PORCELANA
Sinopse: Quando ela entrou na clínica psiquiátrica nunca imaginou apaixonar-se por um paciente, que cuida dela como sua boneca de porcelana. Será mais forte o amor, doçura e paciência do que os traumas e problemas?
Disclaimer: A história pertence a Kira, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.
Capítulo 28 – Um dia normal
Nos três dias seguintes passei muito emocionada tentando imaginar o que poderia fazer com Edward nesse dia. Não sabia explicar as emoções que tomavam meu peito quando pensava que sairíamos juntos, como um casal normal. Ainda que não deixava de me sentir um pouco culpada por esse pensamento.
Edward era normal, não havia nada errado com ele e em pouco tempo, eu esperava, ele teria carta branca para iniciar uma vida fora deste lugar.
Na noite anterior ao seu aniversário eu me abracei junto a ele para conversar.
- Edward, que você gostaria de fazer saísse por um dia deste lugar? – perguntei olhando para o seu belo rosto. Sua expressão se tornou pensativa antes de responder.
- Eu não sei, eu faria tudo o que você disse que pensou que faríamos juntos. Soa lindo – concluiu enquanto tirava uma mecha de cabelo do meu rosto - Por quê?
- Só curiosidade – lhe dei um curto beijo, levantei da cama – Agora durma, voltarei logo.
Eu sabia como passaríamos o dia.
Acordei mais cedo do que o habitual. Me separei do abraço de Edward só para escutá-lo bufar dormindo. Durante a noite tinha acordado por um pesadelo, não deixava de tê-los embora fossem menos. Assim que agradecia enormemente que durante as primeiras horas da manhã passaria profundamente adormecido
Corri para o outro quarto para colocar minhas roupas de uso normal. Eu estava tão feliz com o que passaria o dia com Edward que busquei a roupa mais bonita que eu havia trago. Este dia tinha que ser o mais próximo da perfeição.
Quando estava pronta sai rumo ao escritório de Carlisle. Apesar que ele havia expressado seu consentimento queria ter certeza que não havia mudado de opinião.
O encontrei na porta do seu escritório.
- Bom dia – me cumprimentou enquanto dava um gole na xícara de café que trazia.
- Bom dia, Dr. Cullen.
- Vejo que você está muito feliz. Permitam-me um momento – pediu enquanto procurava em sua pasta pelas chaves da porta. As tirou e abriu a porta – As damas primeiro – pediu enquanto mantinha a porta aberta.
- Sente-se – pediu enquanto colocava sua pasta do outro lado da sala, logo caminhou até a mesa para se sentar em frente de mim. – O que você precisa?
- Bem, eu... queria saber se está certo de deixá-lo isso comigo? Quer dizer, talvez você e sua esposa queriam ter ele em casa, para comemorar com vocês. Eu não sei, tem um primo que não conhece, talvez fosse melhor para ele... – a tratei muitas vezes enquanto tentava dizer meus pensamentos.
- Isabella minha esposa esta recém operada do coração, segue com a influencia dos medicamentos que não a permite levantar-se da cama. Claro que ela e a mim ficaríamos encantados em passar seu com ele, mas ela não esta em condições, vê-la assim poderia alterá-lo. Alem do mais, que melhor companhia para ele do que você.
- Mas, tem certeza?
- Muita certeza. Ele esta nas melhores mãos – me deu um sorriso – Só gostaria de cumprimentá-lo e entregar-lhe um presente.
- Claro que sim – respondi com alegria.
Carlisle abriu a gaveta do meio da sua mesa para tomar um pequeno caderno.
- Tenho esse talão de cheques, para que você pague tudo que precisar hoje.
- Eu não posso aceitar, essa será uma saída que eu planejei e vou pagar. – rebati.
- Você é muito nobre – comentou o doutor enquanto guardou o talão de cheques – Obrigado por fazer isso. - sua voz era melancólica – Eu nunca pensei que Edward poderia voltar a comemorar um aniversário.
- Sabe que eu faço com todo o meu coração.
- Eu sei – suspirou com alegria.
Voltei ao quarto para encontrar Edward ainda dormindo. Deitei junto a ele enquanto me dedicava a acariciar seus cabelos e seu rosto.
- Edward – o chamei em um sussurro – tem que levantar.
Ele se remexeu em seu sono buscando o meu aperto.
- Não, você deve se levantar – eu pedi enquanto o sacudi um pouco. Lentamente abriu os olhos sonolentos e meio que sorriu quando me viu.
