Título: Muito Bem Acompanhada
Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Dany Fabra
Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon
Rated: M – Cenas de Sexo (NC)
Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos.
Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Universal Pictures. Mas a fanfic Muito Bem Acompanhada, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 28 e nos presentearam com suas reviews: Gisele Weasley Potter, Ana Paula Prince, Coraline D. Snape, Olg'Austen, Eris, Florence D. P. Snape, N. Black – Blackie, BCM, Lady Aredhel Anarion, Fernando, Lady McFadden, Kitty Pride Malfoy, Fefa Black, EmilyFarias, KaoriH, Leather00Jacket, Lari SL e Bab's90.
Resumo do Capítulo: Devido aos últimos acontecimentos e à situação insustentável, Marlene está realmente indignada.
– CAPÍTULO VINTE E NOVE –
O ABSURDO DO ABSURDO
No exato momento em que Mulciber e os outros atravessavam o salão comunal da Sonserina, Marlene e Regulus também acabavam de entrar no recinto.
– Vejam só...! – Mulciber anunciou aos amigos, sorrindo larga e falsamente. – Não precisamos mais procurar a McKinnon para anunciar as boas novas... – e quando parou de frente a Marlene, ele disse em tom perverso: – Eu podia resolver todo esse problema que você me causou com apenas duas palavrinhas... Mas acho que você tem que conversar com Snape primeiro...
– O QUE VOCÊ FEZ COM ELE? – Marlene perguntou furiosa.
– Eu não fiz nada, juro – respondeu ele, ainda mais cínico. – E nem é minha intenção fazer alguma coisa com ele; somos amigos, se ainda não percebeu – e acrescentou uma ameaça: – Mas... aquela sua amiga loirinha... ela parece um anjinho... Emmeline Vance, não é?
– Se você se aproximar dela...! – ela disse, e seus lábios tremiam de raiva.
– Vai depender de vocês – Mulciber voltou a falar em tom perverso: – Conte o que sabe e a sua amiguinha vai seguir o mesmo caminho do namorado... Só que dessa vez não vai ter volta...
– Miserável ASSASSINO! – Marlene gritou avançando sobre Mulciber e tentou esbofeteá-lo; só não o fez porque Regulus a impediu. Naquele rompante de raiva, ela acabou por estapeá-lo acidentalmente.
– Eu fiz uma proposta interessante ao Snape – Mulciber pontuou – e também a você, McKinnon. Espero de coração que vocês entendam e aceitem...
– Coração? Desde quando você tem um? ASSASSINO! – ela repetiu colérica.
– Obrigado – ele deu de ombros e se voltou para os que o acompanhavam: – Acham que eu deveria levar um travesseiro? As conversas com Dumbledore são muito enfadonhas – ele deu uma risada maligna e seu olhar recaiu sobre Regulus: – Você arruinou o jogo, seu idiota. Eu cuido de você depois.
Assim que disse isso, Mulciber passou por Regulus com um empurrão e então saiu com o resto do grupo. Marlene e Regulus atravessaram rapidamente o caminho que levava para os dormitórios e quando finalmente chegaram ao quarto, ela até se assustou quando viu Severus. No instante em que ele saíra daquele vestiário, ele parecia tão decidido e agora se encontrava ali largado naquela cadeira como se estivesse completamente decepcionado, parecendo quase... derrotado.
– Severus...? – ela perguntou com uma preocupação indisfarçável.
Severus nada respondeu, apenas indicou a cama com a mão, pedindo para que eles se sentassem. Regulus se sentou na beirada da cama, mas Marlene continuou em pé.
– Pode me explicar o quê aconteceu e por que aquele cara está se sentindo inatingível? – ela insistiu com nervosismo. – Ele vai pra sala do Dumbledore, não vai? Então se a gente for lá agora e...
– Não vamos a lugar nenhum – disse Severus numa voz seca.
A resposta dele foi como um balde de água fria para Marlene.
– Como... é...? – ela indagou, sem acreditar; só podia ter entendido errado.
– O que está havendo? – Regulus se atreveu a perguntar, olhando apreensivo para Severus.
