Título: OF ELVES AND HUMANS
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Esse capítulo se passa no mesmo espaço temporal do último. Acabou que eu deixei algumas impressões passar. Então aqui estão elas.

NOTA DA AUTORA 2:Primeiro peço desculpas porque não consegui atualizar minha fanfic ontem dia 20.04.2013 como eu havia prometido. Eu pensei (na minha grande ilusão) de que conseguiria fazê-lo mesmo estando muito atarefada com o casamento civil da minha irmã mais nova.

Então no final do dia eu estava muito cansada. O casamento foi lindo. E aqui está a atualização.

PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO DIA 04.05.2013

CAP YOURS II

REINO ELFICO DE MIRKWOOD

DEIRDRE

O dia já amanhecera. Deirdre sabia que já devia ter saído do quarto mas nessa manhã ela não se sentia nem um pouco tentada a fazê-lo e tudo era culpa da maldita carta.

Bard escrevera. Em verdade ele sempre lhe escrevia. O que era muito bom. Assim ela sempre tinha notícias de sua família. As missivas eram fonte de alegria. Essa no entanto não. O que Deirdre sentia agora era um sentimento menos nobre. INVEJA.

Bereth estava grávida. Droga. Isso era demais. Com tão pouco tempo de casado o irmão já ia ser pai. Deirdre ergueu- se da cama onde estivera sentada e foi até a mesa onde largara a carta no dia anterior. O pergaminho desenrolado. A letra do irmão. As notícias triviais e a surpreendente. Valar. O que ela estava fazendo de errado?

O único som no aposento era os das chamas na lareira. Deirdre suspirou. Um focinho molhado em sua perna lembrou-lhe de que tinha companhia. O cão rodeou-lhe duas vezes e por fim sentou-se ao seu lado. Baixando o olhar ela encarou-o.

"Bom dia." Ela abaixou-se e teve o rosto lambido. "Vamos lá. Temos muito o que fazer."

Uma batida a porta e o cão saiu em disparada. Era evidente que ele conhecia e gostava da pessoa que estava do outro lado.

"Pode entrar."

O rosto alegre de Sárie apareceu.

"Olá Rover." Disse Sárie. O animal lambeu-lhe a mão. "Bom dia alteza. Sua majestade deseja vê-la."

"Tão cedo? Tudo bem. Dê-me tempo para me trocar e iremos ver o rei. Garantiu Deirdre."

HORAS MAIS TARDE

Há estas horas o salão já bulia de vida e Deirdre não tinha nenhum desejo de se encontrar com vivalma. Se escapuliu para fora e, depois de comprovar que tudo estava livre, foi aos estábulos onde se achava sua égua Moonracer. Ao ouvir seus passos, o animal relinchou em tom baixo, voltando sua elegante cabeça para olhar à figura que se aproximava. Seu focinho suave soprou a palma oferecida e Deirdre lamentou não ter podido encontrar uma maçã para trazer-lhe. Acariciou o pescoço lustroso e revisou ao animal com um olho perito. A brida da égua ainda pendurava do gancho na entrada da baia e durante um momento, Deirdre se viu arrasada pelo desejo de sair de Mirkwood, montar e afastar-se de tudo e de todos.

Horas mais tarde ela voltou ao próprio aposento. Estivera com o rei, ele comentara da carta que Bard enviara a ele, o irmão sempre escrevia duas cartas, uma para ela outra para Thranduil. Andara a cavalo juntamente com Sárie e os guarda-costas.

Deixou-se cair na cama exausta. Rover veio latindo, ela pôs-se a brincar com ele e depois adormeceu. Foi acordada por Legolas que a chamava.

"Está tudo bem? Você não apareceu para o jantar." ele indagou.

"Uma dor de cabeça. O rei ficou chateado?"

"Não. Ele disse que você passou muito tempo com ele hoje." respondeu Legolas

"É verdade." disse Deirdre.

Sua palidez era visível e Legolas franziu o cenho, e se sentou na borda da cama para observá-la melhor. Tocou-lhe a fronte com a mão para comprovar a febre, se por acaso se sentia mais quente que de costume. Empurrou-a suavemente para trás e a cobriu com uma pele.

"Vou chamar Sárie. Não queremos você doente."

"Legolas. Isso não é necessário. Estou segura de que dormir será o suficiente."

"Sinto Melethril. Você aprove ou não, Sárie virá." disse Legolas saindo do aposento outra vez.

