N/A: Olá, senhores! Há décadas que eu não escrevo um N/A, mas tudo bem...
Ok... Primeiro, eu quero agradecer a todos por ainda acompanharem SBB, apesar do tamanho xD! Agradeço a todos pelas reviews e estou aberta para criticas e sugestões .
Além disso, amigos escritores que andam acompanhando SBB resolveram começar a escrever suas próprias versões. Sim, logo depois que a Lalis (Sadie Cottonwalth) começou escrever Snakebites don't Hurt, três outros colegas meus decidiram que começariam sua próprias versões: Os criadores do Garry Gardner (Benedeath), Kia Rosepawn(Otacraze92) e Gwendolyn Bradshaw(noxerin).
Striped Furry Tail – Gary Gardner – Benedeath
Thorny Scarlet Rose – Kia Rosepawn – Otacraze 92
The Mightest Beast (em ingles) – Gwendolyn Bradshaw - Noxerin
Cada versão conta a história de SBB sob o ponto de vista dos respectivos personagens. Recomendo ler! xD
Sem mais delongar, here's the 29th chapter of SBB:
Soaring Black Bird – Chapter 29
Happy Friday!!
"A todos os meus queridos amigos galinheirenses, eu desejo uma
FELIZ SEXTA-FEIRA!
Ah sim... E uma ótima festa de Halloween também +P
Demi Chienbeau.
P.S.: A minha carinha '+P' não está morta!!!
E também não é um 'mais pê', é uma carinha!Uma carinha!!
"
Rayvenne observava a enorme placa de madeira em que tais inscrições estavam gravadas. A placa pendia suspensa a uns cinco metros do chão, em baixo da Joanna, a enorme figueira que ficava bem ao centro do Galinheiro. Era Sexta-feira à noite, dia da festa de Halloween. E se você, meu caro leitor trouxa, já se assustou numa festa de Halloween para trouxas... Morreria numa de bruxos feita por adolescentes!
O Galinheiro estava recoberto por uma grossa camada de teias de aranha – elas sustentavam-se presas com pontas nas paredes e na Joanna. O mais incrível era que a festa parecia acontecer tanto sob a teia quanto sobre a teia: aranhas dos mais diferentes tipos e tamanhos (e quando diz-se 'tamanhos', não queremos dizer entre dez centímetros e quinze centímetros... algumas chegavam a atingir uns bons dez metros) passeavam pela teia num frenesi constante, algumas (as conjuradas pelos gêmeos) dançavam e cuspiam uma gosma verde e fedorenta nos desavisados que passavam por baixo delas. A própria Joanna havia sido transfigurada num salgueiro velho e cheio de fungos por sua extensão. A luz da festa era proveniente não só do luar – uma enorme lua cheia pairando no céu estrelado – como também de tochas em formato de caveira com fogo grego que flutuavam aqui e ali.
Rayvenne estava de Alice assim como fora combinado: usava vestidinho azul bebê, meias de seda e sapatinhos pretos. A parte assustadora eram seus caninos afiados e suas pupilas semi-fendadas. Ora essa, era a única noite de lua-cheia do ano em que Rayvenne podia sair por ai sem tomar seu gole de Wolfsbane! Tinha mesmo era que aproveitar! Claro que ela estava suscetível a se irritar, pelo menos mais de o que de costume... Mas era só ela tentar se controlar, não é mesmo?
-Ray! – Hannah gritou fazendo a loira se virar e deparar-se com um perfeito grupo que parecia ter saído de um livro de histórias. Diante dela estavam uma Branca de Neve de óculos, uma Aurora com uma coroinha em formato de cobra, uma Jasmine acompanhada do que Rayvenne supunha ser uma espécie de Alladin, só que loiro, de olhos cor de mel e caucasiano e uma Belle acompanhada de um Phillip usando o chapéu de Leão de Luna Lovegood (o que Rayvenne supôs ser uma tentativa meio falha de "Fera").
-Olha! A carta da Demi! –Sadie- Aurora exclamou olhando para a gigantesca placa pairante – Puxa vida! Fred e George REALMENTE fizeram o que eu pedi!
Rayvenne lembrava-se vagamente de Demi; ela era uma garota loira tão pequena quanto ela. Ela era da Beuxbatons e costumava andar com Olivia e Sadie no ano anterior. Mas nunca havia falado com ela efetivamente.
