EPILOGO

Quatro anos e alguns meses depois...

Jane caminhou até a sala para pegar seus pertences. Óculos escuros, carteira com 250 dólares que realmente impressionou a mulher por ainda estarem lá, o Zippo da Harley-Davidson que ela havia comprado pouco antes de ir para a cadeia, o relógio de pulso feito de prata que Cooper havia dado de natal, um pacote de halls e um maço fechado de cigarros.

"Eu fumei os cigarros antes de estragarem, mas comprei outro maço para você" explicou o policial que parecia ter uns 25 anos e com cara de assustado, talvez ele ainda não se sentisse confortável falando com uma ex-presidiária.

"Valeu por ter comprado outro... Achei que nem ia ter mais." agradeceu Jane colocando no bolso da calça jeans surrada que já vestia. Abriu o envelope de novo e viu a corrente com a chave da caixa que devia estar esquecida no seu quarto. "Sabia que essa merda tava aqui..." murmurou chateada e colocou no pescoço.

"Vamos." Chamou a policial que ajudou a morena em diversas brigas. A mulher sorriu quando Jane passou a jaqueta pelos ombros e a vestiu. "Fico feliz por você estar saindo. Mas triste, pois vou sentir falta das nossas conversas sobre livros...".

"Eu também vou sentir Ashley... Obrigada por tudo" falou a menina e abraçando a policial em seguida.

As duas caminharam para o portão de ferro que abriu com um barulho alto, Jane colocou os óculos escuros por conta do sol forte, apesar do frio cortante que o vento trazia. A morena com calma, abriu o maço de cigarros e soltou um, o pegando com a boca e acendendo com o Zippo em seguida. Pelo jeito o rapaz havia mantido funcionando também, ele é realmente uma boa pessoa pensou Jane. Ela tentou arrumar os cabelos compridos, mas ela ainda tinha dificuldade em amarra-los, quando a levantou o olhar sorriu como nunca.

"Porque será que eu sabia que vocês iriam me buscar?" perguntou Jane bem humorada e com o cabelo em um rabo de cavalo meio desajeitado.

"Porque a gente não vive sem você..." respondeu Blaine com um suéter da Ralph Lauren preto e calça social preta abraçando a irmã, sendo observado por Quinn que tinha um sorriso enorme, ela estava deslumbrante de jeans azul escura e jaqueta branca. Como ela conseguia, isso era um mistério.

"E ai loira..." brincou Jane a abraçando em seguida.

"Eu senti tanto a sua falta" sussurrou Quinn fazendo morena perceber que ela chorava em seu pescoço.

"Tá tudo bem?" perguntou Jane olhando para o rosto da mulher. "Cadê a Rachel?"

"Ela está em turnê com a peça... Mas, tá tudo bem sim...".

Blaine observou as duas se abraçarem novamente, ele deu um pigarro. "Vamos tomar um café? Kurt já deve ter chego."

"Vamos sim..." respondeu Jane puxando o braço da loira e ambas caminharam até o carro de Blaine.

-X-

Os três estavam sentados quando Kurt entrou no café, ele estava com uma pasta preta da Prada para notebook pendurada no ombro esquerdo e falava no celular meio ferozmente com alguém. Jane reparou em três coisas que a espantaram: Kurt estava de camiseta branca e calça social preta, com a camisa azul marinho jogada por cima da pasta preta. Ele estava usando óculos e o mais espantoso de tudo, o rapaz estava com um cavanhaque e a barba parecia que ele não fazia há alguns dias.

"Eu já disse, ninguém vai usar rosa nesse casamento!" gritou ao telefone quando estava mais próximo. "Ok Cecil. Depois nos falamos..." e desligou, olhou para a cunhada e voltou a ser o velho Kurt. "JANE MINHA LINDA!" e abraçou a cunhada a tirando da cadeira.

"Meu deus Kurt! O que aconteceu com você?" perguntou Jane ainda em choque sendo abraçada.

"Oh, a barba né? Todo mundo fica surpreso..." brincou ele a soltando. "Vocês tinham que ver a cara do Finn quando eu fui deixar nossas malas na casa dele" ele deu a volta na mesa e beijou os lábios do noivo. "Aliás, oi meu amor".

