Você não è um príncipe encantado

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Capìtulo 28 : Certezas

Já era noite quando o Jaguar adentrou a mansão.Sabia que seu marido estava impaciente.Olhou para a janela acima e viu quando a luz do quarto foi acessa.Kagome entrou na cozinha e por um momento lembrou-se da figura da empregada morta perto da porta.

Despejou água gelada no copo dando um curto gole e antes que pudesse devolver a jarra de vidro à geladeira ouviu passos se aproximando.

-Você se acha esperta demais, não é?

-Você acha?

Ela deu outro gole e dessa vez guardou a jarra.O rapaz nada disse.Cerrou os olhos enquanto a via encarar o nada e beber a maldita água.E não foi difícil descobrir como ela havia despistado os seus seguranças.Viu o modo como ela estava vestida e não era nada parecido com o que vestia pela manhã.Não que ele gravasse as roupas dela, mas não estava tão provocativa como da última vez que a vira.

A garota percebeu o olhar do rapaz e virou para encará-lo.

-Foi extamente isso.Mas os seu gorilas são burros demais para reconhecer a mesma pessoa em roupas diferentes.

Ela passou por ele e começou a subir as escadas em direção ao seu quarto.O rapaz a seguiu.Ela esperava por aquela reação.Algo como " Você quebrou o nosso pacto nesse exato momento".Kagome subiu cada degrau o mais rápido que pôde e antes de alcançar o último sentiu seu pulso ser agarrado.

-Você pensa que pode mentir assim, deslavadamente?

Ela permaneceu de costas para ele.

-Eu não lembro de ter mentido.

-Prometemos não mais brigar, Kagome.Você saiu pela manhã acompanhada pelos seguranças e me fez acreditar que estaria segura.E olha o que você aprontou?

-Você me forçou a fazer isso, Inuyasha!Você sabe que eu odeio cativeiro.Sabe que eu odeio essa sua necessidade de me dominar e também sabe que eu nunca deixo que me eu não enganei ninguém.Você sabia que mais cedo ou mais tarde eu iria cansar!

Ela puxou o braço com rapidez e sentiu-se livre da pressão que o rapaz fizera em seu pulso.Retomou a caminhada e entrou no quarto.Percebeu que ainda estava sendo seguida pelo rapaz que parecia realmente irritado com a teimosia da garota.Kagome adentrou o seu aposento e mais uma vez parou bruscamente na porta.

A falta de costume a fazia esquecer de que não mais precisaria daquele mini-quarto, como ela costumava chamar, e ela sempre lembrava disso quando via que suas coisas já não estavam mais lá.Voltou para o quarto do rapaz, que agora também lhe pertencia, e abriu o enorme guarda-roupa retirando de lá seu roupão.

-Eu só queria que você enfiasse um pouco de raciocínio nessa sua cabeça dura...

-Basta!È assim que eu sou,Inuyasha.Você querendo ou não.

Ela entrou no banheiro e bateu a porta com estrondo.O rapaz cerrou os punhos e deu um soco no colchão da cama.Em seguida se jogou displincentemente sobre a mesma e fitou o teto enquanto ouvia o barulho da água caindo do chuveiro.Por que ela sempre tinha que quebrar o clímax?Será que ele estava realmente ficando paranóico?

Inuyasha afrouxou os punhos.Desde quando ele queria dominá-la?Ela estava equivocada.Ou será ele quem realmente está exagerando nos cuidados?Fechou os olhos.Não podia e nem queria admitir que ela, mais do que nunca, estava deixando-o louco.Desde quando ele tem tanto medo de perder alguém?

Quando foi que aquela necessidade de possessão invadiu o seu peito?Desde quando Inuyasha Tasho tinha a capacidade de pensar em outro alguém além dele mesmo?Eram tantas perguntas com todas as respostas tão claras que era de complicada assimilação.Ele não queria acrediatr e, mesmo sabendo que ela vinha sentindo o mesmo, não seria nada normal os dois sentarem para um chá e discutirem a relação.

Talvez ele devesse deixá-la mais livre.Foi assim que ele a conheceu.Mas ela também deveria demosntrar uma gota de arrependimento, afinal, eles estavam passando por um momento crítico e ainda assim ela parecia não mudar sua personalidade por nada.

