Capitulo 28: Não deve entrar ai, Anjo!
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Estavam novamente no dia de Natal e Harry tinha recebido outro presente que, a opinião de Louis, era insultante e indignante. Essa manhã, sua petit chat tinha descoberto um grande pacote proveniente do guarda-bosque de Hogwarts e o presente tinha contido nada mais e nada menos que um álbum de fotos (moveis) dos pais biológicos de Harry. Está demais dizer que o vampiro moreno não o tinha tomado muito bem.
-Acalma-te, Louis. Conheço a Hagrid e sei que não o fez com más intensões. - disse Marius. - Esse homem é tão bom como gigante e seria incapaz de mandar as fotos para te incomodar. Estou seguro que o fez com as melhores das intensões.
-Pois eu não o creio! Parece-me demasiada coincidência que no ano passado lhe mandassem essa Capa do demônio e neste ano um álbum cheio de fotos de James e Lily Potter! -grunhiu o moreno.
-Ai, Lou… - suspirou Lestat, acercando a seu companheiro para abraçá-lo pela cintura. - Devemos voltar a isto por culpa de suas inseguranças? Nosso filho não te demonstrou com cresces que os únicos pais para ele somos nós? - beijou seu pescoço. - Umas fotos não vão mudar nada e, deve saber, que por mais que nós o tenhamos criado, Harry tem direito a saber como eram as pessoas que lhe deram a vida, as pessoas que morreram para proteger a sua… não pode lhe negar a ele nem aos Potter esse direito, mon amour.
O lábio inferior de Louis tremeu e mordeu-lhe para evitar que o seguisse fazendo. No entanto, umas lágrimas saíram de seus olhos, dando-se conta que seu amante tinha razão. Se não fosse pelos Potter, ele nunca tivesse podido conhecer a seu filho. Lestat sorriu ao sentir a rendição e acalma de seu companheiro e cabeceou a Marius para indicar-lhe que tudo estava em ordem agora, de modo que este se retirou do despacho onde estavam. Um momento depois, o moreno suspirou e separou-se lentamente do abraço de seu companheiro e dirigiu-se até onde estava seu filho. Estava seguro que o tinha desconcertado ao sair como tromba quando desenvolveu o álbum de fotos.
Ao chegar à sala, encontrou-se com que Harry, Neville e Santino estavam sentados no chão, em frente à árvore, enquanto seu filho folheava o álbum.
-Era bela. - Santino comentou olhando carrancudo uma das fotos moveis de Lily. A ruiva sorria à câmara, mas notava-se que era forçada, como um seu esposo tinha um colidir enorme na cabeça, seguramente ela lhe tinha feito.
-Maltrata… não me imaginava assim… - um sorriso de lado passou por seu rosto. - Vêem-se felizes juntos, verdadeiro?
-Sim, muito. - disse Neville, também olhando atenciosamente. - Tens seus olhos. Pensei que os seus eram parecidos aos do tio Louis… mas há algo de diferente ai.
Louis franziu o cenho e respirou várias vezes dantes de fazer-se notar com uma tosse. Fez uma careta de dor ao ver que seu filho o olhava com apreensão e que quase por instinto tentava esconder o álbum de sua vista.
-Está bem, mon ciel. - disse o vampiro moreno, sentando em frente a seu filho e acariciando sua mão. Sorriu. – Quer mostrar a seus pais?
Harry sorriu entusiástico e assentiu furiosamente com a cabeça, dantes de levantar-se e localizar entre as pernas de seu pai para começar a folhear o álbum desde o princípio.
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**Hogwarts*
Estando novamente no colégio, os garotos empenharam-se em encontrar algo referente ao Herdeiro de Slytherin, pelo que passavam bastante tempo na Biblioteca, Neville e Anthony os ajudavam de vez em quando. Cansados de não encontrar nada, Hermione tinha dado seu braço a torcer e permitiu que seu amigo utilizasse sua Capa de Invisibilidade para infiltrar-se na Secção Proibida da Biblioteca para obter a informação que nos livros comuns se lhes negavam. Foi uma noite que ele entrou no lugar sozinho e procurou vários livros que poderia chegar a lhe servir, mas um livro em particular chamou a atenção de Harry.
Pergunto-me se…, pensou, mas um som de passos acercar-se advertiu-o que abandonasse o lugar o quanto antes, senão queria ser pego pelo zelador mal humorado, que já o tinha no olho desde o que lhe tinha passado a sua gata. Correu com todas suas forças até chegar ao segundo andar, procurou tranquilizar sua respiração e ajustou melhor os três livros que tinha baixo seus braços. Já mais acalmado se dirigiu a sua Sala Comum, mas a água sobre as escadas o fez franzir o cenho. Não podendo evitar querer averiguar de onde vinha, seguiu o rastro da água até chegar ao banho de Myrtle A Chorona.
-Que passa, Myrtle? - inquiriu Harry, ao encontrá-la chorando para perto de um retrete. - Por que tens deixado correr o água?
Tudo aquilo terminou com que Harry tinha um livro novo baixo seu braço, ainda que este mais bem se tratava de um diário. Ao dia seguinte, comentou-o com seus amigos e entre os três descobriram que se tratava de um diário em branco de um aluno chamado T.M. Riddle, e tentaram averiguar sobre ele, mas o único que acharam era que foi um aluno modelo, com muitos prêmios no Salão dos Troféus de Hogwarts.
Mas como sempre, não indagaram muito no assunto, porque cedo chegou San Valentim e Harry foi vítima de anões vestidos chistosamente que lhe trouxeram mensagens e canções amorosas da metade dos alunos de Hogwarts.
-Gostas que te adulem, de verdade Potter? - cuspiu uma voz a suas costas, depois de que recebesse um abafado soneto musical por Ginny Weasley.