- Bom dia.
- Bom dia – respondeu e em seguida bocejou.
- Feliz aniversario – disse enquanto o abraçava fortemente. Logo um momento me separei dele para poder ver sua expressão, a qual era profunda confusão.
- Aniversário? – repetiu chocado – Hoje é meu aniversário? – sua expressão mudou ao se ver emocionado pela idéia.
- Assim é, assim que levante que hoje será um bom dia – comentei feliz, e lhe dei um beijo nos seus lábios antes de separar-me completamente dele.
- Onde você vai? – perguntou com um tom de tristeza quando notou minha roupa completamente diferente do normal. Edward sabia que quando me vestia com jeans e blusa era porque sairia do hospital e isso não o deixava feliz.
- Bom, hoje sairei com alguém – disse tentando fazer-me graciosa.
- Sério? Que bom – vi como sua expressão se tornou triste.
- Bom, por que você não se levanta?
- Para que?
- Para trocar de roupa, ou vai sair de pijama na rua? – me olhou entre surpreendido e assustado.
- Sair?
- Claro com quem mais sairei se não com você?
Ele permaneceu em silêncio, o rosto congelado em uma careta de incompreensão.
- Carlisle deu permissão para que você saia por hoje – esclareci.
Sem dizer uma palavra saiu da cama e me pegou em seus braços de maneira amorosa. Passou um tempo assim, sem me soltar e sem diminuir o seu aperto.
- O quê foi? – perguntei depois de um tempo
- Nada – respondeu ainda sem me soltar. - Só estou feliz.
Eu sorri diante as suas palavras
- Eu também, agora vá se trocar - eu pedi e ele o fez sem reclamar.
Saiu com um par de jeans, uma camisa azul e um tênis.
Peguei sua mão e fomos para o escritório de Carlisle. Ele devia falar com ele antes.
Deixe-os um momento a sós para conversar em paz, sabia que precisavam disso.
E quando ele finalmente saiu o seu sorriso era enorme. Tinha na mão um pequeno pacote, eu assumi que era o presente de Carlisle.
Carlisle nos acompanhou até a entrada para que não tivesse problemas para Edward sair.
- Para onde vamos? – Edward perguntou visivelmente nervoso. Olhava para todos os lados e encolhia ombros quando as pessoas passavam perto de nós.
- Vamos tomar café da manhã - eu disse enquanto tomava sua mão para atravessar a rua e pegar um táxi.
- O que você gostaria de comer? – Perguntei uma vez que estávamos acomodados no carro, poderia levá-lo onde quisesse. – Podemos ir para um lugar no centro, fazem um delicioso café da manhã ou então... - me calou, colocando um dedo em meus lábios.
- Podemos comer as panquecas que você faz?
- Mas... a gente pode ir onde você quiser, comer o que quiser – questionei por causa da confusão.
- Bom, o que eu quero é comer as panquecas que você faz – me disse com um sorriso.
- Mas... – não tive uma resposta o suficiente forte para dizer. Hoje faríamos o que ele quisesse e se ele queria panquecas, pois os daria.
Eu dei o endereço do meu apartamento para o motorista. Durante o trajeto Edward olhava tudo ao redor, parecia muito animado. Eu sabia que não era a primeira vez que viajava ou via edifícios ou pessoas. Mas era a primeira vez que o fazia em completa liberdade.
- O que está pensando? –perguntei enquanto ele estava absorvido na janela.
- Não me lembrava como os edifícios eram grandes ou o número de pessoas que normalmente estão nas ruas. – comentou sem tirar o olhar da janela. Eu não voltei a perguntar nada a ele.
Chegamos na portaria do meu prédio. Descemos do carro e pagamos ao motorista.
- Onde estamos?
- Eu moro aqui. – respondi enquanto enlaçava nossos braços para guiá-lo em direção à entrada.
Tão logo colocamos os pés no primeiro degrau, uma não tão querida vizinha me interceptou.
- Senhorita Swan, quanto tempo que não a vejo no prédio – bufei antes de virar para encarar Lauren. Morava no primeiro andar e era a maior fofoqueira do lugar. Passava o dia em seus romances e pendente da vida de todos os inquilinos. Eu não tinha tido a infelicidade de cruzar com ela mais do que um par de vezes enquanto me instalava, mas Alice tinha me dito que era uma intrometida sem oficio ou benefício, e a verdade, eu acreditava muito na Alice.