-Ray! Ray! Vem cá, preciso te apresentar... – Gwen-Jasmine chamou. A loira se aproximou do "casal das Arábias" sem tirar os olhos do estranho Alladin loiro que parecia ter tanta altura quanto seu amigo francês, Chistian Chathomme. – Ó... Esse aqui é o Kevin Braginski! Ele é um colega meu da Lufa-Lufa... E foi o único que concordou em vir de Alladin comigo!
-E aí, tudo bom? – ele cumprimentou. – Você é a... ?
-Rayvenne Goldenwing! – ela respondeu.
-Cadê o Gardy? – Gwen-Jasmine perguntou. Rayvenne arqueou uma sobrancelha.
-Gardy... ?
-É! O Gary! Gary Gardner! Alto, corpulento, narigudo, Lufa-Lufa... Sabe? – Gwen disse.
-Ah! Acho que não chegou ainda... – a loira respondeu.
-Ah, que pena... – ela comentou num tom de falso desapontamento – É que eu e o pai dele tivemos uma "daquelas noites" ontem à noite, sabe?
-AINDA me traindo com o pai do Gardner? – Kevin perguntou num tom de falsa reprovação e indignação. – Você sabe que eu sou muito melhor do que ele!
-Não me leve a mal não, "Al"... Você pode ser bom e o caramba, mas NADA supera a Foice do Pai do Gardy! – Gwen-Jasmine disse com um sorriso de canto de boca.
-Como assim "nada supera"? - Kevin continuou em seu tom pseudo-indignado – EU sou o cara mais gostoso daqui! Aliás, eu vim do Paraíso dos Caras Gostosos!
-HEIM?
Gwendolyn-Jasmine e Kevin-Alladin desataram a rir depois do último comentário do loiro. Rayvenne ia perguntar, mas um par de vozes a chamaram antes que o pudesse fazer.
-Ray!
Ela se virou apenas para encontrar com um... Espera, aquilo era o que ela realmente estava pensando?
-Mas... George... – Rayvenne disse – Por quê você não está como...
-Príncipe da Branca de Neve? – George-Chapeleiro Maluco perguntou – Honey até propôs... Mas nós dois acabamos concordando que ele é um babaca e eu decidi que faria conjunto com vocês dois!
-E você... É o Gato Cheshire! – Rayvenne comentou apontando para Fred.
-Às ordens, minha cara Alice. – Fred-Cheshire disse fazendo uma reverência. Rayvenne estava se segurando para não rir.
Não era realmente a roupa com listras verticais rosa e lilás que dava a graça à fantasia. Claro, isso também. Além do fato de ele estar usando luvas com garrinhas nas pontas e pantufas de gato rosas, que também eram hilárias. Mas o que realmente deixou Rayvenne intrigada foi o feitiço que lançaram em Fred para que esse ganhasse um par de orelhas lilases e felpudas de gato e uma cauda toda listrada que balançava de um lado para o outro em movimentos calmos e sinuosos, como a de um gato de verdade.
-Ok, Fred. Quanto te pagaram pra você vestir isso? – a loira perguntou. De repente, o sorriso maroto de Fred desmanchou, dando lugar a um semblante sério.
-Muito – ele respondeu sério – Muito mesmo.
-Quem... ?
-Kia Rosepawn e a Sadie – Fred respondeu – O pai da Rosepawn rola na grana... E elas perguntaram o quanto eu cobraria pra vestir isso... E bom, pagaram...
-E... ?
-E eu tive que cumprir, oras! – o ruivo respondeu. A cauda dele balançando mais freneticamente agora.
Rayvenne sorriu.
-Mas você está lindo... – ela murmurou. Não sabia direito porque havia dito aquilo a ele, mas naquela noite não se importava muito com suas ações. Ela não havia tomado Wolfsbane naquela noite. Sim, era tudo culpa da Wolfsbane.
Ao ouvir o comentário, os olhos verdes de Fred e as orelhas de gato pareciam animar-se em sincronia. Seguido pelo sorriso maroto de outrora que voltara a seus lábios.
-Eu ouvi o que eu ouvi? – Fred disse aproximando-se de uma maneira furtivamente felina de Rayvenne. A cauda movimentando-se novamente em meandros sinuosos. – Rayvenne Goldenwing chamando alguém de lindo? Ou será que as orelhas de gato estão tão cheias de pêlo que eu estou começando e escutar errado?
-É, gatinho, e por quê você não me mostra qual caminho eu devo seguir, hãn? – Rayvenne disse com o mesmo sorriso maroto, entrando na personagem Alice. Àquela altura, George já havia ido embora. – Não é por isso que você veio até aqui?
