Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!

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Capítulo vinte e sete – Retorno

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"O passado é meu algoz, não me permite o retorno, mas o presente levanta generosamente meu semblante descaído e me faz enxergar que não posso mudar o que fui, mas posso construir o que serei. Podem me chamar de louco, psicótico, maluco, não importa. O que importa é que, como todo mortal, um dia terminarei o show da existência no pequeno palco de um túmulo, diante de uma plateia em lágrimas."

- Augusto Cury -

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Isabella comia seu beef Wellington sem realmente sentir o sabor. Edward mantida uma conversa aleatória com a governanta Bree que a atual senadora de Illinois não conseguia se prender. A morena estava ansiosa, preocupada, temerosa. Sua conversa com Edward foi hostil, cheia de rancor, até mesmo repleta de ofensas, contudo longe do que ela esperava.

O que ela esperava? Nem mesmo ela sabia, mas com toda certeza que a última coisa seria um jantar, que na falta de uma palavra melhor, parecia ser extremamente amigável. O jantar parecia durar horas, e mesmo quando o assunto ia para Elizabeth, e que exigia a sua participação na conversa, a morena não conseguia focar muito sua atenção ao que era dito, deixando muito mais para Edward dominar a conversa. Quando o café foi servido, pouco depois das nove e meia da noite, e Edward finalmente levantou-se de sua cadeira para retornar ao escritório para continuar sua conversa com Isabella que a morena, enfim conseguiu trazer sua cabeça para o aqui e agora.

A caminhada era curta – nada mais que 20 passos, mas impressionantemente parecia ser de quilômetros. Isabella sabia que havia prometido dar a Edward o que ele mais ansiava: a presidência dos Estados Unidos da América. Sim, ela conhecia algumas pessoas, ela tinha alguns lobistas influentes que poderiam auxilia-lá nessa jogada, mas será que ela seria bem sucedida? E se ela não fosse como isso iria retornar a ela, como Edward ria reagir se ela não cumprisse a sua parte?

Quando chegaram no imponente escritório, Edward retornou a poltrona que estava sentado anteriormente e sem qualquer cerimônia serviu-se de uma generosa dose de uísque, em seguida retirando um cigarro de seu maço e o tragando com vigor. Seus olhos esmeraldinos, apesar de estarem mudos, ausentes de qualquer expressão ainda admirava, Isabella, que desde que entrará na sala se postara perto da janela e admirava a escuridão dos Campos em meio a chuva torrencial que caia.

A afirmação de que ela daria a ele a sua maior ambição ainda deixava Edward um pouco inquieto. Por mais de 20 anos ele trabalhou incansavelmente para tornar-se presidente dos EUA, porém um deslize o fez perder toda e qualquer ambição de conquistar aquilo, mas agora estava ali, ele numa situação que nunca se imaginou. Depois de oito anos de ser condenado por um crime – que infelizmente cometera, de ter sua vida pública arruinada, sua esposa, uma mulher que apesar dos pesares, de todas as coisas que terríveis que fizera para conquistar o poder, tomara para si a cruz de ser Senadora em seu lugar, para continuar levando o seu sobrenome nos bastidores da política para sedimentar o seu caminho no cargo mais importante da política estadunidense.

Mas será que Isabella Cullen conseguiria tal façanha? Será que ela realmente tinha meios de conseguir dar a ele o que tanto almejava?

Edward admirou mais uma vez sua esposa que parecia tão imersa em pensamentos quanto ele.

- Você diz com convicção que vai me dar o que quero, mas como você vai conseguir isso? Como vai se quer conseguir eu ser um dos indicados pelo partido? E depois como vai conseguir me fazer ser essa pessoa que o povo confia? – perguntou o homem, finalmente quebrando o silêncio pesado fazendo a esposa o encara-lo.

- Te colocando como um mártir. Te pintando como um herói, colocando você como o homem mais justo e honesto da política americana. – respondeu, enfim caminhando e sentando-se na poltrona que estava anteriormente. – Em outras palavras marketing. Você ajudou muito nisso, porque saiu do cargo antes dos processos, o que para muitos nos corredores do congresso e do Senado, mostra uma bússola moral, e se usarmos o dossiê de Jam... meu dossiê a seu favor, invertendo tudo o que está dizendo ali a seu favor, provando que aqueles documentos são falsos ou errados, podemos te colocar como um salvador, não como um criminoso. – ponderou.

"Deus sabe como a América está precisando de um salvador, depois de toda a merda que o atual presidente está fazendo. E sem contar, que você tem experiência política Edward, e o povo precisa de alguém com experiência pra limpar toda essa sujeira, podemos focar sua campanha em favor das minorias, principalmente em favor dos imigrantes e refugiados, pautas a favor do meio ambiente, soluções viáveis pra economia, coisas que o presidente atual está pecando." – enumerou. – "Carlisle tem um plano excelente, e você sabe qual é o plano do seu pai, tenho certeza que você o ajudou e muito a montá-lo, da mesma forma que você deve ter observado eu já coloquei várias propostas no meu blog, que de fato são pra você. No partido atualmente não tem ninguém com o nome forte, seu pai e Jasper trabalharam incansavelmente para o seu nome ser uma constante, nas eleições do partido o seu nome é vitorioso, isso podemos garantir."

Edward estudou o rosto da morena por longos segundos.

- E financiamento de campanha? Acha que conseguirei facilmente depois de todo escândalo? – perguntou entre uma tragada e um gole de sua bebida.

