N.A: Voltei e não foi num dia normal
Eu não estava 100% favorável com esse capitulo, por isso que não postei ontem, a revisei umas 3 vezes e talvez ate atualize esse capitulo novamente, mas não vai mudar o conceito do capitulo. Sem contar que estar na resta final.
Bom vamos lá
Sussurro do Entendimento
Claro que sabia onde estava, conhecia bem aquele lugar sem esperança e cheia de tristeza, sem contar que desejava com toda sua vontade de não voltar para lá. Aquele lugar estava escondendo o que podia ser no meio da escuridão, como se quisesse ser a sua amiga novamente, mas não se deixaria enganar. A conhecia bem.
Kagome estava presa na joia novamente e aquela saída luminosa de antes não iria aparecer para ela, já que o seu salvador estava preso ali também e não ao seu lado.
Se encontrava sozinha no meio do nada e tinha que encontrá-lo, o queria próximo de si e só depois pensaria em como sair da joia.
Olhou para os lados, estava suspensa já que existia um chão debaixo dos seus pés descalços. Estava voando? Poderia ser uma ideia divertida se fosse verdade ou um sonho que não envolvesse aquele lugar e isso não lhe importava, porque ela simplesmente odiava a sensação de estar ali, num meio do nada e do desespero que tentavam a todo o custo lhe dominar, felizmente conseguia empurra-los para o fundo de sua mente e obrigar a si mesma a manter o foco.
Conseguiu ir para frente com a ideia fixa na mente, queria encontrá-lo, precisava dele. Então sentiu o medo aparecer e não era só por ela.
Então bateu em algo, era gélida e lisa, parecia uma parede. Estranhou, mas escolheu um lado e seguiu com a mão sempre nela, meio que se assegurando que tinha algo no nada. De algum jeito isso era reconfortante do qual essa ideia foi até libertadora e a deixava mais confiante.
Apenas nos primeiros momentos. Logo sentiu o medo e o desespero apareceram de novo, querendo lhe dominar. Decidiu lutar contra novamente até que escutou algo numa falsa alegria:
- Você voltou.
- Mas que porra é essa?! - exclamou InuYasha. - Cadê a Kagome?!
- O que aconteceu? - questionou Sango.
Aproximaram rapidamente onde estavam Kagome e Sesshoumaru antes de uma fenda aparecer e puxá-los deixando para trás a Joia de Quatro Almas na terra destruída, ela continuava pura e brilhava intensamente. Frustrado por ter alguma ideia do que tinha acontecido InuYasha ia pegá-la, mas Miroku o segurou pelo ombro para impedir. Não permitiria que isso acontecesse com o amigo.
- A joia os engoliu. - disse com seriedade.
- Isso é possível? - perguntou InuYasha.
- Se estão dentro da joia, então poderão sair? - perguntou Sango mais para si mesma do que pelos outros, carregava um pouco de esperança já que sua amiga tinha conseguido sair de lá uma vez.
- Não sei, Sango. Kagome nos disse que foi a sua alma que ficou presa na joia e Sesshoumaru-sama usou Tesseiga para ressuscitá-la e tirá-la de lá. Mas a Tesseiga foi destruída e os dois estão na joia.
Entenderam no ponto que o monge queria chegar e gravidade da situação. Por mais que quisesse salvá-los, eles não tinham ideias de como fazer, isso se é que estavam mesmo lá.
Só de pensar que estavam aliviados por tudo finalmente ter acabado, as buscas dos fragmentos tinham chegado ao fim, Sango e InuYasha se sentiam vingados, a maldição de Miroku havia chegado ao fim, assim ele estava livre do destino cruel para então poder ser feliz com quem escolhera. Sesshoumaru tinha recuperado o braço e pelo o que parecia não possuía mais obsessão pela Tessaiga já que Totousai falou enquanto afiava a nova katana de Sesshoumaru, Bakusaiga, era tão poderosa quanto Tessaiga.
Todos tiveram suas recompensas depois de tudo. Todos, menos Kagome. A miko ainda tinha a sua responsabilidade com a joia, tinha o dever de seguir o seu destino. Apesar de não terem nada a ver com isso, não mais, estavam nisso deste o começo ao tomarem a tarefa de ajudar Kagome e ficar ao lado dela.
