Para infelicidade de Kakarotto, ele acaba tendo que enfrentar mais uma recepção pomposa, enquanto Chichi enfrenta a realidade e a verdade sobre a sua raça, fazendo-a se envergonhar de pertencer a mesma...
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O presidente do hotel os recepciona, após curva-se, falando untuosamente com Chichi percebendo que era humano e a sua esposa não.
– Vossas majestades, sinto-me honrado com vossa visita. - a esposa também se curva, esta com uma roupa luxuosíssima e um olhar altivo.
Kakarotto apenas consente com a cabeça, para depois olhar em volta, soltando um quase imperceptível rosnado irritado, que somente fora percebido pela sua esposa, sabendo que fora causado por terem tido que encarar duas cerimônias pomposas no mesmo dia, algo praticamente irritante para ele por não apreciar tais recepções, além do tratamento tão formal.
Afinal, era alguém simples que não se importava com o luxo e status.
– O serviço de quarto será gratuito. Assim como tomei a liberdade de indicar alguns passeios maravilhosos, todos por minha conta, claro.
– Temos os nossos programas marcados, mas, agradecemos pela preocupação. Iremos analisar os passeios que selecionou para nós e depois avisaremos se concordamos ou não.
– Claro. Por favor, por aqui, vossas altezas.
Nisso, são guiados para o imenso hotel, acenando para uma espécie de mensageiro alienígena, quando adentram no luxuoso e espaçoso saguão,
Chichi sente seu coração despencar ao ver a espécie de coleira nele e o olhar servil, passando a observar o olhar do dono deste e de sua esposa, como sendo o mesmo olhar dos seus antigos donos para com ela, fazendo seu coração restringir-se.
Ao sentir pelo vínculo a tristeza dela, Kakarotto a conforta novamente, apertando a sua mão que ainda repousava em seu braço, sentindo que a tristeza da chikyuu-jin parecera diminuir, embora ainda persistisse.
Bastara ver essa cena para a terráquea se recordar da quase discussão que teve com seu esposo, quando estavam na nave se aproximando da órbita do planeta, por não querer acreditar quando ele disse "Vocês são, de fato, muito fracos. Quanto ao aspecto da escravidão, não consigo vê-los sem escravos, embora acredite que nem todos compartilharam disso. Além disso, pacíficos não são.".
Sentiu-se tola por defender sua raça falando que após serem escravos, não desejariam o mesmo para os outros por ter nutrido falsas ideias errôneas. Estava redondamente enganada, pois, por mais que alguns não desejassem algo assim para o outro, a maioria esmagadora sim. Agora, estava inclinada a acreditar no fato de que confirmava que os terráqueos eram fracos, embora não fossem pacíficos e nisso, acaba se recordando da organização Red Ribbon que ouvira quando criança, assim como se recordava de ver na tevê sobre conflitos com imagens de guerra, se lembrando de ter mudado o canal para um infantil quando o seu pai saiu da sala.
Nisso, o dono orienta qual é o quarto e o andar. O escravo e o casal caminham até o requintado elevador, até a suíte máster na cobertura do hotel, onde podiam ver toda a cidade.
Nisso, Kakarotto se despede do dono do hotel e pede gentilmente ao escravo o serviço de quarto quando chegaram, após o dono do hotel se retirar juntamente com a esposa.
O tom gentil e o pedido usando, "por favor,", deixou o escravo embasbacado, enquanto demorou alguns minutos até se recuperar da surpresa, sorrindo timidamente e agradecendo.
O príncipe decidira após conversar com a sua companheira, que ambos descansariam naquele dia, para no dia seguinte irem para os passeios turísticos.
Após o mensageiro se retirar, a chikyuu-jin saiu do espaçoso e requintado ambiente interno até a área externa imensa com piscina, passando a olhar do parapeito a movimentação abaixo, vendo os seres como se fossem minúsculos pontos moveis.
