FEITICEIROS III
Capítulo 28: Painted on my heart
Uma menina de 10 anos com cabelos cacheados um pouco abaixo do ombro, subia em uma árvore alta.
Voz: 'Krishna! Desce logo daí que você vai cair!'
Krishna: 'Eu sei o que estou fazendo!'
Voz: 'Sabe nada! Se você cair, vai se machucar!'
Krishna rodou os olhos aborrecida com a interferência do seu amiguinho na sua aventura. Gabriel sempre achava que ela não seria capaz de fazer nada.
Gabriel: 'Eu vou chamar seu pai!'
Krishna não respondeu, devagar começou a avançar pelo galho até alcançar o ninho de passarinhos que estava na ponta de um galho acima de onde ela estava. Ela ouviu o barulho da madeira estalando mas estava tão empolgada em fitar os passarinhos que não ligou para o estalo e nem para os resmungos de Gabriel que olhava para ela com os braços cruzados e o rosto fechado.
Krishna (encantada): 'Ai Gabe! Eles são tão lindinhos! Será que estão com fome?'
Gabriel: 'Era só o que me faltava você querer virar mãe deles! Se ela chegar vai te picar toda! E vai ser bem feito.'
Krishna (sussurrando): 'Mau humorado. (abriu um sorriso para os animais que piavam sem parar) Vocês são tão bonitinhos... vou pegar minhocas para vocês ou frutas... o que vocês comem, hem?'
Gabriel levantou os olhos para a jovem e sorriu, ela estava com um vestidinho azul claro. Os sapatos brancos estavam junto com o chapéu embaixo da árvore. Sorriu observando-a soltar risadinhas. Foi quando arregalou os olhos vendo que o galho não estava agüentado o peso da garota. Deu um passo a frente.
Gabriel: 'Krishna! Volte logo!'
Krishna (sem dar ouvidos): 'Chato...'
Gabriel: 'Eu estou pedindo, volte!'
A garota virou o rosto e abaixou os olhos para fitar o amigo.
Krishna: 'Está bem! Já estou indo.'
Ela começou a caminhar de volta, não entendia o porque da apreensão do amigo. Ela subia em árvores todos os dias praticamente. Bem, fez o que ele pediu pois não queria arrumar mais uma briga. De repente um estalo mais forte foi ouvido e logo não sentiu mais o apoio embaixo de seus pés.
Gabriel: 'Krishna!'
O garoto bem que tentou pegá-la mas não tinha força para isso, resultado de tudo: Krishna caiu sobre o amigo evitando assim o impacto com o chão. A menina balançou a cabeça sentindo-a dolorida. Abriu os olhos e ouviu um leve gemido. Rolou para o lado saindo assim de cima de Gabriel.
Krishna (choramingando): 'G-Gabriel...'
O menino continuava deitado com os olhos fechados e assim desesperando a menina. Ela ajoelhou-se a frente dele já o sacudindo enquanto chorava.
Krishna: 'Gabriel... Gabriel...'
O menino abriu um olho fazendo a garota afastar-se dele com as mãos nos joelhos. Gabriel levantou-se devagar sentando-se no chão enquanto levava um das mãos até a cabeça.
Gabriel: 'Você está bem?'
Krishna (com a cabeça baixa): 'Desculpa...'
Gabriel: 'Está com alguma coisa doendo?'
Krishna balançou a cabeça negando, estava com algumas partes do corpo doendo mas não tinha coragem de falar isso, se não fosse o amigo teria se machucado muito mais por causa de sua arte.
Gabriel: 'Então está tudo bem.'
Ela levantou os olhos arregalados para ele e o viu sorrindo para ela ainda com uma mão na cabeça. Não agüentou pulou nos braços do amigo abraçando-o forte.
Krishna: 'Desculpa, desculpa.'
Gabriel a envolveu nos braços pedindo que ela parasse de chorar.
Krishna soltou um longo suspiro enquanto observava a noite, havia desistido de dormir. Sorriu revivendo uma das lembranças mais doces que tinha de sua infância. Lembrava-se claramente de Gabriel com 10 anos de idade olhando-a de forma suave e preocupado querendo saber se ela estava bem ou não. Logo o rosto do jovem formou-se na sua frente fazendo-a abrir mais o sorriso e inclinando a cabeça até tocar na janela. Como não se apaixonar por ele? Ele sempre esteve ao seu lado, seja ajudando-a a fazer os exercícios de matemática ou lhe tranqüilizando quando começara a descobrir seus poderes. Gabriel sempre estava ao seu lado.
A porta atrás de si abriu-se fazendo-a levar um leve susto e o dono de seus pensamentos apareceu por ela.
Gabriel: 'Está sentindo-se melhor?'
Krishna (afirmando com a cabeça): 'Apenas gastei energia demais por causa da magia que a senhora Harmony me ensinou.'
Gabriel: 'Saiu durante a noite sem me avisar.'
Ela sabia que mais cedo ou mais tarde ele falaria disso. Havia protelado demais a repreensão pelo que ela fez.
Krishna: 'Se eu contasse, você não concordaria que eu fosse.'
Gabriel: 'Mesmo assim, não deveria ter ido. Você é minha responsabilidade.'
Responsabilidade! Era apenas isso que ela era para ele. Uma estúpida responsabilidade. Fechou os olhos começando a sentir raiva de si mesma por ser uma idiota e ainda alimentar um amor que nunca seria correspondido. Nunca! Gabriel nunca olharia para ela de forma diferente! Ela sempre seria a mesma menina boba que se colocava em perigo e ele tinha que vir para ajudá-la.
Krishna: 'Não quero mais ser sua responsabilidade.'
Gabriel: 'Não é uma questão de você querer ou não. Não faça mais o que fez a noite passada.'
Krishna: 'Eu não posso fazer nada se aquela velha aparece para mim dizendo que tenho que fazer coisas para o bem de outras pessoas.'
Gabriel: 'Eu vou dar um jeito nisto.'
