Observação: esse capítulo só foi atualizado para a correção de alguns erros de português.
Capítulo XXIX
O Combate
Professor e alunos entraram na sala lateral. Snape apontava a varinha ameaçadoramente para os dois jovens a sua frente, que obedeciam as suas ordens.
A sala era maior e mais iluminada que a anterior. No canto direito estavam Rony, Hermione e Gina caídos ao chão, imobilizados por um feitiço e observados de perto por Draco Malfoy. No centro, Lúcio Malfoy mantinha Harry Potter sob a mira de sua varinha. Sobre uma mesa à esquerda quatro varinhas repousavam inertes.
- Lúcio! Imaginei que você fosse o responsável por essa ação – afirmou Snape com um toque de inveja na voz. – Mas parece que seu plano teve algumas falhas. Encontrei esses dois intrometidos na Casa dos Gritos planejando avisar Dumbledore sobre o desaparecimento da garota Weasley e Potter.
- Caro Severo, sempre pronto a ajudar – respondeu Lúcio com ironia. – Você pode ficar e ver o meu triunfo.
- Então será você que livrará o mundo da linhagem dos Potter? - perguntou Severo tentando desviar a atenção de Lúcio.
- Não seja tolo Severo. O Mestre deseja dispor do pirralho pessoalmente – afirmou Lúcio.
Nesse momento Snape entregou as varinhas aos alunos e disparou - "Estupefaça" - na direção de Lúcio. Harry rolou para longe de Malfoy em meio a luz vermelha do feitiço, mas Lúcio também conseguiu se esquivar.
Uma luz alaranjada jorrou da varinha de Malfoy em direção a Snape, mas foi repelida por um contra feitiço.
Enquanto os Comensais duelavam Elizabeth gritou:
- Accio varinhas! – e quatro varinhas vieram parar em suas mãos. Ela jogou uma delas para Harry mas logo descobriu que aquela não era a dele.
- A maior delas – gritou o bruxo segurando a varinha de Hermione nas mãos. Ele não teve tempo de pegá-la porque Draco já estava perto deles e berrou:
- Estupefaça! – Harry caiu ao chão como um boneco imobilizado. Draco se virou para Elizabeth e bradou o mesmo feitiço, agora em sua direção. Ela tentou dizer um contra feitiço, mas era difícil fazer magia segurando três varinhas. Ela se jogou ao chão para evitar ser atingida. Uma dor forte atingiu sua cabeça. Um prego do piso havia cortado sua testa. Quando ela se virou Draco estava agora mais próximo e pronto para lançar uma segunda tentativa. Nesse momento Neville apontou a varinha para Draco e gritou:
- Petrificus totalus! – e o feitiço atingiu em cheio o peito do rapaz que desfaleceu, caindo sobre Elizabeth.
A bruxa empurrou o corpo de Draco, se desvencilhando daquele abraço inoportuno. Um fio de sangue escorria pela sua testa. Ela ainda podia ouvir as vozes de Lúcio e Severo duelando. Neville e Elizabeth correram para os outros alunos imobilizados e disseram ao mesmo tempo:
- Finite! – e as amarras invisíveis que os prendiam se soltaram. Apenas Gina se levantou. Rony e Hermione permaneceram imóveis, provavelmente estuporados.
Os três alunos, de posse das suas varinhas se voltaram para onde estava o professor e Lúcio, mas antes que pudessem ajudar, uma mulher, vestida como Comensal, entrou na sala. Assim que viu Neville ela apontou sua varinha para ele dizendo:
- Eu sabia que nos encontraríamos de novo, Longbotton – afirmou a bruxa de rosto cadavérico e voz aterradora.
Neville olhou para onde vinha a voz e não pode conter um grito apavorado:
- Belatriz!
- Mal posso esperar para continuar onde parei. Crucio! – gritou a bruxa.
Neville berrou "Protego" enquanto Elizabeth e Gina diziam "Impedimenta", mas a bruxa era mais forte que os três e o máximo que conseguiram foi diminuir um pouco o efeito da maldição imperdoável, porque Neville ainda conseguiu dizer:
- Saiam daqui!
