Capítulo XXIX – Doce Tortura

Narrado por Sofia

Eu não conseguia entender o que me levava a permanecer de pé depois de ser torturada por aquele homem maravilhoso que me abraçava e rodopiava comigo na pista de dança, música após música. A mão suave e macia acariciava a pele das minhas costas, provocando uma poderosa corrente elétrica por todo o meu corpo. Estávamos tão grudados um no outro que era difícil dizer onde um começava e o outro terminava e isso também não estava me ajudando a manter o controle. Agora eu tinha a mais absoluta certeza de que tudo era parte do meu castigo: senti-lo tão perto sem, na verdade, poder senti-lo como eu queria ... como eu necessitava desesperadamente.

Forcei-me a pensar em qualquer coisa que não fosse Seth e o desejo que me assolava. Meu corpo estava tão tenso que, de repente, tive medo de que, de alguma forma, aquilo tudo pudesse fazer mal ao meu bebê. O pensamento em meu filho levou automaticamente a minha mão ao meu ventre. Seth percebeu o movimento e parou de dançar, de repente, afastando-se levemente de mim.

_ Está sentindo alguma coisa, princesa? – ele me olhava com uma expressão preocupada.

_ Eu estou bem, Seth! Não se preocupe! – tentei disfarçar a minha tensão, mas ele não pareceu acreditar em mim.

_ Vem, amor! Vamos nos sentar um pouco! Você já está há muito tempo de pé. Deve estar ficando cansada! – ele respondeu me puxando pela mão.

Seth me levou de volta para a mesa onde estavam as nossas famílias, sentando-se ao meu lado, sua mão tocando o meu ventre de forma ansiosa.

_ Vocês estão bem? – ele me perguntou ainda preocupado.

Apenas assenti. Não estava totalmente certa de que a minha voz sairia firme se eu tentasse falar alguma coisa. Encostei a minha cabeça em seu peito e ele imediatamente me envolveu em seus braços, seus lábios beijando os meus cabelos. Ficamos ali, por muito tempo, conversando com os nossos pais e irmãos, mas eu sentia o olhar de Seth sobre mim o tempo todo, me analisando, me observando, se certificando de que eu estava bem. Eu queria muito poder apagar aquela expressão preocupada do seu rosto, mas minha mente não conseguia se concentrar em outra coisa que não fosse fazer amor com o meu marido. Droga! Meus hormônios malucos estavam me fazendo parecer uma maníaca. E o pior de tudo é que eu sabia que ainda teria que esperar por mais um castigo antes de tê-lo por inteiro. Meu estômago se contraiu com esse pensamento e minha expressão angustiada não passou despercebida por minha mãe.

_ Filha, você está se sentindo mal? – sua voz alarmada me tirou dos meus pensamentos.

Ergui os meus olhos em sua direção e percebi vários olhares ansiosos convergindo para mim enquanto ela e meu pai se levantavam de suas cadeiras e caminhavam em minha direção. Tenso ao meu lado, Seth me olhava com uma expressão angustiada, esperando pela minha resposta.

_ Está tudo bem! – minha voz saiu um pouco trêmula. Isso não ia ajudar em nada a acalmá-los.

_ Sofia, suas mãos estão geladas e transpirando! – meu pai disse ao se abaixar perto de mim e pegar em minhas mãos – Filha, por favor, diga o que você está sentindo!

_ Eu estou bem, pai! – minha voz trêmula me contradizia – Eu só estou um pouco cansada, é só isso! – menti.

Meus pais ainda me olhavam com certa preocupação, mas pareceram acreditar em mim. Seth, no entanto, ainda acariciava o meu ventre de forma ansiosa e achei melhor não encará-lo de frente ou ele saberia no mesmo instante que eu estava mentindo. Forcei a minha mente a se concentrar na conversa à minha volta. Tio Emmett e tio Jake contavam como meu pai tinha ficado nervoso no dia de seu casamento com minha mãe, arrancando risadas de todos nós. Tia Leah, tia Alice e tia Rose contavam como tinham enganado a minha mãe para que ela não desconfiasse de nada. Eu olhava para os dois e via os olhares apaixonados que trocavam e os sorrisos bobos estampados em seus rostos mostrando que, mesmo depois de vinte anos, eles não haviam permitido que aquele relacionamento caísse na rotina, tornando-se algo enfadonho e insuportável. Meu coração se aqueceu ao pensar que entre Seth e eu a história se repetiria. Aos poucos, eu comecei a relaxar, sentindo a tensão nos meus músculos diminuir.

