Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.

Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.

Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU

Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.

Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.

Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.

Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...

Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...


Epílogo.

*Anos mais tarde*

Glorfindel parou e deixou que uma flecha passasse roçando em sua bochecha, cortando alguns de seus loiros fios de cabelo no processo. Um grito horrorizado veio do lugar de onde a flecha partiu. Ao lado do elfo, a Dama Galadriel riu suavemente.

-// Espero que não te divirta o fato de eu quase ter perdido um olho minha senhora.//

-// Mas é claro que não.// – assegurou com um sorriso – // Estou rindo pelo fato de que esta é a terceira vez essa semana... ao que parece suas flechas só acham você...//

O elfo estreitou os olhos ao escutar as palavras da Dama, mas não teve tempo de pensar muito tempo, pois passos apressados lhe disseram que não estavam mais sozinhos. Do meio das plantas do jardim surgiu um rapaz de mais ou menos doze anos de idade, de longos cabelos negros sedosos e maravilhosos olhos verdes.

-//Perdão Glorfindel! Ainda não sou bom com o arco!// – gritou alarmado.

-//Eu pude perceber, Millyra// – murmurou, tirando a flecha que estava cravada na árvore perto dele – //Tenha mais cuidado na próxima vez...// – acrescentou antes de entregar a flecha ao pré adolescente.

Tom Riddle sorriu timidamente.

-// Vou tentar Glorfindel.//

- Não, não, não ithen – Galadriel repreendeu – Lembra que quando você está com pessoas que falem o idioma dos homens deve falar para praticar.

- Ah... é mesmo! Desculpa! – fez um biquinho – Eu ainda não me acostumei.

- Deve fazer – sorriu acariciando sua cabeça – Lembra que Ezellahen passou muito tempo te ensinando e você prometeu falar o idioma mais fluentemente na próxima vez que ele e Eladarion vierem nos visitar.

- Sim... eu sei mamãe – suspirou e olhou atrás de si – Acho que vou voltar as aulas – olhou a flecha em sua mão e se ruborizou – Desculpe de verdade Glofindel... não vai acontecer de novo.

- Assim espero – disse.

Os olhos verdes se fixaram nos do elfo por longos segundos, antes que o rubor de Tom se intensificasse mais. Gaguejando uma despedida saiu correndo até onde estava seu instrutor de arco e flecha. Galadriel sorriu, enquanto o via se afastar.

-// Parece que o pequeno Tom tem sentimentos fortes por você.//

O loiro piscou, a olhando com incredulidade.

-//Ele é uma criança...// – balbuciou tontamente.

-// Era uma criança... agora está crescido e em dois anos será um homem, tal como foi Ezellahen quando tinha a idade dele.//

-// Mas... não poderia... eu o conheço desde que era um bebê e...//

-// Parece que essa idéia já esta rondando sua mente.// – sorriu com alegria.

Glorfindel ficou ruborizado e olhou para o lado.

- Hn – grunhiu.

-// Tom cresceu como uma criança boa, sem comparação com o que foi antes. Meu marido e eu seriamos felizes se ele encontrar um amor entre os nossos... e seria muito melhor que fosse uma pessoa de confiança, alguém que não o machucará e nem o fará desejar experimentar com o lado das Trevas.//

-// Parece que a senhora também pensou nessa possibilidade.//

-//Claro.// – sorriu – // Falamos isso desde o momento em que percebemos como ele muda quando você está perto, como seus olhos verdes brilham quando fala com você, ou quando lhe faz um elogio, de como fica ruborizado quando você lhe faz uma carícia sem maldade.//

-// Sim... eu também percebi.// – suspirou.

-// Então...?//

-// Não sei... o tempo dirá.//

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*Gondor*

- Quer andar depressa...? Seus pais e os meus não vão nos esperar para sempre sabe?

- Cala a boca!!! – Eldarion gritou – Você fez isso comigo e não posso andar mais rápido!!

Ezellahen fez uma careta de dor e se afastou do alcance do ataque de seu grávido esposo. Este era o primeiro filho que esperavam, mas Eldarion estava enorme, como se estivesse gerando gêmeos, mas por sorte não era o caso, o príncipe só podia andar bem devagar e descer as escadas era um esforço enorme isso somado ao humor asqueroso que ele tinha, produto dos hormônios.

Apiedando-se de seu esposo Ezelahen pegou uma de suas mãos e o ajudou a descer, hoje tinham reunião com o rei de Gondor, Elladan e Elrohir, que os esperavam no escritório do rei. Não sabiam muito bem o motivo da reunião e por isso estavam nervosos. Então caminharam lentamente até o escritório de Aragorn e bateram na porta. Depois de ouvirem a autorização para entrar, os jovens entraram no local de mãos dadas e fitaram apreensivos as faces sérias de Aragorn e dos elfos.