- Sim – respondi com um sorriso – Eu estou muito ocupada ultimamente.
- Claro – disse ironicamente – muito trabalho – completou olhando Edward de forma crítica.
- Não me apresenta o seu amigo? – me perguntou, agora olhando diretamente para Edward. Ele parecia muito confuso diante essa mulher, e como não? Ela o comia com os olhos!
- Mmmm, sim...
- Oh, não se incomode. Sou Lauren Mallory – se apresentou e se aproximou Edward tentando beijar-lhe na bochecha. Edward não sabia o que fazer assim que se moveu para atrás de mim. – Vamos, querido, eu não mordo. Qual é o seu nome?
- Te apresento Edward Masen, o meu namorado – completei com um sorriso, enquanto nossas mãos se entrelaçavam. Lauren fez uma careta diante das minhas palavras – E se me desculpar, nós temos coisas para fazer. Com licença – eu disse, enquanto fugia segurando a mão de Edward.
Ouvi-a murmurar algo como "sortuda", ou não sei se foi minha imaginação.
Eu ri um pouco pela expressão que Edward tinha, era puro pânico e horror. Mas sinceramente, eu também me sentia assim. Lauren poderia ser uma fofoqueira desempregada, mas que não deixava de ser linda, e era a primeira vez em muito tempo que Edward via uma mulher... bonita. E foi por isso que fiquei rindo da situação, que Edward parecia assustado. Graças a Deus.
Corremos pelos dois lances de escadas até meu apartamento.
- O que foi isso? – escutei Edward murmurar enquanto eu procurava em meu bolso pelas chaves.
- Desculpe por isso, não imaginei que minha vizinha o atacaria.
- Não deixe que ela se aproxime de novo – pude rir de seu pedido se não teria sido pela careta de verdadeiro terror que estava em seu rosto.
- Não se preocupe, ninguém vai dar em cima de você de novo – prometi beijando sua bochecha vermelha – agora bem vindo a minha casa – comentei alegremente enquanto o deixava entrar.
Edward caminhou devagar enquanto cruzava o umbral. Eu sabia que meu apartamento não era grande coisa, talvez era o lugar mais humilde para viver que poderia conseguir, mas estava organizado e parecia mais decente para viver.
- Sente-se e verei como faremos essas panquecas que tanto quer – lhe disse enquanto caminhava até minha cozinha, pedindo para que tivesse mistura para essas desejadas panquecas.
Verifique as prateleiras da despensa e outras estantes, não achando nada. Minha última esperança era que eles estavam do outro lado da cozinha. Procurei, mas não encontrei nada, porém achei uma nota.
"Não me pergunte como. Imagine que viriam aqui, deixei a mistura na geladeira. Os espero à tarde para comer o bolo, não me deixe plantada.
Com amor.
Alice"
Sorri para a nota.
Tinha comentado com Alice que sairia com Edward, mas não tinha dito nada do que faríamos.
Às vezes era como se estivesse a dez passos na minha frente.
Corri para a geladeira e o encontrei totalmente abastecido. Leite, pão, queijo, e mais muito mais. Pegue as coisas necessárias para preparar panquecas e os deixei na prateleira.
Peguei os recipientes necessários e comecei a preparar.
- Posso ajudar? – escutei Edward atrás de mim.
- Mas querido, é seu aniversário. Se supõe que eu devo te agradar – respondi enquanto me virava para colocar meus braços em seu pescoço. Era tão lindo estar assim, apenas ele e eu. Ninguém mais, sem fingir.
- Por favor - implorou, e em seus olhos vi a emoção de poder participar.
- Ok – eu disse enquanto lhe dava um beijinho na boca e o soltava – mas serão coisas fáceis.
Eu coloquei os ingredientes necessários na tigela e dei a ele.
- Bata devagar, ok? – Eu mostrei a ele como devia fazer e o deixei antes de colocar uma frigideira no fogão.
- Terminou? – perguntou mostrando a mistura. Assenti enquanto tomava um pote para verter seu conteúdo para a panela.
Edward olhou para mim com completo interesse enquanto me desenvolvia na cozinha.
Era um sentimento estranho, eu estava sempre sozinha enquanto cozinhava. Mas era bom ter a sua companhia, era quase natural sua presença nessa cadeira, observando-me.
