Demorei, mais uma vez, mas o importante é que eu sempre volto! Boa leitura :)
Capítulo Vinte e Sete – Freakshow
O tempo estava diferente na cidade dos amantes. Apesar de estarem apenas no final do mês de Julho, as ruas não estavam quentes e ensolaradas naquele dia. O céu estava tomado por uma coloração cinza depressiva e uma leve ventania fazia com que as pessoas se agasalhassem melhor antes de sair de casa. Não era comum que o tempo ficasse assim nesta época do ano, então os parisienses estavam bastante surpresos, porém felizes com o pequeno intervalo de calor que eles estavam recebendo. A tarde mal havia começado e todos já andavam pra lá e para cá, resolvendo problemas, ou simplesmente curtindo um dia na cidade mais apaixonada do mundo. Em meio a tudo isso, um carro preto, elegante e com vidros escuros trafegava pelas ruas lotadas, aproximando-se cada vez mais dos limites da cidade. Dentro do carro estava Edward Cullen e seu fiel companheiro, Jasper Whitlock. A viagem estava sendo feita em silêncio absoluto. Edward ocupava sua mente com os últimos acontecimentos. Um sorriso nascendo em seus lábios quando ele se lembrava das formas em que ele tomou sua Isabella até o dia amanhecer em sua cama. Sabia que talvez ela ficasse um pouco dolorida por um dia ou dois, entretanto, nenhum dos dois parecia se importar com isso. Após a declaração de amor vinda de ambas as partes juntando ao fato do sequestro relâmpago de Isabella, eram como se eles não conseguissem se manter longe um do outro. As mãos sempre encontrando uma forma de se tocarem, assim como os lábios, o que acabava levando eles a mais uma rodada ou duas ou três… Eles mal saíram do quarto no dia anterior, ficaram se amando e se declarando por todo o dia, tentando consumir ou amenizar todo o desejo que sentiam. Não que eles tenham obtido sucesso, porém.
Infelizmente, as necessidades humanas acabaram interrompendo o momento deles quando o estômago de Isabella reclamou sobre estar com fome, fazendo um barulho alto que Edward jamais havia ouvido soar dela antes. Isabella, é claro, estava completamente mortificada por ter interrompido uma sessão de beijos e toques mais íntimos por estar com fome e timidamente mordia os lábios enquanto olhava para Edward com aqueles olhos tão intensos. Já ele estava achando a situação divertida demais e não conseguiu segurar a risada extremamente alta que saiu por seus lábios quando ele notou o tom realmente avermelhando cobrir as maçãs do rosto de sua querida, mas então ele viu quando a mesma coloração se estendia pelo seu pescoço e parte do seu peito, parando em algum ponto entre seus seios. Ele cessou sua risada imediatamente, admirando como aquele tom de vermelho ficava tão sensual na pele branquinha e perfeita dela. Ele então a havia beijado novamente, esquecendo-se do fato de que eles não haviam comido nada o dia inteiro por alguns segundos, mas sendo lembrado segundos depois quando seu próprio estômago resolveu fazer sua reclamação. Foi à vez de Isabella se afastar dele e soltar uma risadinha.
- Acho melhor tomarmos um banho e então descer para comermos algo - ele havia dito pronto para sair da cama. - Tenho certeza que Alice pediu que Leah preparasse o jantar e provalmente estará nos esperando.
Eles então foram até a enorme suíte que era ligada ao quarto de Edward e juntos entraram debaixo do chuveiro quente, tomando um banho mais demorado do que o normal, uma vez que Edward não se viu capaz de resistir a Isabella quando a viu nua e molhada parada a sua frente. Não que a mesma fosse reclamar. Ela nunca reclamaria de sentir os lábios de Edward beijando-lhe o pescoço enquanto a mão dele encontrava seu caminho entre suas pernas e começava a acariciá-la em um ponto bastante sensível, para logo em seguida a penetrar com dois dedos, entrando e saindo com eles até que ela estivesse completamente ofegante e gemendo seu nome alto para as paredes do banheiro enquanto atingia mais um orgasmo provocado por ele. Os dois só saíram do chuveiro um pouco mais tarde - depois que Isabella havia lhe devolvido o favor caindo de joelhos na sua frente e tomando sua dolorosa ereção nos lábios avermelhados e em sua mão delicada -, e trocaram de roupa rapidamente. Isabella estava grata por deixar algumas mudas de roupas ali e então colocou um vestido bastante casual lilás de tecido fino, deixou o cabelo, agora seco, caindo solto por seus ombros e calçou um par de sandálias baixas na cor ouro velho. Quando ela estava pronta, caminhou até onde Edward já a esperava e juntos eles desceram até a sala de estar da casa, onde Alice estava casualmente sentada foleando alguma revista de moda e impecavelmente bonita em um vestido salmão que caía até pouco acima de seus joelhos.
