Capítulo 29
Nossos fins de semana eram geralmente um escape feliz da realidade, com um monte de tempo gasto na cama e só sendo, mas o memorial iminente manteve-me ligeiramente na borda. Bella estava sempre um pouco distante, também, e mesmo que nós conversássemos e nos beijássemos e até tivéssemos sexo, senti-me longe dela todo o fim de semana.
O memorial foi domingo à tarde. Bella sacudiu e se revirou a noite toda de sábado e acabou dormindo tarde domingo de manhã. Eu tive a chance de dizer apenas duas palavras para ela entre comer café da manhã e ficar pronto, ela não iria deixar-me ajudá-la. Coloquei um par de calças decentes e uma camisa preta e esperei por ela na sala. Ela saiu com o único vestido que ela tinha, apropriadamente preto, com maquiagem leve e uma sapatilha preta fosca em seu pé bom.
"Você esta pronto?" Bella me perguntou, avançando com suas muletas.
"Sim, estou pronto," disse eu. Eu tinha a sensação de que eu deveria sentir algo mais do que estava, e essa falta de emoção me deixou desconfortável. Algo que era esperado de mim que eu não estava fazendo, e eu podia ver isso no rosto de Bella. Ela queria que eu expressasse remorso? Tivesse algum tipo de colapso?
"Ok, vamos lá," Bella incentivou, dirigindo-se para a porta. Eu segui atrás dela e agarrei-a pelo braço, quando ela fez menção de descer as escadas em suas muletas.
"Deixe-me ajudá-la, por favor?" Eu quase implorei. Isso nem era minha necessidade de protegê-la de falando, porque eu sabia que poderia pegá-la se ela fosse cair, mas eu queria muito que ela aceitasse a minha ajuda, colocando sua confiança em mim.
"Tudo bem," Bella suspirou, segurando suas muletas em uma mão, resignada. Lutei contra um sorriso conforme eu a pegava, um braço sob seus joelhos, e o outro como suporte em suas costas. Eu preferia muito mais descer as escadas assim do que rastejar atrás dela.
"Obrigado," disse ela secamente depois que eu a coloquei no chão cuidadosamente.
Eu arqueei uma sobrancelha. "De nada."
Bella abriu a boca para responder, mas naquele momento, uma porta de carro bateu, e nós dois olhamos para cima para ver Alice e Jasper se aproximando. Ambos estavam vestindo preto, e eu deduzi pelos pensamentos inquietos de Jasper, que eles estavam indo para o memorial com a gente. Alice cuidadosamente bloqueou seus pensamentos, e eu sabia intuitivamente que ela estava retendo uma visão de mim.
"O que vocês estão fazendo aqui?" Bella perguntou, e ninguém se preocupou em apontar a obviedade da resposta.
"Indo para o memorial com você," Alice respondeu animada. "Pensei que você gostaria do suporte."
"Oh. Obrigado," Bella disse, sorrindo pela primeira vez esta manhã. "Nós vamos juntos ou separados?"
Eu abri minha boca para dizer que poderíamos ir juntos – mesmo que eu queria muito dirigir hoje – mas Alice falou primeiro.
"Separados é o melhor hoje," anunciou Alice. "Nós vamos segui-los."
Enquanto eu estava me perguntando por que carro separado seria necessário – será que Jasper teria problemas com tantos humanos ao redor? Será que Bella ficaria chateada? Será que eu teria alguma reação imprevista? – Bella já estava se movendo em direção ao Aston Martin. Rapidamente, corri para frente em direção a porta do passageiro, a fim de ajudá-la a entrar. Ela deslizou sem uma palavra, e eu dei a volta com um suspiro para o lado do motorista. Eu só podia esperar que as coisas fossem melhores após o memorial. Talvez fosse liberar qualquer tensão que estava segurando Bella, ou... algo. Eu não tinha vontade de ir por esse caminho mais.