Cumprimentos. Fotos. Bolo. Brindes. Buquê. Valsa dos noivos... Embora eu estivesse amando cada momento do meu casamento, meu corpo já implorava por um pouco de descanso. Não via a hora de estar a sós com Seth, de poder me deitar ao seu lado e sentir o seu corpo colado ao meu... Estava tão perdida em meus pensamentos que não percebi que alguém se aproximava por trás.

_ Preparada para ficar a sós com o seu marido? – a voz sussurrada em meu ouvido me causou uma enorme corrente elétrica por todo o meu corpo.

Virei-me de frente para ele, encarando o rosto perfeito e me perdendo no olhar intenso e brilhante. Não tive tempo de formular uma resposta. De repente, eu estava ocupada demais para qualquer outra coisa que não fosse beijar o meu marido, sentir o sabor enlouquecedor dos seus lábios, o calor daquele corpo forte e sensual totalmente colado ao meu e aquelas mãos macias que me apertavam contra ele, me fazendo sentir sua excitação, me levando novamente à loucura.

Um gemido alto escapou da minha garganta, sendo abafado pela boca quente e molhada colada à minha. Um desejo intenso se apossava novamente do meu corpo fazendo-o estremecer. Se Seth não me possuísse logo, eu iria enlouquecer. Um sorriso malicioso brotou em seus lábios ao perceber o meu estado.

_ Algum problema, Sofia? – ele perguntou divertido.

Meu olhar em chamas cravado em seu rosto só fez com que o seu sorriso aumentasse ainda mais. Eu tentava pensar em alguma coisa para dizer a ele, algo que o desestabilizasse, que o fizesse querer me arrastar logo dali e fazer amor comigo no primeiro cantinho que encontrasse, mas minha mente tinha mergulhado no mais absoluto vácuo. Passei então a pensar no que eu faria com ele assim que estivéssemos a sós. Aquela tortura teria troco e eu cobraria juros altos por ele me fazer ficar daquele jeito.

Narrado por Seth

Finalmente havíamos chegado ao hotel. Sofia me parecia bem, apesar da visível tensão sexual. Por alguns instantes, durante a festa, eu tinha pensado em parar com aquela história de castigo, mas mudei de ideia assim que vi seu olhar em chamas em cima de mim. Ela era forte e eu tinha certeza de que aguentaria mais um pouco antes de nos fundirmos em um só corpo.

Eu podia ouvir o barulho do chuveiro do outro lado da porta. Imagens daquele corpo perfeito todo molhado, com a espuma cheirosa escorrendo por suas curvas preenchiam a minha mente, me torturando. Embora o plano inicial fosse deixa-la se refrescar e até relaxar um pouco, minha mente pervertida já se enchia de ideias. Tirei as minhas roupas o mais rápido que pude e entrei sorrateiramente no banheiro, abrindo a porta do box com cuidado para que ela não percebesse a minha presença até o ultimo segundo, o vapor d'água me ajudando na minha missão.

A visão daquele corpo pecaminoso quase me fez perder o controle. Ela soltou um gritinho de susto quando minhas mãos afoitas a agarraram por trás, deslizando pela pele lisinha e sedosa, acariciando o ventre levemente alterado pela gravidez. Colei o meu corpo ao seu, minhas mãos subindo até os seios perfeitos, provocando os mamilos até deixa-los túrgidos. Sofia deixou a cabeça tombar para trás, apoiando-a em meu peito, suas mãos seguindo diretamente para os meus cabelos enquanto o seu corpo ondulava diante do meu esfregando os quadris em minha ereção.

