Havia se passado pouco mais de dois meses desde o acidente de Rey e ela estava com sua saúde plena e totalmente recuperada. Não havia sido fácil... no hospital ela passava por exames todos os dias que ficou lá, para saber como estavam seus órgãos internamente, seus reflexos, e principalmente seu sistema nervoso. Em casa ela não podia fazer esforços nenhum, então ela ficava entediada ao extremo... para a sua sorte, quase todos os dias Rose vinha lhe fazer companhia e as duas ficavam conversando sobre o bebê que estava para chegar, trazia roupinhas do bebê para ela ver, exames e tudo. Rey sabia tanto sobre esse bebê quanto Finn que era o pai, às vezes achava que sabia até um pouquinho mais que Finn. Por vezes o próprio Finn aparecia e era maravilhoso quando ficavam os três conversando (Rey não deixou Ben ficar mais duas semanas longe do templo, ele exigiu então um dróid médico o tempo todo que não estivesse em casa). Mas Ben não a deixava nem sequer ir pegar um copo d'água alegando que ela quase morreu e quase o matou junto, fazendo tudo quando estava lá, ou deixando o dróid médico instruído para isso. Passadas as duas semanas de convalescência em casa, Rey foi novamente reavaliada no hospital e recebeu alta completa para voltar ao templo, aos treinamentos, aos padawans e a vida de casada também (ela estava sentindo mais falta dessa parte, ela mesma admitiu depois). Estava de volta aos treinamentos e as atividades normais do dia a dia, afinal, como se nunca tivesse acontecido nada. Apenas com a diferença que Ben a estava mimando mais do que o normal... mesmo ela dizendo milhões de vezes para ele que não havia necessidade disso, que já estava recuperada, que já havia recebido alta, que eles já haviam feito sexo em todos os cantos da casa para matar as saudades...
Ben acordou e Rey ainda dormia... Era o segundo dia da folga deles mas era estranho... ele parou para pensar e já fazia mais de uma semana que ele sempre acordava antes de Rey... Rey sempre dava um jeitinho de acordá-lo e provoca-lo logo cedo (Ben não gostava de ser acordado por ninguém, mas Rey o acordava sempre com segundas intenções... então aí sim ele gostava depois dela insistir muito...), mas esses dias ela andava com muito sono, ela adormecia mais cedo e demorava para acordar... estranho. Mas devia ser só cansaço do que houve com ela há dois meses.
Ele alisou os cabelos dela que estavam soltos... ela havia deixado eles crescerem nesses últimos meses, chegavam agora perto dos cotovelos dela, levemente ondulados. Ainda de olhos fechados, Rey sorriu. Abriu os olhos e viu Ben.
- Bom dia, Ben. – Ela disse, em voz sonolenta ainda.
- Bom dia, Rey... – Rey o abraçou, aconchegando-se em seu peito nu e adormeceu de novo quase que instantaneamente. Com muito cuidado, Ben se desvencilhou e saiu da cama em direção ao banheiro. Enquanto tomava banho ficou pensando ainda nesse sono louco de Rey... ela não era disso... Colocou umas roupas de casa mesmo, uma calça de moletom e uma camisa regata, escovou os dentes, fez a barba e saiu do banheiro. Rey dormia um sono pesado, na mesma posição que Ben a deixou ao sair da cama. Mas o que estava acontecendo?
Ben entrou na cozinha e foi preparar o café da manhã. Cortou um mamão grande em cubos. Preparou waffles com manteiga, ovos mexidos, café com leite e suco. Tudo ficou pronto menos Rey... que continuava dormindo... Ben não aguentou e foi chama-la.
- Rey, o café da manhã – ele falou, tocando no braço dela. – Tá pronto, meu amor, vamos comer. – Ao ouvir falar em café da manhã, Rey deu um pulo da cama. Correu para o banheiro para tomar banho e em menos de cinco minutos estava pronta, sentada no banquinho da cozinha, devorando o café da manhã como se não comesse há dias. Tinha coisa aí... – Rey... você tá bem?
