No capítulo anterior: Os Bladebreakers decidiram partir para a Alemanha, para participarem no torneio de lá. Allison falou com Tyson, que disse que já estava apaixonado por outra pessoa. O grupo partiu para a Alemanha e Max revelou a Ray que ele e Tyson já tinham feito amor. Na Alemanha, os Bladebreakers encontraram Robert, que os convidou a passarem alguns dias no seu castelo. À noite, Kai quis avançar, mas Ray disse-lhe que ainda não estava preparado para fazer amor com ele.
Capítulo 28: As Investidas de Anne
Ray acordou com os raios de sol a baterem-lhe na cara. Kai continuava a dormir profundamente. Ray levantou-se sem fazer barulho, para não acordar Kai. Foi até à casa de banho privativa do quarto, tomou um duche rápido, vestiu-se e depois saiu do quarto, lançando um último olhar a Kai, que se tinha virado na cama, mas continuava a dormir.
Ray dirigiu-se à sala de jantar do castelo e quando entrou lá, encontrou a mesa recheada de coisas, entre cereais, frutas, leite, café, sumo, compotas, ovos e bacon, queijos e afins, pão, torradas, bolos e outras coisas. Ray pensou de imediato que aquela comida dava para alimentar um batalhão. Wyatt, Tala, Max e Oliver já estavam a tomar o pequeno-almoço. Ray sentou-se numa cadeira e olhou para a mesa, indeciso sobre o que comer.
"Comida a mais, não é?" perguntou Max, olhando para Ray. "Também fiquei a pensar no que é que haveria de comer."
"Acho que não era necessário haver tanta comida presente na mesa." disse Ray. "Nunca vamos conseguir comê-la toda."
"O Robert gosta de ter tudo em grande e portanto o pequeno-almoço, como a refeição mais importante do dia, não é excepção." disse Oliver, abanando a cabeça. "Ray, serve-te do que te apetecer."
"Quando o Tyson acordar, ele sim, vai adorar ter esta comida toda à sua disposição." disse Max.
Ray acabou por se servir de sumo de laranja, comeu algumas torradas e também uma peça de fruta. O mordomo de Robert andou de um lado para o outro, perguntando se eles queriam mais alguma coisa, mas considerando a ampla fartura que já havia na mesa, ninguém queria mais nada além do que já estava ali presente. Depois do mordomo se ir embora, Ray virou-se para Max.
"Então Max, ontem tu e o Tyson não devem ter dormido muito, não é?" perguntou ele com um sorriso nos lábios.
Max corou violentamente, percebendo de imediato a que é que Ray se estava a referir.
"Bem, mais ou menos."
"O mesmo se passou com o Enrique e a acompanhante dele." disse Oliver, suspirando. "Fizeram imenso barulho. Estive para ir lá bater à porta e mandá-los fazer menos barulho."
"Pois eu e o Wyatt dormimos muito bem. A noite toda." disse Tala. "Estávamos cansados da viagem."
"Ainda acho estranho vocês estarem juntos. Quer dizer, os três casais e nenhum em particular." disse Oliver. "Mas se gostam uns dos outros, é o que importa."
"Pelo que me pareceu, o Enrique foi o que mais estranhou a situação." disse Wyatt.
"Isso é normal. Primeiro porque não se esperava que vocês namorassem e segundo porque ele está sempre a ter casos com raparigas, mas nunca são namoros." disse Oliver. "Enfim, envolve-se com muitas, mas não gosta de nenhuma."
Mais tarde, Ray voltou para o quarto com uma bandeja com o pequeno-almoço de Kai. Kai continuava a dormir profundamente. Ray pousou a bandeja na mesa-de-cabeceira e dirigiu-se para perto de Kai. Abanou-lhe o ombro para que ele acordasse, mas Kai limitou-se a virar a cabeça para o outro lado.
"O Kai, que na maioria das vezes quer levantar-se cedo, hoje está com preguiça." pensou Ray, sorrindo. "Mas tenho de o acordar porque o pequeno-almoço está a arrefecer."
De novo, Ray abanou o ombro de Kai e desta vez não teve qualquer reacção. Depois chamou-o, mas Kai nem se mexeu.
