Disclaimer: Saint Seiya, obviamente não me pertence.

"I saw the light fade from the sky

On the wind I heard a sigh

As the snowflakes cover my fallen brothers

I will say this last goodbye"

- The Last Goodbye - Billy Boyd.

"Home is behind, the world ahead

and there are many paths to tread

Through shadow, to the edge of night

Until the stars are all alight."

- Pipin's Song - Lord Of The Rings.


Capítulo 25.

A neve começava a se desprender do chão quando um grupo de cinquenta anões marchava em direção ao império, deixando para trás a grande montanha azul, nome dado devido a mesma só produzir safiras. O pequeno grupo era liderado pelo clã Hoffmann. Anões que não seguiam as leis impostas pelo Rei e pelo conclave. Eram considerados livres, porém traidores.

- Senhora, tem certeza que deseja isso? – um anão de pele amendoada com uma longa trança em sua barba preta perguntou receoso. – Vamos nos envolver nesta guerra?

- Kahn. – a anã o encarou com frieza. – Está indo contra as minhas ordens?

- Não, minha senhora. – Kahn respondeu respeitosamente. – Desculpe a minha intromissão.

- Deixe-me.

O anão fez uma leve reverência com a cabeça e a deixou. O grupo marchou até um vilarejo próximo, que ficava no fim da estrada que levava até a montanha. Lá eles se abasteceram de mantimentos e compraram pôneis para a longa viagem de quase um mês.

Eles estavam vindo. Ela sabia que aquele grupo estava prestes a se encontrar com o exército dos Rebeldes. Ayala até tentou continuar com a sua visão, mas desde a morte de Heidi e Aldebaran que ela não conseguia se concentrar no futuro. Parecia que sua mente tinha sido completamente bloqueada. Ela só tinha alguns fleches do que estava para acontecer. No começo até gostou, depois começou a ficar preocupada de que as suas visões nunca mais fossem voltar a ser como antes.

Abriu os olhos e notou Eirin ao seu lado. A garota estava em um sono profundo. Ainda era noite, Ayala não teve dúvidas, já que o acampamento estava silencioso e nenhum raio de sol entrava pela fenda de sua tenda. A sacerdotisa levantou-se, sentando na cama. Seus pensamentos vagavam entre a vitória e a derrota. Ela queria ajudar Saga a ganhar essa guerra, mas ela não conseguia ver um final feliz, apenas morte e destruição.

- Preciso achar um ponto fraco, qualquer coisa... – Ayala bufou.

Eirin se mexeu na cama dando as costas para a Ayala, que sorriu por ver que pelo menos ela estava tendo uma bela noite de sono, sem pesadelos. Ayala ficou zelando o sono da garota até que involuntariamente levantou-se, indo até a menina. Os cabelos platinados de Eirin estavam bagunçados e se arrastavam no chão balançando suavemente conforme a brisa entrava pela fenda.

- Talvez...

Ayala levou a mão até o ombro desnudo da garota. No primeiro instante não aconteceu nada, quando Ayala estava prestes a retirar a mão do ombro da garota, sua mente foi levada até o passado.

"Você não pode fazer isso!"

- Eu posso fazer o que eu quiser. – Darius disse sorrindo. – Esses ovos são meus, você é meu, assim como esse reino todo é meu!

"Um dia você irá pagar por todas as mortes que causou!"

- Não se preocupe... Grandine. – Darius acariciou o ovo.

De todos os seus bens, aquele ovo era o mais precioso. Era o último que tinha restado, já que os outros tinham sido fracos e não suportaram os testes feitos por ele. Ele injetou uma seringa feita de material similar a uma escama de dragão, algo que daria inveja até mesmo no povo élfico. Ela era a única coisa que conseguia penetrar um ovo sem lhe causar danos.

- Demorei tanto tempo para criar você... – Darius olhava o objeto com satisfação.

"Você matou os meus irmãos!"

