Pessoas com estômago fraco, que não agüentam 'emoções' fortes não leiam esse capítulo. CAPÍTULO COM MUITAS LEMMONS.


Quarenta minutos e ouvi mensagem chegando no celular.
'Abra logo essa droga de porta'
Um sorriso bobo se abriu em meus lábios. Ela veio, lógico que veio. eu era seu deus grego afinal.
Apertei o botão para que o portão de baixo se abrisse e fiquei esperando o elevador chegar.
A porta se abriu e ela se despediu de uma senhora que devia morar no condomínio. Seus olhos evitaram o máximo entrar em contato com os meus, isso não era algo que ela pudesse adiar por muito tempo.
-Você demorou - eu disse rindo, encostado no batente da porta.
Ela não me respondeu, passou direto por mim e foi entrando na minha casa.
Entrei e tranquei a porta e a vi tirando o casaco grosso, as botas com saltos absurdamente altos e as meias de... Ursinhos? Qual o problema dessa garota? Comanda uma empresa com trocentos empregados e usa meias de ursinhos.
Não gostei muito quando a vi indo pra cozinha, abrindo a geladeira, tirando umas coisas de lá. 'Sinta-se em casa' ela levava bem ao pé da letra isso porque era o que parecia, que estava na própria cozinha.
Mas isso não estava certo, eu diria o que faríamos, como faríamos e quando faríamos. Ela tinha que entender que as coisas eram diferentes agora.
-O que você pensa que esta fazendo? - eu disse cruzando os braços e me apoiando no balcão - Não foi pra cozinhar que te chamei você sabe muito bem.
Bella parou de colocar alguma coisa numa panela e se virou pra mim. Tentei puxá-la pelo braço e a senti me jogando na parede, foi o choque que deixou que ela o fizesse com tanta força que chegou a doer um pouco minhas costas.

-Escuta aqui - ela me puxou pelo colarinho, se erguendo um pouco - Eu tive que deixar uma reunião importante com a super intendência da administração dizendo que meu cachorro estava tendo uma crise de cólica renal.
A vi respirar um pouco, afrouxando as mãos na minha camisa.
-Estou andando com salto 17 desde a cinco da manha e to morrendo de fome, então não venha me dizer o que posso ou não posso fazer.
Ela me olhou firme, vendo se eu havia entendido, assenti e suas mãos me soltaram. Um leve sorriso se formou em seus lábios.
-E com um pouco de sorte faço jantar pra você também.
-Não estou com fome - respondi indo pro meu quarto pra trocar de roupa, tirei a camisa e coloquei um short.
Eu vi aprovação em seus olhos quando ela me viu daquela forma. Já havia duas panelas no fogão e ela fatiava umas batatas.
Eu queria puxar papo, perguntar sobre seu dia, sua mãe, Alice e a gravidez, mas isso não era algo que um cara que só queria transar com ela faria. E era isso que eu queria que ela pensasse. Que só meu corpo seria seu. Que meu coração já havia voltado pro meu peito, mas isso era mentira. Vê-la vindo em minha direção provava que ele nunca havia saído de suas mãos.
Seus lábios tocaram os meus de leve, suas mãos me puxaram e percebi o que ela queria, estava me tirando do caminho pra ir pro meu quarto.
A segui enquanto ela abria meu guarda roupa, meus olhos não se desgrudaram de seu corpo enquanto ela desabotoava a camisa e tirava a calça jeans. Ela sabia da minha presença ali, mas não parecia se importar, ela colocou uma camiseta minha que apesar de ficar bem no meu corpo, pra ela ficou ate os joelhos.

