Um dia de trabalho tão tranquilo e feliz como os outros. Naomi teve um dia ótimo e um desempenho bom como foi na primeira semana de trabalho ali, há mais de dois anos atrás. Ganhando boa renda agora com os três livros, já tinha uma notoriedade que a permitia até mudar seu pseudônimo para o nome original: Naomi Mosli.
Na folga do trabalho, consultou sites de leilão onde quis colocar seu antigo casarão em leilão. Decidiu que metade do dinheiro ela daria para alguém especial. E a outra, ela compraria uma outra casa por ali – esperando ver o que Hisoka planejava antes. Ela até poderia sair dali, mas não queria sair de York Shin.
No fim do expediente, ficou pensando por que Eros não havia levado para o trabalho e, depois de arrumar sua bolsa, olhou para a janela, curiosa se ele poderia estar ali pronto para busca-la. Ficou pensando se Hisoka ainda aprovaria aquilo. Então, ele quem deveria busca-la. Mas e se Eros estivesse ali para buscá-la? Não poderia fazer mais desfeita que deixa-lo frustrado em seu amor.
Mas não era ele quem estava ali? Na moto, olhando justamente para cima, como se estivesse procurando-a. Ao ver, ele deu um aceno, o que fez ambos sorrirem. Era bom ver Eros ali para busca-la. Naomi saiu correndo feliz pelos corredores, querendo logo subir naquela moto e ir para a casa, com ele.
– Eros! Pensei que não viria...
– Só não vim de manhã porque amanheci indisposto. – Eros guardou para si a verdade – Nem pude te avisar, desculpa.
– Tudo bem, mas que bom que está melhor, pelo visto!
Eros de o capacete para Naomi, que colocou. Ele ajeitou o capacete para ela. Era um ritual aquilo. Naomi subiu na moto e segurou Eros pela cintura.
– Eros, você viu Hisoka saindo de casa quando veio me buscar?
– Sim, e também foi ele que me pediu para te vir buscar como sempre faço.
– ...sério? E ele disse para onde foi?
– Não, isso ele não diria para mim.
– Ué, ele poderia falar para eu saber.
– Talvez tenha te deixado algum recado dentro de sua casa.
– ...Mas e a chave? Como ele saiu de lá se eu tranquei a porta?
– humm... ai, realmente não sei.
– Pela janela! Eu a deixei aberta! – distraída, Naomi soltou a cintura do outro para colocar as mãos na cabeça e quase caiu da moto, isso se ele não parasse bruscamente ao sentir falta das mãos dela em torno da cintura.
– Cuidado, Naomi! Por que me soltou?
– Ahhh... desculpa. – ela fez uma careta sem graça por baixo do capacete. Ele esperou ela voltar a segurar nele firme para continuar.
Voltaram a andar de moto, mas em silêncio. Pelo menos, por uns minutos.
– Não me leva a mal... mas esse Hisoka... não parece ser flor que se cheire. – comentou Eros, sacudindo negativamente a cabeça.
– ...você acha?
– Quase tenho certeza. Não sei como eu ainda confio você nele. Realmente... ele te protege... mas ainda assim... é uma criatura enigmática. Eu sou confuso, mas ele parece extremamente mais...
Naomi sorriu ouvindo aquilo.
– ...E ele pediu mesmo para que tomasse conta de mim?
– Mas isso... faço sem ele me pedir, Naomi! – comentou rindo, parando em um posto de gasolina para reabastecer a moto – mas ele saiu de casa e, a me ver lavando a moto, parou para me pedir que fosse ver como estava. – ele saiu da moto.
Naomi saiu também, e ele a levou nas mãos até uma moça que trabalhava ali no posto. Ambos ficaram um ao lado do outro, vendo a moto ser reabastecida.
– Eu espero... que volte logo.
– Talvez agora ele fique... e já sabe... – deu uma leve cotovelada nela – vou estar sempre aqui...
