Disclameir: Saint Seiya, obviamente não me pertence.

"Because I can counto n my fingers the number of sunsets I have left, and I don't want to miss any of them."

- Suzanne Collins, Catching Fire.

"The hour of departure has arrived, and we go our separate ways, I to die, and you to live. Which of these two is better only God knows."

- Socrates.

"Everything Dies. That is the law of life-the bitter unchangeable law."

- David Clement-Davies, Fell.


Capítulo 24.

Acampamento Rebelde.

O dia escureceu como se as trevas tivessem ganhado vida. O corpo da águia jazia no chão morto, completamente imóvel. Zara até tentou se livrar das garras do feitiço do garoto chamado Klaus, mas nada do que ela pudesse fazer teria mudado o destino certeiro daquela flecha. Uma energia esmagadora a jogou para longe, assim como tudo em um raio de um quilometro.

A força do vento a deixou atordoada por alguns minutos. Sua cabeça parecia que tinha sido mergulhada em um rio de magma. Estava quente e seus olhos ardiam, obviamente a máscara que lhe protegia o rosto tinha virado pó com a magnitude da explosão. Seu corpo podia estar doendo em alguns lugares que nem ela mesma sabia que existia, mas aquilo não a impediu de levantar a analisar os danos que o acampamento tinha sofrido.

Um filete de sangue escorria pelos seus ouvidos e na lateral de sua boca. Zara limpou com as costas da mão e observou tudo ao redor. Algumas árvores tinham sido arrancadas do solo e estavam amontoadas sobre tendas de alguns infelizes. Alguns corpos de rebeldes no chão ainda desacordados com o impacto da explosão. Zara pode ouvir ao longe o barulho de cornetas e tambores, logo aquele pequeno lugar estaria cheio de homens.

Esfregou os olhos com força e foi à procura de Heidi e do verme que tinha feito aquilo com eles. Encontrou a amiga não muito longe, ela estava de costas, em pé, e seu corpo parecia estranho, como se uma áurea negra o estivesse encobrindo.

- Heidi. – Zara cambaleou para perto da amiga. – Você está bem?

- Heidi?

O corpo pequenino e frágil de Heidi virou-se na direção de Zara. Foi como um soco na boca do estômago. Era a Heidi na frente de Zara, mas ao mesmo tempo, não era. A garota estava mais pálida do que nunca, seus olhos antes castanhos claros, agora era um misto de vermelho e preto, não existia mais aquele olhar meigo e gentil.

- Você sabe por quanto tempo eu fiquei preso no fundo da mente dessa menina?

Nem a voz era mais a mesma, pelo menos não aos ouvidos de Zara. Seu coração se apertou de uma forma tão brutal que a fez recuar alguns passos. Ela tinha perdido? Tinha fracassado? Impossível! Mas era possível, sim.

- O que você fez? – a pergunta parecia ter trazido algo adormecido dentro do peito de Zara. – O que você fez com ela?!

- Ah sim! Eu vejo! – a Heidi possuída encarou Zara com seus profundos olhos vermelhos. – Você é a pessoa por quem essa menina aqui. – Heidi fez um gesto com a mão indicando ela mesmo. – Se apaixonou.

- QUEM. É. VOCÊ?

- Eu tenho vários nomes, mas o último, ao qual todos temiam mais até do que o nome do próprio Darius, é Katan.

- Katan...

Histórias antigas começaram a brotar em sua mente. Alguns contos que nem mesmo os monges gostavam de contar. Zara se lembrava daquele nome nos livros proibidos. Um dos feiticeiros mais antigos e temidos, por muito tempo ele vagou pela terra causando mortes e destruições, até que um dia ele simplesmente sumiu.

- Vejo que ainda contam histórias com o meu nome, espero que existam cantigas de ninar também.

A ruiva não disse nada. Estava impressionada que Heidi tinha aquele demônio dentro de si. E ela tinha lutado contra ele. Tinha batalhado na mente de Heidi por vários dias contra ele. Heidi tinha mencionado o nome, mas ela não tinha imaginado que era esse o Katan, o tal Katan dos contos que lera há anos atrás.

- Você por um acaso não achou que conseguiria me vencer, achou?

Silêncio.

- Eu consigo ver através de você, minha jovem. Eu vejo o que você guarda dentro de si, tanto ódio, tanta dor, tanto sofrimento... Um dia você terá que liberar isso tudo. Um dia...