Não nos olhamos muito ate o fim do jantar. Ela cozinhava muito bem, eu já havia jantado, mas não houve como negar. O cheiro estava muito bom. Depois de terminar ela ainda foi lavar a louça e arrumar a bagunça que havia criado. E pela primeira vez na noite eu podia dizer que ela estava enrolando e fugindo de mim propositalmente. Eu já havia apagado as luzes da casa e ela estava no meu quarto dobrando as roupas que havia tirado e deixado jogadas pelo chão. Senti seu corpo enrijecendo quando percebeu minha presença. O que ela pensava afinal? Que eu ia estuprar ela ou algo assim?
-Com medo? - eu falei baixo, me colocando de frente, entre ela e o guarda roupa. Ela levantou o pescoço num sorriso torto.
-Não se esqueça de que aquela foi minha primeira vez - suas mãos passaram pelo meu braço, antebraço - E única devo dizer...
Seus olhos estavam brilhantes... Azuis. Eu ainda não havia me acostumado com Isabella olhos azuis.
-Sexo ainda não é algo costumeiro na minha vida, tente entender.
Meus olhos não conseguiam para de passar pelo seu corpo com a minha camiseta branca, se ela tinha algo a me dizer tinha que ser agora, enquanto eu ainda tinha autocontrole.
-Bella, se você não quiser... - puxei seu corpo pra mais perto do meu, sentindo seu cheiro de maracujá.
-Se eu não quisesse, eu não teria vindo Edward - que bom, porque por um momento eu estava com medo de ter que implorar... - Eu desejo muito você, mas se... se eu não agir como você espera não pense que estou fazendo charme de propósito ou algo assim, e só timidez.
Ela me olhou com aquele sorriso lindo. Eu não sei dizer, talvez sincero, eu estava prestes a ceder, mas eu não podia. Seria enganar a mim e a ela.

Bella escapou do meu abraço indo em direção a minha cama deixando minha camiseta no caminho. A vi se ajeitar em um dos meus muitos travesseiros dando batidinhas no outro lado pra que eu me juntasse a ela.
Antes de fazer o que ela pedia passei pelo interruptor, mas ela que não se acostumasse, logo teriam luzes e espelhos espalhados por aquele quarto.
-Pra uma tímida, ate que você toma bem as rédeas da situação.
Deixei meu shorts pelo caminho também, ficando de boxer. A boxer vermelha que ela parecia ter gostado tanto. O sutiã preto de renda dela também não era nada feio.
Quando me deitei ao seu lado, seu corpo veio pra cima de mim, me encaixando entre suas pernas.
-Posso te perguntar uma coisa? - ela disse no meu ouvido...
-O que? - isso queria dizer... Qualquer coisa, você tem o que quiser de mim no momento.
-Como meu perfume foi parar no seu travesseiro?
Ow, ow... Pego no flagrante. Quando eu havia comprado aquele perfume de presente pra ela, sabia que era parecido, mas não imaginava que era igual. Eu coloquei uma gota, ou vinte... Por noite... Antes de dormir... Era saudade... E eu achava que nunca mais conseguiria olhar na cara dela outra vez. O que fazer?

BPOV

-Bella, se você não quiser... - BELLA! Ele me chamou de Bella... Fazia tanto tempo desde que ele havia feito isso pela ultima vez. Ser chamada assim por ele era diferente, sei lá. Não sei dizer por que, mas aquilo só me fez querer tirar a roupa mais rápido ainda. Mandando embora aquela timidez inconveniente que me apanhou há pouco.
-Se eu não quisesse, eu não teria vindo Edward. Eu desejo muito você, mas se... Se eu não agir como você espera... Não pense que estou fazendo charme de propósito... Ou algo assim, e só timidez.
Eu não precisava me explicar tanto eu sei, mas provavelmente ele pensava que cada palavra, cada ato meu eram programados para conquistá-lo ou algo assim. Mas eu já havia desistido de planejar meus atos, o destino seria bom pra mim. Só agora eu sabia disso. Então deixei que ele resolvesse tudo.
Tudo ia muito, muito melhor agora que ele estava só de boxer. Só que quando deitei senti um cheiro... Um perfume familiar. Caramba, lógico que era familiar. Era o meu!
Sabia que para ter verdade ou pelo menos parte dela, ele precisaria estar vulnerável. Eu por cima dele então era a melhor opção.
-Posso te perguntar uma coisa? - perguntas ao pé do ouvido obtêm as melhores respostas...
-O que? - ele estava desconfiado, podia ver isso em seus olhos.
-Como meu perfume foi parar no seu travesseiro? – hesitante, mau sinal ou bom sinal? Será que a resposta era tão ruim assim?
-Ham... - vamos cara, desembucha logo. Obviamente eu não exteriorizei. Oficialmente eu não estava nem ai pra qualquer que fosse a resposta dele.

