SCC29

Sakura Card Captors


Episdio 29

Deitado em sua cama de bruos, com a boca apoiada nas mos... Yen pensava sobre sua vida, pensava nas coisas q teria q fazer, as quais naum queria, aquelas mesmas aes sujas q sabia q um dia viria a fazer...

No muito distante desse pensamento, outro lhe corroia a mente, fazendo uma ou duas tmporas latejarem... Shaoran... Yen estava triste. No era aquela tristeza rotineira a qual estava acostumado, e algumas vezes ateh mesmo entediado de sentir... Naum, essa era diferente... um pouko mais forte q o normal... precisava v-lo, e sabia q assim q o fizesse se sentiria aliviado... mesmo sabendo q o primo estah melhor sem ele.

No era nada contra a dona das cartas, muito pelo contrrio, Yen gosta de estar perto de Sakura, sente-se bem, reconfortado, mas bem sabe q esse sentimento quase paternal se ope a outros muito mais perturbadores... raiva,culpa, e ateh mesmo uma ponta de inveja... ele se sente mal por ter esses sentimentos em si, lacrados em seu peito, mas tbm sabe q, em parte, a culpa no eh apenas dele... Ele se vira de cabea pra cima, joga a cabea na almofada e os braos para trs da cabea... jah estah arrumado para ir pro colgio, apenas espera uma menina sorridente entrar no quarto dizendo: Vamos Yen?.
Os pensamentos corrosivos voltam a ocupar sua mente... a imagem do primo lhe vem cabea, ele balana os braos no ar na tentativa de afast-lo; em vo. Antes q a tristeza tomasse conta de cada minsculo detalhe do seu corpo, um toc-toc se faz ouvir na porta do seu quarto.

- Vamos Yen? Sazami abre a porta.

Sentindo Aquilo Que O Tempo No Cura

Sentado em sua muito confortvel poltrona vermelha, Eriol acariciava a gatinha alada que ronronava inconsciente em seu colo. Eriol acabou percebendo que sua enorme poltrona naum era to enorme assim. Os anos haviam passado. Novamente os anos passavam e nada que fizesse podia mudar esse curso. Lembrou-se ento que h muito tempo, ali mesmo naquela poltrona, e em um corpo diferente do atual, tentou fazer com que essa injustia da passagem temporal fosse definitivamente extinta do mundo. Com isso acabara criando mais uma carta Clow, ou melhor duas.

- Apresente-se!

A carta no falou. Havia falhado? Sua magia to poderosa no teria dado conta de uma coisa to simples como manipular o tempo? Clow levantou-se de sua poltrona frustrado e seguiu em direo sacada da varanda.

Eriol no via o parque de diverso, mas sim o seu belo jardim. Avistou ao longe uma macieira, naquele exato momento, de um dos galhos mais altos contemplou a queda de uma maa. Clow arremessou levemente a carta para o alto e a tocou com seu bculo.

- Tempo!

Uma cortina amarelada encadeou a partir da carta envolvendo toda a atmosfera, atingindo a macieira e parando a ma no ar. Clow desceu as escadas, tranqilo e atravessou seu amplo jardim. Ao passar pelo pequeno lago, viu, em uma rvore mais prxima sua casa que Kerberos observava uma seca Cerejeira em plena Primavera. Kerberos no era imune quela magia, encontrava-se parado como uma esttua.

- Jah, jah eu resolvo esse problema Kerberos, me deh apenas um minuto.

Aps se justificar a Kerberos, Clow seguiu em direo macieira, Yue o alcanou.

- Que pretende? Ambos pararam embaixo da macieira.
- Quero aquela maa. Clow apontou para o fruto que flutuava acima de sua cabea.
Yue, movimentando graciosamente suas asas, girou no ar a menos de um metro do cho e estendeu sua mo pegando o fruto e entregando-o nas mos de seu dono e criador.
- Aqui estah. Clow tomou em mos o saboroso fruto e o deixou cair na grama.
- Como eu imaginava, esse fruto no me pertence. A maa que rolara no cho, revelou uma de suas faces apodrecida.

Clow estendeu a mo. A cortina de magia se desfez e a carta Tempo retornou para a mo estendida. Surpreendentemente uma segunda carta surgiu logo aps a primeira, ele a pegou e leu:

- O Retorno. Apresente-se!
- Sou a carta do Retorno, criada pelo mago Clow. Meu dever fazer com que uma pessoa muito especial lembre-se de um determinado fato marcante e muito importante vivido por ela. Meu elemento a Luz. E meu mximo poder se faz qd das trevas nasce a mais bela luz. A luz da lua.