-Que se o faço? - murmurou, este era a mensagem número 60 que recebia na manhã. E não estava de humor para as brigas de Malfoy, muito obrigado.
-Tsk, já dizia meu padrinho. É um fedelho arrogante como seu pai.
Os olhos de Harry se entrecerraram e acercou-se a passos furiosos ao loiro. Draco teve que juntar todo seu valor para não retroceder.
-Primeiro, não sei quem merda é teu padrinho e, segundo, não fale de meu pai. Você não o conhece e se volta a falar dele com esse desrespeito… pagá-lo-ás. - grunhiu, antes de ajustar melhor o diário baixo seu braço e entrar a classes. Também recordou que devia consultar com Neville a reação estranha de Ginny quando viu que tinha o diário em sua mão. Tinha-se-lhe feito muito suspeita.
Pela noite, depois de que seu primo lhe dissesse que Ginny era estranha e que essa atitude se podia justificar com muitas coisas, frustrado e inconsciente como Harry era, tentou descobrir o mistério do diário por seus próprios meios, pelo que terminou descobrindo que o diário absorvia tinta e falava com a pessoa que escrevia nele. O nome do garoto era Tom Marvolo Riddle e era uma memória guardada no diário de faz 50 anos. Justamente nos anos que passaram desde que a Câmara dos Segredos foi aberta por última vez. O mesmo diário tinha-o transportado a essa memória em particular.
-Não sei, Harry. Não seria muito cortês lhe perguntar a Hagrid se ele tem deixado uma criatura perigosa no colégio. - murmurou Hermione, depois de que seu amigo lhes relatasse o que passou a noite anterior.
-Mas é a única maneira! - refutou. - Devemos chegar ao fundo disto, você mesma nos fizeste questão disto Hermione, de modo que agora deve apoiar isto. Esta é nossa informação mais sólida desde que começamos a pesquisar sobre o Herdeiro.
-Está bem. - suspirou. - Iremos mais tarde… mas ninguém deve nos ver.
No entanto, seus planos viram-se atrasados nuns dias, porque o dormitório dos segundos anos de Gryffindor tinha sido assaltado, destroçado, mas o único que faltava era o diário.
-Por que não vieram a mim dantes? -repreendeu Marius, após inteirar-se do que tinha passado. - Um diário com uma memória? Talvez o que te ensinámos em casa não te serviu de nada? Isso pode ser perigoso!
-Não me fez nada! - defendeu-se Harry.
-Mas o dono acaba de destroçar seu dormitório! - suspirou várias vezes para acalmar-se e agachou-se para posar suas mãos nos ombros pequenos de seu neto. - Harry, quero-te e assustam-me por seu motivo, se o dono desse livro não teve nenhum disfarce em destroçar seu dormitório para voltar a ter seu pertence, não sabemos do que pode ser capaz. E, o mais importante, se não reportaram intrusos em sua Torre… o mais provável é que tenha sido um Gryffindor.
A realidade dessas palavras golpeou aos três Gryffindor e ao Ravenclaw e terminaram prometendo deixar de pensar em isso. No entanto, agora Harry estava mais empenhado em encontrar ao Herdeiro de Slytherin, pelo que dois dias depois, ele, Ron e Hermione, usaram a Capa de Invisibilidade para ir visitar a Hagrid.
-Matar desta vez... Deixa-me rasgar... Despedaçar...
Harry estremeceu-se ao escutar novamente a voz e preferiu não dizer nada, já muito tinham com estar a sair as escondidas de sua Sala Comunal, se lhes dizia a seus colegas que voltou a escutar a voz misteriosa… só ia ser para mais problemas. Uma vez no de Hagrid, ele disse que era inocente. Eles lhe creram, mas justo nessa mesma noite, Harry recebeu a visita do Ministro Fudge e uns Aurores que pareciam não querer estar ali e lhe levaram preso.
-Fiz o que pude, Dumbledore. - escutaram Lucius Malfoy grunhir fora da cabana, luzindo muito enfadado. - Ou era levar-se ao semi-gigante ou tirar de teu posto. - massageou sua testa. - Os filhos de muggles precisam-te aqui… de modo que já veremos como sacar a Hagrid de Azkaban.
-Obrigado por tudo igualmente, Lucius. - sorriu. - Encontraremos como parar ao que seja ou quem seja que está a fazer isto. - palmeou seu ombro. - Manda-lhe saudos a Remus e a teus filhos de minha parte.
-De acordo, estamos em contato. - assentiu apertado, antes de caminhar até a zona de Aparecimento fora do Colégio.
Os três garotos suspiraram aliviados e correram até chegar ao Castelo.
-Que acham que quis dizer Hagrid com isso de "Se querem desenrolar este embrulho sigam às aranhas"?- perguntou Hermione.
-Não sei, mas eu não sigo a essas coisas. - estremeceu-se Ron.
-Talvez isso resolva o mistério, mas… - Harry olhou à janela mais próxima e viu como um grupo de aranhas saía do Castelo. - Acho que elas vão ao Bosque Proibido… e meu pai me tem terminantemente proibido entrar novamente a esse lugar.
-Bom. - a garota franziu seus lábios. - Ainda falta uma hora para o toque de recolher… de modo que eu irei à Biblioteca para ver se posso encontrar algo referente a isto.
No entanto, ao dia seguinte, Hermione foi revelada como a última atacada e a resolução de Harry de não voltar a calcar o Bosque se ia dissolvendo da pouco. E, estar sem Quidditch, ter que estar abarrotados em suas Salas Comunais porque era perigoso sair, fizeram que tanto Ron como Harry decidissem que estava em suas mãos resolver o mistério e se a pista mais sólida estava no meio do Bosque Proibido…
-Não vai fazer tal coisa!
-Mas avô, Hagrid disse…!
