Olá gente bonita (que ainda não abandonou a fic)!

Espero que não estejam planejando friamente o meu assassinato!

Quero pedir desculpas de novo pela demora, mas realmente, além dos bloqueios, estou surtando com a quantidade de coisas para fazer!

Se servir de consolo, fiz esse capítulo bem maior do que o habitual e acho que vocês vão amar, porque irão acontecer várias coisas esperadas! Eu escrevi ele há um tempinho e terminei essa semana, revisando desde o começo. Abri sorrisos idiotas em algumas partes, só de reler. Realmente espero que vocês gostem!

As roupas do Inu e da Ká estão no blog (o link está no meu perfil)!

Beijinhos da Srta. Taisho!

Capítulo 28 – Greve

- Ignorada de novo. – Rin fala desanimada, se jogando na cama.

- Ah, fala sério! – Sango exclama, parecendo irritada – Isso ta uma palhaçada já! Que tipo de viagem é essa? E eles nem deixam a gente entrar nesse maldito campeonato. Quem foi o gênio que teve a ideia de trazer esse vídeo game?

- E o pior é que nem o tempo ajuda... – Suspiro, encarando a chuva forte que bate no vidro da janela.

- Não acredito que vim de tão longe para ser ignorada pelo Kouga! – Ayame fala, enquanto solta um suspiro e revira os olhos.

- O que?! – Pergunto, me fingindo de ofendida, enquanto dou um tapinha na cabeça dela, que estava deitada no meu colo – Achei que você tinha vindo para me ver!

Ayame fica tão vermelha quanto a cor de seus cabelos e sorri envergonhada.

- Mas então... – Digo, voltando a pegar uma mecha dos seus cabelos ruivos com as mãos – Você não vai me contar sua história com o Kouga? Será que vou ter que perguntar pra ele?

- Ah... – Ela começa a falar – Não é grande coisa... Depois que eu vim aqui te visitar e nós... nos conhecemos, continuamos a nos falar pelo computador e até mesmo pelo telefone.

- Aquele beijo que vocês deram ontem ali na frente não pareceu de um casal que se comunica apenas pelo telefone... – Diz Sango, com um sorriso maroto, deixando Ayame vermelha novamente.

- Sango! Tadinha dela, para de provocar! – Rin repreende, revirando os olhos e lançando um sorriso simpático para Ay.

- Obrigada, Rin! – Ela sorri de volta – Mas não tem realmente o que contar, fomos nos conhecendo e o beijo de ontem... bem, digamos que ficamos certo tempo sem nos ver, né...

- E agora ele fica lá embaixo, te ignorando completamente... – Sango murmura, revirando os olhos. No mesmo instante recebe uma almofadada na cara.

- SANGO! – Rin repreende novamente – Mas que necessidade, hein?!

- Ah, qual é! – Ela exclama, jogando a almofada com uma força exagerada de volta em Rin – Eu fui perguntar se podia jogar e o Miroku respondeu 'sim, sim, quero um copo de suco'. Que grande imbecil... – Ela se joga na cama bufando.

Solto uma risada, sendo acompanhada pelas meninas e em seguida escuto meu celular tocar. Elas ficam me observando com expectativa, enquanto olho no visor.

- É a minha mãe! – Exclamo, atendendo ao telefone logo em seguida – Alô?

- Ká? – Escuto a voz de minha mãe do outro lado da linha, parecendo estar prestes a chorar. Meu coração dá um pulo e sinto meu sangue gelar.

- Mãe? Ta tudo bem? O que aconteceu? – Pergunto nervosa e as meninas parecem perceber.

- Oi filha! Está tudo bem! – Ela fala, dando uma fungada – É só que fui ao médico e... AI MEU DEUS, É UM MENINO!

- O quê?! – Exclamando, só depois realmente entendendo o que ela havia dito – AI MEU DEUS, É SÉRIO? AAAAAAAAH, QUE LINDO! NEM ACREDITO! – Exclamo, já tirando o telefone do ouvido e me virando para as garotas – É UM MENINO! VOU TER UM IRMÃOZINHO!

Elas começam a gritar ao mesmo tempo e logo em seguida já nem consigo ouvir minha mãe ao telefone. Caminho até a varanda, buscando um pouco de silêncio e volto a falar com ela.

- Alô? Mãe?

- Oi filha, to aqui! – Ela diz sorrindo.

- E então, mãe, você descobriu isso agora? Meu pai já sabe? Já pensaram em algum nome? – Pergunto sem parar para respirar.

- Calma Ká! – Ela continua, ainda sorrindo – Descobri há pouco, estamos saindo do hospital. Sim, seu pai está aqui, aliás, está lhe mandando um beijo e dizendo para você se comportar! – Ela solta uma risadinha – Mas ainda não pensamos em nenhum nome... Vamos esperar você voltar... – Ela afasta um pouco o telefone e escuto ela falar mais baixinho – O que? Ah sim, querido, se você puder me trazer um pão de queijo... Eu adoraria! Ah! E uma barra de chocolate, por favor! – E então ela volta a aproximar o telefone – Desculpe querida, parece que faz séculos que não como alguma coisa. Algo me diz que seu irmão será um guloso. – Ela sorri – Mas deixe eu perguntar uma coisa antes que seu pai volte: como estão as coisas com meu genro?

- G..genro? – Exclamo, assustada pela mudança de assunto, mas não conseguindo conter a risada.

- Claro! Minori me contou que a Kikyou voltou antes da praia e, se bem conheço sua prima, não deixaria de perder a viagem por pouco. Faça a felicidade de sua mãe e me conte tudo! E rápido, que seu pai está voltando!

- Ah mãe... Bem, para resumir, a Kikyou descobriu tudo, e da pior forma possível. Ela nos viu juntos. E o Miroku descobriu na mesma hora, foi horrível!

- E como ele reagiu? E o Inuyasha? Conta, conta! – Ela parece ansiosa.

- Ah, o Miroku ficou em volta da Kikyou o resto da noite e do dia seguinte, mas foi tudo tranquilo... Fora o olho roxo que ele deixou no Inu, tudo bem... Mas eles se acertaram já, graças a deus.

- Meu deus! Nunca imaginei que o Miroku pudesse fazer uma coisa dessas! Tadinho do meu genro! – Ela exclama, parecendo horrorizada – Bom, mas como eu disse, tudo se resolve. Kikyou vai fazer um pouco de drama agora, mas logo, logo esquecerá essa história, você vai ver!

- Ah, tomara mãe, tomara! – Respondo sorrindo.

- Bom, minha comida acabou de chegar e devo dizer que seu irmãozinho está insistente! Beijos, meu amor! Aproveita bastante, se é que você me entende! – Ela solta uma risadinha – Nos falamos mais tarde!

- Ta certo, mãe! – Respondo sorrindo – Beijos para vocês três! Nos falamos!

Desligo o telefone rindo das maluquices da minha mãe. Imediatamente corro para dentro do quarto e vou descendo as escadas gritando e quase me estatelando no chão por pular o último degrau.

- MIROKU! INUYASHA! VOU TER UM IRMÃOZINHO! – Exclamo sorrindo e esbaforida.

- PORRA MIROKU! COMO VOCÊ PERDEU ESSE GOL? – Sesshoumaru exclama, quase atirando o controle na cabeça dele.

- Ei! Vocês ouviram o que eu disse? – Pergunto, colocando as mãos na cintura.

- FOI CULPA DO KOUGA QUE FICA FALANDO MERDA AÍ! – Miroku exclama, parecendo começar a se irritar.

- EU TO QUIETO AQUI! – Ele exclama irritado – É tudo culpa minha nessa droga! – Murmura, revirando os olhos.

- Eu estou sendo ignorada? – Pergunto, mais para mim mesma do que para eles. Reviro os olhos e me aproximo de Inuyasha – Inu, você também está me ignorando? É sério isso?

- Claro que não, Ká! – Ele diz, sem tirar os olhos da televisão.

- Eu acabei de dizer que vou ter um irmãozinho! – Digo, cutucando seu braço.

- Eu sei Ká, todo mundo sabe que sua mãe está grávida! – Ele responde, mantendo os olhos fixos na TV. – CARALHO, MIROKU! DE NOVO?

Solto um suspiro e reviro os olhos, caminhando até meu primo.

- Miroku! Você ouviu? Minha mãe vai ter um menino! Um novo Higurashi na família! – Exclamo, com o resto de alegria que eu ainda tinha.

- Aé?! Que ótimo! – Ele diz, também mantendo os olhos na televisão.

- MIROKU! – Chamo indignada, e então ele se vira para mim. Abro um sorriso e ele retribui.

- Ká! Sabe cadê a Sango? Ela ficou de trazer um suco pra gente e não voltou até ag...

- PRESTA ATENÇÃO MIROKU! – Sesshoumaru grita – SE A GENTE PERDER DE NOVO, VOCÊ DORME NA RUA!

Respiro fundo e solto o ar bem devagar. Em seguida, passo por eles no sofá, distribuindo um tapa na cabeça de cada um, e dois na de Inuyasha.

- Idiotas! – Murmuro irritada, voltando a subir as escadas. Lá do topo ainda consigo ouvir Inuyasha perguntando o que ele havia feito de errado e Miroku murmurando algo sobre suco de pêssego.

Reviro os olhos mal contendo a raiva e entro no quarto pisando duro.

- Deixa eu adivinhar... – Sango começa – Ignorada?

- Sango! – Seguro ela pelos ombros – O Miroku ainda está esperando suco de pêssego!

Ela revira os olhos e até Rin parece perder o controle por alguns segundos.

- A gente precisa fazer alguma coisa! – Ayame fala, se sentando rápido na cama.

- Vingança... – Sango fala, como se saboreasse a palavra.

- ÉÉÉ... – Rin concorda, com uma expressão pensativa.

- O que podemos fazer? – Ayame pergunta, pensando alto.

- Não sei... O que distrai mais os garotos do que vídeo game...? – Penso alto.

- Futebol...? – Sango fala pensativa.

- Não, sua boba! – Rin exclama, com uma expressão sombria no rosto – Já tenho a solução para o nosso problema!

- Que seria...? – Ayame pergunta, tentando adivinhar.

- Nós! – Ela exclama, como se fosse óbvio.

- Como assim? – Pergunto, gostando do rumo da conversa.

- Bom, se tem alguma coisa que homens gostam mais do que futebol e vídeo game, são as mulheres. – Ela nos lança um olhar sábio – E eu já tenho um plano...

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Inuyasha's POV

- Cara, parece que meu dedo vai cair! – Kouga exclama, enquanto encara o dedo com uma expressão estranha.

- Ah, que desculpa de perdedor! – Miroku fala, parecendo orgulhoso por ter ganhado duas vezes.

- Você não tem crédito nenhum, ficou mais preocupado com a demora para trazer o suco do que em jogar direito! Se nós ganhamos, o crédito é todo meu! – Sesshoumaru se intromete, dando um tapa na cabeça de Miroku.

- Falando nisso... – Miroku começa, se levantando do sofá e caminhando em direção a cozinha – Cadê a Sango com o suco?

Ficamos só nós três na sala, cada um perdido em seus pensamentos.

- Cara... Vocês não estão com a impressão de que tem alguma coisa errada? – Pergunto, me dando conta do silêncio que predominava na casa.

- Não ta muito... silencioso? – Kouga pergunta, franzindo a testa a parando de encarar o dedo.

- Onde estão as meninas? – Sesshoumaru pergunta, com uma expressão estranha no rosto.

- Cara! - Miroku exclama, voltando da cozinha e se atirando no sofá – Não tem mais suco! Vocês sabem onde a Sango se enfiou?

- Ela não ta na cozinha? – Pergunto, começando a sentir que algo estranho estava acontecendo.

- Não... Nem na rua... Aliás, faz um tempo que não vejo nenhuma delas... Que horas são mesmo? – Pergunta ele, confuso.

- Meu deus! Sete horas! – Kouga exclama, checando o horário no relógio de pulso – Que horas começamos a jogar?

- Isso não interessa! Onde estão nossas garotas? – Sesshoumaru retruca, descendo as escadas. Quando ele subiu lá?

- Elas não estão lá em cima? – Miroku pergunta, se levantando rapidamente.

- Não... – Meu irmão responde, parecendo um pouco nervoso.

- E agora? – Kouga pergunta.

Sem nem pensar duas vezes, Sesshoumaru retira o celular do bolso e em seguida disca o número de Rin. Ele fica um tempo em silêncio e em seguida faz que 'não' com a cabeça. Começo a ficar nervoso. Onde Kagome havia se metido?