"Olá querido..." respondeu Blaine sorrindo.

"Quinn, sempre bela." Disse Kurt dando um beijo em sua bochecha.

"Cecil está te deixando louco não?" perguntou Quinn sorrindo.

"Eu não quero falar dessa vaca agora." Retrucou irritado, sorriu novamente e olhou para Jane. "Diga-me tudo, não me esconda nada. Você vai para Nova York com a gente né?"

"Oh, mas isso é óbvio" respondeu a morena sorrindo. "Eu sinto que preciso estar naquela cidade" e olhou de lado para Quinn que sorriu em aprovação. "Mas, por favor, me atualizem, comecem por quem permaneceu em Lima."

"Bom, Finn está gerenciando a rede Hudson&Hummels de borracharia enquanto meu pai continua em Washington. Está muito bem casado com a vaca da Emily" começou Kurt fazendo o noivo e a loira rolarem os olhos. "Sam é o novo treinador do McKinley, Artie é professor de Álgebra e Mercedes é a treinadora do New Directions."

"E o Sr. Schuester?" perguntou Jane dando um gole na bebida e quase desmaiando de felicidade fazendo todos sorrirem. "Deus, sentia falta disso" completou.

"Ele é o diretor. A Srta. Sylvester não está nem um pouco feliz com isso" disse Quinn rindo. "Tina está com Mike em Chicago, infelizmente é só isso que sabemos."

"Eu estou em uma banda, e a Rachel é a estrela do novo musical da Broadway escrita pelo talentosíssimo Kurt Hummel." Continuou Blaine sorrindo.

"Isso eu já sei... Assim como que a Kate casou." Interveio Jane.

"O meu novo livro sai semana que vem." Disse Quinn do nada fazendo os outros três pularem de alegria.

"Mas isso é ótimo Quinn!" elogiou Blaine. A loira agradeceu com a cabeça.

"Brittany e Santana?" perguntou Jane meio insegura.

"Brittany está com um estúdio de dança em Los Angeles, parece que ela é uma coreógrafa excelente. Santana é uma cirurgiã excelente, especializada em transplantes." Respondeu Quinn sorrindo. "Santana deve encontrar a gente em Nova York."

"Isso se o horário de Santana estiver disponível" falou Kurt ácido. Blaine deu uma leve cotovelada nele. "O que? É verdade!" se defendeu o rapaz.

"E você sabe que o Johnny está com a Kate." Concluiu Blaine.

"Sim, eu sei, aliás, ela me pediu para ir vê-lo assim que eu saísse..." afirmou ela "Vocês sabem o que ela quer?".

Os três se entreolharam como se soubessem sim, mas todos negaram com a cabeça.

"Ai tá bom, é ela que tem que me dizer, já entendi." Disse Jane com um tom que tinha um pouco de irritação mal contida.

"Quando você vai para Nova York?" perguntou Quinn.

"Quando vocês três voltarem. Ou seja, o mais rápido possível." Respondeu Jane rapidamente. "Bom, eu preciso ir ver o meu pequeno, alguém me dá carona?" questionou olhando para os três.

"Vamos lá. Deixemos os pombinhos curtirem o local aonde o amor floresceu..." brincou a loira se levantando e sorrindo para os dois que apenas acenaram com a cabeça dando tchau as duas.

Quinn saiu e foi acompanhada pela morena até o estacionamento, quando ela viu duas motos estacionadas.

"TÁ DE BRINCADEIRA NÉ?" gritou Jane ao ver a Harley-Davidson Dyna Wide Glide prata que ela tinha comentado com Quinn. A loira tinha um imenso sorriso.

"É seu presente de boas-vind..." tentou mas foi cortada pelo abraço gigante da morena. "Eu achei que você ia gostar."

"GOSTAR? Eu amei!" gritou Jane. "Poxa Quinn, não precisava...".

"Ah qual é Jane... Você teve que vender a sua moto, não ia te deixar a pé né?"

"E essa outra?" perguntou olhando para Harley-Davidson Iron 883 preta do lado.

