Capítulo Vinte e Oito: A razão pela qual eu os odeio

Harry já havia pensado em tudo. Ele apenas precisava de dois itens para pôr seu plano em prática e um deles era a capa de Damien.

"Damien, eu tenho que te pedir uma coisa." Harry disse para o terceiranista quando sentou-se na mesa para tomar café da manhã.

Damien olhou Harry curiosamente.

"Eu preciso da sua capa e do seu mapa emprestados." Harry disse baixinho.

Damien tentou não demonstrar o choque que levou ao escutar isso. Ele faria tudo o que Harry lhe pedisse, mas dar a ele o mapa de Hogwarts e sua capa de invisibilidade era chamar os problemas.

"Oh Harry, não sei..." Damien começou a dizer e lançou um olhar preocupado para a Mesa Principal. Seus pais lhe matariam se descobrissem que ele havia emprestado essas coisas para Harry.

"Damy, eu não vou fugir, se é isso que você está pensando."

Damien ficou surpreso ao escutar Harry lhe chamar pelo apelido. Era a primeira vez que seu irmão o chamava de 'Damy'.

"Certo, mas com uma condição." Damien disse. Ao ver a curiosidade de Harry, continuou.

"Eu irei com você." Disse firmemente.

Os olhos de Harry arregalaram-se e ele balançou a cabeça.

"Não! De jeito nenhum."

De maneira nenhuma ele iria levar Damien com ele. O menino iria definitivamente contar para alguém e arruinar tudo. O terceiranista cruzou os braços e olhou o irmão de modo calculista. Harry forçou-se a aceitar que o menino realmente parecia consigo.

"Certo! Então eu não irei te emprestar nada. Se você quiser a capa e o mapa terá que me levar junto, aonde quer que você vá!" Damien era tão teimoso quanto Harry e não ia voltar atrás na sua condição.

Harry observou Damien por um momento. Se ele levasse o menino junto, que mal iria fazer? O terceiranista provavelmente nem saberia o que estava acontecendo e quando descobrisse já seria tarde demais.

"Certo, mas você tem que jurar não vai dizer nada à ninguém. Ok?" Harry perguntou.

"Eu juro! Então... o que nós vamos fazer?" Perguntou o adolescente.

"Nós vamos roubar algumas coisinhas do estoque de poções." Harry respondeu.

xxx

Mais tarde, à noite, Harry ainda não conseguia acreditar que estava levando Damien junto com ele para as masmorras. Ambos conseguiram ficar em baixo da capa de invisibilidade que Damien conseguir 'roubar' de seu pai novamente. O mapa estava na frente deles, enquanto penetravam cada vez mais na escuridão daquele lugar. Damien não fazia a mínima idéia de qual era a poção que seu irmão queria.

Harry entrou na sala de poções e os dois garotos saíram de baixo da capa. O sextanista andou até o armário, procurou por algum feitiço de alarme e depois vagarosamente abriu a porta.

Harry disse para Damien ficar na porta com o mapa, para caso alguém se aproximasse. O terceiranista observou o irmão aproximar-se do estoque de poções, ele não estava pegando ingredientes, mas sim procurando por uma poção quase terminada. Damien estava imaginando o que Harry iria fazer. Finalmente, o moreno de olhos verdes pegou uma pequena garrafa, ela estava cheia de um líquido roxo. O garoto colocou-a dentro do bolso e fechou a porta do armário. Ele andou até o irmão e jogou a capa em cima de ambos. Damien esperou até que chegassem no salão comunal antes de perguntar alguma coisa.

"Então... você está atrás de que poção?"

Harry olhou Damien e sorriu.

"Isso não te diz respeito." Harry disse e sem falar mais nada virou-se e subiu as escadas. Antes de chegar ao dormitório ele olhou Damien novamente.

"Você não vai dizer nada sobre isso, certo?" Harry perguntou ao moreno de olhos avelã.

Damien negou com a cabeça e Harry sorriu antes de desaparecer pela porta de seu dormitório.

No dia seguinte Damien teve aula de poções e não podia esperar para que sua mãe terminasse logo de dar as instruções e ele pudesse ir até o armário tentar descobrir que poção Harry tirou ontem à noite. Assim que o menino foi pegar seus ingrediente, deixou seus olhos vasculharem a seção de poções quase terminadas. Ele percebeu que aquela seção era trancada e impossível para se abrir sem uma varinha. Harry havia usado sua varinha para conseguir a poção roxa.

Bem na hora em que Damien já estava indo embora, ele viu outra poção roxa próxima a uma grade. O menino engoliu em seco ao ler a indicação que havia lá. 'O que Harry pretende fazer com uma poção Polissuco?!' Pensou.

xxx

"Bem, você já recebeu as boas notícias?" Harry perguntou ao loiro enquanto fingia arrumar os livros da biblioteca. Draco estava ao seu lado, mas olhava para o outro lado.

"O que você acha? Claro, que que tenho boas notícias. Está feito! Eles virão amanhã à noite. Você tem que estar nos jardins por volta das 8 da noite, ok?"

Harry não conseguiu segurar e sorriu. Ele iria para casa amanhã e assim, poderia finalmente sair de Hogwarts e voltar para o lado de Lorde Voldemort. Harry afastou-se de Draco depois de confirmar que estaria no local certo às oito da noite de amanhã. Assim que o moreno deitou-se na cama, não conseguiu deixar de pensar que essa era sua última noite em Hogwarts e que se tudo desse certo, seria o mesmo para James Potter.

xxx

Damien queria falar com Harry sobre a Poção Polissuco, mas não conseguiu achá-lo em lugar nenhum. Ele decidiu que falaria com o irmão no café da manhã.

De qualquer modo, ao sentar na mesa de Gryffindor ele não conseguiu ver Harry em nenhum lugar.

"Ron, você viu Harry?" Damien perguntou, já começando a entrar em pânico.

"Yeah, ele ainda estava dormindo quando o vi." Ron respondeu e colocou mais cereal em sua boca.

"Oh!" Damien ficou mais calmo. O que havia de errado com ele hoje? Ele não conseguia afastar o sentimendo de que algo realmente ruim aconteceria.

Damien não conseguiu ter a chance de falar com Harry, suas aulas diurnas já estavam começando. Antes de ir para sua aula de feitiços, ele correu para ver o irmão. O menino esbarrou em Hermione. A garota disse que Harry não fora nas aulas hoje. Portanto, agora ele estava indo até o dormitório masculino ver se o irmão ainda estava lá.

Assim que Damien abriu a porta do dormitório, uma cena peculiar o alertou. Harry estava deitado em sua cama, ele tinha uma aparência pálida. Parecia que ele estava dormindo, mas isso que era o estranho da coisa. Mais estranho ainda era que Sirius estava sentado ao lado dele, segurando seu anel preto e prata em suas mãos. Sirius parecia estudar o objeto. Por alguma razão isso alertou Damien. Ele sabia que Harry era bem possessivo em relação a esse anel e ele não gostou de ver seu tio Siri mexendo nas coisas de seu irmão.

"Tio Siri?" Damien murmurou para não acordar Harry.

Sirius olhou para Damien e por um momento ficou receoso, como se tivesse sido pego no meio de uma briga. Quando viu que era apenas Damien que estava lá, ele relaxou e o cumprimentou.