Sorriu enquanto o servia em um prato de panqueca e os banhava com chocolate e, em seguida, o servi com um copo de suco de maçã. Como ele gostava.
Coloquei o prato na frente dele e depois eu coloquei um para mim. Eu me sentei ao lado dele para iniciar o café da manhã.
- Bom apetite – disse antes de que começasse a comer.
Só pude sorrir ao vê-lo atravessar-se a primeira panqueca com emoção, como se tivesse anos que não comia.
Quando chegou a terceira panqueca e comeu com calma e eu comecei com os meus.
Comemos em um silêncio calmo e supus que estava tudo bem.
- Bella – o tom com que ele me chamou me preocupou, olhava seu prato com nervosismo – somos namorados? – quase me engasguei com essa pergunta – Desculpe, não queria te incomodar. Esqueça.
- Não Edward – segurei sua mão e fiz que me olhasse – não me incomoda. E bom... para mim, você é meu namorado – disse enquanto sentia que o rubor inundava minhas bochechas. Era um pouco infantil envergonhar-me disso. Na verdade Edward e eu não éramos namorados, ao menos não oficialmente, mas em meu coração ele era o único que poderia chamar assim.
Ele ficou um momento pensativo.
- Não sei se vou fazer isso bem. Espero que sim – murmurou para si mesmo. Eu fiquei um pouco confusa diante as suas palavras.
Tomou minhas mãos entre as suas e apertou em um gesto carinhoso. Depois as beijou com ternura, deixando a sensação de cócegas, onde descansaram seus lábios.
- Bella, minha linda menina, minha linda bonequinha. – sussurrou entre beijos – Desejaria que me desse o direito e a honra de te chamar de minha namorada, você quer? – perguntou quando seus lábios tocaram os meus.
Nesse momento esqueci de respirar e só conseguiu mover com a cabeça afirmativamente.
Eu não tinha pensado que ele iria me pedir. Pelo menos não ainda, não enquanto ainda era meu paciente.
Mas o que isso importa?
Era o que mais tinha desejado e agora eu o cumpria.
- Obrigado – sussurrou suavemente enquanto beijava delicadamente meu rosto e se endireitava em sua cadeira.
Passei algum tempo olhando para ele enfeitiçada. Ele tinha um enorme sorriso e o meu devia ser igual.
Depois desse lindo momento recolhi os pratos sujos para colocar na pia.
- Por que você decidiu me pedir para ser sua namorada? – perguntei com genuína curiosidade. Virei para ver a expressão dele, se envergonhou, porque abaixou os olhos.
- Bem... eu perguntei a Carlisle o que fazer quando você ama alguém do jeito que eu te amo. E ele contou como conheceu Esme e o que ele fez, e quando você mencionou que era seu namorado na frente daquela mulher, percebi que não éramos ainda. Por isso. – respondeu ainda sem me olhar.
Aproximei-me dele e eu agachei a sua altura apenas para beijá-lo.
- Eu te amo.
- Eu te amo mais – ele respondeu.
Sem perceber terminei sentada em seu colo enquanto ele beijava meu rosto, meus lábios, minha testa e qualquer porção de pele ao seu alcance.
Esse contato que mantínhamos não tinha nada sexual, era terno e pausado. Era sua forma de demonstrar que me necessitava e que me amava mais que nada.
E passamos um tempo assim, juntos.
Então me lembrei que o nosso dia era limitado e devíamos avançar nele.
O levei para a sala para que nos acomodássemos no sofá, talvez poderíamos ver TV por uma hora ou mais. Para poder sair com um clima um pouco mais quente.
Liguei o aparelho e pelo horário o único que estava passando eram desenhos. Então deixei na que eu gostava: Phineas e Ferb.
Edward olhou para mim curioso, mas não disse nada, dedicou-se a apertar-me contra o seu peito quando estávamos deitados no meu pequeno sofá. Passamos meia hora assistindo as travessuras dessas crianças e como faziam para irritar sua irmã. E o que mais amava do programa, Perry o ornitorrinco, era muito divertido.
Sentia como Edward ria das suas loucuras e talvez esse fosse o melhor do momento.
Mas é claro que cada momento de felicidade devia acabar e o meu terminou no momento que o telefone começou a tocar.
Com relutância, me separei do corpo de Edward para atender. Edward me observou enquanto caminhei até o telefone, mas rapidamente voltou para a TV.
- Bom dia.
- Isabella Marie Swan! – Oh, oh – Até que enfim atendeu o telefone.