Senti suas mãos afrouxarem em minha cintura, sua respiração acelerar. Meu deus men... Você matou alguém?
-É que... Eu estava... Comprando... Um presente pra uma amiga... E vi que esse cheiro era parecido com o seu.
Ta, mas isso não explicava o porquê ele estava ali na cama dele. A menos que...
-Na verdade... Comprei-o pra você, mas então aconteceu um monte de coisas e eu acabei não entregando.
Não estava nem ai pra qualquer resposta menos essa e eu estava quase implorando pra ele parar de responder.
-Daí Tânia dormiu umas noites aqui em casa e esqueceu o perfume ela chegou a pedir o meu, mas eu lembrei que tinha esse de mulher em casa e acabei a deixando usar.

Dor. Há muitos termos que descreve esse sentimento, algumas pessoas só conhecem o conceito de dor de dente. Já outras a dor da perda. Bem, como será que se descreve essa que sinto agora?
Esse aperto na garganta que me dá agora parecendo que ar já não existia. Essa dor que a imagem de uma vadia qualquer usando um perfume que é meu com um homem que é meu e deitada em uma cama que pela ordem natural da vida, seria minha.
Eu queria disfarçar, mas não dava pra esconder mágoa, decepção, dor, já deviam estar estampados em meus olhos. E o pior de tudo era a satisfação. Ele estava se divertindo em me fazer sofrer, talvez essa fosse à intenção. Me ver da maneira que eu estava agora. Talvez ele tivesse apenas inventado a tal Tânia pra me deixar assim.
Não. Não adiantava me enganar. Querendo encontrar qualquer desculpa pra que não tivesse que pensar que outra garota havia tido ele pra si enquanto eu estava fora. Se não fosse pela historia dele, por qual outro motivo meu perfume estaria TÃO impregnado na cama dele? A ponto de eu sentir ate um pouco de enjôo.
Me levantei, não com pressa, mas da mesma forma como havia me deitado. Fui com passos calmos ate a cômoda onde minhas roupas estavam. E abri a gaveta pra pegar minha dignidade que estava guardada também. Nem ela, que já não valia quase nada, merecia o que ele me fazia agora.
Sai do quarto, parei no corredor pra terminar de me vestir.
-O que você pensa que esta fazendo? - eu já estava com a calça jeans colocando a camisa do lado certo pra vestir. Eu não respondi pra ele. O nó na minha garganta ainda não havia se dissolvido.

-Você não vai embora...
Ele me olhou esperando uma resposta, nada saia da minha boca.
-Vamos Isabella, diga logo alguma coisa! - senti sua mão sacudindo meu braço, ele estava se descontrolando.
-O que você quer ouvir de mim? - sem lagrimas, sem lagrimas... - Que estou com ciúmes por outra ter estado na sua cama? POIS BEM. EU TO.
Ele me soltou, percebendo que estava apertando demais meu braço.
-Você me acha uma vadia, eu sei disso, mas não me peça pra aceitar esse seu novo eu Edward. Mesmo uma vadia como eu não agüenta a idéia de ter que dividir o homem que ama.
Ele me olhava pacientemente enquanto eu falava como se quisesse ouvir cada palavra como se fosse a mais importante do mundo. Compreensão passou por seus olhos quando terminei, desejo veio depois, seguido pela raiva.
-Você acha mesmo que eu posso mascarar minhas emoções assim como fez comigo todo aquele tempo?
Senti minha cabeça esbarrar na parede. Aquilo doeu, mas ele não parecia se importar.
-Podem vir Tânias, Laurens e Jéssicas pra minha cama, mas vai ser sempre você que vai estar na minha cabeça.
É. Isso geralmente era uma declaração de amor. Isso geralmente era dito num tom calmo e seguido por um beijo puro e apaixonado, mas não entre eu e Edward.
Porque não éramos um casal normal, éramos dois adultos que toparam se satisfizer em momentos oportunos, era esse o jogo que ele queria. Não era só desculpa, a mente dele não me queria lá, mas o corpo, o corpo precisava. Assim como o meu precisava dele naquele momento.
-Vamos ter que mudar umas coisinhas aqui. Se for assim que vai funcionar... - eu não poderia sair daquela casa inteira, não sem ter o que havia buscar, mas eu poderia pegar com um pouco mais de cabeça erguida.