Ao ver que o casal estava na sala, ela imediatamente se levantou, abrindo um sorriso gigante ao ver que Isabella parecia bem e sem cerimônias, puxou-a dos braços de Edward e a abraçou apertado, murmurando em seu ouvido que estava feliz que ela estava bem e que nada de ruim havia lhe acontecido enquanto ela estava nas mãos dos infelizes que havia a sequestrado. Isabella sentiu-se completamente tocada pelo afeto partido da Cullen, sabendo que além de Rosalie, ela não tinha nenhuma amiga que realmente se importava com ela e seus problemas. A morena então agradeceu Alice pela preocupação e pelo fato de ter ido atrás dela na varanda quando notou que ela havia sumido. Se não fosse por isso, talvez Edward demoraria bem mais tempo para saber que ela havia sido sequestrada e talvez nem ao menos teria chegado a tempo de salvá-la. Quando haviam saído do abraço notaram que Jasper já haviam se juntado a eles na sala e logo Leah chegou avisando que o jantar estava pronto para ser servidos. Eles comeram um delicioso risoto de camarão acompanhado de um maravilhoso vinho branco escolhido a dedo por Edward e usado apenas em ocasiões especiais. Como sobremesa eles apreciaram uma maravilhosa torta de chocolate belga com menta e creme de chantilly.
Mais tarde naquela noite, após mais uma incrível rodada de sexo, Isabella e Edward ficaram deitados na cama aproveitando a calmaria daquele momento. Não demorou muito e eles logo estavam conversando mais uma vez. Isabella questionou sobre estar preocupada com os pais dela, uma vez que não havia falado com ambos desde a festa de Rosalie e ela não sabia se eles tinham alguma noção do sumiço repentino dela. Edward então explicou que Charlie sabia o que havia acontecido e que, para a surpresa da Swan, ele havia deixado o caminho livre para Edward encontrá-la. Sem usar o envolvimento da polícia ou da imprensa - por mais que Edward estivesse preocupado que o próprio Louis teria feito tal coisa. Ele confessou também que Charlie não sabia quem a havia sequestrado, mas que já sabia que ela estava bem e que no dia seguinte voltaria para casa. Então ele explicou que Renée não tinha ideia do que havia acontecido, uma vez que Charlie havia escolhido não preocupar a mulher com isso, sabendo que ela não conseguia suportar fortes emoções. Então, para a matriarca dos Swan, Isabella, num ato de amor e saudades, havia deixado à festa de Rosalie ao lado de Jasper e Alice e acompanhado os dois de volta até a Itália para que ela pudesse ficar ao lado de Edward. Isabella ouviu toda a explicação atentamente, achando plausível o fato de não terem contato nada a sua mãe. Não queria causar mais problemas. Então ela logo começou a perguntar se Rosalie sabia de algo e Edward disse que Jasper havia mencionado uma explicação resumida para Emmett e pedido para que Rosalie não surtasse, já que Isabella estava bem e que assim que possível as duas poderiam conversar pessoalmente sobre tudo isso.
- Ligarei para ela amanhã - Isabella prometeu e então mordeu os lábios, pensando se proferia ou não o que estava martelando em sua cabeça durante o dia quase todo. Vendo a expressão curiosa do namorado, ela soltou um suspiro e decidiu que não havia motivos para hesitar. - Eu estava me perguntando, se você é só um… assassino de aluguel comum, porque todo o suspense? Por que a troca de nomes? E por que você achou que seria mais seguro esconder as coisas de mim?