Só não sabiam que a joia faria isso.
- Vamos levar a joia para Kaede-sama, talvez ela saiba o que aconteceu. - disse Sango seguindo o olhar dos amigos.
A mesma colocou a mão sob o coração quando viu o monge se aproximar da joia e pegá-la, soltou um suspiro de alívio quando nada aconteceu, o objeto ainda brilhava intensamente e atrativa na palma dele. Por esse motivo que Miroku controlou qualquer pensamento em desejar algo enquanto subia em Kirara. Nem tocou em Sango para não cair em tentação. O seu objetivo era tirar seus amigos de dentro e não entrar.
Lá estava a frustração junto com a angústia novamente e tudo por causa de uma pessoa problemática, ela lhe dava dor de cabeça deste que a conhecera, mas ela era o seu problema, sua dor de cabeça e não a trocaria por nada.
Com a Bakusaiga, Sesshoumaru destruía vários youkais que se colocavam em seu caminho, mas em minutos eles retornavam ao normal e voltavam-se contra ele. Do mesmo modo eram as sacerdotisas, havia percebido elas enquanto procurava pela Kagome, eram as almas de Kagome e estavam separadas lutando sem descanso. Quando foi defender a mais nova, Mitsuki, pelo o que se lembrava do nome, ela lhe lançou uma adaga carregada de poder sagrado. A seriedade no olhar lhe dizia que ela o considerava inimigo, não só ela como as outras também, desviou das flechas que iluminavam a escuridão e acertavam os youkais que o cercava, entretanto não os purificavam.
Kikyou apareceu na sua frente e lançou uma flecha, esquivou-se facilmente, acertando um youkais serpente de duas cabeças. Logo ela mudou de alvo, não por reconhecê-lo, mas porque realmente precisava, ela tentava acertar todos que a cercava.
Sesshoumaru não era daqueles que negaria uma briga, iria até o fim. Entretanto, ele tinha em mente que aquela era uma batalha interminável e ficar ali seria uma perda de tempo. Usou a Bakusaiga novamente e foi, as deixando em seus "objetivos de sobrevivência", a katana com o poder de impedir a regeneração não tinha efeito desejado naquele lugar, não a joia sustentando suas almas dos youkais.
- Não pode chegar até ela. - disse um youkai se regenerando. - Kagome sempre pertenceu aqui e com o desejo de Naraku, ela simplesmente retornou para o seu lugar.
- Desejo?
- Ele desejou ela. Desejou que ela ficasse presa na joia, batalhar apenas com ela...
Ficou calado quando foi acertado pela Bakusaiga, não só ele como os outros. O lorde estava focado em sua procura, mesmo que soubesse que eles continuariam a importuna-lo, então parou diante de uma grade de teia de aranha. Com o olhar seguiu a origem dela e encontrou a Naraku adormecido.
-Ele está esperando por ela. Quando Kagome fizer o seu desejo, Naraku acordará e eles lutarão por toda eternidade. Isso é só questão de tempo. - o youkai fez o movimento para atacar o ombro de Sesshoumaru, mas foi partido no meio antes que tivesse êxito em seu ataque.
Sesshoumaru odiava a situação em que estava. Numa luta sem fim e ainda não estar perto de Kagome para manter a sua segurança. Ou se assegurar que não fizesse algum pedido, porque esse não era o destino dela e a protegeria caso fosse.
Ela franziu o cenho ao ver uma pérola aparecer diante de si com uma flecha atravessada nela, a sua flecha, a joia brilhava lindamente como se quisesse salvá-la da escuridão.
Era uma mera ilusão, sabia que a joia tentaria lhe destruir. Querendo acabar com qualquer pensamento de positividade e esperança que poderia ter, como se já não fosse difícil adquirir isso onde se encontrava. Começou lhe tomando a liberdade, só faltava fazê-la desistir.
- Deseje, Kagome. - a voz era fria e distante parecia vinha de todas as direções, como eco. - Deseje sair da escuridão, deseje voltar para casa, deseje estar com quem ama.
- Para quê?! Para distorcer tudo?! Como sempre fez! - gritou com a joia.