- Tenta o número da Sango! – Miroku fala, parecendo ficar preocupado também. – E coloca no viva-voz!

Sesshoumaru assente e deixa o celular em cima da mesa, enquanto ele chama quatro vezes, antes de uma barulheira infernal começar, do outro lado da linha.

- ALÔ?! – Uma voz, que parece ser de Sango, exclama, em meio a uma confusão de sons.

- SANGO! – Miroku exclama, parecendo apavorado – Onde você está? O que aconteceu?

- O QUÊ?! – Ela exclama, em meio a gargalhadas – SÓ UM POUQUINHO! – Ela parece afastar o telefone e escutamos sua voz um pouco mais distante – KAGOME! SIM... O QUÊ? O DEREK? SÉRIO? AAAAAAAAAAAAAH! TA, SÓ UM POUQUINHO! – Ela volta a aproximar o telefone – OI? MIROKU? SESSHOUMARU? NÃO POSSO FALAR AGORA, MAS TA TUDO BEM! DEPOIS A GENTE LIGA! BEIJOS, APROVEITEM O JOGO AÍ!

E ela desliga. Meu queixo cai e só consigo pensar em uma coisa: quem é Derek?

- O que foi isso? – Kouga pergunta, quebrando o silêncio.

- Elas estão em uma festa? - Sesshoumaru se manifesta, parecendo surpreso, mas não em um sentido bom.

- Não... Elas não sairiam sem a gente... Ou sairiam? – Miroku diz pensativo, logo se levantando em um pulo e correndo para a porta da rua. Ficamos nos encarando sem entender, mas em menos de cinco segundos ele está de volta – Seu carro sumiu! – Ele diz, apontando para Sesshoumaru, que fica branco. Algo me diz que isso está mais relacionado com o sumiço do carro do que das garotas.

- Ta, o que a gente faz agora? – Pergunto, sem conseguir deixar de pensar em algum cara forte chamado Derek, babando em cima da minha garota.

- Não tem como rastrear o celular delas? – Miroku pergunta, recebendo uma almofadada na cabeça, vinda de Sesshoumaru. – Ta bom, ta bom! Foi mal. Mas por que elas fariam isso?

- Talvez porque quando a Sango apareceu aqui para pedir para jogar e você disse 'sim, sim, quero suco'? – Kouga retruca, revirando os olhos. – E talvez porque quando todas elas vieram aqui tentar falar alguma coisa, nós ignoramos completamente?

- Se você viu que elas vieram aqui várias vezes, por que não respondeu? – Sesshoumaru pergunta, irritado.

- Porque eu estava concentrado no jogo! – Ele exclama, como se fosse óbvio.

- E perdeu mesmo assim... – Meu irmão retruca, balançando a cabeça.

- Ei! – Exclamo, fazendo com que eles parassem com a briguinha idiota – Agora não vai adiantar nada ficar aqui brigando! Elas estão em qualquer lugar dessa cidade, em uma festa com provavelmente milhões de caras babando em cima delas! A gente precisa pensar em alguma coisa...

- Já sei – Miroku fala, tirando a chave do carro do bolso – Sesshoumaru, vem comigo! Vocês dois ficam aí, caso elas apareçam! Vamos dar uma volta e ver se encontramos o carro. Elas não devem ter ido muito longe...

Confirmo com a cabeça e fico encarando Kouga, sem deixar de pensar no que Kagome poderia estar fazendo e, mais importante, quem era Derek.

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Ká's POV

- Derek? – Pergunto, em meio às gargalhadas das meninas – Quem é Derek?

Sango nem responde, apenas aponta para uma placa que dava para ver da janela, na qual se lia 'Derek Lanches'. Quando colocamos o olho na placa, voltamos a rir descontroladamente.

- Meu deus! – Ay exclama, colocando a mão sobre a barriga – Vocês são demais!

- Garçom! – Rin exclama, fazendo sinal com a mão – Mais uma rodada pra gente!

Ele assente, com um sorriso maior do que o necessário e volta para o bar. Parece que o plano, pelo menos até agora, está saindo ainda melhor do que o planejado. Havíamos saído sorrateiramente pela porta dos fundos, o que nem era necessário, já que eles não desviariam o olho da TV nem se começássemos a gritar como loucas perto deles. Pegamos a chave do carro de Sesshoumaru, por insistência de Rin, e viemos até esse bar, que não fica muito longe da casa.

- Mas essa ideia de fingir que estamos em uma festa... genial! – Ayame exclama, voltando a rir.

- Eu sei, somos demais! – Exclamo, sorrindo convencida.

- Pela voz do Miroku, estamos ferradas quando voltarmos... – Sango murmura, encarando o celular.

- Ferrados estão eles, acredite! – Rin responde, enquanto o garçom se aproxima com os pedidos.

- É verdade! – Sango volta a se animar, deixando o celular de lado – Miroku vai aprender a nunca mais me ignorar!

- HMMMMMMM – Nós três falamos juntas.

- Miroku, hein? – Digo, lançando um sorriso malicioso para ela.

- É! Nós vimos tudo na festa! – Rin fala, arqueando as sobrancelhas.

- Ah... – Sango começa a ficar vermelha e percebo na hora que ia desatar a falar e não parar mais – Nada a ver! Vocês estão exagerando! Nós não estamos juntos, o que não quer dizer que eu não queira, mas não é que eu quero! O plano da festa deu muito certo, vocês viram, né? E... ai meu deus, ele foi tão fofo ontem com a Kikyou e depois quando me chamou para ficar com ele...

- O que exatamente aconteceu naquele quarto? – Rin pergunta, com um sorriso malicioso.

- Meu deus, Rin! – Sango exclama, ficando ainda mais vermelha – Depois que você começou a namorar o Sesshoumaru... Nem te reconheço mais! – Rin abre um sorrisinho, mas não deixa de ficar vermelha também.

- É, mas tira a nossa curiosidade, o que aconteceu? – Pergunto, empurrando o copo para ela.

- Ah, não foi nada... – Ela diz, puxando o copo – Ele estava cansado, e se deitou no meu colo. Daí eu comecei a brincar com os cabelos dele e, um pouquinho antes de cair no sono, ele falou alguma coisa sobre apesar de tudo, aquela ser a melhor noite da vida dele e que não ia ficar só naquilo...

- AI MEU DEUS! – Rin, Ay e eu exclamamos ao mesmo tempo.

- Que coisa mais fofa, San! – Digo, sorrindo – Meu primo é um amor quando quer...

- É, ele diz isso num dia e no outro acorda e nem olha na minha cara... – Ela responde, tomando um gole da bebida.

- Ah, não sei do que você está reclamando! – Ay retruca, puxando a bebida para ela – Eu vim de Londres até aqui e fora aquele beijo de ontem, o Kouga nem olhou para mim...

- Um brinde aos nossos namorados, futuros namorados e ficantes, que nos trocam facilmente por um campeonato de vídeo game! – Rin exclama, erguendo um copo.

- À nossa vingança! – Completo rindo, juntando meu copo com o das meninas, que voltam a rir.

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Inuyasha's POV

- Então... como estão as coisas com a Ká? – Kouga pergunta, depois de desligar o telefone. Nem sinal das garotas.

- Ah, até agora pouco estava tudo bem. Nós nos damos super bem, o único problema que tínhamos era esconder tudo da Kikyou e do Miroku, mas agora que os dois já sabem... – E é aí que percebo que não havia ficado muito tempo com Kagome depois de toda essa confusão – Meu deus, eu não sei como estamos agora! No primeiro momento que tivemos a oportunidade de ficarmos juntos, passei o dia jogando vídeo game! Que merda! Mas também, ela não deveria ter saído sem falar nada! Isso serviu pra quê? Para deixar todo mundo preocupado? – Solto um suspiro – Só de pensar em alguém dando em cima da Kagome...

- Eu acho que esse era exatamente o plano delas: nos enlouquecer... – Kouga murmura, respirando fundo.

- Mas e você e a ruivinha? – Abro um sorriso, tentando parar de imaginar Kagome cercada por outros caras.

- Ah, a Ayame... – Ele abre um sorriso idiota só de pensar. Iih, conheço isso aí, Kouga está totalmente ferrado. Bem vindo ao clube.

- E aí, como vocês estão?

- Ah cara, não sei... Nos falamos todos os dias pelo computador ou pelo telefone e quando ela chegou aqui nos beijamos e tal, mas a verdade é que não sei como agir perto dela... Eu começo a ficar nervoso, igual a uma menininha e não consigo falar nada coerente... – Ele balança a cabeça negativamente – Sou um fracasso. Ela veio de Londres para me ver e não consigo nem ficar perto dela...

- Cara, escuta quem acabou de passar por isso – Sorrio ao lembrar de Kagome – Para de pensar e só vive o momento. Ela deve estar sentindo essa mesma insegurança, até porque vocês se viram poucas vezes pessoalmente, mas se vocês se gostam, logo isso deixa de ser um problema, as coisas começam a ficar mais naturais.

- Aproveitar o momento, aproveitar o momento, aproveitar o momento... – Ele começa a repetir, levantando em um susto quando escutamos o barulho da fechadura da porta.

- Nada. – Miroku fala, atirando a chave em cima da mesa e se jogando no sofá, seguido por Sesshoumaru.

- Elas não podiam ter feito isso! – Exclamo, colocando os pés em cima da mesinha de centro.

- Elas não vêem o noticiário? Não sabem quantas coisas horríveis acontecem por aí com meninas sozinhas? – Miroku fala, balançando a cabeça.

- Para de pensar nisso! – Kouga exclama, começando a caminhar impaciente pela sala, em círculos.

E então ouvimos o barulho da fechadura. Olho no relógio: 00:30.

- NÃO ACREDITO NISSO! – Sango exclama, entrando pela porta, sendo seguida por Rin, Kagome e Ayame, que riam descontroladamente.

- SIM! Quer dizer, um beijo por uma bebida? Fala sério! – Rin exclama, e percebo que Sesshoumaru prende a respiração.

- Ah, mas ele não era tão ruim assim... – Kagome fala, também rindo – Tiveram piores...

Elas continuam caminhando e param perto da escada, notando nossa presença na sala.

- Boa noite meninos! – Ayame diz, fazendo menção de voltar a subir as escadas.

- EI, EI, EI! – Miroku exclama, se atirando na frente da escada e impedindo que elas subissem – Onde vocês pensam que vão?

- Hã... Tirar esse salto, que está me matando? – Sango responde, como se fosse óbvio. Vejo Miroku parar para observar o tamanho do salto de Sango e não voltar a erguer a cabeça. Seu olhar fica preso nas pernas dela, que estavam quase totalmente descobertas devido ao short curto. No mesmo instante volto meu olhar para Kagome, que não está muito diferente. Uma blusa preta tomara-que-caia rendada e um pouco transparente, um short jeans curto e um sapato preto de salto alto. Três palavras: pequeno, curto e colado. Depois de alguns segundos pensando no quanto ela estava linda, percebo que certamente não era o único que havia pensado nisso essa noite. Derek.

- Ah... E vocês não vão nos dizer aonde estavam? – Sesshoumaru pergunta, cruzando os braços em frente ao peito, parecendo ter a mesma reação que eu.

- Nós saímos! – Rin responde, dando um passo a frente e abrindo um sorriso convencido. – Aliás, tem que encher o tanque! – Ela pisca para ele, antes de atirar a chave do carro, que ele pega no ar, mas sem sorrir.

- E aonde vocês foram? – Pergunto, sem tirar os olhos das coxas de Kagome, que atrapalhavam meu raciocínio.

- Saímos para beber alguma coisa... – Ela diz, depois de estalar os dedos, tentando fazer com que eu deixasse de olhar para seu corpo e olhasse em seus olhos. Quando ergo a cabeça, vejo que ela mal continha um sorrisinho. Ponto para ela.

- Sem avisar? – Kouga pergunta, encarando Ayame.

- Nós tentamos! – Ayame responde, olhando para ele e parecendo um pouco triste.

E nos segundos que se passam, ninguém fala mais nada. Ficamos apenas nos encarando, em um silêncio desagradável, mas que ninguém estava disposto a quebrar.