O barulho de tambores e cornetas ficaram mais altos e Zara sabia que em alguns segundos todos os rebeldes estariam ali. Ela tinha que acabar com isso de uma vez, tinha que trazer Heidi de volta, tinha que conseguir destruir aquele monstro que se apoderou de um corpo tão meigo e puro.

- Eu não vou deixar você ir!

- É claro que vai! – ele sorriu com desdém. – Garoto! – Katan se dirigiu a Klaus que segurava o braço direito com força. – Abra logo esse portal!

Klaus olhou de Katan para Zara. Seu braço direito estava quebrado, assim como as suas energias estavam esgotadas, abrir um portal era magia de alto nível, somente alguns tinham essa capacidade. E Klaus não era um deles.

- Senhor, eu não...

Zara não teve nem tempo desviar o olhar ou controlar o grito que cresceu e brotou de sua garganta. Foi rápido, mas os seus olhos conseguiram captar cada detalhe. A mão pequenina de Heidi entrando no corpo do garoto, logo depois ela saindo completamente suja de sangue e com um coração ainda batendo.

O corpo do garoto tombou no chão e ficou ali imóvel. Zara até sentiria pena do menino se ele não fosse responsável pela "morte" de Heidi. A ocultista começou a escutar o seu nome, mas ela não virou para ver de quem eram as vozes. Sua atenção estava em Katan que gentilmente levou o coração do garoto a boca e comeu. O tempo parecia estar sendo controlado, a cada mordida que ele dava, era como se o relógio andasse para trás e Zara pudesse ver o que tinha acontecido antes. O garoto sendo morto, ela descobrindo quem era o Katan, seu corpo voltando para o chão, ela sendo arremessada, seu corpo sendo esmagado contra árvore, a águia sendo morta, os gritos de Heidi e o sorriso nos lábios dela antes de Yuráh e Calla deixá-las sozinha para ver o que Saga queria. Então ela piscou e mais uma vez aquela cena bizarra estava acontecendo na sua frente. Os lábios pequeninos de Heidi sujos de sangue, assim como a sua mão e o seu pescoço, o seu nome sendo chamado e o som de espadas sendo desembainhadas.

- Se quer me vencer, tem que aprender a usar a magia negra. Você sabe do que eu estou falando...

Katan abriu um portal com uma facilidade incrível, e simplesmente sumiu diante dos olhos dela.


Dias atuais...

- Zara...

A ocultista abriu os olhos ao escutar o seu nome. Igual a todas as outras noites, ela sonhava com a morte de Heidi. Seu cérebro fazia questão de passar cada detalhe, cada sofrimento e dor, para que ela nunca se esquecesse do quanto era insignificante diante da magnitude do poder de Katan e Darius.

- Desculpe se eu te acordei, mas temos que levantar acampamento, vamos partir.

- Estava sonhando com a Heidi...

Kanon parou o que estava fazendo e voltou-se para ela.

- Você sonha com ela todos os dias...

- É...

- Não foi sua culpa, Zara.

- Eu tinha que ter feito algo! – Zara sentou-se na cama. Seus cabelos cacheados estavam soltos e bagunçados. Ela já não se importava com a sua aparência. – Heidi era minha amiga!

Kanon foi até ela e sentou-se ao seu lado. Gentilmente ele segurou as mãos da ocultista, seus dedos ficavam fazendo círculos sobre a pele branca dela.

- Lembra quando eu te encontrei?

- Lembro. – Zara fechou os olhos. – Ele é tão nítido quanto o dia em que eu perdi a Heidi.

- Eu te encontrei no meio da floresta, lutando contra as forças daquele demônio que Darius aprisionou. Você estava coberta de sangue e terra. Seus olhos estavam arregalados e você não parava de dizer o nome da Heidi. – Kanon segurou firme as mãos dela. – Quando eu cheguei no acampamento, Saga e os outros queriam me manter preso, mas eles tinham outras preocupações além de mim. Eles tinham uma louca solta na floresta procurando a própria morte e eu contava com a ajuda de Milo, já que eu passava as informações para ele do que acontecia no palácio. Tudo aconteceu naquele dia, Heidi sendo possuída, você surtando, eu chegando junto com Lacus e Leia surgindo das cinzas, junto com Mu e Shura... – Kanon suspirou. – Nunca pensei que fosse encontrar Hugel em desordem e caos, puro caos.

- Você chegou em um momento ruim para a gente, Hugel já teve os seus dias de glória...