O Cullen soltou uma respiração que nem ao menos sabia que estava prendendo e acariciou os fios castanhos do cabelo dela, antes de começar a explicar que ele não era apenas um assassino de aluguel comum. Que o problema da situação toda eram as pessoas para quem ele trabalhava. Ele não fazia trabalho apenas para pessoas comuns ou simplesmente ricas. Ele trabalhava para pessoas que estavam envolvidas no crime de forma mais regular, pessoas que tinham o crime e o poder como modelo de vida, ou como eram conhecidos, pessoas da máfia. Logo tudo era mais sério, mais perigoso e, mesmo que ele não tenha assumido em voz alta, mais divertido. Isabella então, se sentindo um pouco nervosa, questionou se Emmett tinha algum envolvimento com a máfia, uma vez que Edward mesmo já havia assumido ter feito algo para ele. Mas a resposta que Edward deu lhe deixou um pouco mais calma, ele havia dito que a ligação com Emmett não era direta, uma vez que ele não vinha de nenhuma família mafiosa, mas que ele já havia negociado uma coisa ou duas. Eles conversaram um pouco mais, Isabella ainda tinha algumas dúvidas na cabeça e Edward foi respondendo uma por uma. Ele lhe assegurou que ela não precisava se preocupar com a segurança dele, que após o ocorrido com o senhor Newton, ele e Jasper trabalhariam com uma equipe para reformular todo o sistema de segurança, não deixando nenhuma falha. Assim como ela havia questionado sobre Emmett ser da máfia, a morena quis saber se a única ligação de Edward eram os trabalhos que ele fazia, ou se tinha mais. Então, mais uma vez ele a assegurou que não havia nada para se preocupar. Ele não tinha ligações definitivas com a máfia, apenas realizava alguns trabalhos que mafiosos preguiçosos não queriam resolver e preferiam pagar alguém para limpar a sujeira.
Depois de quase uma hora e meia conversando, Edward não se segurou mais e começou a passar a mão sugestivamente pelas costas lisas de Isabella, descendo até sua bunda, agora descoberta, e acariciando o local, causando um arrepio na mesma. Não demorou muito e ela havia virado seu corpo de frente para o de Edward, esticando-se um pouco para que conseguisse alcançar seus lábios, os quais ela prontamente começou a beijar de uma forma intensa, subindo em seu colo e fazendo com que ele a penetrasse naquela mesma posição. Edward havia entendido então o quão boa sua doce, e não tão inocente assim, Isabella era no quesito de montaria. Soltou um grunhido com a lembrança de como os seios perfeitos dela balançavam avidamente enquanto ela cavalgava sobre seu corpo nu e discretamente ajeitou o volume que começava a se formar em suas calças. Por Deus, ele havia a tido em menos de três horas, mas já estava a desejando novamente. Ele havia levado Isabella até a residência dos Swan pouco tempo antes, despedindo-se dela com um beijo sôfrego, que a deixou de pernas bambas, sussurrando que a amava em seu ouvido e prometendo que a veria mais tarde naquele dia, depois que cuidasse de algo que havia ficado pendente.
- Você está tão apaixonado que chega a ser incrivelmente engraçado - Jasper disse quebrando o silêncio e fazendo com que Edward o olhasse com a sobrancelha arqueada. Estava tão na cara assim? - Desde que você deixou Isabella na casa dela, você possui esse olhar perdido, como se você fosse uma criança e alguém tivesse tirado seu brinquedo favorito de você. E agora, enquanto estamos indo finalizar o senhor Newton, ao invés de estar se focando e pensando nos jeitos de acabar com a vida daquele desgraçado, você está encarando o nada e com um sorriso patético nos lábios.
- Oh, Jasper, eu já sei muito bem como vou acabar com a vida daquele infeliz - respondeu com uma risada maliciosa. - Não preciso nem ao menos pensar nisso. Então acho que focar em Isabella é algo bem melhor do que ficar pensando em algo no qual não estará vivo o suficiente para me incomodar mais.
- Bem-vindo ao clube, cara - Jasper disse dando um tapinha nas costas do amigo. - Agora voltando aos negócios… Você já sabe o que fazer com o Newton?
- Se eu tivesse o encontrado com Isabella assim que cheguei ao galpão ontem, talvez eu tivesse simplesmente enfiado uma bala no meio da testa dele, assim como fiz com aquele bastardo do Dimitri. Entretanto, aliviar minha raiva matando Dimitri no impulso e tendo muitas horas para pensar no assunto enquanto Isabella ainda dormia me fez decidir que a morte dele deve ser lenta. E que ele deve sofrer cada segundo disso.