- Eu estou ótima, Ben, por que? – Rey perguntou, engolindo metade do café com leite de uma vez.
- Nada... – Ben achou melhor não falar nada... por enquanto. Afinal, dormir não era nada demais e comer... Rey sempre comeu bastante para se falar a verdade. Então ele não falaria nada.
Ben passou a maior parte da manhã limpando a casa (como sempre...). Rey foi visitar a Rosie, que já estava com sete meses de gravidez e chegou com uma grande novidade:
- BEN! – Rey correu ao encontro dele, ele estava limpando o tapete do escritório. Rey o abraçou e beijou. – Adivinha! Eles escolheram o nome do bebê!
- Sério? – Ben sorriu. – E aí?
- Dan. – Rey disse.
- Um nome muito bonito. – Ben falou. Rey foi para o sofá e se jogou nele. Ben havia terminado a limpeza da cada e tinha suado muito limpando a casa, resolveu tomar uma ducha leve, apenas para tirar o suor. Ben saiu do banheiro, enrolado na toalha, mas antes de chegar à cômoda para pegar suas roupas... Rey estava na cama... nua e com um sorriso muito malicioso, ele sorriu de volta para ela e disse: - Eu sabia que você estava aprontando alguma. – Ele largou a toalha e foi até a cama. Rey passou os braços pelo seu pescoço e o beijou. Ben beijou-a de volta com vontade, ficando em cima dela. Era incrível eles ainda terem essa vontade toda, mesmo agora já estando casados há um ano e oito meses... Rey mordeu o lábio dele e ele gemeu dentro da boca dela... ela bagunçava os cabelos dele de modo frenético, puxando-os... Ben agarrou os seios dela com as mãos... era impressão dele, ou eles estavam um pouco maiores? Como isso era possível? Ben achou isso muito estranho, mas não era especialista em medicina para saber de nada, ele se preocuparia com isso depois... desceu a mão a intimidade dela e começou a masturba-la e Rey começou a gemer em seu ouvido... Ben colocou o dedo indicador dentro dela, entrando e saindo, ainda movimentando o polegar no clitóris e ela gritou enquanto movimentava o próprio quadril em direção aos dedos de Ben. Então...
- Beeeen... – Rey cravou as unhas nas costas de Ben na hora... Ben ia penetrá-la mas Rey o empurrou com a ajuda da Força e o abocanhou. Ben gritou com o susto:
- Porra, Rey. – Mas assim que ela começou a movimentar seus lábios e sua língua no pênis dele, Ben calou-se de palavras, gemendo e alisando-lhe os cabelos. Rey chupava com vontade, como sempre fazia. Ben fechou os olhos e gemeu – Rey... Rey... – Rey então paroumas não deu tempo a Ben... sentou-se nele encaixando-se em seu pênis e começou se movimentar. Ben pegou em seus quadris e ajudou-a a se movimentar. Para cima e para baixo. Ele soltou uma das mãos e pegou um dos seios dela. Não. Não era impressão dele, ele estava um pouco maior... desceu a mão até o clitóris dela e ficou massageando-o enquanto ela subia e descia nele. Rey logo se fechou em torno dele gritando:
- BEEEEEN! – E ele gozou em seguida. Ela não saiu de cima dele logo, ele abraçou-a. Rey o beijou, e eles ficaram abraçados, beijando-se por um bom tempo até que... – Eu estou com tanto sono... – E ela se deitou ao lado dele, deixando-o sentado, fechando os olhos. Ben não aguentou e riu. Levantou-se, se vestiu e voltou à cama para falar com ela.
- Rey... – Ela abriu os olhos, sonolenta, olhando para ele, sorriu. Ben sorriu de volta para ela. – Eu vou fazer o almoço, você quer algo em especial?
- Peixe frito seria bom... – ela disse, e já foi fechando os olhos de novo. Ben beijou-lhe a testa. Se ela não voltasse ao normal em mais alguns dias, ele iria procurar o que era isso... e os seios dela estavam maiores! O que era isso? Ben havia passado por um momento horrível recentemente quando Rey quase morreu... ele não aguentaria algo assim de novo nunca mais, ele precisava saber o que estava acontecendo...