"Kai, acorda!"
Kai murmurou qualquer coisa, mas não abriu os olhos e deixou-se estar deitado. Ray teve então uma ideia. Debruçou-se sobre Kai e beijou-o. Com o toque dos lábios de Ray, Kai hesitou, mas beijou-o de volta e depois abriu os olhos então.
"Ray, és tão chato. Eu queria dormir." disse Kai, ensonado.
"Eu já me levantei há muito tempo. Trouxe-te o pequeno-almoço. Combinei que íamos sair com o Max e o Tyson, por isso despacha-te." disse-lhe Ray. "Ainda por cima ainda te acordei com um beijo. Queres-lhe melhor?"
Kai hesitou, mas acabou por se sentar na cama.
"Pronto, já estou acordado." disse Kai, resignado.
"Vá, não faças essa cara." pediu Ray. "Então eu trago-te o pequeno-almoço numa bandeja toda arranjadinha e só consigo tirar de ti uma expressão nada animada? Fico desapontado…"
Kai acabou por lhe sorrir e puxou Ray, que caiu em cima da cama. De seguida, os dois começaram a rir-se.
"Obrigado, Ray. Mas eu queria dormir mais um pouco. Estou cansado."
"Dormes depois. Vá, o Kai que eu conheço é energético." disse Ray, dando-lhe outro beijo nos lábios.
Beyblade: História de um Amor Conturbado
Uma hora mais tarde, Max, Tyson, Kai e Ray estavam na cidade de Berlim a fazerem algumas compras. Para Max, fora mais fácil acordar Tyson quando lhe dissera que havia uma mesa cheia de coisas para ele comer. Tyson despachou-se rapidamente e atacou a comida da sala de jantar. Quando já estava satisfeito, os quatro partiram.
"Olhem, esta loja tem de tudo. Temos de ir lá ver." Max apontava para uma loja muito grande.
"Lá andamos nós a entrar nas lojas todas outras vez." disse Kai, suspirando.
"Vá, tem um bocadinho de calma Kai." pediu Ray. "Desta vez não te deixo ir embora."
"Também não queria ir embora e ser esfaqueado outra vez. Mas pronto, agora que o meu avô está preso preventivamente, está forçosamente mais calmo e parece que não me quer matar ou tornar-me mau, pelo menos nos próximos tempos."
Os quatro amigos entraram na loja. Era um espaço muito grande que tinha desde comida, a roupa e a artigos de desporto e de beyblade. Max e Tyson dirigiram-se logo para a parte com artigos para beyblade, Ray decidiu ir ver a parte de vestuário e Kai simplesmente andou a vaguear pela loja, esperando que os outros se cansassem da loja e saíssem dali.
Enquanto Kai vagueava pela loja, duas raparigas estavam a observá-lo. Uma tinha cabelo loiro e olhos castanhos e outra tinha cabelo azul-arroxeado e olhos azuis-escuros. Eram ambas de estatura média. A jovem loira vestia-se de maneira mais vistosa e a outra com roupas mais discretas. A rapariga de cabelo azul-arroxeado, de nome Lucy, falou com a amiga.
"Anne, aquele é o Kai Hiwatari, não é?"
"Sim, é ele." disse Anne, entusiasmada. "Em carne e osso."
"É pena ele gostar daquele Ray." disse Lucy, algo desapontada. "Mas pronto, o amor é sempre bonito."
"Ah, deixa-te dessas coisas." disse Anne, aborrecida. "São apenas lamechices. Eu acho que eles ficam super mal juntos."
"Achas que sim?" perguntou Lucy, em dúvida. "Achas que o Kai não gosta de raparigas?"
"Não sei. Mas eu vou tentar a minha sorte." disse Anne, saindo de perto da amiga e dirigindo-se a Kai.
"Espera! Anne!" exclamou Lucy, mas Anne já se afastara. "O que é que ela vai fazer?"
Quando Anne chegou perto de Kai, começou a falar sem parar. Ele foi apanhado de surpresa, mas desde o que acontecera com Kylie na Austrália, em que por não ter dado atenção aos fãs, causara confusão, agora tentava ser um pouco mais tolerante com os seus fãs.