-Que coisinhas? - ele perguntou já com a boca no meu pescoço. As mãos brigando com o zíper do meu jeans.
-Nada de fidelidade. Por NENHUMA das partes e o mesmo se aplica a tal pontualidade.
Eu tentava ficar seria porque eu queria mesmo era rir daquela cara de criança que esta quase alcançando a lata de leite moça na prateleira do alto.
-Eu aceito - ele disse puxando minha calça pra baixo de uma vez só.
Mexi meus pés para que elas ficassem por lá mesmo.
-Agora seja uma boa garota e vamos pro meu quarto - ele disse chutando minha calça de 600 reais da diesel pra longe como se fosse um inseto morto.
-Você vai ter que ser um pouco mais convincente do que isso... - eu disse com um sorriso maldoso pra ele que já estava no meio do caminho.
Seu abraço me surpreendeu, mas entendi tudo assim que suas mãos puxaram meu quadril pra mais junto dele pra sentir o quanto Ed Jr já estava preparado pra brincar.
-Você vê o que faz comigo?... - ele soprou minha orelha. Ui, arrepiou.
-É mutuo. Acredite...
Nosso tom era baixo, eu não sei por que, parecia ate que estávamos num lugar lotado contando algum segredo.
E então ele me levantou pra que minhas pernas abraçassem sua cintura. Me levando pro único lugar no mundo que eu queria estar naquele momento, a cama dele.
No caminho deixei minha dignidade de volta na gaveta. Eu já havia feito o pacto de direitos iguais por ela. Não se podia me pedir muito mais do que isso... Não quando Edward Cullen me deitava na cama, brigando agora contra o fecho do meu sutiã.
-Será que isso ta quebrado? - ele reclamou. Estávamos sentados na cama, eu com as pernas envolta dele.
Tirei minhas mãos de seus cabelos e as levei pra trás fazendo o que estava dando uma surra nele em menos de dois segundos.
-Isso seria descontado do seu pagamento se você estivesse em serviço.

Ele riu do meu comentário enquanto me deitava na cama, suas mãos já passavam pela minha clavícula deixando meus seios clamando por seu toque. Eu não tive que esperar muito, logo já estavam seus dedos me acariciando como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.
-É bom saber que estamos avaliando uns aos outros aqui... - ele disse enquanto sua língua passava pelo meu ombro, pelo meu colo e as mordidas que ele dava no caminho me mostravam que não havia nada a ser descontado ali.
-Nada - arg, o ar faltou em meus pulmões quando senti sua língua sugando meu mamilo - nada de avaliações aqui - respira Bella... Ar! - por favor...
Seus lábios me deixaram por um segundo e eu já estava pronto pra implorar pra que ele continuasse.
-Cala a boca Bella - ele não foi grosso dessa vez, disse aquilo suavemente, com aquele sorriso torto.
Eu na devia me calar. Ele havia sido grosso mesmo educadamente, mas ele me chamou de Bella e não se esqueçam, minha dignidade estava seguramente guardada na gaveta.
O que fez com que minhas mãos entrassem em seus cabelos puxando sua cabeça pra mais perto pra que ele continuasse o que estava fazendo.
Ele entendeu o recado, pois logo seus lábios já me enlouqueciam novamente e cada vez que sua língua passava pelo bico do meu seio, descargas elétricas me faziam arquear. O que fazia intensificar mais aquilo tudo.
Meu corpo já perdia o controle, eu já me sentia pronta. Sua boca voltou pra minha e sua língua parecia me antecipar à melhor parte daquilo tudo. Suas mãos desceram pra minha cintura, indo pra minha virilha. Sua mão era mais suave agora. Seu dedão subia, descia, parecendo querer me torturar.
Mexi meu corpo pro lado fazendo que ele sentisse o quão pronta estava pra ele. Sentir a parte do meu corpo que mais desejava ele no momento.
A provocação funcionou, seus dedos acariciaram levemente meu sexo sobre a calcinha.
-Você vê o que faz comigo? - disse com um sorriso torto, usando suas mesmas palavras.
-Eu sempre soube... - ele puxou minha calcinha pro lado, que já não era mais impedimento pra que seu dedo me penetrasse me fazendo arfar. Perdendo a linha de raciocínio.
-Então pare de brincar comigo - eu ainda consegui dizer antes de perder completamente o ar. Sentindo-o estimular minha parte mais sensível.
-Mas esse e o problema Isabella - sua boca mordia meu pescoço, chupava, aquilo ia deixar marca... Mas eu não conseguia pensar naquilo agora. - Porque eu ADORO brincar com você.
Eu não o estava olhando agora, meus olhos permaneciam fechados pra sentir melhor o que os dedos mágicos de Edward podiam fazer.

