Disclaimer: Os personagens não me pertencem (a não ser Jacques) e não estou tendo nenhum lucro com isso.

Agradecimentos: Maaya M. (O Bill vai ser consolado! E não se preocupe em estar atrasada com a leitura! Que bom que você continua acompanhando a fic!); Serim (Amei seus comentários! Você por um acaso é psicóloga? Eu concordo com você. O Harry deixou que a raiva ficasse acima do amor... Infelizmente ele não pode remediar esse fato. Mas vai tentar com o Draco!); watashinomori (Mwahaha! Todo mundo adora um barraco! Esse não termina só nesse capítulo não!); xmaripottermalfoyx (Eu preferi o Fred ao Jorge nessa fic, mas eu também gosto dos gêmeos aprontando. É que o Jorge é o gêmeo hetero, por isso ele ficou meio que de fora!); Hanna Snape (Você vai ficar sabendo o local agora!); Ophiuchus no Shaina (Sabe tocar violão? Inveja!); Hermione Seixas (Pois é, aí vem bomba! E daqui pra frente só vem bomba! Não desista de escrever! Na minha primeira fic eu quase desisti também porque minha beta reader achava que eu cometia muitos erros de gramática em inglês, sem contar que meu inglês era o básico do básico, por isso as histórias também tinham que ser mais simples. Mas eu acabei sendo persistente, e mesmo ainda não sendo um inglês perfeito, já melhorei bastante!); Marotos (O trauma do Draco não é tão surpreendente, sabe? Mas ele tá chegando! Vou jogar uma bomba sobre os personagens daqui a uns três capítulos, acho.); Srta. Jeh (Mwahahaha! Acertou! Só faltou um detalhe, que eu revelo no capítulo de hoje!); Ivinne (O Harry foi um tonto, mas é compreensível pelas coisas que ele sofreu. Agora é torcer pra ele ter um final feliz!).

Cap. 29 – Surpresa!

A situação era muito difícil para Draco, mas ele não podia mais adiá-la. Por isso, quando Hermione o mandou ao Beco Diagonal para investigar um velho Comensal da Morte que havia sido visto na Travessa do Tranco, Draco aproveitou para parar em Gringotts e visitar Bill. Eles acabaram no Café mais próximo, e nenhum deles soube como iniciar a conversa.

- Você está ótimo. – começou Draco, e não pôde evitar uma certa irritação por isso. Ele pensou que Bill estaria um pouco mais preocupado com ele e seu paradeiro. Havia imaginado um Bill devastado com olheiras causadas pela falta de sono – e falta de Draco. Bill não estava nem um pouco com ciúmes? Harry havia roubado Draco dele bem debaixo de seu nariz, mas Bill não parecia se importar. O orgulho de Draco foi profundamente ferido.

- Você também. – respondeu Bill com um sorriso débil.

Draco tomou um gole do café com a testa franzida. Claro que ele estava ótimo. Sempre estava impecável. Notou que Bill estava se esforçando muito para não olhar nos seus olhos. Não deveria ser o contrário? Era Draco quem deveria estar se sentindo embaraçado. Era Draco quem deveria estar procurando as palavras certas pra se desculpar. Mas Bill parecia estar tão nervoso quanto Draco. A mente do loiro começou a trabalhar furiosamente, e então ele exclamou:

- Oh, meu Deus! Você dormiu com aquela vagabunda, não dormiu?

Bill o olhou, confuso.

- Com quem?

- Fleur!

O rosto de Bill ficou vermelho.

- Não, não dormi com ela! Já a deixei pra trás há muito tempo. Na verdade, até hoje não sei se o que me atraiu nela foi ela mesma ou seu charme de Veela.

- Mas você dormiu com alguém! – Draco acusou.

Bill ergueu uma sobrancelha.

- Hei! Foi você quem saiu com Harry, não eu! Sou eu quem deveria estar bravo com você, não o contrário! Faz idéia de como me senti quando vi você sair com outro homem? – Bill começou, zangado. Geralmente ele era um homem tranqüilo, mas Draco o pegara num dia muito ruim. Não estava com vontade de bancar o namorado compreensivo hoje. Hoje ele queria bancar o Weasley esquentado.

E então a briga começou.

- Bem... Você não pareceu se importar muito com seu namorado na ocasião! – Draco contra-atacou.

- Fiquei muito chocado pra reagir! Além disso, já tinha sido estúpido o bastante pra te dar permissão de dormir com ele! Tentei manter minha cabeça fria, porque sei que não posso competir com Harry de igual pra igual, posso? E há também o fato de que odeio quando meus irmãos fazem cenas de ciúmes em público. Acho isso horrível. Não quis causar tumulto.