"Kai, eu sou uma grande fã tua." disse Anne. "Chamo-me Anne e adoro-te."
"Ah… pois, obrigado." disse Kai, algo atrapalhado, sem saber bem o que dizer sobre isso.
"Oh, não fiques atrapalhado por eu estar aqui. Eu sei que sou bonita, mas também não precisas de ficar assim." disse Anne, piscando-lhe o olho.
Enquanto isso, Ray tinha deixado a secção do vestuário e tinha ido à procura de Kai. Quando Ray avistou Kai, Anne estava pendurada no pescoço dele. Ray aproximou-se a correr e confrontou os dois.
"Ei! O que se passa aqui?" perguntou Ray, irritado.
Anne largou o pescoço de Kai e lançou um olhar bastante aborrecido a Ray.
"Oh, que pena termos sido interrompidos. Bem, tenho de ir." disse Anne. "Foi um prazer conhecer-te, Kai."
Num gesto rápido, Anne deu um beijo na cara de Kai e correu para Lucy. As duas saíram da loja rapidamente. Enquanto Ray, com uma expressão severa, encarava Kai.
"Kai, explica-me o que acabei de ver!" ordenou Ray, irritado.
"Foi ela que se aproximou de mim, meteu conversa e depois agarrou-se a mim." defendeu-se Kai. "Eu não fiz nada."
"Tens a certeza Kai? Eu não estou a acreditar muito nisso." disse Ray, com uma expressão de desagrado.
"Eu acreditei em ti quando a Seena te beijou, antes de começarmos a namorar." disse Kai, zangado. "Eu pensava que confiavas em mim também."
Aquelas palavras pareceram despertar Ray da sua ira. Ele engoliu em seco. Tinha-se irritado e ido longe demais.
"Lamento Kai. Claro que confio em ti. Desculpa. Eu sei que nunca me trairias."
"Hum, desta vez desculpo-te, mas vê se confias mais em mim." disse Kai, abanando a cabeça. "E para me compensar, amanhã vais deixar-me dormir até tarde."
"Prometido." disse Ray.
"Parece que temos de estar sempre atentos a fãs malucas." disse Kai, suspirando. "Mas porque é que raio tentam sempre ou beijar-nos ou seduzir-nos ou que seja?"
"É uma boa pergunta." disse Ray, encolhendo os ombros. "Mas não sei a resposta. Ainda quando foi com a Seena, nós não estávamos a namorar, mas agora estamos e toda a gente sabe isso, com certeza. Aquela rapariga que se pendurou no teu pescoço fez de propósito."
"Mas não vale a pena irritares-te, Ray. Provavelmente, nunca mais a vemos." disse Kai.
O resto do dia passou rapidamente e sem sobressaltos. Quando Kai e Ray se foram dormir nessa noite, toda a cena na loja foi esquecida e os dois dormiram pacificamente.
Beyblade: História de um Amor Conturbado
No dia seguinte, como prometido, Ray deixou Kai dormir até tarde. Perto da hora de almoço, Ray e Kai juntaram-se aos outros Bladebreakers, que andavam a explorar a cidade. O grupo decidiu ir almoçar a um grande restaurante que Oliver lhes tinha recomendado. Comeram pacificamente, mas não repararam nas duas raparigas que estavam numa mesa, não muito afastada da deles.
"Olha, olha, o Kai!" disse Anne, sorridente, apontando para Kai. "Desta vez ele não me escapa."
"O que vais fazer?" perguntou Lucy, preocupada.
"Não sei, mas ele vai ser meu." disse Anne, determinada.
"Não podes fazer com que ele goste de ti." disse Lucy. "Ele namora com o Ray e gosta dele."
"Lucy, tu és tu piegas, com essa conversa. O Ray não é a pessoa certa para o Kai e isso é óbvio para qualquer pessoa inteligente, mas enfim, não se pode dizer que sejas o cúmulo da inteligência."
Lucy ficou bastante aborrecida com aquele comentário.
"Não vou deixar que tu estragues a relação dos dois." ameaçou Lucy.
"Ai sim? E o que é que vais fazer? Tu não tens força, nem determinação para me deteres, por isso está calada." ordenou Anne.