Não gostava quando ele me chamava de Isabella, me fazia ter raiva dele, me fazia querer tratá-lo da mesma maneira. De descer ao seu nível ressentido de ser... Como eu queria pode controlar meu gênio, mas eu não podia. Então já que provocou, agora agüenta. Minhas pernas se fecharam em suas costas. Aproximando mais de mim. Fazendo-me sentir que ele já estava tão pronto, tão em ponto de bala quanto eu.
-Ande logo com isso - eu disse entre os dentes, puxando seu cabelo mais forte...

-Eu já disse. Não precisamos de pressa - sua boca se voltou pros meus seios novamente.
-Eu não perguntei se você esta com pressa ou não - minha voz saiu fria assim como eu queria - Disse pra fazer, agora.
A magoa que refletia em seus olhos devia ser igual a que refletiu nos meus quando ouvi sobre a tal Tânia. Ótimo, agora estávamos quites.
Ow. Ele não teve pena ao me penetrar, houve dor, eu admito, mas nada que olhar naqueles olhos verdes cheios de raiva e desejo por mim não pudesse transformar na mais pura de prazer.
-Eu sei que você faz melhor que isso... - disse empurrando ele de volta pra mim com minhas pernas. Ele obedeceu, saindo de mim e voltando com mais força. Se concentrando em mim novamente.
-Mais forte - as palavras saíram firmes. Realmente não sei como, mas ele obedeceu uma vez. Que isso? Controle por voz? – Mais - ele fazia - Mais...

E assim foi ate que ele entendesse qual era o ritmo que EU queria. Qual era o ritmo que me fazia perder o ar como agora a cada vez que nos uníamos e distanciávamos. Ele já não saia completamente de mim e as descargas vinham mais forte a cada momento em que nossos corpos até que aquela sensação maravilhosa de relaxamento se apoderou do meu corpo. Eu tinha certeza, ninguém poderia me fazer sentir assim. Só ele.
Ele percebeu que eu havia gozado, mas ainda se mantinha se apoiando nos cotovelos. Vendo minha expressão de saciedade e esperou que minha respiração voltasse ao normal pra dizer.
-Agora que você já mandou bastante Isabella – ow, aquele era o sorriso maligno dele... - Eu vou te ensinar uma coisinha nova.
Suas mãos me tiraram de baixo dele então me fazendo deitar sobre seu peito. Ah não. Não. Não. Diz que ele não quer fazer isso, eu não to pronta. Eu não to pronta.

Suas mãos fizeram meu quadril chegar mais perto do lugar que ele parecia querer que eu estivesse sua boca com um sorriso torto, seus olhos pareciam satisfeitos.
-Edward... Não - arfei o sentindo tentando se encaixar em mim.
-Por que não Bella? - ele respondeu no mesmo tom baixo em que eu falei.
-Por que pode - arg. Como é que eu penso com as mãos dele me tocando desse jeito - pode doer.
-Você vai gostar Bella - ah, não chama de Bella que eu gamo - Você gosta de se sentir poderosa. - eu já sentia o entrando em mim - Essa posição dá poderes a você.
Eu não entendia o que ele queria dizer. Eu não entendia nada pra falar a verdade. O pânico de tentar algo tão novo estava me tomando.
-Nessa posição você pode decidir - suas mãos deslizaram do meu quadril, pro meio das minhas coxas - Se você quer mais de mim.
O senti me puxando pra baixo, me invadindo completamente fazendo meu corpo arquear sentindo algo tão intenso que não me deixava distinguir se era dor ou prazer.
-Ou se você quer menos de mim - pelas minhas pernas ele me levantou de volta a posição inicial, mas sem sair de dentro de mim.
Seus olhos brilhavam de excitação, talvez por ver o brilho de medo e prazer que agora havia nos meus.