O Retorno volta forma de carta e voa s mos de Clow.

- Uma carta gmea. Clow sussurra.
- Pq o espanto? No a primeira vez que isso ocorre. Aconteceu a mesma coisa com a Voz e o Silncio. - As cartas Yue, esto tentando me mostrar algo. Algo que ainda no consigo entender... Algo que talvez tenha medo de admitir. Ptalas de cerejeira voavam das rvores vizinhas Sa-ku-ra...
- Teve uma viso Clow? O mago se volta para o belo anjo, to branco e puro qt a neve e toca sua face aproximando seus rostos por centmetros.
- No... apenas acabo de confirmar o que temia... Mas graas a uma linda criana tudo ir ser resolvido. Ela estar aqui amanh, vc ir gostar muito dela Yue. Vamos, vms resolver o problema de Kerberos...

No dia seguinte, naquela mesma tarde, Clow observava de sua sacada uma ma cair de um dos mais altos galhos de uma macieira em seu jardim.

- Tempo!

Clow desce as escadas tranqilo e atravessa seu amplo jardim. V novamente Kerberos contemplar a Cerejeira e senta-se em um dos bancos prximos ao lago.

- Estah quase na hora. Yue leva a ma ateh ele, enquanto Sakura atravessa espao e tempo chegando ao lindo jardim. A carta retorna s mos do mago; Yue se afasta e vai pra junto de Kerberos observar a Cerejeira seca.
- Desculpe mago Clow, eu queria... Sakura eh interrompida pela graciosa ao de Clow ao levar o dedo indicador boca.
- Shiiiiiiiiii^^ - Clow se vira e lana no ar uma carta. Quero que me ajude por favor.

A carta Flor vai em direo rvore e faz suas belas flores nascerem outra vez.

- No precisava ter feito isso... Kerberos displicente da ao sorri, Yue tbm.

Jah na sala, Sakura v Clow sentado em sua poltrona conversando com Yue e Kerberos.

- Kerberos, Yue e as cartas Clow so criaturas que existem graas aos poderes mgicos que existem dentro do meu corao. Portanto ainda que eu deixe de existir eu quero tbm que vcs vivam felizes ao lado de seu novo dono. Este eh o meu ltimo desejo. O ltimo que poderei cumprir neste corpo... Esta ltima parte Clow balbucia apenas pra si.

Passou-se mais um dia, o mesmo dia na verdade, naquela mesma tarde, Clow observa de sua sacada uma ma cair de um dos galhos mais altos de uma macieira em seu jardim.

- Hj vc ir cair. Clow olha para o cu, dessa vez ciente de seus atos Como eu gostaria que o tempo parasse. Pena que ainda tenho algumas coisas a fazer.

Eriol abre os olhos e v uma carta vermelha, que ainda brilhava em suas mos; repousara Lili em sua poltrona e seguira em direo sacada de onde avistou seu pequeno jardim e o grande parque.

- Foi naquele dia que eu conheci a Sakura e pedi a ela que tomasse conta das minhas criaes. Dessa vez dar tudo certo. Tudo vai ficar bem; no mesmo Sakura? Eriol pensa em voz alta.

