Capítulo 28 (Back to Family)

Olá Sol, nem sabes como as tuas palavras me fizeram sentir, é bom continuar a ver que lês o que escrevo, dá-nos um ideia que há alguém a ler o que escrevo. É muito bom devo dizer!

Nem consegues imaginar como me senti quando escreveste na review que eu te lembrava Fernando Pessoa! Sinto-me muito lisonjeada com isso mas estou longe de alguma vez me poder comparar a um dos maiores génios da literatura moderna do Mundo.

Espero que gostes deste capítulo.

Harry e Sofia haviam partido naquela mesma noite com os pais, com a autorização de Dumbledor, pois seria mais fácil e bem mais eficaz. Assim que chegaram a casa, Harry sentiu algo que nunca havia sentido, aquilo era a sua casa, era uma sensação de conforto e segurança que ele nunca tinha experimentado. Olhou em volta, Sofia mantinha um enorme sorriso no rosto embora não estivesse tão deslumbrada, ela tinha crescido numa mansão aquela casa não era nada comparada com a dela, mas ainda assim, era a casa em que ela ia viver com os pais.

Lily sorria sem parar, ela finalmente estava feliz como tudo aquilo, com os dois filhos em casa.

James permanecia ao pé da filha. Sussurrou-lhe ao ouvido. "Estás feliz?"

Ela respondeu suavemente, tão baixo que nem Harry nem Lily deram por nada "Sim, pai".

- Então queridos. É assim, O teu quarto Harry é o primeiro a esquerda e o teu Sofia é o que está no fundo do corredor. Já estam prontos, espero que gostem.

Eles apenas sorriram, sentaram-se pouco depois na sala de estar. O jantar estaria pronto em menos de nada, quando algo fez Sofia dar um salto. "Draco"

- ESQUECI-ME!

A cara de Sofia indicava que se tinha esquecido de algo muito importante.

- Esqueceste de que? – O irmão perguntou calmamente

- Do Draco! – Ela disse levantando-se – Esqueci-me de lhe dizer que vinha para cá, ele pensava que eu ia ficar na escola.

- Manda-lhe uma carta. – A mãe sugeriu-lhe – De certo que chega lá pela manhã.

- Sim é isso. – Ela levantou-se e abriu uma janela. Imediatamente a coruja negra, prenda de Draco, uma vez que ele fez questão que aquele maldito corvo negro dele tinha matado a velha coruja dela.

Sentou-se numa mesa e começou a escrever freneticamente, deste modo e em menos de nada ela tinha pelo menos meio pergaminho cheio de pequenas e apertadas letras.

Enrolou o pergaminho a pata direita da coruja, que a levou pelo negro céu de inverno.

Ela voltou para a sala.

- Ele vai-se queixar! – Harry comentou com aquele sorriso – Tu nem te lembraste dele!

- Não é uma questão de lembrar ou esquecer, foi tudo muito rápido e tu só avisaste a Diana porque ela estava na sala comum porque senão também não lhe dizias nada.

- Talvez tenhas alguma razão. Mesmo assim... Adorava ser mosca para ver a cara dele.

- Não fales assim do Draco! - Ela disse logo - O Draco é compreensivo e apoia-me em tudo!

Harry não disse mais nada, e Sofia apenas esperava que ele estivesse realmente bem.

Entretanto em Grimmauld Place, Sirius e Bellatrix riam a lareira vendo o enorme e pesado livro de fotografias.

- Onde é que foste buscar isto? – Bellatrix estava deitada no sofá atrás de Sirius, apoiando a sua cabeça no peito dele e rindo das fotos que viam.

- Estava no sótão. Junto as antigas coisas da Drô. – Ele disse trivialmente – Nem acredito que ele fez isto! Não via essas fotos a tantos anos.

- Pois é! – Bellatrix sorria. – Olha para isto! – Ela disse apontando para uma velha fotografia em que estava ela e Sirius completamente cobertos por lama.

- Nós devíamos ter cinco anos. – Sirius disse com um enorme sorriso.

- Ou menos! – Ela comentou – Eu lembro bem da cara da tia Warburga e da minha mãe. Parecia que tinham engolido um sapo. Lembraste Sirius, pregáramos cá um sermão!