Krishna (franzindo a testa): 'O que está me escondendo, Gabriel? Anda mais nervoso do que o normal.'
O rapaz soltou um longo suspiro e observou a vista para o jardim da mansão Hiraguisawa.
Gabriel: 'Finalmente haverá uma grande batalha, Krishna.'
A garota arregalou os olhos de leve assustada.
Gabriel: 'E eu quero que esteja segura. Não quero que nada aconteça a você. Seus poderes ainda não são fortes o suficiente para protegê-la.'
Krishna: 'Como sabe disso? De que batalha está falando?'
Gabriel: 'Uma das maiores que eu viverei.'
Krishna: 'Uma das? Que brincadeira é esta, Gabriel. Você nunca enfrentou batalha alguma.'
O tom dela era nervoso. Logo o rapaz sentiu as mãos pequenas e delicadas da amiga segurando seu braço enquanto ela o fitava com os olhos confusos. Virou-se para ela e levantou o braço tocando de leve o rosto redondo e delicado da jovem.
Gabriel (sorrindo): 'Quero que fique segura.'
Krishna: 'Não sei do que está falando, mas se é em relação a Kazuo...'
Gabriel (interrompendo-a): 'Kazuo não é a maior ameaça. Mas isso não lhe dá o direito de jogar com a sorte arriscando-se a encontrá-lo novamente.'
Krishna: 'Ele é filho do guardião, não é?'
O rapaz confirmou com a cabeça.
Gabriel: 'Mas não estamos no direito de revelar isso.'
Krishna: 'Eu entendo. Você sempre teve o guardião como um herói, não é?'
Gabriel (sorrindo de lado): 'Ele é um. O fato dele ter um filho demônio não retira dele seus méritos.'
Krishna: 'Não foi isso que eu quis dizer.'
Gabriel: 'O que quis dizer então?'
Krishna: 'Que Kazuo pode ser um demônio, mas ele é bom. Eu sei que ele é bom.'
Gabriel: 'Ainda tenho minhas dúvidas.'
Krishna: 'Lembre-se que o mestre sempre dizia que o senhor Li era um demônio perigoso para o nosso universo e você sempre desconfiou disto.'
Gabriel: 'Eu tinha as minhas razões.'
Krishna: 'O comportamento suspeito do mestre...'
O rapaz fitou a amiga por alguns segundos sem responder. Não queria mentir dizendo que a razão era unicamente o comportamento suspeito do mestre, mas seus sonhos também. Depois de seu encontro com Raziel tudo ficara de alguma forma mais claro em sua mente. Por que ele teve que aparecer. Afastou-se de Krishna tentando fugir de uma resposta.
Gabriel: 'Irei me recolher agora. Aconselho-a a fazer o mesmo, já que gastou muito energia.'
Krishna observou-o afastando-se dela indo em direção a porta.
Krishna: 'Gabriel!'
O rapaz virou-se para ele.
Krishna: 'Obrigada por sempre estar ao meu lado.'
Ele sorriu de leve e acenou com a cabeça, antes de atravessar a porta e fecha-la deixando-a sozinha novamente.
Krishna: 'Como um anjo... um anjo da guarda.'
Shaolin abriu os olhos e fitou o teto do seu quarto no hospital. Tentou se levantar mas sentiu o peso de alguma coisa sobre sua mão. Virou-se para o lado e viu a mãe dormindo segurando sua mão entre as dela. Sorriu vendo o carinho que ela tinha por ele. Sakura era a melhor mãe do mundo. Delicadamente puxou a mão tentando não acordá-la e obteve sucesso. Pelo jeito ela andava muito cansada ultimamente.
Franziu a testa sentindo uma energia lhe chamando. Tirou a agulha que estava no seu braço aplicando o soro e tampou para que parasse o pequeno sangramento. Odiava agulhas. Odiava hospitais. Levantou-se devagar sentindo o chão de azulejos frio. Caminhou em passos leves indo em direção a porta quando passou por alguém que estava dormindo na poltrona. Virou-se e encontrou a prima dormindo profundamente. Os óculos tinham escorregado pelo nariz ficando bem na pontinha dele. No chão havia um livro aberto mostrando que ela estava lendo enquanto, junto com sua mãe velava seu sono. Abaixou e o pegou para colocar em cima da mesinha mais próxima. Antes ainda leu o título: "Luz da minha vida". Fez uma careta pensando que deveria ser um livro meloso, com certeza muito meloso, só pelo título dava para sacar. Para confirmar suas suspeitas virou o livro e leu rapidamente a resumo da contra capa.
Shaolin (resumiu): 'Claro que eles vão ficar juntos no final, não sei porque perder tempo lendo se já sabe o que vai acontecer.'
Por fim colocou o livro em cima da mesa e fitou a jovem que dormia profundamente. Sorriu de leve sentindo-se feliz ao ver a preocupação da prima. Levantou um braço e tocou de leve no rosto dela tirando-lhe os óculos para evitar que eles tivessem o mesmo destino do livro e que algum desastrado pisasse neles. Colocou-os em cima do livro e voltou a fitar a garota. Sentia-se bem apenas em fitá-la adormecida. Ela era bonita, pensou para si. Bonita como Misao. Misao... o que sentia por Misao? O que sentia por Marie? Balançou a cabeça de leve constatando que estava confuso. Mas reservou-se no direito de ser, as coisas estavam acontecendo rápido demais na sua vida. Não tinha como pensar friamente sobre o que estava sentindo. Além disso, era jovem demais. Tinha 11 anos. Apenas 11 anos. Nada de namoradas! Nada de compromissos. Quando tivesse trinta pensaria nisso... está bem, seus pais se casaram por volta dos 26 anos, então quando ele chegasse a esta idade pensaria nisso, agora não.
Resolvido isso, tentou voltar-se para a porta, mas não conseguiu. Aproximou-se mais da prima e inclinou o corpo ficando com seu rosto bem próximo do dela. Sentiu a fragrância fraquinha que ela usava.