-Importa-me muito pouco! Não vais entrar ali! - olhou-o com incredulidade. - Talvez quer acabar com a vida de teu pai?!
-Não, não quero isso! Mas se não vamos, jamais saberemos quem atacou a nossa amiga e essa coisa seguirá fazendo das suas! - inspirou várias vezes. - Vim aqui para pedir-te que nos acompanhasses… mas se me diz que não… Ron e eu iremos de qualquer jeito.
Os olhos escuros de Marius se entrecerraram e olhou a Ron que se retorceu incômodo em seu assento. Mas podia ver a decisão em seus olhos azuis e nem que dizer nos verdes esmeraldas de seu neto. Suspirou. Estes fedelhos farão que envelheça mais do que fiz enquanto aguentava as loucuras de Lestat.
-Está bem! - levantou os braços ao céu, em sinal de rendição. - Convenceram-me.
-YEI!
Mas aquilo resultou ser tão perigoso como o vampiro esperava, conquanto obtiveram algumas respostas, à aranha gigante mascote de Hagrid, Aragog, decretou que eles poderiam ser alimentos para seus meninos. Marius teve que sacar sua força e instinto vampirice para poder tirar a ambos meninos dali sem nenhum arranhão.
-Pensei que não fá-lo-íamos. - murmurou Marius sem alento, quando chegaram à beira das portas do Castelo.
Harry só assentiu ainda pálido e assustado por sua aventura. Ron, que já tinha fobia para as aranhas, agora se recuperava do transtorno que foi ver a um dos professores converter numa besta de matança, de fato, os olhos do avô de seu melhor amigo ainda brilhavam em vermelho e as presas ainda estavam pronunciados.
-Que fazem aqui? - a voz de Severus Snape assustou-os aos três, quem saltaram ao ouvi-lo.
-Ah, Severus. - Marius tossiu. - Estava a lhe dar algumas indicações a meu neto e seu amigo. Nada de que se preocupar.
Os olhos do pocionista se entrecerraram, mas terminou assentindo e voltou a sua rodada. Conversando com o vampiro, eles tinham chegado a um tipo de amizade muito boa e confiava em que não estava lenocínio algumas das loucuras de Potter, sabendo bem que estava ali para o vigiar.
-Salvamos-nos. - suspirou o moreno.
-Escuta, Harry. - Marius agachou-se para olhá-lo direto aos olhos. - Eu prometo não dizer nada disto a teu papai… - Harry empalideceu. - Se você promete-me que deixará este tema onde está, de acordo?
-Mas Hermione…!
-Me promete. - pediu. - Comprovámos que seja o que seja é muito perigoso… não quero que te passe nada. Faz favor, me promete.
Harry assentiu relutante e murmurou sua promessa. Depois, Marius despediu-os para que vão diretamente a sua Sala Comum e não saíssem dali.
-Ouve, Ron… - chamou o moreno, enquanto subiam as escadas até sua Casa. - A garota que morreu. Aragog disse que foi achada nuns banheiros. - disse Harry, olhando com os olhos entrecerrados na direção do lugar mencionado. - E se não tivesse abandonado nunca os banheiros? E se ainda estivesse ali?
Baixo a luz da lua, Ron enrugou a testa. E então compreendeu.
-Não pensará... em Myrtle a Chorona?
-É o mais provável. - murmurou, levando uma mão a seu queixo.
-Mas prometeste a teu avô deixar de lado o tema…
-Isso não importa. - Harry despediu a afirmação, agitando uma mão. - Cruzei meus dedos quando o fiz.
-Oh…
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Falaram do tema com Neville e ele lhes disse que se esquecessem de tudo, advertindo a seu primo que lhe ia contar tudo a seu pai se não deixava de lado o tema. Não se importou que seu primo o chamasse traidor, porque era por seu bem.
*Enfermaria*
-Quando acorde, voltará a entrar em choque ao saber que se perdeu os exames. - comentou Harry, acariciando uma mão de sua amiga.
Ambos compartilharam uma risadinha, mas era amarga.
-Terá visto a seu atacante? - perguntou Ron, olhando com tristeza o rosto da garota. - Porque se apareceu-se discretamente, quiçá não visse a ninguém...
Harry encolheu-se de ombros ainda com a mão da garota entre as suas, e esse movimento provocou que ela se movesse um pouco e revelasse um pequeno papel que sustentava na mão. Eles lhe tiraram em seguida e segundo o lido e suas deduções, chegaram à conclusão que a besta não era outra que um Brasílico que se movia pelos canos do Colégio.
-Temos que lhe dizer isto a meu avô e Dumbledore! - exclamou Harry, dantes de sair correndo para procurar a Marius em seus dormitórios.
Mas a voz amplificada de McGonagall deteve-os e, já que estavam cerca do lugar, decidiram escutar que tinha passado, após tudo, as duas pessoas que procuravam estavam no Salão de Professores, onde eles se escondiam. Nada os preparou para o choque que receberam, porque não só desta vez alguém foi sequestrado em vez de petrificado, senão que a pessoa se tratava de Ginny Weasley, a irmã pequena de seu melhor amigo.
. dia seguinte.:.
-Estás bem?
-Oui, pére.
Lestat fez uma careta e abraçou a seu filho.
-Santino e eu estamos aqui para falar com o Diretor. Teu papi Lou está frenético pelas notícias… e falam de querer fechar o Colégio.
Harry mordeu seu lábio inferior e enterrou sua cabeça negra no peito de seu papai.
-Não podem fazer isso… Onde iremos se Hogwarts se fecha?
-Há muitos Colégio mágicos por toda Europa, petit chat. Este lugar não pode seguir aberto se os alunos estão em perigo, deve entender isso. - suspirou. - Mas viemos a oferecer algo de ajuda.