– ...até que goste de alguém livre e desimpedida. – comentou Naomi, com um sorriso fraco no rosto.
– O destino sabe o que tece em sua linha... mas pelo menos, já somos grandes amigos. – esfregou a palma da mão na cabeça dela como se fosse um menino. Naomi ria e saia do alcance dele.
– Para com isso, bobo!
– Com licença, a moto já está pronta para seguir uma longa viagem. – disse a frentista.
– Ah, ótimo! Ah, toma aqui. – o ruivo encapuzado deu uma gorjeta para ela, que agradeceu com um singelo sorriso meio amarelado.
E os dois subiram na moto, seguindo o caminho para a casa.
– Deixarei você em casa e depois, vou trabalhar.
– ...vai continuar lá?
– Claro. Nada me impede no momento.
Ela entendeu quieta. E assim ele fez, despedindo-se antes com um beijo rápido na bochecha dela, e seguindo caminho para aquela boate. Vendo o rapaz desaparecer no horizonte, Naomi entrou em casa, abrindo a porta que deixou trancada ao sair. De fato, ele saiu pela janela.
– Hisoka? ...você ainda está aí? – Naomi perguntou para os ares, caso ele já estivesse lá.
Veio Kuro fazer festinha para a dona se esfregando nos pés dela. Ela o pegou no colo e foi até a mesa onde havia deixado uma nota. Estava aberta, provavelmente ele leu. E escreveu também, sendo percebido por ela ao pegar o tal papelzinho.
"Também dei uma saída. Volto ainda essa noite. Vamos nos divertir bem nela, quer?"
Ela sorriu, beijando a nota longamente.
– Meu amor... parece que estamos começando muito bem. – disse Naomi, deixando o bilhete na mesa e indo com Kuro até o quarto. Deixando ele na cama – que pulou novamente para o chão – Naomi abriu o guarda-roupa, já pensando na roupa maravilhosa que queria colocar para Hisoka naquela noite. Queria estar bem arrumada e...sexy, por que não? Sexy para o homem certo. Mas achou as roupas tão simples, tão comuns para o dia a dia – Acho que se for rapidamente até a rua comprar uma roupinha nova e melhor que aquelas para ela.
E assim, ela saiu e foi até algumas lojas de moda feminina perto dali. Achou tudo tão insignificante, não que fossem feias; mas queria estar realmente bonita para ele naquele possível encontro naquela noite. Até que uma das moças lhe sugeriu um vestido vermelho-carmesim, com discreto brilho nas alças finas, bem justo no corpo.
– Ele valoriza as curvas e te dará um corpo bem mais feminino que já tem. Esse é bem ideal para seu tamanho, pois ele alonga a silhueta e te dá uma altura melhor e mais decente.
Aquilo poderia ser um pequeno desestímulo para Naomi, mas ela estava concentrada demais em arranjar uma roupa bem linda para impressionar Hisoka que se esqueceu da impressão ruim que teve em ver aquela vendedora literalmente esnobar seus traços com as qualidades daquele vestido. Realmente, aquele vestido vermelho discreto e justo era o mais bonito e também o mais sensual. Assim, Naomi acabou levando aquele mesmo. Voltou para a casa feliz, e terminou de se arrumar tomando um banho bem cheiroso e caprichando na maquiagem – que raramente usava, nem mesmo quando aparecia alguma espinha ou até para disfarçar uma pinta perfeitamente redonda e amarronzada que possuía um pouco abaixo do olho esquerdo. Ao terminar, viu-se no espelho. Estava elegantemente bela.
– Será que não tem algo exagerado? – Naomi ainda estava focada em possíveis falhas. Mas sim, o vestido lhe deu um ar de mulher estonteante e deu uma alongada em sua silhueta. De alguma forma, a mulher vendedora acertou.
...