- É elas detestavam que as crianças delas se comportassem como típicos feiticeiros de cinco anos! – Ele disse – Eu dou graças a Merlim que os nossos filhos possam ter liberdade para serem que realmente são.

- Também Sirius, também eu… - Ela beijou-lhe suavemente os lábios. – Mas nós fizemos, todos, muitas coisas parvas naquela altura… Lembraste quando travamos a Cissy e a Alexis no armário de vassouras? Elas ficavam lá durante horas sem ninguém saber.

- Nós já naquela época tínhamos um espírito malvado! – Sirius comentou com o seu típico sorriso sarcástico. – Acho que é a demência dos Black.

- Quem sabe… - Ela disse rindo.

- O Rigel e a Diana também têm isso e vê que cresceram longe de nós.

Sirius comentou trivialmente mas apercebeu-se do peso negativo que o seu comentário.

- Hey Bella… - Ele disse abraçando-a – Eles estão connosco agora.

- Eu sei Sirius, mas fui eu que os dei. Eu dei o Rigel e a Diana porque era incapaz de ser mãe. Eu deixei os meus filhos porque não tive coragem suficiente para enfrentar todos. Fui eu Sirius. Eu e só eu.

- Bella o que tu fizeste foi ser mãe. – Ele parecia bastante ciente do que dizia – Tu abdicaste dos teus filhos para que eles estivessem bem longe de uma guerra que tu sabias que os podia matar. Tu foste mãe Bellatrix. Foste melhor mãe que muitas mulheres que puseram os filhos em perigo!

- Mas isso não apaga o que aconteceu. – Ela baixou a cabeça. – A Alya vai ficar connosco e os gémeos também…

- É! – Ela confirmou – Nós somos felizes, não é Sirius?

- Eu sou feliz, mesmo depois de tudo, somos felizes.

- Eu também acho! – Ela sorriu – Amanhã vamos sair. Depois de irmos buscar a Diana e o Rigel vamos passear. Passamos o dia fora, os cinco. Vamos jantar fora, vamos a Dolgeian, a anos que não vou aquele sítio.

- Sim, parece-me uma excelente ideia.

Em Hogwarts, Draco estava deitado na sua enorme cama, privava do facto de ter o seu próprio quarto por ser perfeito.

Estava totalmente relaxado quando ouviu um estridente piar perto da janela.

- Maldita coruja! – Ele abriu a janela quando a coruja esvoaçou quarto a dentro, mas só quando ela parou é que ele reparou que se tratava da coruja de Sofia.

Ele desenrolou o pergaminho e não pode evitar sorrir. Ia passar grande parte do seu tempo com Sofia.

No dia seguinte, Diana, Inês e Draco conversavam animadamente numa das cabines do comboio, enfim férias.

- Draco, eu já te expliquei que tens de estudar ou chumbas! E se tu chumbares a mãe vai matar-te!

- Eu sei as coisas, relaxa! – Ele dizia despreocupado – É na boa maninha!

- Não é na boa! É a sério. Eu já refiz todos apontamentos e fiz umas cópias para ti. – Ela disse sorrindo – Só para veres como me preocupo contigo!

Ele sorriu e beijou a bochecha da irmã. Diana olhava a cena e apreciava como Draco tinha mudado em menos de seis meses, era feliz, Draco agora parecia feliz a todo o momento e isso era raro. Claro que sendo um Black, ou metade pelo menos, tinha aquele humor sarcástico e um tanto ou quanto negro… Mas era feliz, tinha deixado de lado as insinuações e o preconceito o que óptimo.

Faltava pouco para chegarem, verias os pais e a irmã mais nova.

Continuaram a rir a conversar. No entanto Rigel contudo ainda trocava alguns olhares com Inês, que por sua vez baixava o rosto e olhava o chão pesadamente.

Uma enorme apitar percorre as cabines do comboio e uma paragem. Enfim em King Cross. Diana saiu do comboio ao lado de Draco rindo de alguma coisa que este dissera. Pouco depois avistou o pai e a mãe perto do portal de entrada e saída.

- PAI! – Diana disse correndo para ele. Abraçaram-se fortemente.

- Então pequena. De volta a casa!

- Yap. – Ela sorria – Olá mãe! – Ela sorriu dando um beijo na bochecha da mãe.

- Olá querida. – A mãe apenas disse – Olá Rigel.