"Hey filhote! O que você está fazendo aqui? Você não tem aula?"

Damien olhou surpreso para seu tio. Sirius nunca disse a ele para ir às aulas, na verdade ele até incentivava o contrário. Seu tio sempre disse que era uma coisa sem noção ficar indo a tantas aulas, sendo que haviam outras tantas coisas melhores para se fazer com esse tempo.

"Eu tenho. Eu estava indo para a minha aula de feitiços, mas queria ver se Harry estava bem. Eu não o vi o dia inteiro." Damien respondeu e olhou o irmão.

"Ele teve febre. Eu vim ver como ele estava e quando cheguei ele estava doente. Poppy acabou de sair. Ela deu a ele um pouco de Poção para Dormir, assim ele poderá descansar." Sirius disse baixo.

Damien assentiu e depois olhou para o anel, que ainda estava nas mãos de Sirius.

"O que você está fazendo com o anel?" Damien perguntou.

"Apenas olhando." Sirius respondeu e girou o anel em seus dedos.

Por alguma razão Damien ficou extrememente incomodado com isso.

"Bem, pare! Isso pertence à Harry, acho que você tem que deixar o anel em paz." Damien não conseguia entender sua frustração ao ver alguém mexendo nas coisas de Harry sem permissão.

"Tá bom, acalme-se. Eu estava apenas olhando." Sirius colocou o anel em cima da mesinha de cabeceira de Harry e olhou para o outro menino de modo divertido. "Você está bem filhote." Perguntou.

"Sim, desculpe! È só que... Harry é bem possessivo com suas coisas. Eu não acho que ele iria gostar que alguém tocasse em seus pertences."

Sirius lançou um sorriso cálido para Damien e abraçou-o pelos ombros, enquanto saía do dormitório e deixava para trás um Harry adormecido.

Assim que chegaram na frente da classe de feitiços, Damien falou novamente.

"Tio Siri, o que você está fazendo aqui em Hogwarts?"

"Nossa, você não está muito questionador hoje?" Sirius perguntou. "Eu tenho coisas a fazer com o seu pai hoje." Respondeu.

Quando Damien lançou um olhar questionador, Sirius explicou.

"Vamos à Hogsmead. Eu ainda não tive muitas chances para passar um tempo com James devido aos eventos recentes. Eu quero apenas passar um tempo com o meu melhor amigo."

Damien sorriu. Seu tio e seu pai sempre arranjariam um tempo para passarem juntos. Porém Sirius estava certo, desde que Harry havia vindo para Hogwarts, eles não saíram mais.

Damien entrou na sala, prometendo a si mesmo que depois da aula iria checar se Harry estava bem.

xxx

James estava surpreso por ver Sirius entrando em seu quarto junto com Kingsley Shacklebolt. Ele ficou ainda mais surpreso ao escutar Sirius lhe dizendo que eles iriam até Hogsmead enquanto Kingsley ficava de olho em Harry.

Depois de muita persuasão, James finalmente aceitou sair com Sirius. Ele não queria mesmo ir, especialmente ao saber que Harry não estava bem, nem mesmo para ir às aulas, mas Sirius de algum modo fez com que ele saísse de Hogwarts e os dois marotos foram até o vilarejo.

Hogsmead ainda estava sendo reconstruída após aquele horrendo ataque de Daywalkers, mas Sirius disse a James que havia um ótimo pub perto das fronteiras do vilarejo. Já que James não sabia o caminho, ele deixou seu amigo guiá-lo. O moreno de olhos avelã era o único que falava, Sirius apenas escutava. Depois de muito andar, James percebeu que eles estavam em uma parte bem excluída da vila, onde havia apenas precipícios e depressões. Não havia o menor sinal de vida em lugar nenhum. James tentou pensar no que Sirius tinha em mente.

"Padfoot, onde nós estamos?" James perguntou ao olhar em volta.

"Nós estamos pegando um atalho, fica um pouco mais pra frente." Sirius respondeu e continuou andando.

"Mas não parece existir nenhum tipo de vida por aqui! Você tem certeza de que sabe para onde está indo?" James perguntou. Essa não seria a primeira vez que Sirius ficava perdido.

James continuou andando com Sirius por mais vinte minutos e tudo o que ele podia sentir era mais e mais ansiedade. Eles pareciam estar indo direto para o final do precipíco, onde não havia nenhum sinal de vida, nem bruxo, nem de nada.

James pulou sobre uma depressão e parou Sirius.

"Sirius, eu acho que é seguro dizer que nós estamos perdidos! Não há nada mais além de depressões por pelo menos uns 300 metros! Portanto, acho que é melhor admitir que estamos perdidos." James disse bravo. Ele não se importava com o fato de que estavam perdidos, ou que Sirius havia se enganado, mas o que lhe incomodava era que seu amigo não estava falando nada. "Sirius! Você está me ouvindo? Nós estamos perdidos, acho que devemos voltar!" James gritou.

Sirius virou-se e olhou James, um sorriso triunfante adornava sua face.

"Errado Potter! Nós estamos exatamente onde eu queria."

xxx

Damien não conseguia afastar esse sentimento estranho. Ele não sabia o que havia de errado. Na hora do almoço, o menino pulou a refeição para visitar o dormitório de Harry. Seu irmão pareceu estar tão pálido e doente que ele queria saber se o garoto estava realmente bem.

Quando Damien entrou no dormitório, ele ficou desapontado ao ver que seu irmão ainda dormia. Ele esperava encontar Harry acordado. O menino sentou-se ao lado do sextanista, passou sua mão sobre a testa dele e ficou aliviado ao ver que a pele estava normal. A febre parecia ter abaixado, mas ele suava e sua pele estava úmida. Damien afastou as coberta do irmão um pouco e congelou. Havia um pequeno aparelho conectado a mão dele. Era um pequeno tubo, aquilo parecia ser bem doloroso. O terceiranista analisou melhor e viu duas garrafinhas do outro lado também conectadas ao tubo. Obviamente a poção das garrafinhas estava sendo aplicada direto na corrente sanguínea de Harry.

Damien olhou-o em confusão. Talvez isso era algo que Madame Pomfrey criou para ajudar seu irmão. O terceiranista olhou melhor para uma das poções e reconheceu-a instanataneamente. Era Poção para Dormir. Bem, Sirius disse que Madame Pomfrey deu a Harry um pouco da poção, porém toda essa aparelhagem não parecia certa.

Damien estudou a outra e não conseguiu descobrir o que era, ele viu que ela também corria na corrente sanguínea de Harry. Era por isso que ele ainda dormia, mas isso não parecia certo. Por que seu irmão estava tão severamente sedado? Damien decidiu retirar as poções e deixar que elas parassem de circular.

Harry ainda sim não acodava, então, Damien pegou sua varinha e apontou para a cabeça dele. O sextanista provavelmente o mataria por lançar um enervate, mas Damien queria tanto falar com ele. O terceiranista não sabia como, mas ele podia sentir que Harry estava sedado contra sua vontade.

"Enervate" Damien murmurou.

Os olhos esmeralda de Harry abriram-se e por um momento ele pareceu ficar confuso, foi então que olhou Damien e novamente o terceiranista sentiu algo que lhe dizia que aquilo não era certo.