- CHEGA! – Kouga exclama, largando o celular que ainda segurava no sofá e caminhando até Ayame, que arregala os olhos surpresa – Me desculpa! Eu sou um idiota! Você veio de Londres até aqui só para me ver e desde o momento que você chegou, eu não consigo nem chegar perto de você sem ficar tremendo ou suando frio de tão nervoso! Exceto pelo beijo de ontem, claro. Aliás, desculpa por isso também! Eu só não sei como agir perto de você. Nos falamos sempre por computador ou por telefone que quando eu te tenho aqui, perto de mim, simplesmente não sei como agir! – Ele continua, só então parando para respirar.

Ayame continua com a mesma expressão surpresa por alguns segundos, o que estava deixando Kouga ainda mais nervoso. Os dois estavam próximos, e não desviavam o olhar. Isso até Ayame abrir um sorriso enorme e jogar os braços em volta de Kouga, lhe dando um beijo.

- O quê?! – Sango exclama, parecendo irritada – O que você ta fazendo? TRAIDORA! VENDIDA! De que lado você está?

Ayame solta Kouga, que segura sua mão com um sorriso maior do que a cara e se vira para Sango, com uma expressão de 'desculpa' no rosto. Kagome finge estar brava, provavelmente para não apanhar de Sango, mas abre um sorriso discreto para a amiga e assente com a cabeça, aprovando. Kouga sorri para Ayame e sussurra algo no seu ouvido. Ela assente e os dois saem para o quintal.

Aproveito o momento para me aproximar da Kagome e vejo que os outros dois tem a mesma ideia. Em uma sincronia incrível, as três dão um passo para trás e fazem que não com a cabeça.

- Nem pensar. – Kagome fala para mim, voltando a subir as escadas.

- Hoje não! – Rin exclama, indo atrás dela.

Sango só abre um sorrisinho maldoso e se junta às outras duas.

- É, parece que só o viadinho se deu bem hoje... – Murmuro, voltando a me sentar no sofá, sendo seguido pelos outros dois.

- E agora? – Miroku murmura e então parece se animar – Alguém quer jogar vídeo game?

- Cala a boca, Miroku! – Sesshoumaru e eu falamos ao mesmo tempo, atirando uma almofada na cabeça dele.

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- Bom dia, linda! – Digo, assim que entro na cozinha e vejo Ká sentada na mesa, terminando de tomar café. Me aproximo para lhe dar um selinho, ao mesmo tempo em que ela se levanta, me deixando com cara de idiota. Isso foi de propósito?

- Bom dia Inuyasha. – Ela responde, começando a lavar sua louça.

- Então... – Começo, me encostando no armário que havia perto da pia – O que você vai fazer hoje?

- Vou encontrar as meninas na praia agora e ainda não combinamos nada para de tarde. – Ela responde, sem tirar os olhos da louça.

Certo, tem alguma coisa estranha. Será que ela ainda está brava por causa de ontem?

- Sabe, o Sesshoumaru me falou de um lugar legal que tem aqui perto... Pensei que poderíamos ir hoje de tarde... – Digo, me aproximando dela e passando uma de minhas mãos por sua cintura descoberta, já que vestia apenas um short e a parte de cima do biquíni.

- Ah, pode ser, mas primeiro tenho que ver se as meninas não vão querer fazer alguma coisa... – Ela responde, tentando parecer indiferente, mas não deixo de perceber que tinha prendido a respiração.

Abro um sorriso convencido ao perceber que ela tinha sido afetada. Me sinto um pouco mais aliviado, já que não sabia exatamente o que tinha acontecido na noite passada.

- Ah, tudo bem... – Digo, afastando seu cabelo das costas e lhe dando um beijo no pescoço. – Eu estava pensando...

- Inuyasha! – Ela exclama, me fazendo segurar um sorriso – Eu realmente não posso agora, preciso ir! Tchau! Nos vemos na praia!

E ela sai, pisando firme e sem olhar para trás. Que menina rancorosa...

Com um suspiro pego no armário uma xícara e um prato e me sento à mesa para tomar meu café. Logo em seguida, Miroku e Sesshoumaru entram na cozinha, parecendo irritados.

- Bom dia? – Falo, tentando avaliar o humor dos dois.

- E aí! – Miroku diz, se sentando na minha frente e roubando a minha comida.

- É só com a gente, ou você também está sendo praticamente ignorado pela Kagome? – Sesshoumaru resmunga, enquanto serve café em uma xícara.

- Não, não é só com vocês. – Digo surpreso – Fico feliz até de não ser o único que está levando gelo.

- Bom dia, queridos amigos! – Kouga diz com um sorriso maior que o rosto, ao entrar na cozinha, abraçado em Ayame.

- E aí! – Nós três resmungamos em resposta, tentando arduamente não revirar os olhos.

- Estamos indo para a praia. Vocês vêm? – Ayame pergunta, notando o nosso desânimo.

- É, pode ser. – Responde Miroku, mexendo na xícara a sua frente.

- Hm, ok então! – Kouga fala, alheio ao nosso humor - Nós estamos indo. Esperamos vocês lá. – Ele completa, e sai puxando Ayame da cozinha, que nos olha como se estivesse se desculpando por algo.

- Certo, isso realmente não pode ficar assim. – Falo, quebrando o silêncio chato que havia se instalado entre nós.

- Eu concordo. – Sesshoumaru diz, com um suspiro.

- Alguma ideia? – Miroku pergunta.

- Nenhuma, na verdade... – Falo, passando uma das mãos pelos cabelos.

- Ok, e se "déssemos o troco"? – Miroku sugere, depois de um pequeno tempo em silêncio.

- Como, exatamente? – Meu irmão pergunta, colocando sua xícara agora vazia na pia e se aproximando de Miroku, interessado no que ele estava dizendo.

- Vamos agir com elas, do mesmo modo que estão agindo com a gente. – Ele diz, parecendo animado com a própria ideia – Tudo bem que fomos idiotas ao ignorá-las ontem, mas acho que elas já conseguiram nos dar o troco sumindo daquele jeito.

- Eu concordo. – Aceno com a cabeça e vejo que Sesshoumaru faz o mesmo, abrindo um sorriso de quem aprova a ideia.

Terminamos rapidamente de arrumar a louça e saímos juntos para a praia, levando uma bola de futebol. Quando chegamos lá, já conseguimos ver as meninas deitadas embaixo de um guarda sol gigante, todas conversando, exceto Ayame, que trocava beijos com o Kouga.

- Alguma ideia? – Miroku pergunta, enquanto caminhamos até elas, para deixar nossas coisas.

- Olhem e aprendam. – Digo, enquanto largo minhas coisas perto delas, sem nem ao menos me virar para Ká. Percebo que elas param de conversar, mas continuo ignorando, enquanto tiro lentamente minha camisa e em seguida ajeito os óculos. Ainda sem olhar para elas, pego a bola de futebol e me viro para Sesshoumaru e Miroku – Vocês vêm?

Os dois abrem um sorrisinho maldoso e fazem o mesmo que eu. Em seguida, caminhamos até um canto mais afastado, mas não muito longe delas, que, eu podia apostar, estavam nos encarando desconfiadas. No caminho, passamos por um grupinho de garotas que haviam observado nosso 'showzinho' e riam e apontavam descaradamente. Isso ta fácil demais.

Aponto para elas discretamente e os dois parecem entender o que quero dizer. Começamos a jogar, passando a bola entre nós, até Miroku 'acidentalmente' chutar a bola na direção errada. Sem deixar a chance passar, uma loira de biquíni vermelho e uma morena de biquíni preto pegam a bola e se aproximam de nós.

- Acho que isso é de vocês, não é? – A loira pergunta para Miroku, mexendo em uma mecha do cabelo.

- É, acho que sim. – Miroku responde, com um sorriso e uma piscadinha.

- Então... Vocês têm casa por aqui? – A morena pergunta, se insinuando para cima de Sesshoumaru.

- Ah sim, estamos ficando naquela casa ali. – Ele responde, apontando para nossa casa.

- Ah, sério! – Ela exclama animada – Nós estamos hospedadas na casa da Meg, que fica na rua de baixo! – Ela se vira para trás e grita para uma outra loira – Meg! Vem aqui!

A outra garota se levanta devagar e tira a canga, ficando só de biquíni branco e óculos escuros. Ela caminha até nós com um sorriso no rosto, rebolando além do necessário.

- Oi! – Ela exclama sorridente.

- Meg, esses aqui são...

- Sesshoumaru, Miroku e Inuyasha! – Digo, nos apresentando.

- Prazer! Eu sou a Meg – A segunda loira sorri – E essas são Ella e Katy – Ela diz, apontando para a morena e para a outra loira, nessa ordem.

- O prazer é todo nosso... – Miroku responde, abrindo novamente um sorriso.

- Então... Vocês aceitam meninas no time? – Ella pergunta, mexendo no cabelo.

- Podemos abrir uma exceção... – Ele responde, pegando a bola e se afastando um pouco, para que o jogo começasse.

Começamos a jogar, nós três contra elas, que, devo dizer, são péssimas. Meu deus, eu não sei como conseguem caminhar com tanta falta de coordenação. Por outro lado, eram simpáticas e estavam ajudando no nosso serviço sujo. Elas mantinham o máximo de contato corporal possível, e uma delas chegou a abraçar Sesshoumaru quando ele fez o gol.

- Caramba Meg! – Ella exclama, depois que sua amiga tropeça e cai um tombo, ficando toda suja de areia.

- Ain! – Meg geme, apontando para a canela vermelha. Ela faz um esforço para levantar e sorri para mim, como se pedisse ajuda. Aproveito o momento e pego ela pela cintura, que sorri e se apóia no meu ombro.

- Acho que é melhor você passar uma água nisso, amiga! – Katy sugere, já caminhando em direção ao mar. Sem saber o que fazer, Sesshoumaru, Miroku e Ella a seguem.

- Obrigada... Inu, não é? – Ela pergunta, quase sussurrando no meu ouvido.

- Inuyasha, na verdade. – Escuto a voz de Kagome, e abro um sorriso involuntário. Em um movimento rápido ela me puxa para longe de Meg, que apóia o pé no chão, como se não estivesse sentindo dor alguma.

- E você é? – Meg pergunta, cruzando os braços e lançando um olhar furioso para Kagome.

- Eu sou... – Ela começa a falar, mas para, ficando desconfortável. Então se vira para mim – Nesse momento, sou alguém muito irritada – Murmura, enquanto abro um sorriso com o seu ciúme.

- O que não diz muito... – Meg retruca, dando um passo na minha direção.

- Hã... Meg? – Sigo, pressentindo o perigo – Você poderia nos dar um minutinho? – Pergunto, já puxando Kagome para longe.

- Ká...

- Inuyasha! – Ela exclama, dando um tapa no meu braço e se afastando de mim – Não quero conversar! – Ela finaliza, se virando de costas e pisando duro, no caminho de casa.

- Inuyasha! – Miroku me chama, antes que eu pudesse pensar em ir atrás de Kagome – Inuyasha! Acho que essa história já deu.

- Ela beliscou a minha bunda! – Sesshoumaru sussurra, me fazendo soltar uma gargalhada. – Achei que fosse uma água viva!

- Ta, certo... – Concordo – Acho que passamos do limite... – Digo, ao virar para trás e perceber que tanto Rin quanto Sango também já haviam ido para casa.

- Hã... meninos? – Katy chama, fazendo com que nós três nos virássemos para elas – Assim... Vamos dar uma festinha na nossa casa hoje, só para os mais chegados... Vocês querem aparecer?

- Ah... Acho que não vai dar, já temos planos... – Sesshoumaru responde.

- Ah, que pena – Ella fala, fazendo beicinho – Mas nos vemos por aí, então? – Ela sorri – Temos que ir arrumar as coisas... Se mudarem de ideia, é só aparecer!

- Ah, sim, sim, claro! – Miroku responde sorrindo.

Elas se afastam, virando várias vezes para trás e acenando. Respiro aliviado quando elas finalmente dobram a esquina e somem da nossa vista.

- Acho que esse plano só piorou as coisas pro nosso lado... – Sesshoumaru diz, parecendo cansado e arrependido.

- Acho que estamos ferrados. – Murmuro, me atirando na areia fina da praia e encarando o mar, pensando em Kagome e se ela teria ficado realmente brava com essa história.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxX

- Tem certeza? – Pergunto novamente, passando a mão pelos cabelos.

- Deixa de ser medroso e abre logo essa droga! – Miroku exclama irritado, mas quando gira a maçaneta e a porta se abre, fica parado observando.

