N/A:
OOOOOOOOOi!
Meninas lindas do meu coração!
Acho que esse é oficialmente meu capítulo favorito até agora...
Espero que vocês gostem também.
Bjs
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Eu acariciei seu rosto, enquanto ele dirigia. Ele era tão especial, tão atento a tudo. Eu nunca seria capaz de retribuir todos os detalhes que ele vivia preparando para mim: pic-nic's, jantares, café... Não falar logo de manhã...
"Eu te amo" – Oh, droga! Eu disse mesmo isso?
Isabella, você está maluca? Eu não acredito que você disse isso! Porque foi que você disse isso? Bom... Tem muitos motivos para eu ter dito isso, mas o principal é: Porque é verdade! Oh, droga, eu amo esse cara!
Ele sorriu, mas continuou olhando para frente, enquanto eu devia estar fazendo minha melhor expressão de desespero.
"Ai... Desculpa..." – Eu puxei minha mão de seu rosto.
"Você está retirando o que disse?" – Ele estava obviamente zombando de mim, me olhando pelo canto dos olhos e com aquele sorriso bobo nos lábios. Eu nem consegui responder, só fiquei ali, bufando totalmente frustrada e escondendo meu rosto com as mãos – "Por que, honestamente, eu gostei"
Eu tentei me tranqüilizar e fui deixando minhas mãos caírem sobre meu colo, mas sem olhar para ele.
"E então, você está?" – Ele ainda me olhava pelo canto dos olhos.
"O quê?" – Eu também não olhava para ele.
"Retirando o que disse?"
Eu suspirei e sorri – "Não" – 'Claro que não! Eu só não queria ter sido a primeira a dizer. Eu só não queria agir feito uma adolescente idiota... Mas eu te amo' Eu completei mentalmente.
"Que bom" – Ele então olhou para mim com aquele sorriso –Ah, aquele sorriso – e procurou minha mão com a sua. Minha mão estava pousada sobre o meu colo e ele entrelaçou seus dedos nos meus. Nós ficamos assim o resto da viagem. Ele só me soltava quando precisava trocar a marcha ou outra coisa, mas logo pegava minha mão outra vez.
Nós passamos pelo local do desabamento e ainda havia algumas máquinas trabalhando, mas o trânsito estava tranqüilo. Quando nós chegamos à cidade ainda era relativamente cedo, mas eu sabia que ele não trabalhava tão perto quanto eu e não queria que ele se atrasasse por minha causa.
"Você pode me deixar onde for melhor para você. Eu pego um táxi até o trabalho ou até o apartamento"
"Não seja ridícula. Eu deixo você"
"Você vai se atrasar"
"Não se preocupe. A manhã vai ser calma hoje e eu ainda vou fazer umas coisas antes de ir para o escritório" – Umas coisas... Eu odeio agir como uma paranóica, mas eu não gosto quando ele diz que vai fazer 'umas coisas' que não me incluem.
"Tudo bem. Me deixa no trabalho, então"
"Não está cedo?"
"Não. Tudo bem. Assim você pode ir fazer suas coisas" – Eu frisei. E logo me senti uma ridícula.
Ele não respondeu nada, apenas riu. E eu não sabia se eu sentia mais raiva dele ou vergonha de estar sendo tão ciumenta.
Nós logo chegamos ao escritório e ele estacionou bem em frente. Nós demos um beijo rápido e eu desci. Ainda não havia quase ninguém e eu fui direto para a minha sala. Chequei meus e-mails's e comecei a responder o que precisava ser respondido, ajeitei alguns papéis e comecei a separar alguns relatórios que precisavam ser entregues. Meu chefe passou pela sala para me dar bom dia assim que chegou e fez uma piadinha sobre eu ter chegado tão cedo – segundo ele, o prédio todo estava comentando.
Por volta das 10 horas, Ângela bateu em minha porta com seu sorriso amigável um pouco maior do que eu estava acostumada.
"Licença, Bella. Tem uma entrega para você"
"Entrega para mim?" – O que poderia ser? E principalmente, porque Ângela estava tão animada com uma entrega para mim?
Ela acenou com a cabeça e saiu da frente para que eu pudesse ver. No saguão entre as salas estava um rapaz carregando um arranjo de flores imenso e todo colorido. Eu não pude deixar de sorrir porque imediatamente eu pensei em Edward – só ele seria capaz de algo assim.
Eu me levantei e fui até o moço. Assinei um papel e recebi o arranjo. Ângela estava parada bem ao meu lado, quase saltitando de tanta empolgação. Eu procurei o cartão e li.
"Como eu não sabia qual era sua flor preferida, enviei todas.
Mas nenhuma delas foi capaz de alcançar sua beleza"
Edward.