- Andei conversando com alguns lobistas indiretamente, muitos estão animados para ajudá-lo nessa empreitada. Alguns empresários também, principalmente aqueles que foram demasiadamente prejudicados pelas políticas do atual presidente. – deu de ombros.

- E se toda esse plano der errado e eu não conseguir chegar a Casa Branca? O que você propõe a mim Isabella? – Edward juntou suas mãos e levou seus dedos indicadores unidos a boca, aguardando a resposta da morena.

A morena fechou seus olhos e respirou profundamente.

- Eu não sei Edward. Não existe um plano B, é ganhar ou ganhar. Mas se o infortúnio acontecer talvez podemos negociar um cargo dentro do governo para você, Carlisle conhece pessoas, podemos pedir favores para algumas pessoas poderosas que trouxemos como aliados nesses últimos anos. – deu de ombros, tirando um cigarro de sua cartela e o ascendendo em um movimento fluido.

- E quanto a você Isabella? O que acontece com você depois que tudo isso terminar? – perguntou o homem estudando a postura da esposa que instantaneamente ficou rígida.

Ela molhou seus lábios e respondeu sem emoção.

- Se você ganhar a eleição ou após a sua posse, ainda depende de como vamos gerenciar isso, meu plano é depois da mesma forjar a minha morte. Eu sei que nosso casamento não existe mais, e não adianta eu ficar me iludindo achando que ele retornará as boas porque ele não vai, porque ele nunca teve. Isso é um fato consumado. – ela deu mais um trago em seu cigarro. – caso você não ganhe, bem, você pode dar entrada nesses papéis – disse retirando o de sua bolsa uma pasta azul marinho com o símbolo do escritório de advocacia de Seth e jogando na mesa entre eles. – no nosso divórcio, está tudo assinado, e inclusive inclui uma carta abrindo mão de tudo o que seria de direito meu em uma divisão de bens, inclusive a guarda de Elizabeth. Sei que não sou uma boa mãe para nossa filha, e por mais que me doa, tenho certeza que você é sua família terá mais condições de criar ela do que eu, seja eu no primeiro ou no segundo cenário. Claro o primeiro cenário, é pior porque eu não poderia vê-lá, afinal um presidente não pode não ter uma primeira-dama, mas eu suportarei depois de toda dor que causei.

Edward observou atentamente sua esposa e mais uma vez naquela noite ele vislumbrou uma vulnerabilidade, uma sinceridade que nunca antes havia visto nela. Pela primeira vez desde que Isabella Swan havia entrado em sua vida ele a via sem máscaras, sem aquela postura forjada de mulher dona de si. Pela primeira vez ela via uma pessoa real, invés de alguém manipuladora, interesseira, sedenta pelo poder que havia se encantado. Mas mesmo assim, mesmo essa mulher totalmente nova na sua frente, vulnerável, simples, tão aberta tinha seu encanto, talvez mais encanto que a outra tinha sobre ele, era um acalento, algo que por muito tempo, ou talvez nunca o político havia sentido na sua vida. Ao encarar essa nova Isabella um sentimento, algo novo parecia despertar dentro de si, algo que o fazia sorrir com um saudosismo estrangeiro.

- Você está diferente Isabella. – refletiu o homem, ainda chocado com a nova versão da mulher a sua frente.

- Não muito Edward, ainda muito da antiga eu existe em aqui em algum lugar – deu de ombros. – mas depois de tudo o que aconteceu e todos esses anos percebi que odiava a pessoa que era, era quem Aro quis que eu fosse. Não vou dizer que a minha ambição por ser a melhor jornalista do país tenha sido ruim, talvez seja uma das melhores coisas a meu respeito e o que eu mais gosto em mim mesma, porém ela recebeu as motivações erradas, e aí é o problema. Por muito tempo eu sempre quis fazer as coisas pelos outros, conseguir a aprovação dos outros, a única coisa que fiz por mim foi ser jornalista e mesmo nisso deixe a toxicidade de Aro influenciar. – riu sem humor. – Talvez como Lilian Johnson eu seja o que eu realmente sempre quis ser.

- Talvez... – concordou reticente Edward, servindo-se de mais uma dose de uísque.

Isabella sorriu timidamente, enquanto suas bochechas ganhavam um estranho tom de rosa que Edward nunca antes vira e que ficou fascinado.

- De qualquer maneira, obrigada por me ouvir Edward. Vim até aqui não esperando muito da nossa conversa, na realidade, eu achei que não teríamos conversa nenhuma, mas foi uma conversa esclarecedora e engrandecedora. – sorriu. – Mas está ficando tarde e eu preciso voltar a Chicago, tenho um voo para DC no meio da manhã. – disse levantando-se da sua poltrona e recolhendo algum de seus objetos que estavam espalhadas e colocando novamente na bolsa.

Edward observou sua ação em câmera lenta, absorvendo cada detalhe de sua ação.

- Ou você poderia ficar. – falou com uma voz grossa. Imediatamente Isabella parou seus movimentos e virou para encarar o marido. Que coçou a garganta para clarear a mente. – Está chovendo muito forte Bella, as estradas até Chicago devem estar perigosíssimas, sem contar que essa casa tem 8 quartos, tenho certeza que tem um que você pode ocupar, talvez o de Elizabeth. Quanto a roupas, Jane sempre deixa coisas dela por aqui, tenho certeza que há algum pijama para você dormir. – em um movimento nervoso o político passou suas mãos pelo seus cabelos, algo que não passou despercebido por sua esposa que riu.