"Essa é a minha bebê..." brincou Quinn se sentando na moto. Ela tirou o capacete do guidão e enfiou na cabeça. "Nem preciso te dizer o quanto a Rach ficou irritada né?"

"Não... Realmente, não precisa." Respondeu Jane risonha tirando o seu capacete prata do guidão. "Assim, só para perguntar, como elas chegaram aqui e porque tem uma cadeira pequena na minha?"

"O Finn trouxesse com o carro da borracharia enquanto estávamos conversando, e o Johnny tem que ir em algum lugar né?" brincou Quinn.

"Se você está achando que vou levar meu filho na moto você só pode estar de brincadeira..." disse Jane ligando a moto e sorrindo.

-X-

As duas motos estacionaram atrás de um sedan prata na garagem de uma casa branca de tijolos com cercas vermelhas, tinha muito a cara de Kate mesmo.

"É aqui mesmo?" perguntou Jane olhando alguns brinquedos no gramado verde.

"Sim..." respondeu Quinn descendo da moto e sendo acompanhada pela morena até a porta. Tocou a campainha e nem cinco minutos depois Kate apareceu com imenso sorriso.

"JANE!" gritou abraçando a outra em seguida. "Que saudade querida...".

"Eu também estava com saudades de você Kate" murmurou a outra sorrindo, Kate cumprimentou Quinn e fez sinal para as duas entrarem na casa. A decoração era muito mexicana, por falta de palavra melhor. Tinha muitas fotos de parentes e algumas estátuas de santos.

"Juan está trabalhando..." comunicou Kate pegando alguns brinquedos jogados pela sala. "Espera só um minuto." E saiu da sala.

"Juan... Porque esse nome não me é estranho?" perguntou Quinn.

"Juan Lopez, ele é primo da Santana e foi o estágiario do meu médico. Kate é casada com ele." Respondeu Jane olhando algumas fotografias. "A Carmen com o Johnny..." sussurrou com a voz cheia de saudades. Quinn se levantou e abraçou a cintura da outra que tinha algumas lágrimas no rosto. A fotografia parecia ter sido tirada na maternidade. O sorriso de Carmen era absurdo.

"Jane, te apresento o seu filho o senhor John Anderson Morales" brincou Kate segurando um menino de seis anos que tinha um sorriso encantador, e incrivelmente parecido com o da morena.

"Ei Johnny..." disse Jane fraca tirando o menino do colo de Kate.

"Mamãe!" gritou o menino feliz abraçando a mãe com força.

"Oh querido... Como eu te amo sabia?" perguntou a mulher chorando.

"Vem Quinn, me ajude a fazer um chá para nós sim?" pediu Kate indicando a cozinha para a loira e sorrindo.

"Claro, já voltamos Jane..." disse a loira e saindo com a latina.

-X-

Jane colocou Johnny para cochilar em seu quarto e voltou para a sala. Acendeu um cigarro e olhou para Kate que estava na sua frente enquanto se sentava ao lado de Quinn. Juan já tinha voltado para o hospital por conta de um plantão.

"O que você queria falar comigo?"

"É... Você fez 21 anos mês passado certo?" perguntou a advogada mexendo em alguns documentos.

"Sim..." respondeu Jane nervosa.

"Bom, como o meu dever de sua advogada e guardiã de Johnny, eu tenho aqui as documentações legais para lhe devolver a guarda dele." Disse Kate estendendo a folha para Jane que engasgou com a fumaça.

"Perai, o que?" perguntou Jane assustada. "A guarda do Johnny é minha?" questionou olhando a advogada lhe entregar um documento. Ela colocou o cigarro no cinzeiro e sorriu para Quinn que tinha os olhos cheios de lágrimas. Ela pegou a caneta e começou a ler o papel.

"Carmen deixou no testamento que a guarda do Johnny era minha até você fazer 21 anos. Por motivos óbvios, a lei de Ohio me impedia de te devolver antes que você saísse da prisão. Agora que você é uma mulher livre, você é mamãe novamente." Brincou Kate, Quinn deu uma gargalhada com a brincadeira da outra.

"Oh Deus... Mas eu nem sei criar uma criança!" exclamou Jane depois de assinar os papéis. "Eu sou uma criança ainda!"