- Mamãe desculpe – foi o único que me ocorreu para me defender.
- Desculpe, desculpe. Nem tudo se resolve com um desculpe, sabia? – repreendeu-me com as palavras de um de seus livros favoritos, típico dela – Você sabe que me deixou preocupada? Se não fosse por sua linda amiga que toma o tempo de responder-me já estaria com Chicago te procurando nos hospitais.
- Mamãe, não seja exagerada.
- Menina ingrata, eu preocupada e você me trata como exagerada – Oh, sim. Mamãe estava em modo dramático.
- Mãe, desculpa. Não vai voltar a acontecer. – Eu disse o mais terna que pude, tinha que apaziguá-la.
- Bem, é melhor fazê-lo. Como você está?
- Bem, está tudo bem – respondi enquanto dirigia o meu olhar para o sofá, especificamente para Edward.
- Bem, eu espero que você não tenha esses turnos no hospital. Sabe que seu pai e eu nos preocupamos muito por você.
- Sim, eu sei.
- Bem, por isso temos estado pendente de vagas no hospital aqui e nós ficamos sabendo que há uma. Você poderia preencher um requerimento e com sorte poderia estar perto de casa novamente.
- Mamãe, eu estou bem aqui. Eu gosto de onde eu trabalho.
- Mas filha, o quão perigoso pode ser trabalhar em um hospital psiquiátrico e ainda mais para uma menina. Tente, dê um pouco de paz à sua pobre mãe.
- Eu não posso.
- Por que não? Tinha entendido que só tinha um paciente à seu cargo. Eu acho que seria melhor para sua carreira que você estivesse em um hospital geral e...
- Mamãe, eu não posso. Edward precisava de mim aqui e eu não posso abandoná-lo.
- Edward? Quem é Edward? É o rapaz que você cuida? Se assim for, tenho certeza que eles pudessem encontrar uma outra enfermeira capacitada para ele.
- Ele não é só meu paciente ele é... - e quando essas palavras deixaram minha boca eu quis arrancar a minha língua.
- O que ele é? – não pude responder – Bella? O que ele é? Isabella...? Não me diga que... – sabia que ela pensaria sempre o pior, ela era assim – não me diga que abusou dele – senti que estava a ponto de vomitar por sua suposição.
- Claro que não! Quem você acha que eu sou? – exclamei furiosamente.
- E então?
- Ele é meu namorado – sussurrei esperando que não me escutasse.
- O que? Oh meu Deus. Não te ensinaram ética? – Começou a vociferar. Eu sabia que a única maneira de deixar-me falar primeiro era ela desabafar. Quando ela finalmente terminou o seu discurso pudesse falar.
- Mamãe, eu amo ele e sei que a mim também. Por favor. - Rezei enquanto ouvia um disparate ainda resmungando.
- Como você pode ter certeza? Você sabe que é errado que você manter um relacionamento com ele? O que eles poderiam acusar de abuso se alguém te vê?
- Eu tenho isso em mente. E eu sei que é eticamente errado, mas tenho certeza do que sinto e não há maneira de fazer-me voltar atrás nisso.
- Não há maneira de convencê-la, certo?
- Não, nenhuma – respondi segura. A escutei suspirar.
- Muito bem filha, você sabe o que faz. Mas por favor, que não nos chame da delegacia dizendo que está presa por abuso a um paciente ou algo assim, meus nervos não iam resistir a isso e nem digamos de seu pai.
- Prometo que nada disso vai acontecer.
- Bem, com isso fico meio tranqüila. Algum tida terei que conhecer o rapaz sabe?
- Eu sei e sei que o amara quase tanto como eu.
- Espero que tenha razão. Tchau bebe.
- Tchau mamãe e cumprimente o papai.
- O farei, ligue mais vezes – e desligou.
Ri um pouco da reação dela, era completamente normal e ainda assim compreensiva.
Papai seria outra historia, mas ainda tinha tempo para falar com ele.
Voltei para o sofá com Edward.
- Me dê um espaço – pedi, abriu os braços para mim, onde me acomodei maravilhosamente e seguimos vendo desenhos.
- Desculpe – murmurou no meu cabelo. Eu me virei em seus braços para encará-lo.
- E agora por que?
- Eu te dei problemas com a sua mãe certo?
- Não Edward, por que eu iria ficar em problemas?
- Eu ouvi você discutindo, mencionou o meu nome. E eu sei que você falava com a sua mãe. Apenas uni cabos.