- Eu tenho uma mala no carro Edward, não achei que fôssemos ter uma conversa ou se tivesse que não fosse durar muito, meu plano era ir direto ao aeroporto depois daqui e tentar chegar em DC ainda hoje. – informou, e novamente suas bochechas se tingiram daquele tom rosado fascinante.

- Vamos, vou levá-la ao quarto de Elizabeth e enquanto você toma um banho pedirei a Bree para pegar sua bagagem no carro e deixar no carro. – sorriu com simplicidade, tomando o resto de sua bebida.

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Caminhar com Edward pelos corredores daquela casa nos Grandes Lagos era um sentimento agridoce. Apesar de anos que separava aquela vez que ele lhe trouxera ali quando era ainda casado com Tanya, as lembranças daquela vez ainda eram demasiadas frescas em sua memória. Estar ao lado de Edward nas últimas horas fez Isabella finalmente entender algo sobre si que ela nunca conseguira entender: tinha algo nele quer era magnético, que a atraia como uma mariposa é atraída a luz. No início ela achava que era a posição de poder que ele tinha, depois ela achou que era o dinheiro, em determinado momento percebeu que talvez fosse a coisa familiar que nunca teve e que estava tendo pela primeira vez ao seu lado, hoje depois de anos sem vê-lo, ela percebeu que esse magnetismo que sempre esteve ali era outra coisa, era o mais cruel e lindo dos sentimentos, o pior e mais traiçoeiro, mas também o mais recompensador: amor.

Sim, já havia tido momentos em que ela achou que amava Edward, diversos momentos, mas sempre seus sentimentos estavam nublados com algum outra coisa: vingança, poder, ambição, dinheiro, luxúria. Mas dessa vez não havia nenhuma dessas coisas, era o simples sentimento cru, aquele sentimento abnegação, de fazer você abrir mão de alguém pela felicidade desse alguém. Ela havia sido sincera quando disse a Edward que o casamento deles nunca de fato existiu, foi verdadeiro. Seu casamento foi um ato, e por mais que exista um documento legal provando o seu enlace, nunca foi um enlace real, verdadeiro, puramente e genuinamente ocasional.

Cedo demais chegaram ao quarto em que a filha deles passava suas noites, quando ficava com o pai nos últimos anos. Isabella passou os dedos suavemente e carinhosamente pela placa da porta que continha o nome da pequena menina. Um sorriso choroso, brotou em seus lábios, enquanto seus olhos fechavam. Edward observou a ação.

- Você é uma boa mãe. Elizabeth fala de você com tanto orgulho. Ela te ama tanto, e você faz tanto por ela. Até mesmo Jane e Alec veem mais uma mãe em você do que em Tanya. – pontuou.

A morena se virou para encarar o homem, se sobressaltando ao notar o quão próximos estavam.

- Edward, não precisa ser tão condescendente, seus filhos me odeiam. Eles deixaram bem claro isso nos últimos anos. Convivemos amigavelmente porque temos o mesmo interesse, mas eles me querem o mais longe possível da vida deles. Da sua vida. – pontuou.

- Você está enganada. – devolveu o político. – Eles podem agir durante com você Bella, mas tanto Jane, quanto Alec sabem reconhecer que todos erram e tem o direito de consertar seus erros. Tanya errou com eles a vida toda, e nunca teve um dia sequer que pensou em ter qualquer tipo de relacionamento com seus filhos, apesar dos erros que você cometeu você se esforça para dar a eles a oportunidade correta. Eu sei que você está trabalhando incansavelmente para que Alec seja um congressista, ele me contou dos seus planos, Jasper também me disse o que você está fazendo. E o emprego de Jane no Times? Bella, Bella, Bella... em duas ligações eu soube que foi você que a indicou ao cargo. Você fez mais por eles nesses anos sendo sua madrasta do que Tanya fez a sua vida inteira sendo sua mãe. Se dê um pouco de crédito.

Isabella sorriu um sorriso cheio de lágrimas.

- Obrigada Edward. É um sentimento muito bonito esse. – disse finalmente abrindo a porta, para o quarto cheio de brinquedos e com um quê de Elizabeth nele.

- Pedirei para Bree trazer suas coisa, tenha uma boa noite. – falou com um sorriso deixando quarto.

Isabella andou pelo quarto admirando as coisas de sua filha. Viu vários desenhos dela com o pai, com os irmãos, com os avós, e até mesmo um dela com a pequena. Mas fora um em que estava os três – Isabella, Elizabeth e Edward – que atraiu a atenção da morena. O desenho infantil cheio de cores e corações, e com letras descoordenadas, mas cheio de sentimentalismo estava escrito: "meu sonho é minha família junta". Isabella tentou controlar as lágrimas que derramavam de seus olhos mas era impossível. Ela não sabe quanto tempo ficou ali encarando e chorando vendo aquele desenho, mas se sobressaltou quando uma batida na porta ressoou e Bree entrou por ela trazendo sua mala. A governanta que conhecia muito bem o quarto da pequena Elizabeth sabia o que atraia a atenção de sua mãe.

- Elizabeth é uma menina especial e muito curiosa, diga-se de passagem. – sorriu. – Vive perguntando porque seu pai não mora com ela e sua mãe na sua casa, ou porque vocês nunca estão juntos no Natal ou no seu aniversário. Eventualmente você e Edward vão ter que dizer a ela o que acontece, ela está crescendo e é muito inteligente, logo vai descobrir tudo o que aconteceu com o pai e a mãe, acredito que seja melhor vocês falarem não terceiros.

- Eu sei, Sra. Tanner. E isso me assusta demais, gostaria que ela continuasse com sua inocência pra sempre. – ponderou alisando o desenho com a ponta dos dedos.