Draco cerrou os punhos na mesa e sibilou:

- Isso é uma grande merda! Você não fez nada porque estava muito ocupado flertando com Fleur para se preocupar comigo!

Bill jogou as mãos para o ar em descrédito.

- Merlin! Por que você está tão obcecado pela Fleur? E se você realmente se importasse comigo, teria ficado Draco.

- Foi você quem me pediu pra dormir com Harry e superar tudo! – Draco disse amuado.

- É, eu sei! – A cor do rosto de Bill combinou com seu cabelo. – Fiz uma coisa idiota, já te disse. Mas estamos falando de Harry Potter. Você está apaixonado por ele desde Hogwarts!

- Não estou não! – Draco respondeu na defensiva. – Foi só uma atração física idiota.

Bill revirou os olhos.

- Ah, por favor! Chame do que quiser, mas nós dois sabemos que o que você sente por ele é amor, não apenas atração física. Todo mundo sabe, Draco. Pelo amor de Merlin, está estampado na sua cara! Não é essa a razão de Hermione e Fred mandarem você pra casa de Harry? Todo mundo sabe que você gosta dele, Draco. Pare de fingir e apenas admita! Se realmente quer superar isso, supere! Não fique inventando desculpas bobas pra estar perto dele.

- Não fico inventando desculpas bobas! E não é assim tão simples! – Draco deu um sorrisinho irônico. – Você não pode superar o que sente por alguém num piscar de olhos. É mais complicado do que isso.

- Então admite que o ama?

- Admito, droga! – Draco confessou, irritado.

- Dormiu com ele?

Houve uma pausa tensa, e então Draco disse com a voz baixa:

- Dormi.

Bill suspirou profundamente e cerrou os punhos. Pensamentos violentos cruzaram sua mente, como estrangular Draco e então matar Harry. Mas ele sabia que só podia culpar a si mesmo por jogar Draco nos braços de Harry. Além disso, havia traído Draco. Não tinha o direito de estar tão zangado com o namorado. Na verdade, havia escondido muitas coisas de Draco. Mesmo assim, seu coração doía. Gostava mesmo de Draco. Eles tinham um relacionamento ótimo.

Uma velha bruxa atrás de Bill cutucou seu ombro, interrompendo seus pensamentos. Ele se virou para ela distraidamente e então ela perguntou:

- E aí? O que ele disse? Ele dormiu com outro? Não consegui ouvi-lo.

Bill ficou vermelho, assim como Draco ficou ao perceberem que estavam dando um espetáculo para os poucos fregueses em volta. Todos os olhos estavam voltados para eles como se esperassem pelo próximo movimento de Bill.

- Eu não o perdoaria se fosse você. – disse uma bruxa que não poderia ter mais de dezessete anos. – Ele dormiu com outro. Isso foi baixo.

- Concordo. – disse a outra adolescente perto dela, mordendo um pedaço do sanduíche em seguida.

- Mas ele disse que a outra pessoa é Harry Potter. – apontou um bruxo na outra mesa.

- E ele é apaixonado pelo Sr Potter desde os tempos de escola, se não me engano. – disse a esposa.

- Mas só porque o amor da sua vida aparece de repente, não significa que você tem o direito de trair o seu namorado atual. Você devia terminar tudo com ele primeiro. – disse a garçonete do Café.

- Bem, certo... – a garota do sanduíche pareceu pensativa. – Mas e se... e se as coisas com o amor da sua vida não estão tão claras? Tipo assim... você vai terminar com o seu namorado de anos assim de repente?

- Mas não é justo, Justine! – exclamou a amiga de Justine. – Você está tratando seu namorado como reserva. Isso é horrível! Não pode deixar alguém de lado só porque está apaixonado por outra pessoa, nem pode esperar que a primeira pessoa volte pra você se as coisas não derem certo com a outra pessoa!

- Isso não é... – Draco tentou dizer, mas foi cortado pela velha senhora atrás de Bill.

- Isso me faz lembrar do meu General... Ele me deixou por outra garota que conheceu no estrangeiro... – A outra velha senhora lhe deu um tapinha amigo nas costas.

- Acho que ele é um cachorro. – disse a garçonete com indiferença, apontando para Draco.

- Espere um pouco! – exclamou Draco com um misto de ultraje e embaraço. Não conseguia acreditar que estranhos estavam discutindo sua vida pessoal tão abertamente.

- Acho que vocês estão vendo tudo do ângulo errado. A verdadeira questão é: Harry Potter é gay? - perguntou o homem para a esposa. – Ele é o herói do nosso filho, e até onde sei tinha uma noiva. Pensei que ele fosse espada.

Draco ficou pálido, e dois pensamentos cruzaram sua mente de uma vez: 'isso não pode estar acontecendo' e 'Harry vai me matar'. Houve um curto período de silêncio no Café, e então todos começaram a falar ao mesmo tempo:

- Não pode ser!