"Filhote?"

Damien sentiu seu coração parar ao escutar essas palavras saindo da boca de Harry.

"Do que você me chamou?" Damien perguntou. Sua voz estava mais baixa do que um sussurro.

Harry não respondeu, ao invés disso sentou-se e olhou em volta, como se visse tudo pela primeira vez.

"O que... Onde eu estou?" Harry disse e Damien percebeu que a pessoa a sua frente parecia Harry, mas não soava como ele. Na verdade, soava muito como...

"Tio Siri?"

Harry olhou Damien e franziu a testa.

"Quem mais poderia ser?"

Damien deu um passo para trás horrorizado e então percebeu qual era a segunda poção que circulava em seu tio. Era Poção Polissuco. O terceiranista sentiu seu coração bater apressado, se Sirius estava disfarçado de Harry então era Harry que estava disfarçado de Sirius!

Xxx

James olhou para seu melhor amigo e não conseguiu descobrir o que havia de errado. Sirius estava o olhando com ira. James deu um passo para trás e perguntou com uma voz grave.

"Sirius, o que você está pensando? Por que você quis vir até aqui?"

Sirius olhou James e sorriu de lado. Ele se virou e estudou a vista.

"É realmente bonito aqui, não é? Tão excluído. Digo, qualquer coisa pode acontecer aqui que as pessoas nem ao menos irão notar." Sirius virou-se e James viu sua varinha em punhos.

James conseguiu pegar sua varinha, mas Sirius já havia lançado um feitiço que fê-la sair voando de suas mãos. O moreno de olhos avelãs segurou sua mão machucada e sibilou de dor. Ele escutou Sirius murmurar 'Accio' e soube que o outro estava em posse de sua varinha.

James olhou Sirius e o viu sorrindo. Obviamente seu 'amigo' estava adorando sua cara assustada.

"Quem é você?" James perguntou, mentalmente brigando consigo mesmo por não ter percebido antes que Sirius era um impostor.

O Sirius falso riu e respondeu.

"Oh vamos lá, você já deve ter descoberto! Não, ok. Talvez eu possa ajudá-lo."

O falso Sirius segurou sua varinha, apontou-a para sua face e murmurou 'Finite Incantatem'.

O longo cabelo negro de Sirius começou a encolher e sua face começou a afinar. Seu longo nariz estava diminuindo e seus olhos também. James parou horrorizado ao olhar os cabelos dele virarem mais rebeldes e seus olhor tornarem-se verdes.

"Harry?" James disse ao ver seu filho mais velho em frente a ele.

"Surpreso?" Harry perguntou e James percebeu que mesmo o garoto tendo voltado a ser como era, ainda soava como Sirius. O sextanista percebeu isso, sorriu de lado, apontou a varinha para sua garganta e murmurou 'Finite Incantatem' novamente.

"Bem melhor." Harry disse com sua própria voz. "Agora, nós devemos começar, temos muito o que resolver." Harry disse antes de acertar James com um feitiço de corte.

xxx

Damien ficou observando seu tio, que ainda estava no corpo de Harry.

"Eu não entendo. O que aconteceu?" Damien perguntou.

"Bem, eu vim ver como Harry estava. A última vez que eu o vi, ele ainda estava se recuperando do ataque dos Daywalkers. Eu vim e Harry me atacou. Ele me nocauteou e... bem, eu não sei o que mais aconteceu depois disso. Eu acabei de acordar."

Damien olhou para a pessoa sentada a sua frente. Era estranho ver Sirius parecendo Harry.

"Não há nada que você possa fazer para voltar a ser você mesmo antes que a poção termine?" Damien perguntou.

"Sim, Finite Incantatem resolveria isso." Sirius respondeu e tentou pegar sua varinha. Ele percebeu que estava com as vestes de Harry e que sua varinha não estava lá.

"Minha Varinha!" Sirius exclamou e lançou um olhar de pânico para Damien.

'Harry está com papai, Merlin sabe onde e com a varinha do tio Siri! Isso não é bom.' Pensou o menino.

Damien pegou sua prórpia varinha e apontou-a para o animago. Assim que o menino disse o feitiço, Sirius pegou o anel deixado sob a mesinha. O artigo era estranho, preto e prata, mas ele parecia... vivo.

Damien disse o feitiço e quando a aparência de Sirius voltou ao normal ele viu um enorme arranhão em seu rosto, provavelmente feito por Harry. O menino viu também que havia mais alguma coisa estranha.

Sirius estava sentado na frente de Damien segurando algo em suas mãos. O menino percebeu que ao invés do anel de Harry, agora havia uma penseira com uma substância bem espessa dentro.

"O que é isso?" Damien perguntou.

"É uma penseira, deve conter as memórias de Harry." Sirius murmurou.

Damien entendeu o porquê da possessividade de Harry para com seu anel. Ele era na verdade uma penseira que continha todas as memórias que seu irmão queria esconder.

"O que pode haver nessa penseira que Harry estava protegendo tão desesperadamente?" Damien pensou alto.

"Bem, nós teremos que descobrir isso depos. Agora, temos que ir buscar seu pai." Sirius respondeu e ambos saíram correndo do dormitório.

xxx

James sentiu suas costas baterem no chão. Harry ficou assistindo o auror tentar levantar-se. Sem sua varinha James não tinha como se defender, ele não era muito bom em combate físico e, mesmo que fosse, ele já havia visto Harry lutando. Não havia chances de ganhar dele.

"Por que... por que você está fazendo isso Harry?" James disse ao se levantar. Ele estava com uma mão nas costas, com certeza havia quebrado algumas costelas.

Harry apontou sua varinha novamente e James sentiu uma dor intensa em seu peito. Ele se ajoelhou e tentou respirar.

O auror virou-se e viu Harry o encarando. O garoto tinha tanto ódio naqueles orbes verde.

"Isso é o que eu quero saber Potter! Por que?" A voz de Harry estava tremida e James percebeu que ele estava preste a se abrir.

"Harry?" Foi tudo o que James conseguiu dizer antes que o garoto o jogasse para o outro canto apenas com um meneio de mãos.

James caiu no chão e dessa vez gritou alto ao sentir sua perna deslocar. Ele olhou Harry e viu que o adolescente irado se aproximava.

"Eu perguntei a você tantas vezes, mas você nunca me respondeu! Eu pensei que talvez você era apenas capaz de machucar os outro, que você não sabia mais o que fazer! Mesmo quando eu me desculpava! Porém, eu te vi com Damien e vi o quão diferente você era com ele. Por tanto, eu pergunto de novo Potter! Por que? Por que eu?!"

James estava tentando levantar. Ele conseguia sentir o gosto de sangue em sua boca.

"Harry! Por favor, eu não sei sobre o que você está falando. Por favor, me fala!" James implorou esperando receber alguma resposta. Essa, entretanto, foi uma péssima coisa para se dizer, já que os olhos de Harry brilharam ainda mais em fúria.

"Claro que você não lembra! Por que deveria? Tudo bem, Potter, porque depois de hoje, eu irei finalmente esquecer também." Harry respondeu apontando sua varinha para a cabeça do auror.