Anne era determinada e ambiciosa, já Lucy era frágil e não gostava de brigas e discussões. Anne era claramente mais forte que Lucy e dominava a situação.
Os Bladebreakers saíram do restaurante e as duas raparigas seguiram-nos. Depois de muita insistência de Tyson e Wyatt, todos se dirigiram a um grande centro comercial, que tinha a melhor loja de beyblades de Berlim.
"Não podemos deixar de ver a melhor loja de beyblades da cidade." disse Tyson.
"Eu já estou cansado de lojas. De qualquer tipo de lojas." disse Kai.
"Não vamos demorar muito tempo, Kai." prometeu Ray, quando eles entraram no centro comercial.
Kai disse a Ray que ia à casa de banho, que era ali perto. De longe, Anne e Lucy viram Kai entrar na casa de banho. Anne sorriu maliciosamente, satisfeita com aquela oportunidade.
"Perfeito! Agora ele vai ser meu!"
"O quê? Anne…"
"Cala-te! Não digas nada e está mas é quieta."
Anne começou a caminhar em direcção às casas de banho, deixando Lucy sozinha.
"Oh não… bolas, ela vai fazer algo de mau…" pensou Lucy, preocupada. "O que é que eu devo fazer?"
Quando Anne entrou na casa de banho masculina, a casa de banho estava deserta, à excepção de um compartimento. Anne trancou a porta da casa de banho, para evitar que alguém entrasse sem que ela quisesse. Quando Kai saiu do compartimento onde estava, deparou-se com Anne, já semi-nua.
"Olá Kai, tiveste saudades minhas?" perguntou-lhe Anne, numa voz sedutora e piscando-lhe o olho.
"Que estás aqui a fazer?" perguntou Kai, surpreso.
"Quero estar contigo." disse Anne, aproximando-se e abraçando Kai.
Kai soltou-se dela e destrancou a porta da casa de banho mas quando ia abrir a porta, Anne puxou-o para si e beijou-o. Enquanto isso, Ray, que ficara à porta da loja de beyblades, à espera de Kai, começou a estranhar a sua demora. Decidiu então ir ver o que se passava e começou a caminhar para as casas de banho. Lucy viu-o passar e arregalou os olhos.
"Ai! Agora é que isto vai dar mesmo para o torto." pensou ela.
Quando Ray chegou à casa de banho masculina e abriu a porta, Anne, semi-nua, estava a tentar beijar o pescoço de Kai e a tirar-lhe a sua camisola preta, enquanto Kai se tentava debater.
"Kai. Que se passa aqui?" gritou Ray, perplexo.
Kai libertou-se de Anne com um safanão e aproximou-se de Ray.
"Ray, não é o que estás a pensar." disse Kai, tentando defender-se.
"Claro que é." disse Anne, sorrindo maliciosamente. "Acho que qualquer pessoa percebe o que se estava a passar aqui."
Ray não queria acreditar no que tinha visto, mas a verdade é que tinha mesmo visto Anne e Kai, enrolados, com Anne semi-nua e a tentar tirar a camisola a Kai.
"Ray, confia em mim." pediu-lhe Kai.
"Não acredites." disse Anne. "Ele queria sexo e era o que eu lhe ia dar. Foi ele que veio à minha procura. Ontem combinámos encontrar-nos aqui."
Ray começou a ficar confuso.
"Em quem devo acreditar? No Kai ou na rapariga? Ela disse que eles tinham combinado e que ele queria sexo. Eu não quis fazer amor com ele. Será que ele a procurou porque eu não quis? Não, o Kai não faria isso. Ou faria?"
Uma voz dentro da sua cabeça disse-lhe para acreditar no seu coração. Era a voz de Driger.
"Confia na pessoa que amas." disse-lhe Drigger. "Vê para lá da ilusão e chega à verdade."
Ray hesitou e depois respirou fundo, determinado. Afastou Kai para o lado e pôs-se frente a frente com Anne. Os dois olharam-se, olhos nos olhos, com expressões severas.
"Olha, eu não sei quem tu és, mas eu acredito no Kai. Ele nunca me trairia. Eu confio nele!"