-Depende de onde você pretende ir! – Fred disse – Aqui é Wonderland, você pode estar em qualquer lugar ou em lugar algum... – de repente, ele virou-se num movimento rápido segurando o rosto de Rayvenne com a mão esquerda – Ou posso te indicar o caminho mais rápido pra minha cama, o que acha? – ele perguntou num tom zombeteiro de falsa sedução.
-Você é o quê? Lobo Mal ou Gato Cheshire? – uma voz atrás dos dois os surpreendeu. Eles se viraram só para se depararem com um Gary Gardner com uma roupa toda dourada e asas enormes pregadas em toda a extensão dos braços.
-Gary! A Gwen estava te procurando e... O que raios você é?
-Eu sou um Pomo de Ouro! – Gary respondeu com um sorriso de orelha a orelha, batendo as "asas" freneticamente – Não perceberam?
Os dois balançaram a cabeça negativamente. Gary-Pomo de Ouro pareceu um tanto desapontado, mas logo pareceu se esquecer quando Gwen-Jasmine o chamou.
Não que estivesse ruim a fantasia de Gary... Só que um cara super alto vestido de dourado dos pés à cabeça não era o que poderiamos chamar de estiloso...
A festa de Halloween ocorreu sem muitos problemas. Brendan e Johnathan (vestidos respectivamente de tigre e lobo) conseguiram subir até as teias que cobriam o lugar e enfeitiçaram as aranhas dançantes de Fred e George para que pudessem montá-las e guiá-las para o mais próximo possível de grupos de pessoas aleatórios e assim fazer com que os animais cuspissem sua gosma neles. Charlie (vestido de algo entre um furão e uma toupeira, Rayvenne não conseguiu definir) ao tentar se servir de ponche, acabou virando o enorme pote encharcando não apenas ele, mas todos que estavam a sua volta. Arthur (vestido com um kimono) apesar de toda a algazarra que os galinheirenses faziam, conseguiu adormecer em um dos bancos de madeira. Conseqüentemente, foi usado como alvo de brincadeiras tanto dos gêmeos quanto dos irmãos Goldenwing.
No meio da noite, Devon Germanota, um garoto loiro e magrelo da Lufa-Lufa subiu em um dos bancos seguido por Faith Royalmaid. Eles estava de Padre (o que Rayvenne achou muita contradição, pois Devon era conhecido por seu lado um tanto pervertido) e ela de bailarina negra.
-Gente! Como responsável pela festa de Halloween do Galinheiro desse ano, eu só queria dizer o quanto trabalhoso foi prepará-la! – Devon disse com o feitiço de Megafone – Quero também agradecer aos outros organizadores: Faith Royalmaid, que sem ela não estaríamos comendo toda essa comida maravilhosa, Mireille Tanenaka que ajudou na parte da iluminação, Olívia Cloverfield que nos ajudou com a parte financeira e os gêmeos Weasley pelas teias e as aranhas!
Todos bateram palma enquanto os dois desciam do banco. Gary explicou à Rayvenne que aquilo era uma tradição galinheirense e que, todos os anos, havia sido Devon e Fatith que organizaram tudo.
A noite seguiu com uma sessão de histórias de terror contadas em círculo (Rayvenne precisou praticamente triturar o braço de Fred, ela detestava histórias desse tipo). Quando o relógio bateu duas e meia da manhã, Olivia Cloverfield encerrou oficialmente a festa de Halloween do Galinheiro daquele ano. Todos os alunos começaram a rumar de volta para o castelo mais silenciosamente possível. Rayvenne acabou indo passar a noite na sala comunal grifinória por importunação dos gêmeos e de Hannah, voltar para sua própria sala comunal sozinha as duas e meia da manhã e ainda por cima vestida de Alice e sem tomar Wolfsbane não parecia a melhor coisa a se fazer.
Ao subirem até o sétimo andar, os gêmeos e Rayvenne se despediram de Hannah e Olívia.
-Quer ir ver Fredinho? – Fred perguntou bocejando. Rayvenne concordou, fazia algum tempo que não via o dragão.
Os gêmeos e a loira subiram até o dormitório masculino do sétimo ano. Todos os colegas dos gêmeos já dormiam, inclusive Lino. Rayvenne decidiu ser rápida; tirou o feitiço que cobria Fredinho e se aproximou do escamoso. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, o réptil interveio.
-A gata do zelador – ele murmurou com sua vozinha rouca – sabe que eu estou aqui!
P.S.: Aos viciados em Axis Powers Hetalia, SIM! O sobrenome do Kevin foi inspirado no Ivan/ Russia =U=b