O caminho para a igreja, onde o memorial estava sendo realizado foi, previsivelmente, em silêncio. Eu odiava igrejas. Todo Deus isso e Deus aquilo e nunca uma palavra sobre pessoas reais me deixava louco. E os pensamentos que estavam presentes no interior das igrejas eram um ótimo testamento da hipocrisia da humanidade. Às vezes, até mesmo os sacerdotes estavam pensando em dinheiro e sexo.
Como prometido, Alice e Jasper nos seguiu em seu veículo, e eles estacionaram em uma vaga perto da nossa no estacionamento. Caminhamos até a entrada, onde duas meninas estavam de cada lado da porta, entregando programas. Eu aceitei o meu relutantemente.
"Nós deveríamos sentar no fundo," Alice informou em um sussurro, inclinando-se entre Bella e eu. "Você sabe, no caso de alguém precisa fazer uma saída apressada."
Bella franziu a testa. "Será que vai ter algum um problema?"
Alice apertou seu ombro de modo confortador. "Nada para se preocupar. Basta confiar em mim."
"Ok, no fundo," Bella concordou. Alice deslizou para o banco primeiro, seguida de Jasper. Eu deixei Bella ficar no assento do corredor, sabendo que seria mais fácil para ela com as muletas. Ela começou a folhear o programa, e eu li sobre seu ombro, vendo cada nome, e com isso, um rosto em minha mente. Menos o último nome, a mais recente "vítima" – uma refeição de Victoria e James, sem dúvida, e talvez daquele terceiro vampiro que viajava com eles.
Bela não falava nada, porém suas mãos tremiam, e eu não sabia o que dizer. Qualquer coisa que eu pensei parecia poder piorar as coisas ou torná-las melhor.
Eu foquei minha mente nos pensamentos ao meu redor. Alice permanecia focada em manter-me fora da cabeça dela, e eu fiz o meu melhor para fazer seu trabalho fácil. Jasper já se sentia oprimido, e um rápido mergulho em seus pensamentos deixou a razão aparente – a tristeza nesta sala estava grossa e pesada.
Logo na frente da sala, as famílias das vítimas estavam sentadas. Todas as meninas já tinham ganhado apropriados funerais cristãos, mas o evento de hoje era uma espécie de grupo de apoio. Várias das mães tinham criado um laço através da tragédia compartilhada, e quando alunos preocupados entraram em contato com eles com a idéia de um memorial, eles estavam ansiosos para participar. Eu não entendia o sentimento. Eu só amei uma pessoa, mas se eu tivesse perdido ela, eu não acho que eu iria me sentir confortado pela simpatia dos outros, fossem eles amigos ou estranhos. A lembrança da perda não ajudaria em nada. Seria derramar sal em uma ferida aberta, crueldade desnecessária. Os humanos, evidentemente, eram masoquistas.
Entre as famílias estavam amigos e outras pessoas significativas. Segui o som de uma mente especialmente perturbada para ver um rapaz sentado na extremidade de um banco, perto da parede. Um espaço mantido entre ele e a próxima pessoa, como se os outros instintivamente, percebessem a instabilidade de seu estado mental. Ele não era louco – nem de longe – mas ele não era totalmente racional, tampouco.
Enquanto eu continuava a espreitar em seus pensamentos, percebi que ele estava envolvido com uma das meninas. Muito envolvido. Suas memórias eram íntimas, de dias preguiçosos na cama e levá-la para casa para conhecer seus pais. Seu braço se moveu, e eu segui o fluxo de seus pensamentos. Seus dedos agarraram um anel em seu bolso.
Ele estava planejando propor à menina casamento. Alex era o nome dela.
Me puxei dos pensamentos dele. Eu não aguentei mais.
Pelos quinze minutos que esperamos para iniciar o serviço, eu tentei ficar fora de todos os pensamentos e focar na respiração de Bella ao meu lado.
Uma mulher subiu ao púlpito na frente da sala, embora ela obviamente não fosse um pastor. Por um lado, ela parecia tão jovem quanto Bella. Por outro lado, eu duvidava que muito pastor pudesse sair com saias batendo no meio das coxas.