- Isso é realmente inesperado!

- Por que todos os homens maravilhosos são casados ou gays?

- Eu não me importo. A vida é dele mesmo...

- Ah, mas ele é um homem tão bonito. É uma pena...

Draco sentiu a pressão sangüínea subir. Quis cobrir as orelhas e mandar todo mundo calar a boca. Logo aquelas pessoas iriam deixar o Café e fofocar sobre o que ouviram, e então ele estaria frito. A notícia de que ele e Harry estavam dormindo juntos estaria na primeira página do Profeta Diário. Seria o escândalo do ano. O salvador do mundo bruxo saindo com o filho de um ex-Comensal da Morte – e um Malfoy ainda por cima. Harry iria matá-lo com certeza.

Draco calculou as chances de apagar a memória de todos. Se fosse rápido o bastante, poderia apagar tudo de uma vez. Não havia tantas pessoas assim em volta.

- Esperem um pouco. – disse Bill, fazendo todo mundo ficar quieto. – Harry Potter não é gay. Só estávamos brincando. Certo Draco? – Bill lançou a Draco um olhar significativo. Draco apenas assentiu. Estava chocado demais pra dizer alguma coisa. – O que ocorre é que Draco e Harry são inimigos declarados, então eu sempre gosto de provocar Draco sobre isso. É uma piada comum entre a gente.

- Não parecia piada... – disse a garçonete.

Draco sentiu vontade de lançar um feitiço nela. Lançou-lhe um olhar mortífero, e ela deu um passo pra trás reflexivamente.

- Hei! Isso vai ficar interessante! – O bruxo duas mesas a frente olhou para a entrada e Draco quase desmaiou. – O sujeito da piada acabou de chegar! Ah, e ele tem companhia!

- Harry... – Draco murmurou, escondendo o rosto nas mãos.

- Jacques! – Bill exclamou tão pálido quanto Draco.

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Harry ficara extremamente desapontado por não encontrar Draco no Ministério, mas escondera bem as suas emoções, ou assim pensava. Hermione ficara excitadíssima ao vê-lo procurar por Draco, e havia feito piadinhas maliciosas sobre o assunto até que Harry havia explodido:

- Pare com isso!

- Certo... – Hermione suspirou. – Talvez você o alcance no Beco Diagonal se correr. Ele foi até o Caldeirão Furado conseguir algumas informações para uma investigação que estamos fazendo. – Hermione disse calmamente. – Depois disso vocês podem ter seu encontro. Eu dou cobertura pra ele.

Harry ergueu uma sobrancelha e disse entre dentes:

- Não é um encontro... Quantas vezes vou ter que repetir isso?

Ela revirou os olhos.

- Claro, tanto faz. Não é um encontro... Por isso você pegou o carro de Fred emprestado, porque não é um encontro. E é por isso que você veio até aqui vestido desse jeito pra procurar pelo Draco.

Harry ficou vermelho.

- Não estava planejando passar por aqui. Mas já que estava por perto, pensei em vir e ver se ele queria uma carona...

Hermione sorriu.

- Awww! Você é tão fofo, Harry! Francamente... Essa é a pior desculpa que já escutei! Você estava por perto?

- Não é uma desculpa! – Harry grunhiu.

- Ah, é sim. – disse Boss ao passar por eles.

Harry deixou os ombros caírem e suspirou.

- Não posso ganhar de você, não é?

- Não.

- E a razão de estar se divertindo tanto tirando sarro da minha cara é porque Ron te contou sobre a conversa que tivemos.

Hermione fez uma careta maliciosa.

- Sim.

- Vou matá-lo. – Harry murmurou de mau humor.

- Ah, pare com isso, Harry. Você devia saber que ele me contaria. Sempre sei quando Ron está me escondendo alguma coisa. Não é tão difícil fazê-lo falar... Você sabia disso. Na verdade, contou pra ele porque sabia que ele iria me contar. Não quis me dizer pessoalmente porque eu estava certa sobre você e Draco, e seria difícil pra você admitir isso. Você não quis ouvir eu me gabando sobre o fato de que sei mais sobre seus sentimentos do que você e...

- Ok. Basta! Você está certa, como sempre. Nãocem por centocerta, mas... – Hermione sorriu largamente e Harry revirou os olhos. – Tanto faz. Agora se você vai me desculpar, tenho um encontro. – Harry deixou escapar, e imediatamente tentou consertar: - Bem, mais ou menos... Só queria dar uma carona pra ele... Nem sei se vou achá-lo.

Hermione bateu no seu ombro em simpatia.

- Boa sorte!