Meu corpo fez o mesmo movimento, dessa vez sem ele pra mandar. Realmente eu podia ter mais controle dessa forma. e ele parecia ter menos controle porque seus olhos se fechavam enquanto sua boca parecia estar abrindo por falta de ar.
Suas mãos estavam frenéticas pelo meu corpo e eu já sentia cargas elétricas passando pelo meu corpo.
Apertando mais forte meu corpo, soltando um gemido alto, ele explodiu dentro de mim.
Eu ainda não estava saciada mas suas mãos simplesmente me largaram se soltando em cima do colchão, deixando meu corpo com uma sensação de abandono. Frustração.
Minhas mãos saíram de seu peito, se apoiando nos lençóis. Subi meus olhos para encará-lo.
Ele havia feito aquilo de propósito ou apenas não havia conseguido se controlar?
-O que foi Bellinha? Não chegou lá?
Uma pergunta daquelas não me deixava duvidas. Ele estava se vingando. De novo.
-Eu te avisei pra ser uma boa garota e você não me ouviu - ele colocou as mãos atrás da nuca, com uma expressão de contentamento... - Esse vai ser castigo de hoje. Não vai gozar.
Paf. Quatro dedos meus ficaram marcados e se a cara dele estava ardendo tanto quanto a palma da minha mão agora eu havia alcançado meu objetivo.
-Cretino - Minha intenção era segurar as lagrimas, mas duas delas saíram sem que eu pudesse controlar.
-Disponha - ele ainda conseguia colocar aquele risinho cínico na cara.

Minha roupa já estava decentemente de volta ao meu corpo. Decente na medida do possível. Minha caça parecia ter acabado de sair da maquina de lavar.
Já estava com tudo pronto quando um último obstáculo apareceu. A porta estava trancada.
Foi me virar pra ver ele com aquele sorriso presunçoso no rosto me olhando encostado no batente da porta do seu quarto.
-Onde esta a chave? - sem lagrimas, sem lagrimas.
-Você não vai embora agora.
Me aproximei dele, me odiando por não ter 30 cm e 40 kg a mais pra dar uma surra, pegar a chave, destrancar a porta e depois enfiar a chave no #$% dele.
-Me dê logo essas chaves Edward - eu não ia gritar, eu queria, mas não ia gritar.
-Você não vai sair por ai as quatro da manha Isabella - ele disse numa vozinha imitando a mãe de alguém.
Virando de costas pra mim e indo pra geladeira pra pegar um copo de água gelada. eu pensava em oito maneiras doloridas de matar Edward Cullen.
Mas quando vi aquela cena, enquanto ele bebia água, umas gotas escapavam de sua boca, descendo por sua garganta, passando pelo seu peito todo arranhado (minha culpa :B), eu só conseguia pensar agora em oito maneiras rápidas de tirar a roupa de Edward Cullen. Foco Bella. Foco.
Ele pareceu gostar da minha analise, com aquele meio riso cínico dele, guardou a jarra na geladeira enquanto me falava.
-Você é bem vinda na minha cama se quiser - Vendo que eu não estava com a cara das mais amigáveis ou comíveis, no momento. - Ou pode esperar amanhecer no sofá se quiser. Ele é bem confortável também.

Ele não mentiu sobre o sofá. Realmente era confortável, mas eu poderia estar num colchão inteirinho de penas de ganso. O nó que estava na minha garganta e aquele aperto no meu peito não me deixava dormir de forma alguma.
Eu não entendia o que ele queria. Uma hora me dizia que só pensava em mim e na outra fazia aquilo. A imagem da perfeição que havia em minha mente do meu deus grego começava a se desfazer agora.

Eu achava que não ia acontecer. Mas num momento eu olhava para as janelas sem cortina da sala, para o céu escuro, pisquei e no outro já estava completamente deitada os primeiros raios de sol do dia me acordavam.
Eu sentia frio na parte da frente do corpo, mas não na parte de trás. Havia uma mão que não era a minha contornando minha barriga. Havia uma respiração leve no meu pescoço...

CACHORRO SEM VERGONHA!

...como se aquele sofá já não fosse estreito o suficiente, ele ainda vinha tirar o resto do meu espaço?


Quem ta sem ar dá um gritinho! IAUHSIUAHSIAUHSIAUHSIUHASIUHS, até amanhã amores! REVIEWS?