- Que belo covarde... – Sesshoumaru murmura, passando por Miroku e por mim e entrando na casa.

Havíamos esperado um tempo na praia depois que as garotas vieram para casa. Na verdade, estávamos todos com medo de como elas iriam reagir, já que, definitivamente, passamos dos limites. Mas também, como íamos saber que aquelas três eram as garotas mais atiradas da praia?

Entramos na sala e damos de cara com Rin, sentada no sofá e lendo. Quando percebe nossa presença, sorri e acena, voltando os olhos novamente para seu livro. Troco um olhar estranho com Sesshoumaru e Miroku. Ela tinha sorrido? Estranho, muito estranho.

- Vocês vão ficar parados aí me encarando? – Ela pergunta e solta uma risadinha – Fecha a porta Sesshy! A casa vai ficar cheia de mosquitos! – Ela balança a cabeça ainda sorrindo, e volta sua atenção para o livro novamente.

- Só eu estou achando isso muito estranho? – Sussurro para os dois, que apenas negam com a cabeça, os olhos um pouco arregalados.

- Acho melhor eu aproveitar agora... – Meu irmão sussurra de volta, caminhando na direção de Rin e sentando ao seu lado no sofá. – O que você está lendo? – Ele pergunta, e Miroku faz um sinal de 'legal' com o dedo, como que encorajando Sesshoumaru, que discretamente mostra o dedo do meio para ele.

- Um homem de sorte. – Rin responde, enquanto ele passa o braço por trás das costas dela, apoiando no encosto do sofá.

- Assim como eu... – Ele sussurra no ouvido dela, mas alto o suficiente para que nós ouvíssemos. Meu deus, que tipo de cantada é essa? Como a Rin ainda está namorando esse cara? E pior, como ele pode ser meu irmão? Troco um olhar com Miroku e vejo que ele havia substituído o sinal de 'legal' por um sinal de 'péssimo', com o polegar apontando para baixo. Sesshoumaru novamente retribui com o dedo do meio, mas dessa vez também faz um sinal para que saíssemos. Não movemos um músculo.

- Own! – Rin sorri e fecha o livro, largando-o no braço do sofá. Sesshoumaru sorri convencido e se aproxima para dar um beijo na namorada, que rapidamente desvia, fazendo com que ele beije apenas sua bochecha. Ele olha confuso para ela, que ainda tinha o sorriso meigo no rosto – Você é um fofo! – Ela exclama, fazendo um carinho no cabelo dele – Vou lá ver se alguma das meninas precisa de ajuda!

E ela sai da sala, simples assim.

- O que foi isso? – Sesshoumaru pergunta, se levantando do sofá e caminhando até nós.

- Você está falando da cantada? Por que eu estou me perguntando a mesma coisa! – Exclamo, soltando uma risada e sendo acompanhado por Miroku.

- Cala a boca Inuyasha, sei muitos outros podres seus... – Ele me lança um olhar ameaçador, que faz com que eu me cale.

- É, Inuyasha, deixa isso pra depois. Precisamos descobrir o que exatamente está acont... – Ele para de falar, no momento em que Kagome entra na sala.

- Oi meninos! – Ela sorri e passa por nós, indo até a cozinha.

- Certo, esperem aqui, vou ver se descubro alguma coisa... – Digo, seguindo Ká até a cozinha.

Respiro fundo antes de entrar e ver Kagome cantarolando, enquanto faz um sanduíche. Ela percebe que eu entro e para de cantar, me lançando um sorriso envergonhado.

- Gosto de te ouvir cantar. – Falo sorrindo, enquanto dou mais alguns passos na sua direção, parando do outro lado da mesa. Ela se limita a sorrir novamente, ficando um pouco corada.

- Quer um sanduíche também? – Ela pergunta, segurando uma fatia de pão.

- Na verdade... – Começo, dando a volta na mesa e parando ao seu lado – Eu queria um beijo... – Sussurro em seu ouvido e vejo seu pescoço se arrepiar. Ela se vira para mim, ficando bem próxima. Mal consigo acreditar que depois de todo aquela história lá na praia, as coisas se resolveriam tão fácil. Ela deve saber que estou arrependido e que a culpa não foi inteiramente minha.

- Tudo bem! – Ela sorri novamente e se aproxima. Estamos prestes a encostar nossos lábios quando percebo que ela desvia o caminho e deposita um beijo na minha bochecha, me fazendo parecer um idiota. Ela abre um sorriso novamente, se afasta, pega o prato com o sanduíche e sai da cozinha, voltando a cantarolar.

- E aí? Como foi? – Miroku pergunta ansioso, entrando na cozinha com Sesshoumaru ao seu encalço.

- Foi a mesma coisa, só que sem a cantada horrorosa, claro. – Digo e vejo Sesshoumaru estreitar os olhos. – O que é isso afinal, greve de beijo?

- Acho que é exatamente isso. – Sesshoumaru concorda pensativo.

- O plano é esse então? Agir como se nada estivesse acontecendo, mas nos ignorar, toda a vez que formos nos aproximar? – Miroku pergunta, parecendo nervoso.

- Cara, por que você está tão nervoso? – Pergunto, estranhando a reação dele.

- Como assim 'por que'? – Ele arregala os olhos – Estou tentando começar alguma coisa com a Sango de novo! Como vou fazer isso sem poder chegar perto dela? As coisas já deram errado uma vez, não posso correr esse risco de novo!

- Bom, como vocês não tem nada sério ainda, pode ser que ela não tenha ficado brava com você... – Tento animá-lo, mas ele não tira a expressão preocupada do rosto.

- Mas como vou saber disso? – Ele pergunta.

- Só tem um jeito... – Sesshoumaru fala – E aí está a sua oportunidade... – Ele completa, assim que Sango entra na cozinha.

- Vai com calma! – Sussurro para ele, me afastando junto com Sesshoumaru, para um local estratégico onde a gente conseguiria ver o que está acontecendo de forma discreta.

- E aí Miroku! – Ela sorri, abrindo a geladeira e pegando uma garrafa d'água. Acho que acabou de voltar de uma corrida na praia, pois está com fones de ouvido, cabelo preso e aparência cansada.

- Oi Sango! – Ele responde, enquanto tira um dos fones do ouvido. – Chegando ou saindo?

- Chegando! – Ela sorri, tomando um gole de água – O dia está incrível para correr na beira da praia.

- Você foi sozinha? – Ele pergunta, apoiando uma das mãos na mesa.

- Sim! Nenhuma das meninas se animou... – Ela responde, colocando a garrafa de volta na geladeira e voltando a ficar na frente de Miroku, também apoiando uma das mãos na mesa.

- Se você quiser companhia mais tarde... Ou então amanhã... – Ele sugere, fazendo sua mão se aproximar da dela. No instante em que se encostam, Sango retira a mão e dá a volta na mesa.

- Claro! Quem sabe amanhã, acho que hoje já deu para mim! – Ela sorri e coloca os fones de ouvido novamente, subindo os degraus da escada de dois em dois.

Miroku fica branco e cai sentado em uma das cadeiras. Troco um olhar com Sesshoumaru, que faz sinal para que eu me aproxime.

- Miroku? – Chamo, mas ele não responde – Ta tudo bem, cara? O que foi?

- Ela não quer nada comigo. – Ele diz simplesmente.

- O que? – Pergunto, sentando na frente dele.

- A Sango! Para ela foi só um beijo, sou apenas mais um cara que ela pegou na noite... – Ele murmura, não se parecendo nem um pouco com o Miroku que eu conheço, que estava comigo na praia há alguns minutos atrás.

- Ei! Da onde você tirou isso? - Pergunto, lançando um olhar de 'socorro' para meu irmão, que se aproxima da mesa.

- É só olhar pra ela! – Ele exclama, como se fosse óbvio.

- Miroku! Você sabe que não é assim! – Digo, olhando para ele – Essas três estão malucas! Elas estão bravas com a gente, por causa da história do vídeo game, só por isso estão nos evitando! Tenho certeza de que a Sango está completamente na sua. Ela estava morrendo de ciúmes da tal da Ella hoje na praia, assim como a Ká e a Rin! Não é? – Me viro para meu irmão, que assente – Ela só está te dando um gelo, assim como a Rin está fazendo com o Sesshy aqui e a Ká está fazendo comigo! Mas nós vamos reverter isso. Só precisamos de um plano...

- Você acha mesmo? – Ele pergunta, parecendo começar a se animar.

- Claro que sim! Alguma vez eu menti para você? – Perguntei, só então me dando conta da bobagem que havia dito. – Exceto com essa história da Ká, claro... – Falo, me arrependendo de ter aberto a boca.

- Ta tranquilo, cara. – Ele responde sorrindo – E eu já sabia há muito tempo, não se esquece disso.

- Não quero cortar o clima das menininhas, mas precisamos de alguma ideia genial que vá nos tirar dessa situação ridícula! – Sesshoumaru exclama, sentando ao lado de Miroku.

- O que a gente pode fazer? Comprar buquês de flores e chocolates pedindo desculpas? – Meu amigo ironiza, revirando os olhos.

- Ou quem sabe chamá-las para conversar, aproveitando a lua cheia de hoje à noite? – Pergunto, tentando pensar em algo melhor.

- Levar as três em um jantar romântico, a luz de velas, em um lugar que a gente possa se explicar? – Sesshoumaru sugere, mas logo faz que não com a cabeça, descartando a ideia.

- Ou quem sabe... – Começo, me dando conta de que tínhamos acabado de pensar na melhor ideia possível – Vamos precisar de ajuda! – Exclamo, sorrindo para os dois, que me olham, parecendo se animar. – Vocês! – Aponto para Ayame e Kouga, que casualmente entram na cozinha nesse exato momento. – Vamos precisar da ajuda de vocês!

- Podemos saber para que? – Ayame pergunta sorrindo, mas parecendo assustada com meu grito.

- Espero que isso não seja para piorar o clima entre vocês e as meninas, isso já passou dos limites... – Kouga murmura, se aproximando da mesa.

- Não! – Exclamo, me animando – É exatamente o contrário!

Ayame sorri animada e também se aproxima da mesa.

- Sou toda ouvidos! – Ela diz, se virando para mim – O que eu preciso fazer?

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Kagome's POV

- Será que agora posso dirigir até em casa? – Rin pergunta, deixando transparecer uma leve irritação.

- Não sei... – Sango responde irônica – Talvez a Ayame queira dar mais uma olhada naquela loja de biquínis ou talvez naquela outra loja de lembrancinhas ou talvez ela decida ir para casa e quando estivermos quase chegando ela lembre que esqueceu de comprar um presentinho para o melhor amigo do vizinho do tio dela! – Ela completa, deixando transparecer muita irritação.

- Ah, vocês se divertiram, admitam! – Ay diz sorrindo, sem se abalar com o tom irônico de Sango.

- Claro! – San exclama, revirando os olhos – Nas três primeiras lojas!

Ayame tinha nos convidado hoje, depois do almoço, para dar uma volta pela cidade, já que ela queria comprar umas roupas e algumas lembrancinhas para levar para a família e para os amigos. Nós concordamos na hora, pois não estávamos fazendo nada e os meninos ainda estavam dormindo. Só não imaginávamos que Ayame pudesse ser tão... indecisa. Ou esquecida. Acho que entramos e saímos das mesmas lojas mais de duas vezes. Os vendedores deviam estar pensando que éramos loucas. Mas Ay parecia nem ligar, na verdade, parecia estar se divertindo com o nosso mau humor. Sango e Rin já estavam irritadas e nem eu, que praticamente vivi na casa de Ay há alguns anos, estava aguentando mais.

- Vocês só estão assim por causa da briga com os meninos! – Ela diz, balançando a cabeça – Para mim, a tarde foi ótima!

- E você só está dizendo isso porque está vivendo em clima de lua de mel! – Digo, sem conseguir me conter. Ela me olha, se fazendo de ofendida, mas em seguida dá uma risadinha. Reviro os olhos e volto a encarar o vidro do carro.

- Vocês sabem que isso não vai durar para sempre... – Ela fala sorrindo – Logo vocês todos se acertam! Até você, Sango! – Ela diz, soltando uma risada após ouvir San bufar.

- Olha! – Rin exclama, apontando para uma casa um pouco a frente.

Me viro para a direção que ela indicava e estreito os olhos instantaneamente. Elas.

- Ah não! – Exclamo, batendo com a cabeça no banco do carro – Meu dia acaba de piorar...

- Ou melhorar! – Sango exclama maldosa – Atropela, atropela!