-Merci.
O loiro beijou a cabeça de seu filho e saiu da enfermaria onde os dois tinham ido a ver a todos os afetados. O garoto franziu o cenho e uma mirada resolvida desenhou-se em sua cara. Oh, não… este lugar não se fecha. Com esses pensamentos, foi por seu amigo Ron e os dois lembraram ir a Lockhart para oferecer-lhe a informação que tinham (apesar de que ambos juravam que o tipo era uma fraude). Neville não ia ser de muita ajuda (de fato, se os delatavam sendo que o pai de Harry estava em Hogwarts ia fazer todo o contrário), de modo que o deixaram de lado.
-Claro, o grifo! - Harry gritou quando a fantasma lhes deu a informação que precisavam. - Não funciona porque em realidade é o que assinala a entrada.
-Dei algo em Parsel. - aconselhou Ron, enquanto apontava com sua varinha ao seu professor de DCAT para que não escapasse.
-Eh… ejem. - tossiu. - Abre-te… - murmurou, olhando fixamente a serpente no grifo até que parecia se mover. Esse truque tinha-o aprendido quando tentou falar com uma das serpentes que habitavam uma parte afastada do jardim da mansão, para lhe falar a elas, deveria olhar aos olhos, apesar de que seja uma figura sem vida.
O lugar revelou-se depois de sua palavra sibilante e um tobogam gigante apareceu depois das lavagens. Por suposto, empurraram ao professor primeiro e depois eles o seguiram. Abaixo estava cheio de ossos de pequenos animais e uma monstruosa e grande pele estava abandonada sobre eles. Os Gryffindors engoliram saliva.
-Bem… já estamos aqui. - murmurou Harry, de repente não tão valente como se sentia antes de baixar.
*Mansão dos *Vampiros*
-Como te foi em Hogwarts? - perguntou com ansiedade Daniel, ao ver chegar aos outros dois membros de sua família, preocupado também pela segurança de seu anjo.
-Più ou meno. (Mais ou menos). – murmurou Santino. - O diretor disse que tentará o resolver dentro da semana… ou fechará o posto. (Lugar)
-Fechá-lo? -Armand perguntou, levantando uma sobrancelha. - É para tanto…?
-Não te parece muito que tenha um monstro querendo assassinar a nossos meninos? - gritou seu amante, ultrajado.
-Sim, bem. - fez uma careta de dor. - Este velho é supostamente o mais poderoso mago vivo. Como é que pôde derrotar ao tal Grindel-o-que-seja e não pode se fazer cargo de uma besta? Ele se está a tomar com demasiada tranquilidade isto para meu gosto. - franziu o cenho. - É como se fosse que está a esperar algo a suceder.
O silêncio seguiu-lhe a essa declaração, até que um arquejo proveniente de Louis Pinte du Lac atraiu a atenção de todos.
-Lou?- Lestat pediu tentativo acercando a seu casal que estava mais pálido do habitual e agarrava o lugar onde estava seu coração, como se sua vida dependesse disso.
-É Harry. - murmurou entre arquejos dolorosos. - Está em perigo! - exclamou enquanto algumas lágrimas escapavam de seus olhos. - Não sei que passa… mas nunca tenho sentido isto antes… é como… se estivesse a morrer.
Daniel, que estava mais cerca do vampiro aterrorizado, o sustentou quando este caiu desmaiado. Todos olharam surpreendidos ao moreno, até que o cenho de Lestat se franziu e se girou para olhar a Santino.
-Voltemos. - ordenou, dantes de sair do lugar.
*Hogwarts*
Se Severus Snape fosse outra pessoa, agora mesmo estar-se-ia a agarrar dos cabelos e gritando a todo o pulmão. Se, outra vez Potter tinha-se metido em problemas. Em vão fez-se ilusões de que o fedelho pôde ter resultado diferente de seu verdadeiro pai se é que era criado por essas criaturas. Mas não… Harry Potter era tão temerário como James, o perfeito Gryffindor que não podia apartar seus narizes de algo perigoso com tal de satisfazer sua curiosidade e saciar seu sentido do heroísmo. Por suposto, o garoto sempre conseguia sair de todas suas aventuras quase ileso. A este passo, nunca ia poder saldar a conta que tinha com James Potter por salvar sua vida se o fedelho seguia arriscando dessa maneira. Esperançadoramente, isto lhe ia ensinar uma lição. Ainda que o assunto da pedra do ano passado não o parou de se enfrentar a um Brasílico neste ano.
Caminhou mais apressadamente para levar a poção à pequena Weasley, quem estava no escritório do Diretor. Outra! Ninguém lhe ensinou que era perigoso usar ou tocar coisas suspeitas? Ela lhe recordava tanto a ele nesse sentido! Ainda que Ronald Weasley e esses gêmeos do demônio eram praticamente ele a essa idade. Os olhos azuis do ruivo menor eram quase dolorosos de ver a diário.
Dobrou um canto e sorriu de satisfação ao ver ao fedelho Potter ser olhado severamente pelo loiro vampiro. Estava seguro que lhe ia a ver negras quando regressasse a casa. No entanto, seu sorriso se desvaneceu quando viu que um grupo de ruivos baixava pela gárgula. Entre eles estava ele e Severus só pôde ficar quieto aí, vendo como os olhos azuis de pouco se ligavam com os seus.
Severus, sendo Severus, empalideceu, deu-se meia volta e fugiu. Agora, todos pensam que os Slytherins são covardes ao tomar esta atitude, mas em realidade é sentido da sobrevivência. Porque Severus estava seguro que não ia sobreviver se via o reproche, asco e desdém nesse formoso rosto se o enfrentava. E que formoso estava! Foi faz dois anos que o viu por acaso e quase tinha perdido o férreo controle que tinha ganhado em seus anos como comensal. Esteve a ponto de ir e beija-lo ao ver na beleza ruiva que se tinha convertido.