"Você nunca vai se livrar disso, Harry. Você vai ser pego!" James disse. O desespero era evidente em sua voz. Ele não queria morrer, especialmente pelas mãos de seu próprio filho. Porém, ele também não queria que Harry fosse para Azkaban.

Harry riu, uma risada gélida e ajoelhou-se na frente de James.

"Oh, mas eu vou. Veja Potter, não sou eu que matei você. Todo mundo o viu saindo de Hogwarts com Black. Os aurores que estão em Hogsmead te viram vindo pra cá com Black. Foi Black quem te trouxe aqui e que sem misericórdia matou você. Foi a varinha de Black que atirou tantas maldições em você até deixá-lo sem defesa."

Com essas palavras Harry mostrou para James que realmente era a varinha de Sirius sendo urtilizada contra ele.

"Creio que será o final perfeito da amizade de vocês, não acha?" Harry perguntou.

James sentiu-se ferver. Harry não estava apenas planejando em matá-lo, mas também em culpar Sirius.

"Ninguém vai acreditar nisso! Sirius nunca me machucaria e todo mundo sabe disso!" James disse com raiva.

"Inveja é uma coisa que pode levar alguém a cometer crimes bizarros. Você tem uma família, Black não. Você tem filhos, Black não. Você tem um lar, Black tem apenas uma casa em ruínas que agora virou o Quartel General da sua patética Ordem. Você vê Potter, Black não tem nada e você tem tudo. Você tem até em uma posição de auror melhor do que a dele. Creio que isso é motivo o bastante para deixar um homem louco de inveja e matar." Harry disse friamente.

"Lily e Damien! Eles nunca irão acreditar nisso. Eles irão saber que Sirius não fez isso, que ele nunca me atacaria!" James estava desesperadamente tentando mostar a Harry que seu plano não iria funcionar. Essa era a única esperança que ele tinha para que o garoto não o matasse.

Harry olhou James por um momento e o auror percebeu que o garoto amoleceu com a menção de Damien.

"Damien pode não acreditar, mas ele terá que aceitar. Você deveria fazer suas últimas preces Potter. Eu não estou fazendo o mesmo com a sua mulher, por causa de Damien, de outro modo ela também estaria tendo o mesmo fim. Eu percebi que Damien merece ter pelo menos um parente vivo."

Com a menção de Lily, James perdeu a paciência e tentou jogar-se contra Harry para pegar sua varinha, sem medir as consequências . O garoto deu um passo para trás, mas logo após isso, James estava no chão novamente. Harry lançou nele o feitiço quebra ossos. O auror ficou coberto de sangue e não conseguia respirar direito devido às suas costelas fraturadas.

Harry aproximou-se e olhou James furioso.

"Acho que já é hora de acabar com isso, Potter" Harry disse friamente.

Harry apontou a varinha para James já preparado para dizer a maldição e foi nesse momento que os olhos avelã do auror conectaram-se com os seus olhos verdes.

"Antes que você me mate, você não acha que eu tenho o direito de saber o por quê? Por que eu estou sendo torturado e morto pelo meu próprio filho?"

James sabia que iria morrer, mas ele não queria morrer sem nem mesmo saber o por quê.

"Você quer fingir ignorância até o final? Muito bem, mas eu não vou mais gastar meu tempo com você, Potter. Eu quero que você saiba que eu podia ter te matado bem antes. Eu passei quatro meses em sua companhia e tive mais que uma chance para acabar com a sua vida patética! Eu podia ter cortado sua garganta enquanto você dormia, eu podia ter te matado com as minhas próprias mãos em Hogwarts, mas eu não queria sofrer depois de matar você. Eu quero que você saiba que o responsável de tudo isso é você mesmo. Por todas as vezes que você fingiu estar preocupado, por dizer que sentia minha falta, por fingir que se importava! Eu quero matar você aqui e agora. Você sabe por quê? Porque eu quero que você sofra. Doze anos esperando que esse dia chegasse, e agora, agora eu finalmente terei minha vingança!"

Harry levantou a varinha e apontou para James.

"Harry, por favor!" James tentou desesperadamente.

"Não! Não implore por misericórdia, eu não vou lhe dar nenhuma! Afinal, você nunca me deu nenhuma." Harry disse baixinho.

"Adeus, James Potter."

Harry lançou um jato de luz amarela em James e o auror sentiu a força do feitiço, ele caiu de um precipício de 300 metros que tinha rochas na parte de baixo.

Harry fechou os olhos e tentou fazer seu coração se acalmar. Ele conseguira! Ele finalmente havia matado James Potter.

xxx

Harry encaminhou-se para Hogwarts, ele estava feliz por ter trazido a capa de invisibilidade com ele. O garoto iria fazer de tudo para retorná-la junto aos pertences de Damien.

Harry entrou no salão comunal e olhou em volta. Quando teve certeza de que não havia ninguém por lá retirou a capa. O garoto foi até seu dormitório para guardá-la e checar Sirius, mas ao abrir a porta deu de cara com um muito preocupado Damien Potter. O menino correu até ele.

"Harry! Por onde você esteve? Eu estou te procurando como um louco." Damien o olhava de modo preocupado.

"Damien, o que há de errado?" Harry perguntou em pânico.

"Por favor Harry, diz que você não fez isso!" Damien disse quase implorando.

"Sobre o que você está falando?" Harry perguntou sentindo algo em seu peito.

Antes que Damien pudesse responder, o portal do salão comunal abriu e todos os estudantes entraram. Harry olhou no relógio e viu que eram 5 da tarde. Os alunos tinham acabado de sair das aulas. O garoto de olhos verdes olhou para o irmão que sem palavras decidiu ir para um lugar mais privado.

Harry e Damien tinham acabado de sair do salão comunal e procuravam uma sala vazia quando encontraram McGonagall.

"Sr. Potter, bem o aluno que eu procurava. O Professor Dumbledore quer ter uma palavrinha." A mulher disse a Harry.

Harry olhou Damien e resolveu que não iria doer se ele fosse ao escritório de Dumbledore uma última vez. Afinal, Harry iria para casa dali algumas horas.

"Ok." Harry respondeu e olhou Damien.

"Damien, você pode esperar um pouco para eu ver o que Dumbledore quer?" Harry perguntou.

Damien assentiu e encaminhou-se para o Salão Principal. Ele não estava com fome, mas não tinha mais nada para fazer nesse meio tempo. O menino estava desesperado para perguntar a Harry por que ele se disfarçou de Sirius. Era óbvio que ele não fez isso com o intuito de escapar, já que ele estava em Hogwarts. Mas, então porque ele tomou a poção polissuco? E onde estava seu pai?

xxx

Harry seguiu a Professora McGonagall até a gargola que guardava o escritório do diretor e novamente a entrada já havia sido aberta para ele.

Harry subiu as escadas e entrou no escritório do diretor, sem nem mesmo bater. Ele estava esperando que Dumbledore estivesse sentado em sua mesa, como o usual. Ao invés disso, o garoto o encontrou parado a sua frente e apontando uma varinha na sua direção. O diretor não estava sozinho, junto a ele estava uma muito pálida e assustada Lily, um extremamente lívido Sirius e um intensamente ferido James e todos apontavam suas varinhas.