- Sango! – Ay repreende, mas devo admitir que estou do lado de San dessa vez.

- Elas nem vão fazer falta! – Sango continua, fazendo Rin soltar uma risada.

Passamos pelas três garotas que deram em cima de Miroku, Inu e Sesshoumaru na praia ontem. Elas estavam sentadas na frente de uma casa enorme, conversando e rindo. Nem notaram que passamos por ela, talvez devido ao vidro escuro do carro de Sesshoumaru.

- Devíamos ter atropelado... – Sango murmura, apoiando a cabeça na mão.

- Não acr... – Ayame começa a dizer, mas é interrompida pelo toque do seu celular. – Alô? Oi! – Ela abre um sorriso enorme e nem precisamos perguntar quem é – Sim. Ahã. Não. Sim, sim! Ta bom! Já estamos chegando! Sair mais tarde? Só nós? Ta! Mal posso esperar! – Ela exclama ainda rindo – Já nos vemos então! Beijos!

- Lua de mel... – Cantarolo, sem desviar o olhar da janela e escuto a risadinha de Ay.

- Finalmente! – Sango exclama, assim que Rin estaciona o carro em frente à casa. Devo dizer que estou pensando a mesma coisa. Se Ayame inventasse de querer passar em outra loja, acho que trancaria ela no porta-malas do carro.

- Estou morrendo de fome! – Rin fala, após trancar o carro e caminhar em direção a porta da frente.

- Nem me fala! – Digo, colocando a mão sobre a barriga. Ayame nos prendeu a tarde inteira, que nem sobrou tempo para fazer um lanche.

- Ta, tudo bem! – Ela exclama, erguendo as mãos – Vocês podem ir lá para a piscina. Como agradecimento pela paciência que vocês tiveram comigo hoje de tarde, eu preparo a janta! – Ela sorri igual a uma criança – Vocês topam comer ali fora? Está tão bom na rua...

- Claro! – Rin exclama, já caminhando na direção da porta de correr, que leva até a área da piscina.

Sango e eu a seguimos, sem nem pensar em contestar o que Ay havia dito. Quando chegamos perto da porta, notamos algumas luzes do lado de fora, e só então me dou conta de que ainda não tínhamos visto nem falado com os meninos o dia inteiro.

- Ei, alguma de vocês chegou a falar com os men... – Começo a verbalizar meus pensamentos, mas paro bruscamente ao me dar conta da cena que surge a nossa frente, assim que cruzamos a porta em direção a piscina.

O local está totalmente irreconhecível. A primeira coisa que noto são as flores. Elas estão por todos os lugares: em cantos estratégicos, próximas às espreguiçadeiras e até mesmo na piscina. As luzes da rua não estão acesas, mas ainda assim há claridade. Me viro para o quiosque, normalmente atulhado de coisas que não usamos frequentemente e abro a boca surpresa. As cadeiras de praia, pranchas velhas e nem sei o que mais tinha ali sumiram e uma visão totalmente diferente aparece a nossa frente. Os quatro pilares estão envoltos com o que parecem ser luzinhas de natal, mas apenas de cor normal. No centro, algumas almofadas grandes, fofas e aparentemente muito confortáveis fazem companhia a um enorme urso de pelúcia. Em frente a essas almofadas, uma pequena toalha branca está estendida, com uma caixa de chocolates em formato de coração, uma caixa de pizza e dois copos. Além disso, uma música suave toca ao fundo.

Automaticamente me viro para San e Rin, que parecem ter tido a mesma reação que eu. Trocamos um olhar desconfiado e ouvimos um pigarro em seguida. Um Miroku sem jeito e nervoso se junta à cena. Ele caminha inseguro até nós e para na frente de Sango, que havia ficado branca e ainda tinha a boca entreaberta.

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Sango's POV

- Hã... Oi? – Miroku fala, parado a minha frente. Sinto um frio na barriga e percebo que meu coração dispara. Que coisa de menininha.

- Oi. – Consigo falar, só então percebendo que havia prendido a respiração. Ele fica me observando por um tempo, provavelmente avaliando minha reação àquilo tudo.

- Você quer... vir? – Ele pergunta sem jeito, puxando a gola da camiseta, demonstrando certo... nervosismo?

- Eu... – Tento formular alguma frase coerente, mas sinto dois braços me empurrarem na direção de Miroku. Olho para trás e fico vermelha assim que vejo o sorriso de Kagome e Rin. Elas abanam para mim e somem para dentro da casa. Me volto para Miroku novamente e vejo que ele está sorrindo. Abro um sorriso involuntário enquanto ele segura a minha mão e me leva em direção ao quiosque. Sentamos, cada um em uma almofada, um pouco distantes.

Ficamos em silêncio por um tempo. Penso em milhões de coisas para falar, mas nada parece ser bom o suficiente. Fico encarando um ponto fixo na piscina, enquanto continuo tentando encontrar algo para dizer. Afinal, o que Miroku quer com tudo isso? Meu coração dá um pulo com as hipóteses que começam a se formar na minha cabeça, mas outra coisa dentro de mim faz com que algo desagradável se instale na minha garganta. Respiro fundo e fecho os olhos com força, tentando fazer aquilo desaparecer. E funciona. Em um momento de coragem, me viro para Miroku.

- Então... – Falo, mais baixo do que gostaria – Foi você que fez tudo isso? – Ele parece aliviado e agradecido por eu ter conseguido dizer alguma coisa.

- Tive uma ajudinha dos Taisho. – Ele sorri, passando a mão pelos cabelos e me fazendo prender a respiração.

- Certo... – Sorrio de canto – A Ayame sabia? Por isso estava tão... chata hoje? – Pergunto, lembrando disso de repente.

- Ela teve um papel importante... – Ele se vira para mim, ficando um pouco mais próximo e fazendo meu coração disparar novamente. Meu deus! – Manter vocês longe de casa não é tão fácil quanto parece, não sei como ela conseguiu.

- Ela foi bem insistente. – Digo sorrindo. Ele sorri de volta e no momento em que olho nos seus olhos, não consigo mais desviar. Ele retribui o olhar e só consigo pensar no quanto queria tocá-lo. Miroku parece ter o mesmo pensamento, pois começa a se aproximar devagar, parando quando está quase encostando seu rosto no meu. Ele acaricia minha bochecha com o polegar e em segundos aproxima seus lábios dos meus. Meu coração dispara, sinto borboletas no estômago e não tenho outra opção senão retribuir. Me aproximo um pouco mais, passando meus braços em volta do seu pescoço e começando a brincar com seus cabelos. Ele sorri durante o beijo, enquanto passa uma das mãos por minha cintura. Tudo parece estar no lugar certo, como não estava havia muito tempo.

Nos afastamos um pouco, para respirar. Ele abre os olhos ao mesmo tempo que eu. Consigo ver seu sorriso e não consigo evitar de sorrir também. Ele volta a se aproximar, mordendo meu lábio inferior antes de voltar a me beijar, dessa vez passando a mão pelos meus cabelos. Retribuo o beijo e ficamos assim por um tempo, como se não existisse nada além de nós.

Nos separamos depois de alguns minutos e quando olho para Miroku, vejo que já não tem mais a expressão nervosa no rosto. Aliás, parece estar confiante novamente. Sorrio ao ver seus lábios avermelhados e um pouco inchados. Eu não devo estar muito diferente. Faço menção de me deitar em uma das almofadas, mas Miroku me puxa rapidamente. Levo um susto com o movimento brusco e olho para ele, com um meio sorriso.

- O que foi isso? – Pergunto, estranhando o nervosismo que volta a tomar conta dele. – Miroku?

- Você quer comer alguma coisa? – Ele pergunta, começando a se levantar.

- Não, não! – Exclamo, puxando-o de volta para a almofada e só então percebendo que minha fome havia sumido – Fica aqui... – Sussurro, abraçando-o. Ele parece surpreso e me abraça de volta, dando um beijo nos meus cabelos.

Fico abraçada nele por um tempo. Está tudo tão bom, que tenho medo que termine. Sempre que as coisas começam a dar certo com a gente, alguém chega ou então a festa acaba. Nossos momentos juntos são sempre curtos e quando eles acabam, parece que voltamos ao ponto de início. E além do mais, me sinto bem no abraço dele, como se estivesse... protegida. Definitivamente, isso é coisa de mulherzinha.

- Sango – Ele chama, dando outro beijo em meus cabelos antes de segurar delicadamente meu rosto, fazendo com que eu olhasse para ele – Olha... sobre ontem, aquelas garotas, eu...

- Miroku. – Digo, fazendo com que ele parasse de falar. Pra que trazer esse maldito assunto agora? Estava tudo tão bom... – Nós não temos nada sério, você não precisa se preocupar em d...

- Mas eu quero... – Ele me interrompe, olhando fixamente nos meus olhos. Meu coração dá um pulo novamente – San, eu quero... – Ele repete, tão baixo que mal consigo ouvir – Eu... Eu quero... Você... – Ele volta ao tom normal, mas não consegue completar nenhuma das frases. Baixa a cabeça e em seguida a ergue, olhando para mim novamente. Sinto um nó se formando em minha garganta. O que ele está tentando dizer?

- Miroku? – Chamo, segurando sua mão – Calma, ta tudo bem. – Digo, me aproximando dele e encostando nossos lábios. Só me afasto quando percebo que ele relaxa. – Eu sei que vocês só fizeram tudo aquilo na praia porque saímos na noite anterior e toda aquela confusão. Eu só estou tentando dizer que você não precisa me dar satisfações sobre isso – Falo, sentindo o desconforto que tinha sentido antes começar a aparecer novamente. – Como eu disse, nós não estamos juntos! Quer dizer, nós ficamos algumas vezes, mas não quer dizer que você tenha algum compromisso comigo ou algo do tipo... – Continuo a dar um discurso que não convence nem a mim mesma. Quem eu quero enganar? Estou totalmente apaixonada por Miroku novamente, e ao que tudo indica, ele não está assim tão afim de um relacionamento. Acho que já vi esse filme antes.

- Sango, não! – Ele exclama apavorado, ao perceber o rumo que meu discurso tomava – Não! O que eu estou tentando dizer é... eu quero que... você não... – Ele começa a ficar nervoso novamente, me deixando confusa – Ah, merda. – Ele diz finalmente, respirando fundo, como se tivesse feito planos perfeitos e as coisas estivessem dando completamente errado. – San, eu vou te mostrar uma coisa... – Ele diz, segurando minha mão novamente – Mas não quero que você se assuste ou se sinta pressionada...

- Droga Miroku! – Exclamo, sem me conter – Você está me deixando nervosa!

- Calma... – Ele diz, com um meio sorriso – Deita.

- O que? – Pergunto, achando que tinha ouvido errado.

- Deita. – Ele repete, apontando para a almofada.

Olho desconfiada para ele, me perguntando se isso é algum tipo de brincadeira estranha. Péssima hora para brincadeiras idiotas, Miroku. Como ele não sorri e continua me olhando com a expressão séria, faço o que ele pede. Deito na almofada confortável e meu coração para de bater por alguns segundos, quando olho para o teto do quiosque. Várias fotos grandes tinham sido coladas ali. A primeira que vejo, estou sorrindo tímida para a câmera. Miroku havia tirado essa foto em um passeio estúpido da escola, antes de começarmos a namorar. Logo acima dessa, vejo outra foto minha, só que dessa vez ele estava comigo, me dando um beijo na bochecha. Também haviam algumas fotos mais atuais, dos últimos dias, algumas com Kagome e uma foto especial, que eu nem sabia que ainda existia: Miroku e eu nos beijando, do tempo que estávamos namorando. Apesar de todas essas fotos terem me dado um susto, principalmente essa última, que eu nem sabia que ele havia guardado durante todo esse tempo, não foram elas que me fizeram prender a respiração e sentir meu sangue todo fugir do rosto. Foi o que estava um pouco mais para cima. Luzinhas semelhantes as que estavam penduradas nos pilares do quiosque, porém sem os fios, também estavam coladas no teto, mas formando a frase 'quer namorar comigo, de novo?'.