Suspirou ao fechar a porta de seu despacho e deixou-se cair pela porta. Ver a Bill não era muito bom para sua saúde. No entanto, os golpes a sua porta assustaram-no e franziu o cenho. Seja quem seja lamentá-lo-ia, mas não estava de humor para suportar a ninguém, é mais… ia descarregar seu enfado com quem seja.
-Olá, Severus.
O homem de cabelo negro congelou. Evidentemente, não esperava que Bill o tivesse seguido até o lugar, nem sequer tinha escutado passos que o seguiam. Mas seu ex amante era um Auror, treinado para ser discreto. E merda! Em nenhum momento passou-se lhe pela mente que Bill pudesse o seguir! Mas claro! Seu Gryffindor era tão teimoso quando queria! Mas ele seguia com seu instinto de preservação, pelo que tentou fechar a porta. Obviamente, não pôde o fazer. Porque o condenado fedelho era tão alto como ele e quase o duplo de forte! Voltou a esticar a porta para abri-la e mandou-lhe uma mirada irritada ao ruivo.
-Olá. -sibilou com relutância, não deixando que sua cara refletisse todos os sentimentos que estavam em conflito em seu interior. - Que deseja? - a pergunta soou mais áspero do que esperava, mas era o máximo que poderia controlar para que não lhe saísse como um arquejo angustioso.
-Só quero saber… - engoliu saliva instável. Severus podia ver que tentava controlar suas lágrimas e ele se sentiu um vilão. - Se… se já tens terminado isso que me disseste que tinha pendente no dia que nos despedimos.
Snape teve que usar todas suas forças para não cair de joelhos. Ali estava ele, o olhando com esperança, fazendo uma pergunta inocente, como se nada tivesse passado entre eles, como se ele nunca soubesse que Severus em verdade não teve o valor de abandonar como se deve e por isso utilizou essa desculpa. Estava a lhe dar uma oportunidade de voltar a retomar todo, se esquecendo do passado… e Severus não encontrou nada que desta vez lhe negasse aceitar essa proposta.
-Sim, terminei-o. - murmurou, antes de agarrar bruscamente ao menor pela cintura e tomar posse de seus lábios com selvageria. Atraiu o outro corpo até seu escritório e fechou a porta com um pontapé.
Aquela noite ambos se esqueceram de todo… menos que se amavam.
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*Em outro lugar*
Cornelius Fudge chegou pálido a sua casa após escutar os relatos de Dumbledore e o garoto Potter a respeito do que passou nesse dia. O que mais o tinha desconcertado era o assunto do elfo que nomeou o rapaz.
-D-Dobby. - chamou instável e o elfo doméstico apareceu no lugar.
-Sim, Senhor Fudge, Senhor?
Fudge poderia ter castigado a seu elfo, mas estava demasiado assustado como para isso. Tinha a suspeita de que Dumbledore sabia algo ao respeito. Nunca se imaginou que esse diário do demônio poderia cair em mãos da pequena Weasley! Se a gente chegava-se a inteirar disso, sem dúvida sua carreira e reeleição ficariam arruinada.
-To-Toma.- tartamudeou, presenteando-lhe sua gravata. - É livre.
Os olhos de Dobby brilharam.
-Dobby é livre, Senhor Fudge, Senhor? - perguntou.
-Sim… - grunhiu. - Só deve me prometer que jamais dizer-lhe a ninguém o do diário. A ninguém.
Dobby olhou com suspeita a seu agora antigo amo e terminou assentindo. Não era necessário dizer ao homem que agora que já era livre essa promessa não valia, porque ele já não era seu dono.
-Dobby pode ir-se agora?
-Sim, sim, sim. Vai-te e não regresses nunca.
-Adeus, Senhor Fudge, Senhor! - gritou dantes de desaparecer.
(N/A: Je… não se esperavam que fosse Fudge o dono do Dobby, ne? Eu sempre achei que ele e a Umbridge essa eram comensais ¬¬)
Continuará…
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*OMAKE: Por uma qualificação perfeita.
Segunda Parte: A separação.
Hoje era primeiro de setembro e os alunos voltavam para seu novo ano escolar. A novidade era, por suposto, que a antiga professora de poções abandonava seu posto para lhe deixar ao aprendiz que esteve todo o ano passado. (N/A: Não me sento com vontades de lhe inventar um nome à professora XD) Em sua mesa, Bill sorria de orelha a orelha e seus olhos não saíam do homem de túnica e cabelo negro que se sentava junto ao Diretor Dumbledore na mesa dos professores. Rabastan viu isto e franziu o cenho.
Não foi até o café da manhã do dia seguinte que o Slytherin de sexto ano teve oportunidade de perguntar a seu amigo que lhe passava.
-Bem, desembucha. Que te passa?
-Que me passa de que…?
-Por que pareces tão feliz?
-Oh? Não posso ser feliz agora?
-Sim, sim pode… mas está a sorrir como um idiota apaixonado.
O ruivo franziu o cenho em seu amigo. (N/A: Se não notaram, Bill e Rab tomava café sempre juntos, porque ao ruivo não se importa estar na mesa das Serpentes) No entanto, um sorriso voltou a aparecer em seu rosto.
-Bom, meu querido amigo… Como não posso ser feliz, se meu namorado estará todo este ano no colégio?
Rabastan não era tonto e as palavras acentuadas e a mirada de soslaio de seu amigo para a mesa dos professores, fizeram que todo clique em sua mente.
-Não! - gritou, sem importar-lhe as miradas estranhas e curiosas que recebia. - Como pode ser possível?! Era só para as notas!
-Quer baixar a voz? - sibilou Bill. - Todo mundo te vai ouvir!