Sorriu.

Como ele poderia se sentir atraído justamente por uma garota que tem todos defeitos que ele mais repudia?Justo a garota mais orgulhosa e prepotente que ele havia conhecido em toda vida.O rapaz se sentou na cama.Era complicado lidar com certos questionamentos.

No final de tudo, ele sabia que o motivo pelo qual sentiu-se fisgado por essa misteriosa garota nada mais é do que a grande semelhança entre ambos.Era ele quem sempre estava no controle da situação seja com os negócios ou com as mulheres, e era sempre ele que encerrava qualquer debate.Foi assim até Kagome surgir em sua vida.

O fato de aparecer alguém, principalmente uma mulher, que não aceitasse ser submissa ou controlada, nem mesmo admitir que outra pessoa colocasse o ponto final e nunca, nunca deixar que outra pessoa assumisse o controle da situação era bastante excitante.O espírito de competitividade sempre irradia vigor, justamente o que ele passou a sentir quando Kagome trouxera todos esses "defeitos" junto consigo.

Ela era realmente atrevida.

Ouviu a porta do banheiro se abrir e viu Kagome sair vestindo um roupão enquanto outra toalha estava envolta nos cabelos que o rapaz era realmente teimoso, persistente.Desejou profundamente que ele cansasse e saísse do quarto apenas para poder ficar sozinha, para não ouvir mais sermões como se fosse criança.

Silêncio.

Após alguns minutos já era quase insuportável aquele silêncio.

-Eu não sei o por quê mas...eu só queria ter ceteza de que você estava bem.

O rapaz disse como se estivesse desabafando.Ela, que nesse instante estava secando os cabelos com a toalha, parou de fazê-lo e apenas se aproximou da cama, sem conseguir encará-lo.Ele era o único que conseguia deixá-la muitas vezes sem saber como agir.

Tudo que conseguiu fazer foi sentar-se ao seu lado e finalmente o olhar nos olhos.E este correspondeu.Era impressionante como ultimamente eles vinham se comunicando apenas pelo olhar.Seria a tão falada afinidade, algo até então não vivida por ambos?Ela, à muito custo, tentou guardar seu gênio difícil apenas naquele momento.Nem sempre as coisas saem como as pessoas planejam.

-E você, um dia, me disse que eu lhe sufocava.

O rapaz a fitou.Ela realmente estava afim de iniciar uma grande briga querendo remexer no passado.

-Se não está contente dane-se!

Ela riu.Adorava quando ele ficava irritado.Principalmente se era ela a culpada disso.Ela, instintivamente, levantou-se e sentou no colo do rapaz, este franziu o cenho em sinal de confusão.Ele não a deixaria chegar ao seu modo e tentar fazer com que ele se esquecesse de tudo.

Kagome acariciou a face do rapaz e beijou-lhe suavemente a orelha.O rapaz tentou disfarçar o arrepio que aquele simples gesto provocou em si.Ela sussurrou.

-Eu não estou infeliz, muito pelo contrário...- ela beijou a queixo do rapaz- ...eu só não quero deixar de ser eu mesma.

-Eu sei.

Não bastou mais nenhuma palavra para dizer o que ambos queriam naquele momento.Eles sentiam a necessidade de mais toque um do outro, de mais proximidade, mais intimidade.Sentiam a necessidade de sentir necessidade um do outro.

O rapaz beijou a garota e esta apenas se ajeitou melhor no colo dele.para que pudessem itensificar as carícias.O beijo calmo e ao mesmo tempo explorador fazia com que cada vez mais ambos conhecessem o que mais era prazeroso para cada.Ele sabia como tocá-la, ela sabia como atiçá-lo.

Aos poucos o rapaz sentiu ser empurrado calmamente contra a cama e isso, entre beijos, arrancou risos de ambos.Kagome ficou por cima e desabotoou euforicamente a camisa do marido para em seguida acariciar o peito forte enquanto se beijavam.De vez enquando ela parava de beijá-lo apenas para deixá-lo com um gostinho de "quero mais".