Harry sentiu seu coração parar. Isso não era possível! Ele havia matado James. Ele jogou o auror de mais de 300 metros. Como ele conseguiu sobreviver? O garoto não teve nem a chance de dizer algo, todas as maldições foram instantâneas. Harry sentiu seu corpo ficar rígido e logo depois identificou a maldição 'Estupefaça'. Assim que o garoto sentiu a maldição, seu mundo ficou negro.

xxx

Harry acordou e encontrou-se em outro lugar. Ele tentou olhar em volta, mas percebeu que seus movimentos estavam restritos e entrou em pânico. O garoto tentava se soltar, mas não conseguia. O feitiço que o segurava era muito forte para ser quebrado. Ele tentou olhar em volta novamente e percebeu que estava no dormitório de James e Lily. O moreno viu a escrivanha da mulher e foi com desgosto que notou aquele monte de fotografias em cima.

Foi quando a porta abriu e James, Lily, seguidos por Sirius entraram. O garoto sentiu seu sangue ferver de raiva. James havia sobrevivido! Depois de tudo o que ele planejou, o auror ainda conseguira sobreviver e ainda por cima ele estava preso e precisava escapar. Harry não fazia a mínima idéia de que horas eram, mas certamente ele não conseguiria sair às oito.

Harry desviou o olhar. James ainda usava as vestes sujas de sangue e sua mão estava com uma bandagem. O garoto chegou a conclusão de que Poppy devia ter consertado seus osso, já que ele estava andando perfeitamente bem. James aproximou-se e trouxe uma cadeira junto.

"Creio que você me deve uma explicação." James disse baixinho para Harry.

Harry recusou-se a olhar para ele. Acima de tudo, ele estava com vergonha. Vergonha de ter falhado em sua vingança. Harry queria tanto machuca-lo e quando essa chance chegou... ele falhou com tudo.

Harry sentiu que seu queixo estava sendo forçado na direção de James.

"Eu quero saber por que você me atacou. O que você quis dizer com todas aquelas acusações? Quando foi que eu te machuquei, Harry? Me responde!"

James estava segurando seu temperamento. Ele queria muito gritar com Harry. Ele era carne da sua carne e sangue do seu sangue e havia tentado matá-lo. Se não fosse por Sirius ele estaria bem morto agora.

Como que lendo seus pensamentos, Harry perguntou.

"Como você sobreviveu?"

James desviou o olhar de Harry e encarou Sirius.

"Sirius chegou bem na hora. Quando você me jogou do precipício, ele já estava parado do outro lado. Sirius levou a varinha de Damien e usou-a para que eu não caísse contra as rochas." Harry olhou irado para Sirius. "Agora que eu já respondi sua pergunta, você vai responder a minha. Por que você me atacou?" James perguntou novamente.

Harry olhou James e o auror viu em choque as lágrimas de ódio brilhando nos olhos dele.

"Se você não vai responder a pergunta, então responda essa: Por que você voltou para Hogwarts? Com certeza você podia escapar, então por que voltar?" Sirius perguntou esperando que Harry respondesse.

"Eu queria ver você sendo preso." Harry repondeu olhando Sirius. "Eu tinha que voltar para livrar você da poção polissuco e e também para ver a reação dela por saber que seu marido tinha sido assassinado." Harry sinalizou com a cabeça na direção de Lily quando falou isso.

Lily estava com lágrimas nos olhos quando olhou Harry.

"Por que?" Ela conseguiu perguntar.

Novamente Harry desviou o olhar e recusou-se a responder.

Para James já era sufuciente. Ele parou e falou com Harry em uma voz cansada.

"Você não nos está deixando nenhuma escolha. Se você se recusar a falar conosco e agir desse jeito, temo que não terei outra chance a não ser te levar para o Ministério."

Harry não reagiu a essas palavras, mas Lily engasgou-se e Sirius olhou seu amigo surpreso. Quando o garoto mostrou que não iria responder, James saiu do quarto. Lily e Sirius o seguiram, deixando Harry sozinho.

Ninguém percebeu que Damien estava escondido em baixo da capa de invisibilidade. Quando o menino viu que todo mundo havia ido embora, ele tirou a capa e aproximou-se de Harry. O moreno de olhos verdes não demonstrou nenhuma surpresa.

"Eu deveria saber que você estaria aqui." Harry disse sem nem mesmo olhar Damien.

Damien estava olhando Harry em uma mistura de choque e desgosto.

"Como você pode Harry?! Como você pode tentar machucar o papai? O que ele fez pra você?!" Ele gritou.

Harry não respondeu, ele ficou sentado e se recusou olhar para Damien.

Damien ajoelhou-se para poder ficar no mesmo nível que Harry.

"Você nos trapaceou. Todos nós! Você me trapaceou passando-se pelo tio Siri essa manhã. Você até mesmo me chamou pelo meu apelido, o apelido que apenas Sirius usa! Você fez tudo isso sabendo que ia tentar matar nosso próprio pai! Por que Harry?"

Harry ainda não tinha respondido, mas virou-se para encarar Damien.

"Você deveria prestar atenção nos detalhes que você deixa escapar quando fala Damien. Você me disse tudo o que eu tinha que saber para fazer todo mundo pensar que eu era Sirius Black."

Damien percebeu que Harry estava dizendo a verdade. Todas as vezes que ele seguia Harry e ficava falando, ele dava todas as informações necessárias.

"Harry, por que você atacou o papai? Por que você o odeia tanto? Ele realmente ama você. Você não tem idéia do quanto significa pra ele! Mamãe me disse que quando você foi levado, você era apenas um bebê e papai ficou depressivo. Levou meses para ele falar de novo e você ainda por cima vai e o machuca, ele te ama tanto!"

Damien parou de falar quando viu Harry levantar sua cabeça ao ouvir essas palavras.

"O que? Sobre o que você está falando Damien? Eu não fui levado quando era um bebê. Eu fugi de casa quando tinha quatro anos!"

xxx

James andava de um lado para o outro no escritório de Dumbledore. Lily e Sirius estavam com as mãos na cabeça. Como eles puderam ter subestimado Harry? Por que eles não viram o tamanho do ódio de Harry por James? O suficiente para tentar matá-lo! James parou de andar e caiu em uma cadeira próxima a Lily. Ele colocou as mãos na cabeça e tentou desesperadamente formar um plano para fazer Harry falar. Ele queria saber o que fez o garoto atacá-lo daquele jeito.

A porta abriu e o Professor Dumbledore entrou segurando algo em suas mãos. Quando Sirius olhou direito, percebeu que era a penseira de Harry. Ele tinha esquecido completamente dela.

Ele rapidamente comentou sobre o anel e como ele e Damien acidentalmente trasformaram-no em uma penseira. James e Lily olharam o objeto nas mãos de Dumbledore e então para o rosto do diretor. James conseguia perceber que aquilo era uma grande descoberta, mas no momento ele estava ocupado pensando em como faria Harry falar.

"Nós podemos olhar as memórias depois, Dumbledore. Agora, eu acho que devemos pensar no que iremos fazer sobre Harry." James disse.

Lily olhou James surpresa.

"Você... você não vai entregar Harry para o Ministro?" Lily perguntou, sua voz tremia de emoção.

James olhou Lily e lançou-lhe um olhar cansado.

"Não, eu não vou fazer nada desse tipo. Eu apenas queria assustar Harry para que ele falasse."