"O quê? Deves estar doido, Ray. Eu chamo-me Anne e mal eu e o Kai nos vimos, houve logo uma química entre nós." disse Anne. "O Kai está farto de ti e quis envolver-se comigo. Por isso viemos para aqui e…"
"Cala-te! És uma mentirosa!" gritou Ray. "Eu acredito no meu namorado."
Os olhos de Kai iluminaram-se de contentamento por Ray acreditar nele e os de Anne escureceram de ódio e raiva.
"Acho que não devias confiar no Kai. Eu não estou a mentir. Foi ele que me procurou." mentiu novamente Anne.
Ray estava possuído pela raiva. Avançou para Anne.
"És uma mentirosa! És tu que andas atrás do Kai. Se não fosses uma raparia, levavas um estalo, que bem mereces!" ameaçou Ray.
"Mas eu sou uma rapariga!" exclamou Lucy, entrando na casa de banho.
Lucy apanhou rapidamente a roupa de Anne, que estava espalhada pelo chão. Depois virou-se para Kai e Ray.
"A Anne é que anda atrás do Kai. O Kai nunca te seria infiel, Ray. Eu peço desculpa pelos sarilhos que ela causou."
"O quê? Como te atreves a entrar aqui e a desautorizar-me?" gritou Anne, furiosa.
"Estou farta de ser um pau mandado! Vou tomar as minhas decisões e tu não mandas em mim!" gritou Lucy. Anne arregalou os olhos. "Isto acaba aqui. Tu vens comigo!"
Lucy agarrou os cabelos de Anne com uma mão e arrastou-a para fora da casa de banho.
"Larga-me! Ai! Estás a magoar-me!"
Os gritos da Anne ainda se ouviam bem, mesmo quando as duas já estavam longe. Kai e Ray entreolharam-se e depois Kai abraçou Ray com força.
"Estás bem, amor?" perguntou Ray.
"Agora estou. Mas ela é louca." disse Kai.
"Vamos esquecer o assunto. Se ela se aproximar de ti novamente, chamamos a polícia."
"Ray, obrigado por teres acreditado em mim."
"Eu amo-te, Kai. E confio em ti." disse Ray, beijando Kai.
Os dois ficaram assim durante alguns segundos e depois separaram-se para respirarem. Kai abanou a cabeça e ajeitou a camisola que Anne lhe tentara despir.
"Já tinha ouvido falar de fãs malucos, mas nunca me tinha deparado com alguém assim." disse Kai.
"Pois é." disse Ray. "Mas se esta se volta a aproximar, pomos-lhe uma providência cautelar e se ainda assim insistir, vou esquecer os meus modos não violentos, principalmente com raparigas e sou capaz de lhe dar uns murros."
"Parece-me bem." concordou Kai.
Os dois sorriram um ao outro, beijaram-se novamente e saíram da casa de banho. Quando chegaram ao pé dos outros, Tyson reparou que a camisola de Kai estava um pouco amarrotada e lançou-lhe um olhar sugestivo.
"Ena, vocês estiveram a divertir-se na casa de banho ou quê?" perguntou ele.
"Não foi nada disso, Tyson." disse Ray, aborrecido. "Muito pelo contrário."
Ray e Kai contaram o que se tinha passado. Os amigos mostraram-se devidamente surpreendidos com o que tinha acontecido.
"Mas que loucura." disse Wyatt. "Essa rapariga devia ser internada."
"Há muitas fãs malucas." disse Tala, abanando a cabeça. "E depois fazem coisas destas."
"Não posso duvidar mais do Kai." pensou Ray. "Eu confio nele. Porque é que eu fiquei em dúvida? O Kai não merece que eu duvide dele. Nunca mais vou desconfiar dele. Tenho de ter confiança, porque ele também tem confiança em mim. E se eu não tinha problemas em dar a minha vida por ele, porque é que sou estúpido e fico com desconfianças?"
Ray abanou a cabeça. As desconfianças tinham terminado. Viesse o que viesse, iria confiar em Kai para tudo e em qualquer situação.
Quanto a Anne, foi arrastada por Lucy até saírem do centro comercial. Anne, semi-nua, gritava sem parar e apenas se calou depois das duas entrarem num táxi que Lucy chamou e as levou para casa.
Continua…