Percebeu o que a garota estava fazendo com ele.Estava domindando-o.Ora nos beijos, ora nas carícias.E ela sabia que ele estava ciente disso.Inuyasha parou de beijá-la e malandramente inverteu as posições.Dessa vez era ele quem ficaria no controle.Seu tempo havia acabado, Kagome.

A garota sorriu com tal travessura.Fora pega.Sentiu as mãos habilidosas do parceiro tocarem sua cintura enquanto desamarrava o roupão.E dessa hora em diante não conseguiu mais raciocinar.Sentia o corpo forte contra o seu.Beijando-a loucamente e cada vez que sentia as mãos dele em sua coxa ela perdia o controle.

O rapaz sentiu as unhas arranharem de leve as suas costas desnudas.Era visível que o desejo era mútuo e exacerbado.Os corpos suados e ativos não conseguiriam parar enquanto não terminassem de explorar cada parte do corpo um do outro.E mais uma vez aquele casal encenava o máximo da intimidade.Naquela noite nada estragaria aquela cumplicidade.E apenas a noite permaneceu calada observando aquela selvagem e profunda união dos desejos.

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O vento frio adentrou o quarto.Ele cuidadosamente se ajeitou na cama.Tudo para não acordar a garota aninhada em seu peito.Ele puxou a coberta afim de aquecê-la mais, talvez só o calor do seu corpo não fosse o suficiente.Olhou o relógio ao lado e viu que já estava na sua hora.

Olhou mais uma vez para a garota, que parecia dormir tranquilamente, e se levantou lentamente.Tomou uma ducha e se arrumou de maneira corriqueira.Teria que chegar um pouco mais cedo à empresa para ver e adiantar os compromissos que foram adiadom no dia anterior..

Viu o movimento dos empregados pela casa e agradeceu mentalmente por aquilo só acontecer durante o algumas torradas com geleia e bebeu o seu costumeiro café preto.Uma das empregadas entrou na cozinha com um vaso ornamentado em mãos.

-De onde veio isso?

A mulher pareceu surpresa com a pergunta do patrão já que ele nunca mostrou interesse pelo trabalho dela, nem mesmo a patroa nunca mostrou interesse.Ela colocou o vaso sobre a mesa.

-Estou fazendo o de sempre, senhor.O jardineiro colheu algumas flores e agora eu estou distribuindo pelos cômodos da casa.

Flores pela casa?

Inuyasha permaneceu mudo.Talvez devesse prestar mais atenção nas coisas ao seu redor.Prestar mais atenção na simplicidade do que na complexibilidade.das coisas.A mulher pegou novamente o vaso e antes de sair do local ouviu a voz do patrão mais uma vez.

-Espere.

Ele se levantou e se aproximou.Olhou curiosamente para o vaso e puxou algo.Em seguida fez sinal de que a mulher já podia ir.E mais uma vez a empregada andou pelos cômodos apenas para fazer o serviço de sempre.Arrumar e decorar a casa.

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Abriu os olhos lentamente e a prova de que passara uma noite maravilhosa estava evidentemente estampado no singelo sorriso.Sabia que, pela falta do calor, ele não estava mais por perto.Espreguiçou-se e virou o corpo apenas para poder senitr o cheiro dele impregnado no travesseiro.Um simples e tocante surpresa.

Uma rosa.Vermelha.A cor favorita da garota.Ela não sabia que Inuyasha chegaria a esse ponto extremo.Sorriu com tal atitude do rapaz.Ele não era desse tipo.Ela valia tanto a pena?Valia tanto que poderia mudar preceitos e conceitos de uma pessoa?Não que deixar uma rosa para uma dama fosse cafona, mas não combinava muito com ela.

Kagome tocou a rosa delicadamente e esta exalou um perfume ímpar.Tomou-a em suas mãos e mais uma vez deixou que tal perfume invadisse suas narinas.E ficou surpresa consigo mesma.Não sabia que receber uma simples rosa fosse tão bom.Ou será que o destinatário da rosa era que contava?Permitiu a si mesma desfrutar da nova sensação.Ultimamente vinha sentindo-a constantemente.

Quem diria han, Inuyasha?