"Bem, não está funcionando companheiro." Sirius apontou.

"Yeah, eu percebi!" James vociferou. Ele estava pensando e pensando e sabia que deveria descansar, mas como ele faria isso sabendo que tinha um adolescente homicida na família.

"Seu eu puder fazer uma sugestão." Dumbledore disse baixinho. "Talvez vocês devessem ver o conteúdo dessa penseira. Pode ser que responda muitas perguntas."

Essa foi a primeira vez que ele percebeu o quão pálido e preocupado Dumbledore estava. Ele chegou no escritório segurando a penseira e agora estava sugerindo que eles deveriam ver as memórias de Harry. James percebeu que o diretor já devia ter visto o que continha lá dentro.

"Você já viu, não viu?" James perguntou. Ele queria afastar aquele tom acusatório, mas falhou.

Dumbledore olhou James, seus olhos azuis não brilhavam.

"Sim, eu vi. Desculpe, meu garoto, mas eu precisava saber se minhas suspeitas estavam corretas. Harry guardou essas memórias, memórias que ele não quer que ninguém veja. Eu sei porquê." Dumbledore tinha um olhar assustado, como se aquelas memórias o assombrassem.

"O que você viu?" James perguntou, começando a temer as memórias também.

"Creio que você deva ver por si próprio. Lily você também deveria ir, assim como Sirius."

James estava começando a entrar em pânico enquanto olhava Dumbledore colocar a penseira em cima da mesa e sinalizava para que eles entrassem.

Quando Lily, Sirius e James aproximaram-se de Dumbledore, o diretor tocou a substância com sua varinha.

"Primeiras memórias de infância." Dumbledore disse em uma voz clara.

James, Lily e Sirius sentiram-se sendo puxados para dentro da penseira. Os três adultos sentiram seus pés tocando o chão. 'O que está acontecendo?' James pensou consigo. Ele olhou em volta e se viu parado na sua própria sala em Godric´s Hollow.

A sala estava exatamente como costumava ser a cerca de uns quinze anos atrás. Lily engasgou-se ao ver ela mesma. 'Primeiras memórias de infância' James pensou consigo. 'Foi isso que Dumbledore disse, não foi? Mas Harry tinha quinze meses quando foi levado de casa. Que memórias ele podia ter com essa idade?'

James sentiu Sirius aproximar-se dele. Eles estavam olhando em volta. Se isso era uma memória de Harry, então ele devia estar em algum lugar.

Como que respondendo isso, a porta abriu e um pequeno garotinho moreno de cabelos rebeldes entrou na sala. James teve que acalmar seu coração ao vê-lo. A criança definitivamente era Harry. Seus cabelos eram negros e rebeldes e seus olhos verdes estavam atrás de grandes óculos pretos. Harry não parecia ter mais que dois ou três anos. Lily estava observando o Harry 'criança' como se quisesse guardar todos os seus detalhes. Os dois pais haviam sentido tanta falta da infância de Harry, eles nunca souberam como foi o crescimento de seu filho.

James viu o garotinho entrando e fechando a porta. Harry estava usando roupas enormes. 'O que está acontecendo?' James pensou.

Foi quando um grito alto soou pela sala.

"Harry! Harry! Onde você está? Venha até aqui agora!" Uma voz masculina soou. Os três adultos pularam, assim como Harry.

Harry rapidamente correu e abriu a porta que havia no final da sala, os adultos reconheceram como sendo a porta da cozinha. O garotinho abriu-a e encontrou "James e Lily" sentados na mesa.

Os verdadeiros pais olharam-se na memória e um frio perpassou em suas colunas. Aquelas pessoas eram identicas a eles, mas as expressões eram extremamente cruéis. James tremeu ao ver o "falso ele" encarando gélidamente seu filho. Era o que eles eram... falsos, já que Harry havia sido levado de casa com quinze meses. James ouviu Lily gritar ao ver o "falso James" levantar a mão e bater na criança. Harry caiu no chão segurando sua bochecha que já começava a ficar vermelha.

"Quantas vezes eu tenho que dizer seu merdinha?! Eu não quero ver sua miséra cara quando nós estivermos com visitas. Você vai nos envergonhar!"

Os três adultos estavam horrorizados e assistiram a "falsa Lily" ordenar que Harry se levantasse e fosse direto para o quarto, já que não iria ter nenhum jantar naquela noite. A criança saiu correndo do cômodo com lágrimas nos olhos. James, Lily e Sirius queriam poder causar dor física naqueles malditos pais falsos.

A sala começou a rodar e logo mostrava outro lugar. Era um quarto sem janelas. Havia uma pequenas cama no canto e em cima dela uma pequena criança estava deitada. Harry estava tentando consertar algo. James olhou direito e viu que eram seus óculos, ele os tentava consertar do jeito trouxa, mas uma de suas mãos estava enfaixada, o que dificultava seu trabalho. James ajoelhou-se na frente dele e desejou poder enxugar todas aquelas lágrimas. Harry colocou um pedaço de fita isolante em volta de seus óculos.

Foi quando um som alto foi escutado e a criança encolheu-se de medo. James não percebeu o que estava acontecendo. A porta atrás dele abriu e o " falso James" estava parado ao lado dela.

"Você fez aquilo de novo, não fez?" O "falso James" disse e entrou no quarto. James viu Harry tremer de medo enquanto aquele homem falava.

"N-não P-pai eu juro, E-eu não fiz."

James sentiu seu coração quebrar. Harry havia o chamado de 'pai'. Ele o chamava de pai em suas memórias.

O "falso James" pegou o pequeno garoto pelo cabelo e tirou-o da cama. James gritou ao ver seu "falso eu" jogar Harry no chão e chutá-lo nas costelas. O garotinho gritou e tentou se proteger encolhendo-se como se fosse uma pequena bola.

"Como se não fosse o suficiente você ter destruído nossas vidas completamente, você está tentando destruir as vidas dos outros também! Como você se atreve a se meter em uma briga com o filho de nosso vizinho? Eles são trouxas! Você usou mágica para machucá-los, não usou?" O "falso James" continuou gritando e chutando a criança de três anos.

Harry gritou alto e apenas quando o "falso James" parou para respirar, ele tentou falar.

"E-eu não usei. Eles... eles me machucaram. Eles me puxaram e quebraram meus óculos." Harry disse e tentou sentar.

O "falso James" apenas riu sarcásticamente e chutou-o novamente enquanto pegava seu cinto.

"Não, não, não, oh por favor Deus, não!" James gritou ao ver o cinto na mão do "falso James".

James, Lily e Sirius gritaram quando viram o "falso James" segurar o cinto em uma mão enquando segurava o garotinho com seu pé.

"Você foi mal criado Harry, portanto é hora do castigo. Você vai sentir muito!"

James sentiu seu mundo quebrar ao ver o "falso James" lançar o cinto contra Harry. O garotinho gritou e tentou virar para proteger seu peito e seu abdômen.

O auror caiu no chão quando viu Harry sendo surrado sem misericórdioa por um monstro que tinha a sua aparência. James estava chorando e tudo o que ele ouvia eram os gritos de seu filho implorando para que seu "pai" parasse e que ele seria um menino comportado e nunca usaria sua mágica de novo.