Assim como Naomi saiu para procurar uma roupa para aquela noite, Hisoka também fez isso. E sem contar a surpresa que levaria para ela. No início, ficou com dúvida se daria aquele presente para a sua morena, mas decidiu arriscar. Afinal, ela gostava do que era relacionado aquele presente surpresa. Seria um presente que ambos poderiam curtir bastante juntos.
Voltava para a casa dela com um terno social de cor vermelho carmesim – apenas uma tonalidade mais escura que o vestido de Naomi –, sem gravata, com a gola da camisa branca aberta. Bem social em comparação a Naomi, que estava mais para elegante. Em vez de entrar pela frente, foi até em direção a janela dos fundos – onde ficava o quarto de Naomi e começou a atacar umas pedrinhas. Nenhum sinal dela. Não queria entrar pela porta, queria que ela aparecesse ali antes.
Por fim, alguém especial olha pelo vidro da janela. O ruivo, com os cabelos penteados para baixo, sorriu. Naomi abriu a janela.
– Por que não entrou pela frente?
– Não estava a fim.
– Hummm... bom, já estou indo até aí! – disse ele, fechando a janela.
– Não, não... venha daí mesmo. Eu te pego. – ele deixou o embrulho no chão e abriu os braços para frente, sem parar de olhar a moça. Sacudindo a cabeça negativamente, Naomi reagiu antes de explicar.
– Essa altura não é tão grande, mas é ainda perigoso se cair de mau jeito! – ela explicou.
– Mas você confia em mim?
Ela parou.
– Nós não podemos brincar assim um outro dia?
– Não é brincadeira... venha logo! Venha... quero te pegar assim. – falando em um tom levemente sedutor.
Ele não estava de brincadeira. Queria ver se Naomi ainda tinha confiança nele. Queria vê-la arriscar por ele. Ela abriu a janela, e ficou olhando seu belo amado de braços abertos, inspirando confiança e desconfiança ao mesmo tempo. Ela olhou mais uma vez o chão cheio de folhas de árvore. Então, ela decidiu arriscar. Subiu na janela, ficando sentada no parapeito.
– Será... que posso confiar em você? – perguntou com um sorriso não muito encorajado no rosto.
– ...confia em mim?
Ambos trocaram aqueles olhares onde pareciam penetrar nos pensamentos um do outro. Naquela hora, Naomi lembrou-se de uma vez em que pulou de um galho da árvore mais ou menos daquela altura – só era um pouco menor o galho. Sentiu um peso forte mas pernas ao aterrissar com os pés bem firmes. Mas havia outro detalhe: naquela ocasião, estava de tênis; e no momento atual, estava de saltos altos. Tirou os saltos e ficou com ele nas duas mãos.
– Bem pensado, Naomi! Mas não precisava tirar os sapatos, eu vou te pegar do mesmo jeito. – ele acertou em sua intuição que ela se arriscaria com desconfiança.
E então ela mirou os pés no chão – jamais que ela jogaria o tronco – e pulou. Ativando seu Bungee Gum, ele fez o corpo dela girar em uma posição boa para pega-la nos braços. No exato momento em que ele fez isso, Naomi sentiu algo lhe puxar pelas pernas e gritou. Caiu bem nos braços fortes dele, e começou a se debater um pouco.
– Viu só?
– ...Hisoka... eu... – ela ainda estava curiosa da força como caiu nos braços dele. Aquela "corda invisível" lhe puxando pelas panturrilhas.
– Você é bem esperta, sabe agir premeditadamente. Mesmo assim, ainda deixo uma dica para você: Arrisque-se mais, com menos medo o possível... e conseguirá mais do que deseja. – terminou a fala beijando-a nos lábios pintados de batom. Ela esqueceu por um minuto seu susto e entregou-se para aqueles lábios meio finos, segurando a cabeça dele para aprofundar-se naquele beijo. Naquela perdição.