A garota fez uma expressão de incredulidade enquanto pensava no gesto do rapaz.

E quem diria han, Kagome?

Dessa vez a expressão mudou para um sorriso discreto.Por que se sentia tão tocada?Por que não conseguia tirar os olhos daquele pequeno ser da natureza?E ela nunca foi do tipo preservadora de algo.De nada.Tentou imaginar o quão sem graça ficaria o rapaz se ela tocasse fundo nesse assunto da rosa.Não, dessa vez ela não precisaria ver nem provar nada.À muito custo deixaria isso passar.Se esforçaria.

E então ela colocou a rosa no mesmo lugar e na mesma posição que havia encontrado.Não se comportaria como uma adolescente despetalando a rosa em um "bem-me-quer, mal-me-quer".A garota se levantou e se cobiru com o roupão antes de procurar pelas sandálias.Calçou-as e antes de se dirigir ao banheiro lançou um último olhar à criatura que já começava a demonstrar sinais da sua fraqueza.A necessidade da água, d aterra, da luz.

E ela, Kagome, não tinha necessidade alguma.Ou pelo menos tentava não ter.As rosas com o tempo murcham e sua beleza desaparece assim como suas pétalas começam a cair.então porque comparar sentimentos com rosas se elas não são duradouras?Era por isso que a garota não dava o valor a tal coisa.Mas não recrimina o gesto do rapaz.

Que ficasse claro que pessoas não eram imortais.Que sentimentos eram mortais e que rosas..Ah..elas seriam sempre rosas.

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O rapaz chega à recepção e percebe o olhar da secretária.Um olhar estranho.

-O que foi, Ayame?

A moça lhe entregou um envelope vermelho.O rapaz não abriu especulando ser mais uma das ameaças do inimigo.Mais algumas palavras para amedrontar.Será que ele não iria desistir?

-Foi entregue por um rapaz que não quis se identificar.Disse que estava apenas fazendo seu trabalho.

Inuyasha se dirigiu à sua sala sem dizer uma palavra à secretária.Valia a pena abrir e ler mais ameaças daquele hipócrita?O rapaz se sentou e fitou mais uma vez o envelope.Não custava nada ler e se divertir com o desespero do inimigo em querer torturá-lo com palavras.Notou que as palavras eram recortes de jornais e revistas, basicamente o remetente não queria que sua letra fosse reconhecida.

E não é que foi assunto digno de primeira página?

P.S: A pessoa está mais próxima do que você possa imaginar.

Inuyasha leu e releu várias vezes tentando decifrar o que estava escondido por trás de toda aquela ironia.Primeira página...O jornal!

O rapaz saiu da sua sala e assustou a secretária quando se debruçou sobre a mesa da mesma.

-Ayame, o jornal já chegou?

A moça mostrou-se assutada com tal euforia.E antes de dizer algo achou melhor pegar o exemplar que estava na gaveta.

-Eu ainda ia entregar...mas o que foi que houve?

O rapaz tomou o exemplar das mãos da moça e imediatamente avistou a matéria principal.Foi preciso se apoiar na mesa para conseguir assimilar o que estava contecendo.Queria acreditar que tudo aquilo não passava de um tormentoso pesadelo.

Navio cargueiro sofre misteriosa explosão nesta madrugada.

Ainda não se sabe o motivo do acidente, mas estudiosos especulam que um possível vasamento de combustível seja o culpado por tal desastre.Bombeiros ainda estão na busca por sobreviventes.Um corpo foi encontrado, mas ainda precisa ser identificado.A empresa de navios cargueiros não quis revelar informações.Sabe-se, até agora, que o carqueiro tinha como destino a América e que, pelo seu tamanho, seria para transporte de grandes mercadorias.Ainda não se sabe o tamanho do prejuízo e nem quem sofreu os danos.

Pora a sorte da comunidade de pescadores, que vive aqui na região, a explosão aconteceu em alto-mar, mas ainda assim a atividades pesqueira sofreu danos econômicos.Testemunhas contam que...

O jovem não quis ler mais nada.

-Reunião urgente!

