Voltei, e cá está o epílogo. É curtinho, mas espero que gostem. (:

Assim que possível, posto o primeiro extra ;) Um beijo e boa leitura.


Epílogo

As ruas escuras não permitiriam que ninguém visse o que eles estavam planejando. Dois vultos, apenas encobertos pelas sombras dos prédios, espreitando e esperando.

Qualquer um que aparecesse naquele momento, estaria perdido. Sem uma única mísera chance de sobrevivência ao deparar-se com os olhos vermelhos e famintos dela e os olhos negros dele.

– Está rastreando os pensamentos de alguém? – ela perguntou, os caninos afiados aparecendo, brilhantes e prontos.

– Tem alguém vindo aí, mas está a duas quadras. Vai passar por aqui, então relaxe – ele respondeu, divertido em ver o quão bem ela estava se adaptando à nova vida e aos novos instintos.

– Ótimo – ela conteve o impulso de lamber os lábios em antecipação pelo sangue que iria provar.

Os passos logo puderam ser ouvidos por seus sentidos aguçados e ela agachou-se, sentindo o cheiro e farejando a presa.

– Mulher – ela sussurrou – Na faixa dos 25 anos. Estatura média.

– Muito bom – ele respondeu sorrindo – Agora, pode dizer a distância daqui até ela?

– Uma quadra... e diminuindo – os passos da mulher agora eram audíveis até para humanos e a vampira preparou seu bote.

– Fique à vontade, eu pego o próximo – ele sussurrou, para que apenas ela ouvisse.

Cerca de quinze segundos depois, o grito agudo de Mariah, 25 anos, foi ouvido na rua deserta. Ela foi prensada contra a parede e seu pescoço foi assaltado por dentes pontiagudos, afiados e famintos. Seu grito aumentou de volume e logo depois cessou, imitando sua consciência que se fora.

Em cinco minutos, todo o sangue de Mariah estava drenado e seu corpo, jogado junto de mais cinco corpos drenados.

Ele bateu palmas.

– Você é incrível. Estava certo em agir segundo meus instintos e transformá-la eu mesmo.

Ela sorriu.

– Obrigada – ela disse sinceramente – Pelo elogio, e por me transformar.

– Disponha – ele disse já muito próximo a ela, puxando-a pela cintura num aperto gostoso – Agora, será que podemos nos distrair um pouco?

Sua voz rouca, sussurrada e quase ofegante fazia coisas absurdas no corpo de mármore da mulher. Ela não pode fazer nada a não ser envolvê-lo pelo pescoço com seus braços e responder sua pergunta selando seus lábios.

Bella... – ele sussurrou, enquanto sua boca deixava a dela, à procura de seu pescoço.

– Hm... – ela murmurou, mordiscando de leve a pele da nuca dele – Edward, acho que estou com fome de outra coisa.

Edward riu, deliciado.

– Além de vampira sedenta, virou uma vampira ninfomaníaca*, meu amor?

Os olhos vermelhos de Bella brilharam desejosos e ela sorriu.

– A culpa é toda sua. Não mandei ser irresistível.

Ele gargalhou e apertou-a mais contra si, fazendo com que ela arfasse ao sentir sua excitação lhe espetando.

– Droga, Edward. – ela gemeu.

Nenhum dos dois aguentaria muito tempo. O beijo sôfrego que assaltou a boca de Edward, vindo de Bella, acabou com todas as esperanças de chegarem em casa antes de se entregarem ao desejo.

Edward prensou o corpo de sua mulher na parede do beco escuro e puxou sua blusa de forma violenta, tendo o cuidado de não rasgar. Bella fez a mesma coisa com ele, e logo os dois se entregavam ao prazer de estar conectados um ao outro, se entregando à luxúria e desejo que os consumia, segundo após segundo.

Os gemidos e sussurros eram abafados pelo som dos corpos se chocando contra a parede de concreto, chegando a fazer buracos pela força exercida durante o ato. Porém nenhum deles estava preocupado com os estragos materiais.

A única vontade dos dois era buscar o alívio que só o outro poderia dar.

Mais gemidos, investidas e arranhões depois, seus corpos finalmente tremeram e relaxaram, proporcionando o ápice do prazer que os dois só encontravam quando estavam daquele jeito: unidos, juntos.

– Um dia você me mata, mulher – Edward sussurrou, enquanto se vestia e olhava para Bella com paixão.

– Não sou nem louca de fazer isso! – ela disse, abotoando sua blusa de algodão. – Nenhum outro poderia fazer comigo o que você faz.

– Ah é? – ele sorriu e prensou-a contra a parede novamente – E o que eu faço de tão único?

Ela sorriu – Você é único Edward. Nenhum outro pode sequer chegar perto da sola dos seus pés.

Ele sorriu e lhe deu um beijo terno, que teria se transformado em algo mais forte se outros humanos – bêbados – não tivessem feito barulho demais.

– Hm, hora de me alimentar – Bella sorriu, junto com Edward, e os dois partiram para o ataque.

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Cerca de duas horas depois, os dois amantes e reis voltavam ao Castelo, de mãos dadas, andando rápido sem correr pelas florestas de Forks, apenas aproveitando a madrugada e o fato de que agora eram um só.

Os sussurros meigos e dominadores dele aliados às provocações e gemidos dela, eram mais do que suficientes para que expectadores ficassem a par de que os dois tinham sido feitos um para o outro, mesmo que semanas antes, os dois fossem de espécies totalmente diferentes.

Mas agora não existiam mais diferenças.

Agora era gelo contra gelo, fogo contra fogo. Uma personalidade forte contra outra tão ou mais forte. E as duas se combinavam, perfeitamente.

O respeito mútuo e amor singular que Edward e Bella dividiam – e continuariam dividindo, até o fim dos tempos – era palpável e invejável.

Edward, afinal, cumprira a profecia que sua mãe Elizabeth dissera, há tantos séculos atrás, mesmo sem ele próprio ter conhecimento disso.

Bella cumprira seu destino, ligando-se à Edward da forma mais permanente que poderia existir.

E, juntos, os dois reinariam sobre o mundo vampiro, e enfrentariam com vitória qualquer coisa e qualquer um que ousasse ficar em seu caminho.

the end


*"viciada em sexo"

ATENÇÃO: Ninfomania é uma doença, ok? Algumas pessoas "brincam" com isso e tudo mais, mas eu usei o adjetivo apenas como forma lúdica de expressão.

Mais sobre ninfomania aqui: http : / / pt . wikipedia . org / wiki / Adic% C3% A7%C3%A3o_ sexual (tire os espaços)

CONTEÚDO PARA MAIORES DE 18 ANOS.