"Obrigado a todos por terem vindo hoje," ela falou quando seu público se aquietou. "Meu nome é Cameron Mitchell e eu era a melhor amiga de Kayla Anderson, a vítima mais recente em uma série de assassinatos que têm devastado o nosso pequeno campus. Pensei que devia haver um serviço para lembrar de todos eles juntos, para dar aos alunos a chance de sofrer juntos. Amigos e familiares estarão falando hoje, mas primeiro, teremos uma apresentação de slide feita por um de nossos estudantes de mídia."
A apresentação de slides não fez muito por mim. Apenas um fluxo de fotos das garotas em diversas situações – quando crianças, em atividades de escola, em festas da faculdade, posando com amigos. Eu já tinha visto todos os seus rostos antes, menos a última, e eu tinha visto as vidas que elas estavam deixando para trás em suas mentes. Isto foi acompanhado pela tristeza das pessoas que as amavam, e isso era o que me fazia sentir muito. As meninas tinham ido embora, para nunca mais voltar, mas a dor permaneceria por anos. Tudo o que sobrou para mim foi aceitar que eu não podia fazer nada para mudar o passado – só mudar o meu comportamento daqui para frente. O que eu tinha feito, e continuaria a fazer.
Quando a apresentação terminou e as luzes principais voltaram, eu olhei para Bella para avaliar sua reação. Seu rosto estava pálido e tenso. Eu enrolei minha mão em torno da dela, pedindo para ela me olhar. Seus olhos encontraram os meus, e eu lhe pedi em silêncio para ver que eu não era o monstro que tinha feito essas coisas. Bella respirou fundo e gentilmente tirou sua mão da minha.
"Eu só... preciso de um minuto," Bella sussurrou antes de lutar para ficar de pé, ignorando minha tentativa de ajudá-la. Sentei-me impotente e assisti ela sair pela porta, recebendo alguns olhares raivosos pelo barulho de suas muletas.
Alice estava de pé e se movendo em seguida, deslizando facilmente por Jasper e eu. "Não se preocupe, eu vou cuidar dela," prometeu. Eu queria seguir, mas Alice balançou a cabeça para mim antes que eu pudesse me mexer.
"Deixe-a lidar com isso," Jasper pediu calmamente. "Alice sabe o que ela está fazendo."
"Tenho certeza que ela sabe," eu concordei. "Eu só queria que eu soubesse o que ela esta fazendo."
"Não se preocupe com isso," Jasper disse, e eu o senti me forçando a não me preocupar. Era difícil ficar irritado quando um empático estava trabalhando seu voodoo. "Alice vê tudo funcionando, ok?"
"Se você diz que sim," eu concordei.
Alice e Bella estavam suficientemente longe da igreja que eu não podia fisicamente ouvir a conversa delas, mas eu ainda podia ouvir os pensamentos de Alice. O resto do memorial foi completamente despercebido enquanto eu ouvia – espionando, sim, mas se Bella estava tendo segundos pensamentos sobre mim, eu precisava me fortalecer.
"Todas essas garotas, Alice," Bella suspirou. "O que foi diferente em mim?"
"Você já sabe o que é diferente. Você não está preocupada que ele te machucaria, não é?"
"Não, claro que não," Bella disse. "É somente isso. Eu não estou preocupada. Eu sempre soube que ele não me machucaria."
Alice suspirou. "Eu não estou acompanhando, Bella. Onde está o problema aqui?"
Bella bateu sua muleta no chão. "Eu me sinto culpada."
Alice estava confusa. "Culpa de sobrevivente?"
Bella balançou a cabeça. "Não, não é isso. É como... eu me sinto mal porque eu não me sinto mal o suficiente por aquelas meninas. Quero dizer, eles morreram porque o meu namorado estava com sede, mas se eu tivesse que escolher entre salvar a vida delas e mantê-lo... eu escolheria ele. Se ele nunca tivesse se transformado em vampiro, muitas pessoas teriam vivido e que tipo de pessoa eu sou que trocaria todas essas vidas para tê-lo aqui comigo agora?"