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Kagome chegou o mais rápido que pôde e antes mesmo de estacionar o seu carro viu alguns parceiros do marido adentrarem a empresa.Não sabia ao certo o que estava acontecendo, apenas sabia que a dois dias Inuyasha havia conseguido fechar negócio com um americano.Isso deveria ser bom.Mas por que toda aquela euforia?Não pareciam alegres.

-Ayame, o que foi que houve?

A secretária, que no momento atendia o telefone desesperadamente, olhou-a e sinalizou algo com as mãos freneticamente que Kagome não conseguiu entender.Em seguida, a moça, educadamente, despediu-se de quem estava do outro lado dalinha e finalmente pôde dar atenção à garota.

-Senhora Tasho, aconteceu um desastre!

-Inuyasha me ligou falando para eu vir urgente.Aonde ele está?O que foi que aconteceu?

-Na sala de reuniões.Já estão quase todos lá para tomar as medidas necessárias.

A moça fez a volta em torno da sua mesa e segurou-lhe cuidadosamente o braço de Kagome para em seguida encaminhá-la à sala de reuniões.Parecia que realmente estavam com pressa.e pelo que pôde notar, na face desesperada de Ayame, não era nada bom.Logo que netrou na sala viu-se rodeada por quase todos os sócios, colaboradores e até mesmo patrocinadores da empresa.Ela se sentou com rapidez e nem ao menos tivera tempo para cordialidades.

-Vocês com certeza já souberam do absurdo que nos ocorreu.Aquele maldito Narak, o dono da empresa concorrente, trapaceo da maneira mais desonesta.Assim como ele é!

Inuyasha respirou fundo antes de pegar o jornal e erguê-lo de maneira que todos pudessem fitar o emaranhado de papéis em suas mãos.Ninguém ousou dizer sequer uma palavra e então o jovem Tasho prosseguiu em seu furioso discurso.

-Foi assunto de primeira página.Aquele covarde explodiu o navio em que a nossa mercadoria estava sendo transportada!E tem mais...- o rapaz ergue também o envelope vermelho-..ele ainda me mandou um "singelo" bilhete em recortes.

Ele leu o conteúdo da carta recebida e todos ficaram boquiabertos.Um dos homens presentes na sala ergueu a mão.

-Como tem tanta certeza de que foi exatamente o Narak?A carta nem ao menos foi assinada.

Inuyasha cerrou os punhos e até tentou compreender a dúvida do companheiro, mas ele tinha certeza da procedência da carta e ele tinha que fazer com que todos acreditassem nele.

-Narak, certo dia, veio até esta empresa, entrou em minha sala e tentou negociar comigo.Sabemos o tipo de negociação dele, sabemos que ele sempre quer sair ganhando mais que os outros e por isso neguei.Antes de sair ele me ameaçou indiretamente.

Outro homem entrou no diálogo.

-Mesmo que tenha certeza de que foi Narak não tem provas para incriminá-lo.

-Ele matou o Myouga, invadiu minha casa a algus dias atrás para tentar me sequestrar, me assassinar ou sei lá qual era realmente o prpósito dele, e agora conseguiu explodir pelos ares a nossa chance de erguer esta empresa!Precisamos dar um basta nisso!

Silêncio.

Kagome olhou em volta e viu que alguns faziam anotações, outros apenas continuavam a debater sobre o assunto.Inuyasha precisava dar um tempo para que todos conseguissem entender e pensar de maneira racional na situação.

-Dez minutos de pausa.

Alguns homens saíram da sala.Inuyasha seguiu para a sua sala e fois eguido por Kagome.Quando adentrou o confortável cômoso, o rapaz deixou-se cair sobre o sofá.

-Até quando terei que suportar esse Narak maldito!Até quando!

A garota o olhou sem saber o que responder.Apenas se sentou ao seu lado e o abraçou.Ele deixou que ela o aconchegasse e ficaram ali por alguns segundos, mudos.Kagome buscou palavras para iniciar uma conversa.Ela não iria se render às ameaças e às ações do homem que ocupou seu passado.

-Eu...nem sei o que dizer.

Ele se desfez do abraço e a olhou.

-O que mais me dixou intrigado foi a última frase daquela carta.

"P.S: A pessoa está mais próxima do que você possa imaginar."