Sinto o ar me faltar e, após ler novamente a frase acima de mim, me levanto bruscamente, encarando Miroku, que também me observava, mas com uma expressão preocupada. E é então que sinto aquele desconforto que havia sentido antes voltar com tudo, aquele nó na garganta, aquilo que eu havia espantado de olhos fechados. E agora, depois desse pedido, consigo identificar o que é: medo. Eu estou com medo. Completamente apavorada. Quero tanto ficar com Miroku, que chega a assustar, mas o medo que faz com que um nó tome conta da minha garganta, o ar suma dos meus pulmões e meus olhos comecem a lacrimejar, é o medo do que vem depois. Eu já havia passado por isso uma vez, toda essa história de frio na barriga, coração acelerado e sorrir sozinha que nem uma idiota. Só que eu havia me atirado com tudo, e Miroku não estava lá para me pegar. Ele estava com outra, beijando outra.

- Sango... – Ele começa, parecendo ter notado o pânico tomando conta de mim. Abro a boca para falar, mas ele me cala com um olhar – Deixa eu falar. – Ele diz em seguida, e eu aceno com a cabeça, incapaz de falar alguma coisa. Segurar as lágrimas já estão exigindo muito de mim – Eu sei que nós tentamos uma vez e que não deu certo. Eu sei que a culpa foi toda minha e que você se machucou muito. Eu sei que eu agi feito um idiota depois e nós só voltamos a nos falar depois de um tempo. Eu sei de tudo isso, mas também sei que hoje, você não sai da minha cabeça. Eu acordo pensando em você, passo o dia pensando em quando vamos nos ver, vou dormir pensando em você e até sonho com você – Ele sorri – Eu sei que você está assustada e que essas coisas românticas não são muito o seu estilo e talvez tenham mais piorado do que ajudado minha situação, mas também sei que você gosta de mim. Pelo menos um pouquinho. Por isso eu estou te pedindo uma chance. Só uma, e eu prometo que você não vai se arrepender. Eu não quero só um beijo em uma festa, ou pegar na sua mão quando ninguém estiver olhando ou aproveitar uma comemoração da gincana para te abraçar. Eu quero fazer tudo isso quando me der vontade e na frente de quem quer que seja. Por isso eu te pergunto: quer namorar comigo? – Ele termina e então eu não consigo mais conter as lágrimas. Começo a chorar que nem uma criancinha, chegando a soluçar. Miroku me olha assustado, parecendo arrependido de ter falado – Ei! Calma Sango! – Ele me puxa para perto, me abraçando forte e fazendo carinho nos meus cabelos, até eu parar de soluçar. Então ele me solta de leve e olha dentro dos meus olhos. Devolvo seu olhar e é então que percebo algo diferente. Não sei exatamente o que é, mas não estava ali quando ele me pediu em namoro pela primeira vez. Acho que Miroku havia mudado muito desde aquele tempo. E não sei como nem porque, mas quando ele abre a boca para falar, eu já sabia que tinha feito minha escolha. – Olha, você sabe que não precis... – Interrompo sua fala, me atirando na sua direção, de modo que ele cai em cima das almofadas fofas, comigo por cima. Sorrio, ainda sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Estou praticamente deitada em cima dele, mas não ligo, até porque, Miroku a partir de agora é meu namorado.

- Sim. – Digo sorrindo, enquanto assisto de perto seu rosto confuso se abrir em um sorriso lindo. Meu sorriso lindo.

- Você me deu um baita susto... – Ele sussurra, com o rosto colado no meu.

- Pode ir se acostumando... – Sussurro perto de sua orelha. – Estou te dando uma chance, Higurashi, e é bom que você não faça com que eu me arrependa.

- Você não vai se arrepender, namorada. – Ele fala confiante, aproximando nossos lábios e me dando um selinho.

- Estou contando com isso, namorado. – Digo, sorrindo e lhe dando um selinho também. Faço menção de me levantar, para ir um pouco para o lado, mas ele me abraça, não me deixando sair de cima dele - O que foi?

- Por que você estava chorando? – Ele pergunta, limpando uma lágrima do meu rosto.

- Não sei, eu...

- Sabia que é muito feio mentir para o namorado? – Ele diz, abrindo um sorriso fofo.

- Tudo bem... – Reviro os olhos e abro um sorriso tímido – Primeiro, acho que por causa do susto, juro que não esperava nada disso. Depois, fiquei apavorada, por causa do pedido. E depois morrendo de medo, ao lembrar de tudo que passei antes, quando a gente... bem, 'terminou'. Mas agora é de felicidade, por estarmos juntos de verdade.

- Última pergunta? – Ele pede, fazendo uma cara fofa.

- Manda. – Digo sorrindo.

- Por que você mudou de ideia? – Ele pergunta, e vejo nos seus olhos que parece estar com medo da resposta – Quer dizer, por que você ficou apavorada e depois feliz, por que você aceitou?

- Bem... – Falo, girando um pouco e caindo do lado dele, deixando minha cabeça apoiada no seu peito. Consigo escutar seu coração batendo acelerado e abro um sorriso com isso – Não sei dizer muito bem... – Começo, me virando um pouco, para olhar nos seus olhos – Vi alguma coisa diferente. O jeito como você falou ou talvez como me olhou... não sei, me fez acreditar que você estava falando a verdade. Espero que eu não esteja enganada... – Sorrio para ele, que sorri de volta e me abraça.

- Ta vendo aquela foto? – Ele pergunta, apontando para aquela em que estávamos nos beijando. – Tenho ela desde o dia em que tiramos. Nunca soube explicar o porquê, mas não conseguia rasgar ou jogar fora. Ela ficou comigo durante todo esse tempo. – Ele sorri para as próprias lembranças – Acho que no fundo eu sabia que íamos voltar a ficar juntos. Só era idiota demais para perceber.

- Você era um idiota mesmo. – Murmuro e escuto sua risada.

- Eu sei, mas eu mudei. – Ele se vira para mim – Pode ser muito cedo para você, mas eu tenho certeza. Não espero que você diga também, mas eu preciso que você saiba. Eu te amo, San. – Ele diz, e me sinto tão feliz e tão leve que poderia sair flutuando.

- Eu também te amo, idiota. – Digo, lhe dando um selinho. Ele sorri e fica apenas me observando. - Ta, agora chega desse papo de mulherzinha, quero aproveitar o meu, e só meu, namorado. – Digo, sorrindo ao ver a cara surpresa de Miroku.

- Tudo bem namorada, sou todo seu, contando que você também seja só minha. – Ele fala com um sorriso fofo.

- Só sua. – Digo sorrindo, enquanto volto para cima dele, beijando seu pescoço e subindo até sua boca, voltando a brincar com seus cabelos e sorrindo ao vê-lo retribuir o beijo e sentir suas mãos envolverem minha cintura.

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Rin's POV

- Hã... Oi? – Miroku fala, parando na frente de Sango, que fica imóvel e começa a ficar corada. Só eles não enxergam como são fofos juntos!

- Oi. – Ela responde tímida, observando Miroku. Troco um olhar com Kagome, que também sorri, provavelmente tentando adivinhar o que seu primo estava aprontando.

- Você quer... vir? – Ele pergunta, puxando a gola da camiseta em um sinal claro de nervosismo. Meu deus, tão fofos! Sango fica parada, tentando falar alguma coisa, mas sem muito sucesso. Olho novamente para Ká, que assente com a cabeça. Nós duas chegamos perto de Sango e damos um empurrãozinho, antes que ela criasse raízes ali aonde havia parado. Ela se vira para nós, mas Miroku já havia segurado sua mão. Abanamos sorrindo e entramos para dentro de casa, deixando os dois sozinhos.

- Ai meu deus! – Kagome fala, sentando no sofá – Meu primo é tão fofo!

- Não acredito que Miroku fez tudo isso! – Concordo com ela, sentando ao seu lado – Você acha que eles se acertam agora?

- Aposto que sim! – Ela responde animada – Você não viu a cara da Sango? Ai, vai ser tão bom isso! Nós quatro de casalzinho! – Ela completa, jogando o corpo para trás.

- Isso se ainda tivermos um par! – Murmuro, revirando os olhos – Acho que devíamos ter ouvido Sango e atropelado aquelas três! – Falo rindo, fazendo Ká soltar uma gargalhada também.

- E aí meninas! – Kouga fala, entrando na sala e sentando ao nosso lado – Como foi o dia?

- Péssimo. Ayame pode ser uma das minhas melhores amigas, mas estava insuportável hoje. – Ká responde, sorrindo.

- Aé? – Kouga diz rindo – Não notei nada...

- Claro que não... – Ela fala, revirando os olhos e rindo.

- Kouga! – Exclamo, apontando para ele – Você sabe o que Miroku está aprontando ali na rua? Você viu que lindo?

- Ah sim, provavelmente Miroku deve estar tentando se acertar com Sango... Não parou de falar nela a semana inteira... – Ele diz, como se fosse óbvio.

- Tão fofos... – Ká fala, sonhadora.

- Bom, vou ali ver se Ay precisa de ajuda na cozinha... – Digo, me levantando – Mas antes vou dar uma passadinha lá em cima... Aliás – Me viro para os dois – Algum de vocês teve notícia do Sesshy hoje?

- Ou do Inu? – Ká pergunta, olhando para Kouga.

- Eu não sei de nada, não me olhem assim! – Ele fala nervoso, levantando do sofá e se trancando no banheiro.

- Mas o q... – Começo a perguntar, mas sou interrompida por Kagome.

- Não pergunte! – Ela diz, sorrindo – Vou com você lá em cima e já aproveito para trocar de roupa.

Subimos as escadas devagar. Meus pensamentos flutuam para longe. Eu não havia falado com Sesshoumaru o dia inteiro. Aliás, nem cheguei a vê-lo, já que quando saímos, eles ainda estavam dormindo. Com toda essa história de briga e provocações, também não estava dormindo no quarto com ele. Apesar de odiar admitir, tenho que dizer que já estou sentindo falta do calor dele e de dormir com uma perna me esmagando. Ain, como amo meu namorado.

Chegamos ao topo da escada e vejo que uma luz fraca emana da porta do quarto de Sesshy. Faço sinal para Ká se aproximar e ela me lança um olhar confuso.

- Acho que o Sesshy ta aqui... – Digo baixinho, olhando incerta para a porta.

- Vai fundo, amiga. – Ela responde, sorrindo – Essa história de briga já passou dos limites.

- Me deseja boa sorte? – Pergunto, rindo para ela.

- Boa sorte, Rin! – Ela fala sorrindo e balançando a cabeça.

Dou um passo na direção da porta e giro a maçaneta devagar. Arregalo os olhos quando vejo a cena a minha frente. O quarto está iluminado por pequenas velas aromatizadas, espalhadas pelas prateleiras e pelas mesinhas. Nossa cama está coberta com pétalas de rosas vermelhas e duas taças e uma tigela de morangos descansam ao centro. No canto da cama, vejo Sesshoumaru sentado, usando uma calça jeans e uma camisa branca, com os primeiros botões desabotoados e segurando uma garrafa de champagne. Prendo o ar quando ele sorri para mim e me viro para Ká, que está com a boca entreaberta também.

- Aposto que Inuyasha aprontou alguma para você também! – Sussurro para ela, que sorri para mim. – Boa sorte, Ká! – Digo, antes de fechar a porta e me virar para meu namorado super sexy, que havia se levantado da cama e largado a garrafa na mesinha que fica ao lado da cama.

- Então... – Digo, me aproximando da cama devagar – Isso tudo é uma forma de pedir desculpas por quase me fazer matar alguém ontem?

- Hã... – Ele fala, parecendo meio sem jeito, mas depois recuperando a pose – Então você estava com ciúmes? – Ele sorri presunçoso, me deixando com vontade de morder seu lábio inferior.

- Imagina se fosse ao contrário! – Falo, lançando um olhar acusador para ele, enquanto tiro minha jaqueta e deixo em cima da mesa.

- Eu sei como é... – Ele diz, enquanto uma expressão desconfortável toma conta do seu rosto – Passei por isso muitas vezes, antes de ficarmos juntos... Ver você com outros caras, sem poder fazer nada. Eu tinha vontade de matar todos eles. – Ele abre um sorrisinho maldoso, mas quase nem noto, pois meu coração havia saltado pela boca. Antes de ficarmos juntos? Como assim? Ele parece notar minha surpresa, pois me olha com um sorriso mais tímido e senta na cama.

- E desde quando você está interessado em mim? – Pergunto curiosa, sentando na cama e indo em sua direção.