Shaolin: 'Tuti-fruti.'
Era gostosa. Aproximou-se mais e quando deu por si estava sentindo seus lábios roçarem de leve na testa da prima. Beijou-a delicadamente antes de se afastar.
Abriu a porta e sentiu a claridade das luzes fortes do corredor do hospital machucarem um pouco sua vista, mesmo assim, saiu do quarto e caminhou devagar em direção ao elevador. Passou por um relógio e viu que eram quatro da manhã, aí estava o motivo de não encontrar viva alma ali. Entrou no elevador e segurou por algum tempo a faixa que estava cobrindo o grande machucado no abdômen. Na verdade estava com tantos machucados que aquele ali nem era o mais dolorido, mas com certeza o mais incômodo. Saltou na cobertura e caminhou até a escada que daria para o lado de fora. Subiu devagar os degraus segurando-se no corrimão enferrujado. Ali, só ia o pessoal da manutenção, por isso aquele estado de abandono.
Chegou até a porta e tentou abri-la mas não conseguiu. Respirou fundo pensando no que fazer, quando a porta se abriu com força assustando-o um pouco.
A sombra de um jovem formou-se a sua frente.
Voz masculina: 'Pensei que não viria.'
Shaolin: 'Não sou covarde.'
Sakura: 'Coragem não vai lhe fazer ficar bom, Shaolin.'
O menino virou-se para trás observando o rosto sério da mãe. Provavelmente ela acordou assim que ele saiu do quarto e o seguiu. Sakura levantou os olhos fitando Kazuo que apenas observava os dois.
Sakura: 'Volte para o seu quarto, Shaolin.'
Shaolin: 'Mãe... é...'
Sakura: 'Faça o que eu estou mandando. Agora!'
O menino arregalou os olhos de leve, o rosto da mãe era duro como o de seu pai. Não queria que ela ficasse sozinha com Kazuo, ele a mataria. Não queria perder a mãe!
Sakura: 'É uma ordem.'
Shaolin: 'Eu não vou obedecer! Ele vai tentar matá-la, mãe!'
Sakura (soltando um longo suspiro): 'Sono.'
Uma névoa azul envolveu o menino que tentou lutar contra a magia da mãe, mas não obteve sucesso. Sakura o segurou antes de cair no chão e se machucar. Estava orgulhosa pelo filho ter coragem para enfrentar novamente um inimigo tão poderoso, mas o queria vivo.
Sakura (fitando Kazuo): 'Espere-me.'
Kazuo apenas acenou com a cabeça concordando. Ela pegou o corpo do filho no colo com carinho e deu as costas para o rapaz. Assim que entrou no quarto observou um par de olhos violetas assustados. Marie correu até o leito em que a tia depositava o primo.
Marie: 'Por que ele fugiu?'
Sakura: 'Cuide dele por mim, Marie.'
Marie (passando a mão na testa suada do primo): 'Sim. Não se preocupe, tia.'
Sakura (forçando um sorriso): 'Obrigada.'
Kuoto observava de um dos arranhas céus, a cidade. O mundo tinha mudado muito, ele não havia reconhecido absolutamente nada. Arthas aproximou-se dele com cautela.
Arthas: 'Kazuo sumiu e a madame gelo também.'
Kuoto: 'Eles foram atrás do que queriam neste mundo.'
Arthas: 'Acho que irei atrás do Garoto.'
Kuoto: 'Espere mais um pouco, acho que agora ele estará ocupado com Midoriko.'
Arthas: 'Será que ela irá contar sobre Kazuo?'
Kuoto (sorrindo de leve): 'Não. Ela irá torturá-lo com a dúvida. Você conhece bem a Midoriko para saber disso.'
Arthas: 'Acho que sim.'
Ficaram em silêncio observando a noite.
Arthas: 'E você não vai procurar a Pequena?'
Silêncio. Kuoto queria mais que tudo rever a sua pequena, mas desde que colocara os pés naquela mundo outras lembranças o afligiam.
Arthas: 'Eu a vi alguns dias atrás. Continua linda.'
Kuoto: 'Tenho certeza disso.'
Arthas: 'E também vi o filho dela e de Devillus.'
Kuoto (virando-se para ele): 'Tem os olhos dela?'
Arthas (confirmando com a cabeça): 'E a coragem também.'
Kuoto: 'Deve ser um menino muito especial.'
Voltaram a ficar em silêncio até que um grito feminino chamou a atenção dos dois. Olharam para baixo e viram no beco uma mulher correndo perseguida por dois garotos.
Arthas: 'Humanos... tão mesquinhos.'
Kuoto: 'No fundo são como demônios com capa de pele.'
Arthas: 'Não generalize.'
Kuoto (levantando-se): 'Acredite em mim, amigo. Os humanos são piores do que nós.'
Arthas: 'Fala como se soubesse.'
Kuoto: 'Eu sei.'
Falou, antes de pular do alto do prédio em direção ao beco onde os rapazes atacavam a garota. Sua forma era de um demônio grande alado e com a pele marrom. Foi apenas ele parar a frente dos malfeitores que eles saíram correndo gritando. A mulher gritou junto, correndo na mesma direção. Kuoto sorriu de lado, voltando a sua forma mirrada. Fazia tempo que não assustava alguém, não podia negar que era divertido. Arthas pulou também do prédio e pousou com desenvoltura atrás do amigo.
Arthas: 'Eles fogem como desesperados. Odeio quando gritam desta maneira.'
Kuoto: 'Humanos temem o que não conhecem. Acostume-se com isso.'
Arthas: 'Nossa estadia será rápida. Não quero me acostumar com isso.'
Kuoto: 'Não tenho tanta certeza disso como você.'
Sakura passou pela porta que levava até a cobertura do prédio. Olhou para os lados procurando o rapaz. Deu alguns passos sentindo o vento cortante da noite japonesa. Não estava com medo do poder que sentia em Kazuo. Estava com medo do que descobriria através dele.