Eu respirava com dificuldade, tentando manter o controle para conseguir levar aquilo até o fim. Meus dedos acariciavam levemente a intimidade úmida da minha mulher e eu não via a hora de estar ali dentro, me enterrando em seu corpo até a raiz. Virei-a de frente para mim e a ergui pelos quadris imprensando o seu corpo quente contra o azulejo frio. Ela sorriu triunfante, pensando que finalmente iria me sentir penetrando o seu corpo, mas minha vontade de fazê-la perder o controle não me permitiu realizar o seu desejo.

Eu pressionava meu quadril contra o dela, fazendo com que o meu membro deslizasse em sua virilha, se esfregando em seu clitóris, enquanto a minha boca torturava ora um seio, ora outro, para, logo em seguida, tomar os seus lábios em um beijo selvagem. Sofia gemia alto, implorando para ser possuída. Seus quadris inquietos ondulavam em busca de um alívio que não tardaria a chegar, caso contrário, eu enlouqueceria. Meu membro dolorido implorava para invadir a fenda apertada e se saciar lá dentro, mas eu insistia em mantê-lo do lado de fora, apenas roçando-o contra o corpo de Sofia. Meu corpo suava e tremia dando sinais de que não aguentaria aquela tortura por muito mais tempo. Eu precisava levá-la ao clímax antes que fosse tarde demais. Seria ridículo se eu gozasse sem nem ao menos estar dentro dela.

Sofia apertava os meus ombros, o rosto lindo mostrando o total descontrole que a dominava. Ela também estremecia a cada investida mostrando que o fim estava cada vez mais próximo. Seus gemidos altos rapidamente se transformaram em gritos quando mais um orgasmo a atingiu em cheio, fazendo com que ela ondulasse descontroladamente os quadris contra os meus enquanto suas pernas me apertavam ainda mais a cintura.

Aos poucos, senti que ela perdia as forças, suas pernas bambeando e seus braços se tornando flácidos em volta do meu pescoço. Permanecemos ali, abraçados sob o chuveiro, por incontáveis minutos até que eu tivesse a certeza de que ela poderia se sustentar sozinha sobre as próprias pernas. Embora eu quisesse desesperadamente me enterrar em seu corpo ali mesmo, eu precisava recobrar o controle antes de estar dentro dela.

Desvencilhei-me lentamente dos seus braços e a deixei sob o chuveiro para que ela acabasse de se banhar. Enxuguei-me levemente e voltei a vestir a minha roupa, indo até o bar no canto do quarto e tomando uma dose de uísque para tentar relaxar o meu corpo. Santo Deus! Eu precisava me acalmar ou então acabaria por machucá-la. Sentei-me em uma poltrona à espera que ela voltasse para o quarto. Fechei os olhos, sorvendo mais um gole da bebida e respirando fundo até que as batidas do meu coração voltassem ao normal.

Abri os olhos assim que a porta se abriu e agradeci imediatamente a quem quer que fosse o deus da cobiça. Sofia parecia flutuar em uma camisola longa e delicada com a mesma naturalidade de quem estivesse usando uma calça jeans gasta e uma camiseta. Só ela podia usar roupas como aquela com tamanha elegância. Meu corpo reagiu à sua presença imediatamente.

Assim que ela fechou a porta, pude ver a expressão estampada em seu rosto e fiquei ainda mais excitado do que já estava. Já tinha visto aquele brilho em seus olhos antes, quando ela havia me beijado pela primeira vez e sabia que aquilo significava que eu estava em apuros, e, Deus, como eu ansiava por isso! Ela se virou e eu a ouvi trancar a porta, para logo depois baixar a alça da sua camisola.

Mal notei que o copo havia escorregado de meus dedos, e já estava ocupado demais prestando atenção em seus movimentos. Ela parecia uma deusa, alta e brilhante, que havia adentrado o meu quarto pronta para realizar todas as minhas fantasias.

— Está na hora do jantar, Seth — disse ela sedutoramente.

Pigarreei e tentei parecer informal.

— Boa ideia.

Seu olhar divertido fez com que eu soubesse que estava realmente encrencado. Ela conseguiu deixar que a camisola caísse aos seus pés, apesar de suas alças intrincadas. Depois tirou o belo conjunto de sutiã e calcinha cor-de-rosa com movimentos simples e sensuais.