- Tem certas coisas que são necessárias para o futuro da humanidade.

"Você nunca vai conseguir!"

- Eu já consegui!

Ele injetou a seringa em um ovo branco e translucido, puxou o embolo e o liquido dourado começou a fluir para dentro do objeto. Darius estava satisfeito com a sua conquista, nem se importava com os gritos de dor de Grandine, ele não se importava com nada. Seus planos estavam dando certo e se aquele experimento funcionasse, ele mudaria o mundo.

"O que você vai fazer?" Grandine perguntou exasperada. "O que vai fazer?"

- Começar uma nova era!

Ayala cambaleou para trás e deixou seu corpo cair contra a cama. Estava tremula e seu corpo banhado de suor. Os pássaros cantavam e já era possível escutar as vozes dos homens levantando o acampamento. Eles estavam de partida mais uma vez.


Schwert – Império. Palácio de Darius.

- Não me diga que nós perdemos mais um vilarejo? – Reganna andava de um lado para o outro no grande salão do trono. – Destrua as forças dele!

- Minha senhora...

Reganna pulou no pescoço do homem o mordendo com força. Seus lábios ficaram vermelhos, assim como o seu pescoço o seu vestido de veludo púrpura. Quando finalmente ela sugou todo o sangue do homem e seu corpo caiu contra o chão ela pode escutar palmas vindas de trás dela.

- Magnífico! – Katan continuava a bater palmas. – Esplendido!

Reganna limpou a boca com o dorso da mão esquerda e sorriu para o feiticeiro.

- A que devo a sua ilustre visita?

- Pensei em te acompanhar! – ele disse passando as pernas sobre o corpo do homem. – Estou entediado.

- Não quero a sua ajuda. – Reganna limpou o sangue de seu pescoço. – Posso fazer isso sozinha.

- Eu sei. – ele disse dando de ombros. – Eu só irei para observar. Quero ver você matá-los.

- Não irá pegar nenhum para você?

- Não posso deixar aquelas pobres almas somente para você! Pegarei algumas para mim.

- Odeio ter que recorrer a isso... – Reganna começou a desafivelar o vestido. – Eu gostava deste em particular.

- Quer ajuda? – Katan perguntou com um sorriso dúbio nos lábios.

- Não.

Reganna tirou o vestido ficando apenas de calçinha e meias. Ela chutou o vestido para o lado e caminhou até Katan, entretanto, passou por ele sem nem ao menos olhá-lo e foi até Darius que estava na porta observando os dois.

- Se importa? – ela perguntou apontando para o casaco longo de veludo vermelho dele.

Darius tirou a roupa e a vestiu, abotoando cada botão com sutileza e calma. Ele absorveu cada detalhe do corpo dela e antes de fechar o último, deu um beijo casto em um de seus seios.

- Agora eu estou pronta. – ela disse para Katan sem desviar os olhos de Darius. – Quando eu voltar a gente termina o que começou aqui.

- Como quiser minha senhora. – ele sorriu e voltou-se para Katan. – Traga-me algumas crianças.

- Sim, senhor.

Reganna fez um gesto com a mão esquerda e pronunciou algumas palavras e um portal se abriu. Katan passou primeiro e por último ela.


O bar estava lotado e Santana estava enchendo a cara em um canto isolado. Seus pensamentos estavam no metamorfo que a havia enfrentado. Ainda tinha a cicatriz na barriga, onde as garras dele tinham lhe perfurado a pele. Seu corpo possuía algumas cicatrizes, mas todos que tinham deixando uma marca nela estavam mortos, menos um.

- A senhora quer mais um?

SB apenas o olhou, o homem nem pensou duas vezes antes de encher a caneca dela e sumir de sua vista. A metamorfa tomou a cerveja em apenas alguns goles e antes de se levantar foi detida por duas pequenas mãos. Santana olhou para trás e os cabelos castanhos claros era a única coisa que ela podia ver por de baixo daquela capa.