- Fique com o desenho Senadora, Elizabeth tem vários destes guarda dos, ela não irá sentir falta deste particularmente. – ponderou com um sorriso. – As toalhas estão no gabinete do banheiro. Tenha uma boa noite, Senadora.

- Boa noite. – replicou a morena com um ligeiro sorriso. Isabella tornou a pegar o desenho o dobrando com cuidado antes de guarda-lo em segurança em sua bolsa. Seguindo finalmente para o banheiro para dar início ao seu ritual noturno de limpeza.

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Fazia pelo menos três horas desde que deitara na grande cama do quarto que pertencia a Elizabeth na casa dos Grandes Lagos a qual Edward havia se refugiados pelos últimos anos, mas Isabella estava tão longe de dormir como jamais tivera. A conversa que tivera com o marido, a emoção de ver os desenhos da filha, tudo de repente se tornou demais e parecia que lhe sufocava e nada parecia ser suficiente para apaziguar seu cérebro e deixar seu sono vir.

Foi quando o relógio do seu telefone celular marcava 3:45 que Isabella desistiu de tentar o impossível e resolveu ir até a cozinha ver se encontrava um leite ou um chá que pudesse acalmar seu estado de espírito. Vestindo o robe de cetim preto com detalhes em renda preta que fazia conjunto com sua camisola de cetim preto a morena seguiu para a cozinha o mais silenciosamente que podia.

A casa estava completamente escura, e isso foi quase um alívio para a Senadora que ao chegar a cozinha com uma agilidade começou a procurar que tipo de chás ali havia. Encontrando um chá de camomila ela encheu uma chaleira de água e esperou enquanto essa fervia. Seus pensamentos estavam longe, tão longe que não ouviu quando outra pessoa entrou na cozinha, só despertando do seu devaneio quando falou com ela:

- Sem sono? – questionou Edward, sobressaltando Isabella, que virou para encara-lo no mesmo instante que a chaleira começou a chiar.

- Sim. Ultimamente ando tendo constantemente insônia, acho que é coisa do cargo. – respondeu, desligando a chaleira antes de depositar o líquido fervente sobre o saquinho de chá.

- Coisas do cargo. – retribuiu o homem, tomando um grande gole de suco de laranja. – Mas é só isso? Preocupação com o cargo, Senadora? – provocou.

- Sim! O que você quer dizer Edward? – devolveu ligeiramente ofendida, fechando com foca o robe de seda que já estava fechado com mais força, pois Isabella sentia-se extremamente exposta de repente.

Edward sorriu torto. Deixando seu copo sobre a ilha da cozinha e caminhando para perto de onde sua esposa estava. O ar saiu em uma lufada dos pulmões de Isabella.

- Não sei Bella, talvez você esteja precisando de... – ele aproximou seu rosto do de sua esposa e com uma voz que pingava luxúria continuou. – companhia.

Isabella fechou seus olhos com força, deixando-se levar pela sensação de proximidade enquanto Edward corria a ponta de seu nariz pelo pescoço da morena, absorvendo aquele perfume tão único, tão ela, que a tanto não sentia. O coração de Isabella batia ruidosamente, seus sentidos estavam todos nublados, seus pensamentos incoerentes, parecia que ela estava caindo, e talvez estivesse, porque um braço forte a segurou pela cintura, fazendo seu corpo colidir com o de Edward, instantaneamente ela abriu seus olhos para ser recebida pelo par de verde mais intenso que já viu habitar naquele rosto.

De repente, não mais que de repente, era difícil precisar quem deu o primeiro passo, se fora Edward que capturou seus lábios ou se fora ela que capturou os lábios dele em um beijo voluptuoso, cheio de paixão, de luxúria, de desejo, e de algo a mais nenhum dos dois havia sentido antes, era novo, mas era antigo. Era envolvente, era inebriante, era sufocante, era magnético, era atordoante. Era primitivo, selvagem, repleto de desejo, de urgência e veemência.

Em um movimento fluido Edward ergueu Isabella para uma das bancadas da cozinha se posicionando entre suas coxas, suas mãos apertava aquelas coxas alvas, que por causa do tecido escorregadio da camisola deixava em evidencia, com desejo, prazer, com uma necessidade atordoante. A morena sentia o prazer sendo construindo em seu corpo, mesmo através do tecido das roupas que ainda usavam, ambos podiam sentir o desejo aumentando, o pulsar em suas regiões íntimas.

Utilizando o último resquício de sanidade, Edward puxou Isabella para si, instintivamente as pernas da mulher o abraçaram e com uma rapidez surpreendente começou a guia-lós para o seu quarto. Buscando um pouco de ar, a mulher afastou-se minimamente seus lábios dos de Edward e o ruivo atacou com veemência o pescoço e colo da morena, que se movia sedutoramente contra ele, e gemia em prazer. Suas grandes mãos apertavam a sua bunda com força, somente fazendo a morena gemer mais ainda de prazer. O homem se deleitava com os sons que ela fazia.

Fazia tanto tempo que ele não os ouvia sair por aqueles lábios que era envolvente. Quase enlouquecedor.

Logo chegaram ao quarto do homem, e com um baque suave ele fechou a porta quando passaram por ela, isso sem quebrar o beijo que ainda estavam envolvidos. O robe de Isabella já estava aberto, e uma das alças de sua camisola já escorregavam pelo ombro mostrando o seu seio com o mamilo intumescido. Enlouquecido pela visão Edward começou a empurrar pelos ombros femininos o robe que com a leveza do tecido escorregou com facilidade para o chão. A Senadora também estava sedenta por contato, e numa necessidade desesperadora, suas mãos correram com pelos ombros do marido, puxando de qualquer jeito a camiseta do seu pijama.