"Você é uma mulher apaixonada, é isso que você é," respondeu Alice. "Se for de algum conforto, eu sei exatamente como se sente. Jasper tem um passado violento, também."
Bella se virou para olhar para Alice. "Ele matou um monte de gente?"
Alice balançou a cabeça. "Jasper bebeu sangue humano por um longo tempo. E depois, houve as guerras de vampiros."
"Guerras de vampiros?" Bella repetiu.
"Essa é uma história para outra hora," Alice respondeu. "O importante é que eu sei, Bella. Eu sei como se sente ao amar alguém tanto assim que você tem que desculpar seu passado, porque você não pode viver sem ele."
Bella acenou com a cabeça lentamente. "Como você lida com isso?"
Alice suspirou. "Eu fico me lembrando de que nada que eu faça pode mudar o passado. Quais são as minhas opções, afinal? Eu poderia deixar Jasper. Então nós dois ficaríamos infelizes, e ele provavelmente lutaria para manter sua dieta atual. Não mudaria o que já foi feito."
"E sobre justiça? Será que podemos simplesmente ignorar isso?" Bella perguntou suavemente.
Alice passou alguns momentos formulando sua resposta. "Pense sobre o sistema de justiça humano. Eles colocam as pessoas na prisão para impedi-los de ferir alguém, com a esperança de reabilitação. Edward é reabilitado, você não diria? O mesmo vale para Jasper, ou qualquer um de nossa família. Quanto ao castigo... eu prometo a você, Bella, ele vai se punir por toda a eternidade."
Bella acenou com a cabeça lentamente. "Se eu me tornar um vampiro, eu vou ser assim? Vou... matar pessoas?"
"Não, não necessariamente. Acidentes acontecem, é claro, mas você terá Edward para ajudá-la, e o resto de nós. Podemos impedi-la de ferir alguém até que você possa controlar a sede de sangue."
"Quanto tempo vai demorar até que eu possa controlá-la?" Bella perguntou.
"Eu não consigo ver tão longe ainda," Alice disse. "Poderia ser um ano, podem ser várias. É diferente para todos."
"Você acha que eu estou fazendo a escolha certa? Sobre me tornar um vampiro, quero dizer?"
"Eu não sei qual é a escolha certa. Eu sei que você tem que ir onde seu coração levar. Pode ser que não saia do jeito que você quer, mas vai diminuir seu arrependimento."
"Ok," Bella acenou com a cabeça. "Obrigado, Alice, por conversar sobre isso."
"De nada, é claro. Mas você sabe que Edward iria falar sobre isso com você, certo? Ele pode lidar com isso."
"Sei que ele pode. Eu apenas não quero que ele pense que eu estou com dúvidas sobre ele. Eu amo ele, não há nada que vai mudar isso."
"Tenho certeza que ele vai perceber isso, em tempo. Você quer voltar agora? Você parece com frio."
"Sim, por favor," Bella concordou.
Concentrei-me na capela e no serviço novamente, aliviado depois de ouvir a conversa.
Espreitando muito, Edward? Os pensamentos de Jasper perguntaram. Os seres humanos estão ficando desconfiado de você – você está parado por muito tempo.
"Desculpe," eu murmurei, me mexendo, fingindo estar inquieto.
Bella e Alice retornaram, sentando no mesmo lugar que ocuparam anteriormente. Desta vez, Bella pegou minha mão e eu segurei sua segurança.
"Você está bem?" Sussurrei. Eu não tinha certeza se eu iria dizer a ela que eu estava escutando. Talvez eu devesse esperar por ela para compartilhar essas coisas comigo.
"Sim, eu estou bem," Bella concordou.
Houve uma recepção após o serviço, mas Bella quis ir direto para casa. Nosso arranjo para dois carros tinham sido desnecessário, afinal – Alice teve uma visão de Bella exigindo sair mais cedo, mas a crise tinha sido evitada pela conversa sincera entre as duas.