Ele chegou à cozinha, colocou arroz na panela e ligou o fogão. Pegou os filés de peixe no freezer e deixou-o descongelando. Enquanto o peixe descongelava, Ben sentou-se no banquinho da cozinha. Será que os dróids médicos haviam se enganado? Será que Rey havia ficado com alguma sequela que só se manifestou agora? Se não era isso, ela estava doente? Rey nunca ficava doente. Ela tinha uma imunidade de causar inveja. Ben atribuía isso a 19 anos tendo que se virar em Jakku sozinha...
Ben começou a fritar os peixes. Deixou-os bem sequinhos e crocantes do jeito que ele sabia que Rey gostava. E bom... se ela tinha devorado o café da manhã daquele jeito hoje, e havia pedido o peixe, ela iria fazer o mesmo. Ele sorriu pensando nisso. Finalizou os peixes, colocou nos pratos na sala de jantar, colocou na mesa junto com os sucos e os talheres. Lavou as mãos e foi chamar a dorminhoca.
- Rey... – Ele disse, tocando-lhe os braços novamente. Ela acordou e olhou para ele assustado.
- Ben, que cheiro é esse? – Ela perguntou. Ben cheirou o ar e não sentia cheiro de nada de diferente. Na cozinha, obviamente ficou o cheiro de fritura e da porta do quarto dava para sentir um pouco de cheiro de peixe, mas nada demais. Rey sentou-se na cama, aproximando-se de Ben e cheirou-lhe os cabelos por um segundo. Ela colocou a mão na boca e saiu correndo para o banheiro. Ben a acompanhou com o olhar mas só se levantou quando a ouviu vomitando. Quando ele entrou no banheiro, ela já estava dando descarga na privada e limpando a boca com as costas da mão. Ela olhou para ele, Ben tinha uma cara de completamente assustado. – Você precisa lavar seu cabelo, tá cheirando esquisito. Eu não estou legal...– Ben pegou uma mecha do próprio cabelo. Com muito esforço conseguiu sentir um pouquinho de cheiro de fritura. Rey estava agora escovando os dentes, a cara dela era péssima. Agora era sério... Rey estava bem doente...
- Se vista, nós vamos ao hospital. – Ele disse, saindo do banheiro. Rapidamente guardou o almoço na geladeira. Voltou para o quarto e Rey estava se vestindo. Entrou no banheiro e foi tomar outro banho. Se o cheiro do cabelo dele que ela tanto amava tinha feito ela vomitar, ele iria lavá-lo... Saiu do banho pela terceira vez no mesmo dia, vestiu-se e entrou no quarto e Rey não estava. Ela estava na sala, vestida com uma camisa dele bem velha que ela as vezes usava para ficar em casa, vendo um filme, provavelmente de comédia, e gargalhando... O QUE ESTAVA ACONTECENDO? Ele respirou fundo, ela obviamente não estava bem, ele não poderia se irritar com ela, e disse: - Rey... a gente tá indo para o hospital, não se lembra?
- Mas Ben... eu já melhorei – Ela disse sorrindo para ele. – Eu quero ficar vendo esse filme.
- Rey, você vomitou! – Ben quase gritou. Ela desligou a televisão e foi abraça-lo. Ele a abraçou de volta mas não sabia mais o que fazer.
- Eu vou amanhã, você vai para o templo e eu vou. Eu quero ir sozinha... – Ela disse.
- Tá bom, mas você vai! Eu vou te deixar lá, ok? – Ben perguntou. Ela concordou com a cabeça. Foram comer mas não o peixe frito. Ben tirou uma pizza congelada que eles haviam comido outro dia e não deu outra: Rey a devorou, faminta. Ben suspirou. Pelo menos amanhã ele saberia o que havia de errado e poderiam consertar, só esperava que não fosse nada grave.