- Não é nada, lhe contei sobre você e está ansiosa para te conhecer – meio que menti.
- Sério? - Seu rosto perturbado mudou para expectante.
- Sim. Verá que vão gostar de você, é um pouco excêntrica, mas é um amor de pessoa.
- Como seu pai é?
- Ele é sério, já sabe tem que parece que é duro para que respeitem como o chefe de polícia, mas é muito carinhoso comigo e com a minha mãe.
- Seus pais parecem ser boas pessoas – comentou.
- O são. E verá que eles vão gostar muito de você quando te conhecerem. – disse enquanto beijava sua testa e voltava para a televisão.
E eu dormi, não sei por quanto tempo.
Eu estava consciente de novo quando senti suaves beijos no meu rosto, pescoço e cabeça. Beijos que me fizeram sorrir.
- Você dormiu – murmurou contra minha pele, enquanto seguia beijando.
- Desculpe, mas me sinto tão bem perto de você – respondi ainda sem abrir os olhos.
Ele só seguiu repartindo beijos. Até que por fim me levantei.
- O que acha de sair por ai?
- Eu gostaria.
- Bem – respondi enquanto guardava todas as coisas de comer.
Enquanto descíamos as escadas, voltei a tomar sua mão e quando chegamos ao primeiro andar quase corremos para a rua por medo de encontrarmos com Lauren novamente.
Uma vez na calçada respirei tranquila.
- Você gostaria de ir ao parque?
- Claro que sim – comentou enquanto tomava meu braço.
O parque não era muito longe assim que não demorou muito para chegar.
Não tinha ido lá muitas vezes a esse lugar e as poucas vezes tinha ido sozinha.
E começamos a caminhar e passamos pela pista dos corredores, ainda que nesta hora do dia não havia ninguém lá.
E chegamos ao ponto onde eu queria, os jogos. Havia várias crianças brincando e correndo assim que Edward e eu nos sentamos em um banco para assistir.
- O que eles estão fazendo? – Edward perguntou, apontando para algumas crianças jogando baseball.
- Eles estão jogando um jogo chamado baseball.
- Parece divertido – comentou sem tirar os olhos das crianças.
- Quer jogar? – ele assentiu. – Vou ver o que posso fazer. – Eu me levantei do banco e caminhei até os meninos.
- Ei, garotos, me fazem um favor – pedi aos que esperavam sua vez de rebater. Eles me olharam com expectativa – Vocês poderia deixar o meu namorado jogar?
- Eu não acho, o time em que fosse ganharia, não seria justo – disse um menino baixinho com um boné azul.
- Não será, ele nunca jogou. Por favor, deixe-o jogar e vou pagar um sorvete para cada um, sim?
- Meninos já ouviram a senhorita. –gritou outro rapaz mais alto – Deixem o garoto jogar.
Acenei para Edward se aproximar. Caminhou hesitante até mim.
Lhe indiquei que os meninos deixaram ele jogar e lhe ensinariam como.
Depois eles começaram a lhe explicar, voltei para o banco para vê-los jogar.
No começo Edward era uma bagunça, eu não conseguia acertar a bola, não sabia para onde correr, demorou um pouco para aprender as regras.
Mas uma vez que entendeu o que tinha de fazer foi uma pequena vantagem para sua equipe. Até teve a chance de varrer até uma base, ele parecia muito animado e feliz. E eu estava contente por isso.
Quando terminou o jogo ele estava cheio de terra e poeira, mas parecia feliz, então eu não me importava.
Logo os meninos chegaram para o que prometi, assim que fomos para uma barraquinha de sorvetes e comprei um para cada. Quando todos tinham um sorvete se despediram de mim e de Edward e o convidaram para jogar novamente na próxima semana.
- Tentarei estar aqui – respondeu com tristeza, porque sabia que não poderia vir.
Comprei uma garrafa de água para ele e nos voltamos a sentar no banco, enquanto os meninos voltavam para sua casa.
- Gostou?
- Foi muito divertido, no começo era confuso, mas depois foi genial – podia notar a emoção em sua voz.
- Fico feliz por você.
Os balanços estavam livres, então eu tive uma idéia. Peguei a mão de Edward e o levai até eles.
O sentei em um e comecei a balançá-lo.
Ele não disse nada, mas parecia desfrutar.
Depois de um tempo mudamos de lugares. E assim até que ficamos entediados.