Ele quer dizer que alguém que trabalhe para ele está entre nós, Kagome.

A garota arregalou os olhos e por um momento suas mãos suaram.O Narak realmente teria um espião infiltrado nos negócios dos Tasho?Inuyasha encarou a garota à sua frente e notou que ela parecia tão assuatada quanto ele.

-Inuyasha, esse golpe do Narak pode representar a falência da empresa?

Ele ficou pensativo por um instante e em seguida se levantou.Caminhou até a mesa e negou-se a olhar para a garota.

-È agora que entra a herança.

A garota sentiu-se meio sem graça em falar sobre o acordo que assinaram a quase doze meses atrás.Antes, falar nesse assunto era tão natural quanto as ofensar que eles viviam trocando entre si.Mas as coisas realmente mudaram.E ambos sabiam que, atualmente, tocar nesse assunto era mais estranho do que o normal.Kagome tentou disfarçar um pequeno desequilíbrio na voz ao falar sobre aquilo.

-Faltam apenas dez dias.

Ele finalmente virou-se para poder olhar uma Kagome sem jeito.

-Eu sei.

Silêncio.

Nenhum dos dois haviam planejado o que fariam após o vencimento do contrato.Não conversaram sobre como ficaria a relação deles, se teria uma continuidade, se teria um fim.Talvez estivesse mais do que claro que, levando em consideração os acontecimentos recentes, o clima entre os dois estava bastante agradável.Até mesmo Inuyasha se surpreendeu consigo mesmo e também com a mudança da garota.Agora ele até poderia chamá-la de mulher já que ela se mostrou forte todo o tempo.

Ambos sempre tinham respostas afiadas na ponta da língua.Não pupavam palavras para cuspirem mágoas e infelicidades e parecia que nunca engoliam desaforo de ninguém.Então por que estava tão difícil dizer coisas tão simples um ao outro?O rapaz decidiu quebrar o silêncio.A reunião estava prestes a retornar.

-Se essa negociação desse certo eu nem iria precisar utilizar o dinheiro da herança.E...- o rapaz pareceu tremer um pouco diante do que queria falar-... poderíamos viver tranquilos, sem precisar tocar na herança.

Ela olhou para ele com um sorriso terno.Ele estava falando sobre eles, no futuro?Um futuro além do contrato.Ela se aproximou do rapaz e o beijou.Entre todo aquele momento de trevas em que estavam vivendo, um simples beijo fazia com que fossem levados ao paraíso.Seus rostos se distanciaram um pouco e eles se olharam.

A garota queria falar tantas coisas.Queria falar algo que ela nunca pensou que um dia falaria.Faria algo que nem ela mesma se reconheceria.Tomou a mão do rapaz entre as suas.

-Vamos utilizar toda a herança para tentar reerguer a empresa.-Ele franziu o cenho mostrando curiosidade.- isso inclui a minha parte.

Ele se espantou.Era realmente Kagome que estava diante dele?A mesma Kagome que conhecera à quase um ano?Aquela que não perdia nada e que dinheiro ficava acima de todas as coisas?

-Você tem certeza disso?

Por um momento ele pensou que ela iria rir e dizer um " primeiro de abril", mas quando notou que ela permaneceu séria parou de ter dúvidas.

-Eu nunca tive tanta certeza em toda a minha vida, Inuyasha.

Ele a beijou calorosamente.Sabia que a certeza de que a garota havia se referido era uma resposta indireta à união dos dois.Parecia que ela finalmente tinha certeza de que queria alguém do seu lado.Nada de sarcasmos infantis, nem ofensas desprezíveis.Eles agora eram aliados incomuns.e o rapaz sentiu uma força inexplicável dentro de si.Sabia que a decisão para a garota não foi nada fácil.Para ele também não foi fácil admitir sentimentos.Mesmo que indiretamente.

E talvez nenhum dos dois fosse ouvir um" Eu te amo", mas o silêncio de um caloroso beijo fala por si só.

Batidas na porta.

-Conversaremos melhor sobre isso hoje à noite, ok?