Kazuo: 'Você foi rápida. Imagino que seja mais uma de suas habilidades, não?'
Sakura virou-se para trás observando o rosto debochado do rapaz. Ergueu uma sobrancelha.
Sakura: 'Minha magia não é de seu interesse, não é?'
Kazuo sorriu de lado enquanto caminhava em volta dela. Era linda.
Kazuo: 'Surpreende-me saber que possui tanta força em um corpo tão frágil.'
Sakura: 'O que realmente quer de nós? É algum enviado de Smith?'
Kazuo: 'Smith? Ah sim! Aquele porco humano que nos recepcionou em seu mundo.'
Sakura: 'Então o conhece.'
Kazuo: 'Sim. Mas não sou enviado e nem subordinado de ninguém. Sou livre.'
Falou parando a frente dela e encarando-a. Droga! Ela era linda! Sempre a imaginara horrorosa, mesmo Kuoto e Arthas lhe afirmando que ela era como um anjo. Quando deu por si estava comparando-a com a mãe e o pior, chegando a conclusão de que aquela humana estúpida era mais linda que a mãe. Inferno! Estava começando a dar razão para o pai!
Kazuo: 'Vou matá-la. Você, seu filho e Devillus.'
Sakura: 'Não. Não vai.'
Kazuo (sorrindo ironicamente): 'Acha que eu não tenho poder para isso?!'
Sakura: 'Acho que você não quer isso.'
Kazuo (gritado em frente ao rosto dela): 'Você não sabe nada sobre mim, humana! Vocês, humanos, são como vermes! Servem apenas de alimento para nós neste universo patético e inferior.'
Sakura: 'Não me diga que acha que o mundo das trevas é melhor do que este?'
Ele deu um passo para trás observando-a
Sakura: 'Já estive no mundo das trevas, garoto. Não vai ser este seu discurso que irá me amedrontar. Afaste-se de meu filho. Ele não tem nada a ver com os meus erros ou de Syaoran.'
Kazuo: 'Não vai adiantar tentar protegê-lo de mim.'
Sakura: 'Enquanto eu for viva, estarei protegendo o meu filho.'
Kazuo (tirando a espada das costas): 'Então irei matá-la primeiro.'
Sakura franziu a testa observando-o apontar a arma em direção a ela. Levantou os olhos encarando-o de frente. Não tinha dúvidas, por mais que quisesse acreditar que seus olhos estavam lhe pregando uma peça, seu coração apesar de dolorido, confirmava suas suspeitas. Seus pensamentos foram interrompidos pelo ataque de Kazuo tentando acertá-la no rosto, pulou para trás evitando ser atingida. Logo o rapaz voltou a atacá-la com fúria, até que Sakura desistiu de fugir e formando a espada em uma de suas mãos começou revidar seus golpes.
And I'd finally found a way to learn to live without you
I thought it was just a matter of time
Till I had a hundred reasons not to think about you
But it´s just not so
And after all this time, I still can't let go
Um vulto pulava de um prédio para outro, saltou do alto usando um poste como barra para girar o corpo, e praticamente voou até pousar como um gato na calçada. Levantou-se olhando de um lado para o outro.
Syaoran: 'Cadê você? Cadê você, Midoriko?'
Ele falou para si mesmo olhando para os lados. Estava sentindo a energia dela, mas não era que a safada estava conseguindo se esconder bem. Correu pela rua e logo entrou no bosque de Tomoeda. Pulou pousando em cima do Rei Pingüim para que pudesse ter uma visão melhor do parque. Logo avistou a sombra da bela mulher em cima da copa de uma árvore. Atrás dela estava a enorme lua japonesa. Li passou a mão na cabeleira rebelde mostrando seu nervosismo. Pulou alcançando o gramado do parque e caminhou devagar até a ex-amante. Midoriko pulou da copa da árvore pousando de forma graciosa. Deu alguns passos em direção a Li. Pararam um em frente ao outro apenas encarando-se de perto por um longo tempo, até Midoriko sorrir de lado.
Midoriko: 'Está mais velho.'
Syaoran: 'Você não mudou nada.'
Midoriko: 'Demônios não envelhecem.'
Syaoran: 'Eu sei.'
A mulher levantou o braço e tocou de leve nos cabelos de Li, o homem deu um passo para trás evitando contato com ela, não era bom chegar muito perto de Midoriko.
Midoriko (com um sorriso malicioso): 'E está com cabelos brancos.'
Syaoran (tentando ser mais direto): 'Como conseguiu vir para cá?'
Midoriko soltou um longo suspiro afastando-se dele e olhando em volta com as mãos na cintura.
Midoriko: 'Lembra-se? Foi aqui que nos vimos pela primeira vez.'
Syaoran: 'Sim.'
Midoriko: 'Você estava morrendo de raiva daquela idiota. Eu sentia a raiva que irradiava de você.'
Painted on my heart
Scrawled upon my soul
Etched upon my memory, baby
Syaoran: 'Não veio aqui para uma conversa sobre o nosso passado.'
Midoriko: 'Não. Vim aqui para conquistar este universo.'
Syaoran: 'Teremos um problema sério então, Midoriko.'
Ela aproximou-se dele tocando suas mãos no peito do homem. Li segurou os pulsos dela tentando afastar-se, porém Midoriko resistiu.
Midoriko: 'Venha comigo! Junte-se a nós!'
Syaoran: 'Não sou mais um demônio, Midoriko. Sou humano!'
Midoriko: 'Você sabe que não é! Aqui dentro de você (ela falou tocando no peito dele) Aqui dentro você sabe que ainda é um demônio.'
Syaoran: 'Não Midoriko. Eu sou feliz agora. Tenho uma família... um filho. Deixe-nos em paz.'