-Não posso o crer, Bill. - sussurrou furiosamente. - Supõe-se que todo isso era um plano para aumentar as qualificações… não para que te pusesses de namorico com ele! É nosso professor neste ano!
-Bom… bem… - se removeu incômodo em seu assento. - Tentei-o… em verdade tentei-o. Mas… acho que apaixonei-me.
-Que?!
-Não grite!
-Apaixonado? - perguntou com incredulidade. - Voltaste-te louco? É nove anos maior que você, nosso professor e um Slytherin!
-Isso não tem nada que ver… - negou com a cabeça, se olhando apreensivo. - Não posso o evitar, Rab. Estive numa semana encerrado em minha habitação, quase não comia, meus pais o notaram e se preocuparam… mas… não pode juntar as forças ou a convicção necessária para o deixar. De modo que… - encolheu-se de ombros. - ficamos em que segui-lo-íamos, mas tendo todas as precauções necessárias para o manter em segredo. - olhou-o seriamente. - Conto contigo.
O Slytherin olhou a seu amigo sem poder crer o que ouvia. Ao final, negou com a cabeça e bufou.
-Estás louco… - sussurrou. - Mas é meu melhor amigo e apoiar-te-ei.
-Obrigado! - gritou, abraçando ao outro. Na mesa de professores, Severus viu-os e franziu o cenho, mas Bill só lhe piscou um olho e o maior teve que olhar para outro lado, com um tinte rosado em suas bochechas.
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Acercava-se o aniversário de Bill e o ruivo estava algo inquieto. Era como seu companheiro secreto estava a comportar-se verdadeiramente estranho desde faz num mês, exatamente depois que esteve numa semana ausente de Hogwarts e depois tinha vindo com uma atitude completamente diferente à sua. Provavelmente, os alunos não o notassem, mas ele se sentia a diferença.
Hoje ia visitá-lo pela noite como todos os dias e tentava chegar a um plano que fizesse que seu namorado lhe dissesse que estava a passar. No entanto, quando seu amante lhe abriu a porta vestido somente com umas ajustadas calças negras e uma camisa branca entreaberta, todas suas perguntas se esqueceram.
-Olá, amor. - ronronou, dantes de pendurar do pescoço de Severus para devorar seus lábios.
-Olá. - Severus grunhiu e atraiu ao ruivo para depois fechar a porta. - Disse-te milhares de vezes que espere a estar adentro para beija-me.
-Sento-o… - disse fazendo um bico inocente. - Mas você tens a culpa por estar com estas roupas quando sabe que te vou vir a ver… - puxou as roupas ditas e atraiu novamente ao maior para beijar seus lábios.
Os sons de seus lábios tocar-se, de suas línguas dançar, e suas respirações entre beijos e beijos foram o que se escutou no lugar durante vários minutos. De repente, Snape grunhiu e posou suas mãos nas nádegas do menor e incitou-o a que rodeasse suas pernas em sua cintura. O garoto aceitou sem duvidar e ronronou quase quando percebeu que seu amante o levava à habitação. Uma vez ali, Bill foi deixado com delicadeza na cama. O garoto abriu seus olhos azuis ao sentir que o peso de seu namorado já não estava sobre o seu, franziu o cenho ao ver que Severus o olhada com uma expressão estranha.
-Que passa?
-Nada. - negou com a cabeça. - Só que… é formoso… às vezes penso que não te mereço…
-Tonto… - Weasley tomou as bochechas pálidas ligeiramente ruborizadas em suas mãos e obrigou a Snape a olhar aos olhos. - Deve ter mais fé em ti, Sev. Se estamos juntos é porque ambos nos merecemos… eu não estou contigo por caridade nem nada pelo estilo… É mais… - mordeu seu lábio inferior. - Acho que te a…
-Não. - Severus selou os lábios do menor com um dedo. - Não o diga… não agora.
-Mas…
No entanto, o protesto de Bill foi selada novamente, mas desta vez com os lábios do professor. O garoto quis separar-se para dizer o que sentia, mas se esqueceu de todo quando Severus se localizou entre suas pernas e moída seus membros juntos. Seu pênis acordou rapidamente ante isso e seus braços viajaram ao pescoço do outro para os cruzar atrás dele. Snape pôs suas mãos em ação e começou a desvestir ao garoto. Bill levantou seu corpo para ajudar ao homem com sua meta, usando também suas mãos para sacar a camisa do maior.
Quando seus corpos estiveram nus, ambos usaram suas bocas para abarcar a maior parte de pele do outro, beijando, mordendo e lambendo a cada porção que encontrassem. Mas Severus precisava tomar a seu menino, a necessidade de lavar a culpa que tinha desde faz tempo o abrumava e, a única medicina que encontrava para livrar sua mente de escuros pensamentos, era lhe fazer o amor ao fedelho que o tinha apaixonado. Fazendo um caminho de beijos, desceu pelo abdômen do ruivo, até chegar à ereção do garoto. Apesar de ter quinze anos para dezesseis, William era muito bom dotado e Severus sabia que essa extremidade cresceria um pouco mais nos anos seguintes.
Tomou o membro em sua boca, gozando dos gritos exagerados que dava seu ruivo, como suas pequenas mãos de jogador de Quidditch se aferravam a seu cabelo negro longo e gorduroso e como seus estreitos quadris se levantavam para obter mais prazer. Subiu e baixou sua cabeça ao ritmo que o garoto lhe pedia, lambendo o pênis e dando ligeiras mordidas, enquanto uma de suas mãos massageava os testículos.
-Oh, Sev! Vou a…!- sua advertência chegou muito tarde, porque ao final de sua frase, sua semente inundou a boca de moreno.
