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- Quem? Quem? – Hagrid parecia aterrorizado e ao mesmo tempo engasgado com o que havia de dizer.

Gracie parecia perceber isso e continuou, mesmo com o olhar reprovador de Inês.

- Sim… que era Tom Riddcle? – E que eu vi o nome dele num troféu do melhor aluno do século, é só por curiosidade.

- Ah – Hagrid parecia mais aliviado mas mesmo assim ainda gaguejava – Era um aluno inteligente demais… era…

Gracie parecia ter tido um momento de iluminação e disse numa voz quase que inaudível.

- Tom Riddcle é o Voldemort?! – Hagrid parecia novamente assustado, mas ela prosseguiu – É! Tom Riddcle é o Voldemort.

Hagrid olhou para elas, Inês estava branca e Gracie parecia seria e pensativa…

Grimmauld Place.

- Sirius?? – Bellatrix chamou-o depois de sentir um arrepio percorrer-lhe a espinha. – Sirius!?

- Bella, estou a ir.

Sirius desceu e olhou para a mulher que tinha no rosto uma expressão seria e parecia ter medo de algo.

Ele correu para ela e abraçou-a, perguntando:

- Bella? Está tudo bem? – Ela nada respondeu, limitou-se a abraça-lo – Bella?

Ela limitou a responder, num baixo tom de voz.

- Abraça-me… - E ele assim fez, abraçou-a durante algum tempo, até que quando ela parecia mais calma, ele perguntou novamente: - Bella, o que é que aconteceu?

Bellatrix respirou fundo e respondeu

- Não sei, algo de mal, é como se dentro de mim, algo despertasse e me lembrasse que alguma coisa ia acontecer, não sei o que vai ser, mas vai acontecer.

Ele sentiu um medo percorre-lhe, mas ainda assim teve a consciência de a beijar, como se lhe quisesse transmitir uma paz.

O beijo trouxe-lhe uma esperança doce, quase que infantil, e uma enorme vontade de o beijar de volta, e num movimento súbito, ela subiu para o colo dele e continuou a beija-lo, mas de uma forma completamente diferente.

Em Hogwarts

Draco andava calmamente pelos corredores do castelo, ia ter com Sofia.

Ele andava com a Sofia à quase… não sabia bem, mas era tão bom, era tão bom sentir os lábios dela sobre os dele, era tão sentir o cheiro dela, era tão bom ver os cabelos vermelhos dela esvoaçarem pelos corredores, ela fazia-o feliz, fazia dele uma pessoa melhor, melhor do que aquilo que sempre fora, fazia-o pensar duas vezes antes de cometer uma loucura desmedida, fazia-o pensar em como realmente valia a pena a vida.

Draco estava tão envolto nos pensamentos que não deu pelo olhar da namorada, Sofia olhava-o pausadamente, e ao vê-lo tão concentrado, não resistiu e começou a rir-se. E Draco deu pela presença dela, e sem pensar duas vezes beijou-a.

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh – Um grito ecoou pelos corredores do castelo, e Sofia e Draco separaram-se, e correram em direcção ao grito.

E o que viram a seguir fê-los paralisar, Diana estava no chão de um corredor junto à biblioteca, e junto a ela um vulto encapuzado de varinha na mão, que ao vê-los, saiu dali a correr, mas antes deixou uma rosa negra…

Na enfermaria

Diana tinha chegado à enfermaria à quase vinte minutos e Harry, que entretanto tinha chegado do treino, e o tinham avisado, e segurava a mão da namorada, até que ele pode ouvir a voz de Sirius e afastou-se.

- O que é que aconteceu à minha filha?

Albus Dumbledor, parecia um pouco assustado, o que não era habito dele, mas mesmo assim prosseguiu com a explicação.

- A Diana, segundo o que eu sei, saiu da Biblioteca, Sirius – Ele olhava-o com um ar pensativo – E foi atacada, não sei por quem, mas têm haver…

Sirius pareceu perceber, mas ambos pararam a conversar quando olharam para os mais novos (Sofia, Draco e Harry) que ali estavam, interessadíssimos na conversa.

- Olá padrinho – Harry disse – A Diana…

- Eu sei, eu sei Harry – Sirius sentou-se ao lado da filha que se mexeu levemente.

- Pai? – Ela perguntou – Onde é que..?

- Shiu… - Ele disse – A mãe já chega, descansa pequena.

Diana fechou os olhos até que sentiu junto a si uma mão quente, pousar-lhe na testa, e ouviu uma voz que reconheceu ser da mãe.

- Mãe? – Diana abriu os olhos agora mais despertos. – O que aconteceu, o homem, o Voldemort, onde é que ele está!

- Calma Diana – A mãe disse – Está tudo bem, ele foi apanhado, agora está tudo bem.