Deirdre não ouviu Legolas, nem viu quando ele se inclinou sobre ela. Deirdre dormia tranquilamente, sem problemas, e observou com alívio que o trabalho de Sárie e Gwaeron faziam efeito. A cor saudavel em sua face retornara. O cabelo vermelho se derramava por seus ombros, tornava um brilho suave a luz da lareira e das velas.

Despiu-se e soprou apagando as velas antes de se deitar junto a ela. Deirdre se agitou em seu sono, mas ela não despertou.

THRANDUIL

A sala de estudos do rei. Sentados ao redor da mesa estavam o próprio Thranduil, Legolas, ainda como chefe da guarda, e todos os chefes de patrulha que não estavam em serviço. Ninguém se atrevera a faltar, mesmo que isso significasse não ter descansado após ter chegado de suas atividades.

Aquela reunião era mais uma em meio aos preparativos para que Legolas representasse Eryn Lasgalen no conselho convocado por Elrond Pheredel.

"E nesse exato momento temos quantas patrulhas fora do reino capitão"? Indagou o rei.

"Oito majestade". Respondeu Legolas.

"Certo. Esse é um número fixo, ou temos variado"? Thranduil Oropherion questionou.

"Fixo majestade."

"Se vossa majestade me permite." Começou Teague, no que teve permissão do rei. "Não precisamos aumentar o número de patrulhas ainda. Mas precisamos de mais soldados nelas." Continuou o elfo. "Dol Guldur é nosso grande problema majestade. Orcs demais."

"E eles estão mais ousados. Já tentaram atacar o reino. Os restos do ariete estão no pátio de treinos, como uma lembrança macabra." completou Amdir.

"Amdir," disse Legolas. "Relate para o rei, o que vocês encontraram na sua última incursão pela estrada velha da floresta." Disse Legolas.

"Sim capitão."

O necromante. Ou alguém pior. Era isso que Thranduil pensava. Era hora dos elfos fazerem mais do que protegerem seus próprios domínios. Ele pessoalmente não gostava da possibilidade de uma nova guerra. Perdera muito na última. O pai. Amigos. E perdera a paz na floresta. Era chamada de Greenwood agora Mirkwood e nada de bom poderia advir dessa mudança.

Ele estava consciente dos demais ellon discutindo apontado lugares no mapa. Mas Thranduil tinha em mente uma coisa. Precisava nomear imediatamente um substituto para o filho. Legolas iria para Imladris. A tarefa era importante demais para ser deixada nas mãos de alguém não qualificado.

"Senhores." disse Thranduil chamando a atenção para si.

"Creio que é hora de escolhermos aqueles que irão nos representar em Imladris. Um grupo pequeno é o ideal. Legolas você teria um número em mente?"

"Três são suficiente. São somente sete dias e meio de viagem". Respondeu Legolas.

"Muito bem. Algum voluntário entre os chefes de patrulha? Ou vocês poderiam indicar outros soldados de modo a não desfalcar a chefia das patrulhas", disse o rei.

Os ellon assentiram e iniciou-se uma pequena discussão sobre isso. Ao cabo de alguns minutos três nomes haviam sido indicados. Como chefe de patrulha e autoridade em uma possível ausência de Legolas, Amdir, e dois soladados Istui, e Rauthar.

"Ótimo. Isso é tudo por hoje senhores." Disse Thranduil dispensando os demais. Seguiu-se o som de cadeiras sendo arrastadas. A porta que abria e fechava e Lenwe entrou na sala para verificar se o rei tinha necessidade de alguma coisa.

Legolas deixou-se ficar na sala esperando. Conhecia demais o tom de voz do pai, para saber que ele ainda tinha muito a discutir, mas aquela seria uma conversa privada.

"Lenwe, água sim." o mordomo assentiu e saiu do ambiente.

"Vejo que os anos o ensinaram bem. Não precisei pedir para você ficar." afirmou o rei.

"Não majestade."

"Agora me diga. Qual o tamanho da escolta para levar sua esposa até Valle? E não me diga que três serão suficientes. Ela já lutou com orcs, foi perseguida por wargs. Acho que eu estaria mais tranquilo se pudesse mandar todo o exército com ela."

Legolas riu. Thranduil estava de bom humor.

"Sim, acho que seria uma boa ideia. Mas o reino ficaria inseguro. Os guardas costas dela, Morchal e Cardir."

"Legolas. Uma comitiva de Sete. Sua esposa e mais seis. Fechemos neste número. Eu sei. Melhor do que ninguém, que muitos dos nossos, tem ido para os portos. Mas podemos prescindir desse número por pouco tempo."