Still burning my lips
The touch of my fingertips
This love so deep inside of me, Baby
To get my heart to forget you
But it just can't seem to
Midoriko (afastando-se dele): 'NUNCA! Nunca vou deixar você e aquela idiota em paz! Ela te matou, Devillus! Ela é uma cretina! Como pode viver ao lado dela?'
Syaoran: 'Eu a amo! Você não entende isso, Midoriko. Você nunca vai entender isso.'
Midoriko: 'Eu vou matá-la e se você tentar me impedir, matarei você.'
Syaoran: 'Não seja idiota, Midoriko. Se tentar matá-la será perigoso para você também. Você sabe o poder que ela tem.'
Midoriko (sorrindo de lado): 'Mas agora eu tenho uma arma muito poderosa nas minhas mãos.'
Syaoran (arqueando uma sobrancelha): 'Arma? Que tipo de arma?'
I guess it's just no use
In every part of me
Is still a part of you
And I've still got your face
Painted on my heart
Scrawled upon my soul
Etched upon my memory, baby
Ela apenas abriu mais o sorriso lembrando-se do filho. Kazuo mataria Sakura com certeza. Ele tinha poder para isso.
Syaoran (segurando o braço dela): 'Que arma?'
Midoriko (tentando soltar seu braço): 'Está preocupado com sua esposinha? Pois eu vou lhe falar uma coisa, querido Devillus, logo você será meu.'
Syaoran: 'Quem escolhe com quem fico sou eu, Midoriko!'
Midoriko: 'Por que não entende que seu destino é ficar comigo?'
Syaoran: 'Porque não é. Eu tentei Midoriko. Transformei-me em Devillus para tentar matar aquele amor que eu tinha por Sakura, mas não pude.'
Midoriko: 'Não pode porque era fraco!'
Syaoran: 'Sim! Eu sou fraco.'
Midoriko (passando a mão no rosto de Li): 'Você está mais belo, Devillus. Não imaginei que ficaria tão bonito mais velho.'
Syaoran: 'Por favor, Midoriko, deixe-nos em paz.'
Midoriko: 'Eu não posso. O mundo das trevas não tem graça sem você. Sem você ele não me interessa mais.'
Still burning on my lips
The touch of her fingertips
This love so deep inside of me, baby
I've still got your face
Painted on my heart
Painted on my heart
Painted on my heart, oh baby
Li abaixou os olhos para não encara-la, no fundo sentia uma imensa pena daquela mulher. Ela tocou no queixo dele forçando-o a virar o rosto e assim ficando nas pontas dos pés alcançou os lábios de Li, roçou-os de leve sabendo que ele não retribuiria, mesmo assim foi maravilhoso sentir o gosto dele novamente.
Midoriko: 'Eu não posso deixá-lo em paz, Devillus. Não posso e não quero. Desde que você e ela sumiram do mundo das trevas eu procurei uma brecha para tentar ir atrás de você, nem que fosse para enfrentar os poderes de Emma Daio e chegar ao paraíso ou ao Limbo.'
Syaoran: 'Midoriko... você sabe que eu tentei ficar com você, mas...'
Midoriko (afastando-se dele): 'E ficou! Éramos felizes, Devillus! Lembra como conquistamos todos os cantos do mundo das trevas? Nós dois! Nós éramos invencíveis! Até aquela... aquela coisa vir atrás de você.'
Syaoran: 'Se ela não viesse atrás de mim, mais cedo ou mais tarde eu iria atrás dela. Você e eu sabemos disso.'
Midoriko: 'Eu não permitiria. Nem que eu fosse obrigada a me transformar todas as vezes na imagem dela.'
Syaoran: 'Mas você não era ela...'
Midoriko: 'Por você eu me transformaria nela.'
I'm trying to escape you
And I know there ain't no way to
To chase you from my mind
I've still got your face
Painted on my heart
Scrawled upon my soul
Etched upon my memory baby
Ela virou-se para ele encarando-o. Novamente ficaram em silêncio, um vento mais forte fez os longos fios vermelhos de Midoriko esvoaçarem. Li apenas ficou admirando-a. Ele tentara amar aquela mulher, ele tinha no fundo escolhido-a na tentativa de substituir Sakura em seu coração, mas como ele imaginava, Sakura era insubstituível em sua vida.
Syaoran: 'Mesmo assim, não seria ela.'
Midoriko cerrou os olhos em Li.
Midoriko (entre os dentes): 'Pois depois que ela morrer, vamos ver o que você vai fazer, Devillus. Kazuo vai...'
Syaoran: 'Kazuo? Quem é Kazuo?'
Midoriko abriu um sorriso maldoso vendo os olhos do homem arregalarem.
Syaoran (segurando o pulso dela novamente): 'Quem é Kazuo?'
Midoriko: 'Meu filho.'
Li apertou mais forte o pulso dela.
Syaoran: 'Nosso filho?'
Ela encarou-o nos olhos por um longo tempo até concentrar sua energia na mão livre e jogar sobre Li fazendo-o soltá-la e dar uns passos para trás.
Midoriko: 'Realmente você não é mais o mesmo. Está fraco e decaído!'
Li levantou-se encarando-a.
Syaoran: 'Ainda não me respondeu.'
Midoriko: 'Veja-o e tire suas próprias conclusões.'
Dizendo isso ela pulou para a copa da árvore mais próxima desaparecendo da vista de Li. O homem levou uma das mãos até a queimadura que tinha agora no lado direito do abdômen. Ela tinha razão, ele estava mais fraco, muito mais fraco.
Still burning on my lips
The touch of my fingertips
This love so deep inside of me, Baby
I've still got your face
I've still got your face
Painted on my heart
Painted on my heart
Eriol dedilhava de forma rápida e forte as teclas do piano clássico que tinha na sala de sua residência. A música transmitia todos os sentimentos de raiva e insegurança que sentia naquele momento. Ele sabia que algo estava para acontecer. E seria logo. Não tinha como evitar ou avisar aos seus amigos. Fechou os olhos desejando que tudo que estava prevendo fosse apenas fruto de sua imaginação e não de seus poderes. Maldito Mago Clow que lhe deixara esta sina. Já estava acostumado com a felicidade vivendo ao lado de Tomoyo e Marie. Por que agora tudo deveria mudar?