- O que aconteceu? – Eldarion perguntou bruscamente. Ele não estava acostumado a suportar muita pressão.

Percebendo o estado alterado de seu filho grávido, Aragorn sorriu.

- Não é nada para que você fique tenso meu filho – disse tranquilamente – Não faria nada para te alterar, ainda mais em seu estado. Por favor... sentem – indicou duas cadeiras que estavam em frente a sua mesa.

- E então por que estamos aqui? – Ezellahen perguntou ajudando seu esposo a sentar fazendo o mesmo depois.

- Pois... o que acontece é que nosso querido irmão está um pouco velho e debilitado – disse Elladan.

- E deseja tirar férias permanentes o mais rápido possível – Elrohir disse.

Ezellahen ergueu uma sobrancelha fitando seu sogro.

- E o que nós temos a ver com isso? – Eldarion perguntou de cara fechada.

- Acho que seu pai deseja passar a coroa para seu primogênito – seu marido respondeu.

- Ah.... – o príncipe piscou várias vezes até que o entendimento chegou a sua mente – Que???

- Calma! – Elrohir disse ao ver que o rapaz começar a hiperventilar – Para isso ainda faltam alguns anos...

- Elrohir tem razão – Aragorn concordou – Mas os gêmeos e eu achamos melhor começar seu treinamento para que sejam excelentes reis, quando eu decida te deixar a coroa meu filho.

- Ah... sim, Ezellahen tem que te acompanhar em tudo – agregou Elladan.

- Ah...

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*Mundo Mágico*

Lucius empinou seu nariz com desdém ao ver outro ruivinho perto dele. Abraçou a pequena Camila de cinco anos a segurando com força perto dele para impedir que se junte com esses.

- Lucius... Como pretende fazer seu filho ficar á vontade se você toma essa atitude?

O loiro fuzilou seu marido com o olhar.

- Não posso acreditar que Draco vai fazer isso comigo... casar com um Weasley... por Merlin – negou com a cabeça dramaticamente.

Remus rodou os olhos.

- Draco e George já namoram há vários anos Lucius. Eles não se casaram antes por sua causa, mas agora que estão esperando um filho... não podem atrasar mais.

- Tenho certeza que meu filho engravidou de propósito... para me pressionar a dar meu consentimento – sibilou.

- Sei... sei... – resmungou – Agora põe um sorriso no rosto, mesmo que seja uma careta, que Draco está pronto para descer e a cerimônia já vai começar.

Lucius conteve a vontade de grunhir e passou Camila para os braços de sua "mãe". Enquanto procurava um lugar no pátio da Toca para sentar, o loiro observou os convidados da festa. Seu filho Lucas de quatorze anos estava com os gêmeos endiabrados de Severus, que eram dois anos mais velhos que ele e com os gêmeos de Regulus Black. Seu pequeno Derrick de quase onze anos, estava (não conseguiu evitar se estremecer) com Tom Riddle e Eileen Snape, uma bela morena de olhos azuis, única filha de Severus e Bill e, que não era ruiva como todos os Weasley. Perto deles estavam os gêmeos de Sirius Back e Théoden, filho de James Potter. E pelos sorrisos maliciosos que esses dois tinham, não estavam para fazer nada de bom.

O Potter perdido mostrava orgulhoso seu primeiro filho a seus ex companheiros grifinórios, enquanto Ronald Weasley tentava evitar que seu filho de três anos puxasse seu cabelo. Lucius ainda não conseguia entender como ele conquistou uma moça tão inteligente como Granger. "Deve ser um encanto especial dos ruivos... meu próprio filho caiu vitima de um deles..."

Suspirando com irritação, Lucius sentou em uma cadeira perto do arco das flores que seria o centro da cerimônia e esperou seu filho descer, para poder levá-lo ao altar.

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*Muitos anos depois *

Ezellahen terminou de arrumar a túnica de filha mais nova e depois a viu correr para onde estavam as outras crianças. Hoje estavam em Valfenda, onde os adultos celebravam outro ano da sua libertação do domínio de Sauron e toda a antiga "Sociedade do Anel" estava presente. Claro, todos estavam mais velhos (exceto Legolas) e cheios de filhos, mas o importante era que estavam vivos e felizes para celebrar o aniversario da vitória.

Suspirando de felicidade, o homem se apoiou no corrimão de cimento que tinha no corredor que dava acesso ao jardim. Ali, não muito longe dele, seus dois filhos pequenos, seu irmão de dez anos, os filhos de sua "mãe", de Naurëa e até os netos deste brincavam um novo jogo élfico, que os filhos de Elladan lhes ensinavam. Havia muitas crianças de todos os tamanhos, até adolescentes que aproveitavam para dar uma olhada em futuros companheiros. Embora fosse difícil, pois a maioria estavam comprometidos por laços de sangue.

- Arrume sua coroa majestade.