Outra vez Severus respirou fundo, mas olhou para o chão enquanto respondia:
– O feitiço que Mulciber colocou nos balaços... – ele engoliu em seco antes de continuar sua confissão: – ... fui eu...!
– Mas... mas você disse que não sabia...! – Marlene replicou indignada e então Severus ergueu os olhos para ela. – Como é que você teve coragem de...?
– Marlene, calma! – ele pediu, e tentou explicar: – Naqueles balaços, Mulciber utilizou um feitiço criado por mim; sem eu saber disso, obviamente.
Marlene sentou na cama, estarrecida.
– A Magia das Trevas que podia ter me matado – ela murmurou com os olhos arregalados de descrença – e que quase matou o Benjamin! – e se voltou ao namorado outra vez: – Severus...?
– Eu sinto muito pelo Fenwick, mas não tenho como me preocupar com ele agora – Severus retorquiu nervoso, mas com firmeza, e detalhou o que havia acontecido: – Mulciber foi taxativo: se você ou alguém contar sobre as ameaças de morte que ele lhe fez no campo, ele também vai contar a verdade sobre o feitiço que estava nos balaços.
– Então era essa a proposta que ele te fez? – Marlene disse revoltada. – O meu silêncio em troca de...
Severus não a deixou continuar.
– Não é uma proposta; é uma chantagem – ele pontuou, e começou a falar num tom rápido e sem pausas: – Ao contrário de mim, ele não tem nada a perder. Se for dita qualquer coisa que caracterize o incidente como um atentado, Mulciber vai contar tudo que sabe sobre o feitiço que estava nos balaços. Mesmo que não seja verdade, isso vai apontar a minha participação indireta nesse atentado e assim como ele, eu serei expulso.
A cada palavra dita, Marlene o olhava cada vez mais decepcionada.
– Eu não acredito que depois de tudo que esse cara fez...! – ela estava tão decepcionada que se atropelava nas palavras: – Aquele... ELE TENTOU ME MATAR e quase matou o namorado da minha melhor amiga! – ela fez uma pausa, suspirando e passou a mão pelos cabelos, sentindo a cabeça rodar num vórtice sem fim. – Não...! Por favor, alguém diz que isso não é verdade! Por Merlin, alguém me diz que isso não é verdade...!
– Infelizmente é – Severus disse pacientemente, mas ela percebeu que ele mal conseguia esconder a agonia que tinha nos olhos. – Ou fazemos o que ele disse... Ou eu serei expulso.
Um silêncio frio e assustador invadiu o ambiente. Podiam ter passados longos minutos até que alguém resolvesse se manifestar.
– Não vou contar – Regulus garantiu e Severus voltou-se para a namorada.
– Marlene?
Marlene o olhou como se nunca tivesse se sentido tão traída.
– ISSO É O ABSURDO DO ABSURDO! – ela vociferou para Severus e depois também se voltou para Regulus: – NÃO – CONTEM – COMIGO! – e se levantou num pulo.
– Marlene – por – favor! – Severus tentou argumentar.
– ME DEIXA! – ela berrou enquanto caminhava até a porta. – Eu já ouvi tudo o que eu precisava! De você e até dos meus amigos! – ela se referia intimamente aos comentários que ouvira na Enfermaria e concluiu com sarcasmo: – Aliás, os meus amigos não têm e nunca tiveram MEDO de dizer a verdade!
Marlene mal disse essas palavras e então eles ouviram a porta batendo com força. Regulus se levantou e até fez menção de ir atrás dela, mas Severus o impediu com um gesto. Regulus voltou-se a ele incrédulo.
– Mas você não está preocupado que ela...? – ele perguntou preocupado.
– Quando ela se acalmar, quando a raiva passar, ela vai entender... – Severus respondeu calmamente, para espanto do outro.
Regulus apenas fez que sim com a cabeça. Imaginou que Severus deveria conhecer Marlene muito bem para ter tanta confiança assim de que ela não iria contar nada. Depois de mais um momento de silêncio, ele comunicou:
– Eu também vou indo nessa.
Mas antes que ele pudesse fazer a volta, foi impedido mais uma vez.