- Gosto da forma que você pensa meu caro - disse com uma risada maliciosa e o Cullen logo lhe acompanhou, já imaginando muito bem como cada passo da morte de Louis Russeal Newton.
Depois do que pareceram horas, o carro finalmente havia parado em um terreno praticamente deserto em uma das rodovias menos usadas para a saída de Paris, e Almos prontamente saiu da sua posição como motorista e caminhou até o banco de trás, abrindo a porta para que seu patrão e o cunhado do mesmo descessem. Edward deu ordens claras para que ele esperasse ali e ele assentiu brevemente, parando ao lado do carro e já preparado para qualquer coisa que pudesse acontecer em seguida. Enquanto caminhavam até o próximo destino, Edward olhou ao redor, notando que Jasper realmente havia escolhido um lugar perfeito. Não havia nenhum carro passando por ali, visto que era praticamente uma rodovia abandonada e o galpão de madeira à frente deles parecia ser perfeito. O Cullen lançou um olhar de aprovação pelos óculos escuros que usava para o loiro, que apenas abriu um sorriso convencido e murmurou algo sobre eles andarem mais rápido, pois ele prometera Alice que a levaria para jantar na torre Eiffel e ele não podia se atrasar. Aquela que em breve se tornaria uma Whitlock havia ficado no apartamento de Edward, alegando que precisava resolver umas coisas com Esme e que então tomaria o chá das cinco com algum estilista de sapatos famoso que residia na cidade. Isabella havia oferecido que a Cullen acompanhasse ela e Rosalie quando as duas fossem se encontrar, mas Alice educadamente recusou o convite, dizendo que em outra oportunidade elas poderiam se encontrar e fazer algo divertido. Apesar de estar praticamente morrendo por um encontro com Rosalie e Isabella ao mesmo tempo, Alice entendia que as duas eram bastante próximas e naquele momento precisavam de um tempo sozinhas para discutirem os últimos acontecimentos e ela não queria se impor entre as duas amigas de longa data.
- Hora do show - Edward disse abrindo um sorriso e então empurrou a porta velha de madeira que daria acesso ao galpão.
~x~
Isabella Swan sorriu quando abriu a porta de sua casa e imediatamente subiu em direção ao seu quarto. Estava cansada, mas feliz por estar em casa. Por mais que ela amasse estar também nos braços de Edward. Não que ela pudesse fazer aquilo no momento, uma vez que ele havia saído para resolver alguns problemas. Ela não precisou pensar muito para saber que Edward provavelmente estava finalizando o senhor Newton. Honestamente a jovem Swan não sabia como se sentir ao descobrir que um homem no qual ela havia convivido sua vida inteira seria assassinado em alguns minutos e acima de tudo, assassinado pelo homem da sua vida, seu Edward. Porém, pro outro lado, ela não podia deixar de se sentir aliviada pelo fato de que mais um obstáculo estaria fora do seu caminho e de Edward. Ela podia sim conhecer o senhor Newton por praticamente toda a sua vida, mas isso não alterava o fato de que ele havia se metido em suas confusões e, acima de tudo, havia tentado lhe causar mal. Talvez fosse uma parte egoísta sua falando mais alto, ela não se importava, mas ela realmente percebeu que naquele momento ela só queria que Edward acabasse logo com aquilo e voltasse para ela, para que ela pudesse se sentir segura em seus braços novamente. Assim como ela havia se sentido essa manhã, logo após ser acordada por vário beijos espalhados pela pele do seu pescoço, que, obviamente, acabou levando ela e Edward para um maravilhoso sexo matinal. Soltou um suspiro apaixonado e rapidamente entrou em seu quarto, sentando-se em sua cama e decidindo relaxar um pouco antes de ligar para Rosalie.
Toc-toc.
- Pode entrar - ela respondeu sentada em sua cama, alguns minutos depois.
- Isabella, meu bem! - Renée disse animada, entrando no quarto da filha e indo até ela para lhe dar um abraço, o qual ela prontamente atendeu. Era maravilhoso poder abraçar sua mãe depois do que havia lhe acontecido. Sim, era bom estar com Edward e receber seu conforto, porém, era igualmente bom poder ver sua mãe novamente. - Conte-me como foi Milão! Tão romântico você indo atrás de Edward para surpreendê-lo… - suspirou apaixonada, juntando-se a sua filha na cama. - E foi um gesto maravilhoso da irmã de Edward e do cunhado dele se oferecerem para lhe levar no jatinho particular deles.