Logo aquele tecido era arrancado pela cabeça de Edward e novamente seus lábios se encontraram na mesma necessidade e intensidade de antes. O político que ainda apertava as coxas de sua esposa, começou a correr suas mãos por ela e lentamente começar a subir a camisola, enquanto a morena atacava seu pescoço e clavícula com seus lábios, finalmente o tecido da camisola estava em sua cintura e com um simples assentimento Isabella afastou-se para que o marido retire-se completamente o tecido que parecia incômodo.

Com uma nova caminhada Edward lentamente depositou Isabella lentamente no meio da cama admirando a mulher com seus belos cabelos que pareciam como um halo. Sua pele pálida parecia luminosa contra os lençóis brancos e pela luz amarelada do quarto, mesmo a calcinha de renda preta não parecia ofensiva, parecia sedutora e até mesmo pontual para o momento. Com um sorriso torto, o homem deitou sobre a morena, capturando novamente em beijo sôfrego.

Suas mãos deslizavam por seu corpo luxuriosamente. O contato quente de suas peles fizera ambos gemerem em deleite. Era enlouquecedor. Eletrizante. Inesperadamente o ritmo que até aquele momento parecia frenético, de repente se acalmou e o casal se encarou um os olhos do outro, e mesmo nas írises chocolate e esmeralda, nubladas com o desejo e a paixão enlouquecida do momento, havia algo ali que fazia aquele simples ato sexual ser muito mais do que simplesmente sexo, algo que nunca nenhum dos dois sentira antes, e que os deixava tão confuso e cheios de necessidade de mais que simplesmente não suportavam mais.

- Tanto tempo, né? – suspirou Edward, ainda perdido nos profundos olhos castanhos que estavam repletos de uma emoção.

- Tempo demais. – concordou Isabella com a voz baixa, mas repleta de saudade e sedução.

- Não deveríamos... – disse com um sorriso enviesado.

- Não... não deveríamos. – concordou com um sorriso.

- Mas somos casados. – replicou com um sorriso mais amplo.

- Sim, nós somos. – concordou com um aceno de cabeça.

- Então? – exigiu, pressionando seus quadris juntos.

- Então... eu não sei. – pontuou, capturando seu lábio inferior com os dentes.

- Foda-se! – exclamou. Voltando a capturar seus lábios em um novo beijo urgente, muito mais urgente e necessário. Suas mãos deslizavam por seu corpo com força, não importando que suas digitais ficassem marcadas pela pele alva, logo a renda da calcinha era deslizada pelas pernas da morena a deixando completamente nua diante dele. Com um olhar cheio de luxúria, uma das bocas de Edward capturou um dos seios dela sugando um de seus mamilos com fervor, enquanto o outro recebia a atenção devida pelos seus dedos.

Imediatamente a morena arqueou suas costas em completo deleite, gemendo audivelmente. Edward sorriu presunçoso contra a seu botão rosa intumescido. Isabella enterrou suas unhas nos ombros do homem, sentindo seus músculos enquanto serpenteava embaixo dele ansiando-se por mais. Logo os seios não estavam bastando para Edward explorar, e seus lábios começaram avançar por seu abdômen rumo ao lugar que ela mais animava que já estava pingando de desejo.

- Edward. – gemeu a morena em deleite.

O som fez o político sorrir em presunção. Era tão magnânimo e entorpecedor que poderia ouvir aquilo para o resto da sua vida. Dando mais um aperto nos seios da morena, antes de enfim capturar o feixe de nervos que ela mais ansiava de atenção com seus lábios. Isabella gritou e gemeu em surpresa com o ataque fervoroso da língua e dos lábios de Edward. Cada novo movimento que o homem fazia a morena gemia de maneira escandalosa. Ela estava atordoada com o prazer que lhe era fornecido, depois de tanto tempo sempre lhe negado e quando ele inseriu um dedo nela, ela sabia que aquela momento seria uma das melhores lembranças que teria de Edward em sua vida.

Quando um segundo veio fazer companhia ao primeiro, e o ataque dos lábios e língua não cessava, todo e qualquer pensamento racional que um dia ela já teve deixou completamente sua mente. Ela não se importava se os seus gemidos e lamurias estavam além de exageradas ou se fazia algum tipo de sentido, tudo o que ela sentia enquanto ele a tocava era que ela provavelmente havia morrido e que havia encontrado o céu.

O seu primeiro orgasmo rasgou por seu corpo como uma erupção. Ela tremia violentamente embaixo do corpo de Edward, todo o seu corpo parecia contrair-se e relaxar-se como se tivesse levando uma serie de eletrochoques. Nem mesmo um som saia de sua boca, de tão voraz que era a sensação que a dominava. Seu peito arfava de uma forma que era incomoda e satisfatória, no seu cérebro faltava oxigênio. Edward continuava explorando com sua boca seu sexo, e suas coxas, mas de maneira muito mais cálida e contida, claramente esperando que ela se recuperasse. Quando seus pensamentos começaram a se tornar um pouco mais coerentes a morena começou a serpentear-se embaixo do homem que afastando-se de onde seus lábios atacava começou a subir beijos molhados e abertos por seu corpo.