Deixaram aquele beijo durar por quase um minuto, até precisarem de fôlego. Ambos já estavam levemente empolgados com aquele beijo e Hisoka teve que respirar fundo para controlar seu desejo – ainda não era a hora –, pois já havia ficado levemente ereto. Ele a desceu.
– Cadê meus sapatos? – Naomi perguntou, olhando para os lados – acabei soltando na hora em que me assustei.
– Acho que são aqueles ali. – ele apontou para cada lado onde caiu o par.
Enquanto Naomi corria para se calçar, ele rapidamente fechou os olhos e, disfarçadamente, passou a mão em seu volume na calça e respirou fundo. "Acalma... ainda é cedo." ele pensava, conversando mentalmente com seu sexo. Mas quando abriu os olhos... deu de cara com Naomi olhando confusa para ele e em direção aonde ele estava com a mão.
– ...está tudo bem?
– Sim... foi nada. Ah! – pegou o tal presente e deu para ela – Toma... mas sugiro que abra em uma outra hora.
– Ah... não precisava se incomodar com mimos, Hisoka... – a jovem mulher ficou radiada por ganhar um presente... e dele.
– Estou mesmo precisando mimá-la... depois de ter feito esperar muito.
– Tudo bem... então, para onde vamos?
– Estou um pouco faminto... sugiro que jantemos primeiro!
– Claro, eu apoio! – disse ela, concordando diretamente.
E foram a um chique restaurante no centro de York Shin. Naomi quis convencê-lo a dividir a conta, mas ele se recusou.
– O convite para a noite de hoje é meu, logo deixa tudo por minha conta. – disse ele, olhando-a de cima para baixo, vendo-a em um belo e provocante vestido – ...já lhe disse que está totalmente sensual vestida desse jeito.
Ela se enrubesceu um pouco.
– Ora... não precisa ficar assim vermelhinha por um elogio meu!
– Eu fiquei assim?
– Está assim...
Ela sorriu e o abraçou, sendo correspondida da mesma forma.
– ...ainda parece um sonho que estou com você. – comentou Naomi, com o rosto enfiado na camisa entreaberta dela. Aspirava nele um perfume tão bom. Parecia até um perfume feminino. Ele tinha algumas coisas que eram vistas como traços femininos, mas agia como um homem típico – principalmente com ela. Ela não achava estranho isso, ela até gostava de observar aquilo. Ela também gostava de ser observada por ele, dos arrepios que sentia quando era olhada pelo ruivo "daquele jeito". Aquilo a deixava fervendo por dentro. Queimando. Principalmente entre suas pernas.
...
Após um jantar simples – porém o suficiente para deixar de barriga cheia – o ruivo disse que ainda não era a hora de terminar a farra daquela noite.
– Para onde a gente vai, agora? – disse ela, com o embrulho do presente na mão.
– O que você sugere?
– hmmm... surpreenda-me?
– É, você quer que eu lhe surpreenda?
– Você sempre faz isso... e eu já estou me acostumando com isso.
Hisoka riu daquele comentário.
– Tudo bem. Vou lhe surpreender. – ele veio por trás dela, acariciando-lhe as mechas bem penteadas dos cabelos. Naomi fechou os olhos – Fecha os olhos e só os abra quando eu permitir.
– Eu já fechei até antes de me pedir... – comentou a morena de olhos fechados.
– É mesmo?
– Sim.
– Parece que está adivinhando minhas ações indiretamente... bom, agora permita-me guia-la. Mas mantenha os olhos fechados. Aprecia esse segredo sem nenhuma trapaça... – e pegou a mão livre dela e colocou-as em direção aos olhos da morena, beijando-lhe a nuca em seguida rapidamente.
– Eu confio em você... – disse ela, em um tom baixo, seduzida por aquele mistério todo.