As garotas não precisaram sair porque foi Belatriz quem fugiu enquanto elas tentavam ajudar Neville que se contorcia ao chão. De repente Gina se levantou correndo. Elizabeth acompanhou a ruiva com os olhos e viu uma cena terrível se formar. Belatriz estava ajoelhada ao lado de Harry. Gina corria em direção aos dois. A bruxa esquelética se virou para Gina e uma luz prateada saiu de sua varinha jogando a garota a metros de distância, depois se voltou para Harry e murmurou um feitiço. Elizabeth correu em direção ao professor, varinha em punho.
- Ela está levando Harry – exclamou Elizabeth, quando chegou ao lado de Snape.
Severo se virou para Belatriz: "Estup..." , mas foi interrompido por Lúcio:
- Expeliarmus – gritou o bruxo das trevas na direção do professor. E a varinha de Snape foi lançada longe.
Elizabeth só conseguia pensar que devia ter se dedicado mais as aulas do professor Flitwick quando Lúcio a desarmou e a segurou pelo pescoço fazendo com que seus pés não encontrassem o chão.
Quando Severo recuperou a varinha encontrou Elizabeth imobilizada por Lúcio. Belatriz estava fazendo o corpo de Harry levitar. Snape começou a se virar para a Comensal quando Lúcio exclamou:
- Você vai gostar de ver isso – e lançou um feitiço sobre Elizabeth que a lançou ao chão. Os olhos da jovem estavam cheios de terror, sua boca se abriu mas nenhum som saiu dela.
Lúcio mantinha Elizabeth sob domínio do feitiço e dedos invisíveis se fechavam sobre a garganta da jovem fazendo com que ela não conseguisse respirar. Do outro lado da sala Belatriz levava Harry Potter estuporado para fora do ambiente.
Elizabeth olhava para Snape suplicando ajuda. O Professor levantou a varinha em direção a Malfoy. Vencê-lo levaria tempo, tempo que ele não possuía. Não podia deixar Harry Potter ser levado até Voldemort. O garoto era desprezível, mas era a única esperança de vitória. Severo correu atrás de Belatriz enquanto a risada de Malfoy ainda ecoava.
Na sala ao lado Voldemort acabara de aparatar. Belatriz estava em frente ao seu Mestre, de costas para Snape e não percebeu que fora seguida. A bruxa depositou o corpo de Harry ao chão, como uma oferenda. O professor olhou para trás e viu Lúcio ainda entretido com Elizabeth. Snape balançou a cabeça tentando eliminar a lembrança dos olhos da aluna pedindo ajuda e se concentrou na luta. Sua presença não havia sido notada e ele se deixou envolver pelas sombras a espera do melhor momento para atacar.
- Mestre, aqui jaz Harry Potter – falou Belatriz se prostrando aos pés do Lorde das Trevas.
- Desperte-o – replicou Voldemort. - O garoto precisa estar consciente quando for morto.
Belatriz se levantou e tirou do bolso um frasco de poção. Voldemort continuou seu discurso.
- Há dezessete anos eu cometi um erro tentando matá-lo com um feitiço. Hoje sei que apenas um punhal poderá selar meu triunfo.
Harry acabara de acordar quando Voldemort levantou o punhal para desferir o golpe fatal. Nesse momento Snape deixou a penumbra e gritou "Accio punhal". A arma se soltou das garras de Voldemort indo repousar nas mãos do professor enquanto um jato verde saía da varinha de Belatriz em direção a ele. Com destreza, Snape esquivou-se do feitiço mortal e lançou o punhal para Harry. O rapaz cravou-o no peito do Lorde das Trevas antes que qualquer um deles pudesse proferir outro feitiço.
O corpo de Voldemort começou a se desfazer lentamente. Belatriz gritava e tentava em vão agarrar pedaços da carcaça do Mestre. Harry se afastou e em meio a lágrimas observava a cena.
Alvo Dumbledore entrou na sala e lançou um feitiço sobre Belatriz que a imobilizou. Foram as palavras do diretor que desfizeram o transe que se apoderara de Severo Snape.
- Vamos para casa – disse o velho bruxo passando os braços sobre os ombros de Harry.