Isabella aproveitou a breve liberdade e com uma agilidade impressionante inverteu a posição que estavam pairando sobre o político e com um olhar que era pura luxuria para ele, o beijou com sofreguidão. Ela podia se sentir em seus lábios e aquilo a motivou, a excitou ainda mais. Desesperada para dar o mesmo tipo de prazer que ele havia lhe proporcionado, Bella começou a distribuir beijos duros e desleixados pelo seu peitoral e abdômen, e quando chegou onde ainda o calção de seu pijama estava estava a mulher não se fez de tímida apalpando o membro endurecido de Edward, arrancando um gemido do homem.

Sorrindo satisfeita consigo mesma, a Senadora lançou um olhar ao rosto do homem e com uma nova onda de agilidade retirou a bermuda e cueca libertando o seu membro, que rapidamente ela agarrou com suas mãos e começou a massagear.

- Porra! – gemeu Edward, jogando sua cabeça para trás, mas rapidamente levantando para tornar a olhar, no exato momento em que Bella circulava a ponta com sua língua molhada. – Caralho! Que delicia de boca! Como estava com saudade da sua boca no meu pau. – disse meio incoerente, enquanto enroscava seus dedos entre seus longos cabelos castanhos, no mesmo instante que a morena o abocanhava com vigor.

Ela sugava, chupava, lambia, sua língua circulava, era uma mágica que o homem não conseguia entender como conseguira ficar tanto tempo sem Isabella na sua vida. Isabella parecia ávida em agradar, em dar ao ruivo tudo o que podia naquele momento, e ela estava conseguindo. Sabendo que não iria durar muito com o que ela estava fazendo com sua boca, Edward, com a mão que não estava embrenhada em seus cabelos procurou seu clitóris e enquanto ela subia e descia com sua boca em seu membro, ele massageava seu feixe de nervos, fazendo-a gemer com ele em sua boca.

- Bella, que delicia, meu amor! Chupa gostoso meu pau. – incentivou. – Oh! Meu Deus! Eu vou gozar! – exclamou, para em seguida o líquido expresso e quente encher a boca feminina, Isabella que já previra a ação, e queria mais que tudo aquilo, engoliu tudo o que ele lhe ofertara, aumentando ainda mais a aura de sedução já tão espessa entre eles.

Quando a Senadora afastou-se de Edward e se sentou em seus calcanhares e encarou o homem um sorriso tímido, que fizeram suas bochechas se tingirem de vermelho brotou em seu rosto. Edward sorriu torto.

- Isso é novo. – ele disse com um sorriso correndo aos dedos por sua bochecha. – Mas o tanto o quanto ainda eu estranho tão confuso ver isso em você, não vou negar o quanto é fascinante ver esse rubor.

Isabella sorriu tímida.

- Edward. – disse timidamente.

Ele sorriu também.

- É tão fora do seu personagem, mas agora eu vejo o quanto esses seis anos te mudou, não só por fora, mas por dentro de formas que nunca imaginei ser possível. – ponderou.

- Não tanto. – provocou, com um olhar cheio de segundas intenções, que era muito similar ao seu 'eu' anterior, arrancando uma risada de Edward, mas que Isabella calou quando o beijou com intensidade, enlaçando seus dedos entre seus cabelos e os puxando levante, arrancando o gemido que era um misto de surpresa e necessidade do homem.

Em um movimento fluido Edward estava pairando sobre ela e com uma troca de olhar intensa, cheia de permissões e concessões, o ruivo deslizou lentamente no calor feminino. Cada centímetro que ele a preenchia, Isabella sentia-se completa- satisfeita, realizada. Como se tivesse voltado para casa depois de um longo inverno. Seus olhos não se desvinculavam os verdes intensos de Edward, mesmo com o desejo febril que a dominava. Quando finalmente ele estava completamente todo dentro dela, e esperou um segundo para que ambos se acostumassem com a sensação, porém Isabella não resistiu.

- Como eu precisava disso. – suspirou com um gemido. – Como eu precisava de você. Como eu precisava sentir você. – balbuciou.

Edward sorriu torto.

- Eu sei, Bella. Eu também. – e com isso ele começou a se movimentar. De início suas investidas eram cálidas, suaves, vagarosas. Ele parecia estar apenas sentindo, aproveitando o calor das paredes que envolviam o seu pênis. A Senadora estava tão excitada que o mover-se era tão fácil, que Edward entrava e saia sem esforço algum, e mantendo seus olhos fixos nos olhos cor de chocolate derretido da esposa. – Você é deliciosa. Sua boceta é deliciosa, como eu senti falta dela. – provocou, com uma estocada profunda.

- Oh Edward! – gemeu Bella. – Mais! Com força! – exigiu.

Edward sorriu sedutoramente, no mesmo instante em que seus olhos escureciam em desejo. Atacando o seu pescoço com seus lábios o ruivo começou a investir com mais força na morena. Movimentos erráticos, duros, estavam levando ambos para um novo ápice, e sabendo que nenhum estava pronto para chegar o fim, Edward mudou a posição, trazendo Bella para cima dele. Com a nova posição a morena podia controlar seus movimentos, enquanto o homem podia ver seu membro entrar e sair do corpo feminino – era uma visão espetacular, maravilhosa e ele amava ver ela daquele jeito.

Novamente o ritmo constante do vai e vem, das reboladas que Isabella dava sobre o membro de Edward, deixava ambos enlouquecidos. Mais uma vez, o ruivo tentou controlar os movimentos intensos, diminuindo o ritmo da jornalista, mas ela era egoísta, e para provoca-lo passou a si mesma massagear seu clitóris. A visão era atordoante ao político, era belíssimo, ver aquela mulher jogando sua cabeça para trás, gemendo o seu nome, seus seios fartos e arredondados saltitando com o movimento que faziam, enquanto seu pau entrava e saia dela, e ela se tocando tão lascivamente.