Abriu os olhos e virou o rosto para o lado encontrando a figura bela de sua esposa parada ao lado da porta admirando sua performance. Tomoyo lhe abriu um sorriso lindíssimo. Um sorriso que lhe trazia paz e alegria. Mesmo ainda estando no meio da música retirou as mãos do piano e achou graça do rosto assustado de Tomoyo.
Tomoyo: 'Por que parou? Estava na parte mais bela.'
Eriol (ajeitando os óculos): 'Não sei. Apenas senti vontade de parar.'
A mulher caminhou até ele e parou ao seu lado encostando-se ao instrumento.
Tomoyo: 'O que lhe aflige, querido? Não diga que é porque Marie resolveu dormir no hospital.'
Eriol: 'Não é por isso. Nossa filha está bem ao lado de Shaolin.'
Tomoyo (passando as mãos pelos cabelos lisos do esposo): 'Então o que é?'
Eriol levantou-se parando a frente da esposa e a segurando pela cintura.
Eriol: 'Já lhe disse o quanto eu lhe amo?'
Tomoyo (abrindo um sorriso): 'Ainda não.'
Eriol: 'Acho que a amei desde o primeiro instante que a vi ajudando Sakura nas minhas "brincadeiras".'
Tomoyo soltou uma gargalhada feliz lembrando-se daquela época onde Sakura era apenas uma card captor atrapalhada.
Tomoyo: 'Você a colocou em grandes apuros naquela época.'
Eriol: 'Sim. Ela e Li. Sobrou até mesmo para você. Lembra-se quando a prendi no colégio Tomoeda?'
Tomoyo (confirmando com um gesto): 'Lembro-me. Fiquei muito preocupada...'
Eriol: 'Preocupada por Sakura, não por você.'
Tomoyo: 'Eu sabia que ela ia dar um jeito de me encontrar.'
Eriol: 'Você confiava nela de uma forma que nem mesmo ela confiava em si.'
Tomoyo (sorrindo de forma doce): 'Sakura... Sakura era a coisa mais importante da minha vida naquela época.'
Eriol (passando a mão pelo rosto da esposa): 'Sabia que eu invejava este amor grande que você sentia por ela?'
Tomoyo: 'Mentiroso...'
Ela falou em tom de brincadeira tentando afastar-se do marido, porém ele a segurou mais forte pela cintura impedindo isso.
Eriol: 'Verdade! Queria que um dia você me amasse assim também.'
Tomoyo (arqueando uma sobrancelha): 'Naquela época o senhor já estava de compromisso com a professora Mizuki.'
Eriol (soltado um longo suspiro): 'Eu era um velho no corpo de um garoto.'
Tomoyo (sorrindo maliciosamente): 'Por isso gostava de mulheres mais... hã... maduras, não é?'
Ele sorriu um pouco encabulado. Tomoyo era a única que conseguia deixá-lo assim. Abaixou o rosto ficando a centímetros da face da esposa.
Eriol: 'Eu a amo muito, senhora Hiraguisawa.'
Tomoyo (enlaçando o pescoço do marido): 'Eu também o amo muito.'
Eriol diminuiu mais a distância entre eles e beijou os lábios doces da esposa com paixão. Tomoyo era sua amiga, sua companheira, seu amor. De todas as mulheres com quem se relacionou, seja como o mago Reed Clow ou como o jovem Hiraguisawa Eriol, Tomoyo era, e sempre seria a mulher da sua vida.
Estavam entregues ao beijo, quando Eriol afastou-se olhando para os lados.
Eriol: 'Começou. Que Deus nos ajude agora.'
Tomoyo observou o marido sem entender nada, porém logo o chão abaixo de seus pés começou a tremer, agarrou-se ao marido com força tentando buscar além de equilíbrio, proteção. Eriol fechou os olhos abraçando forte a esposa enquanto ouvia o barulho estrondoso do tremor de terra e as magias que explodiam.
Sakura sentiu uma pressão enorme no peito. Como se de alguma forma seu coração estivesse sendo comprimido de forma brutal. Foi atingida pela espada de Kazuo resultando num corte grande no braço direito, mas o ferimento não era nada comparado com a súbita falta de ar que sentia.
Kazuo deu alguns passos em direção à mulher que estava ajoelhada no chão com os braços apoiados para que não caísse desacordada. Do ferimento formou-se uma poça grande de sangue em volta dela, sorriu satisfeito. Com seus poderes recuperados fora mais fácil vencê-la. Também, a estúpida humana evitava atingi-lo tentando apenas se proteger dos seus ataques, era uma idiota como a mãe sempre falava.
Kazuo: 'Vou mandar sua cabeça de presente para meu pai.'
Sakura arregalou os olhos vendo seu próprio sangue no chão. Agora era certo e não apenas suposições de sua mente. Aquele garoto era filho de Syaoran com aquela vaca. Cretina! Ela tinha conseguido ter um filho com o seu marido. Levantou os olhos para o rapaz e o fitou não de forma raivosa, mas de forma magoada. Ela não havia sido a única a dar a Sayoran um filho.
Levou uma das mãos ao peito sentindo novamente aquela dor estúpida, não conseguiu evitar que um grito saísse de seus lábios. Kazuo que estava pronto para aplicar um golpe na mulher finalizando a luta, deu uns passos para trás observando a aura de Sakura aumentar num piscar de olhos. O que era aquilo? Logo foi jogado para longe pela força da energia, caindo de cima do prédio, se não fosse sua habilidade não conseguiria segurar-se na beirada.