- Ultimamente, nós estamos vivendo bastante esses momentos ruins... – Kanon ficou encarando os próprios pés. – Eu sabia que podia te encontrar naquele dia, eu nem a conhecia, mas sabia que só eu iria te encontrar, talvez seja porque nós dois conhecemos os dois lados, o lado bom e o ruim, o jeito como eu te encontrei, desamparada, perdida, totalmente desorientada... Eu me vi em você. Eu fiquei daquele jeito quando tive que escolher, entre a minha vida e a do meu irmão...

- Kanon, se não quiser falar sobre isso eu vou entender...

- Deixe-me terminar. – Ele segurou com mais força as mãos dela. – Escolheria morrer pelo meu irmão mil vezes se fosse necessário, eu nunca tive dúvidas disso, o que sempre me abalou e me deixava com medo era se eu conseguiria fazê-lo. Se eu conseguiria ajudá-lo a conquistar aquilo que por direito era dele. Eu vi isso em você na floresta, você se culpava por não ter conseguido, por ter fracassado e então eu entendi que nem sempre cabe a nós resolver tudo, nem sempre à gente tem esse poder, sabe?

- Eu fui naquela floresta à procura do poder.

- Não! Você foi lá à procura da morte. – Kanon soltou as mãos dela e suspirou. – Você iria vender a sua alma para conseguir trazer a da Heidi de volta.

- Você faria o mesmo se fosse pelo Saga!

- Você tem razão eu faria, mas eu também iria gostar que alguém me impedisse de fazer algo impensado.

- Ele disse para buscar a magia negra...

- Tanto você quanto eu sabemos que existem outros meios.

- E se não existir?

- Então pode ficar tranquila que eu faço o serviço sujo.

Zara pensou em rebater o que ele tinha dito, mas é claro que se tratando do Kanon ele tinha uma boa resposta na ponta da língua para tudo.

- O que nós iremos fazer?

- Esta falando sobre a visita de Katan?

Flash Back.

Logo depois do enterro de Aldebaran, Saga reuniu todos os seus homens de confiança. A morte do rei ainda estava estampada no rosto de cada um ali presente. Nem mesmo Calla que sempre tinha uma piadinha para tudo parecia saber o que dizer naquele momento de dor. Era nítida a divisão dos grupos. Humanos de um lado, metamorfos de outro, Elfos longes dos anões e os feiticeiros afastados. Saga tinha muitas coisas com o que se preocupar e ainda tinha Myrtille em estado grave na enfermaria improvisada.

- Eu sinto muito. – a voz de Dohko quebrou o silêncio. – Eu sinto como se a culpa fosse toda minha.

- A culpa não foi sua, amigo. – Shion consolava o elfo. – Ninguém sabia que ela faria isso.

- Ela?! Está com medo de dizer o nome dela agora? – Calla perguntou debochadamente. – Diga o nome dela!

- Calla! – Camus a repreendeu. – Não piore as coisas!

- Ela está certa! – Shaka interviu. – Calla está completamente certa.

- Você não deveria estar se pronunciando, Shaka. – Zara se intrometeu. – Já que Eveline era a sua filha!

- Sim. Ela é minha filha e se alguém deve ser responsabilizado por isso, que seja eu.

- Ninguém vai ser responsabilizado por isso. – Kanon falou pelo irmão. – Ninguém aqui sabia o que ela iria fazer, ninguém aqui sabia ao menos se ela estava viva.

- Você sabia! – Aiolos cuspiu na cara do moreno. – Você sempre soube! Você é um traidor, assim como ela!

- Chega! – Saga deixou seu corpo cair contra a cadeira de madeira. – Estou cansado dessas acusações sem sentido. Se alguém tem culpa pelo o que aconteceu, esse alguém é Darius. Não devemos brigar entre a gente, precisamos ficar unidos.

- Como você exige união se um dos elfos assassinou o nosso rei! – exclamou um dos anões presentes. – Nós fomos os mais prejudicados!

- Todos nós fomos prejudicados. – Narya falou com uma expressão neutra no rosto. – Hoje, todos nos perdemos!

- Ela tem razão. – Saga agradeceu a elfa com um gesto com a cabeça. – Sei que todos estão tristes e com os nervos à flor da pele, mas eu peço calma. Gillius está fragilizado pela morte do irmão, além disso, o povo anão perdeu o seu rei, Myrtille está em estado grave e consequentemente Thorin, perdemos quase um terço dos homens e tudo aqui parece estar envolto de uma áurea negra. Estamos brigando entre nós e nada está se resolvendo.