Os olhos verdes se conectaram com os cinza de seu esposo e Harry sorriu de lado, atraindo Eldarion pela cintura para poder beijá-lo.

- Nunca vou me acostumar com isso – disse carrancudo, ajeitando sua coroa, depois de soltar seu esposo que sentou perto dele – Era bastante desconfortável usar aquela tiara que meu avô me obrigava a usar... mas isso... – olhou a coroa em sua cabeça com irritação.

- Já fazem três anos que somos reis de Gondor meu amor – disse o belo homem – E a coroa te marca como um.

- Mas a gente pode governar sem usar isso – choramingou fazendo um biquinho.

- Bobo... – sorriu, antes de tornar a beijar seu esposo.

Ficaram trocando beijos e carícias por um bom tempo, até que ouviram gemido não muito longe dali. Desconfiados o casal se levantou e foram até o lugar bem afastado e escuro apto para atividades ilícitas.

E como esperavam, mas não puderam evitar se surpreender, viram Millyra (com vinte nove anos) grudar-se ao corpo de Glorfindel como se este fosse uma tabua de salva vidas e suas bocas estavam devorando-se ... não havia palavra melhor para descrever o que faziam.

Eldarion e Ezellahen se olharam e o de olhos verdes ergueu uma sobrancelha, antes de pigarrear.

-// Meu amor... não lembra que o tio Glorfy dizia que Tommy era muito novo para ele?// – perguntou caçoando.

O casal se separou com um gemido assustado, mas o loiro não soltou a cintura do mais novo.

- Eze! – Tom gritou vermelho de vergonha – //Não sabia que vocês tinham chegado!//

-// Chegamos ontem à noite... te procurei por todos os lados para te cumprimentar...//

-//Você não procurou em todos os lados meu amor.// – disse Eldarion, com um sorriso malicioso – // Esqueceu de olhar no quarto de Glorfindel.//

- Ah... tancave – sorriu – //Acho que você tem razão meu amor.//

Glorfindel rodou os olhos, enquanto Tom ficava tenso e se ruborizava até limites inimagináveis.

- Deixem de chatear – falou na língua dos homens – Vocês mesmos me aconselharam a aceitar o assédio de Millyra – o elfo resmungou.

- Sim... claro – Ezellahen agitou a mão com indolência.

- Espera ai – Tom fechou a cara – A que você se refere com "assédio". Até parece que eu estava te coagindo.

Os três adultos olharam para o mais novo com incredulidade. O motivo era que Tom, desde que entrou na adolescência não parou de perseguir Glorfindel, dizendo que o amava, dando presentes e espantando todo possível candidato a ser amante do elfo loiro. Isso diminuiu quando o rapaz fez vinte anos e começou procurar outras "experiências" para que Glorfindel percebesse que ele era seu destino. Por causa disso, os papéis se inverteram e foi o elfo quem começou a espantar os possíveis candidatos. Finalmente, o ciúme os uniu em segredo há um ano... até agora.

- Ah, Millyra – Ezellahen suspirou, depois fitou Glorfindel – Minha avó sabe?

- Vai saber... – respondeu evasivo.

- Awww... querem manter seu amor em segredo – Eldarion disse, antes de soltar uma gargalhada a qual seu esposo o acompanhou.

*Dias depois*

- Ezellahen…

O homem girou sua cabeça para olhar seu esposo e pegar um menino de sete anos que o rei trazia adormecido em seus braços.

- O que aconteceu?

- Dor de barriga – suspirou – Ele estava comendo doces com seus irmãos desde que o jantar terminou.

O mago sorriu e acariciou a cabeça de seu filho, o olhando com ternura.

- Não acredito em tudo o que aconteceu durante esses anos... – olhou pela janela – Daria para escrever um livro sobre a minha vida.

- Você seria famoso – sorriu de lado – Sua vida foi muito agitada. Você viveu coisas que somente alguns sonham em enfrentar durante o transcorrer da vida.

- Então acho que escreverei... poderia contar as aventuras de meus seis pais. Acho que sou o único homem no mundo que tem seis pais homens.

Eldarion riu e sentou perto de seu marido, apoiando a cabeça no ombro forte do outro.

- E qual seria o título do seu livro?

- Não sei – deu de ombros levemente para não perturbar seu esposo – Provavelmente chamaria de... Ezellahen.

Fim!!!


Notas da tradutora: Bem esse é o final dessa fic linda, como eu comentei na fic "Gigolô", dessa eu também não gostei do final... Acho que a autora Uko-chan não gosta de acabar as fics hehehe... Mas como promessa é dívida ai está o final. Obrigada por me acompanharem em mais essa aventura e espero ver vocês na segunda temporada de "Sangue Veela" e daqui a alguns dias em "Um anjo entre vampiros" . Besitos e até a semana que vem.