"Você vai ser uma excelente mãe Jane..." disse Quinn alisando o braço da amiga passando conforto. "E se precisar eu e a Rachel te ajudamos em Nova York, e você ainda vai ter os tios Kurt e Blaine para te ajudar também...".

"Obrigada Quinnie..." agradeceu a morena.

As duas se despediram de Kate e Juan, elas prometeram ir no dia seguinte buscarem Johnny – que já sabia que ia morar com a mãe em Nova York – e todos iriam se mudar na semana seguinte.

-X-

Três meses depois em Nova York...

Quinn e Jane andavam pelas ruas da Broadway, a loira ia para a grande estreia de Rachel e o musical – McKinley High, A Juventude e Seus Amores – que Kurt havia escrito baseado na história de praticamente todo mundo ali. Jane ainda não havia encontrado com Santana. A latina parecia estar sempre ocupada no hospital, ou como Jane desconfiava, ela evitava o re-encontro com todas as suas forças. Aquele dia não tinha desculpa para as duas não se encontrarem. Rachel havia feito a latina prometer que ia aparecer.

Quinn parou na porta de uma floricultura e observou as flores que tinham por ali. Jane parou ao seu lado a observando.

"Eu acho que vou comprar um buquê para a Rach..." disse a loira depois de um tempo.

"Você quer que signifique o quê?" perguntou Jane.

"Que eu a amo, que eu a admiro, que ela tenha sorte..." começou Quinn, a morena começou a tirar algumas flores e as combinando perfeitamente. "E que ela case comigo." Imendou a loira olhando para a amiga.

Jane começou a rir, ela coçou a nuca – do agora cabelo curto e espetado – e começou a mexer na jaqueta.

"Você já tem um anel?" perguntou ainda com a mão no bolso e tirando o celular e dando uma olhada rápida nele.

"Na verdade não... Estava pensando em ir soltando a ideia para ela agora." Respondeu Quinn observando a mão da morena que estava com um buquê de flores diversas.

"Eu conheço o lugar ideal para irmos agora." Disse Jane, ela se virou para a florista "Você tem Lisianthus?"

A florista parecia admirada pelo conhecimento da outra.

"Como você sabe tanto sobre significados de flores?"

"Eu saia com uma florista... Quando ela me trouxesse uma dessas, eu terminei com ela" respondeu Jane naturalmente.

"Sério? E você quer que eu dê uma dessa para a Rachel?" perguntou Quinn rindo.

"Eu sai umas cinco vezes com a menina! Você e a Rach já estão juntas a o que? Cinco anos?" questionou Jane.

"Nesse caso você tem razão..." concluiu Quinn.

As duas pegaram as flores e foram até a joalheria que Jane conhecia. Quinn comprou a melhor alinça que eles tinham. Jane ficou abismada com a quantidade de diamantes que tinha naquele anel. A morena se despediu da loira e foi para o local aonde ia ser a festa de lançamento da peça.

-X-

Sucesso. Essa palavra definia muito bem o que havia acontecido naquele teatro. Kurt, de esperança era realidade na reformulação da Broadway, Rachel já tinha uma indicação ao Tony, mas agora o prêmio parecia muito mais próximo. Quinn estava radiante com a agora noiva do seu lado na entrada do bar, Rachel não parava um único segundo sequer de sorrir. Blaine e Jane já estavam no palco do lado dos caras da banda The Anderson's, a sondagem de diversas gravadoras era cada vem mais frequente. Mas todos ali sabiam que faltava uma única coisa para tudo ficar do devido jeito: Jane e Santana. A latina ainda não tinha dado as caras, mas com as persistentes ligações de uma diva insistente, ela havia dito que ia do hospital direto para o bar.

"Boa noite pessoal" saudou Blaine. "Eu sou Blaine Hummel-Anderson e hoje nós temos a presença dos espetaculares membros da peça McKinley High, Rachel Berry, Kurt Hummel, Sarah Preston, Heather Fowles e Barbara Hastings!" o público do bar aplaudiu em peso, a grande maioria vinda das pessoas que tinham assistido a peça.