Nesse momento não se sentiu tola ao demonstrar toda sua raiva e frustração com o seu grito para um objeto inanimado, do qual agora falava.
Sempre soube que a joia a queria ali e que tivesse medo do desejo dela. E tinha, mas não era da joia em si, era do que poderia desejar, para a joia deixar de existir. Pensou que tinha achado a solução, mas ao ler os livros de sua mãe percebeu que estava equivocada. Só um desejo altruísta não iria destruí-la, precisava saber qual era o desejo correto e ficar presa nela não lhe ajudava nenhum pouco em achar uma solução. Já que ela estava conseguindo o que queria. O temor de errar a impedia de raciocinar, pois tinha medo de permanecer ali na escuridão, ficar longe da família e dos amigos, de Sesshoumaru.
Sem perceber essas ideias estavam começando a persuadi-la.
Respirou fundo e afastou para o fundo de sua mente seus pensamentos como antes. A joia estava lhe testando, então estava mais do que na hora de mostrar que tinha razão em temê-la.
Puxou seu reiki para superfície, o sentiu correr em seus músculos com um calor reconfortante, seu corpo iluminava mais no meio da escuridão, já tinha percebido isso enquanto vagava pelo lugar. Puxou mais ainda o reiki ao tocar na katana, felizmente ela ficara em sua cintura o tempo todo. A lâmina canalizou o seu poder igual ao corpo dela, então Kagome deu um golpe na joia.
Tudo iluminou e Kagome quase se viu cega novamente se não tivesse fechado os olhos. Foi jogada para trás e bateu as costas contra a parede lhe arrancando o ar.
- Força bruta não funcionará. - disse a voz, desta vez parecia um sussurro.
Kagome abriu os olhos, a pérola ainda continuava intacta e iria testar de novo. Então parou ao ver um cenário diferente ao seu redor, o preto ainda dominava o local, mas agora ela estava cercada por youkais que lutavam entre si e tinha teia de aranha a longe por todo lado. Um youkai corvo foi em sua direção, reconheceu aquele youkai e se preparou para o ataque, mas ele bateu em algo no nada e voltou, continuou a se jogar até que uma flecha o atingiu e assim atraiu a sua atenção.
Pelo o baque surdo percebeu que tal parede era uma barreira em volta dela e da joia. Estava protegida ali dentro. Olhou bem para o lugar, era repleto de youkais de todos tipos e notou as sacerdotisas. Todas elas estavam ali, Midoriko, Chiyaya, Mitsuki e Kikyou. Elas lutavam arduamente, era o cenário que uma vez Mitsuki e Kikyou lhe mostrara. Nas visões delas isso parecia uma eternidade, umas batalhas constantes em suas almas. Queria ajudá-las, ir até lá e lutar com elas, mas sabia o que isso significaria e não podia. Teria que ficar ali e desejar que aquilo acabasse, para libertá-las, para ela mesma poder nascer.
Como uma palavra e uma ação poderia modificar tudo? O que desejar para obter o fim certo? Para obter o seu começo?
De repente, o viu no meio de uma orla de demônios, lutando. Qualquer temor ou medo que tivera pelo o seu destino fora substituído rapidamente, sequer pensou ao bater na barreira sem parar usando o punho e o ombro com toda sua força ou ao gritar para chama-lo, mas ele não lhe ouvia, Sesshoumaru ainda continuava lá, lutando. Agora que o viu, queria ir até Sesshoumaru, tocá-lo, protegê-lo e ao mesmo tempo não o queria ali. Afastou-se segurando firmemente a sua katana, estava mais do que determinada ao puxar toda a sua energia para a lâmina a fazendo brilhar fortemente. Kagome estava certa de que iria quebrar a barreira e ir até Sesshoumaru.
- Deseje, Kagome. Deseje... - sussurrou a joia ao lado dela.
- Cala a maldita boca! - gritou a silenciando. Depois pensaria se a pérola tinha uma boca para calar, mas a metáfora deu certo.