– Fique onde está, Black – Severus pediu com tranquilidade. – Nossa conversa ainda não terminou.
Regulus estancou o passo de imediato.
– Se é sobre aquele abraço... – ele começou, meio temeroso, meio incerto; ainda se lembrava de como não tinha sido nada agradável atravessar uma janela. Como iria provar a Severus que aquele abraço que ele vira não era exatamente o que parecia?
Ele ainda seguia perdido em suas divagações quando a resposta de Severus o surpreendeu:
– Não – ele respondeu numa voz tranquila. – Aquilo me irritou mas... você fez algo maior hoje.
Regulus piscou, incerto pela segunda vez e Severus prosseguiu:
– Quando você tentou avisar Marlene sobre os balaços – disse ele –, quando você tentou protegê-la por causa do sentimento que você tem por ela...
Regulus o interrompeu nervoso:
– Mas ela não gosta de mim, fique tranquilo quanto a isso! – ele falava cada vez mais agitado.
– Eu sei – disse Severus. – O que eu quero dizer com tudo isso, é que, com essa atitude, você tentou preservar algo que me é muito valioso e muito importante, e que apesar de tudo, de saber o perigo que Marlene corria, eu não consegui protegê-la como deveria – ele concluiu com amargura.
– Eu sinceramente não estou te entendendo, Snape... – Regulus murmurou. – Você fala como se já soubesse que...
– ... que Mulciber pretendia fazer alguma coisa contra Marlene? – Severus completou, respondendo num tom áspero, porém calmo: – Eu sabia sim, Black. Mas a diferença é que eu não sabia exatamente o quê ele pretendia fazer. Eu o vigiei em todos os momentos possíveis dentro do castelo, mas bastou que eles entrassem naquele campo para que eu a deixasse completamente desprotegida.
– Mas... mas isso não dependia de você – Regulus interpôs.
– Talvez não – Severus respondeu. – Mas mesmo assim, eu me sinto no dever de lhe dizer: obrigado.
Um silêncio longo se fez. Regulus olhava para Severus sem acreditar, sem conseguir dizer uma só palavra, até que Severus voltou a falar.
– É isso mesmo – ele repetiu, seguro. – Obrigado por tentar proteger Marlene, independente do motivo que o levou a fazer isso.
– Não por isso – disse Regulus com simplicidade. – Eu vi Mulciber enfeitiçando os balaços, precisava tentar fazer alguma coisa... – e comentou em tom de desabafo: – Olhe, ele pode ser capitão do time, sei que ele é seu amigo, mas pra falar a verdade, eu não o suporto.
Mais uma vez, a resposta de Severus o surpreendeu:
– Eu também não.
Pela primeira vez, Regulus deu um suspiro aliviado.
– Sabe, se você não fosse o namorado da garota que eu gosto – ele brincou, com um meio sorriso infeliz –, eu poderia até simpatizar com você.
– E se você não fosse apaixonado por ela, eu... – Severus ponderou, concluindo com deboche: – Não, acho que nem assim. Você continua sendo um Black.
Regulus finalmente sorriu.
– Hm... mais alguma coisa?
– Não – Severus respondeu, e continuava calmo.
– Então eu já vou – anunciou Regulus, indo para a porta, mas antes de sair, disse: – Acho que você devia falar isso pra McKinnon...
– O quê? – indagou Severus.
– O que você estava fazendo pra tentar protegê-la, mesmo sem ela saber.
– Certo – Severus concordou, e, um momento depois, Regulus desaparecia rumo ao corredor.
Ele fitou a porta, refletindo as palavras finais de Regulus e sem esperar mais, também saiu. Pela primeira vez em sua vida, tinha que concordar com um Black.
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A poucos metros da Torre Corvinal, Marlene ainda sentia a cabeça girar. Sabendo onde Mulciber estava, sua vontade foi invadir a sala de Dumbledore e contar tudo que sabia, mas... Não teve coragem de completar o caminho até a sala do diretor ao pensar que iria prejudicar Severus com essa atitude.