Bella foi para o quarto, querendo trocar de roupa para uma confortável, e quando eu me ofereci para ajudar, ela não me recusou. Ao invés de pegar a roupa, no entanto, ela inclinou a muletas contra a cômoda e sentou na cama.
"Me desculpe por ter feito você ir," Bella disse, olhando para mim enquanto eu estava na porta.
"Por que você está se desculpado?" Eu franzi a testa.
Bella olhou para o chão, sacudindo a cabeça. "Eu disse que achava que seria bom para você, mas eu acho que eu só estava tentando limpar minha própria consciência. Em vez disso, acabei te punindo desnecessariamente."
Eu dei um passo para dentro do quarto. "Bella, eu mereço ser punido."
Ela balançou a cabeça. "Você estava fazendo o que você tinha de fazer para sobreviver. Talvez seja... justificado."
Franzi meus lábios. "Justificação é uma coisa. Mesmo assim, toda vida tem um preço... algumas valem mais do que outras, eu diria, mas ainda assim, o preço deve ser pago de alguma forma. Você pode reconhecer isso e me amar ao mesmo tempo... não pode?"
Bella acenou, e depois usou a cabeceira da cama para se levantar. Eu estava indo em sua direção, mas ela acenou e mancou em direção a mim.
"Bella," eu repreendi, "Você sabe que você não deveria estar em seus pés ainda."
"Eu vou ficar bem," Bella insistiu, rolando os olhos por minha proteção. "Eu tive ossos quebrados antes, Edward; alguns deslizes aqui e ali estão prestes a acontecer."
Eu bufei, a pegando quando ela chegou até mim e, segurei-a pela cintura. "Um deslize é um acidente. O que você está fazendo é intencional."
"Cale-se, Edward. Há algo que quero fazer," disse ela, apoiando as mãos nos meus ombros.
"Ok." Esperei, vendo-a morder o lábio. "Você vai fazer isso que você quer, ou simplesmente vai olhar para mim?"
"Bem, isso requer sua cooperação," Bella disse, apertando os dedos contra a minha camisa.
"Ok," eu disse mais lentamente. "Isso é algo que eu não vou gostar?"
Bella deu de ombros, me olhando esperançosa. "Eu não tenho certeza."
"Você percebe que terá que me dizer o que é que você quer se estamos indo fazer isso?" Eu apontei.
"Eu quero que você me amarre."
Pisquei. Se eu não tivesse uma audição impecável, eu teria pedido a ela para repetir mesma. Amarrá-la?
"Você tem mantido em segredo um fetiche de bondage todo esse tempo?" Eu perguntei. "Tudo que você sempre tinha que fazer era pedir."
Bella corou. "Não... sim... Quero dizer, é algo que eu quero fazer, mas quero fazer isso agora. Eu quero... me colocar inteiramente à sua mercê. Para mostrar que euconfio em você. Que eu te conheço."
Eu lutei uma onda de ternura. "Bella... você não tem que provar nada para mim. Além de que... você já esta completamente à minha mercê. " Para fazer meu ponto, levantei-a facilmente no ar e segurei-a lá.
Bella fez uma careta. "Que maneira de estragar o momento. Olha, eu sei que não faria qualquer diferença para você, mas eu não me sinto impotente quando estou com você. Eu sei que se eu te empurrar, você pode mover-se, ou se eu lhe pedi para parar, você pode parar."
"E você sente como se você precisa provar que confia em mim?" Eu perguntei, sorrindo para sua lógica, ou a falta dela. Eu a coloquei gentilmente de volta no chão, mantendo-a perto.
"Não é que eu preciso, eu quero. Mesmo que seja irrelevante... bem, vai ser divertido, não?" Bella disse, os olhos brilhando maliciosamente. Ah, eu tinha sido uma má influência sobre essa mulher, e eu adorava isso.
"Hmm. Você propõe que eu te amarre com o que?" Eu perguntei, fingindo considerar a proposta de Bella, mesmo que eu já tenha sido convencido. A idéia de Bella oferecendo-se para mim, a esse extremo, mais do que me intrigou.