- O que devemos fazer, Saga?

- Reestruturar tudo de novo. Precisamos saber quantas baixas tivemos, o que foi perdido e não podemos viajar com um numero grande de feridos, principalmente com Myrtille nesse estado.

- Senhor. – Aiolos curvou-se diante de Saga em sinal de respeito. – Vou providenciar essas informações neste exato momento.

Saga fez um gesto com a mão para que o amigo indicando que o mesmo estava liberado para fazê-lo.

- Estelil.

"Sim, Shaka."

- Ajude Aiolos.

"Como quiser senhor."

A elfa fez uma reverência e saiu a passos largos com o general humano ao seu lado.

- Onde está Leia? – perguntou Kanon

- Com Myrtille. – respondeu Yuráh. – Eu fiz o que podia por ela, curei os ferimentos superficiais, já que Eveline a curou do ferimento da barriga.

- Eu ainda não entendo o porquê ela curou a Myrtille.

- Ninguém sabe, Aiolia. – Milo falou cabisbaixo.

- Talvez ela não esteja completamente corrompida.

- O que você quer dizer, Shura?

- Simples Mu. – o metamorfo deu de ombros. – Talvez ela esteja sendo forçada a trabalhar para Darius.

- Eu acredito nessa hipótese. – Kanon mais uma vez se intrometeu. – Antes de deixar o palácio, eu a ajudei.

- O que? - Saga levantou-se em um rompante. – Como não mencionou isso antes?

- Eu sinto muito irmão, desde que eu cheguei aqui muitas coisas aconteceram.

- Conte o que aconteceu! – exigiu Dohko. – Conte o que aconteceu à ela!

Shion teve que segurar o braço do amigo para que o mesmo não voasse no pescoço de Kanon. O feiticeiro olhou para o elfo de cima a baixo antes de narrar tudo o que tinha acontecido no castelo. Foi uma falha dele, ele simplesmente estava com outras coisas na cabeça, por isso não contou. Depois de relatar todo o ritual de tortura que a elfa passou nas mãos de Darius e Reganna o silêncio preencheu mais uma vez o cômodo.

- Konan, como pode manter essa informação com você por tanto tempo? – Yuráh estava chocada. – Se tivesse nos contado antes, ser tivesse mencionado isso antes...

- Não poderíamos ter feito nada. – Shaka disse com a voz fraca. – Ela fez a escolha dela ao matar Aldebaran.

- É a sua filha! – Dohko gritou. – Como pode virar as costas para ela?! Como pode?!

- Dohko! – Shion segurava o amigo com força. – Acalme-se!

Dohko estava prestes a responder quando Aiolos e Estelil entraram correndo na sala.

- Estamos sendo atacados!

Foi tudo muito rápido. Narya e Calla chamaram pelos seus dragões e partiram para o centro do acampamento. Só tinha se passado uma semana desde a morte de Aldebaran e lá estavam eles sendo atacados mais uma vez. Era nítido aos olhos de qualquer um o grande e branco dragão de Eveline. Grandine planava no céu com todo o seu esplendor. O grande dragão branco pousou fazendo a terra tremer. Junto com a elfa estava Santana e Brougha.

Assim que Santana viu Shura no meio do grupo, ela mandou um beijo para ele e uma piscadela. O metamorfo sentiu todos os seus pelos se eriçarem.

- Maldita...

- Calma, Shura. – Mu pediu gentilmente. – Ela quer te provocar.

- Eu tinha que ter acabado com ela quando tive a oportunidade.

- Você terá outra.

- O que quer aqui, traidora? – um dos soldados gritou do meio da multidão.

- Eveline...

Dohko deu um passo na direção dela, mas Galadriel o segurou. O loiro estava com Enora treinando e não fizera questão de participar da reunião, ele queria esquecer tudo o que estava acontecendo e a única que tinha essa capacidade de fazê-lo esquecer era o menino, ou melhor, menina.

- Ela não é a nossa Eve. – as palavras saíram frias. – Eve morreu no momento em que foi levada de nós.

Eveline sorriu. Ela deu alguns passos na direção do grupo, parando somente quando sentiu o campo de força sendo formado ao redor de Saga e seus homens.

- Sutil. – ela disse tocando de leve a barreira. – Quase não dá para senti-la.

- Uma especialidade minha. – Mu disse em um tom calmo, mas ameaçador.