"Eu sou Jane Anderson, guitarrista, vocalista e a cafajeste original da peça" disse Jane fazendo todos rirem bastante. "Vamos ver se a senhorita Hastings tem me representado bem!", a menina riu bastante e fez um sinal de positivo. "Nós somos os The Anderson's e vamos melhorar ainda mais a noite de vocês. Primeiro drink por minha conta!" vários vivas depois, Jane observou o público inteiro e finalmente a viu. Santana. Ela ainda estava de jaleco e parecia que estava a um passo de dormir na cadeira, o olhar de ambas se cruzou e a latina sorriu para a vocalista.

"Essa é para você" sussurrou Jane a olhando, ela virou e fez um sinal para o baterista. A guitarra de Jane começou a melodia simples.

[Jane]

Eu já estive aqui antes, algumas vezes

E eu estou bastante ciente de que nós estamos morrendo

E suas mãos, elas acenam com despedidas

E eu traria você de volta, se você me recebesse

[Jane e Blaine]

Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

[Jane]

Vamos, me deixe abraçar você,

Tocar você,

Sentir você,

Sempre

Beijar você,

Provar você

A noite inteira

Sempre

Santana sorriu para a vocalista.

[Jane]

E eu sentirei falta da sua risada, do seu sorriso

Eu admitirei que estou errado, se você me disser

Eu estou tão cansado de brigas, eu odeio elas

Vamos começar isso de novo, de verdade

[Jane e Blaine]

Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

[Jane]

Vamos, me deixe abraçar você,

Tocar você,

Sentir você,

Sempre

Beijar você,

Provar você

A noite inteira

Sempre

Sempre

Sempre

O público aplaudiu a apresentação, Jane e Blaine não deram nem um minuto de folga e já começaram a tocar outra música.

-X-

Seis Meses Depois...

A areia da praia incomodava um pouco os meus dedos do pé. Eu abria e fechava os dedos, ouvi a risada irritante de Santana do meu lado. Eu tenho a impressão que eu estou suando, mas o tempo está tão bom.

Jane sussurra algo no ouvido da latina irritante, o que faz ela rir mais ainda. Como eu odeio essas duas terem voltado, elas infernizam a nossa vida sempre que o possivel, principalmente no sofá da nossa casa. E a visão não é tão agradável quanto eu pensava, mas isso se deve ao nosso nível de amizade certo? Droga, começaram a tocar a música da entrada dela.

[Santana]

Ela

Pode ser o rosto que eu não posso esquecer.

Um traço de prazer ou arrependimento

Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar.

Ela pode ser a música que o verão canta.

Pode ser o frio que o outono traz.

Pode ser cem coisas diferentes

Dentro da medida de um dia.

Finalmente eu a vejo, com um vestido perfeito todo branco, que combinava perfeitamente com a pele dela. Era interessante como ela conseguia ficar ainda mais bonita daquele jeito.

[Jane]

Ela

Pode ser a bela ou a fera.

Pode ser a fome ou o banquete.

Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno.

Ela pode ser o espelho dos meus sonhos.

Um sorriso refletido em um riacho

Ela pode não ser o que ela pode parecer

Dentro da sua casca

A Jane está chorando e eu acho que eu estou também.

[Jane e Santana]

Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.

Cujos olhos podem ser tão secretos e tão orgulhosos

Ninguém pode vê-los quando eles choram.

Ela pode ser o amor, que não pode esperar para durar

Pode vir para a mim das sombras do passado.

Que eu vou me lembrar até o dia que eu morrer

Eu nunca vi uma caminhada parecer tão longa. Eu vejo ela sorrindo para mim, e por incrivel que pareça, eu acho que eu ficaria aqui, durante toda a eternidade apenas para ve-la.

[Rachel]

Ela

Pode ser a razão pela qual sobrevivo

O porquê e o motivo de eu estar vivo

A única que que eu vou cuidar prontamente ao longo dos anos durante as adversidades.

Eu vou pegar as risadas e as lágrimas dela

E farei delas todas as minhas lembranças

Para onde ela for, eu tenho que estar

O sentido da minha vida é

Ela

Peguei a mão de Quinn, e senti que finalmente a minha vida estava completa.

[Jane e Santana]

Ela, ela

THE END.