- Bem... – Ele parece corar um pouco. MEU DEUS. Sesshoumaru Taisho corado? Isso vai ficar registrado na história – Na verdade, desde a primeira vez que te vi. Você foi lá em casa, fazer um trabalho com o Inuyasha, já faz um tempo. Você estava linda. – Ele sorri, colocando uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha – No momento em que você me viu, ficou corada e desviou os olhos, envergonhada. Ali eu já sabia que um dia teria você para mim. – Ele sorri, me fazendo sorrir também e ficar um pouco vermelha, pois também lembro perfeitamente desse dia - Pensei em você por um bom tempo depois, mas nunca mais apareceu lá em casa. Só voltei a te ver um dia em que estava se despedindo de Inuyasha, na porta da nossa casa. Depois que foi embora, perguntei pare ele sobre você. – Ele me olha, esperando minha reação. Abro um sorriso e sinto que estou prestes a derreter. Sesshoumaru ainda é capaz de me surpreender. Me aproximo dele e abraço seu pescoço.

- Por que você demorou tanto para vir falar comigo? – Pergunto, voltando a olhar para ele – Desde a primeira vez que te vi, senti que meu coração ia saltar para fora do peito. – Completo, ficando corada.

- Eu estava inseguro – Ele diz, desviando os olhos dos meus – Achei que você poderia ser muito para mim, que estava com outro cara, não sei. – Ele volta a me encarar – Mas, percebi depois de um tempo, que sempre que você estava por perto me pegava te provocando, procurando por algum sinal de que você poderia estar sentindo algo por mim também. Sempre que você ficava corada, mais vontade eu tinha de te provocar, para tentar confirmar que era por minha causa e não porque você simplesmente era tímida, ou algo assim. – Ele sorri novamente – E aquele dia na festa... bem, foi a oportunidade perfeita. Eu simplesmente não consegui mais me segurar e inventei aquela história toda. E foi a melhor coisa que eu já fiz. – Ele sussurra a última frase no meu ouvido, começando a brincar com a barra da minha blusa. Sorrio em resposta e me aproximo para lhe dar um beijo. Passo as mãos envolta de sua nuca e rapidamente ele me puxa para perto, retribuindo o beijo e me envolvendo pela cintura.

- Eu nunca imaginei que um dia pudesse estar namorando você. – Digo, envolvendo minhas pernas em sua cintura e fazendo um carinho leve no seu rosto – Com certeza foi a melhor coisa que já me aconteceu. – Sussurro em seu ouvido, enquanto começo a desabotoar sua camisa.

- Eu te amo, pequena. – Ele diz, segurando meu rosto para que pudesse olhar nos meus olhos.

- Eu também te amo, Sesshy. – Digo, retribuindo seu olhar, sem deixar de sorrir quando ele começa a tirar a minha blusa.

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Kagome's POV

- Aposto que Inuyasha aprontou alguma para você também! – Rin fala baixinho e eu lhe lanço um sorriso encorajador – Boa sorte, Ká! – Ela completa, já fechando a porta, me deixando ali parada, encarando a maçaneta. Bom, eu não a culpo, afinal Sesshoumaru está do outro lado da porta, com algum tipo de surpresa pronta.

Respiro fundo e solto um suspiro. Será que Inuyasha havia aprontado alguma também? Abro um sorrisinho idiota com a ideia e caminho até meu quarto, que está com a porta fechada. Conto até três, com o coração batendo acelerado e abro a porta, me deparando com a escuridão e o silêncio do quarto, que permanecia do mesmo jeito que havíamos deixado mais cedo. Caminho até a sacada, mas também não há nada de diferente. Olho para baixo, para os lados, mas tudo continuava exatamente do jeito que estava de manhã. Solto um suspiro frustrado e me deito na cama, encarando o teto.

Não é como se eu estivesse esperando alguma surpresa ou qualquer coisa romântica com um pedido de desculpas. Inuyasha não me deve nada disso, quer dizer, eu sai sem avisar aquela noite e depois fiquei evitando ele o tempo inteiro... Ah! Quem eu estou querendo enganar? Ele que me ignorou primeiro e depois ficou se esfregando naquela loira horrorosa. Inuyasha me devia sim um pedido de desculpas e teria que fazer por merecer, ainda mais depois de todos os meninos terem feito alguma coisa...

- Idiota... – Murmuro para mim mesma, revirando os olhos e me virando de lado na cama.

- Pensando em mim? – Vejo Inuyasha a minha frente, segurando uma rosa vermelha, com um sorriso nos lábios. Ele está vestindo uma camiseta cinza, com alguns desenhos em preto, uma calça jeans escura e vans combinando. Arregalo os olhos com o susto e fico um pouco vermelha, dando graças a deus por ele não poder ler meus pensamentos.

- Até parece... – Digo, sentando na cama com os braços cruzados.

- Pode desfazer esse beicinho! – Ele diz, me entregando a rosa e se aproximando – Vai se arrumar que nós vamos sair. – Ele completa, depositando um beijo no meu pescoço e me fazendo ficar tensa com sua proximidade. O perfume dele me invade e já não consigo raciocinar direito. Ele solta uma risadinha com isso e se afasta. Lanço um olhar mortal para ele, antes de pegar minha toalha de banho e entrar no banheiro, batendo a porta atrás de mim.

Assim que me vejo sozinha, não consigo conter um sorriso idiota. Vejo a rosa em minhas mãos e aproximo do meu rosto, sentindo seu perfume. Ainda com o sorriso no rosto, largo a rosa em cima da pia e tiro minha roupa rapidamente, ansiosa para encontrar Inuyasha de novo. Entro no chuveiro e deixo a água escorrer pelo meu corpo por um tempo, antes de pegar o sabonete. Essa vai ser a primeira vez que saio com o Inu sem ter que me preocupar se alguém está olhando. Podemos caminhar de mãos dadas, andar abraçados e até dançar se quisermos. Sorrio sozinha novamente e volto a sonhar acordada com o nosso 'encontro'. Lavo o cabelo, passo condicionador, enxaguo e saio do box. Me seco rapidamente e passo um creme no corpo. Penteio o cabelo, prendo em um coque frouxo e me enrolo na toalha antes de sair do banheiro. Nem sinal do Inuyasha.

Abro o guarda roupas e fico encarando-o por um momento. Inu não havia dito aonde iríamos, então não sabia ao certo o que vestir. Na dúvida, coloco um vestido azul marinho tomara que caia simples, uma sapatilha vermelha e um colar combinando. Vou até o banheiro e faço uma maquiagem rápida e simples. Dou uma última olhada no espelho e sorrio, soltando os cabelos enquanto caminho até a porta.

Desço as escadas e vejo Inu sentado no sofá, parecendo pensativo. Quando me vê, abre um sorriso fofo e levanta, caminhando na minha direção.

- Pronta? – Ele pergunta, parecendo ansioso.

- Acho que sim. – Respondo, ainda sem saber aonde iríamos

Inuyasha sorri e segura minha mão. Sinto pequenos choquezinhos quando sua mão toca na minha e meu coração bate acelerado. Ele me guia para fora de casa e quando faço menção de ir até o carro, ele faz que não com a cabeça.

- Você se importa de ir a pé? – Ele pergunta, ainda segurando minha mão – Não é muito longe...

- Não, tudo bem. – Digo, me sentindo nervosa. Ele sorri e começamos a caminhar em direção a praia, sempre em silêncio. Dobramos a direita uma quadra antes de alcançar a areia fina da praia. Ainda não sei onde Inuyasha pretende me levar e a expectativa está me matando. Estou tão nervosa que sinto meu corpo tremer algumas vezes. Que idiota Kagome! Até parece que nunca saí sozinha com ele. Se bem que essa é a primeira vez que saímos desde que 'assumimos' nossa 'relação'. Não faço ideia de como ele está se sentindo em relação a isso e nem do que ele está pensando. Respiro fundo e olho para a lua, tentando não deixar meu nervosismo transparecer. Com o canto do olho, vejo Inuyasha abrir um sorriso maroto, provavelmente por causa do meu suspiro, que havia me entregado. Droga. – Então... – Falo, voltando meu olhar para ele – Aonde estamos indo?

- Ali! – Ele responde, parecendo um pouco inseguro, apontando para um pequeno bar que surge a nossa frente – O que você acha? – Ele pergunta, tentando avaliar minha reação.

- Perfeito. – Digo sorrindo, enquanto observo sua expressão incerta se desfazer em um sorriso.

Ainda segurando minha mão, ele me conduz para dentro do bar, acenando para um garçom, que assente e aponta para uma porta ao fundo do local. Caminhamos até lá e quando passamos por ela, deixo um sorriso escapar. O lugar é lindo. Várias mesinhas de madeira escura, com cadeiras almofadadas combinando estão ocupadas por casais. A iluminação fraca fica por conta das velas perfumadas, presentes em todas as mesas, e da lua, já que o local é todo aberto. Além disso, tem uma vista incrível, direto para o mar. Na verdade, o bar fica muito próximo a praia, possuindo, inclusive, uma saída que dá direto para a areia fofa.

- Gostou? – Ele pergunta, puxando a cadeira de uma mesinha próxima, para que eu sentasse.

- Sim. – Sussurro, ainda admirando o local, meus olhos se perdendo na visão do mar ao meu lado. Continuo observando o lugar e, atrás de umas mesas, vejo um caramanchão, coberto de flores, em um nível mais alto que o chão, de forma que, para chegar até ele, teríamos que subir alguns degraus.

- Então... – Inuyasha fala, segurando minha mão. Ele havia sentado na cadeira em frente a minha e me olhava curioso – Você percebeu que essa é a primeira vez que saímos juntos como um casal? Sem ter que esconder nada de ninguém ou ficar preocupado com Miroku e Kikyou? – Abro um sorriso ao notar que ele também havia se dado conta disso.

- Sim, e estou adorando isso. Bem que eu poderia me acostumar. – Respondo sorrindo, brincando com sua mão, em cima da mesa.

- Se depender de mim, você vai chegar a se entediar, de tanto que vamos fazer isso. – Ele ri e me lança uma piscadinha.

- Duvido que eu vá me entediar de você tão fácil assim... – Digo em resposta, retribuindo à piscadinha.

- Com licença. – O garçom aparece, cortando nosso clima – Senhor, senhorita. – Ele diz, deixando uma pequena porção de camarões a nossa frente e se retirando em seguida.

- Nossa! Faz tanto tempo que não como isso! – Exclamo, espetando um e colocando na boca. – Hmmmm!

- Acertei no pedido, então? – Ele pergunta, fazendo o mesmo que eu.

- Com certeza! – Digo sorrindo.

Ficamos em silêncio por um momento, apenas comendo. Quando começa a ficar um pouco desconfortável, abro a boca para falar alguma besteira, mas logo fecho, ao ver que Inuyasha fazia a mesma coisa. Ele sorri envergonhado e eu fico apenas observando-o, curiosa.

- O que foi? – Pergunto, deixando os camarões de lado.

- Hã... – Ele começa a mexer no cabelo, deixando claro que não sabia como começar o assunto – Ká... desculpa. – Fala, tão baixo que mal consigo escutar.

- O que? – Indago, para confirmar se havia entendido certo.

- Desculpa – Ele repete, dessa vez com mais certeza – Sobre a história do vídeo game e depois sobre aquelas garotas na praia. Era o nosso primeiro dia depois que passou aquela confusão toda e... bem, eu não fui muito atencioso. – Ele diz, dando ênfase na última palavra.

- Tudo bem, Inu – Digo, sorrindo leve – Me desculpa também, pela 'greve' – Solto uma risadinha e ele revira os olhos – e pelas provocaçõezinhas... Aliás! – Exclamo, me lembrando que ainda não havia contado a ele. Quer dizer, que ele ainda não havia escutado. – Minha mãe ligou! Vou ter um irmãozinho! É menino! – Completo sorrindo, como a irmã babona que provavelmente vou ser.

- Sério?! Parabéns! – Ele exclama, também sorrindo – Miroku já está sabendo?

- Ah... – Reviro os olhos – Eu tentei contar, mas vocês estavam tão ocupados jogando vídeo game... – Digo, enquanto vejo uma expressão culpada tomar conta dele.

- Desculpa por isso, sér...

- Ta tudo bem, sério. – Digo, segurando sua mão novamente.

- Ok. – Ele diz pensativo e então me lança um olhar estranho, como se tivesse se lembrado de algo – Mas então... como foi a noite de vocês?

- Vocês quem? – Pergunto, pegando o último camarão.

- Vocês meninas! Quem mais poderia ser? – Ele exclama, estreitando os olhos.

- Ah, foi bem divertida, na verdade! – Falo sorrindo.