"Se você me deixar andar até a cômoda, posso mostrar-lhe," Bella disse, se fazendo de tímida. Eu bufei e optei por levá-la até lá, que ela suportou com paciência incomum. Ainda em meus braços, ela abriu a primeira gaveta da cômoda, uma das que havia se tornado o a dela, e tirou dois longos e brancos, lenços transparentes.
Eu arqueei uma sobrancelha. "Alice colocou isso aí, ou foi você?"
Bella deu de ombros. "Eu pedi a Alice para arrumá-los. Eu pensei que seria algo que poderíamos... er... usar para celebrar. Você sabe, depois que o gesso saísse. Mas eu prefiro fazer esta noite."
"Sempre cheia de surpresas," eu sorri, levando-a para a cama. "Acho que devemos começar tirando esse vestido. O que você acha?"
Bella acenou séria. "Esse é um bom começo."
Coloquei-a na borda da cama e me inclinei sobre ela para descer o zíper nas costas, enquanto Bella espalmava suas mãos contra meu estômago. Então foi só uma questão de levantar o tecido preto por sua cabeça. Sorri quando vi um sutiã preto e calcinha branca.
"As pretas estavam sujas," Bella explicou com uma pitada de defesa dando de ombros.
Eu ri e abri o fecho de seu sutiã. "É bonita."
"Se você diz," Bella murmurou, se aproximando dos botões da minha camisa. Eu espantei as mãos dela.
"Oh, não. Você vai ser amarrada, lembra? Mãos para si mesma," Eu insisti, a pegando facilmente e colocando-a estrategicamente na cama. Bella assistiu com os lábios entre os dentes conforme eu peguei o primeiro lenço e olhei a cabeceira.
Agarrei seu pulso, tão leve e delicado em minhas mãos, e cuidadosamente amarrei o lenço em torno dele. Então eu amarrei as pontas soltas em torno da cabeceira da cama. Desde já, gostei do efeito, eu decidi. Seu braço para cima longe de seu corpo a deixou muito mais exposta para mim. Repeti meus movimentos com o seu outro pulso e leve um longo momento, só olhando para ela. Ela sempre pareceu vulnerável para mim, mas ela parecia ainda mais agora, braços estendidos, seios impulsionados para cima. O predador natural em mim reagiu.
Bella esperava, olhando para mim, o peito subindo e descendo com a respiração ligeiramente mais rápida. Ajoelhei-me ao lado dela e deslizei sua calcinha fora. Meus olhos viajavam de seus pés ao rosto. Por onde começar?
No final, eu comecei a onde eu sempre começava, em seus lábios. Pairando sobre ela, beijei-a devagar, apreciando o roçar simples de nossos lábios. Sem tocá-la, sem que ela me tocasse, esse contato simples ficou ainda mais elétrico.
Bella suspirou e eu me afastei. Ela fez beicinho.
"Paciência," eu sussurrei, colocando um beijo em sua garganta cuidadosamente, exatamente onde o sangue pulsava mais forte. Eu aninhei contra seu ombro e segui o caminho natural para seu peito. Eu lambi um mamilo rosado e senti seu gemido gutural. O que mais eu precisaria além de momentos como este?
Eu atravessei seu peito, chupando seu outro mamilo. Suas costas arquearam, o corpo dela implorando silenciosamente. Minhas mãos estenderam para as coxas dela, acariciando sua pele luxuriante. Eu nunca aproveitei muito dela assim antes, sem a distração de suas mãos no meu corpo. Era um tipo novo e diferente de felicidade.
Me movi para o espaço entre as pernas de Bella e deixei meus lábios derivarem para baixo, sobre seu ventre macio, demorando brevemente sobre a cicatriz em sua pélvis. A atração de seu sexo me puxou para baixo, para sua pele de seda, já lisa com sua essência. Eu me perguntei se eu poderia me cansar do gosto dela. Será que ela teria um gosto diferente, quando ela virasse uma vampira? Ah, mas se ela fosse indestrutível, eu poderia devorá-la com abandono, me deliciar na sua doçura inebriante, sem medo de ser muito grosso, muito duro.