- Oh, sim - concordou sorrindo, por mais que odiasse mentir para a mãe. Ela sabia que era preciso. - Esses poucos dias na Itália foram… cansativos, porém maravilhosos.
- Oh, eu posso muito bem imaginar - disse com a sobrancelha arqueada, claramente levando a declaração da filha para o sentido sexual, o que fez com que Isabella corasse e reprimisse a mãe. - Eu também sou mulher, meu bem, eu sei como essas coisas funcionam. Além do mais quando se tem um homem tão maravilhoso ao seu lado…
- Mamãe! Eu não vou falar com a senhora sobre tal coisa - se indignou. - Além do mais, agora eu preciso ligar para Rosalie antes que ela venha pessoalmente aqui me matar.
Renée soltou uma risada divertida, sabendo que a filha estava apenas querendo mudar o rumo da conversa e depositou um beijo na testa dela, dizendo que a veria mais tarde. Isabella assentiu e logo puxou o celular da sua pequena bolsa, discando o número da melhor amiga e rezando para que ela não ficasse tão magoada assim. A loira atendeu alguns toques depois e então ela e Isabella marcaram de se encontrarem no café de sempre em quarenta minutos. Isabella aproveitou o tempo para trocar de roupa, ajeitar o cabelo e arrumar sua maquiagem, visto que ela não tinha muitos produtos reservas no apartamento de Edward. Não mais do trinta minutos depois ela já havia descido as escadas, encontrando com o pai no meio do caminho e lhe dando um abraço apertado, agradecendo-o por ter confiado em Edward. Charlie apenas depositou um beijo no rosto da filha e murmurou que estava feliz que ela estava bem. Pouco depois ela chegou ao café em que Rosalie lhe esperava, sendo dirigida por Philipe - o que ela realmente achou estranho, uma vez que já estava visivelmente se acostumando com Almos a levando para qualquer canto de Paris - e algum tempo mais tarde, a morena já havia contato tudo a amiga. Desde o que havia acontecido em sua festa de noivado, até a forma como Edward realmente se abriu para ela - mas deixando detalhes de lado, não achava que Edward estaria confortável com ela espalhando sobre sua vida secreta no meio de um café. Nem mesmo para a sua melhor amiga. - e então finalmente sobre a parte como ele se declarou para ela e ela para ele. No final do seu monólogo, Isabella sentia algumas lágrimas de felicidade ameaçar escorrer pelo seu rosto de porcelana e Rosalie logo abraçou a amiga.
- Eu fico feliz que ele finalmente se abriu para você, Petite. Agora vocês podem finalmente se entregarem um ao outro e tornar isso tudo real.
- Sempre foi real, Rose, mas eu entendo o que você quis dizer - Isabella murmurou de volta, afastando-se de amiga e abrindo um sorriso, sentindo-se extremamente mais leve e relaxada.
Agora, finalmente, não havia mais nada entre ela e Edward.
~x~
Quatro homens de confiança estavam posicionados em alerta, guardando o local. Edward rapidamente assentiu para um deles que, prontamente assentiu de volta em concordância e caminhou até o meio do galpão, onde um Louis se encontrava sentado e amarrado em uma cadeira velha, com os olhos vendados e uma mordaça nos lábios. Mesmo sem olhar nos olhos dele, o Cullen conseguia sentir de longe o cheiro do medo exalando pelo corpo do Newton - ele já sabia que não havia mais saída para ele. Edward deu alguns passos em direção à cadeira onde ele estava sentado e parou quando estava cerca de um metro de distância, o encarando com nojo e superioridade enquanto o mesmo homem de outrora desfazia o laço na venda e libertava os olhos do Newton da escuridão. O mesmo piscou algumas vezes, a claridade inesperada fazendo com que sua visão, que já não era muito boa, ficasse bastante turva. Uma vez que ele conseguiu se ajudar, ele olhou ao redor, notando que estava em um galpão que seria umas quatro vezes menor que o seu, cercado por seis homens desconhecidos, enquanto um deles estava parado bem a sua frente com um sorriso presunçoso nos lábios. Louis não precisou pensar muito para saber quem era aquele. Alto, pele clara, cabelos cor de bronze meticulosamente penteados e provavelmente os olhos verdes estavam escondidos pelos óculos que ele usava. Edward Anthony Masen, ou Edward Cullen - como ele preferia ser chamado pelos mais íntimos. Já tivera a oportunidade de encontrar pessoalmente com ele em poucas ocasiões. Geralmente ele estava ao lado da única filha dos Swan, Isabella Marie Swan, clamando-a como dele em eventos e jantares sociais, não muito após o fátidico rompimento de um noivado de longa data com seu filho imprestável, Michael Newton.