Não foi tão difícil encontrar Draco no Beco Diagonal. O lugar não era tão grande e, portanto, todo mundo sabia sobre a vida de todo mundo. Tom, o dono do Caldeirão Furado, disse a Harry que havia visto Draco ir para Gringotts. O fato estragou o humor de Harry imediatamente, porque ele sabia que Bill trabalhava lá. Em Gringotts, um duende lhe disse que Bill e Draco deixaram o banco juntos e foram até o Café não fazia muito tempo. A raiva e o ciúme de Harry alcançaram o grau máximo quando ele avistou Draco e Bill juntos pela janela do Café.

- Desgraçado! – exclamou alguém perto de Harry, dando voz aos seus pensamentos.

Harry olhou para a pessoa e quase engasgou. O jovem tinha cabelos loiros, olhos azuis e uma atitude arrogante que o lembraram de Draco quando este estudava em Hogwarts. A aura de atração ao redor dele era tão poderosa quanto a de Draco. Harry se sentiu não só pasmo como também fascinado. Se Draco tivesse um irmão mais novo, ele seria exatamente assim.

O loiro o encarou e franziu a testa.

- Algum problema? – o jovem perguntou com sotaque francês.

- Por quê? – Harry retrucou na defensiva.

- Está me encarando como se tivesse algo estranho no meu rosto. Você é gay ou algo parecido?

- Não! – Harry respondeu de imediato.

- Ah, eu não ligo. Estou acostumado a ter homens e mulheres me azarando. Acontece o tempo todo. Eles não conseguem evitar. Como você pode ver, a natureza foi obviamente muito generosa comigo. Sou muito atraente... E também há meu sangue parte–Veela... Pode ser bastante irritante às vezes. Um pervertido ficou me perseguindo uma vez. Você não é um, é?

Harry arqueou uma sobrancelha. O garoto definitivamente poderia ser o irmão mais novo de Draco.

- Por favor, não me diga que seu sobrenome é Malfoy... – Harry murmurou mais para si mesmo do que para o rapaz.

- Não. Meu nome é Jacques Delacour. Você é Harry Potter, não é?

- Sou. Fico imaginando o que foi que me entregou... – Harry disse com ironia.

- Ah, como é que alguém pode não saber quem você é? Além disso, você tem a cicatriz na testa... É realmente única. – comentou Jacques.

- É, eu sei... – Harry estava começando a ficar irritado. Aquele tipo de conversa era uma das razões que o faziam preferir ficar em casa. Odiava quando as pessoas apontavam pra ele na rua ou então lhe pediam um autógrafo. Era ainda pior quando as pessoas falavam e lhe perguntavam sobre a batalha com Voldemort.

Não queria pensar em Voldemort. Sua preocupação principal era Draco e suas razões por estar em um Café romântico com Bill. Jacques parecia preocupado com alguém lá dentro também. Por um instante, Harry se perguntou se o objeto da aflição de Jacques era Draco. O pensamento fez com que ele se sentisse ainda mais perturbado. Draco tinha exatamente quantos amantes? Foi quando ele notou algo mais sobre Jacques.

- Você é parente da Fleur Delacour? – Harry perguntou.

- Por favor, não fale daquela putain. – Jacques disse com desprezo. – Mas é verdade, eu sou primo dela, infelizmente. Ela pensa que pode roubar Bill de mim, mas isso não vai acontecer. Bill é meu. Olhe pra aquele loiro sem graça que está com ele. Ele é apenas um pobre substituto pra quem Bill realmente ama.

- Quem? – Harry perguntou, mas já antecipando a resposta.

- Eu! Sou eu quem Bill ama, não aquela pessoa insípida perto dele.

Harry não pôde evitar sentir-se aliviado ao descobrir que Jacques não estava interessado em Draco. Não pôde evitar também que um sorriso lhe adornasse o rosto ao imaginar que tipo de reação Draco teria se Jacques o chamasse de insípido e sem graça na sua frente.

- Então você gosta de Bill. – Harry declarou.

- Algum problema com isso? – Jacques perguntou agressivamente.

- Nem um pouco! – Harry respondeu. Na verdade, Harry estava super animado em saber daquilo. Não queria se sentir tão feliz, mas se sentia. Bill não era assim tão perfeito no final das contas. Havia apenas um problema ainda. Harry não sabia o que Draco sentia. E só havia um jeito de descobrir. – Então... – Harry começou, - quer entrar? Acho que você precisa conversar com Bill, não é?

Jacques sorriu vivamente.

- Oui!

Continua...

Notinhas da autora: Vocês não sabem como foi divertido escrever sobre a discussão no café! E no próximo capítulo o barraco continua! Com os casais tendo que se enfrentar! Não percam! Eu devo postar o capítulo ainda hoje ou no mais tardar no domingo!