Seu corpo delgado e ágil estava completamente desnudo com exceção dos sapatos. A olhei lentamente de baixo para cima, deleitando-me com a visão de suas longas pernas bem torneadas, a total ausência de pelos entre elas, a cintura estreita, os seios projetados e os mamilos enrijecidos, o longo pescoço e os cabelos compridos e sedosos. O que mais me deixou excitado, porém, foi o brilho de desejo em seus olhos azuis, injetados nos meus e seu sorriso deliciosamente pecaminoso. Ela estava querendo se divertir e eu estava mais do que disposto a fazer a sua vontade.

Sofia se virou de costas para mim e se debruçou sobre uma pequena mesa, propiciando-me a visão incrivelmente sexy das suas belas nádegas arredondadas e da convidativa fenda existente entre elas. Fui tomado por desejos contraditórios. Parte de mim ansiava por enterrar o rosto nela, provocá-la e saboreá-la até os seus quadris começarem a se contorcer e ela enterrar as mãos em meus cabelos, gritando o meu nome.

Outra parte, porém, desejava simplesmente puxá-la para junto de mim e então penetrá-la com movimentos rápidos e firmes, repetidamente, até ela contrair os seus músculos internos em torno do meu membro, se agarrar aos meus ombros, e, oh, sim, gritar o meu nome.

Talvez eu fizesse ambos.

Naquele exato momento, porém, eu simplesmente não conseguia me mover. Teria que esperar para ver exatamente o que ela pretendia fazer.

Ela se levantou, lançou-me um olhar atrevido e mostrou, então, o oleo de massagem que havia pegado na gaveta da mesa.

Piedade, Senhor!

A leve oscilação dos seus quadris ao caminhar em minha direção era altamente instigante. Sofia abriu o pequeno frasco enquanto andava e a minha calça pareceu subitamente apertada demais. Eu nunca havia sentido meu sangue pulsar com tamanha força. Nunca havia sentido o meu membro tão rígido a ponto de me causar dor.

— E quanto às preliminares?

Ela colocou o frasco sobre a mesa.

— Essas foram as preliminares.

Tentei voltar a respirar, mas percebi que não era capaz nem mesmo disso. Estava excitado demais. Ela girou a minha cadeira para fazer com que eu a encarasse. Olhou, então, para baixo e viu o volume em minha calça.

— Algum problema, Seth? — perguntou ela, me afagando.

— Só um pequeno — respondi com a voz rouca.

Sofia conteve uma risada ao abrir o botão do cós da minha calça e então tentar baixar o zíper.

— Pois eu diria que o seu problema é bem grande, até mesmo colossal.

Resmunguei alguma coisa incompreensível e agarrei cada um dos lados de minha calça, puxando-a com força. O som do tecido sendo rasgado foi incrivelmente excitante. A cueca de algodão ainda estava no meio do caminho, e não hesitei em rasgá-la também.

Os olhos de Sofia estavam arregalados, e suas pupilas dilatadas e seu sorriso só aumentavam, assim como os meus.

Remexi os quadris, impaciente.

— Quieto — ordenou ela.

Surpreso, ergui os olhos em direção aos dela e senti o meu membro enrijecer ainda mais ao ver o desafio que havia estampado neles. Ela se aproximou e começou a desabotoar a minha camisa. Pressionei a boca contra a sua clavícula quando ela se inclinou para afastar as duas metades da camisa. O sorriso que ela me lançou ao se erguer foi sublime.

Me agarrei aos braços da poltrona enquanto ela derramava o oleo aromático pelo meu peito e me acariciava, descendo as mãos delicadas pelo meu abdomen até envolver o meu membro com aqueles dedos torturantemente lentos.

Finalmente ela montou sobre ele, apoiando os joelhos de cada um dos lados dos meus quadris, na poltrona estreita. Depois se alçou sobre ele, afastando as pernas para tomá-lo dentro de si. Tudo o que eu podia fazer era ver, esperar e sentir, mais excitado do que jamais estivera em toda a minha vida. Outra vez. E por ela.

Sofia fechou os olhos tomando apenas a glande dentro de si. Soltei o ar que vinha segurando até então. Ela era apertada e o meu membro muito grande. Pude senti-la se dilatando lentamente para tomá-lo por inteiro, centímetro por centímetro, dentro de si, de maneira incrivelmente lenta.