- E o que o Derek achou? – Ele pergunta, com a cara emburrada. Derek? Que Dere... Ah! E então me lembro. Derek lanches. O cara que Sango havia inventado, para provocar os meninos.

- Ele adorou a noite. – Digo, provocando e vendo seu olhar estreitar ainda mais.

- Com licença senhores, estão servidos? – O garçom pergunta, ao se aproximar da mesa. Inuyasha lança um olhar mortal para ele.

- Eu gostaria de uma água sem gás, por favor. – Falo sorrindo e ele assente, se retirando. Vejo que Inuyasha abre a boca para falar alguma coisa, mas é interrompido pelo som de uma música lenta. Me viro para ver de onde vinha o som e vejo que alguns casais se levantavam e caminhavam até o caramanchão, se juntando a outros que estavam dançando. Isso não podia ser mais perfeito. – Inuyasha! – Exclamo animada – Vamos dançar?

- Nem pensar! – Ele retruca na hora, enquanto lanço um olhar feio para ele.

- Por favor! – Peço, fazendo beicinho.

- Não! Eu nem sei dançar! – Ele exclama, cruzando os braços sob o peito. Aumento meu beicinho em resposta – Você pode ficar linda de beicinho, mas nada vai me fazer pagar esse mico.

- Mas você dança bem! – Falo, olhando para ele – Lembra de como dançamos na festa?

- Kagome...

- Se você dançar comigo, te conto tudo sobre o Derek! – Exclamo, em uma última tentativa.

- Então tem algo para contar! – Ele retruca, voltando a me lançar um olhar mortal.

- É pegar ou largar... – Digo, já me levantando e começando a me balançar no ritmo da música. Ele me olha desconfiado, mas em seguida solta um suspiro.

- Ta bom, ta bom! – Ele se levanta, revirando os olhos. Pega a carteira do bolso da calça jeans e deixa um dinheiro em cima da mesa. Seguro sua mão e já vou levando-o até o caramanchão, antes que ele mude de ideia. – Tem certeza? – Ele pergunta, olhando para os lados e parecendo envergonhado.

- Sim! – Digo sorrindo, envolvendo meus braços no seu pescoço e fazendo um carinho na sua nuca. Ele parece relaxar um pouco e passa os braços envolta da minha cintura, começando a se mexer no ritmo da música.

Dançamos por alguns minutos, em silêncio, apenas curtindo o momento. E tudo está perfeito. Pela primeira vez, eu e Inuyasha estamos sozinhos, juntos e sem ter que se preocupar com Kikyou, Miroku ou quem quer que seja. Somos apenas eu e ele e não vejo como isso pode ficar melhor.

- Ká... – Ele sussurra de repente no meu ouvido, deixando meu pescoço arrepiado – Se eu soubesse que ia ficar abraçado assim em você, teria aceitado antes... – Não consigo conter um sorriso.

- Bobo! – Falo, revirando os olhos – Mas para quem não sabia dançar... – Ele apenas sorri e volta a olhar nos meus olhos, no exato momento em que a música termina.

- Então, está tudo lindo e tal, mas chegou a hora. – Ele diz vitorioso, mas eu consigo ver nos seus olhos que está receoso em perguntar – Quem é Derek?

- Inuyasha! – Digo, fazendo cara de brava, mas, no fundo, achando seu ciúme fofo – Como você é estraga prazeres!

- Ah, qual é, Ká! – Ele diz, cruzando os braços – Trato é trato!

- Tudo bem – Digo, dando dois passos para trás – Mas antes você vai ter que me pegar! – Completo sorrindo, mostrando a língua para ele e correndo em direção a praia. Ele leva dois segundos para perceber o que havia acontecido e abrir um sorriso fofo, começando a correr atrás de mim.

- Você sabe que eu posso te alcançar sem nenhuma dificuldade, né? – Ele grita, um pouco atrás de mim.

- Você corre que nem uma menininha! – Grito de volta, olhando para trás bem a tempo de vê-lo me lançar um olhar ofendido.

- Você vai ver quem corre que nem uma menininha! – Ele exclama, aumentando a velocidade e começando a me alcançar. Sem ter muito o que fazer, corro em direção ao mar, deixando as sapatilhas no meio do caminho. Paro somente quando meus pés tocam a água gelada. Inuyasha continua a se aproximar, porém mais devagar. Também já havia abandonado os tênis e as meias no meio do caminho. Ele me lança um olhar de vitorioso. – Acho que agora você não tem para onde fugir.

- Aé? – Desafio, dando um passo para trás. Ele apenas sorri e, quando dá mais um passo, chuto a água na sua direção, deixando-o praticamente encharcado. Ele para de caminhar e me encara por um segundo, tempo suficiente para eu saber que estava ferrada. A única coisa que consigo fazer antes de receber uma chuva de água, é dar um grito. Inuyasha acaba com a distância entre nós em dois passos e me abraça, molhando a parte do meu vestido que ainda não havia sido atingida pela água.

- E agora, você vai me falar quem é Derek? – Ele diz, me abraçando com força, impedindo que eu me mexesse. Apenas nego com a cabeça, com um sorriso de criança no rosto. – E agora? – Ele pergunta, apertando um pouco mais forte. Nego com a cabeça novamente. – Aé? E agora? – Ele diz, me pegando no colo e me jogando sobre seu ombro. Começo a gritar e rir ao mesmo tempo. Ele solta uma risada também e começa a caminhar mais para o fundo, parando apenas quando a água fica na altura da sua cintura. – Higurashi, essa é sua última chance. – Dou outra risada como resposta e prendo a respiração, no exato momento em que ele mergulha, me levando junto.

Nado de volta para cima, respirando fundo quando coloco a cabeça para fora da água. Inuyasha já estava me esperando. Passo meus braços envolta do seu pescoço e fico pendurada nele, que sorri e me abraça de volta.

- Já disse que te amo hoje? – Ele fala de repente, fazendo meu coração, que já batia acelerado por causa do mergulho, dar uma cambalhota.

- Hmm... – Finjo pensar – Acho que não...

- Então... – Ele diz, aproximando o rosto do meu e me dando um selinho rápido – Eu te amo. – Completa, me puxando para mais perto e colando nossos lábios, iniciando um beijo lento que eu prontamente retribuo. Quando nos afastamos, olho para ele sorrindo.

- Derek Lanches. – Digo simplesmente.

- O que? – Ele pergunta, não entendendo.

- A lanchonete. – Falo, rindo de sua expressão – Daí que a Sango inventou o nome Derek.

- Ah! – Ele exclama, e então parece realmente entender o que eu havia falado – Então não existe nenhum Derek? – Ele estreita os olhos para mim – E você me fez de idiota esse tempo todo? – Olho para ele, com uma expressão inocente no rosto – Você é má, Kagome, muito má.

- Mas você me ama mesmo assim! – Digo brincando, enquanto ele revira os olhos e balança a cabeça.

- Que menina convencida eu fui arranjar! – Rio com a brincadeira e volto a encará-lo. Faço um carinho no seu rosto, antes de aproximar meus lábios dos dele, bem devagar.

- Eu também te amo, seu bobo. – Falo, antes de me perder no seu perfume e acabar com a pequena distância entre nós.

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Luu Higurashi Potter:Oiii! Que bom que gostou! Já estava na hora, né? Inuyasha é da Kagome só durante a fic, porque fora isso, ele é meu! OASKOSPAK Miroku é um fofo! E o Inuyasha com medo do Ban foi um amor também. Eu acho que se estivesse no lugar dele, talvez tivesse tbm! AOSKOASKP Tbm senti falta da Ayame na história. Já estava na hora mesmo dela voltar :D Eu adoreeeeeei a ideia da Kikyou ter um romance com a Kagura! Foi ótima OASKOASPKO Nunca se sabe, certo? Fico feliz que tenha gostado do capítulo. E obrigada pela compreensão. Está complicado para adiantar os capítulos, mas eles vão continuar vindo, ainda mais que está na reta final ;) Beeijos e obrigada pelo carinho!

Tifa loveheart: Que bom que gostou! Já estava na hora, né? OASKPA Pra Kikyou foi péssimo mesmo, mas ela mereceu perder o Inuyasha! Bom, desculpa pela demorada pra postar, mas espero que curta! Beeijos ;*

Lulu Hatsu: Oii! Então acho que vou começar a me desculpar agora pela demora! Descuuuulpa! AOSKOSPA Foi mesmo fofa a parte dos dois juntos na praia *-* Tbm acho que foi merecido! O Miroku havia avisado, e ele sabia que não sairia ileso OAPKSPOK Que bom que você não pretende desistir dela, mesmo com as minhas demoras *-* Os bloqueios são terríveis mesmo, mas não pretendo deixar de escrevê-la, ainda mais na reta final ;) Beeijos e obrigada pelo carinho ;*

Inulady Taisho: Oii! Que bom que está gostando *-* Desculpa a demora, mas espero que goste desse capítulo novo. Nossa! Leu tudo de uma vez só? Não sei nem o que falar sobre isso, mas estou surpresa e realmente feliz que não tenha desistido no meio do caminho! OPASKPOKAS Obrigada! Significa muito estar gostando da história *-* Mas ei, acho que teremos que conversar mais sobre esse "meu" Inu! OPASKOAKS Beeijos ;*

Sasnatsa: Oii! É, e agora estou FINALMENTE postando de novo! Desculpa pela demora? ASKOSKAOPAS Nossa, se já tinha dois capítulos e considerando que eu tenho demorado mais do que deveria para postar, você ficou mesmo muito tempo sem vir por aqui! Como consegue? :O OKASOKKSAOK Não há o que desculpar. Eu que devo pedir desculpas, mas pelo menos estou aqui de novo postando mais um capítulo. E eu sinceramente acho que você vai gostar desse :D Tudo bem comigo sim! E você? Sim, tudo finalmente está se resolvendo, e o Miroku foi demais. Com o soco no Inu e tudo ;) Ain, eu detesto a Kikyou no anime E nas fics! É, a minha Kikyou poderia ser pior, mas acho que nessa fic não encaixaria se ela fosse muito ruim. Mas, sempre terão outras fics ;) OAPKSOSK Verdade, não tem como não se apaixonar por ele! Sesshoumaru e Rin são uns amores! Ain, eu não gosto de fics com Sesshoumaru e Kagome. Acho que é porque sempre fui muito fã dela com o Inuyasha. Sou fiel a este casal OPASKOSKA Ah, e pra mim, o Sesshoumaru tem que ser apaixonado pela Rin. Ela é tão fofa! Mas fico feliz em ter ajudado ;) Acho que sobre o Kouga e a Ayame... Você deve estar mais feliz sobre eles agora ;) Mas eu ainda acho válido esse lance de pegar uma passagem e ir visitar ele ;) Sango e Miroku são fofos juntos! Eu sinceramente adorei a ideia da Kikyou e a Kagura ficarem juntas! Nunca se sabe, certo? ;) O Naraku na fic é do time rival do Inuyasha. Ele foi apenas citado até agora, mas futuramente ele provavelmente aparecerá ;) Não fique com vergonha! Eu tive que fazer uma pesquisa na fic pra responder a sua pergunta pq também não me lembrava! ASKAOSKOSA Que você tenha "surtos loucos" quando quiser! Adorei responder seu comentário ;) Espero que goste desse novo capítulo, como eu imagine que você vá gostar ;) Beeijos! ;*

BunnyRita: Oii! Obrigaada *-* Desculpa a demora, mas espero que goste do capítulo novo :D Beeeijos ;*

Diiegoo: Oii! Que bom que gostou do capítulo! É, eu tbm adorei o soco! OPAKOSPAK Finalmente o Miroku está tomando atitude. Estava na hora mesmo ;) Obrigada pelo carinho, significa muito! E sim, tenho uma fic a caminho. Na verdade, tenho várias! AOSKOPASK Pode deixar, no que eu precisar, sei que poderei contar com você. E ofereço o mesmo ;) Qualquer coisa, é só chamar :D Beeijos e espero que goste desse capítulo ;)

Narumi Jung: Que bom que gostou! Tenho tido alguns bloqueios, por isso minha demora nas postagens, mas não pretendo deixar de escrevê-la, ainda mais na reta final ;) O Sesshy e a Rin são um amor mesmo! Mas nada como o Inuyasha e a Kagome, que são perfeitos! OAPSKOKAS Talvez nesse capítulo novo você fique mais feliz sobre o Miroku e Sango ;) Beeijos e espero que goste do cap ;*