas grunhiu, levando as mãos para o rosto, a frustração em lidar com a teimosia de Fary o corroendo por dentro. É claro que Pandora não deixaria as coisas acabarem de forma tão fácil assim, ele devia saber como ela era irredutível e não admitia a derrota, essa última, aliás, não existia no dicionário da Família Fary. Maldição... Sua felicidade e ânimo duraram muito pouco...
— Colocou até o anel da minha mãe no meio... – exasperou uma risada antes de golpear o monitor do computador, que quebrou ao se chocar contra o chão. — Faça a merda que quiser, dê seu show como sempre fez, mas não coloque o nome da minha mãe nas suas mentiras! – ela deu de ombros, puxando as alças grossas do vestido pérola para cima.
— Há males que vem para o bem. – balbuciou ajustando a cintura em seu corpo delineado. — Gosta desse?
— Por quê? – perguntou exausto. Nem mesmo uma partida infindável o esgotava tanto.
— Porque eu preciso estar perfeita para a cerimônia, sua opinião pode ter alguma relevância. – disse simplesmente, puxando a manga da luva sobre sua pele pálida.
— Por que faz tanta questão desse casamento? – os olhos cinzentos o fitaram no reflexo do espelho. Passada a agitação, ele parecia melancólico. — Pan, eu e você sabemos muito bem que não é o que você quer.
— Realmente, me casar com uma pessoa que não tem a mesma relevância de antes não está em meus planos.
— Estamos nesse jogo de aparências desde Hogwarts, antes, inclusive. – suspirou. — Isso não te desgasta?
— Eu não vou admitir ser trocada por alguém como Helga, Thomas. – a postura de Thomas enrijeceu com a direta de Pandora.
— E você acha que eu teria esse mau gosto? – ela riu.
— Tenho certeza. – seu sorriso torcia-se em desgosto. — Desde que você troca meu nome pelo dela quando transamos. – ele engasgou. — E não foi apenas uma vez. Isso é realmente deprimente, sabe? Sou o fetiche de todos os homens que meu rosto já foi capaz de chegar, mas meu noivo fica murmurando o nome de outra mulher, uma desengonçada, cujo cabelo desconhece a forma de um pente. – jogando o par de luvas longe, ela voltou a tirar o vestido. — Sabe que detestei essa cor? Parece que está sujo.
— Isso não vai dar certo.
— Não vai me desmentir para a mídia.
— Você mesma pode falar que quis romper o relacionamento, eu não me importo.
— Setecentos e setenta e nove mil galeões. – os ombros de Thomas caíram e ele chiou mais uma vez. — Você tem de onde tirar esse valor? Acho que não. E nós dois sabemos como a senhora Ayla Silfo ficaria decepcionada se o marido e filho perdessem a fábrica têxtil, não é? – colocando um véu rendado sobre o cabelos, completou. — Pobre alma...
Silfo não esperou mais e deu as costas para a sua — novamente — noiva, caminhando com bem menos vivacidade que antes para a saída, seu aparatar no jardim não acompanhado por ninguém. Como era de se esperar, dentro daquele lugar as aparências eram as predominantes.
O passado e o presente escondem segredos dolorosos... Independente da época e da pessoa, todos parecem protagonizar um segredo. Talvez o título dessa história não evoque apenas ao que Helga e Draco têm a esconder. O que vocês acham?
Muito obrigada, mais uma vez, pela leitura e carinho com o qual retornam essa história. O apoio de vocês a faz valer a pena e eu espero que a atualização também valha para vocês, haha xD Fica aqui, novamente, o registro do meu carinho!
Agora vamos às respostas dos últimos comentários:
AnnaSWeasley: Anna, muito obrigada pelo retorno! Independente do tamanho dos comentários, saber que continua lendo a história e apreciando o enredo é mais do que o suficiente para mim! De todo meu coração, muito obrigada! s2 Grande abraço e até mais! s2
Liliam Ginevra: Aaaaa, fico tão feliz que goste da Ludmila! Ela só tem pose, todo mundo sabe que ama as amigas e zela pelas duas, além de ser apegada aos pequenos demônios de Nymph e Adam s2 Agradeço imenso o apoio e consideração pelo meu trabalho. Chega a me emocionar ler depoimentos como os seus que veem tanta qualidade no que escrevo. Sinto-me realizada e não é exagero nenhum afirmar que comentários como os seus me dão força para continuar. Obrigada pela leitura tão atenciosa e retorno tão gentil. E também, é claro, pela paciência. Grande abraço e até a próxima! s2
D. R. Nunes: Cá está, minha DJ preferida! SHUASHAHSAHSAHSHAUSUHAHUSAUH xD Todas suas indicações entram para minha playlist, seja a da fanfic, seja a pessoal, então obrigada por isso xD Fico sempre muito contente com seus comentários! Obrigada pela insistência nessa fanfic que é rainha do hiatus xD E por sempre aparecer por aqui dar o ar da graça! s2 Sempre muito bom te ver nos comentários! Espero que o capítulo de agora agrade. E caso tenha alguma música para recomendar, só mandar! ;D Abraço!
Fujisaki D Nina: MEU DEUS DO CÉU, LEITORA NOVA CHEGANDO, É ISSO MESMO? SOS, SEGURA NA MINHA MÃO QUE A PRESSÃO CAIU AAAAAAAAAAAAAAAAA *desmaia* Menina, não faz isso não KSPAKSPKOAKSOAPKO Foram tantos elogios que eu tô sem chão, por gentileza, aguarde um momento enquanto eu vou buscar meu maracujina.
Eu estou tão, mas TÃO FELIZ que goste dos meus OCs! É difícil o pessoal aceitar a inclusão de personagens originais em uma história com elenco tão consolidado quanto Harry Potter, então para mim esse foi o melhor elogio que eu poderia ter recebido! :'D Eu amo muito a Helga, amo todos os meus filhos haha mesmo a Pandora xD E, concordo contigo, uma pena ela ter o mesmo nome que o da mãe da Luna, certamente ela era uma mulher infinitamente mais agradável xD Helga, Nymph, Ludmila... São pessoas sem nenhuma relação, mas que a amizade surgiu e cativou de tal forma que ninguém mais as imagina separadas. EU AINDA ESTOU TÃO FELIZ QUE GOSTE DELAS SKAPOSKAKSAKOPSASOPK MEU DEUS, ME ABRAÇA! (~*-*)~
Vovô Draco, confesso que adoro retratá-lo como um velho ranzinza e meio esquecido... xD Isso sem falar do apego dele com Helga, embora não admita ohohoho xD
Fico muito contente, também, que goste de como abordo a relação passado e presente :') Nossa, se para você faltam palavras, para mim faltou até o chão, aqui KSPOAKPAKOKASKOPAS Ter um retorno como o seu, cheio de carinho, é algo que me deixa verdadeiramente emocionada e, como citei para um dos leitores acima, é o tipo de retorno que me dá forças para continuar, mesmo com todos os percalços da vida. Pode deixar que farei valer sua confiança :') E olha que baita coincidência, um capítulo pronto tão próximo do seu comentário! Acho que ele me deu sorte, hein? s2
Pode deixar que eu não desistirei da fanfic! Por mais que eu demore, ela será concluída! Só torce aí para que eu não demore tanto assim com o desfecho haha xD
Grande abraço e até mais! s2