James viu o garoto de três anos gritar toda a vez que a fivela de metal acertava suas pequenas costas. Em segundos, as costas de Harry sangravam profusamente e continham inúmeras feridas. Lily e Sirius estavam chorando e gritando para que a memória parasse. De repente a memória parou e a familiar névoa os envolveu.

Quando a névoa dissipou James encontrou-se parado na cozinha. Ele olhou para Lily e Sirius e tirou as lágrimas de seus olhos. O auror não conseguia acreditar. Voldemort não havia mentido sobre ele e Lily. Ao invés disso ele implantou memórias para que o garoto os odiasse com todas as fibras de seu ser.

James viu a "falsa Lily" entrando na cozinha. Ela estava arrumada, como se fosse sair. Assim que ela virou, James, Lily e Sirius viram Harry parado na porta. Ele parecia ser um pouco mais velho do que na última memória. Ainda usava as roupas enormes e estava bem magro, como se não fosse alimentado regularmente. Seus olhos esmeralda estavam vazios e sem o costumeiro brilho, seus óculos ainda estavam quebrados.

"Agora escute. A comida está no forno, não queime! Você sabe como seu pai fica." A "falsa Lily" estava dando instruções a Harry. O garotinho olhou-a e assentiu.

Ele observou sua "mãe" colocar os brincos. Quando ela estava saindo ele segurou em seu vestido.

"Mamãe, por favor, posso ir junto? Eu não quero ficar aqui sozinho com eles." Harry murmurou com medo.

Lily teve que colocar a mão na boca para abafar o choro. James e Sirius olharam-se pensando a mesma coisa, 'Quem eram 'eles' a quem Harry se referiu?'.

A "falsa Lily" negou com a cabeça, afastou-se de Harry e alisou o vestido como se estivesse tirando a sujeira invisível que o garotinho podia ter deixado.

"Não! Você não pode vir. Quantas vezes mais você vai perguntar? Honestamente Harry, você pode ser tão problemático às vezes!"

Harry afastou-se de sua mãe e desviou o olhar. Um olhar cansado espalhou-se em suas feições. Foi quando a campanhia soou e os três adultos viram o garotinho ficar tenso. Assim que a "falsa Lily" abriu a porta, eles viram Harry se afastando. A criança estava tentando se encolher na parede como que querendo desaparecer.

Nesse momento os "falsos Potters" entraram na cozinha e todos viram o "falso Sirius". Sirius olhou-o e descobriu o porquê de Dumbledore tê-lo mandado vir junto. Agora ele estava querendo não ter vindo. Sirius não queria descobrir que espécie de monstro ele era nas memórias de Harry.

"Ah, Harry, como você está?" Sirius disse e passou a mão pelos cabelos dele. Harry ficou tenso, mas não se moveu.

Assim que pode, Harry começou a checar o frango que estava no forno. A "falsa Lily" saiu e "James" e "Sirius" sentaram na sala de jantar, deixando o garotinho sozinho na cozinha. Harry começou a se movimentar e gemia cada vez que tinha que se abaixar. Os três adultos perceberam que ele devia estar com algumas costelas quebradas pelo modo como segurava suas costas.

Harry ouviu a conversa entre seu "pai" e seu "padrinho".

"Sei lá Padfoot, eu nunca pensei que meu filho seria desse jeito. Ele parece ser um aborto, acredita que ele ainda não faz nem mesmo os feitiços mais simples. A única coisa que ele pode fazer são alguns truques estúpidos nos filhos dos nossos vizinhos." O "falso James" dizia.

"Eu sei que é um saco, digo, imagine ter um afilhado tão patético. Quantos anos o merdinha tem mesmo?" O "falso Sirius" perguntou.

"Quatro. Quando eu tinha quatro anos, eu fazia mágica o tempo inteiro. Eu sei que eu sou melhor que os outros, mas olhe o quão fraco ele é. Sua visão é pior que a minha! Juro, quando ele for adolescente, estará completamente cego!" "James" disse com uma voz de quem não ligava a mínima sobre o fato de Harry poder ficar cego.

"Bem, talvez você deva parar de bater na cabeça dele o tempo inteiro. Você sabe o que dizem por aí, muitas feridas na cabeça podem causam qualquer tipo de deformação." "Sirius" disse com um sorrinhos e logo depois ambos explodiram em risadas.

Harry enxugou as lágrimas que caíam de seus olhos e continuou arrumando a cozinha. Havia apenas dois lugares na mesa, apenas para os dois homens da casa.

James, Lily e Sirius estavam enojados por ver aquilo. Eles não conseguiam creditar nas horríveis mentiras implantadas na mente de Harry. Ninguém culpava o garoto por odiá-los.

Quando o garotinho estava olhando o frango, algo chamou sua atenção e ele virou-se a tempo de ver "Sirius" parado na porta.

"Hey Harry, o que você está fazendo?" "Sirius" perguntou enquanto aproximava-se do menino.

Sirius gruinhiu para o seu "falso eu", desejando poder socá-lo.

Harry lançou ao seu "padrinho" um olhar assustado e respondeu.

"Nada tio."

O "falso Sirius" avançou em Harry e violentamente bateu nele com as costas de sua mão, o garoto cambaleou, mas conseguiu mater-se em pé.

"Eu não sou seu tio, seu miserável! Você vai se dirigir a mim como Mestre Black, entendeu?!"

"S-sim Mestre Black." Harry respondeu enquanto limpava o sangue que escorria de sua boca com a manga de sua camisa.

"O que você está fazendo Harry?" "Sirius" perguntou enquanto andava até o forno.

"Frango, Mestre Black." Harry respondeu com medo.

James, Lily e Srius tinham lágrimas de frustração nos olhos enquanto observavam Harry encolher-se diante do seu "falso padrinho".

"Hmm, parece um pouco cru para mim. Eu gosto da minha carne bem passada." Dito isso o "falso Sirius" apontou sua varinha para o forno e começou a rir quando o frango ficou preto e a fumaça começou a espalhar-se pela cozinha.

Harry engasgou-se e correu até o forno. Suas pequenas mãos tentavam abrir a porta do forno para que ele conseguisse salvar pelo menos um pouco da refeição. O "falso Sirius" continuava rindo enquanto o garotinho tentava abrir a porta, ele tentou afastar a mão de seu "padrinho" para que a varinha ficasse longe da comida.

"Por favor, não! Meu pai vai meu matar! Por favor, Mestre Black, por favor, não!" Harry implorou enquanto tentava afastar a varinha do frango queimado.

Ao menos o "falso Sirius" afastou sua varinha e Harry correu até o forno e tirou um frango completamente destruído de lá de dentro.

"Oh James! Prongs! È melhor você vir ver o que Harry fez!" O "falso Sirius" gritou. Harry olhou seu "padrinho", seus olhos brilhavam de medo.

"Não! Por favor, não!" Harry implorou, mas "Sirius" riu quando "James" entrou na cozinha.

"O que aconteceu?" James perguntou. Ele viu o frango destruído e Harry em frente a ele, chorando.

"Por que você fez isso?! Você fez de propósito! Você vai se arrepender!" O "falso James" segurou o garoto e bateu em sua face jogando-o no chão e começando a chutá-lo sem misericórdia. Harry nem mesmo gritava, as lágrimas apenas deslizavam pelo seu rosto e ele mantinha os olhos fechados.