O Sr. Newton queria poder falar alguma coisa, fazer algum comentário. Todavia, a mordaça em sua boca o impedia de falar qualquer coisa. Talvez fosse melhor assim. Certamente, se sua boca estivesse livre para falar o que bem entendesse, ele já estaria vergonhosamente implorando por clemência e pedindo para que o Cullen, ou o Masen, tivesse piedade de um pai de família e lhe desse uma segunda chance. Muito embora ele soubesse que estava longe de ser um pai de família honrado e que nesse mundo no qual ele havia se envolvido para cobrir as despesas absurdas causada por seus vícios em apostas e a vida luxuosa que sua esposa queria viver, não havia segundas chances. Você errava uma vez e você estava morto. Era um caso caro ele estar vivo até o momento. Havia ficado surpreso quando descobriu por um informante que ele estava sendo vigiado por alguns meses. Talvez eles estivessem esperando um passo errado, como Dimitri havia lhe dito, para que acabassem de vez com ele. E naquele momento era exatamente o que estava acontecendo. Louis havia entrado em um território perigoso. Ele havia sequestrado Isabella, numa tentativa desesperada de conseguir alguma negociação. O quão tolo e volátil ele havia sido. Devia ter dado ouvidos a Dimitri quando ele o alertou que Edward não deixaria isso em branco, que ele o caçaria e acabaria com sua vida pessoalmente. E ali estava ele, pronto para fazer exatamente isso. Ele engoliu em seco quando calmamente Edward levantou a mão, imaginando que ele estava pronto para pegar sua arma e atirar nele ali mesmo, mas então soltou um suspiro de alívio quando o Cullen apenas levantou a mão para que pudesse retirar seu óculos, fazendo com que o suspiro aliviado morresse na metade ao notar os olhos verdes tão frios e demoníacos o encarando. Ele fez outro sinal para o mesmo homem que havia tirado a venda de Louis e logo foi à vez de a mordaça sair dali.
- Louis Russeal Newton - ele disse como se estivesse encontrando um velho amigo, entretanto, o tom de voz estava seco, cortante. Um arrepio percorreu a espinha do Newton em apenas ouvi-lo dizer seu nome. - Eu poderia dizer que é finalmente um prazer encontrar pessoalmente com você, todavia, ambos sabemos que eu estou tudo, menos satisfeito, em ter que olhar para você no momento. Você tem feito minha semana um pouco mais agitada do que ela costuma ser. O que eu não esperava. E eu não gosto de surpresas, mas acredito que você não tinha como saber disso. Certo?
Ele permaneceu calado, com medo do que encontraria em sua voz caso ousasse falar algo. Não queria soar patético e fraco. O homem a sua frente abriu um sorriso torto e então em um piscar de olhos, o Sr. Newton sentiu sua pele arder quando o couro da luva que o Cullen usava fez contato com seu rosto, dando-lhe um tapa forte.
- Eu acredito que lhe fiz uma pergunta. Devo dizer também que não aprecio ser ignorado, Louis - ele cantarolou. A voz ainda no mesmo tom, porém agora com um pouco de diversão. Oh, ele estava adorando aquilo tudo. Estava adorando ver o medo escorrer pelos olhos de Louis.
- De-des-desculpe-me - gaguejou fracamente, sentindo uma dor na garganta ao pronunciar suas primeiras palavras das últimas horas. Sua garganta estava extremamente seca, mas ele sabia que aquele problema não seria resolvido.