Severus bebeu a cada gota, cobiçoso e depois ascendeu para beijar os lábios vermelhos do garoto, compartilhando o sabor de sua essência. Sem perder tempo, uma de suas mãos convocou o lubrificante e, quando este chegou voando, o abriu e untou sem olhar seus dedos. Ainda beijando ao rapaz, meteu um de seus dedos na entrada de Bill, recebendo em sua boca a queixa débil pela intrusão.
-Mmmhhh… tão estreito… - sibilou Snape, comprazido por sentir a estreitez do ânus do mais jovem.
-Porque é só seu… e sempre sê-lo-á. - disse Bill, com um brilho decisivo em seus olhos, sorrindo ternamente ao maior, enquanto acariciava seu cabelo.
O moreno engoliu saliva, de novo sentindo-se imerecedor deste formoso anjo. No entanto, seu anjo ruivo era muito pícaro, já que levantou seus quadris para roça-las contra seu ereção, fazendo-o gemer e esquecer de seus pensamentos. Sentindo sua urgência, tirou os três dedos que se encontravam preparando a seu amante e penetrou ao garoto de uma só vez.
-Oh, Merlin! - gritou, aferrando-se com força às costas do maior.
-Você te procuraste… provocador. - grunhiu o professor antes de morder o espaço do pescoço que tinha a mão.
Bill sorriu, sabendo que depois teria uma "marca de amor" no lugar e que teria que usar uma t-shirt de pescoço alto para o cobrir, ainda que ele preferia que todos o vissem, mas Severus lhe tinha proibido.
-ARGH! - gritou, quando *Severus saiu completamente dele, para voltar a empalar-se com impulso. - Sim, Sev… mais!
O maior obedeceu-o e começou a sair e entrar do garoto com toda a velocidade que sua paixão lhe dava. Bill arquejava junto a seu ouvido e levantava seus quadris para que as investidas sejam as mais profundas possíveis e para que seu membro se esfregasse contra o abdômen do outro homem. Envolvidos em seus sons de prazer e o calor de seus corpos, estenderam o mais que puderam seu ato. Eventual, o ruivo foi o que se veio primeiro, quando a pressão que o corpo mais pesado exercia sobre seu pênis foi insuportável e quando Severus deu uma certeira investida em sua próstata. Severus seguiu-o uns minutos mais tarde, depois de investir seu ânus até que o orgasmo o golpeou.
-Oh… por todos os magos… - suspirou o garoto, acariciando as maltratadas costas do maior. - Encantas-me como me apanha… como um semental em ciúmes…
-Tsk, não seja atrevido, um jovem como você não deveria falar assim.
-Por que não…? Estamos sozinhos… e os amantes podem falar destas coisas na cama. Ademais, não minto… me encanta como me apanha.
Severus pôs os olhos em branco e beijou ao garoto para que guardasse silêncio.
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*Num mês depois*
Bill olhava com fastio seu café da manhã, nada do que tinha na mesa lhe atraía. Por alguma estranha razão, esta manhã tinha vomitado o pouco que tinha no estomago e agora tinha vontade de comer rãs de chocolate com cerveja de manteiga.
-Sei o que esta fazendo.
O ruivo olhou com descana ao rapaz que se tinha sentado a seu lado. Tratava-se de seu pequeno irmão Charlie, o garoto olhava-o com um cenho escuro em sua cara bochechudo e estava cruzado de braços.
-Desculpa?
-Sei o que estas fazendo, William. - disse com uma careta de enfado. O maior franziu o cenho ao escutar seu odiado nome completo. - E quero que o termine o quanto antes, senão quer que tome cartas no assunto.
-De que falas, fedelho? - murmurou.
-Você e o professor. - agachou-se para sussurrar, os olhos de seu irmão abriram-se como pratos. - Como teu irmão menor, te ordeno que lhe dês fim a isso… ou ver-me-ei na obrigação de te delatar com mamãe.
-Estás louco?! - sibilou entre dentes, sentindo como um alarme aumentava em seu interior. Tinham sido tão cuidadosos! Se seu pequeno irmão sabia, alguém mais pôde o ter notado? - Eu não tenho nada com ele!
-Sim, claro. Não sou estúpido, te vi com ele e mal consegui que Tonks guardasse silêncio. Advirto-te… termina com isso se não quer que te delate.
Sem mais, o rapaz levantou-se e foi-se, deixando a um desabrigado e assustado ruivo atrás.
. tarde.:.
Severus levantou uma sobrancelha ao sentir como seu amante o abraçava desesperadamente pela cintura, mas depois o preocupou notar que estava a tremer.
-Que te passa, Liam? (N/A: ship… Sevy inventou-se seu próprio sobrenome Liam de William XD Saquei-o do fic ALIANÇA de Angi-san!)
-Charlie sabe, Sev. - sussurrou e pôde notar como todo o corpo do maior se tensava ao compreender essas duas primeiras palavras. - Disse-me que deveria terminar contigo ou acusar-me-ia com mamãe. - soluçou. - Mas eu não quero! Eu te amo!
Ali, ele tinha dito. Severus fez um gesto de dor, isso era o menos que desejava escutar nesta semana, não nesta semana que a pressão de seu trabalho secreto tinha aumentado. E que tivessem esta ameaça era a gota que colmava o copo. Se antes não estava decidido, agora esta notícia fazia que sua mente se compusesse.
-Ssshhh… não te preocupes. - sussurrou, acariciando a cabeça do garoto. - Já veremos que fazer. Resolvê-lo-emos.
Bill, alheio aos pensamentos de Severus, relaxou seu corpo pequeno contra o do maior, confiando plenamente em suas palavras, não sabendo que a solução que o moreno tinha em mente romper-lhe-ia o coração.
. dias depois.:.
-E bem?
Bill reteve as vontade de gritar em incomodo e fulminou a seu irmão com a mirada.