Sentiu quando tudo começou a tremer de repente e não conseguiu continuar segurando-se, caiu em queda livre do alto edifício. Deu uma cambalhota no ar e pousou de maneira correta diminuindo o impacto com o concreto da calçada. Levantou os olhos vendo os vidros das janelas se quebrando e uma chuva de cacos de vidros cair sobre ele. Levantou a mão direita formando um escudo protegendo-se da chuva mortal.
Ouvia gritos desesperados por todos os lados. Piscou os olhos vendo os universos confundirem-se de forma louca fazendo com que algumas pessoas estranhas que tentavam correr para salvar suas vidas esbarrassem em seu escudo.
Kazuo: 'O que diabos está acontecendo?'
Os mundos mudavam e apareciam em flashs repetidas vezes, como um filme quebrado e louco deixando o jovem demônio confuso e desorientado. Ele tentou caminhar para frente e sentiu quando alguma coisa o segurou pelo ombro. Virou-se para trás e deu de cara com ninguém menos que Devillus.
Kazuo: 'Como atravessou o meu escudo?'
Syaoran: 'Seu escudo é fraco.'
Kazuo mostrou-se mais desorientado. Estava ao lado do pai em uma situação em que a última coisa que passava pela sua cabeça era vingança.
Syaoran: 'Os universos estão se confundindo por muito tempo. Onde está Sakura?'
Kauzo (apontando para cima): 'No alto do prédio.'
Sayoran não falou nada saiu do escudo de proteção do demônio.
Sayoran: 'Deus do vento eu o invoco ao meu auxílio.'
Uma aura azul celeste envolveu o corpo do feiticeiro permitindo que ele voasse, mas na subida sempre esbarrava em alguma coisa que aparecia em determinado universo fazendo a curta viagem até a cobertura do prédio longa e dolorida. Kazuo observou o pai afastando-se, desfez o escudo e olhou para a entrada do hospital. Parecia loucura, mas estava preocupado com o irmão que estava desacordado e por isso impossibilitado de se proteger.
Lyra estava encostada na parede mais próxima tentando manter-se em pé devido ao forte terremoto.
Logan: 'O que diabos está acontecendo, Kruel?!'
O grande demônio não respondia, apenas gargalhava de forma louca vendo a fonte de energia a sua frente, antes colorida e multicolor, transformar-se definitivamente numa esfera negra e nociva. Estendeu a mão a frente tocando-a e sugando para si toda a energia que ela possuía.
Um tremor mais forte fez com que a jovem loira caísse finalmente de joelhos ao chão observando a sinistra cena. Conforme Kruel absorvia o poder do pilar, mais a energia tornava-se nociva e perigosa, e o terremoto ficava cada vez mais violento. Olhou para o pai que estava, assim como ela, caído no chão devido ao forte tremor. Um estalo chamou a atenção da jovem que olhou para cima e arregalou os olhos vendo o teto trincar.
Lyra: 'PAI! Isso tudo vai desabar!'
Logan virou-se para trás fitando a filha que apontava para o teto e arregalou os olhos. Levantou-se correndo como pode na direção de sua herdeira e a empurrando para fora do cômodo, segundos antes do teto finalmente ruir. Levantaram-se de forma desengonçada e começaram a correr para fora da construção que sabiam que não duraria muito tempo em pé. Algumas outras pessoas também corriam de forma desesperada tentando salvar suas vidas.
Lyra: 'Os universos irão fundir-se?'
Logan: 'Sim. O caos finalmente está acontecendo.'
A jovem abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas o pai puxou-a com força pelo pulso para que corresse mais rápido. Saíram pelo portão e olharam para trás ouvindo gritos desesperados vindo ainda dentro da construção.
Lyra (soltando-se do pai): 'Vou buscá-los!'
Logan (segurando-a): 'Não! Eles não têm mais chance!'
Lyra: 'Não importa! Eu vou tentar salvá-los!'
Dito isso a enorme construção ruiu formando uma grande nuvem de poeira. Quando a jovem caçadora conseguiu abrir os olhos, apenas viu uma montanha de pedras a sua frente. Tudo agora era calmo. O terremoto tinha finalmente parado. Ela olhou de um lado para o outro e observou tudo destruído a sua volta. Mais um estrondo a fez pular para trás de susto. Pedras voavam por todos os lados assustando-a. Lyra observou, através da nuvem de poeira um vulto caminhando calmamente.
Lyra: 'Quem é?'
Logan: 'Kruel.'
Logo o grande demônio apareceu com o rosto bravo.
Kruel: 'Alguma coisa interferiu.'
Logan: 'Nada interferiu. Você corrompeu o pilar e pegou o poder dele. Sinto em você o enorme poder dele.'
Kruel: 'Não, idiota! Alguma coisa interferiu no caos! Algum poder muito maior fez com que o caos parasse. Olhe ao redor! Tudo está como antes!'
Logan e Lyra rodaram os olhos rapidamente pelo lugar e depois voltaram-se para o demônio.
Kruel: 'Alguém com um poder muito maior que o de um pilar fez com que os universos se estabilizassem.'
Lyra: 'Alguém? Ninguém tem o poder maior que o de um pilar.'
Logan: 'Apenas...'
Kruel: '... Sakura.'
Continua.
N/A:
Em primeiro lugar: DESCULPA!!!!
Syaoran: Nem vem! Ninguém vai ligar para as suas desculpas, Kath!
Mas eu tenho que falar! Eu tenho! Mil desculpas pela demora em postar este capítulo! Eu estou completamente atrasada neste fic...
Ren: Não só neste! Dragões vc já começou atualizando de quinze em quinze dias, agora nem isso!
(Sorrindo sem graça) Eu sei! Mas é que eu não estou conseguindo continuar com o mesmo ritmo. Estou toda enrolada no trabalho e agora no finalzinho de faculdade... tenho que tentar apresentar meu projeto final ainda este ano, e ele anda me rendendo alguns cabelos brancos! Buáááá!
Syaoran: Isso não é desculpa! Você anda negligenciando-nos!
Ren: Isso mesmo!