Edward sentiu que iria gozar, mas ele não queria acabar aquilo ali tão cedo, e com uma ação que poderia parecer de um louco para qualquer outra pessoa que visse de fora, agarrou a cintura de Bella, e colocou na cama, mudando novamente a posição em que estavam.

- Definitivamente você não mudou completamente. – sussurrou em seu ouvido, dando uma mordidinha. – E por mais que eu queira gozar como um louco, ainda quero fodê-la um pouco mais. – provocou, iniciando novamente um novo ritmo, desta vez mais suave.

- Edward! – gemeu, enterrando seus dedos em seus cabelos acobreados, e seu rosto no travesseiro macio. – É tão bom... oh... sim... sim... é... oh... – incentivou entre gemidos, lamúrias, súplicas enquanto ele investia lentamente por conta da posição lateral que estavam.

Com a nova posição Edward atacava com seus lábios o pescoço alvo da esposa, que a fazia gemer em satisfação. Da mesma forma que suas mãos haveis massageavam seus seios, apertavam seus mamilos, provocava seu clítoris. Isabella mais uma vez começou a tremer com a construção do orgasmo que parecia estar chegando nela, e dessa vez Edward deixou a morena ir, pois sabia que ele estava controlado e não iria se perder, ou quase isso, pois quando suas paredes se apertaram em torno de seu membro em um aperto de morte, o ruivo teve que fechar seus olhos e tomar uma respiração profunda para controlar o desejo de segui-la em seu ápice.

Enquanto Edward controlava os seus impulsos para não chegar ao seu clímax, a Senadora que recuperou-se do seu terceiro orgasmo mais rápido do que antes, em um movimento ágil mudou a posição de ambos e o ex-senador, percebendo o que ela queria seguiu a sua liderança. Apoiada em seus joelhos, com Edward a suas costas a morena arqueou-se quando o político voltou a movimentar-se ritmadamente e incisivamente, ela em uma vá tentativa de se agarrar a algo embrenhou seus dedos nos cabelos acobreados da nuca do homem, causando um gemido gutural dele, que ela seguiu.

- Bella... meu amor... – balbuciava o homem incoerentemente. – Você é está me apertando tanto e meu pau se sente tão bem nessa boceta.

- Huumm... – gemia a jornalista em deleite pelas palavras de incentivo que ele fornecia. – Mais forte Edward. Eu preciso sentir você com mais força. – pediu entre lamurias de desejo.

O ex-Senador com cada encorajamento da morena aumentava o seu ritmo a um quase frenético.

- Porra! Bella! – gemia Edward, desacelerando seus movimentos para segurar mais uma vez seu próprio orgasmo. – Meu pau nasceu para ficar dentro de você. – pontuou, puxando-a para um beijo desajeitado, mas profundo e cheio de sensualidade.

Sabendo que não adiantava mais resistir, de tentar prolongar o momento que chegaria ao seu auge do prazer, Edward agilmente mudou a posição de ambos, pairando sobre ela, para que quando gozasse pudesse olhar naqueles profundos olhos castanhos. A nova posição, apesar de comum e trouxe ao casal um reconhecimento, onde verde e castanho se conectou, e uma emoção, palavras não ditas eram colocadas ali durante todo aquele momento.

Mesmo os beijos que partilhavam não faziam com que seus olhos se desconectassem, era como se naquele momento não apenas seus corpos tivessem conectados, mas também suas almas, talvez pela primeira desde que se conheceram a suas almas finalmente se conectaram de maneira tão única.

Era uma conversa que transcende o mundo físico, e que talvez somente no plano metafísico era possível ser inteligível. Era uma conversa, uma conexão que não era possível mensurar ou ser explicada. Era aterrador sem assustar, paralisante sem paralisar, emocionante sem qualquer lágrima ser derramada. Era cru, mas real, verdadeiro, algo que não podia ser medido por palavras ou por expressões.

Edward sabia que não iria conseguir aguentar mais nessa posição – ou em qualquer outra, de qualquer maneira – por isso intensificou seus movimentos e direcionou seus dedos para massagear o ponto mais sensível de Bella, porque o político, necessitava que ela chegasse junto com ele. Naquele momento Edward estava sendo egoísta, ele queria ser extremamente egoísta.

Com a intensidade e os movimentos dos dedos de Edward, Isabella sabia que não conseguiria resistir muito sem romper um novo orgasmo por seu corpo. A Senadora cravou suas unhas na parte de trás dos ombros do homem, incentivando a continuar, e em seguida um de suas mãos enterrando-se nos cabelos de sua nuca e os puxando com violência.

- Porra Bella! Eu não aguento mais! – exclamou Edward, arfante entre estocadas. – Eu vou gozar!

- Goza para mim Edward! – exigiu com autoridade a morena, queimando suas írises chocolate na esmeraldina. – Vem para mim, Edward!

E com mais um movimento duro o político finalmente chegava ao seu ápice, e vislumbrando o rosto de prazer, a transcendência daquele momento, Isabella sentiu as paredes em torno no membro de Edward se contraírem e pela quarta vez seu próprio orgasmo romper por seu corpo. Um gemido oco ecoava pelo quarto, uma sinfonia de prazeres misturados que somente cessou quando compartilharam um beijo apaixonado.

A respiração arfante entre eles era somente o fim perfeito para uma noite perfeita.