- Você é uma mercenária, não é?

- Solte-me! – SB falou rispidamente. – Ou terei que cortar o seu braço fora?

- Posso pagar mais do que Darius lhe paga. – a mulher disse ainda sem soltá-la.

Santana riu. O som assustou alguns dos soldados presentes no bar. Ela sentou-se novamente de frente para a mulher misteriosa. Chegou bem próximo dela, para que somente ela lhe escutasse.

- Ninguém tem mais ouro do que Darius.

- Eu tenho.

Ela levantou o capuz o suficiente para que a metamorfa a visse. Santana olhou para os lados com cautela, três soldados a estavam observando. Na realidade, ela achava que estava sendo observada, mas agora ela tinha certeza que não era bem ela que estava sendo vigiada. SB levantou-se rapidamente puxando a mulher pelo braço com força.

- Você não deveria estar aqui, Gilliana. – disse em voz alta. – Darius sabe que você esta fora do castelo?

- Eu pensei que você...

-Você pensou errado!

SB fez questão de apertar o braço dela com mais força. Gilliana soltou um grito e os soldados começaram a se levantar, inclusive os que estavam observando a "rainha".

- Deixe-a conosco, a levaremos para o castelo. – disse um soldado alto de cabelos negros.

- Você e o seu grupo de vermes podem ficar por aqui mesmo, eu mesma irei levá-la até Darius.

Santana começou a levá-la para fora do estabelecimento quando um dos soldados entrou na sua frente.

- Você não precisa se incomodar, esse é o nosso trabalho. – falou com arrogância.

Santana começou a contar quantos homens tinham naquele lugar. Enquanto fazia isso, os soldados fizeram um círculo a sua volta, jogando as mesas e cadeiras para um canto do bar.

- Que isso, rapazes. – SB falou sorrindo. – Para que isso tudo?

- Dê a garota para a gente e não ira se machucar.

- Por que vocês a querem tanto?

Silêncio.

- Ah! Aposto que foram vocês que a deixaram escapar!

- Isso não é da sua conta, mulher!

- Ou talvez estejam interessados no dinheiro que ela tem, não é isso?

- Não vamos ficar aqui perdendo tempo com você!

O soldado partiu para cima de Santana com a espada em punho. Ela jogou Gilliana para o lado e desviou da espada do homem dando uma joelhada em seu estômago. Ele caiu no chão e Gilliana chutou o rosto dele com força. Depois disso, tudo virou um caos. A metamorfa se transformou em uma onça e mordeu o pescoço do soldado que investiu contra ela. Alguns deixaram a metamorfa de lado e foram na direção de Gilliana que ainda estava no chão engatinhando para sair da confusão de corpos se chocando um contra o outro.

Um deles a pegou pelos cabelos, levantando-a do chão.

- Sua vermezinha...

Gilliana cuspiu na cara do soldado que lhe deu uma bofetada.

- Desgra...

Santana puxou a espada das costas do homem e a jogou no chão. Gilliana a encarou assustada. A mulher tinha acabado com todos os soldados em apenas alguns minutos. Estava intacta, sem nenhum arranhão.

- Vou te levar para o Castelo.

- Por favor! – Gilliana suplicou. – Eu te imploro!

Santana a puxou do chão pela capa e a trouxe para bem perto.

- Eu odeio ser babá. – Ela a encarou por alguns minutos. – Irei cobrar muito caro!

- Eu pago o que for!

- O que você quer?

- Me leve para Nawar!


Eveline estava sentada contra um grande carvalho próximo ao castelo. Tentava relaxar sozinha, já que Grandine sobrevoava a área a procura de algo para comer. Não conseguia tirar da cabeça os olhares de seus "amigos". "Bruxa" foi a palavra que ele tinha usado, e ela realmente era uma bruxa, talvez até coisa pior.

- Daqui a duas estações...

- O que você quis dizer com isso, Matadora de Reis?