Conduzida até o local onde se divertiriam mais naquela comprida noite, Naomi já estava toda ansiosa e na expectativa de que ele a levaria (provavelmente) para um motel. Rapidamente, veio-lhe a lembrança ruim de Don quando ele a conduziu para um e tê-la estuprado lá, mas aquelas lembranças já não causavam mais dor como antes.
Pela audição, sentia que passava por lugares barulhentos. Estava altamente curiosa e atentada em abrir os olhos, mas não abria. Estava sendo guiada pelo Hisoka, sendo segura pelos ombros. Ele a fez parar.
– Pode abrir os olhos.
Ao abrir, ficou séria. Aquele lugar... novamente?
...
Mais uma noite quente de trabalho. Quando dançava e seduzia os frequentadores da parte prive do clube, Eros se esquecia das coisas que lhe incomodavam. Mas as coisas nesta noite estavam meio devagar, não havia muita gente como costumava ser. Mas os chefões de máfias e milionários civis sempre estavam lá. Muitos, acompanhados por esposas, amantes e até as dançarinas e strippers da casa que ofereciam companhia. Ele mesmo já foi companhia de ricas senhoras dentro e fora da boate.
Brincando com a tanguinha simulando retirá-la, ele fazia sua plateia assoviar e urrar; rebolava sensualmente enquanto levava tapas no duro e arredondado bumbum. Ele via de tudo e um pouco mais enquanto estava no palco, seja dançando, tirando a roupa ou participando de shows de sexo ao vivo. Ali mesmo, viu de longe um casal, onde o homem masturbava descaradamente sua parceira, ambos olhando para ele.
Ao terminar sua apresentação, foi ao seu camarim com a mão no sexo – pois roubaram-lhe a tanga minúscula que sequer chegou a tirar direito do corpo. Um travesti que trabalhava ali – só que como garçonete – espalhafatoso passou por ele e saltou as frangas.
– Aaaaiii meu ruivinho! Vou te roubar para mim! – pegou-o pelo ombro e beijou-lhe ao pé do ouvido.
– Sai pra lá, eu quero uma sunga e uma Pina Colada! – disse ele, rindo, saindo das garras de enormes unhas esverdeadas do travesti em vestes insinuantes de empregada.
Entrou rindo "daquela louca", como ele a chamava. Lá aproveitou e descansou como queria, tomando seu drink que foi servido ali.
E naquele mesmo lugar, entrava Hisoka e Nami. Ele achava que aquela era a primeira vez de Naomi naquele lugar, enquanto a outra se sentia secretamente acuada. Não queria ver Eros ali, com Hisoka junto. Mais para não aborrecê-lo. Afinal, ela sabia que seu relacionamento com o ruivo mais velho deixava o outro frustrado.
– Já esteve em um lugar assim? – perguntou Hisoka.
– Bem... já sim.
– É mesmo? Conta para mim como foi!
– Ah... o de sempre. Só vinha aqui para me distrair.
– Hummm... mas parece que está... envergonhada. Anima mais, Naomi!
– É que... achei que me levaria para um outro lugar.
– E por que não quer ficar aqui?
– Não, eu aceito... mas...
Naomi não queria mentir mais, mas também não queria lembrar-se do passado e tampouco incomodar Eros. Olhou em volta. Nenhum sinal dele por ali. Foram até o balcão e se sentaram. Hisoka pediu uma bebida.
– E aí... não quer beber nada?
– Não... por enquanto não...
– Aproveita bem as noites que nos restam aqui...
– Hmmm... por que diz isso?
– Porque já estou planejando a nossa nova moradia.
– Mas... você não falou nada ainda...
– Eu quero ver isso depois dessa noite... junto com você. Vamos aproveitar essas últimas noites de solteiros! – fez com o copo movimento de brinde e bebericou.
Os olhos dela brilharam.
– Eu... estou ouvindo mal?
– Por que pergunta isso, Naomi?
– Últimas noites de solteiro?
– Uhum. Logo, vamos formar um casal oficial. Você não quer isso?