Hei vocês dois! Calem a boca! Ninguém chamou vocês para as minhas notas finais! Estou eu aqui desesperada na minha vida e ainda em vez de vocês ficarem ao meu lado ficam me sacaneando. Buááá! Ninguém me ama! Ninguém me entende! Sou uma incompreendida!!! Buáááá!
Sakura (aproximando-se com roupas de época): Vocês ficam reclamando, pior eu que esta louca aí me colocou até dentro de um espartilho e empacou em Pétalas de Fogo também!
Ren: Isso não é nada! Ela sumiu com a minha irmã por mais de seis meses!!!
Syaoran: Rá vocês estão reclamando a toa! Vejam o que está mulher já fez comigo?!
Pára tudo! Olha, eu adoro vocês mas agora... se mandem das minhas notas finais. apontando para a porta e com o olhar ameaçador
Bem agora que estou novamente no comando... vamos lá:
E aí o que acharam do capítulo 28? Finalmente a coisa irá deslanchar! Sei que muitos estão se perguntando o que aconteceu no final, sei que fui malvada com vocês, mas no próximo capítulo tudo ficará mais claro. O que realmente aconteceu com Sakura, Syaoran, Kazuo e todos os outros?
Sakura (dando pulinhos e levantando o braço): Eu sei! Eu sei!!!
(Rodando os olhos) Duvido que vc saiba... ainda não mandei para você o script.
Sakura: A Super Sakura se transformou em Dark Sakura e acabou com todo mundo, quer dizer, salvou o mundo.
Sayoran: Inclusive acabou comigo! E os homens ficam reclamando de TPM... isso porque eles não casaram com Sakura.
Gente, por favor (Observando seu casal fofinho encarando-se e já querendo partir para a briga) Lugar de lavar roupa suja é em casa, não é? sorrindo sem graça
Voltando ao capítulo! Eu sei que muitos de vocês devem estar meio perdidos nos triângulos amorosos, mas esta é a minha intenção HAHAHA Como eu disse nem eu sei direito ainda como isso irá terminar, imagina o coitado do Shaolin que tem 12 aninhos. Queria agradecer ao pessoal que anda me estimulando a escrever Feiticeiros IV. Bem, vamos ver como esta fase termina e pensamos depois no futuro. Ah e para quem quer participar das enquetes sobre dois triângulos amorosos na trama, vão no fórum Mansão da amizade (3ws.mansaodaamizade.cjb.net) no tópico de FEITICEIROS. Participem!!!!
E finalmente aconteceu o grande encontro entre Midoriko e Syaoran!!! Eu até fiquei com pena dela! Sei que muitos detestam ela, mas coitada da demônio apaixonada... A Rô falou que eu a fiz se humilhar demais, mas o amor nos faz fazer cada coisa... Eu resolvi até colocar uma trilha sonora para ela. A música é Painted on my heart do The Cult. Quem me apresentou esta musica forte e bonita foi a Dai e o Murilo. Eu sei que parece que a madame gelo não tem coração, mas eu achei a musica a cara dela... Agora se ela ama realmente o Li ou apenas não quer perde-lo... façam suas apostas!!!
Sakura (levantando o punho com cara de malvada): Ela é uma "destruidora de lares"!!!!
Isso é mesmo hehehe. Bem, quero aproveitar e agradecer a todos que estão acompanhando meus fics. Sei que ando abusando da paciência de vocês, mas quero dizer que em nenhum momento eu abandonei as histórias, só estou levando mais tempo para atualizá-las.
Quero mandar milhões de beijocas para o pessoal do Fórum da Amizade que está fazendo uma super gincana em comemoração ao meu aniversário! Estou torcendo por todos e que ganhe o melhor!!!
Horo-Horo: Como eu digo: Está na hora do duelo!!!!
Yoh (sorrindo sem graça): Eu já falei que esta fala é do Yugi do Yu-Gi-Oh.
Horo-Horo: A Kath não vê este anime, então a frase é minha! Hahaha
Ren: Que lástima... até eles invadiram as notas da Kath...
Bem como o Horo-Horo falou (apesar da frase ser mesmo do Yugi ") está na hora do duelo entre as equipes! Para quem quer acompanhar esta disputa é só ir na sessão de "Enquetes e concursos" no Fórum Mansão da Amizade.
Beijos a todos,
Kath
RECADO DA RÔ:
Rô em prantos pensando na sua outra metade que está no Japão... Ai, que saudade da Patty..... e olha que ela foi hoje (no dia que estou escrevendo 27/06).....
Vamos ao capítulo......
Caraca, eu odeio mesmo a Midoriko, e ela faltou rastejar...Kath, eu nunca faria isso, nunca, nunca....ainda mais por um alguém que não me quer?...Fala sério... Ela não ama, apenas não quer perder.....acha que a bruxa velha tem amor no coração? De jeito nenhum.....
Adorei o encontro da Sakura com o Kazuo, muito bom.... O Li comentando do escudo do Kazuo ser fraco, foi ótimo....
Shaolin dando uma de herói indo ao encontro do irmão, e depois Kazuo querendo proteger o irmão.... esses dois são umas gracinhas.....
Eu vejo o Kazuo com um garotinho grande, que não teve muitos momentos felizes na sua vida, é do tipo do Lex Luthor de Smallville, vc olha p ele e dá vontade de dar colo, carinho, aconchego....dá p entender?
As lembranças da Krishna com o Gabriel, não tinha como ela n se apaixonar pelo anjinho...eheheheh...amor de infância é lindo demais....
Tomoyo e Eriol são tão perfeitos juntos, como Syaoran e Sakura, essa cena entre os dois ficou muito linda Kath.
E esse final me deixou aqui com as minhas considerações.....e vc n respondeu a minha pergunta... A dor de Sakura é o motivo de todo esse pandemônio?....como eu te conheço, acredito que vc vai me responder mandando o próximo capítulo...ahahahah....eu espero....
Beijos
R