Eveline abriu os olhos e Brougha estava parada de frente para ela a encarando. Sua longa espada de duas lâminas estava fora da bainha e sustentava o seu corpo.

- Que daqui a duas estações a primavera irá nos agraciar com a sua beleza. – Eveline disse voltando a fechar os olhos.

- Você se acha muito esperta, não é?

- Deixe-me em paz!

A lâminas da espada de Brougha fez barulho ao ser arrastada no chão. Eveline nem abriu os olhos, apenas sorriu. Se ela estava querendo arrumar confusão, Eveline ficaria feliz em lhe dar.

- Vocês duas! – Lozac as chamou. – Darius quer todo mundo na sala do trono, agora!

O espectro do mesmo jeito que apareceu, sumiu deixando apenas as duas mais uma vez.

- Espero que seja somente isso mesmo, Matadora de Rei. – Brougha colocou a espada nas costas. – Darius pode confiar em você, mas eu não.

- Minha lealdade é somente para Darius, eu não lhe devo satisfação.

- Veremos até quando...


Vilarejo Hiden.

Os gritos podiam ser ouvidos de longe. Casas e estabelecimentos pegavam fogo, assim como alguns soldados de Darius. A cidade estava sendo devastada pelos rebeldes. Saga havia dividido o seu exército em quatro, para que eles pudessem abrir caminho até o Castelo de seu Pai, onde Darius governava.

- Não acredito que um grupo tão pequeno esteja acabando com os nossos soldados! – Reganna retirou a lamina banhada de sangue do peito de um rebelde. – Bando de incompetente!

- Calma, Reganna. – Katan tinha os lábios sujos de sangue. – Considere isso como um presente para a gente.

- Me alimentar do sangue desses vermes para aumentar o meu poder mágico...

- Eu costumava matar exércitos para saciar a minha sede de poder.

- Então relembre os velhos tempos!

E foi exatamente isso que ele fez. Os dois mataram todos, com exceção das crianças que Darius solicitou. Até mesmo os soldados aliados eles mataram. Não sobrou ninguém no final. A cidade pegou fogo e Reganna fez questão de arrumar os corpos em estacas para que Saga visse o que eles tinham feito com os seus rebeldes.

- Vou te deixar um presentinho, Saga. – Reganna olhou para o mar de corpos estendidos no ar. – Prepare-se, pois a brincadeira acaba de começar.

- Vou deixar uma surpresa para ele também.

Katan sussurrou algumas palavras no ar e quando terminou um silencio ensurdecedor se instalou ali. Ele guiou as crianças até o portal que Reganna havia criado e sumiu junto da feiticeira.


No meio do nada – Próximo a Hiden.

O sol já estava em seu ápice e o exercito de Saga marchava em direção ao Império. Dentro de dois dias eles estariam chegando a uma das cidades que Saga já tinha conquistado com grande esforço. Ele havia mandado um grupo na frente para abrir caminho para ele e os outros. No começo até pensou em mandar uma das amazonas para facilitar a conquista, mas Camus, seu estrategista achou melhor manter Calla e Narya por perto, já que a função delas era proteger ele.

Claro que ele não gostou muito da ideia a principio, mas depois dos ataques constantes que eles sofreram aquela tinha sido uma boa estratégia. Não que ele quisesse proteção, mas visando as próprias amazonas, elas tinham que se preservar para a batalha final e ele não queria mais ninguém machucado por causa dele.

- Aiolos. – Saga não queria demonstrar que estava preocupado, mas ficava evidente em seu semblante. – Alguma noticia do comboio que mandamos na frente?

- Não senhor. Tem algumas horas que não recebo notícia nenhuma deles.

- Eu gostaria que você fosse à frente para averiguar isso para mim.

- O senhor quer que eu vá sozinho ou com alguns homens?

- Acho que Shaka não se importaria que Estelil fosse com você.

- Tem certeza que deseja que a Elfa venha comigo?