Sofia abriu os olhos e me encarou.

— Isso é tão bom...

Era um eufemismo. Aquilo era fantástico.

Ela deslizou para cima e para baixo, lentamente, girando os quadris em torno dele, numa dança lenta e sensual que estava me deixando completamente louco.

Em pouco tempo o desejo de entrar fundo dentro dela tomou conta de mim. Eu tinha que dominá-la, tomar-lhe o corpo, fazê-la tremer, se render a mim. Meus músculos ardiam de vontade se mover, de entrar mais fundo dentro dela, com mais força, mais rapidez, mais intensidade, mas ela permanecia impassível, no comando absoluto da situação.

Tentei pensar em números de telefone, preços de produtos, nomes de hotéis, qualquer coisa que pudesse fazer com que eu fosse mais devagar. Tentei até cantar a música que ensinava o alfabeto, mas só consegui chegar até a letra "F".

Finalmente, com um profundo alívio, percebi que o controle dela estava começando a ficar mais precário. Sua respiração estava arfante e pude ver a tortura em seus olhos ao se aproximar do clímax. O desejo na expressão dela aumentou ainda mais e eu ergui levemente os quadris para que ela se desse conta da minha força.

Sofia se ergueu, quase deixando que o meu membro escapasse. Sabia que eu queria que ela se movesse mais rápido, e com mais firmeza. Ela também desejava fazê-lo, mas estava adorando ver aquela expressão no meu rosto enquanto me provocava. Estava adorando se inclinar para frente e provocar os meus lábios com as pontas dos mamilos. Certamente eu estava gemendo como ela nunca me havia ouvido gemer antes, mal conseguindo me conter. Meus olhos estavam injetados, a pele suada e todos os músculos contraídos. A expressão em meu rosto deveria refletir um misto de prazer e dor à medida que ela ia me conduzindo ao limite absoluto do meu controle. Ela queria que eu soltasse as rédeas de uma vez.

— Eu preciso... — eu disse sem conseguir concluir a frase.

— O que foi, Seth? — murmurou ela em meu ouvido ao deslizar sobre o meu membro mais uma vez, tomando-o por inteiro dentro de si. — Olhe para mim, Seth. Sinta o meu corpo — disse ela, cavalgando com mais força. — Goze dentro de mim.

— E quanto a você? — perguntei rangendo os dentes, num esforço extremo.

— Eu já estou um passo à sua frente.

Detive as leves carícias nas suas costas, agarrei-a pelos quadris, e com uma força descomunal, ergui o seu peso com as mãos até conseguir me recostar na cadeira e projetar os meus quadris para cima, rápida, intensa e freneticamente.

A base da minha pélvis bateu repetidamente contra a dela, e de repente era Sofia quem estava gemendo, enquanto eu estampava um sorriso diabólico no rosto. Meus dedos provavelmete a estavam machucando, mas ela mal se deu conta, tão perto que estava de alcançar o êxtase.

Bastou apenas mais uma investida e então aconteceu. Mais um orgasmo avassalador se abateu sobre ela enquanto ela gritava, em meio a lágrimas, risos, e espasmos violentos.

— Você é uma feiticeira — murmurei, ainda arfando, cinco minutos depois.

Ela sorriu, toda esparramada sobre mim, e feliz consigo mesma.

— Eu realmente gosto de ficar por cima.

Estreitei os olhos, coloquei-a de pé e então me levantei. Depois tomei-lhe a mão e comecei a caminhar rapidamente. Ainda com as pernas bambas, ela se esforçou por acertar o passo com o meu em direção ao quarto. Peguei-a em meu colo e com um sorriso diabólico, literalmente a joguei sobre a cama macia. Pude ver que uma excitação faminta, que ela acreditara ter acabado de saciar se acendeu novamente em seu ventre.

— O que você está fazendo? — perguntou ela, ajoelhando-se ao me ver arrancar a camisa e o que restava da calça e da cueca.

A joguei novamente sobre a cama e me inclinei sobre ela, exibindo os dentes num amplo sorriso malicioso enquanto a invadia com uma única investida firme e forte.

— Mostrando a você exatamente quem manda aqui.