-Agora mesmo vou falar com ele e veremos que fazer. Até então… fecha sua boca e deixa de incomodar. - grunhiu, antes de sair a passos furiosos da Sala Comunal.
Não deteve seu andar até chegar ao escritório de Severus, respirou várias vezes dantes de entrar, porque não queria se ver ansioso enfrente de seu amor. Desde essa manhã que recebeu uma coruja de seu amante, citando em seu despacho para após classes, um angustioso pressentimento se tinha instalado no buraco de seu estômago, lhe impedindo comer qualquer coisa.
E sua apreensão só aumentou ao ver dois baús na sala de visita das habitações de Severus, cheio do que parecia ser seus pertences. Caminhou lentamente até o banheiro e ali encontrou a seu amante transladando seus utensílios de lavagem a uma carteira de plástico.
-Severus…?
O moreno suspirou e deixou suas coisas sobre no chão e girou lentamente para olhar a seu amante. Fez um gesto de dor ao ver a mirada desconcertada, assustada e agoniada no pequeno que amava.
-Vamos à Sala de estar, parece-te?
Bill assentiu como em trance e se deixou conduzir pelo maior até um dos três cadeirões que estavam na sala. Estiveram em silêncio vários minutos, até que o menor não pôde o aguentar mais.
-Que são todas estas coisas, Severus?
-Tenho um assunto importante do qual me fazer cargo, Liam. - atraiu seu corpo e beijou sua cabeça. - Por isso deixo Hogwarts por um tempo.
-Quanto…?
-Não o sei, todo o que me leve o que tenho que fazer.
-Rever-te-ei quando termine o que tens que fazer?
-Sim… quando termine.
Severus foi-se à manhã seguinte…
*Tempo depois*
Preocupados pela falta de apetito, a apatia e a mirada enfermiça de William Weasley, Albus Dumbledore deixou que o rapaz seja enviado a casa em meados de fevereiro. Uma vez lá, seus pais fizeram-no examinar exaustivamente em St. Mungo e os resultados desses exames eram o tema de discussão na Toca.
-Como deixaste que isto passasse?! - Molly Weasley gritava a seu filho, quem só olhava pela janela, enquanto acariciava o avultado ventre que com sucesso tinha escondido quando esteve em Hogwarts. Mas claro, nunca podias lhe ocultar algo por muito tempo a uma mulher como Molly. - Grávido aos 16! E de gêmeos…!
(N/A: Seee… esse é o segredo, não se desmaiem XD)
-Oh, Bill… - Arthur suspirou, negando com a cabeça e com uma mirada triste em sua cara.
Bill conteve as vontade de chorar ao ver a decepção nos olhos de seu querido papai. Mas ele não pôde o evitar, quando viu se ir a Severus, sabia que seu amor jamais voltaria e, quando se inteirou de sua gravidez, tomou a decisão de conservar a seu menino para ter uma lembrança viva dele. Sem importar-lhe que ao final resultassem sendo gêmeos ou que seus pais se decepcionassem dele.
-Vai dizer-me agora mesmo quem é o pai!
-Não, mamãe, isso nunca te vou a dizer. - murmurou sem olhá-la.
-Que?! Como te atreve?! E olha-me quando te falo! - gritou agarrando oqueixo de seu filho com brusquidão.
-Me lastimas!
-Molly! - Arthur exclamou e levantou-se para abraçar a sua esposa e apartar de seu filho. - Tranquiliza-te, mulher!
-Como quer que me tranquilize?! Meu menino de 16 anos está grávido de quem sabe quem! Arruinará sua vida! - olhou ao menor. - Não pode o ter…
-Nem sequer o pense. - negou com a cabeça, levantando-se do sofá. - Tenho já 7 meses de gestação, abortar poria em perigo minha vida… e, de todos modos, não penso o fazer. - afirmou, dantes de deixar a sala da casa, deixando a dois pais desgraçados e decepcionados depois dele.
Dois meses depois, um 11 de abril de 1979, os gêmeos George e Frederick Weasley nasceram na Toca. Para todo mundo, eles foram nascidos de Molly e Arthur Weasley, deixando como secreto de família sua verdadeira ascendência.
William Weasley, devastado por ser negado à "maternidade" por seus próprios pais, após graduar-se de Hogwarts, estudou para ser Auror e, na primeira oportunidade que teve de abandonar Inglaterra, tomou um trabalho como rompedor de feitiços no Gringotts de Egito, sabendo que seus filhos seriam bem cuidados por sua família.
O nunca soube do maltrato psicológico que seus bebês sofreram por parte de sua avó, porque ela os considerava uma desonra. A verdade era que ela foi cegada pela traição que sentiu quando seu primeiro filho se negou a lhe dizer quem era o pai dos meninos, lhe doeu saber que lhe guardava mais lealdade a ele que a sua própria mãe.
Sua amizade com Rabastan Lestrange terminou por romper-se, porque seu querido amigo decidiu seguir os passos escuros de seu amor, Régulus Black.
Severus Snape nunca voltou ao procurar e William chorou até que se secou por dentro ao saber que seu amor era um comensal. O pocionista também não nunca soube que tinha dois formosos e travessos gêmeos como filhos…
… não até após verdadeiro importante acontecimento que teve que ver com uma memória guardada num diário, um garoto com uma cicatriz e uma serpente gigante, no ano 1992.
Fim!
Este romance continua em "Um Anjo entre Vampiros"…
Imaginavam-se a Uko-chan escrevendo angst? Nem eu mesma o creio! XD
***Dedicado completamente a Angeli por motivo de seu aniversário***
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Nota tradutor:
Nossa não sabia que Severus seria pai desses pestinhas dos gêmeos, estou comovido ate agora hahahaha...
Bem bora para os reviews?
Vejo vocês na próxima!
Até breve!