*****

- Como ia dizendo, a matriz nula... Kaho continua com sua interessante aula de matemtica; a aula estah quase no fim.
- O que vamos fazer hj depois da aula Sakura?
- No sei Tomoyo, no intervalo decidimos junto com os outros^^. bate o sinal.
- Naum eskeam de fazer os exerccios da pgina 148! aos poukos os alunos vo saindo pela porta em direo ao ptio.
- Podemos ir na minha casa! Sazami se vira para as amigas, ao passarem pela porta Ontem eu fiz salgadinhos de polvo... mas acabei fazendo demais!
- Que tima idia! Eriol se mete na conversa eu gosto muito de salgadinhos de polvo, alis, conheo mais dois que gostariam muito de experiment-los. Eriol olha furtivamente para Shaoran.
- Tah certo. Assim vcs se vem tbm e matam a saudade. Shaoran conclui.
- De quem vcs esto falando Shaoran? Mei Lin desconfiada.
- Do Spiinel-Sun.
- E do Kero. Sakura conclui.
- Ento estah combinado... podem ir indo pro ptio eu vou avisar pro Yen. Sazami corre pelos corredores da escola, os outros seguem para o lado de fora.
- Ser uma tima oportunidade. Eriol conclui eu preciso fzr uma coisa tbm... podem ir indo?
- Mas Eriol... Shaoran hesita por um minuto estah tudo bem?
- Estah sim Li, pode fikar tranqilo, eu soh vou fikar um pouko com a Kaho.
- Com a professora Mizuki? Sakura arregala os olhos espantada.
- Sim, linda Sakura. Com seu habitual sorriso, Eriol deixa a cena e segue em direo sala dos professores. Os outros vo ao ptio e sentam em baixo de uma rvore.
- No sabia que o Eriol e a professora Mizuki...
- Na verdade Sakura, pra mim naum era clara essa relao, mas eu jah desconfiava. Tomoyo olha para o prdio em direo sala dos professores.
- Isso naum me espanta, eles sempre estiveram to juntos desde o incio.
- Pode ser Shaoran, mas e akela histria do urso de pelcia que ele deu pra Sazami?? Mei Lin bate em um ponto muito significante da conversa.
- Bem Mei Lin, essa eh outra histria... Tomoyo volta sua ateno para o grupo de amigos.
- Engraado, h quanto tempo no fikamos assim...
- Assim como Shaoran? Sakura chega mais perto do namorado sentando entre as suas pernas.
- Soh ns quatro...
- Isso eh verdade; sempre tem muita gente perto de ns, ateh mesmo quando estamos caando uma carta. Tomoyo olha pensativa para os amigos.
- Nosso grupo tem crescido muito no mesmo?
- Tem sim Sakura.
- Sakura, Sakura! Chiharu alcana o grupo que conversava embaixo da rvore, Naoko e Rika chegam logo em seguida.
- Oi Chiharu!
- Vc sabia q a senhorita Maki estah vendendo sais de banho maravilhosos?
- So mesmo Sakura, olha! Naoko entrega um pacotinho Sakura.
- Hummm... q delcia! Aps levar o saquinho ao nariz de Shaoran, Sakura entrega o pequeno pacotinho para Mei Lin e Tomoyo cheirarem tbm.
- Nossa, eh bom msm Naoko! Shaoran concorda.
- Ns vms lah na Twin Bells logo depois da aula, vcs kerem ir tbm? Rika prope.
- Haaa... no vms poder ir hj. Combinamos com a Sazami q iramos na casa dela depois da escola.
- Q pena Sakura... mas no deixe de ir lah amanh, se no eles vo acabar; esto sendo vendidos como gua.
- Pode deixar Rika! Muito obrigada por avisar! As meninas se afastam e no meio do caminho Chiharu se separa delas por pouko tempo para pegar Yamazaki, que contava algumas mentiras para alunos mais novos, pela orelha. O grupo de Sakura observa a cena e todos riem.

*****

- Yen!!!!
- Sazami?
- Hj vo todos lah pra casa!
- Como assim todos?
- Sakura, Mei Lin, Tomoyo, Eriol e Shaoran. o ltimo nome mexe um pouko com o corao de Yen. Vms comer os seus salgadinhos de polvo.
- Oq!?
- No seja ruim Yen!
- Mas, mas... e se eles estiverem ruins?
- Estavam deliciosos... nem papai faz to bem quanto vc...
- Mas, mas...
- Mas nada!
- Tudo bem ento... oq eu vou fazer neh...
- Ebaaaa... eles seguem em direo da sala de aula, o sinal jah jah vai bater. Depois da aula hein! Vou ligar pra Aisha. Sazami sai radiante pelos corredores.
- Irei encontr-lo hj... Yen hesita por um momento e pensa em tudo aquilo q o incomodara nessa manh Shaoran...

*****

- Senti que vc queria me ver... estava me chamando?
- Estava, mas tbm sei que quer me contar algo...
- Hj, vou me encontrar com Akira. Como disse a vc, aconteceu involuntariamente.
- Quer q eu esteja por perto?
- No eh preciso, mas acho que ele gostaria de ver vc... e pra que vc queria que eu viesse? Eriol chega bem perto de Mizuki.
- Eu encontrei isso. Mizuki mostra a ele uma carta.
- Isso no estava nos meus planos.
- Acho que Sakura iria fikar um pouko triste por no conseguir akeles sais... ser que vc podia passar na Twin Bells antes de ir na casa da Sazami?
- Posso sim... aproveito para entregar isso a ela. - Eriol pega a carta.
- Como assim? Vai aprontar naum eh Eriol?
- Pq vc pensa to mal de mim? Eriol faz um carinho no rosto de Mizuki.
- Kerberos no vai gostar nada dessa carta...
- No vai mesmo... Eriol sorri.

End.


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Yen Li.