"Sim. Podemos." afirmou Legolas

No fim da tarde chegaram a um acordo. Os guarda costas, Orchal e Cardhir, Amrod, se esse pudesse ser convencido, e o rei achava que Legolas era um tolo ao citar esse nome. E Legolas escolheria os demais sozinho.

AMORD

Ele estava em patrulha. Aquele era o último dia. Então Amrod tivera uma idéia que Teague resolver pôr em prática. Uma armadilha capaz de pegar um grupo de orcs que estava há dias fugindo deles.

Os buracos eram grandes o suficiente para que dois ellon pudessem ficar ali esperando o inimigo. Foram cobertos com folhagens. Os demais se distribuíram ao longo das árvores. Com tudo pronto o grupo de patrulha se pôs a caçar alguns orcs.

Os orcs estavam comendo. Havia uma fogueira. Era noite. A fumaça marcava o local onde eles estavam. Conversavam em voz alta.

Uma flecha certeira calou o que começara a discussão. Os outros começaram a resmungar entre si, acusando-se uns aos outros, até que eles perceberam o ellon logo mais a frente.

"Ali. Peguem-no". Disse o outro que estivera no meio da contenda pelo maior naco de carne de javali.

Eles saíram correndo. Os ellon eram mais rápido. Levando-os diretamente para a armadilha previamente preparada.

Lanças pontiagudas receberam os orcs, assim que os ellon desceram pelo declive. Seguiu-se uma série de urros e outros sons. Mas o grupo de orcs, agora mais enfurecido investiu contra os ellon. Mal cobriram alguns metros, os alçapões foram erguidos. Os arqueiros atiraram. Os orcs perceberam que haviam caído numa armadilha. E tentaram revidar.

As armaduras deles não protegiam o pescoço. Então a maior parte dos golpes era dada naquele lugar. Cabeças rolavam. Os ellon evitavam a todo custo serem atingidos pelos machados e espadas dos orcs. Muitos dos orcs eram atingidos também nas pernas, a parte posterior dos joelhos e eles caiam imediatamente ao chão. Os ellon tratavam de decepar-lhe a cabeça o mais rapidamente possível.

No final pegaram três cordas e deixaram os corpos de três orcs pendurados nas árvores, para que os outros os encontrassem e soubessem que eles não pertenciam aquele lugar. Os demais foram empilhados e queimados.

Era noite. O acampamento fora armado. Coelhos eram assados no espeto. Seriam o jantar acompanhado de lembas.

"Sua ideia foi muito boa Amord." Principiou Teague. Sentando-se junto aos demais próximo a fogueira. Começava a esfriar. A geada cobria o chão pelas manhãs.

"Sim. Obrigado senhor." respondeu Amrod. E então continuou. "Já era hora daquelas criaturas serem exterminadas."

Os demais concordaram em voz alta.

Um dos ellon, chamado Tilion, começou a cantar e os outros se puseram a ouvir enquanto esperavam o jantar ficar pronto.

Na manhã seguinte todos eles se encontrariam no reino. E Amord encontraria Laurea. Ele começava a sentir-se apegado a ellith de um modo que ele não achava que seria possível. Encostado ao tronco de um carvalho ele repassou a conversa que tiveram antes que ele saísse.

DIAS ANTES

"É sempre triste quando se ama alguém e não é amado." disse Laurea.

"Alguma vez eu já falhei com você Laurea?" Falou Amrod.

"Não. Mas seja sincero. Você ainda a ama? Você ainda ama sua alteza? É sobre isso que eu estou falando Amrod." A ellith insistiu. Ele viu que ela baixou a cabeça escondendo o rosto nos lençóis.

"Laurea..." começou Amrod.

"Não. Eu sei. Nós dois. Isso é provisório. E eu fico aqui pensando no quanto isso é triste."

E então ele sentiu-se um canalha. Era um sentimento que ele jamais pensou sentir em toda sua existência.

A ellith deu-lhe as costas e Amrod sentiu que era hora de tomar uma decisão, e quando Laurea abriu os olhos ele estava diretamente sobre ela. Os olhos de um verde profundo a contempla-la.

"Você não me ama. Eu sei disso. Mas eu o amo. Eu sinto por jogar essa verdade sobre você. Mas eu não tenho mais a intenção de esconder esse sentimento."

"Não vou mentir, muito menos engana-la. Mas eu prometo que quando eu voltar dessa patrulha na qual sairei amanhã. Eu lhe darei uma definição sobre nós dois." disse Amord.

"Então eu vou espera-lo." prometeu Laurea. Ela ergueu o rosto e beijou-o.

GLOSSÁRIO:

ELLON-elfos (plural)

Ellith-elfa (singular)

A SER CONTINUADO...