Os três adultos ficaram horrorizados, estava claro pelo modo como Harry agia que esse tipo de castigo já havia sido utilizado outras vezes.

De repente, o "falso James" virou-se e viu o forno ainda aceso. Ele sorriu de lado e colocou o garotinho em pé.

"Você queimou minha comida, então eu queimo você." Ele sibilou para Harry;

James gritou e correu até o seu "falso eu", mas ele não podia fazer nada para impedir o que já tinha acontecido e assistiu horrorizado o "falso ele" segurar a criança que tentava desesperadamente fugir.

"Não pai! Por favor, não! Por favor, pai. Desculpa, desculpa por tudo! Por favor, não!" Harry implorou enquanto tentava fugir, mas o "falso james" carregou o garotinho de quatro anos até o forno e abriu a porta.

Lily, Sirius e James estavam gritando horrorizados ao verem o "falso James" segurar a mão do garoto e colocá-la dentro do forno.

Harry gritou de agonia e tentou desesperadamente fugir. Somente quando a cozinha estava cheirando carne queimada que "James" o deixou ir. O garotinho caiu no chão e tentou respirar, seus gritos o deixaram sem ar.

O "falso James" e "Sirius" mandaram Harry limpar a bagunça e ir para a cama sem comer nada. Os dois monstros saíram deixando a criança caída segurando sua mão queimada e cheia de sangue contra seu peito.

Vagarosamente o garotinho abriu a porta do jardin, ao ficar lá parado ele olhou para a imensa escuridão e sentiu o ar gelado, olhou então para dentro novamente, as lágrimas corriam pela sua face. Os pensamentos dele eram claros. 'A que ponto ele chegou para ficar em uma casa onde era tratado daquele jeito? Não era melhor arranjar outro lugar para morar? Qualquer outro lugar seria melhor do que viver ali.'

E assim, os adultos observaram o Harry de quatro anos entrar na escuridão e nunca mais olhar de volta para a casa dos Potters.

James, Lily e Sirius sentiram-se sendo puxados para fora das memórias e de volta para o escritório de Dumbledore. Antes que James pudesse dizer algo o diretor correu até eles.

"Nós temos que nos apressar, pegar Harry e ir embora!" Dumbledore disse trazendo James e Lily em direção a porta.

"Dumbledore! O que aconteceu?" James perguntou e ficou surpresos ao escutar que sua voz tremia.

"Comensais da Morte! Hogwarts está sob ataque!"

Antes que James pudesse reagir ouve um terrível grito no lado de fora.

James, Lily, Dumbledore e Sirius correram até a janela e o que viram fê-los ficarem sem ar.

Não havia menos que trinta Comensair duelando violentamente com os aurores. O grito veio de Tonks quando ela foi atingida pela maldição Cruciatus.

Porém uma coisa chamou a atenção de James, Bella estava abraçando alguém. Assim que ela afrouxou um pouco o abraço ele reconheceu Harry. O garoto olhou para a janela do escritório de Dumbledore.

Os olhos esmeralda conectaram-se com os avelã e James viu tanto ódio neles que seu coração quebrou. Agora ele entendia de onde vinha tanta ira. De acordo com as memórias de Harry, ele havia abusado tanto de seu filho que garoto fugiu de casa com quatro anos.

Antes que James ou qualquer outro pudesse fazer algo, Harry desviou os olhos da janela e segurou a mão estendida de Bella. O auror e Lily assistiram com um peso no coração seu filho desaparecer com Bellatrix, voltando para Voldemort.

xxxxxxxxxxxxxxxxxx

N/T: Demorei... sei disso. Mas esse chap é enorme!!!

Gente descobri o negócio do medi-bruxo e do curandeiro. Então, o Ron no chap anterior queria ser um curandeiro.

Andei recebendo uns e-mail, que diziam que eu escrevo 'sala comunal' e às vezes 'salão comunal'. Bom vou tentar ao máximo, a partir de agora, escrever apenas 'salão comunal'. Obrigada!

Obs: Povo... Eu descobri que a maldição 'Stupefy' em português foi traduzida como 'Estupefaça'... Bom, fazia um tempo que eu não lia os livros em português (meus dois últimos foram em inglês) e eu estava colocando 'stupefy'... Qual dos dois vocês preferem?

Indo para as respostas...

Pamela Black: Isso aê, eu respiro e vou embora. Hehehe! Será que ele vai embora?!?!

AngellWood: O que ele vai aprontar?!?! Só lendo! Finalmente os motivos de tanta raiva! "E a torcida enlouquece" Huahuahuahuahuahua!!!

Cuca Malfoy: Pena mesmo... pelo menos nessa fic... mas até que o Lorde não é "tão" ruim assim... Mais pra frente se vc lembrar desse coment, eu deixo vc me apedrejar!!!

Aluada The Original: Já tô até sentindo a dor do Harry, pega leve com a maldição... Huahuahua! Harry gay... não... pelo menos não nessa fic!

Luhli: Casar com o Damien... nossa todo mundo quer isso! Eu quero o Harry, huahuahuahua! Esse chap é drástico, cuidadinho!

Alícia Spinet: Vlw por ter respondido, eu fui pesquisar e é isso mesmo! Parabéns pela memória!

.Louca: Esse chap tá mega emocionante!!! Leia que tá bom!

Ginna Potter: Espere um pouco mais que acontece a cena H/G... um pouco mais, maissss!!! Huahuahuahua, mas mesmo assim a fic ainda é boa! Espero que vc tenha recebido minhas mensagens... expliquei tudo lá!

Monique: Eu tbm não sou mto fã de Harry/Ginny, mas essa fic é boa e o plot dela nem é centrado no romance... é mais centrado na família! Q lindo!! Hehehe! Que bom que vc começou a ler, espero que continue! Eu e a Kurinoone agradecemos!

Brounsire: Nossa, eu amo esse chap! Mto emocionante!!! Tem que ter um mega estômago, mas eu sou forte!!! Vlw por ler!

Obrigada a todo vocês por lerem e por deixarem reviews... Até o próximo! Boa leitura!

Obs: Bom é isso aê meu povo. A partir de agora o angst chega bem drástico, portanto aquele que tem um coração mais fraco, é bom se preparar e tomar um 'maracugina'... Cenas fortes estão por vir.

Obs²: Já perceberam que o povo nessa fic apanha mais que qualquer coisa...

Obs³: Não faço a mínima de como Godric´s Hollow está traduzido. Deixei desse jeito. Me mandem a tradução, mas se quiserem deixar desse jeito tudo bem! "eu até prefiro assim... : )"

Ps: Espero que o chap não tenha ficado confuso!

Ps²: O Sirius chama o Damien de 'pup'. Em inglês isso é cachorrinho, filhotinho... A minha outra beta tinha colocado 'cachorrinho'. Eu detestei! Resolvi colocar ou 'filhote' ou deixar 'pup' mesmo. Td bem para vcs?! Alguém tem alguma preferência?! Se gostarem de 'cachorrinho', eu deixo como estava... Nesse chap está escrito filhote, mas vcs quem sabem!

Ps³: É aborto mesmo, não é? (pessoas de família mágica que não possuem magia.¬¬)