Bella gozou rapidamente, suas coxas fixando ineficaz em torno de mim conforme seus gritos ecoavam pelo quarto. Eu esperei ela relaxar novamente antes de eu me afastar, sentando sob meus calcanhares. A pele de Bella reteu um adorável rubor, tom de rosa sobre o peito e bochechas.
"Você ainda está vestido," Bella suspirou. Lutando contra um sorriso, levantei e comecei a desabotoar minha camisa. Observá-la enquanto ela me observava era fascinante. Seus olhos desviavam de minhas mãos até o meu peito nu até meu rosto, e assim por diante. Ela lambeu os lábios quando terminei de tirar minha camisa. Sorriu quando eu arranquei os meus sapatos e meias. Respirou fundo quando eu desabotoei minhas calças. Seus olhos seguiram o zíper, e então eu arranquei minha calça e cueca em um movimento. Seus olhos escureceram fixos no meu pau. Eu me alegrei com seu olhar por um longo momento, amando o que a mera visão do meu corpo poderia fazer com ela.
"Vê algo que você quer? Eu perguntei.
Bella piscou, e seus olhos se focaram nos meus. "Quê?"
"Eu perguntei se você viu alguma coisa que você que," eu repeti, rondando sobre ela. "E você deve responder, porque se há algo que você quer, você não vai ter até você pedir por isso."
Bella se contorceu. "Você quer que eu fale sujo?"
Eu acariciei seu pescoço, sorrindo. "Só um pouco. Você foi corajosa o suficiente para me dizer que queria ser amarrada. Certamente você pode me dizer o que você quer que eu faça a seguir."
Bella suspirou estremecendo. "Eu quero que você me foda," disse ela com firmeza chocante. Eu gemia.
"Eu não sei por que eu amo ouvir você praguejar, mas eu amo," eu confessei, situando-me entre suas pernas.
"Eu não sei também – oh," ela ofegou quando eu me empurrei dentro dela. Ela estava tão escorregadia. Comecei em um ritmo lento, adaptando-me novamente ao calor incrível e tensão. Eu escutei o aumento sutil de sua freqüência cardíaca e seus baixos gemidos até que não era mais suficiente.
"Profundo, eu preciso de você mais profundo," Bella disse, como se ela fosse a leitora de mentes. Em um movimento rápido, eu levantei as pernas dela sobre meus ombros e agarrei suas coxas conforme o novo ângulo, deixava-me chegar mais perto. Eu afundei dentro dela com ainda mais facilidade, e ela respondeu com uma forte arfada.
"É isso que você precisa?" Eu perguntei, levando ela duro, rápido.
"Sim," Bella sussurrou, apertando as mãos em punhos. "É tão bom."
Eu gemi minha concordância e foquei na compreensão de suas paredes escorregadias em torno de meu eixo, puxando-me antes de relutantemente me liberar novamente. O resto era um frenesi, uma escalada frenética de gemidos e tremores. Eu podia sentir o suor se formando sobre a pele dela, podia prová-la no ar. Era uma experiência de corpo inteiro.
"Oh Deus," Bella gritou, e então seus gemidos se tornaram incompreensíveis, e seu orgasmo desencadeou o meu. O corpo dela teve violentas reações, seus músculos se contraíram, seu sangue correndo, era demais para resistir – e não foi sempre assim? Meu corpo era um escravo do dela, seu desejo liberando mais do meu próprio.
Quando o êxtase entopercedor virou contentamento tremulo, com relutância as de dentro dela, cuidadosamente soltando suas pernas. Eu desamarrei seus pulsos, mas ela ficou deitada languidamente por um momento de braços abertos e sorrindo.
"Viva ainda?" Eu provoquei, deitando ao lado dela.
"Muito, muito viva," Bella suspirou. "Às vezes, eu sinto que minha vida não começou até a noite em que te conheci."
"Acredite em mim, eu entendo esse sentimento muito bem."