- Oh, quão patético você é! Gaguejando como um maldito covarde, mas espera. Você é um maldito covarde! - berrou. O Sr. Newton não sabia se o temia mais quando ele estava calmo e com o tom letal na voz, ou quando ele estava irritado e explosivo. - Afinal, que tipo de homem tentaria causar danos a uma jovem dama inocente? Que tipo de homem a drogaria e a deixaria quase ser estuprada por um de seus caras? Que tipo de infeliz faria isso, uh, Louis? Sabe me dizer? - indagou já com sua Glock na mão e, quando Louis permaneceu em silêncio, apontou a arma para um dos pés dele e sem pensar duas vezes atirou ali, fazendo com que um grito de dor ecoasse pelo local juntamente com alguns xingamentos sob a respiração. - Responda-me!
- E-eu.
- Isso mesmo, Louis. Você - ralhou, passando a ponta da arma ainda quente pela bochecha trêmula do Newton, que se recusava a encarar os olhos frios e demoníacos de Edward. - Agora o que devemos fazer, uh? Primeiro você começa a se envolver com pessoas que não são para seu convívio e pega uma quantia exagerada de dinheiro com elas, alegando que conseguiria pagar. Mas como você iria pagá-los, se você está falido, uh? Não foi uma coisa esperta a se fazer, meu caro. Então, de alguma forma você descobre que estava sendo vigiado. Eu devo lhe dar créditos por isso - disse secamente, batendo palmas algumas vezes. - Você precisou ser muito esperto para descobrir minha identidade real e me fazer cair em sua armadilha quando fui à Itália a sua procura. Entretanto, imagino que nada disso tenha sido feito por você… estou certo? Provavelmente você tinha alguém muito inteligente ao seu lado. Quem era?
- Dimitri.
- Oh, Dimitri! - cantarolou ironicamente. - O mesmo infeliz que estava tentando estuprar Isabella, você diz? Mas não precisamos nos preocupar mais com ele, precisamos? Ele já está morto. Veja bem, eu não gostei de tê-lo encontrado tocando em algo que é meu, eu acho que você consegue entender isso, não consegue? Então eu posso ter me descontrolado um pouco quando comecei a atirar nele - soltou uma risada fria e Louis engoliu em seco. Ele ainda tinha esperança mínima, bem lá no fundo, de que Dimitri havia sido esperto o suficiente e teria conseguido fugir e então viria buscá-lo. - Acho então que não precisamos nos preocupar com interrupções. Agora, voltaremos a você! Ainda não sei bem como devemos lidar com o fato de que você deve milhões para pessoas influentes na Itália e, principalmente, com o fato de que você ousou tocar em minha Isabella e a submeter às suas mãos imundas. Sua única sorte, meu caro, é que eu peguei Dimitri antes de você, caso contrário, você não estaria aqui no momento para termos essa conversa agradável.
Jasper soltou uma risadinha pelo nariz enquanto via Edward amedrontar um homem possivelmente 25 anos mais velho do que ele e lembrou-se de como ele sempre havia sido frio, rápido e calculista na hora de agir. Entretanto, daquele vez ele estava agindo diferente. Ele podia ver muito bem a forma como o amigo estava se controlando para simplesmente não dar um tiro no meio da testa do Sr. Newton e então deixar o local. Como ele já havia dito no carro, Edward faria Louis morrer lentamente. Jasper já havia entendido seu jogo. Primeiro o amigo deixaria o Newton com uma vaga esperança de que talvez houvesse alguma saída, então o deixaria completamente assustado e por fim, deixaria que ele sofresse ali naquele galpão até que seu último suspiro de vida fosse sugado. Uma jogada esperta. Bem pensada e bastante calculada. Exatamente o que o infeliz do Newton merecia por não só se envolver com quem não devia, mas também por ameaçar Isabella e a colocar em risco. O loiro sabia que faria exatamente igual caso algo estivesse acontecido com sua doce Alice. Maneou a cabeça quando Edward guardou a arma de volta e tirou então um canivete de prata do bolso, desarmando-o e fazendo com que sua lâmina extremamente afiada aparecesse.
- O que você acha que eu devo fazer com você? - Edward perguntou novamente, aproximando-se de Louis e agora passando a ponta do canivete no mesmo lugar que havia passado a arma outrora, porém, desta vez, aplicando um pouco mais de força, de forma que uma linha avermelhada tomasse conta da pele de Louis e logo o sangue começasse a aparecer lentamente.
- Apenas me mate logo - implorou com a voz travada, tentando não soltar gritos de dor na medida em que Edward lentamente continuava a passar a ponta do canivete pelo seu rosto.