- Vou me sentir melhor se ela for contigo. Não estou duvidando da sua capacidade, mas ter um elfo por perto é sempre melhor.

- Como quiser senhor.

- Fale com Shaka, se ele não concordar peça para que venha falar comigo.

Aiolos assentiu e cavalgou na direção do comboio dos elfos. Desde a morte de Aldebaran os elfos preferiram ficar mais afastados dos outros, para não dar margem a uma confusão. Aiolos passou pelos anões que estavam mais a frente e encontrou com Shaka liderando o grupo. O elfo estava montado em seu garanhão branco e ao seu lado estava ela, Estelil. Aiolos no começo não gostava da presença da elfa, sempre tão calada e taciturna, mas depois de meses de convivência, passou a apreciar os momentos que tinha com ela.

- Senhor. – Aiolos chegou perto o suficiente de Shaka, para que somente ele escutasse. – Saga me pediu para que eu fosse à frente para saber noticias sobre o comboio que ele enviou para conquistas Hiden, ele solicitou que Estelil fosse comigo.

- Sim. Mesmo que ele não tivesse pedido para que ela lhe acompanhasse eu iria pedir para ela ir.

- Estou indo agora.

- Estelil.

"Sim, Shaka."

- Quero que você acompanhe Aiolos até Hiden. Faça a escolta dele e lhe ajude de todas as formas possíveis e me mantenha informado.

"Sim senhor."

A elfa assentiu e assim como Aiolos partiu na frente. Algumas pessoas ficaram olhando os dois se distancia do grupo, mas ninguém disse nada. Eles partiram a toda velocidade, sem parar nem para comer e no final do dia, quando as estrelas eram as únicas fonte de luz, chegaram à entrado do vilarejo.

"Estranho..." Estelil deixou o pensamento invadir o dele. "Está muito quieto aqui."

- Também estou achando estranho, deveria ter um grupo aqui para nos receber.

"Esta tudo escuro também."

- Consegue ver mais além?

"Não tem ninguém na rua, não consigo ver mais além por causa das construções, mas não vejo sinal de vida."

- Emboscada?

"Com certeza."

- Então vamos olhar!

"Eu vou primeiro!"

- De jeito nenhum. Cubra a nossa retaguarda!

"Você não me dá ordens, humano."

Aiolos bufou irritado. Ele não queria que uma mulher entrasse primeiro, já que com certeza o vilarejo oferecia perigos, mas ele sabia que com ela não poderia discutir. Ela era completamente diferente de todas as mulheres que ele conhecia, pior até do que Calla.

- Como quiser, mas eu irei com você!

"Como queira, mas mantenha uma distância segura."

- Eu não...

"Mantenha distância. Sinto cheiro de um poder antigo aqui."

- Piorou! – Aiolos segurou as rédeas do cavalo dela. – Não vou deixá-la entrar. Eu vou e você volte para os outros e avise!

Estelil puxou as rédeas da mão dele. Seu olhar era puro desprezo.

"Não. Me. Dê. Ordens!"

- Teimosa!

"Olha quem fala!"

- Vamos juntos.

Com cautela os dois entraram na cidade. Não se escutava nem mesmo o barulho dos animais. Estava tudo muito quieto e o breu dificultava a visão de Aiolos. Estelil guiava o seu cavalo e o dele, para que o mesmo não se perdesse ou se matasse acidentalmente.

"Aiolos, conversaremos mentalmente a partir de agora."

- Por..

"Não me escutou?"

"Por quê?" Quis saber ele. Aiolos não gostava de ter outra pessoa em sua cabeça.

"Sinto que estamos sendo observados."

"Eu não vejo nada!"

"Eu também não vejo, mas a sensação mágica e muito forte aqui."

"Vamos nos dividir."

"Você não consegue ver nem um palmo a sua frente!"

"Eu só preciso de uma tocha."

"Ótimo! Você vai ser a luz que guiara qualquer coisa que esteja aqui até você!"