- Interessante... – a loira dirigiu seu olhar para Galadriel. – Até você desistiu de mim? – perguntou sorrindo.

- O que quer, bruxa? – Gillius surgiu no meio da multidão. Ele carregava a espada do irmão. – Já não basta ter matado o Deba, o que faz aqui? Veio me dar a oportunidade de matá-la?

- Ela veio, porque eu pedi.

Ele saiu das sombras. Estava apenas observando a cena toda, mas porque não participar da diversão toda? Caminhou lentamente até ficar ao lado da elfa.

- Então foi o irmão desse ai que você matou, matadora de reis? – Heidi, ou melhor, Katan perguntou com um sorriso de escárnio no rosto.

- Heidi... – Zara puxou as adagas do cinto pronto para pular no pescoço do maldito.

- Oh! – Katan a encarou. – Você ainda não foi capaz de fazer o que eu lhe disse? Será que eu me enganei? Eu não costumo me enganar com as pessoas, pensei que você tivesse a força!

- Não dê atenção a ele, Zara. – Kanon sussurrou em seu ouvido. – Ele está te provocando.

- O que vocês querem? – Saga perguntou cortando qualquer outra pessoa que tivesse mais algum comentário a fazer.

- Um acordo. – disse Katan.

- Não fazemos acordos com Darius ou qualquer pessoa que lute junto dele. – Saga falou decidido.

- Não vai nem ouvir? – Katan imitou a voz de Heidi. – Você era como um pai para mim, Saga.

- Monstro! – Saga puxou a espada. – Devolva a Heidi e quem sabe eu não lhe dê misericórdia!

- Misericórdia?! – Katan olhou para as três mulheres que estavam com ele. – Imaginem só... Ele irá ser misericordioso comigo!

Brougha e Santana esboçaram largos sorrisos no rosto. Já a elfa permaneceu neutra.

- Se você já disse o que tinha a dizer, vá embora ou morra!

- Darius está disposto a esquecer de tudo isso. – Katan abriu os braços para enfatizar o que ela estava falando. – Se você se curvar diante dele e claro, se as suas amazonas jurarem lealdade a ele.

Silêncio.

- Ah! Esqueci... – Katan sorriu. – Darius quer a cabeça do seu querido irmão ali. Na realidade, ele o quer vivo para poder fazer o que quiser com ele.

- É só isso? – perguntou Saga. – Ou você tem mais alguma coisa para falar?

- Não. – Katan pensou por alguns segundos. – Não. Somente isso mesmo.

- Diga a Darius que para ele pedir para você vir até aqui e solicitar um acordo entre as duas partes, significa que ele está com medo de perder.

Eveline não pode deixar de sorrir com as palavras de Saga. Katan parecia que tinha comido um saco de bosta, assim como Brougha e Santana.

- Diga a ele que mandar vocês aqui foi perda de tempo! Eu nunca permitiria que os meus amigos sofressem e muito menos o meu irmão.

Kanon olhou para Saga com outros olhos. Até então ele sempre achou que Saga nunca o perdoara pelo que ele tinha feito durantes anos.

- Essa é a sua última resposta? – Katan perguntou friamente.

- Sim.

- Então prepare-se, pois você ainda irá ver muito de seus amigos morrendo por culpa sua.

Katan deu as costas para o grupo e assim como ele, Santana e Brougha também. Eveline ficou por alguns segundos observando os rostos ali presentes, mas uma vez ela olhou para Galadriel.

- Daqui a duas estações a cerejeiras irão florescer, é uma visão maravilhosa.

- O que...

- Vamos, Eveline.

A elfa fez uma reverência debochada para Saga e montou em Grandine que rugiu alto quando alcançou os céus.

Flash Back off

- Não sei. – Kanon respondeu com sinceridade. – Muitas pessoas querem a minha cabeça.

- Não estava falando disso, mas tudo bem. – Zara revirou os olhos.

- Ué?! Pensei que eu fosse o centro das atenções!

- Sai daqui! – Zara tacou uma almofada nele.

Kanon desviou com facilidade e saiu da tenda rindo.


Então, desculpe a demora. O capítulo ficou pequeno porque se eu colocasse mais cenas ia ficar muito confuso. Semana que vem se Deus quiser e ele há de querer, saíra outro.

Aos meus queridos leitores que ainda acompanham a fic, um muito obrigada. Ela não seria a mesma sem vocês.

BeijosMeLiga.

Machê-san