Ela estremeceu só de pensar que por pouco concordaria até com a morte de Benjy, desde que Severus não fosse prejudicado, e sentiu raiva dele. E mais ainda de si mesma. Mais uma vez ela se via mentindo, ou melhor, omitindo alguma coisa para não prejudicá-lo. Omissão em cima de omissão... E claro, tudo por causa de Artes das Trevas! Sempre as Artes das Trevas! Quando isso ia acabar? Talvez no momento em que acontecesse algo de mal a ela e assim como Severus agira com relação a Benjy, da mesma forma ele fingiria não se importar.
A atitude dele... Havia mais alguma coisa do que a terrível preocupação com uma expulsão certa. "Eu sinto muito pelo Fenwick, mas não posso me preocupar com ele agora." E se fosse com ela? Será que Severus iria agir da mesma forma?
Marlene sabia que o amor que sentia por Severus era forte, mas não era por isso que podia deixar que aquela situação insustentável tomasse proporções maiores e se tornasse mais insustentável ainda. Que amor era esse, que a fazia anular suas forças, suas opiniões, a fim de preservar algo que ela já não mais sabia se era o certo?
"O SEVERUS NÃO TEVE NADA A VER COM ISSO!" – ela se lembrou do que dissera aos seus amigos naquela Enfermaria momentos antes para defender Severus, e logo depois, a verdade lhe chegava aos ouvidos por ele próprio e de maneira asfixiante.
Ela adentrou a sala comunal e foi direto ao seu dormitório, onde tomou um banho revigorante e quando se arrumou outra vez, decidiu ir a Enfermaria para ficar com Emmeline e Benjy, pois Lily e James precisavam descansar. E se surpreendeu completamente quando abriu a porta da sala comunal: seu namorado a esperava do outro lado do corredor.
– Marlene! – Severus a chamou.
Mas ela fingiu que não ouviu. Recuou um passo e fez que iria fechar a porta, mas Severus foi mais ágil, atravessando o que faltava da distância até a porta e seguiu para dentro da sala comunal.
– Marlene! – ele chamou de novo, alcançando-a próximo a escada.
– Eu não quero falar com você – ela disse secamente. – Nada do que você disser vai mudar o que aconteceu com o Benjamin! O que podia ter acontecido comigo...! – e novamente lhe deu as costas.
Severus a puxou pelos ombros, obrigando a se voltar para si.
– Acha mesmo que eu participaria por minha vontade de qualquer coisa que pudesse te machucar? – ele perguntou sério. – Que eu conseguiria conviver com isso se tivesse te perdido?
Marlene riu, indiferente.
– Eu não sei... – ela respondeu cínica. – Acho que tem Magia Negra demais me impedindo de responder isso com plena certeza.
As palavras dela pareciam tê-lo ferido, mais do que qualquer outra coisa. Ele se afastou enquanto falava:
– Se você acredita mesmo que eu sou capaz de ajudar o meu amigo a tentar matar a minha namorada – Severus afirmou, a mágoa claramente acentuada em sua voz –, então creio que isso encerra qualquer conversa! – e rapidamente virou-se em direção a porta.
Quando se deu conta de que o havia magoado com o que dissera, Marlene correu até ele desesperada.
– Severus, espera! – ela gritou. – Não foi isso que eu quis dizer – explicou ela, baixando o tom de voz quando ele se virou para encará-la. – Só acho que não era dessa forma que as coisas tinham que ser resolvidas...
– Acredite, eu também não – respondeu ele, se reaproximando e tomando as mãos dela entre as suas. – E por isso, quero lhe agradecer de novo por não ter dito nada.
– Apesar ser absolutamente contra – Marlene frisou –, eu não disse nada a ninguém – e pontuou: – Mas saiba que essa foi a última vez que eu menti, que eu omiti alguma coisa sobre Artes das Trevas pra não te prejudicar. Se isso acontecer de novo, eu...!
– Isso não vai se repetir – Severus garantiu. – Você não disse nada, Mulciber vai assumir tudo...
– É, ele vai – ela o interrompeu, séria. – Mas a que preço? A gente não pode continuar sendo refém das ameaças dele! – disse ela, indignada. – Hoje, ele faz essa chantagem absurda, o que vai ser amanhã? Pra colocar um fim nisso, ele vai tentar me matar de novo?