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Apesar da troca de carinhos entre os dois, Edward rapidamente caiu em um sono profundo com um sorriso jovial em seu rosto, por sua vez, Isabella custou a dormir – ou não dormiu de forma alguma. A noite entre eles havia sido mágica, talvez a mais memorável e melhor entre eles, mas há muito ela aprendera a deixar de ser uma jovem inocente que acreditara em promessas e juras de amor. Ela e Edward não era para ser eterno. Ela sabia disso, ele sabia disso, e todos a sua volta sabiam disso. Aquela noite fora somente a melhor despedida que ela podia ter e merecia receber, agora cabia a ela dar a ele a recompensa por ter estragado a sua vida: a presidência dos Estados Unidos.

Ela não sabe quanto tempo ficou acordada perdida em seus pensamentos ou simplesmente admirando a beleza de seu marido adormecido, porém quando o sol começou a nascer no horizonte ela sabia que preferia estar longe quando Edward acordasse. Saindo lentamente da cama e recolocando o pijama, lançou um último olhar ao marido nu adormecido, fechando com um nó apertado o seu robe antes de deixar o quarto.

Quando retornou ao quarto de Elizabeth, Isabella foi rápida em tomar um banho e se trocar, 20 minutos depois ela caminhava pelo corredor rumo à entrada da casa, sendo surpreendida pela governanta que estava na cozinha tomando seu café da manhã.

- Já deixando, Senadora? – perguntou a mulher levantando-se da cadeira para pegar algo para a mulher que fez um sinal a mulher dizendo que só gostaria de um pouco de água.

- Tenho uma reunião em DC, no começo da tarde, e preciso me reunir com minha equipe antes. – mentiu com um sorriso.

- Claro, a senhora quer que eu deixe algum recado ao Senador? – pediu em expectativa.

- Não, Sra. Tanner. Eu e Edward, já conversamos tudo o que deveríamos conversar. – disse com um sorriso. A governanta limitou-se em sorrir tristemente antes de acompanhar a mulher até a entrada da casa.

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Fazia um mês desde que Isabella retornara da sua visita a Edward, e como ela prometera ao marido, uma campanha ferrenha a sua candidatura começou pelos bastidores do partido democrata e do congresso. Enquanto alguns estavam temerosos com o possível retorno de Edward, muitos estavam empolgadas e viam como uma coisa boa no mar de desgraças que vinha acontecendo. O apoio financeiro também era algo fantástico, muitos estavam animados com a perspectiva que investir em Edward e na sua campanha. E a vitória parecia ser algo real. Palpável.

Depois de um dia difícil no gabinete, Isabella seguia um pouco mais cedo que o normal para a sua casa. Visto que seu tempo com Elizabeth estava contato, a morena tentava passar o maior tempo possível com a menina, e hoje era um daqueles dias, de que ela queria passar com sua filha, simplesmente brincando, rindo, assistindo algum filme da Disney qualquer ou simplesmente vestindo-se de princesas.

Ela estacionou seu carro na garagem e saiu do carro carregando sua bolsa e uma pasta com alguns documentos. Um sorriso estampou seu rosto quando ouviu o grito de felicidade da sua filha. Deixando suas coisas sobre o balcão de entrada ela chamou o nome da filha.

- Elizabeth?

- Mamãe! – gritou de volta a menina, vindo correndo da sala de TV com um sorriso que ia de orelha em orelha. – Mamãe! Mamãe! – disse finalmente jogando-se nos braços da mãe.

- O que foi Elizabeth? O que está acontecendo? – pediu com um sorriso muito similar ao da filha.

- O papai, mãe! Ele voltou pra casa! Ele voltou pra nós! – disse com um sorriso e abraçando a mãe, no mesmo momento que Isabella via Edward entrando na sala com um sorriso de felicidade muito similar ao da filha e o da esposa no rosto.

Os olhos de Isabella se arregalaram em surpresa. Sua garganta ficou seca e sua respiração errática.

- Olá Bella.

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N/A: Ooiii amores! Tudo bem?! É eu sei, faz um puta tempo pra quem disse que queria terminar essa fanfic ainda em 2018, mas longa curta história: terminei meu namoro que usou o fato de eu escrever fanfic como desculpa para terminar, mudei de casa, fiquei doente, entrei numa bad trip, resolvi dar a louca e tentar uma seleção de doutorado, passei e é isso, agora sou doutoranda de filosofia! Sim! A vida dá voltas, muito mais do que eu gostaria de afirmar que dá, mas dá. Mas como eu sempre digo: antes tarde do que nunca!

E sabe o que me motivou a escrever esse capítulo nesse lindo 23 de fevereiro de 2019?! Porque hoje faz oito anos que escrevo essa fanfic e porra, me senti mal por não escrever nada por um longo tempo, e veja só: em um dia fiz tudo isso! E aí?! Gostaram?! Bella e Edward mudaram muito conforme os anos foram passando, mas era essa a intenção mesmo, de crescimento deles, de mudança, de uma virada na vida deles. E sabe qual é a boa notícia? Tem mais um capítulo regular para ir e depois o epílogo! Sim! O fim tá próximo, mais próximo do que eu esperava, nem eu acredito!

Enfim, se gostaram comenta aí, porque é isso que motiva a escrever, juro, é isso que motiva sempre. Posso demorar gente, mas isso não quer dizer que eu não goste de reviews, de elogios, de recomendações, até mesmo de um "posta mais" de vez em quando! Então, PLEASE, vamos, comenta aí!

Obrigada por tudo mais vez.

Super beijo!

Carol.

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REVIEWS? MEREÇO?