O rapaz disse enquanto dava outro beijo na garota.Sabiam que a pausa da reunião havia acabado e por isso era melhor se apressarem.Deveriam nesse momento tratar dos negócios, mesmo sabendo que não estava tudo perdido.O rapaz agora tinha forças para recomeçar e mil alternativas circulavam sua mente.

Todos voltaram para seus llugares e Kagome sorriu quando viu Inuyasha explicar várias idéias.Eles se olharam como cúmplices.E estes olhares se estenderiam pela noite enquanto eles conversariam sobre o verdadeiro celamento deste casamento.Pelo menos era o que ambos esperavam.

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Os dois dias seguintes foram inteiramente dedicados à luta de todos na empresa Tasho.A polícia não parava de investigar o culpado por tudo que vinha acontecendo, mesmo não acreditando que os crimes tivessem alguma ligação.E isso deixava Inuyasha furioso.O rapaz argumentava veemente e os policiais não pouparam esforços para finalmente encontrar um culpado.

Porém, sem sucesso.Mas Inuyasha não deixaria a história esfriar.A todo instante ligava em busca de informações.Ele e Kagome já não estavam sob segurança dos guarda-costas por muita insistência da garota.

-E então?Conseguiu encontrar mais alguma solução?

A garota terminava de vestir a camisola e se deitou ao lado do marido.Este encontrava-se rescostado na cabeceira da cama, abajur acesso e um pequeno caderno em mãos.A caneta mal tocava no papel e isso parecia encomodar o rapaz.

-Não vejo mais nada para cortar as despesas.Diminui o número de empregados aqui em casa, na empresa e até vendi dois imóveis.Tudo isso já foi sufíciente para cobrir uma parte do prejuízo.

-Você realmente não quer vender uma pequena parte da suas ações?

Ele revirou os olhos em sinal de impaciência.

-Eu já disse que não.Se eu tiver que reerguer a empresa conseguirei sem precisar colocar mais nenhum sócio.Não sei por que você insiste nessa ideía, Kagome.

-Eu é que não sei por que você resiste tanto a essa idéia.Sabemos que conseguiria uma bolada em dinheiro, o suficiente para estabiizar a empresa.Quando tudo voltasse ao normal você comprava a parte novamente.

O rapaz ficou mudo por um momento.

-Deixe-me resolver do meu jeito.

Kagome suspirou mais uma vez dando-se por vencida e ajeitou melhor os travesseiros e a coberta antes de deitar.O rapaz coçou os olhos em sinal de cansaço e decidiu continuar no dia seguinte.Ele abraçou a esposa e sussurrou um " Boa noite" antes de beijar-lhe a face e fechar os olhos.

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-Tem certeza de que quer ir?Você nunca fez isso...

-Corrigindo.Eu nunca fiz isso desde que nos casamos.Quando eu morava sozinah eu me virava muito bem.

A garota pegou a bolsa e começou a descer as escadas afim de encerrar a conversa.O rapaz insistiu seguindo-a pelo corredor.

--Não vá comprar o supermercado todo, entendeu?

Ela revirou os olhos antes de levantar um dedo em um gesto obsceno.Ele riu.

Ouviu o celular tocar e voltou ao quarto para atender.Pegou o aparelho e se dirigiu à janela para ver o carro da esposa saindo da mansão.

-Senhor Inuyasha?

-Eu mesmo.

-Aqui quem fala é o Akin.O detetive.Lembra-se?

O rapaz franziu o cenho antes de lembrar do homem.

-Ah sim, claro.

-Eu sei que faz um bom tempo que não entro em contato.Mas antes não era necessário, porém agora é.

Inuyasha fechou a cortina da janela e se sentou na cama.

-O que descobriu?

-Algo bem intrigante.Algo envolvendo Kagome Higurashi Tasho; sua esposa.

Esse capítulo quase não saia essa semana.Meu computador não está abrindo de jeito nenhum o site Fanfiction.Mas daí eu pedi para meu amigo (Kaique-Kun) postar para mim e por diversos motivos eu não pude nem mesmo ler as reviews.Aqui está a prova de uma ficwriter que quer concluir sua obra

E já esta quase decidido...a fanfic terá 30 capitulos.

Kissu

Deusa do anime