- Olá mãe.

Inês e Draco já se encontravam ao pé de Narcisa. Pouco depois Narcisa sorriu a Bellatrix aparantando com os filhos. – Diana segura a minha mão. – Ela disse enquanto Rigel tocava o braço do pai.

E em menos de nada lá estavam ele em Grimmauld Place.

- Enfim descanso! – Rigel reclamou deitando-se no sofá. – Já estava a precisar.

- Mãe, a Alya?

- Está com a tua tia Andromeda. – A mãe disse simplesmente – Vamos busca-la de seguida. Vá meninos. Vão vestir-se, hoje vamos sair! – A mãe disse animada.

- Mas mãe… - Rigel reclamou quando percebeu que se tinha de levantar do sofá.

- Sem mas Rigel, vá vai te vestir…

- Mas eu estou vestido mãe. – Ele respondeu

- Sim querido e estás a pensar ir connosco jantar assim vestido – Ela frisou bem a última parte para que ele percebe-se que calças de gangas e com uma camisola verde larga.

- Ora eu estou óptimo. – Ele disse despreocupado.

- Rigel, vá te vestir agora. E vê se veste roupa decente de um feiticeiro! – Ela frisou e Rigel levantou-se.

- Sim mãe, estou a ir. – Ele sorriu e deu-lhe um beijo estalado na bochecha. Sim porque se aquele acto conseguia amansar Diana havia de ter o mesmo efeito na mãe e não se enganou. Bellatrix esboçou um sorriso.

- Despacham-se! O mais depressa possível.

Eles sorriram e subiram aos respectivos quartos.

- KEATCHER! – Bellatrix chamou com uma voz altiva.

- Sim ama. – O velho e remeloso elfo doméstico apareceu por entre um estalido metálico. – Que deseja?

- Leva os malões do Rigel e da Diana para os quartos assim que eles saírem de lá. Leva também as corujas deles para o corujal no último andar, trata de arrumar as vassouras. Ah sim, quase que me esqueci. Limpa a sala de Jantar, varre-a e limpar as cortinas. Sim é já sabes que quero as pratas polidas e a baixela de jantar toda lavada e pronta a ser utilizada, para que amanhã as minhas irmãs possam vir jantar. Estamos entendidos! – Ela disse e Keatcher apenas acenou com a cabeça feliz com a possibilidade de trabalhar. – Ah Keatcher prepara o quarto da menina Alya. Muda os lençóis e limpa o pó. A minha filha não pode viver num quarto com aquela desarrumação.

- Sim ama, Keatcher ir fazer tudo para ama.

- Vá agora desaparece-me da frente!

E então, num segundo ouviu-se um ruído metálico e com a mesma velocidade que apareceu desapareceu.

Sirius sorriu para a mulher abraçando-a pela cintura.

- E nós também nos vamos arranjar sim Sirius. – Ela disse quando o sentiu beijar o seu pescoço.

- Podemos ir mais tarde. Eu posso ajudar-te a tirar essa roupa e…

- Sirius Black, eu quero ir jantar fora com os meus filhos HOJE! – Ela disse rindo sarcasticamente – Vá vamos lá trocar de roupa.

E deixando-o na vontade, subiu as escadas com um sorriso vitorioso no rosto.

Ele olhou para ela e viu desaparecer nas escadas, sorrindo.

- Mais tarde tratamos disto, minha estrela.

- O jantar foi esplêndido! – Diana comentava – Adorei o restaurante.

- É querida. – Bellatrix dizia enquanto andavam pela rua de Diagon-All – A imenso tempo que não íamos lá. – Ela olhou para Sirius, segurando a sua mão – Nós costumava mos ir muito lá sempre que vínhamos de Hogwarts, não era Sirius?

- Sim. – Ele beijou-se docemente os lábios, sorrindo abertamente.

- Eu quero um gelado! – Diana disse quando viu a vendedora de gelado perto da floreios e borrões. – Anda Rigel, eu pago!

Diana comprou um enorme gelado de chocolate enquanto Rigel comprou um de morango e abóbora.

- Como é que tu comes isso! – Diana disse olhando para o estranho gelado do irmão. – Isso deve ter um sabor horrível!

- É óptimo! – Ele riu – Oh prova?

- Nem que estivesse a morrer.