Fez um corte no ar e lançou as meias luas contra a barreira. Um som ensurdecedor e de algo se quebrando aconteceu antes da luz diminuir, Kagome viu um arco fazendo um círculo imperfeito e rachado, havia feito um buraco na barreira. Feliz foi até a tal entrada e chamou pelo Sesshoumaru repetidamente, um sorriso de alívio apareceu em si quando viu o olhar dele encontrar com o dela antes de abrir um caminho até ela.
Então a barreira se fechou rapidamente a impedindo de sair. Kagome bateu nela em frustração e raiva, estava odiando aquilo tudo. Usou a sua katana novamente, desta vez ela seria rápida, mas não surtiu efeito. O bloqueio ficou intacto e lisa. Iria tentar de novo até que a voz a impediu.
- Não vai funcionar. Permiti que abrisse para chamá-lo, para você ver o que estar perdendo por não fazer o seu desejo de uma vez.
Kagome ignorou a voz fria da joia, apenas olhava Sesshoumaru se aproximando com a orla de demônio atrás dele. Se sentia impotente, sequer segurou as lágrimas que ameaçavam a cair, não se sentia forte o suficiente para ir contra a manipulação que ela estava sofrendo. A Joia de Quatro Almas estava usando tudo contra ela para continuar existindo.
Voou para a parede que os separavam e a tocou, apenas fez o que era lhe permitido fazer. Observa-lo enquanto finalmente a alcançou. Ele estava tão perto, entretanto, tão longe do seu toque, começou a entender essa frase.
Já não sabia o que fazer. Caso desejasse que Sesshoumaru saísse dali em segurança a joia continuaria a existir, se desejasse ir para casa, iria acontecer a mesma coisa. Se desejasse o que estava pensando deste o começo não sabia o que poderia acontecer com eles dois. Seriam arrastados juntos com o mesmo destino da joia? Se não fosse o correto, ficariam presos ali? Apenas um olhando para o outro pela toda eternidade? Um destino cruel e sádico.
O fôlego prendeu em sua garganta quando percebeu os youkais haviam o alcançado e começaram a atacá-lo. Kagome jogou na barreira novamente o chamando para alertá-lo, mas ele não podia lhe escutar porque ela mesma não escutava a luta do outro lado. Sesshoumaru usou a sua katana e um poder cheio de raios os atacou, os transformando em pedaços. Kagome soltou um suspiro de alívio, tinha em mente que não podia duvidar que ele era capaz de se cuidar muito bem sozinho, mas a necessidade de defendê-lo era bem maior. Não é isso que se faz quando ama alguém?
Tinha notado a mesma angústia que sentia no olhar dele, ela tentou dar um sorriso que passasse confiança, mas ela estava tão desencorajada por não saber o que fazer foi mais como de despedida. Era isso que estava fazendo, estava se despedindo dele. Naquele instante, ela sabia que antes somente estava viva para respirar e nada mais a segurava a não ser a sua responsabilidade com a joia, pois nunca notara que procurava por algo, por alguém. Até Sesshoumaru aparecer como um anjo negro no inverno para lhe salvar do destino de estar presa ali. Foi o único que a viu o quanto teve despedaçada, o único que a tornou inteira novamente, a fortalecendo e mostrando o caminho do seu verdadeiro eu. Ele havia se tornado uma razão para lutar e viver, por ser uma das pessoas mais importante para si. O amava muito, a ponto de ser o seu mundo e havia chegado o momento de tomar uma atitude e se arricar, e iiso incluía o seu mundo.
Encostou a testa contra a barreira, reunindo os únicos requisitos de esperança que tinha em sí. Faria o seu desejo original com uma mudança, colocaria toda sua fé nas palavras. Para si era um desejo altruísta e essa mudança, quem sabe poderia dar certo. E se não desse... Não queria pensar nisso.
- Por que se martirizar, Kagome? - a voz da jóia sussurrou novamente lhe causando arrepios terríveis na espinha do qual fez de tudo para ignorar. - Nós sabemos o que você realmente quer. Deseje estar com ele. Porque ele deseja a mesma coisa.
Ela levantou o olhar para garantir se era mesmo verdade. Sesshoumaru continuava imponente, firme enquanto a observava, a espera de sua atitude. Se sentiu vacilar, porque realmente queria isso e se fosse em outras circunstâncias que não valesse o peso do mundo que carregava ou se tivesse, ela seria feliz em ser egoísta. Mas nem tudo era o que poderia ter e ela sabia que ele lhe entenderia, ele lhe esperaria o tempo que for.