Eu acho que até me esqueci de onde estava, enquanto fiquei observando as flores. Ali estavam todas as flores de que eu já havia ouvido falar.
_FLASH-BACK ON_
"Não se preocupe. A manhã vai ser calma hoje e eu ainda vou fazer umas coisas antes de ir para o escritório"
"Tudo bem. Me deixa no trabalho, então"
"Não está cedo?"
"Não. Tudo bem. Assim você pode ir fazer suas coisas"
Ele não respondeu nada, apenas riu.
_FLASH-BACK OFF_
Isabella, sua idiota! Ele querendo te agradar e você desconfiando dele...
"Uau! Seja lá quem for, deve estar muito apaixonado por você" – Eu ainda estava perdida nos meus pensamentos, então me assustei quando Ângela falou. Ela simplesmente disse isso e foi embora, como se não quisesse se intrometer no meu momento.
"Isabella..." – Meu chefe saiu de sua sala, lendo alguns papéis. Ele estava de cabeça baixa e eu vi quando seus olhos quase caíram para fora de sua órbita quando ele finalmente viu as flores – "Wow! De onde foi que veio isso?" – Ele falou tão alto que o prédio inteiro deve ter escutado – "Hum... Parece que alguém aqui está arrebatando corações!"
Para minha grande sorte, Victória estava passando pelo corredor nesse exato momento e eu fiquei esperando que minhas flores murchassem imediatamente depois do olhar que ela lançou sobre as coitadinhas. Eu abracei o arranjo com as duas mãos e saí andando para minha sala, sendo seguida por meu chefe.
Eu coloquei o arranjo sobre uma mesinha de canto que havia na sala e voltei ao trabalho, ajudando meu chefe com algumas questões. Um dos relatórios tinha problemas e nós precisamos fazer mudanças. O dia foi um pouco tenso, mas eu estava quase flutuando mesmo assim, cada vez que eu encontrava aquelas flores em meu campo de visão.
Quando o dia acabou eu mal podia esperar para ir embora. Como Edward havia me deixado de manhã eu teria que dar um jeito de ir embora. Ângela veio trazer alguma coisa para mim e eu perguntei se ela conhecia o telefone de alguma companhia de táxi da região. Ela, prestativa como sempre, disse que podia me dar uma carona. Eu achei melhor deixar as flores no escritório. Era ali que eu passava grande parte do meu dia e elas deixavam tudo mais leve.
Nós duas descemos juntas e passamos pela porta. Eu estava guardando meu crachá na bolsa quando Ângela parou e eu olhei para ela.
"Acho que você não vai mais precisar da carona" – Ela sorriu e me apontou o outro lado da rua. Edward estava encostado na parte traseira do carro. Eu sorri para ele.
"Como você sabe que... ele estava ME esperando?" – Ele podia estar esperando qualquer pessoa. Muita gente saía do prédio há essa hora.
"Ele sorriu como se estivesse enfeitiçado assim que você pisou nessa calçada" – Ela falou e veio me abraçar – "Tchau"
"Tchau"
Eu esperei os carros pararem de passar para poder atravessar a rua – O que pareceu uma eternidade. Eu nem havia notado, mas depois de passar o dia inteiro com ele ontem, hoje havia sido um dia estranho. Havia um aperto no peito que eu não sabia explicar. Um aperto que estava ainda maior agora que eu podia vê-lo, ali tão perto, mas não era capaz de tocá-lo.
Assim que houve uma brecha entre os carros eu atravessei. Ele estava tão sorridente e lindo como sempre. Eu andei o mais rápido que podia até conseguir alcançar seu abraço. Ele me tomou em seus braços e eu o apertei o mais forte que consegui. Seu cheiro, seu sorriso... Num instante, não havia mais aperto – Edward estava ali.
"Eu amei as flores – são lindas!" – Eu não queria soltá-lo.
"Que bom que você gostou" – Ele deu um beijo em meus cabelos. Ele também não parecia ter nenhuma pressa em me soltar – "E a propósito..." – Ele puxou meu rosto para que eu olhasse para ele – "Eu te amo"
Eu sorri e fechei os olhos tentando absorver cada detalhe daquele momento. Ele me ama. Edward me ama. 'Oh, sim, eu sou capaz de viver com isso...' Eu ri um pouco mais de mim mesma. A quem eu quero enganar? EU sou a mulher mais feliz do mundo!
Eu abri os olhos e sorri para ele. Ele correspondeu com seu belo sorriso.
"Vamos para casa agora?" – O jeito como ele falou aquilo fez meu estômago revirar. 'Para casa'. Como se fosse NOSSA casa. E eu sei que não devia, mas eu desejava que fosse.
"Para casa"