- Já quer ir? – perguntei enquanto balançava meus pés no balanço.
- Não, ainda não. Eu gosto deste lugar. É muito tranquilo e adoro ver as crianças correndo e brincando.
- Bem – comentei enquanto me levantei – Nós também podemos correr e brincar – eu disse enquanto o beijava e corria, esperando que ele entendesse o meu jogo. E ele o fez, ficou tentando me pegar, mas fiz o meu melhor para correr mais rápido do que ele. Até que eu me cansei e ele pode me abraçar
- Você é muito rápida – o escutei reclamar enquanto me abraçava.
- Um pouco ou você não quis me pegar – comentei.
Bem, o havia trago para onde eu queria, a pequena fonte no centro do parque. Nós nos sentamos à beira dela enquanto as gotas da fonte nos salpicavam.
Passamos um tempo lá até que eu estava com fome e presumi que ele também poderia estar com fome.
Nós andamos pelo parque à procura de uma barraca de hambúrguer, comemos um e tomamos refrigerante. Talvez não fosse tão saudável, mas era delicioso.
Quando terminamos fomos para a padaria onde ele Alice trabalhava.
Somente cruzamos a porta e que a campainha anunciava clientes, Alice correu ao nosso encontro. Primeiro abraçou Edward efusivamente dizendo "Feliz Aniversário". E logo me abraçou.
- Eu pensei que não viria – comentou enquanto nos levava para uma das mesas.
- Nos entretemos no parque.
- Bem, o bom é que estão aqui. Permita-me um segundo – pediu e desapareceu dentro da cozinha. Logo trouxe um bolo de chocolate com uma vela.
- Não pensei que você pode gostar de tantas velas para soprar assim que coloquei uma – comentou enquanto colocou o bolo sobre a mesa. – Ok, vamos cantar – Alice disse com entusiasmo.
Cantamos a música de "Feliz Aniversário para você" e logo Alice tomou várias fotos de nós juntos e logo lhe passo a câmera para uma companheira para que não tomasse os três. E logo Alice continuou tomando fotos a torto e a direito até que já não tinha espaço na memória.
Cada um comeu três porções de bolo até que já não tínhamos espaço.
Foi muito divertido ver a interação de Alice e Edward. Ambos se comportavam como se tivessem se conhecido em toda a vida. Era quase como assistir a um par de irmãos rindo e brincando. Era muito doce.
Alice finalmente teve que voltar ao trabalho e nós tínhamos que ir.
Para terminar o dia estaríamos em meu apartamento assistindo para ver um filme.
Voltamos a nos acomodar no sofá enquanto buscava um filme. Até que encontrei um dos meus favoritos "Como se fosse a primeira vez". Me aconcheguei junto a Edward e passamos as seguintes horas e meio vendo o filme e meio fazendo carinho um no outro. Não era mentira que com Edward junto a mim ignoraria completamente o filme. Quando metade da atenção estavam filme riamos de todas as situações ou na parte que Lucy lhe disse que já não queria continuar soltei algumas lágrimas ainda que sabendo o final.
Edward ria muito e sei que eu estava gostando muito do filme.
Quando os créditos surgiram na tela de desligaram a TV e depois eu me envolvi nos braços de Edward. Era momento de regrassar à realidade e sabia que ambos não estávamos prontos para isso.
SPOILER DO CAPÍTULO 29
Ele sorriu imperceptivelmente e mudou a página, só para encontrar um bocejo. A silhueta de um rosto, um menino, poderia adivinhar.
Notei que os olhos de Edward lacrimejaram um pouco.
Voltei a olhar até o retrato e me dei conta do porque. Tinha uma note no pé da página.
Meu Principezinho.
Era ele.
- Lembro disso – o escutei sussurrar – Ela queria me desenhar, mas eu não ficava suficientemente quieto para fazê-lo. Me repreendia por isso e logo me deixava sair para jogar – riu suavemente diante a lembrança.
Nossa esse capítulo foi grande e demorei para traduzir hoje porque estava fazendo umas coisas a tarde.
Enfim, esse dia do Edward com a Bella foi perfeito x3 No final do próximo vamos ter uma boa surpresa *-*
Obrigada por comentarem, e comentem por favor
Bjs
xx
. /produto/113432408/dvd-colecao-completa-smallville -as-10-temporadas-60-discos-?epar=buscape&epar=buscape&opn=YYNKZB