Estava chateada, pois vira o olhar do dono do hotel e sua esposa para com o escravo, assim como de outros clientes que estavam no saguão, inclusive humanos dentre os extraterrestres, mantendo os alienígenas como escravos para servi-los, fazendo Chichi nesse momento, sentir-se envergonhada com o comportamento dos terráqueos, confirmando o que seu esposo falara na nave, mas, que não quisera ouvir e aceitar como verdade, enquanto baseava a defesa de sua raça com suas ideias errôneas e consideravelmente infantis.
Nisso, sente Kakarotto abraça-la e após beija-la no cabelo e aspirar o seu perfume, apoia o seu queixo no ombro dela que suspira tristemente, enquanto falava olhando para um ponto qualquer a sua frente.
– Você estava certo... Não conhecia esse lado da minha raça.
– Não fique assim. Você criou muitas expectativas e é natural defende - la, ainda mais depois de tudo o que passou. Sinto que tenha visto. Nem todos são como ele, há com certeza alguns que não irão querer escravos por abominar tal ideia, assim como eu abomino. Não se julgue tão severamente, assim como a sua raça. São propensos a falhas, assim como muitas outras. Além disso, depois de tudo o que passou, é natural querer defender a sua própria raça.
Chichi apenas confirma com a cabeça, sentindo que sua tristeza se dissipava. As palavras de consolo e de apoio dele ajudaram a lidar com a destruição de suas ideias ideológicas e puramente pueris, além de fazê-la deixar de se julgar com tanta severidade. Como seu esposo falara "São propensos a falhas, assim como muitas outras" e depois "Além disso, depois de tudo o que passou, é natural querer defender a sua própria raça ". E seu marido tinha toda a razão.
Além disso, com certeza, havia alguns poucos que abominavam a escravidão e decidira confortar-se com essa ideia, decidindo não condenar a sua raça como um todo como estivera fazendo minutos antes enquanto pensava na "quebra" de suas ilusões infantis frente a realidade fria e irônica.
Kakarotto decidiu ocultar o fato de que aquele homem orgulhoso e vaidoso já foi escravo da alienígena, que era proprietária do hotel luxuoso. Ela se apaixonou por ele. Quando se casaram, foi libertado a força e passou a se tornar dono do hotel ao se casar com ela. Porém, este havia se esquecido de como era sua vida antes, acabando por não tratar os inferiores com mais compaixão e benevolência.
Amargamente e ironicamente, adquiriu o mesmo olhar de sua ex-dona e atual esposa.
Achou que não era de bom tom citar isso a sua companheira.
Nisso, ficam abraçados por algum tempo, compartilhando do calor um do outro com a terráquea sentindo o seu calor, assim como a respiração do mesmo que fazia cócegas nela, não impedindo de sorrir, enquanto suspirava de contentamento, seguido por seu esposo que se inebriava com o cheiro de sua amada, acariciando com o seu nariz os cabelos suaves e sedosos, sentindo que a pequena carícia estimulava sua libido e esta suspirava de prazer, enquanto decidira não desperdiçar a sua lua de mel em um ambiente tão lindo, sendo inclusive, este o seu planeta natal.
Afinal, nada do que pensasse, poderia mudar a situação de outras raças de extraterrestres que eram escravos, assim como os demais chikyuu-jins que permaneciam escravos em Bejiita.
Então, ao sentir pelo vinculo que estava calma e relaxada, desce seus lábios até a nuca dela, mordiscando sua marca, fazendo-a soltar um gemido, enquanto que se contorcera momentaneamente em seus braços para suspirar de contentamento, ao senti-lo percorrer o seu pescoço com beijos cálidos se dirigindo até o seu ombro exposto pelo elegante vestido que usava, fazendo-a arfar, enquanto beijava e levemente mordia.
Com um sorriso malicioso, sendo tomado pela luxúria, olha para a piscina, vendo uma espécie de controle pequeno em uma mesa, para depois usar a língua e traçar um caminho do ombro até o lóbulo da orelha, sussurrando roucamente em seu ouvido:
– O que acha de compartilhamos a piscina?
Nisso, mordisca o lóbulo dela arrancando mais um gemido da chikyuu-jin, que responde fracamente, praticamente em um sussurro inaudível para os humanos, mas, não para os saiya-jins, sentindo-se entorpecida pelas carícias e o costumeiro incomodo abaixo do seu ventre.
– Sim...