O rosto dele se contraiu rigidamente, e seus olhos ficaram atormentados com a idéia.
– Ele jamais irá atentar contra a sua vida novamente – Severus disse, apertando ainda mais as mãos dela entre as suas, como se pudessem ficar unidos para sempre. – Eu não vou permitir, nem que eu mesmo tenha que pôr um fim nele, e em qualquer um que tenha sequer pensado em te ferir...
Marlene estremeceu com as palavras dele; embora em nenhum momento Severus tivesse utilizado a palavra "matar", a determinação em sua voz não deixava dúvida de que era exatamente isso o que ele iria fazer com Mulciber, caso o mesmo tentasse matá-la outra vez. E a idéia de que Severus podia e queria matar alguém, mesmo que fosse por causa dela, a deixou aterrorizada.
Ela suspirou fundo, tentando disfarçar a agonia que sentira e então retomou a firmeza na voz para poder dizer:
– Não é só comigo e com a minha vida que eu estou preocupada – afirmou ela. – Mulciber ameaçou a Emme também, e ainda tem as coisas que ele sabe que você fez, esse feitiço horroroso que ele fez questão de colocar nos balaços... – e confessou sua preocupação: – Eu tenho medo que ele queira usar isso pra te ameaçar de novo...
– Mulciber não tem motivos pra fazer isso outra vez – ele assegurou.
– E por acaso ele precisou de motivos pra tentar me matar? – Marlene insistiu.
Severus suspirou fundo antes de responder.
– Ele sempre foi obcecado por Quadribol – ele justificou. – Não me admira que ele quisesse ir às últimas consequências, mas ele escolheu a pessoa errada.
– Ah, Severus! – ela replicou incrédula. – Não queira me convencer que Mulciber fez isso por causa do Quadribol! Eu sei que não foi.
E ele percebeu que não tinha mais como omitir isso de Marlene.
– Realmente não foi – ele admitiu, e lhe disse a verdade: – Mas quando eu percebi que ele queria mesmo fazer algo contra você, eu passei a vigiá-lo, só que ele esperou para agir no jogo. Obviamente, eu deveria ter imaginado que ele esperava apenas uma oportunidade de estar com você sem a minha presença...
– Mas por que você não me contou? – Marlene cobrou a explicação. – Se você tivesse me dito, eu teria falado com o diretor e...
– Foi exatamente por isso que eu não contei – Severus respondeu. – Não teríamos como provar, e eu também não queria te deixar preocupada à toa...!
– À toa? – ela o indagou, e finalmente o nó em sua garganta fora desatado: – Pra mim, Artes das Trevas não é algo à toa. E não é só do Mulciber que eu estou falando... Eu só queria que você entendesse... – ela disse temerosa, mas reuniu coragem para perguntar: – Onde acha que essa história de Artes das Trevas vai te levar?
– Essa história já acabou – disse ele, puxando-a para mais perto e a prendeu em seus braços, num abraço apertado e seguro. – Mulciber vai responder por isso, e o Fenwick vai se recuperar. Vai ficar tudo bem, eu prometo.
Assim que disse isso, Severus inclinou o rosto para beijá-la, mas Marlene abaixou o rosto. Ele não insistiu, apenas beijou o cabelo dela enquanto ela escondia o rosto em seu peito, onde ele não podia ver as grossas lágrimas que se acumulavam e caíam. Ela sabia que ele não tinha sido sincero em suas palavras e não conseguiu responder nada, pois não tinha mais forças para discutir naquele momento.
SSMMSSMMSSMMS
Notas das Autoras
– TATI –
1. Oi pessoal! Já falei isso antes, mas assim como o cap 28, esse cap também foi dificílimo de escrever, exatamente pela questão de "desconstruir" a imagem dos nossos personagens favoritos. Mas apesar de ser tudo tão difícil, e ao contrário do que possa parecer, tudo vai terminar bem (na medida do impossível)!
2. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!
3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
Só lembrando:
GENTILEZA GERA GENTILEZA
REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