- Oh, não se preocupe, meu caro - Edward riu. - Eu pretendo, e vou te matar. Eu só estou me divertindo um pouco antes.
- Você é doente - cuspiu.
- Talvez sim, talvez não… Mas do que adianta se no final seu destino será o mesmo?
Edward sabia que estava colocando um pouco de atuação demais ali, mas como ele havia dito a Jasper: era hora do show. Mesmo que fosse o show de horrores. Além do mais, era impossível não se divertir ao olhar para o Sr. Newton praticamente tremendo de medo. A tortura continuou por mais alguns minutos, tanto a física quanto a psicológica. Quando Edward finalmente resolveu que era hora de parar, o rosto de Louis estava bastante cortado e ele havia levado mais um tiro quando se atreveu a levantar a voz para Edward. Este, havia feito um sinal com a cabeça parar os outros homens ali, que, imediatamente pegaram alguns galões de gasolina e começaram a espalhar o líquido em cada superfície disponível do local, enquanto Edward apenas permaneceu parado, olhando com frieza para o homem prestes a morrer sentado a sua frente. Quando tudo estava devidamente coberto por gasolina, assim como alguns galões que estavam fechados, mas posicionados estrategicamente em um ponto que os fariam explodir com o tempo e o calor, um dos homens foi até a Edward, segurando um último galão pequeno e entregando para o patrão que sorriu maliciosamente, antes de abrir o mesmo e começar a derramar o líquido sobre o corpo do Sr. Newton que parecia mais apavorado do que nunca. Era isso, não tinha mais jeito. O seu fim estava próximo e ele não poderia fazer mais nada.
- Eu poderia facilmente atear o fogo diretamente em você - o Cullen começou friamente -, entretanto eu acredito que você mereça alguns minutos para pensar em todos os erros que você cometeu enquanto se prepara para queimar no inferno. Que é exatamente o lugar que você merece - dizendo isso ele se virou de costas e começou a andar em direção a saída do galpão, sendo acompanhado pelos outros homens. Porém, antes de sair, com um sorriso malicioso nos lábios ele se virou novamente para o Newton e disse: - Não seja tímido ao gritar, não é como se alguém fosse ouvi-lo de qualquer maneira.
Assim que deixaram o galpão, o fogo foi ateado e Edward apertou as mãos do quatro homens que vieram para ajudá-lo, agradecendo e dizendo que eles podiam avisar aos superiores que o Newton já não seria mais um problema para eles. Com um aceno breve eles se despediram e então Jasper e Edward começaram a andar em direção ao carro preto, onde Almos, ainda na mesma posição de quase uma hora atrás, os esperava. A porta de trás do carro fora aberta e Jasper entrou primeiro, ansioso para sair dali. Já Edward, parou por alguns segundos e olhou em direção ao galpão em chamas. Os gritos do senhor Newton começaram não muito depois. Soltando uma risada diabólica, Edward entrou no carro de vez, ansioso para tirar aquelas roupas e então ir para Freakshow resolver alguns problemas antes de finalmente poder se encontrar com sua Isabella novamente. Ele mal podia esperar.
N/A: Finalmente esse capítulo saiu! Não imaginei que fosse demorar tanto assim, me desculpem. Agora o Edward explicou que ele trabalha também para pessoas "da pesada" e por isso ele resolveu omitir da Bella o que fazia desde o início. Sr. Newton finalmente teve o que merece e eu AMEI escrever o Edward nessa cena. Já fazia um tempinho que estava com ela na cabeça. O que acharam de ver mais uma vez o Edward "agindo" em primeira mão? Espero que tenham gostado. Por favor, não deixem de comentar! Beijos, beijos.
N/B: UAL… que capítulo! Primeiro Edward finalmente contou a Bella, com todas as letras, o que ele faz. E isso é ótimo, afinal, tem que ter confiança entre eles, e esconder as coisas só pode tornar tudo pior. E a morte do Sr. Newton foi mais do que digna, o Edward todo frio e malvado, nhac haha Agora imagino a Sra. Newton, como ela vai ficar perante a sociedade, com o marido 'desaparecido', sem um centavo no bolso… a bruxa vai ter o que merece! Estou sentindo o clima de final de fic *snif* Continuem comentando. Beijos xx LeiliPattz