Assentiu para si mesma e limpou as lágrimas antes de encarar a joia. Respirou fundo enquanto guardava a katana na bainha, Kagome estava preparada para o desconhecido.
- Estou pronta para o meu desejo... - colocou a mão na parede em busca de alguma conexão com Sesshoumaru para lhe dar confiança. - Eu desejo... Kikyou merece viver feliz ao lado de InuYasha... Desejo que liberte Kikyou de sua prisão e der a vida a ela antes que a Joia de Quatro Almas desapareça para todo sempre!
Foi um pedido altruísta e correta, ficou surpresa ao ver a jóia começar a rachar e a brilhar intensamente. Cobriu os olhos e tudo estava ficando quente. Escutou a barreira ao seu redor se quebrar e em segundos sentiu um braço em torno da cintura a puxando firmemente, imediatamente se virou e o abraçou, demostrou a pequena saudade que sentiu e o que sentiria. Agora não importava para onde fossem, ela não iria soltá-lo por nada, pois ela tinha a certeza que poderia enfrentar tudo até mesmo o inferno se ele estivesse ao seu lado.
- Vai se arrepender, Kagome.
A voz vinda da joia era como um fio sussurrado só para ela escutar. Sesshoumaru escutou ameaça e apertou mais Kagome contra si, os espinhos de sua armadura não parecia incomodá-la, os braços dela tremiam pela força que usava mantê-lo como se ele pretendesse sair.
Tudo ao redor deles começou a brilhar, o som de batalha e dos youkais não existiam mais, apenas o zumbido e uma sensação de paz que vinha do calor. O zumbido ficou mais alto a cada segundo e competia muito bem com as batidas do coração de Kagome. Ela enterrou ainda mais o rosto no pescoço de Sesshoumaru, estava com muito medo e o seu cheiro denunciava livremente. Então ela sentiu o rosto de Sesshoumaru contra a curva entre o ombro e o pescoço, a sua respiração fazia cócegas que eram muitos bem-vindas, afinal o lorde queria confortá-la e acalma-la.
O calor diminuiu vagarosamente juntamente com a luz, vozes chorosas e infantis os chamaram na forma mais simples e carinhosa do que esperavam escutar novamente apareceram como uma ilusão. No qual a mente da miko gritou imediatamente os nomes deles e dissipou os últimos requisitos de medo que tinha. Ousou se afastar um pouco de Sesshoumaru para espiar e constou que estavam numa cabana, na cabana de Kaede.
Kagome não conseguiu segurar alegria que sentia e nem queria, afinal eles estavam livres da joia.
Sesshoumaru a colocou no chão só para ser quase derrubada no chão pela força que Rin e Shippou se jogaram para abraçá-la. Não podia medir a magnitude da saudade que sentia deles, então apenas os apertava contra si enquanto escutava os seus questionamentos sobre a sua saúde. Logo sentiu um par de braços em volta dela e um choro seguido por ameaças de Sango. Apenas bufou um riso. Estar com a sua família e saber que todos estavam bem significava que ela podia finalmente relaxar, tudo acabou.
Sentiu um súbito levantamento de reiki hostil e o chamado da joia. Por que a felicidade tinha que durar tão pouco tempo?
Levantou o seu próprio poder sagrado e fez uma barreira em volta deles enquanto procurava da ameaça até que a viu. Kikyou estava de volta a vida como desejou e tinha uma raiva bastante descritível no olhar dela que caia sobre InuYasha. Kagome percebeu também a Joia de Quatro Almas dentro do corpo dela, na costela, no mesmo lugar que o youkai centopéia tirou a joia do seu corpo quando apareceu na Era Feudal a primeira vez.
Sabia que aquela não era a joia de verdade, era a essência dela para ser trazida de volta.
Esperta.
Kikyou se levantou e olhou para os lados antes de correr para entrada e pegar o arco e flechas de Kaede, então apontou para InuYasha.
- Você deveria estar selado! Desta vez me certificarei que morra, InuYasha!