"É o que eu quero!"

"Você ficou louco?!" Estelil o encarou. Mesmo sabendo que ele não podia vê-la.

"Não! Eu serei uma isca."

A elfa respirou varias vezes antes de responder. De fato ele era maluco e aquilo a tirava do sério. Porque os humanos tinham que ser tão impulsivos? Estavam sempre querendo abraçar o mundo, querendo fazer coisas impossíveis e impensáveis.

"Não serei responsável pela..."

Foi tudo muito rápido. Estelil estava em seu cavalo e logo depois estava no chão com o corpo de Aiolos sobre o seu. Ela não tinha visto nada, mas alguma coisa tinha atacado os dois e se não fosse por ele, ela estaria morta.

Aiolos não conseguia ver nada, estava tentando se concentrar para quem sabe ver pelo menos a Elfa. Depois de alguns minutos discutindo e tentando em vão ver, deixou seus outros sentidos apurados. Foi o suficiente para ele escutar a lamina cortando o ar e indo na direção que ele sabia que estava a elfa. No instinto, jogou-se contra o corpo pequeno da mulher e foi ao chão com ela. A lâmina passou raspando pelo seu ombro direito, lhe dando mais um corte para a coleção.

"Como?" ela perguntou assustada.

"Eu ainda posso ouvir!"

"Eu não escutei nada!"

"Você estava preocupada demais com a minha segurança!"

Estelil se levantou e puxou o arco e flecha das costas. Seus olhos aguçados por causa da sua raça esquadrinhavam o lugar, mas ela não via nada. Ainda em alerta puxou Aiolos até um beco e voltou-se para ele.

"Esta muito ferido?"

"Não. Apenas um corte."

"Consegue lutar?"

"Claro! Que pergunta besta!"

"Então prepare-se!"

Continua...


Oeoeoeoeoeoeoeoe... Olha só quem atualizou! 3 Viu só, estou me comportando novamente. Isso não é lindo?! HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Vou começar a focar nos casais! Já estava na hora né?! Também tenho que dizer que estamos chegando a reta final, graças a Deus, daqui as vinte capítulos acaba. #Morre #Apanha.

Mentira gente, está chegando ao final, mas nem eu sei quantos capítulos vai levar até lá. Eu só vou desenvolver mais os casais, alguns que nem Tchum né, e ai pensar no grande final que morre todo mundo e Darius ganha a guerra! 3 #FogeParaAsMontanhas.

Espero que gostem desse capítulo, semana que vem tem mais, se Deus quiser!


Respondendo aos Recadinhos Felizes! *OOO*

Ikarus – Não se mate pelo amor de Zeus! Vou te dar um presente amor e sim, as barbas dele cresceram, já se passaram um ano. Não está se arrastando pelo chão, mas já dá para fazer uma pequena trança. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Aredhel – Cara, eu espero do fundo do coração que você tenha gostado do capítulo anterior. Da cena da Zara com o Kanon, dos problemas dela e tudo mais, daí pra frente tudo fica mais difícil. HAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Krika – Próximo capítulo teremos Mu e Yuráh! Uma grande cena dos dois, acho que vai ser quase o capítulo todo. Vamos ver a Yuráh em ação, ela e a Zara matando geral! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Você foi à única que percebeu esse detalhe... Mais não é semanas são duas estações. Mais ela quis dizer algo com isso sim, mas só quem sabe é o Divo! Só resta saber se ele vai se tocar...

Notte – Meu amor. 3 No próximo teremos Galadriel e Enora também. Acho que vou colocar Milo e Elinor também, só porque eu sei que você ama esse casal em particular. Será que Galadriel entendeu a mensagem que a Eve passou para ele? Vamos ver!


Vou ficando por aqui! Teve gente levando porrada nesse capítulo e vai ter gente entrando na guerra, mas para qual lado?! Será que Santana mudou de lado?! Será?! SERÁ?!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

BeijosMeLiga!

Machê-san.